She Wolf

4 Capítulo 4 - ALGUÉM LÁ EM CIMA ME ODEIA!


Notas iniciais
Olá meninas,
Como passaram a semana? Td bem com vcs? Espero que sim.
Então, eu tive a grata felicidade de receber a visita de novas leitoras que tiveram o carinho e a consideração de deixar aqui um recadinho pra mim *.* Para todas que chegaram e para as que por ventura virão digo: SEJAM BEM VINDAS! Para as que já estão aqui desde o início, fica aqui meu MUITO OBRIGADA por ficarem comigo! Agradeço a Miss Lany, pra quem não sabe somos amigas virtuais, e ela é a grande responsável por She Wolf estar aqui, além de ser a pessoa que mais incentiva essa minha "viagem" chamada She Wolf, eu sei que ela faz propaganda de SW nas fics dela, e quero aproveitar pra dizer-lhe : Lany querida, OBRIGADA por tudo!
Agora sobre o capitulo, bom ele é uma continuação do anterior, então por si só é auto explicativo. A dor de nossa Leah é algo palpável, antes eu só imaginava o que isso poderia ser, hoje eu conheço esse sentimento de mto perto, então só o que posso esperar é que vcs o aproveitem ao máximo, valeu?
Bjs grandes,
Key.

Não havia mais nada para fazermos ali, o Chefe Swan tomou a frente da coisa toda e nos despachou para casa na companhia de Billy, Sam e os outros rapazes. Ficaram só ele e minha mãe no hospital, aguardando a liberação do corpo.

Durante todo o percurso até a Reserva, eu só conseguia pensar nas palavras de minha mãe “Ele se foi”, isso ficava repetindo e repetindo em minha cabeça, mas eu não conseguia absorver.

Quando me dei conta eu já estava em casa, sentada em nosso sofá puído com Seth ao meu lado chorando em silêncio. Eu sabia que devia consolá-lo e depois tomar algumas providencias, mas minha mente se recusava a cooperar comigo.

Tempos depois fomos atingidos por uma claridade repentina que encheu toda a sala e feriu os meus olhos, pude ouvir que algumas pessoas entravam ali; senti uma mão pousar suavemente em meu ombro e num reflexo levantei a minha para afagá-la, meus dedos deslizaram por cicatrizes profundas e percebi tratar-se de Emily. A dor da perda do meu amado pai suplantou a dor da traição da qual me julgava vitima e, não pude rejeitar o conforto do seu gesto.

Ela veio ajoelhar-se diante de mim, tocou meu rosto com o seu, e naquele instante entendi que a sua traição não era maior que a culpa que eu sentia por ter matado meu pai. Aceitei de bom grado seu abraço e deixei que ela me confortasse.

- Leah, Seth, precisamos organizar as coisas antes que eles voltem. Vocês podem me ajudar? – ela ofereceu-se, numa clara tentativa de nos fazer reagir.

Sem dizer nada, levantei e fui para cozinha, seguida de perto por ela, eu tinha que me manter ocupada para não sucumbir à dor, por isso, liguei meu cérebro no piloto automático e comecei a preparar café e sanduíches, enquanto Seth tomava banho. Deixei Emily às voltas com a comida e fui ligar para alguns parentes que viviam fora da Reserva.

Como um zumbi, fui para meu quarto peguei uma muda de roupa e me dirigi ao banheiro para me lavar também, quando voltei para sala percebi que mais pessoas haviam chegado, o ambiente pequeno estava abarrotado de amigos e alguns parentes. Fiquei ali, firme, recebendo os pêsames dos que chegavam.

Vi minha mãe entrar acompanhada de Charlie e Sam, e receber chorosa as condolências das pessoas que a abraçavam solidárias com sua perda. As horas foram longas, e quando o caixão chegou para o velório eu fiz questão de ignorá-lo.

Eu ouvi a tudo complacente, anestesiada, durante toda a noite houve um desfile de gente entrando e saindo da minha casa, Seth vencido pelo cansaço dormia num canto, seu peito ainda balançando pelos soluços. A cada “Meus Pêsames” que me era dirigido, era como se gritassem para mim “ASSASSINA”, eu ouvia tudo resignada.

Não consegui impedir que as lembranças me tomassem de á salto, revi todas as vezes que meu pai esteve ali por mim... Como quando ele me deu minha primeira bicicleta e eu ansiosa pra desfrutar do presente sai pedalando ferozmente pela aldeia e acabei caindo e ralando meu joelho; eu nem tinha me levantado de todo, quando ele se aproximou sentando-se no chão ao meu lado e me puxou para seu colo, limpando meu ferimento com um lenço e murmurando palavras de conforto para mim, dizendo que eu tinha me saído bem, e que cair era normal, por que isso nos ensinava a levantar e ficar mais fortes.

Foi ele também que me falou sobre os garotos e seus interesses por nós meninas, me disse que apesar de eu ser bonita que isso não bastaria para conquistar o garoto que por ventura eu estivesse interessada, que era preciso que eu aprendesse a me respeitar e a respeitar meu eleito também, que antes de amar alguém eu deveria amar a mim primeiro, e que qualquer um que tivesse o privilégio de namorar comigo, seria feliz por que eu era especial.

E quando Sam veio falar com ele para me pedir em namoro, ele primeiro conversou comigo, questionando se era o que eu queria, quando teve minha confirmação, convidou Sam para dar um passeio e conversou com ele por horas, antes de voltar e me dizer que permitiria nosso namoro, desde que isso me fizesse feliz. E quando as coisas deram errado pra nós, e terminamos daquele jeito lamentável, foi meu pai quem me consolou, aconselhando-me a esquecer, dizendo que sabia não ser fácil, mas que um dia eu encontraria alguém digno do meu amor. Ele sofreu comigo, e por muito tempo foi o único que eu permiti que se aproximasse de mim.

E agora eu estava ali, sentada a um canto empertigada em minha cadeira, enquanto seu corpo sem vida jazia em um caixão no meio da sala. Onde estava a justiça Divina? Pessoas boas como ele deveriam viver por muito tempo. Ele sempre teve orgulho de mim, e eu havia pagado todo seu amor e carinho matando-o.

Quando achei que aquela noite não teria mais fim vi, através das janelas, finalmente o sol despontando ao longe, pouco depois saímos todos da casa seguindo num triste e longo cortejo que levava o caixão onde estava depositado o corpo do meu pai, para o cemitério Quileute. Durante todo velório e por todo tempo que durou o enterro, me recusei a olhar para ele. Aquela não era a última imagem que eu queria guardar de meu pai.

Minha mãe manteve Seth e eu no circulo dos seus braços protetores, enquanto chorava copiosamente. Eu estava seca, parecia que já havia derramado todas as lágrimas possíveis.

Foi só quando baixaram seu caixão na cova e jogaram a primeira pá de terra por cima dele que despertei do meu transe. A dor veio como uma avalanche derrubando todas as barreiras que eu havia erguido á minha volta. Um ódio profundo por mim mesma cresceu em meu peito. Sam e os outros perceberam a súbita mudança em minhas feições e os tremores característicos que sacudiam meu corpo, com um olhar firme, ele fez um gesto sutil para que eu me afastasse dali, fiquei grata em acatar sua ordem dessa vez.

Abandonando as pressas o cemitério, comecei a correr em direção a floresta, já embrenhada na mata, lembrei-me de arrancar meu vestido rapidamente, antes que ele se desfizesse em pedaços durante a transformação e deixei que a coisa acontecesse. Foi um alivio dar vazão a toda dor e ódio durante minha fuga desabalada. Ouvi Sam e os outros correndo em minha direção, mas percebi com uma pontada de orgulho, que eu era muito mais rápida que eles. Coloquei uma boa distância entre nós, só diminui meu ritmo quando ultrapassei a fronteira com o Canadá.

Quando achei que tinha ido longe o bastante desacelerei e me pus a caminhar a esmo, descansei meu corpo peludo embaixo de um pinheiro gigante, constatei com surpresa que, ao contrario do que achava antes, eu ainda era capaz de chorar, lágrimas quentes debulhavam dos meus olhos caindo sobre minhas patas, fugindo ao meu controle.

Pude ouvir a aproximação do bando, seus pensamentos ecoando em minha cabeça, mostravam que estavam preocupados comigo. Não lhes dei nenhuma dica de onde me encontrar, mas mesmo assim, pouco depois os vi chegando. O vulto Preto do Lobo que era Sam achegou-se ao meu lado arriando o corpanzil enorme sem fazer nenhum ruído, depois, embora ainda fosse difícil me acostumar com a idéia, percebi meu irmão Seth, em sua forma de Lobisomem, parar perto de mim, ele cutucou meu ombro com o seu focinho e depois lambeu uma lágrima que teimava em escapar do meu olho. Os demais mantiveram uma distância respeitosa de nós, mas ainda sentia em minha mente o reflexo dos seus sentimentos e das impressões dolorosas que vivemos naquele dia, minha dor e a de Seth era compartilhada por todos eles.

Depois de algum tempo, quando me sentiu mais calma, Sam se pronunciou “Precisamos voltar. Não podemos deixar La Push desprotegida por muito tempo”, ao que eu respondi teimosa Vão sem mim.Não quero voltar” , ele rebateu usando, o que presumi, fosse sua voz de comando “Não é assim que a coisa funciona Leah, temos que permanecer juntos, você agora também é nossa responsabilidade, assim como cada um de nós é sua também”.

Eu grunhi para ele rancorosa, meus pensamentos refletindo todo meu desgosto com a situação ”Quem você pensa que é para me dar ordens? Eu estou pouco me lixando pra toda essa Merda de Responsabilidade imposta! A única coisa pela qual sou responsável é pela morte do meu pai!”. Pelo canto do olho vi os outros se afastarem enquanto Sam levantava-se de um salto e se colocava diante de mim, por um instante eu o temi, mas então me lembrei por tudo o que ele me havia feito passar recentemente e também me coloquei de pé, enfrentando-o de igual para igual “Eu sou o Alfa da Matilha de La Pusch! Você me deve obediência, assim como eu devo me assegurar de que nada de ruim lhe aconteça. Não torne isso mais difícil do que já está sendo, Leah”, ele ainda mantinha aquele timbre autoritário, mas seu tom soou mais baixo, como se tentasse me convencer pela razão, e não pela força.

Eu lhe dei o que julguei ser, um sorriso lupino de desdém, antes de trincar meus dentes e ladrar colérica “Eu não lhe devo PORRA nenhuma Sam. Muito menos obediência! Acabei de enterrar a única pessoa que poderia me exigir tal coisa”. Seus olhos negros brilharam para mim antes de me responder “Você não teve culpa nenhuma no que aconteceu com seu pai Leah! É bom que você se de conta disso o quanto antes. O que aconteceu com Harry foi uma fatalidade entendeu?” um rosnado baixo escapou de meu peito quando respondi a isso “Não se atreva a arrumar desculpas para mim, eu sei o que fiz! Matei meu pai de susto quando me transformei em sua presença”. Sam rosnou de volta dizendo “Você está enganada, ele já sabia sobre você antes de voltar para casa naquela noite, eu mesmo contei a ele sobre o ocorrido, quando o encontrei pouco depois que você foi embora. Se você quer tanto um culpado, aponte seu dedo acusador para mim. Já estou calejado no que diz respeito à culpa, uma a mais ou a menos não fará diferença”.

Arreganhei meus dentes para ele, e senti que a tensão tomava conta de todos no grupo, eu queria gritar minha dor, queria me bater com Sam numa luta feroz até arrancar-lhe o último fio de pelo preto daquele corpo lupino. Isso seria a gloria suprema, não seria? Mas isso traria meu pai de volta?

Pelo arfar da matilha soube que eles podiam ouvir meus pensamentos, desviei-me propositalmente dessa linha de raciocínio e lembrei-me de minha mãe, pensei nela sozinha em nossa casa vazia, em sua dor... imaginei seu sofrimento por perder o homem amado, por ter que lidar com dois filhos transmorfos...meu peito encheu-se de angustia e logo depois algo cintilou dentro de mim, — solidariedade talvez – então travei minha boca, recolhi minhas garras e fitei Sam diretamente nos olhos antes de capitular “Preciso que você me explique de uma vez TUDO sobre esse negócio de Lobisomem, não quero ter de ser responsável por mais nenhuma morte em nossa Tribo” olhei aos outros e senti a força que se desprendia deles, se eles podiam lidar com aquilo, eu também poderia, então convidei-os “Vamos para casa rapazes. Temos uma Reserva para proteger do ataque daqueles sanguessugas nojentos”. Sem esperar para ver se eles me seguiam tomei meu caminho.

Corremos desabalados para casa, facilmente tomei à dianteira, eu era bem veloz, ainda pude ouvir Paul exclamar admirado aos outros “Cara! Ela é bem rápida para uma garota”! Ladrei para ele muito a frente “Você não viu nada ainda garoto, só procure não se engasgar com a minha poeira”, e disparei de volta a La Push.

Notas finais
E aí? Gostaram?Deixem-me dizer algo, quando eu postei pela 1º vez esses dois últimos capitulos no outro site, mtas leitoras me perguntaram pq não me mantive fiel a morte de Harry, ou seja, pq não o havia matado durante a perseguição a Victoria...bem não o fiz por uma razão óbvia, minha fic baseasse nos livros e não nos filmes! No livro qdo a autora anuncia a morte de Harry Clearwater ela só diz que ele sofreu um infarto pela manhã e NÃO DIZ em que circustancias isso aconteceu, por tanto, assim como a roteirista dos filmes, tomei a liberdade de dar-lhe outro cenário para seu desenlace, ok? Então tá, agora que isso foi explicado, vcs acham que podem me presentear com seus comentários mais do que bem vindos? Obrigada por estarem aqui!
Bjs e até o próximo!
K.