She Wolf

3 Capítulo 3 -DESCONTROLE


Notas iniciais
HEY GIRLS =)
Tenho que dizer que estou mto feliz com os comentários de vcs viu!!?? Obrigada Elinha, Thaina, Costa, Leleleth, Lany e Carla, que tiveram a gentileza de expor seus sentimentos e impressões de forma tão carinhosa! Sem contar as duas recomendações feitas pela Baby e Miss Lany, parceironas dos velhos tempos de She Wolf...*suspiradesaudades* Obrigada meninas, vcs são ótimas comigo!
Bom vamos ao que interessa... Nesse capitulo, nossa querida Leah descobre do pior modo, o quão sujeita está a sua condição lupina.
Aproveitem a leitura...nos "vemos" no final ;)
Bjs,
Key

Enquanto voltava para o estacionamento, onde tinha deixado meu carro mais cedo naquela tarde com Sam ao meu lado, senti durante todo o trajeto, os olhares dos outros garotos cravados em minhas costas, eram como dardos tentando penetrar minha pele. Minha mente estava confusa, cheia de indagações que eu queria – melhor dizendo precisava - colocar pra fora antes de surtar completamente.

Parei diante da porta do meu carro, que Jacob mantinha gentilmente aberta para mim, antes de entrar, me virei para fitar cada rosto a minha volta, cruzei meus braços em frente ao meu peito, buscando coragem.

- Quando me transformei mais cedo, achei que tinha enlouquecido – todos me olhavam compreensivos – para piorar, parece que eu podia ouvir as vozes de vocês em minha cabeça... – olhei-os expectante.

- Na verdade, uma das coisas que você precisa saber, e logo, é que á partir de agora, toda vez que sofrer a metamorfose todos os seus pensamentos e sentimentos serão compartilhados com a matilha e vice-versa – Respondeu-me Sam cautelosamente – E quando digo todos quero dizer todos mesmo, entendeu Leah? — Enfatizou Sam.

Olhei para ele aparvalhada. MARAVILHA! Agora além de se uma Aberração Azarada, ainda teria que “dividir” meus pensamentos com um bando de pirralhos! O que mais falta acontecer comigo?

- Você está brincando não é? – Falei com um meio sorriso, que morreu em meus lábios tão logo o vi me fitar carrancudo.

- Não Leah, isso é muito sério. Não podemos guardar segredos uns dos outros – informou Jared – É uma dessas coisas de Lobo. É uma forma eficaz de nos mantermos em comunicação mesmo á distância para o caso de precisarmos de ajuda – concluiu ele com um sorriso amarelo.

- E não tem uma maneira de desligar essa... coisa!? Sei lá... eu não quero isso. Não pedi pra fazer parte disso – Virei-me para Sam ainda nervosa – Não existe um meio de eu não vir a me transformar novamente? — Fitei seus olhos com os meus em suplica.

- Desculpe, mas não dá. Não é assim que a coisa funciona. Uma vez que a pessoa sofre a transformação não tem mais volta- Ele me respondeu com a voz carrega de tristeza.

Reuni o pouco de dignidade que me restava, engoli as lágrimas que não deixei cair e olhei em volta, os outros desviaram seus olhos dos meus, evitando a todo custo confrontarem-se com minha angustia.

- O que faço agora? – questionei, vencida.

- O mais importante agora é você tentar manter o máximo controle sobre o seu temperamento – Olhei para ele acusadoramente – Não permita que sua raiva á domine. Caso sinta que ela está fugindo ao seu controle, afaste-se o mais rápido possível de qualquer pessoa que estiver perto de você. Os Lobisomens jovens são muito instáveis — nesse momento, não sei por que, todos olharam para Paul — A principal regra do nosso grupo é, nunca, jamais revelar a ninguém o que somos e também manter segredo sobre a existência de nossos inimigos, ficou claro? — Perguntou-me Sam preocupado.

- Eu entendo, mas e quanto aos meus pais? Não posso dizer nada a eles? — Inquiri insegura.

- Não Leah, você não deve dizer nada a eles. Embora muito em breve seu pai fique sabendo, já que ele faz parte do Conselho Tribal. Mas por enquanto mantenha-se calada, deixe que eu fale com ele primeiro.

Pela segunda vez naquela noite resolvi dar ouvidos a Sam, até por que eu não sabia qual seria a reação dos meus pais quanto descobrissem no que eu tinha me transformado. Na melhor das hipóteses, eles surtariam assim como eu havia surtado.

Respirei fundo, balancei minha cabeça em consentimento e me virei para entrar no carro. Depois que tomei meu lugar ao volante Jake bateu a porta e sorriu, tentando, sem sucesso, transmitir confiança. Dei a partida e rumei para casa, minha mente parecendo um balão prestes a estourar.

Quando parei meu carro em frente a casa, percebi que estava encrencada, afinal já passava das 10 da noite e eu fiquei sumida por horas. Minha mãe aflita correu para me receber á porta. Quando viu meus trajes – eu ainda vestia a camisa que Sam havia me emprestado – seus olhos flamejaram raivosos.

Antes que eu pudesse entrar em casa ela bloqueou meu caminho e se pôs a gritar irritada:

- Onde foi que você se meteu mocinha? Por acaso sabe que horas são? Sabe o quanto, seu pai e eu ficamos preocupados com seu sumiço? – ela deixava transparecer toda sua indignação.

Encolhi-me diante de suas palavras, minhas mãos tremeram e comecei a refrear minha raiva súbita, engoli em seco e respondi calmamente.

- Desculpe mãe perdi a noção do tempo — rezava em silêncio que ela engolisse essa.

E tudo podia ter terminado ali. Ela poderia ter fechado a cara pra mim e eu teria ido pro meu quarto resignadamente, esperando meu pai chegar pra uma segunda roda de broncas. Mas desde quando o Destino facilitava as coisas pra mim? NUNCA! Seth, meu irmão boca grande, tinha que se meter na conversa.

- O papo com Paul devia estar bom mesmo pra você perder a hora não é maninha? Eu vi vocês juntos na praia hoje à tarde – o delator nem disfarçou seu prazer em me ferrar ainda mais.

Antes que eu pudesse pensar em manter minha calma, meu corpo girou em direção a sua voz, minhas mãos tremendo novamente, meus olhos o focalizaram cheios de fúria.

-Cala essa boca Seth! – grunhi entre dentes, minha voz soou rouca pela raiva, pelo canto do olho vi que o carro de meu pai se aproximava. Ele não estava sozinho, Sam o acompanhava.

Ao invés de seguir meu conselho, o fedelho enxerido me olhou rancoroso.

- Aí que MEDA! A bruxa Leah vai me pegar – fingiu-se aterrorizado, revirando seus olhos.

Foi o que bastou para acabar com o pouco controle que eu tinha. Os tremores se intensificaram, o calor desceu por minhas costas e pela 2º vez naquele dia eu explodi. Para minha completa surpresa meu irmão também explodiu, e de repente me vi diante de um Lobisomem enorme com o pêlo cor de areia rosnando pra mim!

Foi tudo muito rápido. Enquanto mediamos força arreganhando os dentes um pro outro, pude ouvir as vozes de Jacke e Jared em minha cabeça e sabia que Seth também podia ouvi-los. Descendo rapidamente do carro, Sam ordenou que nos afastássemos dali, e contra minha vontade me vi seguindo para o outro lado quando na verdade o que eu queria mesmo era voar no pescoço de Seth.

Com meus olhos de Lobo, vi meu pai descer do veículo e assombrado levar á mão ao peito, nos encarando com olhos arregalados de horror antes de tombar no chão, parecia que ele estava com dificuldades para respirar, vi nossa mãe correr para ele, gritando seu nome.

Eu também queria correr pra ele, mas Sam continuava a dizer para nos afastarmos. Corremos para a floresta e em questão de segundos estávamos cercados por três lobisomens enormes, que insistiam em nos manter acalmados. Encurralados entre as arvores gigantes e os lobos, aguardamos até que, transcorrido um tempo que não sei mensurar vimos Sam chegar, em sua forma de lobo, dirigindo-se a mim e a meu irmão ele nos ajudou a voltarmos a forma humana. Levou muito mais tempo que dá primeira vez, acredito ser por causa do meu medo em relação ao que havia acontecido com meu pai. Acuada, recuei até uma árvore próxima e ali deixei que minha parte humana assumisse o controle. Tão logo tive meu corpo restituído desejei correr pra casa de novo, mas estava nua e não podia me expor daquele jeito. Foi Jared quem veio em meu socorro, sem olhar nenhuma vez em minha direção ele estendeu-me uma camiseta super grande, vesti-a com dedos trêmulos virei-me já pronta para correr de volta pra casa, quando Sam agarrou meus braços numa tentativa clara de me impedir. Olhei para ele com raiva.

- Leah, preciso falar com você um instante – pediu ele educado.

Levou-me até onde os outros estavam, todos em suas formas humanas, reunidos em volta de Seth, percebi que meu irmão chorava copiosamente.

Sam segurou forte meu rosto entre suas mãos, fincou seus olhos repletos de dor nos meus, tive uma sensação de Deja-vú, reconheci aquele seu olhar, e eu sabia que as palavras que o seguiriam não seriam boas.

- Escute, por favor, Leah seu pai foi levado para o hospital de Forks. Eu preciso que você e Seth se acalmem antes de levá-los até lá, entendeu? – Assenti meus olhos ainda presos aos dele – Agora, mais do que nunca, você tem que ser forte está me ouvindo? Sua família precisa de você — Concordei com a cabeça, minha voz estava presa em algum lugar entre meu cérebro e minha garganta. Ele soltou meu rosto quando percebeu que eu não lhe causaria mais problemas. Voltou-se para Jared e pediu que esse fosse buscar seu carro a fim de nos conduzir até o hospital.

Fui com Jared e aproveitei para passar em casa para trocar de roupa, lembrei-me de pegar algumas peças para Seth também. Quando tornei a sair de casa Jared estava a minha espera com o carro ligado, fomos até a margem da floresta pegamos Sam e Seth e rumamos para o Pronto Socorro de Forks, no mais absoluto e terrível silêncio.

As primeiras pessoas que vi quando entrei no hospital foram o Chefe de Polícia, Charlie Swan, e Billy Black, eles eram os melhores amigos do meu pai, corri em direção á eles só para parar um segundo depois, após constatar por seus olhos vermelhos que algo estava errado.

Girei para trás com a intenção de fugir daquela visão, mas me choquei contra um peito largo e braços fortes, que me mantiveram presa naquele lugar, tive que erguer minha cabeça muito acima para ver que era Paul quem me abraçava daquele jeito. Não sei de onde ele surgiu, só sei que fiquei grata por ter onde me apoiar, já que minhas pernas ameaçavam ceder a qualquer momento e me levar ao chão.

Suas mãos gentis deslizavam por meus cabelos até as costas numa nítida tentativa de me acalmar, e por um breve instante funcionou, mas só até eu encontrar seus olhos repletos de angustia e compreender que eu havia chegado tarde demais. Balancei minha cabeça de um lado para outro, tentando com esse gesto simples negar o óbvio.

Uma fraqueza tomou conta de meu corpo e me senti desfalecer. Paul ergueu-me em seus braços e levou-me para uma sala vazia onde depositou meu corpo sobre uma maca, saindo a seguir para buscar ajuda.

Em minha semi-inconsciência, parecia ouvir a voz da minha mãe pedindo aflita que eu abri-se meus olhos. Mas eu me sentia tão bem ali, envolta pela escuridão, onde minha desgraça parecia não poder me alcançar, por isso os mantive fechados. Porém, não foi a voz suplicante de minha mãe que me despertou de todo, recobrei minha lucidez por conta de um cheiro horrível que fazia minhas narinas arderem, pensei que fosse amônia, um medicamento que os médicos usam para fazer os pacientes acordarem rapidamente de seus desmaios.

Olhei para o lado e só o que pude ver foi um jaleco imaculadamente branco que envolvi o corpo de um médico, que não pude deixar de notar, era jovem e extremamente lindo, que me fitava com olhos dourados e sérios, e para meu constrangimento percebi que o fedor que fazia meu corpo todo, agora meio erguido na maca, se retesar de repulsa vinha dele! O calor me tomou instintivamente, então senti uma mão restritiva em meu ombro e virei para encarar Sam, que mantinha o nariz torcido e um olhar de alerta.

- Agora não! Controle-se. — Sacudi minha cabeça aturdida e desabei do novo na maca.

O jovem médico dirigiu-se a mim com uma voz suave e gentil apresentando-se:

- Olá, seu o Dr. Carlisle Cullen. Você sofreu uma pequena queda de pressão, mas já está estabilizada. Por favor, procure manter-se calma, descanse um pouco mais, depois, quando estiver mais disposta, poderá encontrar-se com sua família está bem? – Então aquele era o Doutor Cullen, um dos frios de quem Sam havia falado mais cedo.

O tempo todo , enquanto ele falava, mantive minha respiração presa, era a primeira vez depois de minha transformação que me via cara a cara com um vampiro, balancei minha cabeça acatando sua sugestão e o vi sair rápido da sala, abanando a cabeça na direção de Sam.

Soltei o ar que estava preso em meus pulmões de uma vez só e me ergui sobre os cotovelos olhando interrogativamente para Sam, que entendeu de imediato minha dúvida.

- É isso mesmo que você está pensando Leah, ele é um vampiro e o cheiro que ele exala é o que nos previne da presença deles entre nós. Todos eles terão um cheiro repulsivo para nós, isso os delatará mesmo quando eles acharem que poderão manter-se escondidos de nós – elucidou.

Deixei que essa informação se alojasse em meu cérebro, só depois me lembrei o porquê estava ali, e a dor transpareceu em meu semblante.

Virei meu rosto para o outro lado, tentando esconder minhas lágrimas de Sam, deixando-as escorrer e molhar o travesseiro. Minha tentativa não deu muito certo, meu rosto ficou de frente para a porta que estava aberta, através da nuvem de lágrimas que toldavam minha visão, pude ver minha mãe que se aproximava com os olhos inchados e doloridos, me fitando com pesar.

Encolhi-me involuntariamente num ato reflexo, como se a dor dela tivesse me atingido. Ela vacilou na porta, depois caminhou até a maca onde eu permanecida deitada e deixou que sua mão quente desliza-se por meu rosto.

- Ele se foi minha querida! — Sua voz se quebrando com a dor, e meu coração também se partindo com ela.

Toda a agonia represada em seus olhos pareceu se transferir para os meus. Levantei da maca e a abracei forte junto á mim, nossas lágrimas confundindo-se num pranto convulso. Seth, que passava pelo corredor nesse momento, nos viu e juntou seus braços e seu pranto ao nosso.

Notas finais
Triste não foi? É eu sei, chorei ao escrever esse cap 2 anos atrás, pq tinha uma relação mto estreita com meu pai e fiquei imaginando como seria se isso acontecesse comigo...E chorei mto agora ao repostá-lo, pq faz 7 meses que passei por experiência então...Boim, me digam merecemos comentários?? Sei que o ritmo da fic está meio lento por enquanto,mas em breve as coisas irão esquentar por aqui *.*
No próximo cap, teremos o desfecho dos acontecimentos recentes...Grandes emoções aguardem!
Bjs e Boa Semana a Todas!!
See you!
Key.