Notas iniciais
Peço perdão pela demora. Minha vida anda uma bagunça, tirei os últimos meses para colocar na balança todas as coisas que realmente importam no momento. E escrever ainda é importante pra mim, na verdade, talvez escrever seja a coisa mais importante no momento. Algum de vocês notaram que as fanfics foram excluídas do meu usuário, eu mesma exclui. O Nyah é uma plataforma maravilhosa, mas com muitos bugs e pouca estabilidade. Serei eternamente grata por ter tido a chance de contar muitas historias aqui, mas prefiro continuar usando apenas o ff.net. Todas as minhas historias estão lá, concluídas e as que eu pretendo concluir. Para os que não tem cadastro, eu sugiro que façam e que me sigam lá de agora em diante. Dentro de alguns meses esse perfil vai ser desativado, a historia continuará, porém, só que apenas no ff.net. Espero que continuem acompanhando. É uma historia que eu tenho muito carinho e que quero muito finalizar. Obrigada a todos, quero dedicar a Arwen pela recomendação, foi uma injeção de animo receber suas palavras. Elas vieram exatamente quando eu estava pensando em desistir dessa historia. Obrigada pelas palavras, pelo carinho e por gostar da historia a tal ponto de querer compartilhar o que pensa sobre ela. Obrigada a todos também que leem e comentam (seja na própria historia ou por inbox.) Um beijo enorme e boa leitura

Capitulo 16 – Pieces

Selene desceu as escadas e encontrou Regina andando pelo saguão principal, a porta estava aberta e a prefeita falava ao telefone. Selene esperou pela mulher, que fez um sinal com o dedo, pedindo para que ela esperasse. A garota pôde ver então alguns homens entrando na mansão, eles perguntaram a Regina onde ficava o quarto do bebê e rapidamente subiram as escadas em direção ao quarto, passando antes por Selene e a cumprimentando.

“Desculpa, eu não tinha intenção de te acordar tão cedo, mas veja, eles vieram pintar o quarto do bebê e finalizar os últimos detalhes. Então, eu acho que seria melhor que você passasse o dia fora, será um problema pra você? Eu não quero que você tenha contato com o cheiro da tinta ou que o barulho te incomode.” Regina disse tudo rapidamente, se aproximando de uma mesinha que ficava próxima a saída, onde sua bolsa se encontrava, ela a abriu, pegou algumas notas e as entregou a Selene.

“Acho que isso será o suficiente.” Regina disse.

“Alguém está bem nervosa hoje.” Observou Selene em um tom divertido.

Regina bufou e olhou para as escadas, por onde os homens haviam subido e em seguida olhou para a garota a sua frente e seu olhar desceu até sua barriga, ela sorriu, recebendo um sorriso de volta e se aproximou da garota, tocando gentilmente em sua barriga.

“É que eu quero que tudo seja perfeito para a chegada dessa princesa.” Respondeu Regina e Selene acompanhou com os olhos o carinho que a prefeita fazia em sua barriga.

“Eu sei disso e agradeço de coração.” A garota respondeu e sem pensar duas vezes puxou Regina para um abraço.

Regina se sentiu um pouco desconfortável com o abraço, mas foi algo que durou pouco, pois Selene tinha algo em si que a acalmava, que a colocava num estado de espirito que ela mal podia descrever. O abraço foi quebrado, Regina sorriu para ela e voltou a falar.

“Eu adoraria tomar um café da manhã com você, antes de você sair. Mas a verdade é que eu não preparei nada, então que tal eu te dar uma carona até o Granny’s? Eu vou direto pra Prefeitura depois disso, tenho certeza que eles vão conseguir se virar sem a minha presença aqui.” Regina falou, olhando em seguida para o topo da escada e ouvindo um barulho alto. “Bem, pelo menos eu espero que eles consigam.”

Selene apenas confirmou com a cabeça e as duas saíram logo em seguida. A viagem foi curta e ao chegar no Granny’s, Regina procurou uma mesa para a garota e caminhou até o balcão, onde pediu um café preto para viagem. Selene observava as pessoas que estavam ali, muitos a olhavam com curiosidade, mas ela não se sentia desconfortável por isso, ela apenas dava o sorriso mais simpático que podia e na maioria das vezes recebia um sorriso de volta. Regina voltou minutos depois, lhe deu um cardápio e sugeriu a ela seu prato preferido, Selene não questionou e aceitou a sugestão da prefeita.

“Certo, você pode se encontrar comigo mais tarde na prefeitura e então voltamos pra casa. É uma cidade pequena, mas aposto que você vai encontrar algo pra fazer e pessoas para conversar.” Disse Regina e uma garçonete se aproximou dela com o seu pedido e anotou o pedido de Selene, Regina olhou ao redor e se sentou a mesa junto a garota. “Sabe, talvez seja uma chance de você rever sua filha.” Regina continuou, dessa vez em um tom baixo, Selene balançou a cabeça em negativa e sorriu para a prefeita.

“Belle não é mais minha filha, eu abri mão dela e além do mais, não foi por ela que eu vim até aqui.” Respondeu a garota, Regina colocou sua mão por cima da mesa e apertou gentilmente a mão da garota.

“Bem, você quem sabe.” Disse ela enfim e se despediu, deixando a garota sozinha na mesa.

O pedido chegou minutos depois, Selene achou tudo delicioso e não conseguiu parar no primeiro prato, seu apetite de gravida falava mais alto e ela resolveu não se controlar e pediu em seguida o prato de waffles com sorvetes.

Ela estava tendo uma manhã deliciosa e sentia em si uma paz e uma felicidade que chegava a assustar, tudo estava correndo bem, ela jamais pensou que as coisas dariam certo para ela. Principalmente depois de tudo o que ela havia passado nos últimos dias. Mas agora, nessa cidade estranha, rodeada por pessoas que ela não conhecia, ela se sentia de algum modo em casa e esse sentimento era maravilhoso.

O soverte acabou e os waffles já não mais a interessavam, ela brincou com a comida usando um garfo e observou que aos poucos o lugar estava ficando vazio. Ela era uma das poucas clientes, um sino na porta se fez ouvir e ela acompanhou esse som com o olhar e pôde ver Belle entrando na lanchonete com Ruby logo atrás de si.

Da ultima vez que Selene viu sua filha, ela era apenas um bebê indefeso, seu futuro era incerto e sua felicidade era algo que Selene não podia dar. Agora porém, ela era essa mulher, já não mais indefesa, já não mais perdida e com uma felicidade enorme estampada no rosto. Selene sorriu, ao ver o quanto sua filha estava linda e o quanto ela era feliz ao lado daquela garota.

Ruby deu um beijo nos lábios de Belle e correu para trás do balcão, onde sua vó a esperava, a morena deu um beijo na senhora que sorriu com o gesto e caminhou então para a cozinha. Selene observou Belle, que agora se sentava no balcão e conversava animadamente com a vó de Ruby.

A morena apareceu minutos depois, trazendo consigo duas taças enormes de sorvete. Ela se sentou ao lado de Belle e juntas as duas tomaram seus sorvetes, enquanto conversavam e riam.

Selene sorriu ao ver a semelhança entre Ruby e Anitta e se perguntou onde a mulher estaria agora, esse pensamento saiu logo de sua mente, pois ela sentiu seus olhos se encherem de lagrimas, resultado de uma emoção que ela não conseguia mais controlar.

Ela se levantou e passou em silencio por elas, com a cabeça baixa, para que nenhuma das duas a visse e saiu então dali, quase sem rumo, mas sem ligar de fato para onde o destino a levaria.

As ruas de Storybrooke estavam cheias de gente, talvez fosse por causa do horário. Ela andou por entre as pessoas, esbarrando em algumas, sorrindo para muitas e até trocou algumas palavras com alguns deles, até que ela avistou de longe, Rumple, que caminhava em direção ao seu carro. A garota atravessou rapidamente e parou o homem, antes que ele tivesse a chance de entrar no carro.

“Olá, Selene.” Ele disse e ela respondeu com um sorriso, ele tinha um rosto abatido e Selene pensou que ele tinha suas razoes para estar naquele jeito, mas resolveu não tocar no assunto.

“Olá, Rumple.” Ela respondeu. “Eu acabei de ver Belle.” Ela continuou e seu olhar foi em direção ao Granny’s, Rumple seguiu o olhar da garota e depois voltou sua atenção a ela.

“Contou a ela a verdade?” Ele perguntou, com certo interesse na voz, mas ela negou com a cabeça e abaixou o olhar por alguns instantes.

“Não.” ela respondeu. “Não quero complicar mais as coisas pra ela.” Continuou.

“Entendo.” O homem então olhou para ela e depois para a chave do carro que ainda segurava na mão. “Você já almoçou?” ele perguntou em seguida.

“Na verdade não.” ela respondeu e o homem então deu meia volta e abriu a porta do passageiro, Selene olhou para ele por alguns segundos, antes de encarar a porta aberta para ela.

“Vamos, não tenha medo.” Ele começou a dizer. “Eu te convidaria para almoçar no Granny’s, mas já que você e eu estamos evitando as mesmas pessoas, acho melhor irmos até a minha casa.” Ele continuou e Selene sorriu com a ideia. “A menos que você se incomode com isso.” Ela fez que não com a cabeça e entrou no carro.

Rumple entrou logo em seguida, ligou o carro e o radio e os dois seguiram em silencio por entre as ruas, em direção a casa do homem, enquanto a musica no radio tomava o carro. Selene prestava atenção na letra e parecia muito interessada na musica.

“É do Magico de Oz.” Rumple respondeu, aumentando o volume da música.

Selene encarou o rádio, seu rosto mostrava claramente a confusão em que ela se encontrava. Rumple segurou uma risada, antes de esclarecer para ela do que se tratava de fato.

“É um filme, baseado em um livro.” Ele se explicou.

“Ah, sim.” Ela disse e se ajeitou melhor no banco, permitindo que a música a envolvesse. Ele a observou bater gentilmente os dedos contra a janela, como se tocasse um instrumento e foi inevitável não sorrir.

Ela então levou a mão a barriga, pois seu bebê se mexia ao som da música, ela sorriu para si mesma, Rumple observou esse sorriso, mas nada disse, pouco tempo depois a musica acabou e eles chegaram a casa do homem.

Eles entravam e ele a levou até a sala de estar, ela observou a casa do homem, pensou consigo mesma se ele não se sentia sozinho naquela casa tão grande e não precisou perguntar para ele para obter uma resposta.

“Eu vou preparar algo para nós dois, não devo demorar muito.” Ele disse, antes de se afastar.

“Vai usar magia?” ela perguntou, em um tom curioso e a verdade era que ele usaria sim magia, mas a pergunta dela o fez hesitar. Ele a encarou em silencio, ela sorria para ele, como soubesse o que ele pensava.

“Isso te incomoda?” Ele perguntou enfim, enquanto ela caminhava pela sala e se sentava em um sofá, pegando um livro qualquer que estava sobre a mesinha de centro.

“Não.” ela respondeu depois de um tempo, enquanto folheava o livro. “Só acho que não há necessidade de usar magia para tudo.” Continuou, dando de ombros.

Ele hesitou um pouco, olhou para a garota, que parecia entretida demais com o livro, embora só estivesse folheando as paginas.

“Certo. Eu faço do seu jeito.” Ele disse, olhando para a garota que desviou o olhar do livro para olhar para ele. Ela sorriu e colocou o livro de volta na mesa de centro.

“Vai precisar da minha ajuda?” Ela perguntou, mas ele fez que não com a cabeça.

“Você pode ficar sentada ai, mas vai demorar um pouco mais agora.” Ele respondeu.

“Eu não tenho pressa.” Ela respondeu

“Ótimo.” Respondeu ele e olhou para a televisão, que estava desligada. “Acho que tenho algo que te ajudará a passar o tempo.” Ele continuou, caminhando até o aparelho e usando sua magia para ligar o mesmo.

A tela da televisão se iluminou e aos poucos um filme surgiu, ele olhou para a garota, que parecia muito curiosa com o que acontecia.

“Te apresento.” Ele disse, se afastando da frente da tela. “O Mágico de Oz.” Ele continuou a fazendo sorrir.

Ele a observou se ajeitar no sofá, o olhar dela estava fixo no filme que agora passava e em seus lábios ainda havia o mesmo sorriso de antes. Ele se afastou mais, em direção a cozinha, a deixando a sós com o filme. Ele se virou uma última vez para olhar para ela.

Era a primeira vez que ele tinha alguém ali em sua casa, que não queria estar em nenhum outro lugar do que ali com ele. Em silencio, ele desejou que ele tivesse um coração puro e que ele pudesse ter feito o único pedido que ele realmente gostaria de fazer. Ele gostaria de nunca mais ser sozinho, mas talvez essa fosse sua sina.

O filme acabou e Selene se levantou do sofá, ela tinha um sorriso bobo no rosto, havia gostado muito do filme e agora não conseguia parar de pensar que ‘Dorothy’ era um ótimo nome para a sua filha. Ela caminhou pela sala, podia ouvir sons vindo da cozinha, mas o cômodo em que se encontrava agora chamava mais atenção.

Ela olhou ao redor, para os pequenos objetos espalhados pelo cômodo, havia um piano ali, ela se aproximou tocou em uma, duas, três teclas e sorriu com o som que o instrumento produziu. Continuou a examinar o local, observou que em uma das prateleiras havia uma xícara e que a mesma se encontrava lascada. Ela se aproximou cada vez mais, a xícara estava protegida por uma redoma de vidro e por algum motivo, Selene resolveu tirar a proteção e pegar a xicara com as suas mãos.

Com um de seus dedos ela percorreu a borda da xícara, tomando cuidado para que seu dedo não encostasse na parte lascada. Ela se pegou então imaginando o que havia causado isso e o porquê a xícara se encontrava tão protegida.

Trouxe então a xícara para mais perto de seu rosto e a girou, examinando o desenho na cerâmica. Até que algo a assustou, na verdade, foi a voz de alguém, a voz de Rumple, a fazendo derrubar a xicara e a quebrar em vários pedaços diante no chão.

Rumple estava parado diante da porta da sala, seus olhos fixos em Selene, que agora se ajoelhava diante dos pedaços da xícara. Lentamente Rumple desviou seu olhar a garota e encarou os pequenos frascos de vidro no chão. Ele se aproximou dela, se ajoelhando ao seu lado e segurando em uma de suas mãos, impedindo que ela continuasse.

“Mil desculpas, eu não tinha a intenção de quebrá-la, mas sua voz me assustou e ela escorregou da minha mão.” A garota disse, entregando a ele alguns pedaços que havia recolhido do chão.

Rumple encarou os cacos de vidro na mão da garota, Selene esperou que ele fizesse algo ou que dissesse algo, mas ele permaneceu em silencio. Selene pôde ver em seus olhos tudo o que ele – por algum motivo – não queria dizer, ela entendeu então que a xícara possuía um significado e se amaldiçoou por ter sido tão descuidada.

“Você pode consertá-la com magia, não é mesmo?” Ela perguntou, ele fez que sim com a cabeça e então passou sua mão sobre os pedaços quebrados, fazendo cada um deles desaparecer.

Selene olhou confusa para ele. Rumple apenas sorriu, se levantou e estendeu a mão para ela, ajudando-a a se levantar. Ela não o questionou, apenas aceitou sua mão e se levantou do chão. Ela sabia que havia uma história por trás daquela xícara lascada, mas entendeu que não era hora de perguntar.

Rumple olhou para o chão, sua mente vagou até o passado, ele ainda podia sentir a presença da xícara ali, ainda podia sentir Belle dentro de si, mas também sentiu que era hora de deixar tudo para trás.

Abrir mão definitivamente da xícara era dizer adeus à Belle, era enterrar qualquer sentimento que ele ainda tinha por ela e ele percebeu então o quanto isso era difícil. Ele ainda a sentiria por algum tempo, ele ainda acordaria sentindo sua falta. Mas ele sabia melhor, ele sabia que enquanto houvesse aquela xicara lascada, esperando um conserto, esperando por aquele ultimo pedaço, ainda existiria uma parte dele que também esperaria por esse conserto, por essa chance que não mais viria.

Agora ele estava livre, ainda em pedaços, ainda quebrado como aquela xícara, mas ainda assim mais leve e pronto para qualquer outra queda ou para qualquer conserto que a vida ainda reservava para ele.

–x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

No horário do almoço, Selene não apareceu como Regina esperava, então ela ligou para o Granny’s e pediu o almoço de sempre. Já era finalzinho da tarde quando sua secretaria avisou que alguém a aguardava, não havia marcado com ninguém e então permitiu que a pessoa entrasse. Surpreendeu-se quando percebeu que era Emma e não conseguiu segurar o sorriso.

“Olá, Emma.” A morena disse, se levantando e observando em seguida que Emma carregava um presente em suas mãos.

“Oi, Regina.” Respondeu Emma, entregando a Regina o presente, assim que a morena se aproximou.

A rainha olhou surpresa para a grande caixa em suas mãos, ela estava amarrada apenas com uma fita rosa. Ela apoiou a caixa em sua mesa e puxou delicadamente a fita, permitindo que ela caísse no chão e em seguida tirou a tampa da caixa. Emma observava tudo com certa ansiedade, Regina abriu o conteúdo da caixa e olhou para o presente que havia ali dentro em seguida olhou para Emma.

“É uma manta.” Emma disse, enquanto Regina pegava a manta com as suas mãos. “Eu gostaria de ter pedido a vovó para fazer uma igual a minha, mas com tudo o que aconteceu nos últimos dias, eu achei melhor não incomoda-la, mas depois que você escolher um nome pro bebê, eu posso pedir para que ela borde. Você gostou?” Emma concluiu, ela parecia muito nervosa e Regina logo percebeu, então ela sorriu para a loira e levou a manta para junto de seu rosto, sentindo o perfume de roupa nova que ela continha.

“Eu adorei, Emma.” Ela respondeu. “Eu ainda não pensei em um nome para a bebê.” Ela continuou e guardou a manta em seguida, olhando para a loira a sua frente e lembrando do beijo na noite passada.

“Bem, no que andou pensando então?” Emma perguntou, fazendo Regina rir e desviar o olhar dos lábios da loira por um instante, Emma percebeu e sorriu com isso, mas não disse ou fez nada a respeito, não queria deixa-la sem graça.

“Em muitas coisas.” Regina respondeu, se endireitando e voltando a encarar aqueles grandes olhos verdes a sua frente.

“Certo.” Foi tudo o que a loira respondeu, soltando uma risada.

Regina sorriu também, havia muita coisa que as duas gostariam de conversar, mas parecia que elas se entendiam melhor por meio de ações. Então sem pensar duas vezes, Emma se aproximou de Regina e a trouxe para junto de si a beijando. Não foi igual ao beijo da noite passada, não houve hesitação em nenhum momento, não havia pressão ou medo.

Era simplesmente um beijo.

As duas ouviram o som da caixa de presente caindo no chão, quando Emma encostou Regina contra a mesa, outras coisas mais também caíram, mas nenhuma das duas ligaram. As mãos de Regina foram de encontro aos fios de cabelo de Emma, que não perdeu tempo em percorrer as coxas da morena. Houve um momento de hesitação, houve um gemido baixo e vários beijos pelo pescoço da morena, que não conseguiu agir ou pensar por alguns segundos.

Elas se afastaram por alguns instantes, apenas para ver o rosto uma da outra, seus olhos se encontraram, seus sorrisos se encontraram e entre um selinho e outro, houve um acordo silencioso.

“Acha que podemos seguir com isso?” Foi Regina quem perguntou, o mais baixo que pôde, temendo que o clima fosse quebrado entre as duas a qualquer momento. Emma não respondeu de imediato, ela estava muito concentrada em sentir cada centímetro dos lábios da morena.

“Quando você diz isso...” Emma respondeu, entre um beijo e outro. “Você está se referindo sobre nós duas, não é?” Ela continuou. “Ou sobre o que estamos fazendo agora? Porque eu não tenho intenção alguma de parar.” Ela completou e seus beijos seguiram descendo em direção aos seios da morena, suas mãos rapidamente tentaram desabotoar a camisa da prefeita, mas Regina a impediu e segurou suas mãos por um instante. O olhar de Emma era de confusão, mas ela respeitou Regina e decidiu não insistir.

“Eu estou me referindo a nós duas.” Regina respondeu. “E ao que estamos fazendo agora também.” A morena continuou, em um tom sério, tentando se recompor. Ela se levantou da mesa e olhou para a loira a sua frente. “Você não acha que devemos ir devagar? Ou sei lá.” Ela deu uma pausa. “Eu não sei o que estamos fazendo ao certo.” Ela completou, Emma sorriu, enquanto se aproximava ao máximo dela. Emma segurou suas mãos, seu olhar se encontrou com o de Regina.

“Bem, eu também não sei o que estamos fazendo.” Emma respondeu e essa frase não confortou Regina de forma alguma. “Mas sei que estamos fazendo algo.” Ela continuou e se aproximou novamente de Regina, lhe roubando um breve beijo. “E eu posso ir na velocidade que você quiser.”

“Ótimo.” Regina respondeu e a beijou novamente. Um beijo breve, quase um selinho.

Seus olhares se cruzaram novamente e Regina se sentiu completamente leve, seus braços foram de encontro ao pescoço de Emma. Elas sorriram uma para a outra, houve outro selinho, que foi aumentando para beijos mais ardentes. Outra vez Regina se encontrou em cima da mesa, novamente os beijos se tornam mais quentes, a ponto de fazer a prefeita perder o folego.

Tudo não passou de amasso e de gemidos entre um beijo e outro. Os beijos daquela tarde selaram um acordo entre as duas. Um acordo silencioso entre seus corpos, que dizia basicamente o seguinte: Elas podiam sim ditar a velocidade com que elas levariam esse romance, mas elas definitivamente não teriam controle algum sobre a velocidade com a qual elas se apaixonariam uma pela outra.

Notas finais
Meu perfil do ff.net se encontra aqui https://www.fanfiction.net/~loveisweakness Beijos!!!