She Wolf

1 Capítulo 1 - DIA RUIM!


Notas iniciais
Olá pessoal,

She Wolf é uma idéia que nasceu de uma revolta! De uma inconformação! Eu explico...Sou apaixonada pela Saga, e mais ainda pelo Wolf Pack...Por isso achei horrivel o descaso da autora com a ÚNICA representante femina da matilha! Ela é tão essencial pra trama qto qualquer um dos outros lobos, mas tia Stpehie pareceu não pensar assim!Fiquei meses matutando sobre isso e foi então que me veio a idéia de falar sobre Leah...sobre o que eu "acho" que foi a vida dela como "loba"!
Essa fic foi postada e mto bem recebida em outros 2 sites, o FFTT e o TB (que encerraram suas atividades)mas acredito eu, algumas de vcs já devem conhecer certo? Ela já foi inclusive finalizada lá, e á convite de uma amiga (Obrigada pelo convite/incentivo Lany querida) que posta aqui no Nyah resolvi trazê-la pra cá, afim de dar a outras pessoas a chance de conhecer um outro lado da Saga.Espero que vcs gostem e, por favor, levem em conta que essa foi minha primeira fic ok!? Por isso sejam gentis comigo!! rsrsrs.

Ah!Meus amigos me chamam de Key, fiquem á vontade para fazer o mesmo.
A gente se vê nas Reviews combinado!?

Bjs,
K.

Vai passar”... ”Vai ficar tudo bem”.

Eu repetia isso pra mim como um mantra, pela milionésima vez, nesse dia que parecia não ter fim.

Na escola eram os professores a me perseguirem, em casa meus pais que não largavam do meu pé. Saco!

Entre uma repetição e outra, ficava me perguntando o porquê de tudo dar errado pra mim! O quê? Sou tipo amaldiçoada? Tinha que me lembrar de perguntar a minha mãe, se por caso, minha madrinha tinha me rogado alguma praga, ou se na verdade eu havia nascido numa sexta-feira 13 de agosto, considerado por muitos o dia mundial do azar, ao invés de no dia 28/07/86 como constava em minha certidão de nascimento.

Além de todas as coisas ruins, que pareciam ficar a espreita para me atacar, ainda tinha que lidar com um maldito calor irradiando por meu corpo inteiro, aquilo parecia que ia me consumir.

Resolvi, mais por impulso que por vontade, dar um mergulho na praia, quem sabe assim conseguiria matar dois coelhos com uma pedrada só, me livraria o calor e aproveitava para aliviar o stress.

Parei meu carro no estacionamento quase deserto, exceto por um carro e duas motos que estavam ali, logo reconheci como sendo o carro da Sra. Call, mãe de Embry, e as motos com certeza eram as que Jacob Black havia reformado para ele e pra insuportável da Isabella Swan. Quase desisti da idéia do mergulho, só pra não ter o desprazer de dar de cara com eles.

O descaramento daquela garota Swan era incrível, ela vivia alimentando a paixonite daquele idiota do Jake enquanto fica pra cima e pra baixo com o esquisitão do namorado dela, o tal do Eduard Cullen. Eca!! Eu não sabia dizer qual dos dois era mais trouxa, se Jacob por acreditar que poderia tirá-la de Eduard, ou se o próprio Eduard por acreditar que ela era uma Santa que não o trairia facilmente, ficando com o Jake vez ou outra!

Idiotas. Todos eles. Bufei.

Fiquei lá sentada no carro, tentando me decidir, por fim resolvi que deveria aproveitar o mergulho, bastava tomar algumas precauções. Desci do carro, deixando ali meus tênis e minha camiseta, agradecendo mentalmente aos céus por morar em uma Reserva Indígena que ficava a beira-mar, o que era uma excelente desculpa par estar sempre com um biquíni por baixo das roupas, joguei minha toalha no ombro e segui em frente.

Assim que alcancei a praia, parei para fazer um reconhecimento da área, pude ver que á uns 500 metros de onde eu estava haviam três figuras sentadas sobre um troco caído. Reconheci Jacob, Embry e Paul, a garota Swan não estava com eles. Aproveite o fato deles não terem registrado minha presença e fui caminhando rapidamente para o lado oposto de onde eles estavam.

Andei bem uns 15 minutos, para ter certeza de deixar uma boa distância entre nós, larguei minha toalha em cima de uma pedra junto com meu short jeans desbotado e corri para o mar.

Mergulhei várias vezes, na intenção de lavar minha alma e minha mente, literalmente; nadei um pouco e depois deixei meu corpo flutuando sobre a água que me envolvia e embalava.

Procurei não pensar em nada, só curtir o pôr do sol e a sensação de liberdade completa.

Ultimamente eu estava tento sérios problemas pra controlar meu gênio explosivo. Sei que não era justo, mas sempre acabava sobrando pra minha família.

Em minha insanidade buscava encontrar um culpado pra tudo isso. E a primeira pessoa que me vinha á mente era ele. Sempre ele, Sam Uley.

Depois de dois anos de namorado sério, de ter enfrentado meus pais pra ficar ao lado dele quando ele sumiu e todos achavam que ele estava envolvido com algo ilícito, o desgraçado simplesmente terminou comigo pra ficar com ninguém menos que minha prima – que até então eu considerava como uma irmã – Emily Young!!!

Pra piorar, meu coração aos frangalhos, eu era obrigada a conviver com os dois pombinhos esfregando todo aquele AMOR deles na minha cara todo o santo dia!! Isso depois, de ele ter me feito mil juras de amor eterno, aquele cínico, hipócrita, falso, mentiroso, aproveitador de uma figa, isso sim é o que ele era.

Os anciões da Tribo, que antes o ignoravam o tratavam como um deles agora, sempre em reuniõezinhas secretas, até os garotos mais novos como Jared, Paul, Jacob, Embry, e mais recentemente, Quil Ateara, viviam atrás dele como cachorrinhos abanando seus rabinhos peludos pra ele.

Eu não conseguia entender esse efeito que Sam tinha sobre eles, era como se todos tivessem sofrido uma lavagem cerebral. Enervante.

Meu único consolo nessa desgraça toda era que, agora Sam tinha que desfilar pra cima e pra baixo com sua noivinha desfigurada. Na última primavera, assim que eles começaram a se envolver, ela foi atacada por um urso enquanto andava pela floresta que circundava La Push.

Juro que fiquei muito triste quando soube que o pobre urso tinha sido morto, afinal ele fez com ela aquilo que eu não tive coragem de fazer, quando descobri que tinha sido traída por eles!

Achei que depois de vê-la cheia de cicatrizes, Sam recobraria a consciência e voltaria pra mim, mas pra minha infelicidade completa, o imbecil parecia – se é que era humanamente possível – mais apaixonado ainda por ela!!

Nem que eu vivesse 100 anos eu entenderia essa paixão repentina, e mesmo que eu vivesse outros 200 anos além desses 100 eu conseguiria perdoá-los pela traição. Ódio!

Afastei tais pensamentos de minha cabeça, para recomeçar o processo de relaxamento que tinha ido pras cucuias com a avalanche de sentimentos ruins, que tomavam contam de mim sempre que me lembrava desse fato. Observei inconformada, o céu carregado de nuvens negras e pesadas de chuva. Já era hora de voltar pra casa.

Senti minhas lágrimas misturando-se com a água salgada do mar que respingava em meu rosto, passei a mão para limpá-las exasperada.

Aquilo não estava funcionando. Nadei de volta a praia, dei um último mergulho e saí da água de cabeça baixa, andando meio as cegas, tirando meu cabelo e a água dos olhos, aprumei meu corpo e olhei para frente só para descobrir que já não estava mais sozinha.

Continuei andando em direção ao lugar onde tinha deixado minhas coisas, tentando disfarçar – muito mal, diga-se de passagem – meu descontentamento em vê-lo parado ali me olhando com aquele seu característico sorrisinho debochado. Porém, mesmo que eu quisesse, seria impossível ignorá-lo por muito tempo já que ele segurava minha toalha com a mão estendida em minha direção. Obriguei-me a cumprimentá-lo e a agradecer a gentileza.

- Oi. Obrigada Paul! Não precisava se incomodar.

- Não foi incomodo algum – disse-me ele ainda sorrindo – Na verdade foi um prazer! É sempre bom admirar uma exímia nadadora. E você é muito boa nisso, pra uma garota. – provocou.

Não me dei ao trabalho de retrucar, eu já tinha coisas o suficiente pra me aborrecer, sem precisar acrescentar a minha lista de chateações do dia uma discussão com aquele idiota.

Continuei andando em direção a pedra. Aproveitando para secar meu corpo rapidamente, ainda de costas para ele, vesti meu short, e passando a toalha por meus cabelos, tomei o caminho de volta ao meu carro, tendo o cuidado de manter minha cara de poucos amigos.

Mas ele pareceu não ter entendido o recado, e se pôs a andar ao meu lado, puxando conversa.

- Então Leah, resolveu vir dar uma “esfriada” na cabeça ou o quê!?- Perguntou curioso.

- Pois é, na falta de algo melhor pra fazer... — respondi reticente. Eu é que não ia ficar dando satisfações dos meus atos para aquele enxerido.

- Os rapazes e eu estávamos do outro lado da praia, por que não se juntou a nós?

Olhei atravessado pra ele, como quem diz “meta-se com a sua vida”, mas pelo jeito ele não queria realmente entender que eu não estava pra papo-furado hoje, e me obriguei a respondê-lo.

- É que hoje eu não estou me sentindo muito sociável sabe? Estou a fim de ficar sozinha no meu canto, se é que você me entende – respondi mal humorada.

Senti que ele meio que vacilou em seus passos, depois dessa resposta, só pra depois se recompor e me lançar a mais estúpida de todas as suas interrogações.

- Qual é o seu problema? Ainda chateada com o fora que levou do Sam?

Estaquei meu passo. Paralisei total e fiquei olhando pra ele, olhando não seria o termo certo, eu o fuzilava com os olhos, via tudo vermelho na minha frente. Pensava “Como aquele moleque se atrevia me perguntar tal coisa!

Senti o calor descer por minha coluna, como um rastro de fogo se acelerando por cada célula do meu corpo. Fui tomada por tremores terríveis que faziam meus dentes se chocarem uns contra os outros. Todos os pêlos do meu corpo se eriçaram como se eu tivesse sido eletrocutada, em meio a toda essa reação que acontecia comigo, consegui vislumbrar por 1 segundo o rosto de Paul.

Seus olhos estavam arregalados, sua boca tremeu escancarada e ele estendeu seus braços em minha direção, como se estivesse se defendendo de um ataque iminente.

Depois a coisa toda fugiu completamente do meu controle, senti algo explodir dentro de mim. Parecia que meu corpo despedaça-se e outra Leah surgia de dentro de mim.

Eu já não conseguia me manter de pé, cai ali mesmo, de quatro na areia fria da praia. Balancei minha cabeça, numa tentativa de clarear minhas idéias e percebi que mesmo estando ali de quatro, tinha que olhar pra baixo para ver Paul novamente. Vi seus olhos esbugalhados presos em mim, cheios de incredulidade, e isso só vez minha raiva aumentar, tentei gritar com ele, mas estranhamente não foi minha voz que saiu por minha garganta, parecia mais um rugido ou um rosnar cheio de ódio, senti nesse momento que poderia facilmente estraçalhar aquele imbecil do Paul.

Então, olhei mais para baixo e vi duas patas enormes, no lugar onde deveriam estar minhas mãos, girei assombrada minha cabeça para trás e vi meu corpo recoberto por uma pelagem cinza clara, voltei meus olhos para Paul e vi refletida em seus olhos chocados, a figura de um lobo raivoso, no qual eu havia me transformado.

Pirei na hora, dei as costas á ele e corri para dentro da floresta.

Notas finais
E aí?? O que acharam desse inicio?? Gostariam de compartilhar suas opiniões comigo? Eu ADORIA ter comentários, críticas, o que for!Juro que não dói nada deixar um cometário! Eu mesma costuma deixar mtos em todas as fics que leio!Prometo responder a todas que se aventurarem pelo Universo de Leah Clearwater!

Bjs e até o próximo!

Key.