She Wolf

9 Capítulo 9 - FAZENDO PLANOS


Notas iniciais
OLÁ QUERIDAS!!!
Primeiramente que agradecer a todas que leram e comentaram, e para as que leram mas por um motivo ou outro acharam melhor não comentar, ainda assim agradeço-as por visitarem a fic!!
Quero registrar aqui minha FELICIDADE por ter algumas de vcs comigo em STORM!! A fic estreiou no último fim de semana, e tenho que dizer que foi mto bem recebida! Obrigada mesmo por mais essa força.
Agora sobre o capitulo... Nossa loba havia feito uma promessa ao Lobo, e ele achou que já estava na hora dela "pagar" o que lhe devia...O que será que resultou isso??
Vamos lá, boa leitura!
Nos vemos depois,
Bjs,
Key.

Alguns dias depois daquele sábado bizarro por que passamos, estávamos voltando da nossa ronda habitual, quando chegando perto da minha casa, ele segurou meu braço e virou-se de frente para mim.

- Acho que está na hora de você pagar a recompensa que me deve. Afinal eu tenho cumprido muito bem minha parte no trato – ele disse, antes de prosseguir num tom enigmático – E já sei até o que quero em troca.

Ergui minhas sobrancelhas interrogativamente.

- No que exatamente você está pensando? – perguntei curiosa.

Um sorriso lindo tomou seu rosto de ponta a ponta.

- Quero que você venha a Seattle comigo. Estou indo visitar Sara, no próximo fim de semana e, gostaria muito que você viesse também. – pediu-me fazendo uma carinha fofa de cachorro abandonado.

Pensei naquilo com cuidado, eu tinha sido amiga de Sara no colegial antes de ela casar-se e mudar-se com seu marido. Na verdade eu também conhecia e gostava muito de John, achava que visitá-los não seria nada de mais, mas daí a aparecer na porta dela com seu irmão caçula a tiracolo era outra história.

Olhei desconfortável para ele antes de dizer:

- Não sei se isso é uma boa idéia. O que ela ai pensar? E depois temos nossos compromissos aqui com a matilha – ponderei.

- Ah, qual é Leah? Não precisamos dar explicações de nossas vidas a Sara. E quanto ao bando, eles podem se virar sem nós por um fim de semana – disse-me, não aceitando minha desculpa para não ir.

- Prometo que pensarei em seu convite O.K? – disse apaziguadora – Te dou uma resposta depois.

Ele aceitou isso, segurou meu rosto entre suas mãos quentes, fazendo carinho em minhas bochechas com os polegares.

- Combinado. Mas pense com carinho está bem? – falou sério – Prometo que você irá divertir-se muito por lá – concluiu sorrindo, depois beijo meus lábios.

Despedimos-nos e ele se foi, deixando-me com aquele abacaxi nas mãos. Droga!

Passei o resto da noite e o dia seguinte, me perguntando se devia ou não aceitar o convite dele. Era tentadora a idéia de passar um fim de semana inteiro com ele longe de La Push. Mas também havia toda a questão de estarmos sozinhos em uma cidade onde não conhecíamos praticamente ninguém e vice-versa, o que nos faria ficar mais á vontade e conseqüentemente mais ligados um no outro. Até que ponto essa proximidade toda seria benéfica ou não? Eu não queria pensar sobre isso. Seria pedir muito de mim. Deixei isso de lado, e fui levando ele em banho-maria durante os dias que se seguiram.

Quem acabou decidindo o impasse foi meu chefe. Eu trabalhava como secretária meio expediente em um escritório de Advocacia em Port Angeles, e meu chefe confiava muito em meu trabalho, no final da tarde de quinta-feira, ele me chamou até sua sala. Sentei-me diante da mesa dele esperando que ele falasse.

- Leah, eu sei que isso não é sua função – começou a dizer parecendo constrangido – Mas é que preciso que nossa Matriz em Seattle receba uns documentos confidencias com a máxima urgência até o próximo sábado. Eu não posso sair de Port Angeles agora, por que estou envolvido naquele julgamento complicado que você sabe. Então estou apelando para a sua bondade e profissionalismo para fazer-me esse favor. – esclareceu ele – você poderia fazer isso por mim? A firma arcará com todas as suas despesas, lógico. O que me diz? – perguntou-me ansioso.

Diante de seu apelo eu não tive como me recusar á ir, e desse jeito eu não deixaria apenas ele feliz... Eu bem conhecia outra pessoa que ficaria radiante com essa noticia.

- Claro Dr. Richard. Irei com certeza. Posso sair daqui amanhã á tarde. Tudo bem pro Sr? – respondi solicita.

- Para mim está ótimo! – respirou aliviado – Você salvou minha vida garota. Como recompensa lhe darei o fim de semana inteiro em Seattle por conta da empresa, você pode levar alguém para acompanhá-la se quiser – sugeriu — Obrigada mesmo. – finalizou.

Naquela mesma noite, antes de sairmos para nossa patrulha, procurei Sam e avisei-o sobre minha viagem iminente, tendo o cuidado de não mencionar a cidade para onde estava indo.

- Tudo bem Leah, eu sei que você tem responsabilidades com seu trabalho – olhou para os outros antes de dizer – Então rapazes acho que nesse fim de semana, teremos trabalho dobrado, serão menos dois na vigília.

Fiz-me de desentendida perguntando:

- Como assim menos dois?

- Paul está indo para Seattle. Finalmente ele irá conhecer o sobrinho — informou-me despreocupado.

- Ah! – foi só o que pude dizer sem revelar algo, olhei para onde Paul encontrava-se parado, ele sorria abertamente.

- Olha a cara do Tio babão gente! – brincou Quill.

Todos riram, eu engoli em seco e desviei meus olhos, por que eu sabia que havia muito mais por detrás daquele sorriso. Concentrei-me nas instruções de Sam, eu ficaria com Jake e Embry patrulhando a fronteira Norte. Eu estava louca para sair logo dali, a pressão era muito grande para mim, de um lado meu amor desvairado e não correspondido por Sam, e por outro lado... Bom melhor nem pensar nisso por hora.

Tivemos uma noite tranqüila sem nenhum sobressalto, voltamos para casa pouco antes do amanhecer, resolvi dormir um pouco para estar descansada para a viagem que faria, logo mais naquela tarde.

Assim que acordei, pus mãos á obra, arrumei minha bolsa de viagem e depois fui abastecer o carro, aproveitei para ligar para Paul do posto de gasolina, não queria arriscar que Seth, com seus irritantes e sensíveis ouvidos caninos, soubesse sobre nossos planos. Paul parecia estar grudado ao telefone, por que mal havia dado um toque e ele já estava na linha.

- Alô! – disse ele afobado.

- Oi, sou eu – falei sorrindo.

- Nossa! Como você demorou a ligar – resmungou – pensei que tinha desistido – disse ele.

- Nada disso – falei convicta – Você acha que pode encontrar-se comigo, em Port Angeles, lá pelas 14:30? Tenho que passar no escritório para apanhar uns documentos antes de irmos. – expliquei – Você pode me esperar no hall de entrada, anote o endereço. – pedi.

Ele muniu-se de papel e caneta e anotou os dados que passei.

- Tudo bem, peguei, encontro você lá – confirmou mais calmo.

- Certo, nos vemos depois – despedi-me.

- Hei... – disse ele, prendendo minha atenção novamente – Estou muito feliz por você ter topado.

- Hãm...Tudo bem...Eu também estou. Até mais – e desliguei antes que ele resolvesse dizer algo mais.

Voltei para casa, almocei com minha mãe e meu irmão, que ficou a refeição toda se gabando, por que com as ausências minha e de Paul, Sam seria obrigado a lhe colocar num posto de patrulha mais avançado. Eu não pude me abster de aconselhá-lo a ter cuidado, o que o deixou irritado, Seth odiava ser tratado como a criança que ele era, pelo menos aos meus olhos.

Minha mãe ficou ali ouvindo nossa pequena discussão, depois mandou que Seth fosse logo para aula de reforço, o moleque era péssimo em cálculos, ele saiu resmungando algo sobre “Pra que um lobisomem precisava aprender matemática afinal?”, depois se despediu de nós e partiu.

Tirei a mesa, e lavei a louça, não foi surpresa para mim quando minha mãe começou a me sondar.

- Filha, o que está acontecendo? Você parece diferente...

- Não há nada diferente em minha Dona Sue. Fora o fato de que agora sou uma aberração de lobisomem mulherzinha. Mais isso a Sra já sabe – falei amarga.

- Mas não é isso que parece estar lhe incomodando – ela tinha realmente um faro aguçado, constatei.

- Olha mãe, não é nada está bem? É só que... Está sendo difícil me adaptar a essa nova “fase” da minha vida. Como se não bastasse a transformação ainda tenho que estar com Sam todas as noites e compartilhar da mente dele. – fechei meus olhos para que ela não percebesse a dor neles – Mas eu sei que vou superar isso, eu prometo – falei, esperando que ela aceitasse, e encerrasse o assunto.

- Sabe Leah – começou ela vindo parar diante de mim, segurando minhas mãos nas suas – Existe um velho ditado que diz “Há males que vem para o bem”, talvez agora, depois da transformação, quem sabe você não acabe por descobrir uma nova maneira de ser feliz? Aproveite a chance que a vida está lhe oferecendo filha. Toda forma de amor é válida, lembre-se disso – conclui sábia.

Olhei para ela abismada, “Será que...? Não!” Ela não sabia nada sobre Paul e eu. Nós tomávamos muito cuidado para não deixar transparecer nada. “Ela só estava tentando me animar, certo?” Bom de qualquer jeito, eu não ia ficar ali para descobrir, tinha que sair agora ou atrasaria a viagem. Soltei minhas mãos das suas e enlacei sua cintura antes de dizer-lhe:

- Obrigada mãe. Eu amo você! – falei sincera.

- Eu sei minha querida, também te amo. –disse-me ela abraçando meus ombros – agora vá, antes que você acabe perdendo seus compromissos.

Ela usou o plural para a palavra “compromisso”, isso me deixou com a pulga atrás da orelha, sem trocadilho.

Soltei-me do seu abraço, estalei um beijo em sua bochecha, corri para escovar os dentes, peguei minhas coisas, eu tinha que partir antes que acabasse confessando tudo a ela. Ninguém me conhecia tão bem, suspirei indo para o carro, acenei para ela e parti.

Durante o trajeto até Port Angeles, fiquei me perguntando se era certo fazer aquela viagem com Paul. Talvez fosse cedo de mais para sairmos assim, sozinhos para um fim de semana. Caramba! Eu estava ficando paranóica com tudo isso. Afinal, ele não me pediu em namoro nem nada, pediu apenas que passássemos um tempo juntos. Certo, o melhor era esfriar a cabeça, curtir o fim de semana por conta da empresa e... Aproveitar para me esbaldar naquele corpinho sarado dele. Suspirei expectante.

Epa! Será que eu havia me transformado em uma loba ninfomaníaca? Quem em nome de Deus, já tinha ouvido falar nisso? Uma Loba tarada. Rá. Tive que rir de mim.

Cheguei ao prédio de escritórios onde eu trabalhava e nem sinal de Paul. Achei melhor subir para pegar logo os documentos e as instruções com meu chefe, ao invés de ficar ali esperando por ele. Afinal ele podia ter caído na real, e visto que seria melhor se não fossemos juntos ou ele podia até mesmo ter desistido. Fiquei triste com essa idéia. Meu chefe me aguardava com uma pasta lacrada nas mãos e varias recomendações, vinte minutos depois, consegui me despedir dele.

Ao chegar ao hall do prédio, olhei em volta só para constatar que Paul não estava ali. Saí para a rua encarando a luz ofuscante do sol, que surgia no céu claro, parei por um momento sem fôlego ao vislumbrar a figura alta e atlética, apoiada displicente na lateral do meu carro, uma camiseta preta cobria seu peito, ele mantinha as mãos nos bolsos da calça jeans, reparei que meu carro ficou mais velho e feio se comparado à beleza dele. Quando percebeu que eu não saia do lugar, ele veio até onde eu estava, sorrindo para mim.

- Você demorou. Pensei que tinha se esquecido de mim — falou fazendo bico.

- Ah, tá bom, como se isso fosse possível – respondi divertida.

Ele piscou para mim divertindo-se.

- Vamos pegar a estrada. Quero chegar a Seattle antes que meu sobrinho comece a andar.

Sorri. Eu gostava do senso de humor dele, era leve e me distraia, enquanto assumia o volante, me dei conta de que ele havia sido a única pessoa que conseguirá arrancar alguma reação positiva e alegre de mim desde o meu rompimento com Sam. Sacudi a cabeça para afastar essa linha de pensamento. Eu não queria pensar em Sam agora, não seria justo com Paul, naquele momento decidi que teríamos um fim de semana maravilhoso, sem a interferência de ninguém, principalmente de meu ex.

Ele guardou suas coisas no porta malas e entrou no carro. Virou-se para mim ainda sorrindo, fez um carinho em meu rosto antes de beijar minha boca afoito.

- Eu disse a verdade, quando nos falamos ao telefone hoje cedo – lembrou-me assim que interrompeu o beijo – Eu realmente estou feliz por estarmos saindo juntos nesse fim de semana.

Pude ver a sinceridade de suas palavras refletidas em seus olhos.

- Eu também disse a verdade, quanto falei que também estava feliz com isso – falei sincera.

Ele beijou minha boca mais uma vez, seus lábios cheios de promessas deliciosas.

- Então, já que esse ponto ficou bem esclarecido entre nós, só nos restar seguir viagem — arrematou animado.

Fomos conversando sobre Sara, John e o bebê, falamos sobre a escola, sobre meu trabalho e, também sobre as muitas coisas legais que poderíamos fazer juntos durante nosso passeio. Só não falamos de La Push, dos lobos ou dos vampiros. Aqueles assuntos eram tabus.

Tudo o que queríamos era nos divertir, e era exatamente isso que variamos.

Notas finais
E aí?? Gostaram?? Alguém arriscar dizer o que vai rolar em Seattle?? Eu adoraria saber as opiniões de vcs.Qto mais vcs comentam mais me sinto incentivada a postar rápido!hihihi
Bom fim de semana meus amores! Até o próximo!
Abraços,
Key.