She Wolf

10 Capítulo 10 - PAGANDO A DIVIDA!


Notas iniciais
Olá meus amores =)
E aí? Qual a boa do fim de semana hein? Eu tenho uma Festa de Hollowen hj a noite estou super empolgada..hihihi.
Mas empolgada mesmo estou com o carinho de vcs á cada capitulo postado! Obrigada por fazerem dos meus dias os melhores ok??
Sobre esse cap: Aqui as coisas parecem finalmente começarem a mudar entre nosso casal lupino...Acho que podemos vislumbrar aqui um Paul e Leah bem diferente do que vive na Reserva de La Pusch.
Boa leitura nos vemos ao final,
Bjs,
K.

Assim que nos aproximamos de Seattle, fomos tomados por um mudismo incomum. Decidi quebrá-lo antes que se intensificasse ainda mais.

- Então... Você prefere que eu o deixe na casa de Sara ou... — falei, dando-lhe a chance de escolher.

Afinal, não havíamos combinado nada, cada um estava atrelado a um compromisso particular, eu já tinha reserva em meu nome no hotel, mas eu não sabia quais as opções dele de estadia, não o pressionaria para ficar comigo, se ele o fizesse seria por sua vontade. Paul remexeu-se em seu assento.

- Na verdade eu disse a Sara e meus pais que ficaria com amigos – ele disse virando-se para encarar meu perfil – Você se importaria se ficássemos juntos no hotel? — perguntou ressabiado.

- Claro que não! Será ótimo ter companhia – falei contente.

Ele suspirou aliviado.

- Sendo assim, acho melhor nos instalarmos antes de cumprir nossas obrigações, assim teremos mais tempo para aproveitar, o que me diz? – propôs empolgado.

- Ótima idéia. Eu já fiz minha reserva, será rápido – deixei-me envolver por sua euforia.

Chegamos ao hotel, que estava situado bem no centro da cidade, pegamos nossas bagagens e entramos rápidos, fugindo do sol, estava quente e abafado e, eu não via a hora de me refrescar um pouco.

Seguimos até a recepção, onde fomos atendidos por uma loira bonita e sorridente que nos cumprimentou simpática.

- Boa tarde, Sejam bem-vindos ao Seattle Hotel.

Notei que ela corria os olhos inquisitivos de mim para Paul, ele havia largado a bagagem no chão e cruzou os braços sobre o balcão sorrindo de volta para ela. A coitada piscou fascinada.

- Tenho uma reserva em nome de Leah Clearwater – disse-lhe.

- Oh sim? Deixe-me verificar... – falou – Sim, aqui está. A Srta ficará na suíte 513.

Ela avidamente focou sua atenção em meu acompanhante olhando para ele, sorrindo afetada.

- E sua reserva está em nome de quem? – Seus olhos avaliando o conjunto da obra que era Paul.

Era impressão minha ou ela estava realmente flertando com ele bem na minha cara!? Um minuto á mais e com certeza ela pularia sobre o cara.

- Ele está comigo – falei seca não dando a ele chance de abrir a boca, mantendo meus olhos fixos nela.

Ela encarou-me demoradamente, lançando-me um olhar avaliador, na certa se perguntando o que um cara como ele fazia com uma garota como eu. Depois pegou a chave-cartão e ofereceu-a a nós, Paul esticou a mão rapidamente alcançando-a antes de mim. Percebi que ele deliberadamente tocou os dedos dela com os seus, e vi aturdida a garota estremecer!

- Estaremos á disposição para qualquer coisa de que necessitarem – disse-nos com a voz falhada, seus olhos fixos em Paul.

- Ligaremos para você se precisarmos de algo – Ele disse sorrindo.

A infeliz balançou ao ouvi-lo falar. Sua mente devia estar se enchendo de fantasias naquele instante.

Olhei para ele com a cara fechada, ele juntou nossas bolsas, passou o braço sobre meus ombros, seus olhos fitaram-me divertidos.

- Vamos subir? – A voz sedutora e sugestiva também não passou despercebida aos ouvidos da recepcionista.

Tive que piscar duas vezes para quebrar o efeito que aquela voz e aqueles olhos criaram em volta do meu cérebro.

Firmei meus ombros, encarei a garota me despedindo:

- Obrigada por enquanto – minha voz estava rouca, não sei dizer se de excitação ou raiva.

Ele brindou-a com seu sorriso mais lindo e acenou com a cabeça em forma de agradecimento.

Encaminhamos-nos para o elevador, ele deixou seu braço descer até minha cintura, puxando-me de encontro a ele possessivo. Antes de as portas fecharem ainda lancei um último olhar para a recepção, de onde a garota nos observava. Fiquei emburrada até chegarmos à porta do quarto, ele abriu-a dando-me passagem, marchei para dentro, largando minha bolsa com força no sofá. Ele fingiu não perceber meu estado de ânimo, foi até as portas da saca e abriu-as deixando que uma brisa entrasse arejando o ambiente, depois se virou para mim cruzando os braços sobre o peito.

- Tudo bem? – perguntou, tentando controlar o riso em sua voz.

- Você pode, por favor, me explicar o foi aquilo? – inquiri zangada.

- Ah Leah, ela só estava tentando ser simpática – respondeu, rindo meio nervoso.

- Simpática!? – guinchei irritada – Ela estava dando em cima de você descaradamente isso sim. E sua atitude contribuiu bastante também – acusei-o.

- Qual o problema? Você não está com ciúmes, está? – perguntou debochado.

Cruzei meus braços e fuzilei-o com os olhos.

- Não seja ridículo. Só acho uma tremenda falta de respeito da parte dela agir daquele jeito, mesmo depois que ficou sabendo que estamos juntos. – falei na defensiva, tentando disfarçar minha irritação.

Ele veio até onde eu tinha ficado parada, descruzou meus braços, colocou-os em volta dos seus ombros, e segurou-os ali, para que eu não os retirasse.

- Não vamos estragar nosso fim de semana por causa de uma bobagem dessas não é? – a voz impregnada de sugestões maliciosas, soou mais sensual do que eu gostaria de admitir.

Eu tinha que tomar cuidado com ele, ou poderia vir a ter problemas, como o de me julgar no direito exigir dele um comportamento que eu mesma não estava disposta a ter, ou seja, a agirmos como um casal de namorados. Coisa essa que estávamos longe de ser.

- Não, não vamos – concordei rendida.

Ele sorriu, beijando meus lábios de leve, deixou seus dedos correrem por meus braços e costas, repousando as mãos em meu quadril, puxou-me para mais perto dele, e então o beijou ficou mais intenso. Eu podia me perder em seu abraço que nem me daria conta. Minhas mãos pressionando sua nuca para evitar que ele se afastasse. Quando interrompemos o beijo para recuperar o fôlego, lembrei-me de nossas prioridades.

- Se você quiser aproveitar a noite em Seattle, terá que me deixar ir agora. Eu realmente preciso entregar aqueles documentos- disse-lhe, mais sem afastar meu corpo do dele.

Ele gemeu em meu ouvido, meu corpo reagiu a isso com arrepios sucessivos.

- O.K. Obrigações em primeiro lugar. Prazer depois – Suspirou me largando.

Fiquei um pouco decepcionada por vê-lo aceitar aquilo tão facilmente, mas depois pensei que ele só estava querendo livrar-se rápido de nossos deveres para podermos ficar mais tempo juntos, e isso me animou. Mais até do que deveria.

Dei-lhe um beijo rápido, peguei minha bolsa de mão, a pasta com os tais documentos e fui para a porta.

- Você quer que eu o deixe na casa de sua irmã? — lembrei-me de perguntar antes de sair.

- Não precisa eu me viro – disse despreocupado.

- Tudo bem então. Comporte-se e nada de ligações para a recepção. – brinquei descontraída – nos vemos aqui mais tarde – e antes de sucumbir à vontade de me atirar em seus braços sai porta fora.

Quando passei em frente à recepção, não pude evitar lançar um olhar raivoso em direção a garota. Depois recompus minha fisionomia pensando que, ela, na verdade não tinha culpa de sentir-se atraída por Paul, ele era realmente muito atraente, além de charmoso. Eu estava acostumada a conviver com ele em La Push, onde a concorrência não era tão acirrada, estar em uma cidade grande com tantas oportunidades de flertes seria uma experiência nova para nós dois.

Corri para o escritório da Matriz que ficava do outro lado da cidade, para fazer minha entrega especial, fui atendida com prioridade e uma hora depois já havia sido liberada.

Voltei para o hotel, fui até a recepção, e respirei alivia ao notar que o turno da recepcionista anterior havia encerrado, um rapaz simpático entregou-me as chaves e um bilhete. Abri-o no elevador.

Espero que tenha corrido tudo bem com sua missão. Fui visitar Sara, nos vemos mais tarde.

Fique bem. Paul.”

Achei muita gentileza da parte dele me deixar um bilhete, isso era impressionante vindo de um cara sempre tão explosivo e canastrão. Ele estava me permitindo ver outro lado seu, que com certeza poucos conheciam, me senti privilegiada por sua confiança em abrir-se assim comigo, deixando-me vê-lo como ele era de verdade.

Cheguei ao quarto, larguei minha bolsa e fui direto para o banheiro, eu precisava urgente de uma ducha, a viagem tinha sido cansativa e eu tinha dormido pouco na noite anterior, após o banho renovador, vesti o roupão do hotel e me joguei na cama para descansar um pouco, acabei mergulhando num sono profundo.

Despertei mais tarde, com beijos suaves em meu ombro, pescoço e colo. O roupão abriu-se durante meu sono, e Paul tirava proveito disso. Sorri mesmo antes de abrir meus olhos para vê-lo. Suspirei já prevendo a onde aquilo nos levaria.

- Você é uma tentação muito grande sabia disso? – sussurrou ele em meu ouvido.

- Então não resista... – murmurei acariciando seus cabelos.

Ele deitou-se ao meu lado, deslizando as mãos para dentro do roupão, ergueu um pouco meu corpo para livrar-me de vez dele. Sua boca desceu ávida em direção aos meus seios, beijando com sofreguidão, depois continuou descendo, beijando e mordiscando minha barriga, minhas coxas, puxei-o para mim, libertando-o da camisa, enquanto ele se livrava das próprias calças. Olhei-o maravilhada, ele tinha um corpo perfeito, era um convite explicito ao prazer, toquei-o ansiosa, desfrutando das delicias que ele me oferecia. Eu não sabia que estava tão ávida por ele até aquele momento, mas antes de isso se tornar um problema pra mim, percebendo minha urgência ele não demorou a me possuir. Nossas bocas se encontraram e sua língua exigente deslizou para dentro da minha, acariciando-a de forma sensual. Nossos movimentos combinados, nos fez chegar rápidos ao ponto que ansiávamos, e fomos recompensados pelas ondas de êxtase que nos consumiu completamente.

Ele deitou-se ao meu lado, satisfeito, e minha mente, mais alerta agora, pôs-se a imaginar, como um garoto tão jovem, conseguia dar tanto prazer a uma mulher. Lembrei das vezes em que, quando estávamos metamorfoseados em lobos, compartilhávamos seus pensamentos repletos de garotas. Devia vir daí tamanha experiência. Resolvi questioná-lo á esse respeito. Afinal não era nada demais falar de sexo com o cara com quem se está transando, oras bolas.

- Sou obrigada a admitir que você é muito bom nisso – falei elogiando-o, minha mão alisando os músculos definidos de seu abdômen.

- Obrigada. Eu me esforço – respondo me dando um meio sorriso.

- Então, você vai me contar como adquiriu toda essa experiência ou é segredo? – perguntei curiosa.

- Você está me perguntando com quantas mulheres transei antes de você? É isso? – perguntou-me parecendo chocado com a idéia.

- Ah, qual é Paul? Apesar de mais novo que eu, sei que você não é nenhum Santo – disse-lhe serena – Lembre-se que partilhamos nossas mentes. Eu vi o tanto de meninas que habitam suas lembranças – acusei-o soando mais irônica do que gostaria.

Ele ficou realmente constrangido, levou um tempo para recompor-se de minhas palavras, encarando meus olhos.

- Se eu te contar meu segredo terei que matá-la depois – falou tentando fazer graça.

- Eu assumo o risco – incentivei-o.

- Se quer mesmo saber, eu só transei com duas garotas até hoje – confessou embaraçado – Marie, com quem tive um envolvimento relâmpago, antes da historia dos lobos, e com você – rematou fitando o teto.

Ergui-me apoiando meu peso no cotovelo encarando-o incrédula.

- Você tá me zoando né? – zombei rindo divertida.

- Por quê? Acha que preciso mentir pra você sobre isso? – perguntou ofendido.

- Não! Mas é que... Bom você realmente parece ter muito conhecimento sobre o assunto, se é que você me entende... – falei sorrindo, agora era minha vez de ficar embaraçada.

- Fico feliz por saber que satisfaço você sexualmente – disse, deslizando a mão por minha barriga, os olhos fixos nos meus – Eu conheço você Leah; conheço seu corpo, sinto suas reações quando a toco desse jeito – murmurou, suas mãos deslizando entre minhas coxas, fazendo meu corpo todo estremecer – eu sei do que você gosta, e como gosta. E isso... – seus dedos me penetraram, fechei meus olhos extasiados por um momento – é o que me deixa em vantagem – finalizou, capturando meus lábios em seguida.

O beijo que se seguiu, foi intenso e revelador. Reconheci que, de fato, ele conhecia meu corpo, talvez até melhor do que eu tive que admitir com uma pontada de remorso, que nem Sam, que havia sido o único homem com quem eu havia estado desse jeito antes de Paul, tinha conseguido me dar tanto prazer. Mergulhei no corpo dele de novo, buscando afastar minha mente de Sam e daquela comparação cretina. Paul merecia que eu estivesse ali por inteiro.

Mais uma vez nos entregamos ao prazer que podíamos proporcionar um ao outro, e como sempre fomos recompensados de forma memorável. Por um instante tive medo de me viciar nisso. Nunca antes meu corpo tinha sentido tanto prazer por ser tocado, acarinhado.

Saciados, ficamos ali abraços e refeitos.

- Considere sua divida paga — disse brincalhão.

- Torço para que a espera tenha valido a pena– rebati ansiosa.

- Você sempre me agrada Leah. Em todos os sentidos – respondeu sério.

- Até mesmo quando o deixo irritado com minha estúpida teimosia? – inquiri curiosa.

- Até assim. Já lhe disse antes, você é um desafio e tanto – falou, sentando-se na cama e encerrando esse assunto – Agora, não que eu não adore a idéia de passar o fim de semana inteiro na cama com você – disse-me passando os dedos sobre meus lábios – mas eu lhe prometi também outras diversões. Por isso trate de levantar-se por que nós vamos sair. – anunciou, levantando-se e puxando-me junto, tirou-me da cama e colocou-me de pé de frente para o banheiro, empurrando-me naquela direção.

- A onde vamos? – perguntei curiosa ligando o chuveiro.

- É surpresa – falou ele misterioso, antes de se juntar a mim debaixo da ducha – Espero que você goste do que programei pra nós – disse sorrindo enigmático, enquanto ensaboava meu corpo.

Levamos mais tempo que o necessário para terminarmos o que deveria ter sido um banho rápido. Uma das vantagens de sermos diferentes geneticamente, é que nossos corpos recuperavam-se rápidos, fosse de uma luta fosse ou do simples ato do sexo.

Estar assim com Paul revelou-se uma grata surpresa. Poder desfrutar de sua força e seu desejo por mim, era algo para o qual eu não estava preparada emocionalmente, por isso mesmo me policiava ao máximo, para não deixar escapar nenhuma palavra mais amorosa quando estávamos entregues a paixão. Já Paul, por outro lado, não se abstinha de sussurrar tudo o que lhe passava na mente e, talvez até, na alma enquanto tomava meu corpo.

Eu me obrigava a esquecer delas tão logo nos separávamos, não queria de forma alguma voltar a me iludir, como havia acontecido no passado. Mas ali, naquela cidade estranha, onde éramos anônimos, deixei o passado exatamente no lugar a aquele pertencia, e me permiti deliciar-me com cada gesto, palavra e som emitidos por ele. Confesso, ao menos para mim, que a experiência estava se revelando extraordinária.

Notas finais
Gostaram?? sim?? Não?? Por favor me digam sinceramente o que estão achando ok? Isso é realmente importante pra mim... Eu achava estranho qdo comecei a entrar aqui no Nyah e lia lá em cima os dizeres: "A cada review que você não deixa é uma estória que morre!" ...hj depois de começar a postar minhas fics aqui, entendi melhor o que isso quer dizer...Por isso saibam que estou bem viva e FELIZ pq tenho leitoras maravilhosas =)
Bom fim de semana queridas!
Bjs,
K.