Notas iniciais
Oie meu anjos lindos feat. maravilhosos! Não me matem, olha, estou super insegura com esse capítulo e quando digo insegura, é insegura MESMO! Revisei umas 878577745 vezes (nossa, quantos 7 e.e), eu já tinha escrito a algum tempo (dois dias UAHSUAHS af), ai fiquei com a minha guerrinha particular entre postar x reescrever, ai optei por reescrever, porém eu não consegui ç.ç Ai está ai, o capítulo é enorme, vocês vão estranhar a Sakura, mas calma, ela não cedeu aos encantos do Uchiha. Tenho uma notícia talvez ruim, depende. Os capítulos ficaram maiores a partir de agora, estamos no meio da história e eu não quero passar de 40 capítulos, quanto menos melhor! Boa leitura e LEAIM AS NOTAS FINAIS! P.S: Nesse capítulo vocês vãos descobrir os dons do nosso casalzinho u-u

Eu estava apavorada, muito apavorada. Meu coração batia descompassado e eu já podia notar alguns pontinhos pretos em minha visão, eu desmaiaria se não saísse daquela cabine imediatamente. Podia ouvir os berros de outras pessoas que provavelmente estavam em outras cabines, desesperadas assim como eu.

–Ei Sakura, está tudo bem? – Perguntou-me Sasuke, tocando meu ombro.

Meu ódio era tanto que só de ouvir a voz dele me irritava, não por eu ser implicante, é que naquela voz tinha um pontinho de zombaria, eu não duvidava nada que ele que tivesse armado tudo aquilo. Não o respondi, mantive meu rosto escondido entre as mãos e a cabeça baixa tentando respirar normalmente.

–Acho que vamos ficar aqui por bastante tempo – Murmurou ele – Balança bastante, não é?

Pude notar que ele havia erguido o corpo, começando a se mexer dentro da cabine, o pior era que qualquer movimento que fazíamos, aquele troço enferrujado começava a balançar.

–PARA DE SE MEXER! – Berrei desesperada.

Ele riu alto.

Foi a primeira vez que o vi rir tão alto e como aquele riso era bonito, fazia as covinhas de suas bochechas aparecerem. Mas foi uma observação rápida, logo o pavor voltou a dominar, a cabine parecia balançar cada vez mais, meu estômago não iria aguentar aquilo.

–Sa-Sasuke – Sussurrei estremecendo – Por favor – Lancei-lhe o olhar mais suplicante que eu possuía – Me tira daqui. – Pedi.

Sasuke suspirou pesadamente, voltou a sentar no banco, pegando o celular do bolso da calça.

–Já ganhei a aposta – Disse enquanto digitava um número na tela.

Revirei meus olhos.

É, parece que eu havia ganhado um novo namorado.

*

Apenas uma ligação, isso foi o suficiente para que a roda gigante voltasse a se movimentar e eu finalmente pudesse voltar para terra firme. Minhas pernas estavam bambas, Sasuke teve que me ajudar a caminhar, servindo de apoio. Karin veio correndo até mim, empurrou Sasuke o afastando de mim, em seguida me ajudando.

–Amiga você está bem? – Perguntou-me preocupada – Eu te mato Sasuke! – Esbravejou, olhando para o moreno que nem se importou com a ameaça.

Assenti mesmo estando péssima. Ergui meu rosto e pude ver Naruto e Suigetsu sentados e um banco próximo, ambos com um dos olhos roxos.

–Foram eles que subornaram o cara para desligar o brinquedo – Explicou a ruiva.

Sasuke se aproximou de Naruto, que resmungava algo como “Vou cobrar o dobro”.

–Você trapaceou! – Apontei para Sasuke – Não vale!

Ele deu de ombros.

–Só fui inteligente – Se defendeu enquanto retirava um maço de cigarros do bolso.

–Me leva para casa agora! – Bradei me soltando de Karin.

Antes que ele pudesse acender o cigarro, arranquei-o de seus lábios, jogando no chão e pisando em cima. Sasuke franziu o cenho, olhou para o cigarro esmagado no chão e em seguida para mim, era como se eu tivesse cometido o pior pecado.

–Sasuke se deu mal – Disse Suigetsu rindo junto a Naruto.

Sasuke virou o rosto, lançando um olhar assustador para os dois, que se calaram na hora.

–Vamos – Murmurou o moreno pegando em meu antebraço.

E sem demora começou a me arrastar para a saída do parque. Karin acenava para mim, junto a Hinata, enquanto os dois marmanjos riam. Passamos pelas catracas, indo direto para o estacionamento. Andamos até a Ferrari, alguns garotos estavam envolta do carro, analisando-o e discutindo sobre a velocidade e design do veículo, essas coisas que homem discute e eu – e a maioria das mulheres – ficamos boiando.

Sasuke desativou o alarme, fazendo um bip rápido soar, ascendendo todos os faróis. Os garotos se assustaram e rapidamente se afastaram, Sasuke abriu a porta do carona e me empurrou para dentro, contornou o veículo e entrou. Ligou o carro fazendo o motor rugir alto, deixando os meninos impressionados.

–Metido – Resmunguei, colocando o cinto.

Ele sorriu de canto.

Suspirei pesadamente, ainda sentia meu corpo fraco, me ajeitei de um modo confortável no banco e encostei minha cabeça na janela, observando os borrões pelo vidro fumê. Fechei meus olhos e o meu cansaço foi tanto que acabei por adormecer.

*

Eu estava em total escuridão, completamente desnorteada, perdida. Eu não fazia ideia de onde eu estava, aquilo era sufocante, me deixava agoniada.

–Alguém está ai? – Gritei para a escuridão.

Minha voz ecoou, porém não houve resposta, era até um alivio, pelo menos estava sozinha. Estiquei meus braços, tentando me orientar. Dei um passo para frente tomando cuidado para não cair, dei um segundo passo e minhas mãos tocaram algo sólido, me assustei de início, tateei o objeto e pude deduzir que se tratava um porta-retratos.

–Sa-Sakura... – Uma voz sofrida ecoou.

Larguei o porta-retratos e girei em torno de mim mesma, tentando descobrir de onde havia vindo a voz.

–Oi? – Gritei – Alguém está ai?

–Me ajude... – A pessoa voltou a sussurrar – Essa dor... – A voz cessou.

Estreitei meus olhos ao notar que ao longe havia um ponto de luz, talvez fosse a saída. Não perdi tempo, corri em direção a luz o mais rápido que podia, entretanto quanto mais eu me aproximava, ela parecia ficar cada vez mais distante. Eu não podia alcançá-la.

Parei de andar, era inútil continuar seguindo.

–Sakura – Novamente meu nome fora proferido.

Olhei para trás e finalmente pude ver uma figura caída no chão de bruços, completamente nu. Senti minhas pernas fraquejarem, mas imediatamente já estava correndo em direção ao corpo. Ao estar bem próxima, senti meu coração parar por um instante.

Era Sasuke.

–Sasuke! – Exclamei me agachando ao seu lado.

Peguei em seu ombro e o puxei, a fim de virar seu corpo. Sasuke estava pálido, os olhos negros não tinham foco, marcas negras eram visíveis sobre sua pele alva, não eram machucados, apenas marcas.

–Sasuke – O chamei balançando-o – Sou eu, a Sakura.

Os orbes ônix aos poucos foram direcionados para mim, um leve sorriso surgiu em seus lábios, as covinhas em suas bochechas eram visíveis, aquele sorriso era tão... Sincero. Ele tentou dizer algo, porém sua voz não saiu, ele se esforçava, mas nenhum som era proferido.

As marcas negras começaram a se espalhar, aumentando de tamanho, foi então que me desesperei, eu tentava de todas as formas pará-las, mas não adiantava.

Sasuke estava desaparecendo.

Tateei seu corpo, mas era como se eu não tocasse absolutamente nada, eu tocava o vazio.

–Sasuke – Gritei ao vê-lo desaparecer completamente.

Levantei do chão, a luz havia desaparecido e eu estava de volta à escuridão.

*

–Acorda! – Uma voz ordenou.

Abri meus olhos rapidamente, respirando fundo. Meu coração estava acelerado e o suor escorria por minha testa e pescoço.

–Ei, Sakura – Sasuke apareceu em meu campo de visão.

Pisquei meus olhos algumas vezes, completamente confusa.

–Sasuke... – Eu disse pausadamente.

Ele me fitava com o semblante sério. Em um impulso ergui meus braços, envolvendo o pescoço do moreno em um forte abraço.

–Está me sufocando – Disse ele tentando se desvencilhar de meus braços.

Afrouxei meus braços, mas sem o soltar. Escondi meu rosto na curvatura do pescoço quente, fechei meus olhos, recordando do sonho.

–Você está bem – Afirmei, apertando os ombros dele.

–Sim – Confirmou – Estou bem.

Aos poucos o soltei, deixando minhas mãos deslizarem pelo peitoral nu, até o abdômen. Sasuke passou os braços em volta de meus ombros, me apertando contra ele. Encostou o queixo em minha cabeça, enquanto eu envolvia meus braços em sua cintura.

–Foi horrível – Sussurrei.

–Hn.

Permanecemos um tempo abraçados, até que notei que aquela não era a minha cama, nem o meu edredom do Bob Esponja. O soltei bruscamente, me afastando. Só então percebi que eu não estava na minha casa.

–CADÊ A MINHA CASA? – Perguntei em um berro.

Levantei da cama e cambaleei, caindo de bunda no chão. Sasuke me observava de cenho franzido, como se eu fosse anormal. Olhei em volta, estávamos em um quarto enorme, e quando eu digo enorme, é enorme mesmo. A parede de frente para a cama de casal era apenas de vidro, dando uma vista privilegiada da cidade de Konoha. Havia duas portas na parede direita, quase uma ao lado da outra, deduzi ser o banheiro e um closet, pois não havia guarda-roupas, apesar de espaço o suficiente para o móvel.

Havia um degrau no assoalho brilhante, deixando uma parte do quarto mais alta, e ali jazia um piano.

–Um piano? – Olhei para Sasuke.

–É cega? – Perguntou grosseiro.

Revirei os olhos e levantei do chão, batendo as mãos na minha bunda.

–Sabe tocar? – Perguntei sem querer.

Sasuke arqueou uma sobrancelha.

–Tenho um piano porque gosto de jogar futebol – Deu de ombros.

Que sentido havia naquilo?

–Toca uma música para mim? – Pedi animada.

Ele fez uma careta bonitinha, balançando a cabeça negativamente.

–Não – Recusou-se.

Fiquei emburrada, caminhei em direção ao instrumento, notando que em cima dele havia um porta-retratos. Sentei no banco de frente ao piano e peguei o porta-retratos em minhas mãos.

A garota da foto era muito bonita, o cabelo castanho tinham um comprimento acima do ombros, os olhos grandes e negros eram brilhantes, ela sorria tímida, com as bochechas levemente coradas.

–Ela se chamava Matsuri – Disse Sasuke atrás de mim.

Continuei com os olhos fixos na garota.

“Então essa era a noiva dele”

–Ela é bonita – Murmurei, voltando a deixar o porta-retrato sobre o piano.

Sasuke sentou-se ao meu lado, pousou ambas as mãos sobre o teclado do piano, posicionando um dedo em cada tecla.

–Ela era bonita – Resmungou dando ênfase ao “era”.

Sasuke começou a tocar, era uma melodia calma e bonita. Seus dedos se movimentavam sobre o teclado de forma rápida, fazendo com que eu ficasse presa a cada movimento, suas mãos iam e vinham deslizando pelas teclas, e a música soava por todo quarto. Por um breve momento o vi fechar os olhos, mas foram questão de segundos até os abrir novamente, revelando os orbes opacos.

–Era a música preferida dela – Disse ele, enquanto tocava – Healing Winds.

Eu sorri minimamente, voltando meus olhos para as mãos ágeis, quando dei por mim, a música já havia acabado. Permanecemos algum tempo em silêncio, aquilo de repente me pareceu tão triste, talvez ele sofresse ainda, na verdade eu nunca ia saber, principalmente por Sasuke ser reservado demais.

Soltei um breve suspiro.

–Sente a falta dela? – Perguntei-lhe de repente.

–Sim. – Respondeu ele sincero.

Achei melhor não insistir no assunto, não queria vê-lo triste, apesar de sua expressão ser de pura indiferença.

–Minha vez – Eu disse, empurrando-o para o lado.

Sasuke arqueou as sobrancelhas.

–Sabe tocar? – Perguntou-me.

Eu sorri divertida, posicionando minhas mãos sobre o teclado do piano.

–Desde os sete anos de idade – Me gabei.

Minha mãe era professora de música, cresci tendo contato com diversos instrumentos musicais, principalmente o piano, que era minha grande paixão. Respirei fundo, fazia tanto tempo que eu não tocava, na verdade faziam alguns anos, desde que havia mudado para Konoha nunca mais tinha visto um piano prontinho para que eu tocasse. Comecei a movimentar meus dedos, pressionando as teclas com suavidade, a melodia era rápida e fácil de ser tocada.

Enchi meus pulmões de ar e soltei minha voz.

You're the boy with a real nice smile

Você é o menino com um sorriso super bonito

But a broken heart inside

Mas com um coração partido

Give it to a girl, gave it to a girl

Você o entregou a uma menina, o entregou a uma menina

And I think she lost her mind

E acho que ela ficou louca

Olhei para Sasuke de soslaio, pude ver sua boca entreaberta e seus olhos levemente arregalados. Sorri internamente, ele não era o primeiro que me ouvia cantar, mas aquela reação vinda dele para mim era maravilhoso. Virei meu rosto e o encarei.

Are you giving up and done?

Você está desistindo?

Are you through with all this?

Você já está farto disso tudo?

Are you tired of the pain?

Você está cansado da dor?

Torn to pieces

Está destruído

Sorri para ele.

Can you let me try?

Pode me deixar tentar?

Sasuke sorriu de canto, voltei meus olhos para o piano, eu podia sentir meu rosto quente, certamente estava muito corada. Eu não gostava de cantar perto de alguém, se tinha algo que eu tentava ao máximo esconder, era esse meu pequeno dom.

Tell me it's all right

Diga-me que estará tudo bem

Just for one night

Só por uma noite

Show you how to feel like

Vou mostrá-lo qual é a sensação

What it feels like

Qual é a sensação

To be hugged, to be kissed

De ser abraçado, de ser beijado

Sorri involuntariamente e voltei a olhá-lo.

Yes I can be that part of you

Sim, posso ser essa parte sua

I'll try my best

Vou tentar o meu melhor

Parei de tocar, suspirei e afastei minhas mãos do teclado.Vi Sasuke se movimentar, meu queixo foi pego pelas pontas de seus dedos frios, ele virou meu rosto, me forçando a olhar para ele. Ficamos nos encarando por algum tempo, Sasuke curvou-se em minha direção, fechei meus olhos e ele depositou um beijo em minha testa.

–Não terminou de cantar – Murmurou encostando a testa na minha.

Abri meus olhos.

–Não vou terminar – Eu disse desencostando minha testa da dele – Estou com uma fome monstruosa!

Levantei do banco, Sasuke me acompanhou.

–O que acha de panquecas? – Perguntou-me erguendo os braços, se espreguiçando.

–Acho uma boa – Respondi – Vou tomar um banho, faz lá – Comecei a caminhar em direção a uma porta.

–Folgada – Sasuke resmungou.

Entrei no banheiro, era impecável, tudo muito organizado e limpo. A enorme banheira ficava em um degrau na parte mais alta do banheiro. Fui até lá rapidamente, liguei as duas torneiras, enchendo-a de água. Joguei tudo o que vi de sabonete e sais de banho na água, logo fazendo muita espuma subir.

Retirei minha roupa, jogando no chão e entrei na água quentinha, sentindo meu corpo inteiro relaxar, aquilo era tão bom. Fechei meus olhos e encostei meu pescoço na borda da banheira, movimentando minhas mãos embaixo da água.

–Estou em uma guerra interna tentando não te acompanhar nesse banho – Disse Sasuke, escorando no batente da porta.

Olhei para ele que me observava com as mãos enfiadas nos bolsos da calça de moletom preta. Sorri e lancei-lhe uma piscadela.

–Me acompanhe – Ergui meu braço envolvido por espuma.

Fiz um gesto com meu dedo indicador, permitindo que se aproximasse. Sasuke mordeu o lábio inferior, dando um passo à frente. Quando ia dar o próximo passo, a campainha tocou.

–Mas que droga – Resmungou – Não é possível que sejamos atrapalhados toda vez que eu encostar em você – Bagunçou o cabelo irritado.

Comecei a rir.

–Vai atender logo – Eu disse, lançando-lhe um pouco de espuma.

Ele revirou os olhos e deu meia volta, saindo pela porta.

Terminei o meu banho após longos minutos apreciando a água quentinha. Peguei uma das toalhas que estavam sobre um balcão de madeira, enroladas e organizadas em fileira, não consegui imaginar Sasuke se dando ao trabalho de organizar as toalhas, provavelmente ele tinha alguém para que fizesse isso. Me enxuguei, enrolei meu corpo na toalha e sai do quarto. Abri a porta próxima a do banheiro, deparando-me com o closet. Era basicamente um corredor, na parede esquerda havia diversas camisas e blusas enfileiradas, desde sociais até casacos de lã e na parede direita uma fileira de calças jeans, moletons e bermudas.

Abri uma das gavetas que ficavam embaixo dos cabides que suspendiam as peças de roupas, deparei-me com diversas cuecas boxers, como tudo ali, em perfeita organização. Peguei uma preta e vesti rapidamente, estava meio apertada, minha bunda não é muito pequena, mas resolvi ignorar este fato.

Caminhei pelo estreito corredor, olhando as camisas, optei por uma social branca de mangas compridas, era a maior camisa que eu havia encontrado. Após vestir a camisa, calcei uns chinelos que estavam na parte de calçados, o pé de Sasuke era gigante, foi um sacrifício para andar com seus chinelos.

Sai do closet e abri a porta do quarto, entrando em um corredor com mais três portas, duas de cada lado, incluindo a porta do quarto de Sasuke. Caminhei em direção a uma escada de espiral e desci alguns degraus de vidro, mas parei rapidamente ao ouvir vozes. Era Sasuke, reconheci o “Hn”; ele era monossílabo, o que me deixava com uma raiva desgraçada. Mas a outra voz me causou muita surpresa, era fina e mais alta do que a do moreno, era uma voz feminina.

Continuei a descer a escada até a sala de estar, onde havia um enorme sofá de couro branco, de frente para a TV na parede. Caminhei silenciosamente em direção as vozes que ficavam mais altas à medida que eu me aproximava.

–Eu te procurei por toda a cidade – Dizia ela – Fui em busca de informações, até que consegui te encontrar.

–Ele te procurou? – Sasuke perguntou ignorando completamente o que ela havia dito.

Insensível.

Fez-se um breve silêncio.

–Não – Respondeu a mulher – Ele tem ódio de mim.

–Você não tem culpa de nada – Murmurou Sasuke.

–Mas ele continua me culpando Sasuke – Disse ela, alterando o tom de voz – Queria me proibir de vê-lo... – Fez uma breve pausa – Pois sabe que eu... – Suspirou pesadamente – Te amo. – Concluiu.

Fiquei esperando a resposta de Sasuke, que não veio. Ouvi um barulho de cadeira sendo arrastada e novamente um silêncio mutuo.

“Eles estão se beijando!”, minha mente berrou.

Entrei na cozinha rapidamente, vi Sasuke sentado na cadeira, o corpo levemente inclinado para trás, enquanto suas mãos seguravam com força os antebraços da mulher a sua frente, impedindo-a de se aproximar.

–Oi – Cumprimentei ambos com um sorriso amarelo.

Sasuke soltou Tayuya, que voltou a sentar na cadeira. Os olhos escuros da ruiva me analisaram de cima a baixo, para depois se estreitarem.

Aproximei-me de Sasuke, parando atrás dele, passei meus braços pelos ombros largos e aproximei meu rosto do pescoço do moreno, dando um leve beijo ali.

–Bom dia meu amor – Eu disse alto o suficiente para que ela escutasse.

Sasuke virou o rosto parcialmente, me encarou confuso, mas ignorei. Continuei abraçada a ele, encarando Tayuya que me fuzilava com os olhos castanhos.

–Panqueca! – Exclamei animada, olhando para a mesa.

Sai de trás de Sasuke, rapidamente sentando em seu colo. Ele enrijeceu, mas não me retirou de seu colo. Peguei uma panqueca e dei uma mordida.

Hmmm! – Olhei para Sasuke – Maravilhoso!

No fundo eu estava muito triste, ele cozinhava melhor que eu afinal. Uma vergonha. Desculpa mãe.

Tayuya não desgrudava os olhos de mim nem por um segundo, ela estava carrancuda o que não me intimidava nem um pouco.

–E então Tayuya – Eu disse, deixando a panqueca sobre o prato – O que a trás aqui? – Perguntei-lhe forçando um sorriso simpático.

Encostei minhas costas contra o peitoral de Sasuke, ele mantinha-se imóvel. Ele não sabia atuar não?

–Não é da sua conta – Respondeu à ruiva com os dentes cerrados.

Nossa, que grosseira.

Arqueei as sobrancelhas, deixando um riso baixo escapar.

–Tudo o que envolve o meu namorado – Apontei para Sasuke atrás de mim – É da minha conta – Completei.

–Estão namorando? – Perguntou olhando para Sasuke.

Ele assentiu.

–Eu mandei você ficar longe dele! – Gritou ela, agora olhando para mim.

Repousei meu cotovelo na mesa e apoiei meu queixo em meu punho.

–Não me lembro de seguir ordens de ninguém – Fiz cara de tédio – Menos ainda as suas, querida – Sorri para ela.

Aquele olhar era assustador, tenho que admitir, era como se ela fosse capaz de me matar ali, naquele exato momento. Ela levantou, levantei junto a Sasuke, Tayuya nos encarou por alguns segundos, em seguida apontou o dedo para mim.

–É bom sair do meu caminho – Ameaçou-me.

–Chega Tayuya – Pediu Sasuke, com a voz extremamente calma.

Tayuya não desviou os olhos dos meus. Eu por minha vez, lançava-lhe o olhar mais despreocupado que eu possuía, se ela achava que eu iria abrir mão de Sasuke estava muito enganada, não que eu gostasse dele, mas adoro um desafio, porém como todas as pessoas, eu odeio perder.

Ela não ousou contrariá-lo, pegou sua bolsa pendurando-a no ombro, me lançou um sorriso encapetado e foi embora.

Dei de ombros, sentei na cadeira e voltei a pegar a panqueca. Sasuke permaneceu calado, depois de alguns minutos fitando o chão e bagunçando o cabelo, saiu da cozinha e foi não sei para onde. Suspirei e levantei da cadeira, limpando meus lábios com o guardanapo. Subi a escada e entrei no quarto de Sasuke.

O moreno olhava pela janela, perdido em pensamentos, pareceu não notar a minha presença. Aproximei-me vagarosamente, parando atrás dele, passei minhas mãos por baixo de seus braços, envolvendo-o em meus braços, encostei minha cabeça nas costas largas e o apertei em um abraço. Ele não retribuiu, mas também não me afastou.

–Ela te trás lembranças ruins, não é? – Indaguei em um murmúrio.

–Não gosto do passado – Disse ele com a voz rouca e baixa.

–Imagino. – Dei um leve beijo em suas costas.

Sasuke virou o corpo, ficando de frente para mim, porém sem sair do meu abraço. Ergui meu olhar, fitando os orbes negros, Sasuke inclinou o corpo e tocou meus lábios rapidamente com os seus.

–Quanto tempo vai ficar? – Perguntou com os lábios quase sobre os meus.

Eu sorri.

–Pra sempre – Respondi dando de ombros.

Ele arqueou uma sobrancelha.

–Pra sempre? – Indagou – O para sempre não existe – Deu-me outro selinho.

–Que tal inventarmos? – Propus.

–O para sempre? – Questionou.

–O nosso para sempre. – Corrigi.

Sasuke franziu o cenho.

–Quando foi que ficou tão melosa? – Indagou confuso.

Revirei os olhos e dei um tapa em seu ombro.

–Babaca! – Resmunguei fechando a cara – Só estava atuando para ficar um momento bonito, igual um anime shoujo. – Justifiquei, apesar de não ser verdade.

Ele sorriu aproximando nossos rostos.

–Preciso te dizer uma coisa – Sussurrou ele, já fechando os olhos.

Meu coração pulsou forte. Ai meu Kami!

–Diga – Pedi baixinho.

Suas mãos deslizaram pelas minhas costas, até chegarem à minha bunda, onde as mãos grandes apertaram com força.

–Você ficou muito gostosa com a minha cueca – Disse enquanto roçava as pontas de nossos narizes.

Antes que eu pudesse me pronunciar, dizendo o quanto ele era desprovido de romance, ele me beijou. E lá foi eu mais uma vez entregar-me aos lábios do babaca Uchiha.

Notas finais
O que acharam? Por favor, me digam, estou ansiosa D: Criticas construtivas são muito bem vindas, assim como elogios, né? *-* A voz da Sakura é a da Rachel Taylor de He Is We. Por que da Rachel? Porque eu amo ela ;----; Vale a pena ouvir He Is We, é divo, principalmente os apaixonados de plantão, tipo... Eu ;--; Gente, acreditam que eu tenho um Sasuke? Não tipo Sasuke, Sasuke, mas é o meu Sasuke. E eu namoro com ele. Só falta ele saber que namora comigo, mas de resto está tudo bem! A música que a Sakura canta é Prove You Wrong, eu particularmente não gosto dessa música apenas no piano, mas vou deixar dois links, o só de piano e o mais bonitinho. Healing Winds é o tema do jogo SoulCalibur III, eu amo essa música, ela toca no fundo do meu core ;--; Vou deixar o link do solo de piano (ou sei lá como se fala). Prove You Wrong: Piano: http://www.youtube.com/watch?v=K2qpPsmiLwM Bonitinho: http://www.youtube.com/watch?v=AMEre9gEs-U Healing Winds: Piano: http://www.youtube.com/watch?v=jLZT9Fnsgc8 E é isso meus amores, por favor digam o que acharam! Beijinhos no core e obrigada! ♥