Shelter

26 Planos de um Uchiha


Notas iniciais
Oie amores! Quero agradecer aos comentários (que ainda vou terminar de responder!) e favoritos! Eu disse que ia postar esse capítulo ontem, infelizmente não deu, mas aqui estou eu novamente trazendo comigo um capítulo... Hm... Bobo, eu acho... Mas necessário! Eu espero que gostem. Vocês vão ficar confusos com algumas coisas, mas tudo vai ser esclarecido até o final, prometo! Vamos ler? Boa leitura e nos vemos nas notas finais ♥

Narradora Pov On

Abriu os olhos lentamente, revelando as íris negras. Soltou um longo bocejo, erguendo os braços em sincronia, espreguiçando-se. Virou a cabeça para a direita, levou a mão até o despertador em cima do criado mudo, onde marcavam 06h00, lembrou-se que Sakura acordava 07h00 para se arrumar para o trabalho. Voltou a cabeça para a esquerda e viu o corpo parcialmente nu ao seu lado, sorriu minimamente e se aproximou da mulher de costas para si. Ela dormia tranquilamente, realmente não era a intenção de Sasuke acordá-la, sabia que ela encheria sua pouca paciência disparando perguntas sobre sua saúde, que até o próprio tinha consciência de não estar nada boa, afinal aquelas pontadas no peito e falta de ar constante não devia ser sinal de uma saúde completamente saudável.

Deslizou sutilmente as pontas dos dedos pela curva da cintura nua de Sakura, com muito cuidado aproximou o rosto do ombro da mulher, roçando a ponta de seu nariz no local, subindo até o pescoço, sentindo todo o perfume que dela emanava. Ouviu a respiração pesada e depositou um leve beijo na curvatura do pescoço quente. Observou o corpo feminino por longos minutos, e se conteve em espalmar as nádegas avantajadas e apertá-las com força; não se conformava em como Sakura conseguia deixá-lo inquieto sem fazer absolutamente nada.

Afastou-se antes que resolvesse acordá-la para repetir tudo o que haviam feito na noite anterior. Retirou o lençol sobre o seu corpo e caminhou até o banheiro, onde tomou um banho rápido. Após o banho, recolheu e vestiu as roupas que estavam jogadas por cada canto do quarto, desistindo de encontrar o cinto que havia sumido. Antes de sair do quarto, deu uma última olhada para Sakura que ainda estava adormecida e fechou a porta sem fazer barulho. Foi até a sala, colocou ração para Thor, aproveitando para acariciar o pequeno animal que por ele tinha simpatia, até parecia retribuir os afagos com leves lambidas sobre a mão do homem.

Pegou a chave do carro e sua carteira que jaziam na mesa no centro da sala, saiu do apartamento trancando-o com a sua chave – que depois de muita insistência Sakura lhe dera -, em poucos instantes já estava dentro de seu carro, dirigindo pelas ruas movimentadas de Konoha.

Refez todos os seus planos para aquele dia, teria que resolver algumas coisas e planejava algo para Sakura, mas do jeito que a rosada era, poderia ser capaz de espancá-lo e amaldiçoá-lo até a terceira geração depois que soubesse o que a esperava.

“Ela é a minha única filha menina, é bom que cuide dela, entendeu?”, as palavras do senhor Haruno ecoaram em sua mente.

Estacionou seu veículo em uma vaga no amplo estacionamento da clínica, desceu do carro e entrou no local, parando na recepção, cumprimentando a secretária Temari; uma loira de belos olhos verdes com quem já havia tido um caso no passado, que hoje era sua amiga e esposa de um dos seus grandes amigos.

–Aleluia! – Exclamou a loira, levantando de sua cadeira e contornando o balcão.

Sasuke sorriu de canto ao receber o abraço da mulher, e se surpreendeu quando notou que ela tinha mudado bastante, principalmente em uma região...

–Está grávida? – Perguntou ele, olhando para a barriga redonda de Temari.

Ela sorriu, levou a mão à barriga e acariciou o local.

–Cinco meses! – Disse ela, confirmando.

Sasuke arqueou as sobrancelhas, olhando fixamente para a barriga de Temari. Ela percebendo a curiosidade do homem, riu baixo.

–Pode tocar – Incentivou-o, pegando em sua mão.

Com certo receio, espalmou a barriga dela, afagando a região.

–Menino ou menina? – Afastou a mão, olhando para Temari que sorria abertamente.

–Menino – Respondeu – E você já casou? Tem filho? Ou está o mesmo canalha de antes? – Estreitou os olhos, mas riu assim que Sasuke fez uma careta.

–Estou namorando – Disse a ela, ainda com a cara fechada por ter sido ofendido – E não quero ter filho por enquanto, pretendo me casar primeiro.

Temari assentiu.

–Mas cuidado para não adiar tanto e acabar não tendo nenhum Uchihazinho – Disse divertida – Lembre-se que um dia o seu amigão ai – Gesticulou a parte inferior do corpo de Sasuke – Não vai mais funcionar – Gargalhou após seu comentário.

O Uchiha revirou os olhos, pelo jeito ela continuava a mesma moleca de antigamente.

–Avise ao meu padrinho que estou subindo até a sala dele – Pediu a ela, cessando o assunto.

Temari assentiu, voltando ao seu lugar. Sasuke caminhou até a escada, subindo os degraus lentamente, para que desse tempo de Temari avisar sobre sua visita ao seu padrinho, médico e diretor da clínica.

Estava de cabeça baixa, até que trombou com alguém, tendo que se segurar na barra de aço, para que não rolasse escada abaixo. Olhou furioso para o indivíduo em quem havia esbarrado, e deparou-se com um loiro sorrindo para si.

–Jabuticabinha! – Exclamou Deidara.

O loiro pulou no pescoço de Sasuke, quase sufocando o moreno com o aperto de seus braços.

–Quanto tempo! – Deu um beijo na cabeça de Sasuke – Está magrinho – Soltou-se do Uchiha, que tentava em vão ajeitar a camisa – A rosada estranha está cuidando de você boyzinho? – Deu um leve tapa sobre o ombro de Sasuke.

Era sempre assim quando se encontravam, já se acostumara com os surtos de Deidara ao vê-lo, na verdade haviam se tornado bons amigos desde que começou a namorar Sakura, mesmo com os assédios constantes do loiro sobre si. Passou a mão pelo cabelo, dando uma leve bagunçada, e viu os olhos de Deidara brilharem.

–Não estou magro – Disse olhando para o próprio corpo – E sim, ela está cuidando muito bem de mim, obrigado pela preocupação – Agradeceu ao loiro – O que está fazendo aqui? – Perguntou analisando-o, notando o jaleco branco que trajava.

–Eu trabalho aqui – Respondeu Deidara, levando as mãos à gola da camisa de Sasuke, ajeitando – Sou oftalmologista – Sorriu lançando uma piscadela para o moreno – E você o que faz aqui? Se quiser posso te consultar gratuitamente – Percorreu os olhos pelo corpo do homem a sua frente – Ou quase gratuitamente.

Sasuke subiu mais um degrau, se distanciando de Deidara que desatou a rir.

–Não obrigado – Recusou a oferta – Preciso ir, tchau. – Despediu-se do outro, voltando a subir os degraus.

–Mande um beijo no core para a rosada! – Ouviu Deidara berrar.

Ergueu a mão e fez um sinal de positivo.

Caminhou pelo segundo andar, passando pela recepção sem se importar com os chamados da secretária, continuando seu percurso até o corredor das salas médicas. Parou na última do lado direito, onde na porta branca estava pregada uma pequena placa metalizada, com o nome de seu padrinho em letras pretas.

Bateu apenas uma vez e ouviu o “Entre”, assim adentrando o cômodo iluminado e frio.

–Quando a Temari me disse que estava aqui, eu nem acreditei! – Disse o homem esguio levantando da cadeira.

Sasuke aproximou-se, recebendo um forte abraço e vários tapas em suas costas.

–Sente-se – Pediu Orochimaru apontando para uma cadeira próxima a mesa – Fiquei muito contente que tenha vindo me visitar – Disse sincero.

O Uchiha sentou-se na cadeira do lado oposto da mesa de Orochimaru, apoiando os cotovelos sobre a madeira polida.

–Preciso da sua ajuda. – Murmurou.

Orochimaru fez uma careta.

–Então não veio me visitar – Fingiu estar ressentido – O que eu posso fazer por você afilhado? – Perguntou a Sasuke com sua costumeira simpatia.

–Quero fazer alguns exames aqui na sua clínica – Disse Sasuke – Mas quero que tudo fique em absoluto sigilo, não quero que meus familiares ou qualquer pessoa próxima a mim, a não ser você, saiba disso.

Orochimaru permaneceu alguns segundos em silêncio, apenas olhando para o afilhado.

–Pode fazer isso por mim? – Sasuke o despertou de seus pensamentos.

O homem suspirou, recostando na cadeira.

–Posso saber o porquê de querer esconder da sua família? – Indagou Orochimaru estreitando os olhos – Me diga qual é o problema. – Pediu.

–Primeiro me diga se concorda ou não com a minha condição – Retrucou Sasuke.

–Sim, concordo – Respondeu Orochimaru – Mas estou preocupado – Admitiu – Me diga o que está acontecendo.

Sasuke suspirou.

–Estou sentindo algumas dores. – Disse o Uchiha – Na região do tórax.

Orochimaru direcionou seus olhos até a região que Sasuke indicava, pegou uma caneta e começou a anotar tudo o que o afilhado lhe dizia em um bloco de folhas.

–Sinto falta de ar – Prosseguiu Sasuke – E febre – Acrescentou.

–Essas dores e a falta de ar são constantes? – Interrogou Orochimaru.

Sasuke assentiu.

–Fico praticamente o dia todo sentindo dores quando respiro – Respondeu o rapaz – E a falta de ar é repentina, não tem um momento certo.

Depois de fazer mais algumas anotações, Orochimaru pegou o telefone sem fio e discou um número rapidamente, enquanto era observado por Sasuke.

–Temari, agende uma radiografia torácica para Sasuke Uchiha – Olhou para Sasuke e levou a mão ao fone – Que horas pode estar aqui amanhã? – Perguntou ao Uchiha.

–A partir das seis – Respondeu Sasuke.

–Sete horas – Disse Orochimaru voltando a ligação – Obrigado.

Colocou o telefone no gancho e voltou-se para Sasuke.

–Quero pedir uma coisa para você – Ergueu o indicador da destra – É um problema difícil, você vai precisar se esforçar.

Sasuke assentiu.

–Pare urgentemente de fumar. – Pediu.

–É impossível – Murmurou o Uchiha – Já tentei e não consigo.

Orochimaru balançou a cabeça negativamente.

–Então se prepare para receber uma notícia ruim – Disse seriamente.

Sasuke suspirou, já imaginava que teria de vencer o vício, mas sabia que era praticamente impossível, já que havia tentado parar de fumar por diversas vezes.

–Certo – Suspirou pesadamente – Eu vou tentar.

–Não – Negou Orochimaru – Você não vai tentar, você vai parar definitivamente de fumar – Corrigiu-o.

Sasuke assentiu.

–Eu vou parar definitivamente de fumar – Refez sua fala.

Após Orochimaru lhe instruir para o exame do dia seguinte, Sasuke levantou-se da cadeira e estendeu a mão para seu padrinho.

–Tenho que resolver algumas coisas – Disse enquanto apertavam as mãos – Até amanhã. – Despediu-se.

–Certo, até. – Respondeu Orochimaru acompanhando-o até a porta.

Sasuke saiu da sala, voltando ao corredor. Ao passar pela recepção, despediu-se de Temari, indo apressadamente até o estacionamento, entrando em seu carro. Dirigia perdido em pensamentos, sentiu que Orochimaru estava preocupado, seu problema não devia ser tão simples afinal.

Parou o carro quando o farol fechou, aproveitou para pegar o celular e discar o número de uma das pessoas que poderia lhe ajudar na surpresa que estava planejando. Colocou os fones nos ouvidos, esperando que ele atendesse.

–Fugaku Uchiha – Anunciou o homem da voz grossa e arrogante.

–É o Sasuke – Avisou voltando a dirigir.

–O que você quer? – Perguntou Fugaku, sua irritação era bem notável.

–Preciso que autorize um avião particular para mim – Disse Sasuke.

Ouviu um suspiro exasperado do mais velho.

–Estou no meio de uma reunião – Vociferou seu pai – Peça para o seu irmão autorizar.

E encerrou a ligação.

Respirou fundo, tentando conter a raiva. Apertou as mãos no volante, querendo retornar a ligação e xingar seu pai dos piores nomes que conhecia. Maldita hora que havia saído daquela empresa, com toda a certeza se não tivesse desistido do seu cargo de diretor, não estaria estacionando o seu carro em frente àquele grande edifício para falar com a pessoa que mais odiava; seu próprio irmão.

Saiu do carro e ainda na calçada deu uma bela olhada para o grande prédio cinzento a sua frente, soltou um suspiro pesado pondo-se a caminhar em direção a entrada. Parou algumas vezes para cumprimentar alguns conhecidos e colegas de trabalho, mas procurava ser breve, não queria passar mais do que dez minutos ali.

Entrou no elevador junto a uma jovem moça, ela o encarou com os grandes olhos azuis e abriu um sorriso tímido, ele também sorriu por educação, já estava acostumado com reações femininas perante a ele.

Quando finalmente a porta de aço abriu, saiu rapidamente, passando pelo o corredor cheio de portas, parando na terceira do lado esquerdo. Nem se preocupou em bater para anunciar sua chegada, abriu a porta e encontrou Itachi em sua poltrona, analisando alguns papéis em meio aos milhares jogados em sua mesa, parecia aflito, mas Sasuke resolveu ignorar esse fato.

Itachi ergueu o rosto, quando viu quem acabava de entrar não disfarçou o espanto, fazia tanto tempo que Sasuke não pisara ali, realmente algo muito sério havia acontecido.

–Sasuke? – Itachi levantou de sua poltrona.

–Quero sua autorização para um avião particular – Sasuke disse rapidamente.

Itachi assentiu, voltando a sentar.

–Claro, eu autorizarei – Assentiu – Como a Sakura está? – Perguntou educadamente enquanto abria o notebook.

–Não lhe interessa – Respondeu o irmão mais novo, num tom grosseiro – Autoriza logo essa porcaria, quero ir embora.

Suspirou pesadamente, fechando os olhos por alguns segundos.

–Sasuke – Proferiu o nome do irmão pausadamente – Não precisa me tratar como um inimigo, você sabe que eu não sou.

Sasuke respirou fundo, levando a destra até o cabelo, bagunçando os fios negros.

–Me dá logo a porra da autorização – Pediu irritado.

Itachi voltou a levantar de sua poltrona, contornando a mesa, ficando frente ao seu irmão, que o encarava com um olhar irado.

–Mas será possível? – Indagou erguendo ambas as mãos – Por que não é capaz de voltar a ser o irmão que era antigamente? – Inquiriu a Sasuke.

Sasuke riu sarcástico.

–Por alguns simples motivos – Respondeu irônico – Você matou a mulher que eu amava e o meu filho que nem havia nascido ainda.

Itachi contraiu a mandíbula, odiava a ironia de Sasuke, principalmente se tratando de algo sério como o seu passado, onde era acusado de ter cometido um crime, sendo que era inocente. Já havia recuperado a confiança de seus pais, eles mesmos sabiam de sua inocência, mas mesmo depois de longos e sofridos anos carregando a culpa sem ter feito absolutamente nada, nunca conseguiu convencer seu irmão de sua inocência.

–Como eu poderia... – Murmurou abaixando a cabeça – Como eu poderia matar a mulher que eu mais amei na minha vida? – Não era uma pergunta feita a Sasuke, mas sim para si mesmo.

–Não diga que a amava, porque é men...

–Eu amava sim, sempre amei! – Gritou Itachi, interrompendo Sasuke – Porra Sasuke, nem depois daquela mulher – Se recusava a proferir o nome da mulher que mais odiava – ter tentado matar a Sakura, você acredita que quem armou a morte de Matsuri foi ela! – Esbravejou indignado – Eu não fiz nada!

Sasuke ergueu o rosto, já estava com a paciência esgotada para aquele assunto. Sentiu seu peito começar a latejar, respirou e resmungou de dor. O mais velho notou a mudança de seu irmão, vendo-o respirar profundamente, enquanto esfregava o peito.

–Sasuke – Itachi se aproximou – Está tudo bem? – Pousou sua mão sobre o ombro de Sasuke.

O moreno afastou-se assim que sentiu Itachi tocar-lhe.

–Estou – Respondeu se recompondo – Não preciso da sua ajuda, nem de avião, nem de porcaria nenhuma – Deu as costas, caminhando em direção a porta – Só quero que fique longe da Sakura, não quero que aquela história se repita mais uma vez – Olhou para Itachi sobre o ombro – Não vou deixar que me tire ela.

Saiu da sala, batendo a porta atrás de si. Apertou o botão do elevador e esperou impaciente, assim que as portas se abriram, empurrou quem estava na sua frente e entrou depressa, ouvindo alguém xingá-lo. Encostou-se contra a parede de aço e soltou um longo suspiro. Lembrar do passado deixava-o irritado, sabia que jamais seria capaz de perdoar Itachi, mas ao mesmo tempo tinha vontade de voltar a ser como era no tempo em que era unido ao irmão, onde um precisava do outro, compartilhavam segredos e se divertiam juntos.

Com certeza era uma época bem mais feliz e que jamais iria voltar.

*

Parou o carro em uma vaga no estacionamento do shopping da cidade, desceu do veículo e entrou no elevador, indo para o segundo andar. Caminhou por entre as pessoas, procurando o local ao qual se destinava, uma vez ou outra parava para cumprimentar conhecidos.

Viu o local que procurava adiante, em passos rápidos seguiu até a agência de viagens, entrando em seguida. Havia apenas uma moça sentada à mesa, digitando algo em um notebook.

–Boa tarde – Disse ela, sem desviar os olhos do computador.

Sasuke não respondeu, apenas sentou-se na outra cadeira, esperando que ela o atendesse. Ao desviar os olhos do computador, a mulher parou de digitar, voltando sua atenção totalmente a Sasuke.

–Em que posso ajudá-lo? – Perguntou ela, sorrindo gentil; até demais.

–Quero duas passagens aéreas para Hakui – Respondeu Sasuke, retirando o celular do bolso.

–Para que dia? – Ela quis saber, enquanto voltava para o computador.

Sasuke digitou a senha, desbloqueando a tela do celular.

–Sexta – Murmurou enquanto checava as mensagens do WhatsApp.

Digitou um “Bom dia” para Sakura, que não foi respondido e que provavelmente nem seria, já que a rosada na maioria das vezes ignorava suas mensagens.

Após responder mais algumas perguntas, incluindo seu estado civil – que ele mesmo sabia não ser necessário –, pegou as passagens e voltou a caminhar pelo shopping, observando as várias lojas, sem se interessar por nada; na verdade apenas tentava esquecer o seu problema de saúde, não queria esquentar a cabeça com aquilo.

Sentou em um banco em frente a uma joalheria, ficou observando algum ponto qualquer, e de tão distraído que estava não notou que assim como dentro da loja, algumas garotas ao seu redor estavam o observando. Não se incomodava em ser admirado, sabia o efeito que causava nas mulheres, possuía uma beleza estonteante e no fundo gostava de ser desejado.

Levantou-se do banco e caminhou até a joalheria, entrando e sendo recebido por duas atendentes, ambas querendo prestar-lhe ajuda. As mulheres mostraram-lhe várias joias femininas, desde colares de ouro até anéis de brilhantes. Sasuke pediu para que uma gargantilha de ouro fosse preparada em uma caixa de presente, e seu pedido logo foi atendido.

Após a compra – e ser muito paquerado pelas atendentes -, saiu da loja carregando a sacola de papel consigo. Olhou no relógio de pulso, já passavam das onze da manhã. Pegou o celular e procurou na agenda do aparelho um determinado número, ao encontrar discou esperado alguns segundos para a pessoa atendesse.

–Quer almoçar comigo? – Perguntou ele, antes que a pessoa dissesse algo.

Fez-se alguns poucos segundos de silêncio, provavelmente a pessoa para quem fizera o pedido havia estranhado.

–Posso saber o motivo? – Perguntou ela desconfiada.

–Preciso conversar com você – Respondeu o Uchiha, enquanto abria a porta do seu veículo – Quero te pedir um favor.

–Que horas? – Indagou ela.

Sasuke deixou a sacola no banco do passageiro e ligou o carro.

–Vou te buscar, me espere na frente do hospital – Pediu – Mas cuidado para que a Sakura não a veja.

–Certo – Ela concordou.

Encerrou a ligação, voltando a colocar seu celular no bolso.

*

Parou em frente ao grande hospital, viu a mulher saindo pela porta principal, desceu o vidro fumê do carro para que ela o reconhecesse, e assim que ela o viu, caminhou rapidamente até o veículo, entrando e se acomodando no banco do passageiro, ao lado de Sasuke. O Uchiha analisou a bela mulher, parando o olhar no belo decote.

–Se quiser que eu arranque seus olhos, continue olhando pra cá – Disse Tsunade ameaçadoramente, apontando para seus volumosos seios.

Sasuke riu baixo, e se pôs a conduzir o carro, com os olhos fixos na estrada. Nenhuma palavra fora proferida entre os dois, até estarem dentro de um sofisticado restaurante, onde Sasuke havia reservado uma mesa.

O moreno sentou-se de frente a mulher, pediu vinho e o prato principal, e enquanto o garçom buscava o vinho, aproveitou para iniciar sua conversa com Tsunade, que a cada minuto ficava ainda mais desconfiada.

–Tenho um presente para você – Disse o moreno, entregando a ela uma pequena caixa de presente.

Tsunade pegou a caixa e abriu, encontrando uma linda gargantilha.

–Diga logo o que quer homem – Pediu ela, praticamente jogando a caixa em cima da mesa.

–Não vai me dizer se gostou? – Indagou Sasuke, fingindo ressentimento.

A mulher revirou os olhos.

–É linda, mas não posso aceitar – Afastou a caixa de volta para o Uchiha – Meu marido não ia gostar nada de saber que ganhei um presente de outro homem – Explicou.

–Jiraiya é meu amigo, não se importaria – Persistiu Sasuke, empurrando a caixa até Tsunade.

A loira suspirou exasperada.

–Dá para dizer logo o que quer? – Perguntou impaciente, olhando no relógio e seu pulso – Tenho apenas meia hora, desembucha.

–Quero uma semana de férias. – Disse o Uchiha naturalmente.

Tsunade arqueou uma sobrancelha, completamente confusa.

–Quê? – Indagou.

–Quero que dê uma semana de férias para a Sakura – Repetiu sendo mais claro – Vamos viajar. – Explicou.

–Mas não precisava você me pedir – Disse a mulher, franzindo o cenho – Claro que eu darei férias a ela.

Sasuke balançou a cabeça.

–Mas quero que seja o nosso segredo – Apontou para si e para ela – Ela não pode saber até sexta, quero fazer as coisas diferentes – Sorriu minimamente.

Tsunade estreitou os olhos.

–Olha lá o que vai aprontar rapaz – Avisou a ele.

–Eu sei que faço – Garantiu.

*

Retirou a chave do bolso do jeans, enfiando na fechadura, abriu a porta e entrou em seu apartamento. Quando se preparou para fechá-la, viu um envelope jogado no chão, próximo aos seus pés, provavelmente alguém havia enfiado-o por baixo da porta. Agachou e pegou o envelope de papel, analisando-o.

–Itachi – Leu em voz baixa o nome do remetente.

Fechou a porta e caminhou até uma poltrona, sentando-se. Rasgou a lateral do envelope e pegou o papel que estava dentro, desdobrando.

Era a autorização do avião particular.

Narradora Pov Off

Notas finais
E ai, gostaram? Eu espero que sim. Desculpa se tiver alguns erros, é que estou com pressa, tive que implorar para a minha mamis deixar eu ligar o pc a essa hora T-T Será o que Sasuke vai aprontar? E a Sakura, será que vai gostar da surpresa do Uchiha? Até o próximo meus anjos, dessa vez eu não sei quando vou voltar, mas o próximo capítulo já está bem adiantado, creio que não vai demorar nadinha, hein? Beijinhos o coreeee ♥