Notas iniciais
Sei que o capítulo ficou parecendo que estava corrido e sem explicações, mas eu tentei fazer o melhor que consegui! Espero que gostem!

POV SPENCER

SPENCER'S HOME | 01:21 | 09/02 | 2016 |

Eu e Ali ainda estávamos acordadas. Era meio difícil dormir com aquela chuva pesada de Rosewood, balançando todas as árvores da rua e derrubando coisas de fora no chão o tempo inteiro. Alison ainda estava atordoada com o fato de seu irmão mais velho possivelmente ter matado Emily. Não posso dizer que a relação dos dois era a melhor entre irmãos, até porque Jason era um cara muito misterioso que adorava uma farra com bebidas e drogas, mas os dois se amavam muito e sempre se apoiavam. Principalmente após a saída de Cece, sua irmã mais nova, de casa. Ela havia se mudado para o Texas com o namorado.

—Ali, você tem certeza que não quer comer nada? Desde que chegamos aqui, quando ainda era de manhã, você só tomou uma xícara de café e comeu alguns dos biscoitos que a minha irmã fez.

—Não, obrigada, eu estou bem.

Eu sabia que Alison já havia tido problemas como anorexia, mas não era o caso agora.

—Certo, então. Quer subir lá pra cima? Eu sinceramente estou começando a ficar aterrorizada com esses ventos e trovões aqui em baixo- Menti. Nada mais me assustava depois da pessoa que eu havia me tornado. Minhas atitudes poderiam ser assustadoras para alguns e tentadoras para outros.

—Sim, claro. Também estava imaginando se você me deixaria ficar aqui. Até porque acho que é meio difícil eu voltar para a minha casa nessas circunstâncias.

—Não precisa nem perguntar, docinho! Você já pode ir subindo lá em cima, eu só tenho que fazer uma ligação antes. Já já eu te acompanho.

A loira assentiu com a cabeça e subiu as escadas. Pude notar que ela ficou satisfeita com o espaço que dei para ela. Naquele momento ela só queria cair no choro e adormecer nele.

Tirei meu celular de dentro da minha bolsa que estava na mesa em frente da lareira e disquei para o número do Radley Sanitarium, uma clínica em que provavelmente eu passaria o resto da minha vida caso descobrissem muitas das coisas que eu fiz. Uma mulher atendeu.

—Radley Sanitarium, boa noite, em que posso ajudá-lo?- Disse a jovem, com uma voz extremamente cansada. Acho que todos odiavam pegar aquele turno da madrugada. Principalmente quando se tem uma louca ligando a essa hora.

—Boa noite, eu gostaria de fazer uma visita à Jenna Marshall e Toby Cavanaugh, mas não sei se você poderia abrir uma exceção, gostaria de ir agora. É importante. — Eu disse, com uma voz confiante e ameaçadora.

—Sinto muito, mas os horários de visita são apenas das 11:00 até ás 18:00. Não podemos abrir exceções. Tenha uma boa noite. — Ela desligou.

Eu sabia que era exatamente isso que iria acontecer, mas não custava nada tentar não matar ninguém por uma noite sequer. Eu estava um pouco cansada de todo aquele trabalho de cobrir as evidências, mas eu tinha algo muito importante para tratar com os dois meio-irmãos.

Antes de sair da casa, resolvi verificar se Alison tinha mesmo dormido, ou eu teria que esperar um pouco mais. Subi as escadas sem fazer barulho. A porta do quarto estava aberta, então apenas entrei e fiz algumas movimentações com a minha mão próximo do rosto dela. A mesma nem sequer respirou. Bom, ela estava realmente caído no choro e ao mesmo tempo no sono. Desci as escadas, coloquei meu casaco, peguei minha bolsa com todos os materiais que precisaria e saí de casa. Tive sorte que meu pai havia deixado o carro próximo da casa, ou eu teria chegado lá mais encharcada ainda. Foi difícil dirigir com toda aquela chuva pesada e vento forte, mas eu tive sorte que meu destino não era longe.

Quando cheguei ao Radley, 10 minutos depois de ter saído de casa, a chuva já tinha diminuído drasticamente. Desci do carro e verifiquei em todas as direções para ter certeza que ninguém havia me seguido até lá. Tendo a certeza de que não fui seguida, andei rapidamente até a passagem escondida, que se localizava atrás do lugar. Acho que a melhor parte daquilo tudo era poder pisar na cabeça de todos os ratos que passavam por ali até a morte. Eu não conseguia fazer com todos, mas com os que fazia me deixava feliz. Cheguei até a entrada da passagem, que dava diretamente no quarto de Jenna e Toby. Parecia que aquilo tinha sido projetado exatamente para mim! Tirei os parafusos da minúscula portinha, entrei no quarto e coloquei todos no mesmo lugar. Os dois estavam amarrados em suas camas, como de costume. Eles estavam lá apenas por queimarem uma família inteira viva dentro de sua própria casa. Isso não era nada de mais! Os dois mal tiveram o gostinho de ver o sofrimento de todos lá dentro e já foram pegos.

Toby, como sempre, já aguardava minha visita. Ele conseguia sentir toda vez que eu apareceria lá. Éramos amigos desde criança, talvez seja esse o motivo de termos essa forte ligação. Jenna era nova para mim. Só fiquei sabendo de sua existência após os incêndio, quando comecei a visitar os dois na clínica. Eles sempre me diziam o que fazer com os corpos das minhas vítimas e sempre tinham ideias mais criativas que a outras pessoas que me ajudavam, como Caleb.

—Jenna, acorde- Disse o belo garoto de olhos azuis, quase sussurrando após ter certeza de que era eu quem conseguira entrar no quarto pela passagem. Sua irmã acordou quase imediatamente, mas não abriu os olhos. Não gostava que ninguém a visse sem seus óculos escuros. Ela era cega desde que nasceu, quando sua mãe teve um problema na gravidez. Rapidamente peguei seus óculos que estavam em cima da escrivaninha ao lado dela e coloquei em seu rosto. Percebi que ela os abriu. Mesmo sem conseguiu identificar uma sombra sequer, ela ainda via fios de luz, por isso achava essencial sempre abrir os olhos.

—Quem está aqui? Spencer, é você, certo? -Disse ela, com uma voz de quem tinha acabado de acordar de manhã para ir pra escola. Ainda sim, sua voz era bonita, misteriosa e confiante.

—Sim, Jenna, sou eu. Pessoal, precisamos ser rápidos com tudo isso aqui, Alison está na minha casa e eu preciso da ajuda de vocês. -Comecei a acelerar a voz.

—Pode falar, princesa da morte. — Era inevitável, Toby sempre me chamava daquele jeito. Eu adorava, não havia do que reclamar.

—Dois dias atrás, eu matei Emily Fields — pude notar a face de surpresa deles e ao mesmo tempo de intriga para saber o porquê — e incriminei Jason DiLaurentis, mas agora eu estou querendo que outra pessoa leve a culpa, o que devo fazer?- Os dois pensaram um pouco e a ideia acabou sendo de Jenna. Ela abriu a boca para falar quando ouvimos um grito alto vindo da passagem que eu tinha usado para chegar até o quarto deles. Imediatamente peguei minhas luvas e minha faca de dentro da minha bolsa e apontei na direção da passagem. De lá, saiu Alison, encharcada e com um sorriso maravilhoso de tirar o fôlego no rosto. Ficamos sem expressão e em silêncio em torno de 3 minutos. A loira continuava rindo sem parar e dando voltas pelo quarto como se estivesse nos desafiando.

Tentei me fazer de boazinha e se ela fosse sonsa o suficiente, acreditaria. -Alison, isso não é o que está pensando, eu estou apenas praticando teatro com el... — Ela não me deixou terminar e começou a falar por cima de mim, agora séria.

—Spencer, você tem noção no que isso pode dar?

Já que minha apelação para ser a boazinha não funcionou, tive que ser intimidadora. E eu não estava mentindo. -Talvez sim, talvez não. Não se eu lhe matar antes. Pode ser aqui e agora, ou pode ser assim que você deixar essa clínica. — Naquele momento eu via Alison apenas como uma presa. Nada mais.

—Isso não foi bem o que eu quis dizer... — Ficamos todos em silêncio, esperando uma explicação para seu joguinho idiota. -Isso pode dar no maior e melhor grupo de assassinos que Rosewod jamais teve! -Agora ela encarava todos nós, um de cada vez, como se já fôssemos um time.

—Seria muito interessante. — Disse Jenna. — Se soubéssemos se você está ou não nos contando a verdade. Isso pode ser apenas um jogo para livrar seu irmão dessa história. — Ficamos todos esperando por uma resposta. Alison ficou quieta, e logo após retirou uma faca maior que a minha do bolso de sua calça.

—Bom, eu posso provar. — Ela saiu do quarto. Olhei para Jenna e Toby esperando uma explicação do que fazer e eles me deram um olhar bem claro como se dissessem "siga ela, sua boba, está esperando o quê?", e foi o que eu fiz.

Estávamos escondidas atrás do balcão onde provavelmente a mesma mulher que tinha atendido meu telefonema estava sentada, dormindo na cadeira. Alison ajeitou sua faca na mão do jeito que costumo atacar e foi silenciosamente em direção a moça. Quando me dei conta, ela estava segurando a faca contra a garganta da mulher que agora acordada, estava aterrorizada.

—Se você gritar, eu te mato imediatamente. Mas se ficar quietinha, vai ganhar um pouco mais de tempo para rezar em vão. — Ela disse, sussurrando e intimidando a recepcionista. -Spencer gostaria de fazer as honras? -A mulher estava chorando, suando e praticamente paralisada. Ah, como eu amava ver aquilo! Fui me aproximando lentamente com a minha faca na mão e a cravei na coxa na mulher. Ela estava quase gritando, quando Alison a apertou ainda mais forte e quase cortou-lhe a garganta. -Pode se deliciar, eu não vou ficar brava. Essa é todinha sua. — Comecei a enfiar a faca em vários lugares diferentes além de sua coxa. Coloquei em sua barriga, seu braço, sua mão e em muitos outros, até ela começar a gritar. Durou menos de um segundo, pois quando vi, minha loira favorita a partir de agora, já tinha cortado fora sua garganta.

—Uau, isso foi realmente reconfortante após uma noite tensa. — Eu disse, olhando no fundo de seus olhos.

—Agora você acredita em mim? Irá me dar uma chance?

—Mas é claro! Porém se tentar matar um dos meus aliados ou tentar cortar minha garganta fora como acabou de fazer, eu juro pela minha família, que terá a pior morte que já sequer pensou em ter. -Ela assentiu e deu um pequeno sorriso. Eu já havia me virado para voltar ao quarto dos Cavanaugh's quando ouvi sua voz.

—O que vamos fazer com o corpo? Tudo bem que usamos luvas e estamos protegidas, mas não acha melhor incriminar alguém ou levar para algum outro lugar? — Agora sua voz a entregava: ela estava com medo de ser pega de primeira.

—Pegaremos a digital de alguém daqui e colocaremos no corpo dela. A morte de um louco daqui que não tomou cuidado ao fazer sua loucura não vai importar.

Quando me voltei para o quarto dos dois, eles já estavam caídos no sono novamente. Com motivo. Já eram 3:10 da manhã. Assim, eu e Alison colocamos a digital de uma garota chamada Meredith no papel e passamos ela pelo corpo da recepcionista.

—Tenha uma vida com muitas dores do outro lado, vadia.

Acompanhei Alison pela entrada secreta até sairmos do outro lado. Pegamos o carro e fomos para a minha casa. Quando chegamos, me lembrei de algo que precisava perguntar.

—Como você sabia para que lugar eu estava indo e como chegou lá?

—Eu "acordei" logo após você sair de casa, e como você estava indo devagar por causa da chuva forte, consegui te seguir facilmente correndo.

Assenti e subimos para o meu quarto.

—Bom, eu ainda não conheço esse seu lado, então hoje você dorme amarrada.

—Mas eu... -Ela não teve tempo de dar uma justificativa para eu não fazer aquilo. Quando se deu conta, já estava com a fita na boca e com as mãos e pés amarrados por mim. Coloquei ela dentro do meu armário, tranquei-o e adormeci ouvindo seus gemidos pela posição desconfortável em que se encontrava. Ela havia mesmo pensado que eu acreditaria nela com apenas uma mortezinha idiota daquelas?

Notas finais
Como vocês viram, esse segundo capítulo foi focado nas alianças que a Spencer já tinha e na nova que possivelmente será feita com Alison. Sei que a Aria nem a Hanna apareceram no episódio, mas o próximo capítulo capítulo será bem diferente desse! Não se esqueçam de deixar nos comentários o que acharam e sugestões que vocês acham que irá me ajudar a melhorar a fic!