She Wolf
23 No More Secrets
Capitulo 23 – No More Secrets
Emma estava sentada diante do computador ligado. Ela apertava as setas do teclado com apenas uma mão, direcionando o Pac-Man pelo seu labirinto, com sua outra mão livre, ela se deliciava com uma rosquinha de chocolate. O recheio caia pela sua boca e ela limpava com a ponta do dedinho, chupando-o logo em seguida. Era sua terceira rosquinha do dia. Ela havia comprado uma caixa com seis no total e não estava afim de desperdiçar nenhuma.
“Droga!” Ela disse em um tom irritado, quando um dos fantasmas alcançou o Pac-Man, fazendo-o com que outra rodada fosse iniciada. Ela colocou a rosquinha pela metade sobre a caixa ainda aberta e lambeu os dedos, afim de limpa-los e então voltou a jogar, dessa vez, usando as duas mãos.
Ela estava bem focada no que estava fazendo que não percebeu quando seu celular vibrou, anunciando que uma mensagem havia chegado. Poucos segundos depois, a luz oscilou, ela olhou para a lâmpada que parecia que a qualquer momento fosse queimar e em seguida olhou frustrada para a tela do computador. Ela havia perdido sua última vida.
Bufou, completamente irritada e decidiu descontar sua raiva nas rosquinhas, pegou a rosquinha pela metade, que ainda se encontrava sobre a caixa da mesma e voltou a come-la calmamente, até que seu celular vibrou outra vez e ela deu um pulo, surpresa, e conferiu então as duas mensagens de Regina que não foram lidas.
Ela jogou novamente a rosquinha para o lado, limpou as mãos na calça jeans que estava usando e prontamente respondeu as mensagens da morena. A primeira mensagem dizia: ‘Tenho uma reunião daqui a pouco com os responsáveis pela rede de energia da cidade. Isso deve se prolongar até o horário do almoço, não quer passar aqui? Talvez possamos almoçar juntas.’
Emma respondeu dizendo: ‘Adoraria. Eu devo passar na Granny’s e pedir algo?’ em seguida ela leu a segunda mensagem: ‘Eu não sei o que diabos está acontecendo com a distribuição de energia da cidade. É como se ela estivesse sendo sabotada diariamente ou como se a responsável por distribuir a energia não fosse capaz o suficiente. Acho que essa reunião vai ser bem mais estressante do que eu imaginava, não acho que teremos a chance de almoçarmos juntas.’
Emma bufou irritada e esperou a resposta da morena, que não demorou: ‘Você não leu minha segunda mensagem, não é mesmo? Eu sinto muito, bem, podemos jantar se não for inconveniente pra você. Ah, tente pegar leve no que você anda comendo! Passei na Granny’s hoje e ela me disse que você tinha pedido uma caixa inteira de rosquinhas de chocolate! Sabe o quanto isso tem de açúcar?! E dois copos grandes de café?! Por deus, Emma! Quem precisa de tanta cafeína?! Beba mais agua e se cuida. Te vejo a noite?’
A loira riu alto da mensagem e girou em cadeira, ficando de costas para a porta e apoiando seus pés na janela, enquanto respondia a mensagem: ‘Eu não sabia que eu havia ganhado uma nutricionista e babá no pacote de namorada! Estou bem emocionada com todo o cuidado, tenho que admitir, mas nossa, relaxa, ok? Eu não tomei o segundo copo de café, fiquei entretida demais com meu jogo no computador e comprei as rosquinhas para Henry também! Açúcar de vez em quando não mata ninguém! Se cuida você também, não vejo a hora de jantar contigo. Quem sabe eu cozinho pra nós duas?’
Demorou alguns segundos para a resposta e o que veio, foi uma emote, surpreso, os olhos arregalados e as mãos a boca. Emma soltou uma gargalhada alta e mordeu o lábio inferior, imaginando a expressão no rosto de Regina.
‘É sério.’ Emma respondeu. ‘Guarde a carinha de surpresa para depois que experimentar o meu prato.’
‘Não vejo a hora.’ Respondeu Regina rapidamente. Emma sorriu satisfeita e girou sua cadeira, dando então de cara com seu pai parado ali, diante de sua mesa.
“Boas notícias no celular?” Ele perguntou e o sorriso de Emma sumiu de seu rosto, enquanto ela procurava por uma resposta rápida para dar a ele.
David arqueou as sobrancelhas, observando Emma tropeçar nas próprias palavras e então soltou uma risada divertida, que Emma o acompanhou, mesmo não fazendo ideia do porque seu pai estava rindo. David estava rindo porque ele realmente estava se divertindo com todo esse lance de Emma vivendo um amor ‘proibido’, era impossível não lembrar da época de namoro dele e de Snow na floresta encantada ou até mesmo deles dois já em Storybrooke, quando nenhum dos dois sabiam a verdadeira identidade um do outro.
Ele podia ver no rosto de Emma o quanto ela estava apaixonada e houve um tempo em que ele pensou que não poderia ver essas fases de sua filha. Houve um tempo em que ele jurou que já havia perdido todas as fases dela, mas ali estava ela, sentada a sua frente, com os cantos da boca completamente sujos de chocolate, se comportando como uma adolescente e namorando escondida. Era tudo muito divertido, ele sentou-se na mesa, deixando uma perna de fora e a observou. Emma tentava entender sobre o que se tratava essa visita.
“Aconteceu alguma coisa?” Ela perguntou e ele deu de ombros, balançando a cabeça em negativa. “Então passou apenas para me ver?” Ela continuou, olhando uma última vez para o seu celular e o deixando de lado, ela sentiu o olhar de David acompanhando seus movimentos.
“É, acho que foi isso. Eu estava passando na frente da delegacia e pensei em passar para um papo rápido de um minuto ou dois.”
“Um papo rápido...” Emma o imitou, juntando as duas mãos e as colocando em frente aos seus lábios, o rosto franzido, tentando ler as verdadeiras intenções de seu pai, mas não estava dando certo. “Bem.” Ela continuou, se encostando totalmente contra a cadeira. “Sobre o que quer conversar então?”
Ele abriu a boca, mas não teve coragem de dizer o diálogo que ele tanto havia ensaiado lá fora e então desistiu, não seria tão fácil assim arrancar de sua filha a confissão de seu namoro. E pensando melhor, ele realmente não queria que fosse nada forçado, ele queria que ela mesma lhe contasse, quando estivesse pronta para isso.
“Eu estava pensando.” Ele começou a dizer. “Que talvez eu e você pudéssemos sair hoje à noite, sabe? Um programa de pai e filha, podíamos beber algo mais tarde, jogar alguma coisa. Ver um filme.”
“Beber alguma coisa.” Emma repetiu em um tom divertido e então soltou uma risada leve e balançou a cabeça rapidamente, para afastar os pensamentos dela e seu pai bebendo juntos até cair em um bar de esquina. “Eu realmente adoraria.” Ela continuou. “Mas eu já tenho planos.”
“Oh, é mesmo?” Ele perguntou, fingindo surpresa. “Posso saber com quem?”
“Com Regina.” Ela respondeu, se arrependendo rapidamente do quão rápido ela havia dito o nome dela e do fato de também ter esboçado um sorriso, que surgiu muito rápido no canto de seus lábios. “É para falar de algumas coisas referentes a cidade.” Ela emendou.
“Referentes a segurança da cidade?”
“Oi?”
“A conversa que vocês terão.” Ele se explicou. “É sobre a segurança da cidade?”
Emma abriu a boca, sem saber o que responder e então assentiu e confirmou que era sobre isso mesmo, mas ela sabia que estava parecendo bem distante e que não conseguiria enganar ninguém com essa atuação péssima.
“É sobre outras coisas também.” Ela disse, pois sentiu que não podia mentir tão descaradamente. “Sabe, eu e ela estamos nos dando muito bem agora. Ela está diferente e além do mais, nós temos o Henry em comum e eu não posso impedir que eles passem tanto tempo separados. Seria muito cruel da minha parte.”
“Tem razão.” Ele respondeu pensativo. “Então Henry vai estar com vocês hoje à noite?”
“Bem, acredito que sim.” Ela respondeu dando de ombros, não havia conversado com Regina a respeito, mas sentia que Henry estava implicitamente incluído nesse jantar em família. “A menos que ele não queira ir e além do mais, tem a garota que está morando na casa de Regina. Sabe?”
“Acho que toda a cidade já sabe.” Respondeu ele.
“Ah, é mesmo, não é?” Ela disse. “É uma cidade pequena.”
“E cheia de gente fofoqueira.” Ele continuou roubando um sorriso de Emma e em seguida ele se sentiu mal por isso, pois foi assim que ele havia descoberto sobre Emma e Regina. Através de outras pessoas, ele abaixou o olhar e Emma o observou atentamente, tentando entender o que estava acontecendo. “Está tudo bem?” Ela perguntou, se esticando para tocar em sua perna que estava sobre a mesa.
“Está sim, Emma. Bem, veja, quando você estiver disponível, eu adoraria que nós dois pudéssemos ter aquele encontro de pai e filha. O que acha?”
“Eu vou adorar.” Respondeu ela.
Ele então se levantou, olhou para a sua filha uma última vez e se sentiu bem constrangido, pois a ideia inicial era ir até ela, tocar no assunto sutilmente, esperar com que ela se abrisse sobre o que estava acontecendo. Agora, porém, ele se sentia um verdadeiro idiota, ele se aproximou dela, lhe deu um beijo na testa e se despediu. Emma o observou se afastar e embora ela não soubesse exatamente o que estava acontecendo, ela podia sentir que ele escondia algo dela.
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A crise de energia na cidade era algo antigo, depois de várias reuniões e milhares de relatórios, ninguém conseguia descobrir o que estava causando as quedas de energia, mas era algo recorrente, que acontecia praticamente todos os dias, de modo que as pessoas estavam praticamente se acostumando com o problema diário. Naquela tarde, Regina teve outra reunião e estava confiante de que dessa vez o problema de fato seria solucionado, caso contrário, ela não sabia mais o que fazer.
Emma havia ido almoçar no Granny’s e seguiu os conselhos de Regina e resolveu comer melhor, o que causou certa estranheza da parte de Ruby, quando a loira pediu um prato light. Uma salada, com várias verduras e legumes que Emma não sabia o nome de metade deles e uma carne grelhada. Emma encarou o prato a sua frente, assim que Ruby a serviu e em seguida ela encarou sua amiga.
“Regina come isso todos os dias?” Ela perguntou, um pouco enojada. Ruby riu em resposta.
“Bem, não todos os dias, mas geralmente são pratos assim. Nada pesado, sabe?”
“Sei...” Emma respondeu, mexendo em uma das folhas verdes como se fosse um animal morto com o seu garfo. “Ela deve sentir fome o resto do dia.” Ela continuou.
“Então, vai querer um refrigerante para acompanhar?” Ruby perguntou, ainda rindo da cara de nojo de Emma.
“O que Regina pediria?” Ela perguntou.
“Geralmente ela não come e bebe ao mesmo tempo, mas em raras ocasiões ela pede um chá gelado.”
“Ok, então traz isso ai.” Emma respondeu, em um tom infeliz e começou a comer, até que sentiu Leroy sentando-se ao seu lado.
Ela estava no balcão, se virou para o anão ao seu lado e o cumprimentou com um aceno de cabeça.
“Tá de penitencia, irmã?” Ele perguntou, apontando com o queixo o prato dela.
“Não, estou tentando comer direito.”
“Hmmm.” Ele respondeu pensativo, enquanto fazia seu pedido para uma das garçonetes. “O de sempre e uma cerveja gelada, por favor.”
“Eu mataria por uma cerveja agora.” Emma disse irritada, enquanto mastigava alguma coisa muito amarga.
“Irmã.” Leroy começou a dizer. “Cerveja não é assim tão cara, eu pago uma pra você, se você quiser.”
“Não, não hoje e pelo menos não durante o meu almoço.” Ela respondeu frustrada.
“Que porra é essa, Emma? Você começa a namorar uma garota e então vira a chata da salada e da que precisa de horário para beber?!”
“O que foi que você disse?” Perguntou Emma, espantada com o que havia acabado de ouvir.
“Isso mesmo que você ouviu.” Ela disse irritado. “A chata da salada!” Ele continuou, enquanto a garçonete entregava sua cerveja. Ele deu um gole enorme e secou a boca com as costas da mão. “Eu sempre soube que ela era extremamente controladora, mas não sabia que ela te domaria tão rápido.”
Emma o encarou em silencio, sua boca aberta em perplexidade, ela olhou ao redor, o lugar estava cheio, então ela se inclinou sobre Leroy e perguntou calmamente.
“Do que diabos você está falando, Leroy?” Ela perguntou em um tom de sussurro. “Como é que você sabe sobre Regina e eu?”
Ele olhou para ela, sua expressão tomada de confusão, era como se ele estivesse tentando entender do que diabos ela estava falando.
“Como assim, como eu sei sobre vocês duas?” Ele perguntou. “Todo mundo já sabe!” Ele continuou e Emma sentiu seu coração gelar e de repente toda a fome que ela estava sentindo foi embora.
Ela se levantou, se sentiu tonta com a revelação e olhou para todos ali e por um momento era como se todos estivessem olhando para ela, o que não era verdade. Estavam todos muito ocupados olhando para seus celulares, ou conversando, ou comendo e ninguém tinha sua atenção voltada para Emma, tirando Belle, que estava andando na mesma direção que ela, com o livro negro que ela e Ruby haviam encontrado na biblioteca.
Emma, por sua vez, não reparou em Belle e esbarrou na garota, fazendo com que ela se desequilibrasse e por sua vez derrubasse o livro. Emma olhou para o livro que havia caído com a sua capa negra voltada para cima, ela leu na lombada do livro o nome do mesmo, escrito em dourado: ‘A Bela e Fera e Contos Sobre Cisnes e Rainhas’ Emma então se abaixou e pegou o livro, o virando logo em seguida e dando de cara com páginas em branco.
Ela deu um passo à frente, para entregar à Belle o livro e no instante em que fez isso as páginas do livro, antes completamente brancas, foram preenchidas por desenhos, que tomaram as duas páginas do livro. Emma olhou para Belle, que assim como ela, estava verdadeiramente surpresa com o que estava acontecendo. O desenho formado nas páginas, era de um lago, de uma agua tão límpida que era possível ver o fundo do lado. Emma permaneceu onde estava, com o livro aberto em suas mãos, formando aquele desenho tão lindo.
O lago aos poucos foi ganhando vida, era como segurar um pequeno oceano com suas próprias mãos. Um cisne surgiu, aparentemente de lugar algum, suas asas brancas como a neve, se abriam e de onde Emma estava, vendo-o do alto, era como ver as costas de um anjo. Ela se viu hipnotizada pelo livro e por suas gravuras. Emma, enfim, encarou Belle, que assim como ela, procurava por uma resposta.
“O que está acontecendo?” Emma perguntou, Belle deu de ombros e respondeu a Emma que o livro nunca havia se comportado dessa forma, que nunca havia mostrado tal desenho.
Emma fechou o livro, se sentindo confusa com a sensação que agora ela sentia e entregou rapidamente o livro a Belle, havia outras coisas a resolver agora. Ela não tinha tempo para livros mágicos, ela precisava contar a Regina que a relação das duas não era mais um segredo. A imagem da sua mãe mais cedo, fazia todo o sentindo agora, Emma sentiu seu estomago revirar e o fato de seu pai ter ido antes na delegacia. Eles já sabiam! Ela pensou e se sentiu irritada, nervosa e completamente apavorada.
Ela deu um passo à frente, querendo correr logo dali e encontrar um lugar seguro, mas Belle a segurou pelo braço. Emma a encarou e puxou seu braço para se soltar dela.
“Eu acho que isso te pertence agora.” Belle disse, entregando o livro a ela. Emma encarou sua capa negra e sentiu certa repulsa do livro, por motivos que ela não sabia explicar, talvez fosse o fato da capa não entregar ao certo sobre o que se tratava. “Ele já contou minha história e a de Ruby, talvez agora ele esteja querendo contar outra história.”
“Outra história?” Perguntou Emma, confusa com o rumo da conversa.
“A Bela e Fera e Contos Sobre Cisnes e Rainhas.” Belle disse, repetindo o nome que estava na lombada do livro. “Talvez seja a hora de contar a história sobre a Rainha e seu Cisne.” Ela continuou, o livro ainda estendido na direção de Emma, apenas esperando para que ela o segurasse e o tomasse para si.
Emma hesitou, olhou dentro dos olhos de Belle e entendeu o que estava acontecendo. Belle também já sabia. Ela engoliu a seco e aceitou o livro, abraçando contra o seu peito e olhando para todos os lados, para o Granny’s ainda lotado, para todas aquelas pessoas que provavelmente já sabiam que ela e Regina estavam juntas, ela se perguntou como isso aconteceu.
“Todos já sabem, não é?” Ela perguntou em tom baixo, para Belle ali, a poucos centímetros dela. A garota assentiu e sorriu para ela, não um sorriso debochado e triste, mas um sorriso cheio de cumplicidade.
Belle deu um passo em direção a Emma e segurou em suas mãos, que ainda mantinha o livro abraçado bem junto ao corpo. Belle sorriu novamente e Emma se sentiu segura ali junto dela e entendeu que embora todos soubessem, ninguém de fato se importavam com o que estava acontecendo e ela se sentiu bem estupida por achar que por algum momento, alguém fosse atrapalhar o que ela sentia por Regina.
“Eu realmente gosto dela.” Foi o que Emma disse, para uma pergunta inexistente. “Sério, nossa, eu realmente não acho que eu tenha sentido isso por outra pessoa.” Ela continuou e riu para si mesma, mas Belle a acompanhou na risada.
“Eu sei como você se sente.” Belle disse, se virando para o balcão, onde Emma pôde ver Ruby, conversando animadamente com Leroy.
“O que eu faço agora?” Emma perguntou.
“Sinceramente? Eu acho que meu único conselho pra você é o seguinte: Não perca tempo.” Belle respondeu. “Nossas histórias podem ser atemporais, mas não passamos de meros humanos, em breve nós seremos apenas pó. Faça valer a pena cada segundo.”
“Droga.” Emma disse, mais para si mesma do que para Belle. “Eu queria estar lá almoçando com ela, mas ela está trancada naquela sala de reunião com um bando de gente chata.” Emma completou e no mesmo instante, houve um estrondo e a luz do lugar se apagou.
“Acho que a reunião deve ter sido cancelada.” Belle observou, olhando ao seu redor e percebendo agitação de todos, em resposta a outra queda de energia.
Emma sorriu, um sorriso tão cheio de malicias e segundas intenções, que Belle se viu obrigada a dar um passo para o lado permitindo que Emma saísse do local e fosse direto para onde seu coração estava mandando ela ir.
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