She Wolf
22 Stay
Capitulo 22 – Stay
Emma e Henry havia passado a noite na mansão de Regina, de modo que ficou tão tarde que os dois acabaram dormindo por lá mesmo. Henry havia pegado no sono no sofá e Selene, antes de subir para o seu quarto, cobriu o garoto com uma manta e se despediu de Emma e Regina que estavam aninhadas juntas no sofá.
“Acho que devemos acordar Henry e leva-lo para o meu quarto.” Regina disse, se levantando do sofá e se aproximando do garoto.
O garoto reclamou ao ser acordado, se mexeu no sofá e se virou para o outro lado e então soltou algumas frases soltas, dizendo que estava bem ali e que não queria ir para o quarto. Emma riu da cena, enquanto se lembrava de todas as vezes que ela havia deixado Henry dormindo no sofá da casa de seus pais, pois simplesmente não conseguia acorda-lo.
“Deixe-o dormindo ai, Regina.” Emma sugeriu, fazendo com que Regina se virasse para encara-la. “É sério, ele está bem.”
“Tenho medo que ele acorde com dores nas costas ou algo do tipo.” Respondeu Regina, em um tom extremamente preocupado.
“Acredite, ele está bem.” Emma insistiu e se levantou, caminhando em direção a Regina.
A morena encarou a loira a sua frente, que agora se aproximava e a beijava no canto dos lábios e a envolvia em um abraço apertado.
“Eu preciso ir embora.” Emma respondeu. “Eu estou exausta e preciso estar amanhã na delegacia bem cedo.”
“E se eu pedisse pra você passar a noite aqui, você passaria?” Perguntou Regina, em um tom de voz hesitante, temendo uma negativa, Emma sorriu e assentiu, suas bochechas coraram e a morena caiu em uma risada divertida ao ver a loira tão constrangida.
Emma parecia uma adolescente ali com Regina. Ela não sabia o porquê havia corado, mas foi inevitável, apenas o pensando de passar a noite na mesma cama que Regina a deixava excitada e nervosa. Então ela percebeu o quanto estava sendo precipitada, pois provavelmente Regina havia oferecido o sofá ou até mesmo um colchão inflável para ela passar a noite, não a sua cama.
“Ah, eu não sei, Regina.” Emma disse então, deixando Regina bem confusa. “Meus pais vão fazer perguntas. Eu não sei se eu estou pronta para responde-las.” Ela continuou e a expressão no rosto de Regina foi de confusão a verdadeiramente chateada.
“Eu realmente não queria ficar sozinha esta noite.” Regina respondeu, percebendo o quanto ela havia soado carente, mas não ligava, ela realmente queria Emma com ela. “Minha cama é muito grande.” Ela completou, um pouco incomodada de como ela soava patética por estar praticamente implorando para Emma ficar.
“Você quer que eu durma com você? Tipo, na sua cama?” Emma a questionou, um pouco surpresa e também aliviada.
O rosto de Regina se franziu, ela estava verdadeiramente confusa com a pergunta de Emma.
“É claro, Emma. Porque você acha que eu te convidaria para passar a noite, se não, comigo na minha cama?” Ela perguntou, roubando uma risada de Emma, que então a tomou em seus braços e apertou firme, a beijando logo em seguida.
“Então eu fico.” Respondeu Emma, se sentindo verdadeiramente patética, por pensar, nem que fosse por um minuto, que Regina a deixaria dormir em outro canto.
A morena a pegou pela mão, a levando pelas escadas, até o primeiro andar e caminhando pelo corredor, até o final do mesmo, onde ficava o quarto de Regina. Regina começou a conversar como seria sua manhã seguinte, Emma descobriu então que ela estaria em reunião a maior parte da manhã, com o pessoal da usina de energia. Emma imaginou que seria algo bem chato, mas Regina não parecia muito entediada enquanto falava.
“Você vai se sentir mais confortável com isso.” Regina continuou a dizer, caminhando até o seu guarda roupa e tirando de lá um conjunto pijama de seda.
Camiseta de mangas longas, cinza claro e a calça no mesmo tecido e tom. Emma encarou a roupa por alguns instantes, Regina havia jogado o conjunto sobre o colchão e em seguida ela caminhou até o banheiro. Emma se aproximou da cama e então começou a desabotoar sua calça jeans e a tirou logo em seguida. Sua camiseta foi logo tirada também, em poucos segundos ela estava apenas de calcinha e sutiã, pronta para tirar a peça de cima, quando Regina então abriu a porta e a encarou, perplexa com a cena a sua frente.
As duas se encararam, em silencio, o ar parecia ter sido roubado de todo o cômodo. Emma estava com suas mãos nas costas, desatando o sutiã, seus olhos fixos em Regina que ainda se encontrava parada diante da porta do banheiro. O olhar da morena percorreu todo o corpo da loira, descendo seu olhar pelo corpo perfeito da loira. Fazia algum tempo que Emma não malhava, mas suas penas ainda estavam bem definidas, assim como seu abdômen e seus braços. Regina se perguntou se algum dia já tinha se deparado com visão mais perfeita que aquela.
Emma estava sem graça, sentia suas bochechas corarem, ela não tinha problema nenhum com seu corpo, mas também jamais havia ficado em uma situação parecida. Ela engoliu a seco e sem pensar duas vezes, desatou o sutiã deixando-o cair e dando a Regina um gostinho de poder avaliar seus seios em primeira mão. Regina se mexeu um pouco, completamente extasiada e excitada pela imagem de Emma, ela suspirou fundo, não ousou se mover ou fazer nenhum comentário. Emma colocou então a parte de cima do pijama, lentamente, como se quisesse dar tempo o suficiente para que Regina pudesse apreciar a vista. Em seguida ela colocou a calça e em poucos minutos, ela estava completamente vestida.
“Está tudo bem ai?” Perguntou Emma, encarando a morena, parada desconfortavelmente diante da porta do banheiro. Regina assentiu e então saiu de onde estava e se aproximou da cama, dizendo então a Emma que havia um conjunto de escovas de dentes novas sobre a pia do banheiro.
Emma a observou se sentar em sua cama, ela estava usando um pijama igual ao dela, mas em um tom mais escuro de cinza, Emma agradeceu pela escova de dente e foi até ao banheiro, voltando minutos depois.
Regina se encontrava debaixo das cobertas, Emma não demorou para se juntar a ela e em poucos minutos, as duas estavam se beijando. Mãos ligeiras e desesperadas percorriam os cabelos uma da outra e então desciam pelos seus corpos. Os beijos eram uma mistura de beijos apaixonados, excitados e as vezes românticos. Alguns poucos selinhos distribuídos entre um canto e outro de seus corpos, suspiros altos e baixos, frases soltas e enlouquecidas.
Em nenhum momento elas ousaram ir além desses beijos e toques, até que Emma ousou descer seus lábios até os seios da morena, por cima do tecido fino de seda. Ela sentiu o bico do seio da morena inturgescido, isso provocou Emma cada vez mais que não demorou a desabotoar a camiseta da morena e em poucos minutos seus lábios e língua já chupava ferozmente os seios de Regina.
Emma a ouvia gemer, alto e da forma mais sexy possível, Regina puxava os cabelos de Emma e implorava por mais, Emma estava a um passo de ceder completamente, quando então alguém bateu a porta. As duas se ajeitaram na cama, com um pulo, Regina abotoou rapidamente a camiseta, enquanto a pessoa atrás da porta insistia em batidas lentas.
“Mãe?” A voz de Henry foi ouvida e a porta se abriu lentamente, revelando um garoto sonolento que caminhou a passos rápidos em direção a cama de Regina, se jogando entre as duas. “Eu tive um pesadelo horrível.” Continuou o garoto, deitando-se entre as duas.
Emma encarou Regina e as duas trocaram olhares cheios de segredos e um pouco de culpa e então Regina começou a acariciar os cabelos de seu filho, que estavam completamente suados. As duas deitaram então na cama, contendo o tesão que ainda estavam sentindo e ignorando o fato de que seus corpos exigiam e clamavam por um contato mais íntimo. Henry havia simplesmente capotado entre as duas e a verdade era que nenhuma das duas se importava em prolongar a espera pelo o que elas tanto queriam.
“Boa noite, Regina.” Emma disse em um tom baixo, se aninhando próximo a Henry que tinha o rosto afundado no travesseiro de Regina.
“Boa noite, Emma.” Regina respondeu e as duas se inclinaram sobre o garoto e se beijaram, um selinho, bem breve, mas o suficiente para conter todo amor do mundo.
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Henry teria aula na manhã seguinte, de modo que todos acordaram bem cedo e tomaram café juntos na mesa da cozinha. Selene foi a única que mal tocou na comida, devido aos enjoos matinais, mas Regina insistiu que ela pelo menos beliscasse alguma coisa, o que ela acabou obedecendo, apenas para agradar.
Regina ainda tinha mantido algumas poucas roupas de Henry na mansão, de modo que o garoto pôde tomar um banho antes dele e Emma saírem para a escola. Eles tiveram que passar antes na casa dos pais de Emma, para pegar a mochila de Henry. Foi uma passada bem rápida, mas não rápida o suficiente para que Snow e David fizessem inúmeras perguntas sobre a noite anterior dos dois.
“Então vocês dois dormiram na mansão?” Perguntou Snow, apoiada contra o balcão da cozinha, enquanto Emma preparava um sanduiche para Henry levar para a escola.
“Isso mesmo.” Respondeu Emma apressadamente, ela não estava nem um pouco afim de prolongar essa conversa.
“E como foi lá?” Insistiu Snow e Emma não soube dizer se sua voz estava carregada de preocupação ou curiosidade.
“Foi ótimo, tivemos uma noite incrível.” Emma respondeu, embalando por fim o sanduiche do garoto e olhando para a escadas onde Henry descia apressado, com sua mochila em uma das mãos e o casaco na outra.
Snow olhou para o garoto, para o seu sorriso enorme e seu olhar tão expressivo que que entregava tudo. Ela não lembrava de tê-lo visto tão feliz e em seguida ela encarou sua filha, que também tinha um sorriso nos lábios; e seus olhos — tão parecidos com os de Henry — também denunciava uma felicidade que ela insistia em tentar esconder.
“Vamos lá, garoto.” Disse Emma, entregando o sanduiche pro menino. “Vamos direto pro carro ou iremos nos atrasar.”
Henry assentiu, guardou o sanduiche em sua mochila e correu para a porta, beijando antes seus avós. Emma se despediu de seus pais também, David estava tomando seu café, sentado na cadeira, enquanto fingia folhear um jornal. Snow se apressou para alcançar Emma, antes que ela saísse pela porta.
“Emma.” Começou a mulher, segurando carinhosamente a mão da filha. “Existe alguma coisa que você queira contar a nós dois?” Continuou ela, olhando para trás, a fim de seu olhar se cruzar com o de David.
Emma olhou para os dois, foi difícil segurar o olhar, pois a vontade dentro de si era de olhar para o teto ou para o chão e mentir para eles dois ou então contar toda a verdade e sair correndo porta a fora e jamais voltar.
“Talvez não agora.” Ela respondeu, um pouco incerta e morrendo por dentro devido ao olhar que sua mãe direcionou a ela. Era muito doloroso ver o quanto Snow estava machucada por perceber que sua filha não confiava nela totalmente. “Eu tenho meus motivos.” Emma continuou e Snow soltou sua mão e deixou que ela fosse embora.
A porta da casa se fechou, Snow se virou para o seu marido e o encarou em silencio, em seguida ela se sentou ao seu lado e procurou por sua mão. O homem a apertou gentilmente e sorriu para ela.
“Ela vai contar quando estiver pronta.” Ele disse, dobrando o jornal com apenas uma mão e o colocando de lado.
“Eu sei que vai, mas isso é tão ridículo. O que ela acha que vamos fazer?” Ela perguntou, angustiada. “Não é como se fossemos abandona-la ou até mesmo julgá-la. Por deus, David, eu pensei que ela soubesse o quanto nós a amamos.”
“E ela sabe, Snow. Ela definitivamente sabe.”
“Eu aposto que ela já contou ao Henry. Você o viu hoje? Viu o sorriso de orelha a orelha? A expressão de felicidade dele? Ele parecia estar no céu.” Ela continuou, sua voz era de cortar o coração, ela estava verdadeiramente triste, desolada, ela respirou fundo, se levantou e se sentou no colo se seu esposo. Ele acariciou seus cabelos negros e curtos e lhe beijou no pescoço, afim de acalma-la.
“Deixe que ela leve o tempo que quiser, meu amor.” Ele disse, em um tom baixo, isso a acalmava, mas só um pouco. “Se ela quiser levar um dia ou dois, nós aguardaremos. Se ela quiser levar uma vida inteira pra isso, nós também aguardaremos. Isso só diz respeito a ela, nossa parte é apenas apoia-la e ama-la incondicionalmente.” Ele concluiu, ela se encostou contra o seu peito.
“Você tem razão.” Ela disse enfim, dessa vez mais relaxada. “Mas bem, é que eu queria que ela confiasse em nós dois. Além do mais, toda a cidade está falando delas duas. Eu me pergunto até quando elas acham que conseguirão esconder isso.”
“Talvez elas não estejam querendo esconder nada, talvez elas estejam apenas querendo ser discretas.” Ele respondeu, Snow suspirou fundo e concordou com o marido. “De qualquer forma, o que importa é que elas estejam finalmente felizes.”
“É, novamente você tem razão.” Ela respondeu, soltando uma risada e olhando para o rosto de seu amado, tocando gentilmente em seu queixo e o beijando nos lábios. “Eu nunca pensei que Regina pudesse encontrar a felicidade e o amor nos braços de nossa filha, quer dizer, faz sentindo até, não é mesmo?”
“Faz todo o sentido.” David respondeu e a beijou novamente e os dois se calaram e esse assunto morreu em seus lábios, não havia mais nada o que dizer sobre isso, de fato fazia todo o sentido que a Rainha Má encontrasse sua felicidade nos braços da Salvadora.
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