She Wolf

27 My Better Half


Notas iniciais
Eu perdi o dia do beijo, mas dá tempo de desejar feliz dia do café... Beijos (e cafés)

Capitulo 27 – My Better Half

Regina havia se dado ao luxo de tirar uma folga no meio da semana e sua manhã agora se resumia em planejar um novo quarto para Henry, onde antes era seu escritório. Seria uma surpresa para o garoto, mas ela não conseguiu segurar sua língua e assim que ela acordou e falou com ele pelo telefone, ela logo lhe contou a surpresa e o garoto, eufórico, foi logo detalhando como ele iria querer seu novo quarto.

“Eu poderia me mudar para sala e o Henry poderia ficar no quarto onde eu estou.” Selene observou, chegando por trás de Regina, que estava em seu escritório junto com uma equipe de mudança que seria responsável por encaixotar todas as suas coisas e guarda-las em um armazém.

“Bom dia, Selene.” Ela respondeu, se virando para a garota. “Eu sei que poderia, mas acontece que eu acho que ele precisa de um espaço maior e aqui embaixo é perfeito, ele finalmente vai poder ter aquela estante que ele sempre quis só para aqueles bonecos de ação que ele insiste em colecionar.” Ela continuou, enquanto observava os homens trabalhando. “Você vai sair?” Perguntou ela, notando as roupas que a garota estava usando.

“Vou.” Ela respondeu. “Espero que não se importe. Vou passar a manhã com Rumple.” Ela continuou e Regina elevou uma de suas sobrancelhas em resposta, a garota sorriu. “Eu sei que eu passo muito tempo com ele, mas sei lá, ele me entende, eu acho. Além do mais, está bem agitado por aqui hoje.”

“Você tem razão. Eu te levo até lá.”

“Eu não quero te atrapalhar.”

“Não vai me atrapalhar de forma alguma. Eu combinei de encontrar com Emma, então é caminho para mim.”

Regina esperou que os homens terminassem seu trabalho e logo que acabaram, ela os acompanhou até a porta e em seguida ela e Selene seguiram seus rumos. Regina deixou Selene na frente da residência de Rumple e seguiu para a delegacia, onde encontrou Emma, rodando em sua cadeira com uma rosquinha de chocolate na boca, enquanto urrava um grito de vitória.

“Dia agitado, eu presumo.” Disse Regina, cruzando os braços, enquanto se encostava contra o batente da porta.

Emma olhou para ela, com um sorriso nos lábios e apertou uma das teclas de seu computador, levantando-se em seguida para recebe-la.

“Eu finalmente passei da pontuação do Henry no Pac-man!” Disse Emma, animada, roubando um beijo de Regina. “Eu sei, você deve estar pensando ‘As verbas da prefeitura estão sendo bem aplicadas’” Ela continuou, imitando de forma bem jocosa a voz de Regina. “Mas, bem, eu não tenho nada para fazer e daqui a pouco meu pai vem ficar no meu turno, pois eu prometi a Henry que iria até Marcus para escolher com ele os moveis do quarto. Ele está bem empolgado com isso.”

“Eu imagino que esteja.” Regina respondeu. “Ele vai ter um quarto enorme agora. Eu também estou bem animada de tê-lo de volta a mansão, quer dizer, eu não estou roubando ele de você, você sabe disso, mas eu realmente gostaria que ele passasse mais tempo na mansão. Aliás, eu gostaria que vocês dois passassem.” Ela continuou e Emma sorriu para ela.

“Você vai acabar enjoando de mim se continuarmos assim.” Ela respondeu, havia um tom implícito de provocação que Regina não pode deixar de notar.

“Eu realmente duvido que isso possa acontecer, Emma.”

“Bem, então vamos tirar a prova.” Ela continuou, pegando Regina pela mão e a puxando em direção ao um sofá de dois lugares que havia na delegacia. “Vamos ver até onde você me aguenta.” Ela disse por fim, antes das duas se perderem em uma sessão demorada de beijos e caricias, que só foi interrompida quando as duas perceberam que provavelmente tais caricias iriam virar algo a mais.

“Sabe, eu posso deixar você e Henry irem sozinhos até Marcus, enquanto eu preparo um almoço para nós três. O que acha?” Sugeriu Regina.

“Eu não nego comida, Regina.” Emma respondeu rapidamente, fazendo Regina rir da sua resposta. “Mas se não for pedir muito, será que poderia ter algumas batatas fritas? Eu definitivamente não conseguiria mudar drasticamente minha alimentação para folhas secas e refrigerantes diets.” Ela continuou, novamente Regina riu e respondeu que poderia sim fazer um pouco do que ela chamou de ‘porcaria’, Emma revirou os olhos ao ouvir essa palavra, mas estava muito feliz por ter conseguido, de modo que não iria argumentar com Regina.

Henry ficaria na escola até o horário do almoço, de modo que Regina e Emma tiveram algumas poucas horas antes de Emma buscar o garoto, depois disso cada um seguiu seu caminho e só se viram uma hora depois, na mansão de Regina.

“Mãe, eu estou faminto!” Gritou Henry, enquanto entrava na mansão e corria para a cozinha para encontrar sua mãe.

O garoto deu um abraço apertado nela e correu para lavar as mãos, como ela havia ordenado que ele fizesse. Emma chegou logo atrás dele, trazendo o que ela chamava de ‘sobremesa’, que consistia em uma caixa enorme de donuts, mas que pelo olhar de reprovação de Regina, ela definitivamente não comeria isso na frente dela.

“Qual é o seu problema com comida gostosa?” Emma perguntou irritada, colocando a caixa sobre a mesa, enquanto Regina tirava o avental que usava e se dirigia até ela para um beijo.

“Não tenho problema nenhum com comida ‘gostosa’. Meu problema é a quantidade que você ingere, me pergunto para onde vai tanta comida.”

“Eu sou uma pessoa extremamente ativa.” Ela respondeu para Regina, fazendo ela rir com a ambiguidade da frase. “Não seja maliciosa, não foi isso que eu quis dizer.”

“É claro que não foi. Além do mais, eu não consigo te ver como a ativa da história.” Regina respondeu, baixando o tom de voz enquanto Henry se aproximava e sentava em uma das cadeiras.

Emma a encarou com o cenho franzido e Regina sentiu como se seu olhar pudesse ser capaz de penetra-la.

“O que isso quer dizer?” Perguntou Emma, aparentemente irritada. Regina não conseguiu conter uma risada, se aproximou dela, a envolvendo em um abraço e a beijou no canto dos lábios.

“Relaxe, Emma. Foi apenas uma observação.” Ela respondeu, soltando-a novamente e caminhando até a geladeira para pegar uma salada de maionese, Emma a impediu e se aproximou dela, de modo a não deixar espaço algum entre elas.

“Saiba, Senhora Prefeita.” Disse Emma, em um sussurro, seus olhos fixos nos de Regina. “Que na cama eu posso ser o que você precisar que eu seja.” Ela completou, vendo em seguida um sorriso surgir nos lábios de Regina.

Nenhuma das duas disseram nada, mas se olharam com tamanha intensidade que não foi preciso uma palavra sequer ser trocada para que uma soubesse o que a outra estava propondo.

“Mãe!” Henry gritou, fazendo Regina quebrar o contato com Emma. “Eu realmente estou com fome.” E com isso, as duas se separaram e se dirigiram a mesa, para enfim almoçar.

Depois do almoço, os três se dirigiram até a sala de estar, onde Henry escolheu um filme e os três se jogaram no sofá para assisti-lo. Henry era o único focado na história, Emma e Regina, sentadas em extremos opostos estavam mais preocupadas e concentradas em provocar uma a outra, da forma mais sutil possível, de modo que Henry, que estava entre as duas, nada percebeu.

Antes do filme acabar, Henry se levantou em um salto, olhando para a tela de seu celular e então avisou as duas que David, Leroy e os anões estavam indo para o campo para uma partida de baseball. O garoto não precisou pedir duas vezes, antes que suas duas mães permitissem que ele fosse junto.

Enfim elas estavam a sós e assim que elas ouviram a porta se fechando, elas foram em direção uma da outra. Os lábios quentes de Regina contra o de Emma, deixava explicito o quanto ela estava se segurando nas últimas horas para não beija-la. Regina se deitou sobre Emma no sofá, seus lábios colados, suas duas mãos servindo de apoio no sofá e seu corpo roçando contra o de Emma.

O jeans atrapalhava, a saia até as coxas de Regina não ajudava muito, de modo que Emma tratou logo descer o zíper de sua saia, facilitando o processo de tira-la do corpo da sua rainha.

“Não aqui.” Regina disse em uma voz ofegante, assim que Emma havia descido por completo a sua saia e estava pronta para tirar sua calcinha.

“Não me faça esperar novamente, Regina. Isso já é tortura.” Ela respondeu irritada e Regina soltou uma risada e se levantou do sofá, estendendo a mão para Emma, que com um sorriso, não pensou duas vezes antes de aceita-la.

Silenciosamente elas subiram as escadas que davam acesso ao primeiro andar e silenciosamente percorreram o corredor que levava até o quarto de Regina, que se encontrava com a porta fechada. Uma das mãos de Regina, ainda segurava firmemente a mão de Emma.

Emma observou Regina usar sua mão livre para girar a maçaneta da porta e aquele gesto tão ordinário de abrir uma porta, pareceu para Emma algo muito maior que um simples abrir de porta. Era uma forma sutil de Regina dizer que a queria em sua vida, a queria completamente e de todas as formas e em resposta Emma aceitou por completo esse pedido silencioso, dando um passo à frente e adentrando no quarto.

Não havia muita luz ali, a cortina impedia que a luz daquele fim de tarde invadisse o cômodo. Havia apenas sombras e silencio que parecia embalar cada movimento delas duas. Elas pararam diante da cama, uma de frente para a outra e por um momento as duas hesitaram, como se já tivessem esquecido o que estavam fazendo ali.

Não era esquecimento, era apenas que nenhuma das duas sabiam o que fazer a seguir. Era tudo tão novo, era tudo tão intenso e era tudo real demais, de modo que as palavras sumiram pois não faziam mais sentido e todos os gestos e toques pareceram não importar mais por alguns segundos.

Houve um breve momento de silencio, Emma observou a respiração da rainha, sua boca semiaberta, seus olhos que entregavam a ansiedade que ela majestosamente tentava controlar e descendo até seu pescoço, ela viu então, sua blusa de seda abotoada, com apenas um de seus botões abertos, aquilo foi tudo o que Emma precisava para então dar um passo à frente e beijar Regina nos lábios.

Seus olhos se fecharam ao sentir os lábios de Emma contra o seus, mas não conseguiu conter o suspiro ao sentir os dedos da loira contra o seu abdômen. Um toque breve, sem segundas intenções a princípio, mas um toque capaz de faze-la contrair o abdômen, como um reflexo, mas esperando ansiosamente por algo mais íntimo.

Aqueles beijos apaixonados partiram dos lábios da morena até seu pescoço nu. Emma levou suas mãos até a blusa de Regina e em segundos desabotoou cada um dos botões que a impedia de ter uma visão por completo do que havia por debaixo daquela blusa. A respiração de Regina acelerou, quando sentiu os lábios de Emma em seus seios enquanto seus dedos habilmente iam de encontro ao fecho do sutiã que a morena ainda usava.

Era uma visão linda, pensou Emma, ao ver Regina a sua frente seminua. A loira a levou em direção a cama, rapidamente o restante da roupa que Regina usava foi tirado e ali, sobre aqueles lençóis brancos, as duas se tornaram uma só.

O tempo pareceu congelar e o mundo lá fora pareceu não mais existir, a luz fraca do sol que entrava pela janela e era bloqueado pela cortina se extinguiu e a escuridão se fez lá fora, anunciando a chegada da noite.

Regina se encontrava deitada, completamente nua, com seu corpo colado junto ao de Emma. O lençol branco cobria o corpo das duas e ambas estavam exaustas, Emma foi a primeira a falar.

“Eu acho que eu tenho que ir para casa.” Ela disse, causando um gemido de frustração por parte de Regina, que inclinou a cabeça para trás e se ajeitou no colchão a fim de vê-la.

“Você deveria morar aqui comigo.” Regina sugeriu, em um tom manhoso e Emma acariciou seus cabelos e se virou para ela, beijando seus lábios.

“Eu acho que é muito cedo para isso.” Emma respondeu e Regina a encarou em silencio, fazendo com que Emma tentasse desvendar o que ela escondia em seus pensamentos.

“Já eu acho que perdemos tempo demais.” Regina respondeu e se levantou, sentando-se ao lado de Emma, cobrindo seus seios com o lençol. “Pode parecer que estamos apressando as coisas, mas quer saber? E daí? Nós nos gostamos, aliás, o que sentimos vai além do gostar, não é mesmo? Eu te amo, Emma e eu tenho certeza que te quero aqui ao meu lado agora, assim como eu tenho a certeza de que quero você aqui no próximo instante, na próxima hora, no próximo mês. Na verdade, eu quero você pra sempre.” Ela concluiu e sua voz saiu com uma urgência, algo que até então Emma nunca havia visto nela.

“Regina...”

“É sério, Emma.” Ela continuou, ainda aquela urgência na voz. “Eu perdi alguém uma vez e eu sei que as circunstâncias dessa perda não foram minha culpa ou culpa dele, mas essa perda me transformou em alguém que eu nunca pensei que seria. Hoje eu ainda luto para voltar a ser a pessoa que um dia eu fui ou para tentar ser alguém melhor do que eu sou.” Ela voltou a falar, Emma sentou-se, encarando-a. “Você me ajuda a ser essa pessoa, Emma.” E havia lagrimas nos olhos de Regina quando ela terminou de falar, lagrimas das quais Emma não perdeu tempo em seca-las. Ela beijou Regina nos lábios e a abraçou contra o seu corpo, ouvindo inúmeras vezes em seu ouvido o quanto Regina a amava.

“Eu também te amo, Regina.” Emma respondeu, quebrando o abraço. “E eu quero acordar ao seu lado e dormir ao seu lado e te ajudar a ser uma pessoa melhor todos os dias.” Ela continuou, passando as ponta dos dedos no rosto de Regina. “Mas eu te aviso logo que eu não sou assim tão fácil de conviver.” Ela completou, fazendo Regina rir.

“Eu aguentei uma vida inteira de solidão, acho que posso aprender a viver ao lado de alguém tão complexa e complicada.”

“Não tão complexa.” Emma respondeu, enquanto Regina se inclinava a sua frente e a beijava. “Mas complicada o suficiente para me considerar o seu par perfeito.” Ela continuou e as duas sorriam uma para a outra e se beijaram e fizeram amor pela segunda vez aquela noite, enquanto o céu lá fora era tomado por estrelas e aqueles lençóis eram tomados por sonhos.