She Wolf
5 Capítulo 5 - CONVIVÊNCIA
Notas iniciais
Estou tão feliz por poder trazer um pouco mais dessa estória para compartilhar com vcs!!
Sei que já disse isso antes, mas estou realmente feliz por tê-las como leitoras, e mais ainda por vcs me permitirem saber o que estão pensando sobre tudo isso aqui...Agradeço de coração cada comentário e carinho de vocês para comigo e com She Wolf! Vcs são nota 1.000!Fato.
Quero agradecer a uma pessoa em especial, e sei que as demais leitoras entenderão esse gesto, pq ele servirá para que vcs conheçam um outro lado dessa homenageada...Minha amiga Lany, além de ser a grande incentivadora e leitora dessa fic, ainda teve a gentileza de Recomendá-la e como se só isso não bastasse, fez propaganda dela em sua fic e me deu de presente uma Divulgação, paga com seus cashs!! Então me digam, ela merece ou não ter destaque nos meus agradecimentos!?? Sem palavras pra vc Lany. Se isso não é amizade das mais ricas, então não sei como denominar esse sentimento bom que me toma sempre que me lembro do seu gesto de desprendimento! Obrigada!
Sobre esse capitulo, bom...vou deixar que vcs tirem suas próprias conclusões...Nos falamos ao final, combinado??
Já era bem difícil, para mim, ter que conviver com um adolescente, mesmo sendo ele meu irmão, imagine agora ter que aturar outros cinco na mesma fase. Verdade seja dita, eu sabia que para eles minha entrada no bando era muito pior que isso. Duvido que se eles pudessem escolher com quem dividir seus pensamentos que eu estaria nessa lista. Nunca estive tão exposta, como acontecia agora que fazia parte daquele bando bizarro! Alguns dias eram mais difíceis que outros.
Ao mesmo tempo em que eu me sentia cada vez mais intimamente ligada a eles por seus pensamentos, havia ocasiões em que eles me repeliam rancorosos. Eu sentia o esforço que cada um deles fazia para manter alguns pensamentos longe de suas mentes na minha presença.
Com o passar do tempo, comecei a me acostumar com isso, por que bem lá no fundo eu sabia que para eles não era nada fácil agüentar minha linha de raciocínio, que era constantemente dirigida à figura de Sam.
Às vezes eu até me divertia sadicamente, vendo-os suspirar, enojados, por Sam assim como eu fazia, isso era uma tortura para eles. Em contra partida, eu também muitas vezes me via querendo abraçar Kim, Emily e até a entojada da Bella Swan! Argh... era nojento.
O pobre do Seth não sabia o que fazer com essa avalanche de sentimentos tortuosos que bombardeavam sua mente inocente, ele tinha uma das mentes mais puras que eu já vi na vida. Intimamente eu me orgulhava dele por isso.
Por outro lado, dentre todos eles o que tinha a mente mais pervertida era sem duvida Paul. Ele basicamente só pensava em duas coisas: Matar Vampiros e Conquistar garotas, não necessariamente nessa ordem!
Ele repassava com freqüência em sua mente o combate que eles travaram com um vampiro em uma clareira, quando este tentou atacar Bella Swan. O prazer que ele sentiu em dilacerar aquele sanguessuga nojento era quase palpável, secretamente eu compartilhava com ele o anseio por um confronto com vampiros em quem eu pudesse cravar meus dentes.
Já quanto aos seus pensamentos sobre as garotas... Era uma sucessão de meninas da escola misturadas com as turistas que visitavam as praias da Reserva, para todas sem exceção, ele devotava um olhar de cobiça.
Porém, estranhamente era com ele, mais exatamente com a mente dele, que eu me sentia mais confortável. Talvez por que tivéssemos temperamentos iguais e mentes mais violentas e objetivas, não sei explicar, só sei que, apesar de antes desse lance de lobo não termos tido muito contato, era com Paul que eu me sentia melhor quando estava transformada.
Ah! A transformação. Não havia luta maior nem mais desigual, do que a de tentar controlar meus rompantes de fúria. Meu guarda-roupa que o diga! Ser a única mulher entre eles era uma desvantagem humilhante, ver a força que eles faziam para não lembrarem-se de mim nua nos primeiros dias foi, para dizer o mínimo, constrangedor. Por incrível que pareça, Seth parecia sofrer mais com isso do que eu, mas eu entendia seu sentimento, afinal de contas, quem quer ver a irmã se expondo desse jeito a cada provocação recebida?
Sam me explicou como funcionava a dinâmica do nosso estranho grupo. O porquê de existirmos, os mistérios que nos cercavam, etc. Dentre esse mistérios o mais impressionante que tive conhecimento foi o IMPRINTING, era um processo louco ao qual os lobisomens estavam sujeitos de uma maneira inimaginável. Quando um lobo “sofria” o Imprinting por uma pessoa, essa passava a ser o centro do seu universo particular. A coisa era tão poderosa que não havia como escapar dela, o lobisomem se via subjugado por uma força que o fazia dedicar-se ao alvo do seu amor/devoção como se virasse escravo desse sentimento.
Foi assim que eu comecei a entender o que havia acontecido entre Sam e Emily, e por que ele se viu obrigada a romper comigo. Mas mesmo depois de saber disso eu ainda era incapaz de perdoá-los, pelo menos por hora.
Ele também me falou do acidente com Emily, chorei com ele quando me contou que ele havia feito aquilo com ela num momento de descontrole. Ele me explicou o quanto Lobisomens jovens são instáveis e, que Paul, apesar de não ser tão novo nessa coisa de lupino, era o membro mais volátil do nosso grupo.
Proteger La Push era nossa maior obrigação, mantínhamos uma vigilância constante e ininterrupta das nossas fronteiras. Éramos designados por turnos, os membros mais jovens eram sempre acompanhados por no mínimo um lobisomem mais velho.
Nessa noite fui escalada para patrulhar com Paul, o que era bom, já que eu odiava estar com Sam, Jared ou Jacob que viviam suspirando lembrando-se dos seus amores. Era horripilante. Com Paul minha mente estava segura, era divertido vê-lo elaborar seus planos de ataque, fosse para destroçar um sanguessuga ou para capturar alguma garota indefesa que caísse em sua lábia.
Quando cheguei a nosso ponto de encontro ele já estava lá, andando de um lado para o outro em sua forma de Lobo; fui para trás de uma árvore tirei meu vestido, enrolei-o para amarrá-lo ao tornozelo com uma tira fina de couro e deixei que a transformação ocorresse. Chamei por ele, através do pensamento e nos colocamos a caminho, para render o turno de Jared e Embry. Uma longa noite nos aguardava, quem sabe daríamos a sorte de cruzar com algum vampiro desavisado pelo caminho?
Chegando a fronteira nos colocamos de prontidão, Paul como o mais experiente propôs “Leah, eu assumirei o perímetro externo e você fica com o interno ok?” “Certo” respondi.
Corremos incansáveis em sentido contrario um do outro, cruzando nossos caminhos a intervalos curtos. De repente Paul varejou o ar e captou o cheiro de um sanguessuga. O rastro estava fresco, corri para encontrá-lo e partimos no encalço do fedorento. Nossa adrenalina a mil “Você consegue sentir Leah?” perguntou-me ele “Sim... para onde ele está indo?”, ele me olhou incerto antes de responder “Não tenho certeza, acho que para Forks, vamos tentar cercá-lo.”
Aceleramos a corrida, mas o infeliz do vampiro corria em ziguezague, vimos frustrados ele se evadir de nossas fronteiras antes que pudéssemos alcançá-lo, talvez ele tivesse percebido nossa presença. “Inferno! Perdemos o maldito novamente, Sam não vai gostar nada dessa história” ladrou Paul irritado “Não foi por falta de esforço. Droga chegamos tão perto... eu quase consegui sentir o gosto dele”, respondi frustrada. “Tudo bem, vamos voltar Leah, ainda nos resta algumas horas de patrulhamento”.
Partimos resignados para assumir de novo nosso posto. O maldito vampiro não voltou a se aproximar da nossa fronteira aquela noite, algumas horas depois Sam apareceu acompanhado de Quill e Jake para render nosso turno, Paul relatou o ocorrido a Sam que nos dispensou em seguida.
Tínhamos percorrido poucos quilômetros quando meu estomago roncou alto, lembrando-me que eu não havia comido nada antes de sair para a patrulha daquela noite, Paul riu antes de propor “Que tal uma caçada? Isso pode ajudar você agüentar até chegar em casa, o que me diz”? “Não me leve a mal, mas, comer animais crus não faz muito o meu gênero” respondi fazendo uma cara de nojo. Ele riu novamente aproveitando para cutucar meu ponto fraco “Ah, desculpe, tinha esquecido que seu estomago é fraco como o de qualquer garota”!
Imediatamente meu orgulho inflamou-se e lancei o desafio “O último a capturar a presa paga um mico”, não esperei por sua resposta, pus-me a correr mata adentro, pouco depois deparei com um rastro fresco de alguns cervos que iam em direção ao rio, aproximei-me em silêncio e saltei sobre uma fêmea que estava distraída, pelo canto dos olhos vi Paul, na outra margem, atacar um macho enorme que tentou em vão escapar, mas Paul era muito ágil. Observei-o rasgar a pele do bicho e procurei imitá-lo, eu tentava respirar só pela boca, tentando assim evitar que o cheiro forte de sangue do animal penetrasse em minhas narinas. Era visível minha repulsa e meu desconforto.
Juro que tentei, com todas as forças, dar cabo daquele bicho, mais depois de ingerir o terceiro pedaço comecei a engasgar! Eu sabia que a qualquer momento aquilo que eu já havia engolido iria dar um jeito de fazer o caminho de volta! Larguei minha presa, e saí correndo pela margem do rio, gritando em pensamento para Paul “Volto logo”.
Quando achei que já estava a uma boa distância de onde o havia deixado se alimentando, assumi minha forma humana, mas não tive tempo de me vestir, debrucei-me sobre uma pedra na margem e comecei a vomitar. Depois da segunda golfada, ouvi passos atrás de mim, levantei minha cabeça e localizei Paul, terminando de vestir sua bermuda, a poucos passos de onde eu estava curvada. Ele deu um passo vacilante em minha direção, parou diante do gesto que fiz, quando ergui minha mão para restringir sua aproximação.
- Tudo bem com você? Fiquei preocupado quando seus pensamentos sumiram da minha mente... Posso te ajudar? – a voz dele soou realmente preocupada.
Apesar de suas palavras sinceras, eu estava ciente de que nem por um segundo Paul desviou seus olhos do meu corpo! Merda! Isso era constrangedor, eu precisava dizer alguma coisa, e rápido. Lavei minha boca antes de falar com ele.
- Tá tudo bem Paul, obrigada. Eh, você poderia fazer o favor de alcançar me vestido? — Pedi visivelmente envergonhada.
- Claro – prontificou-se, também embaraçado – Aqui está. Se vista para podermos ir pra casa. Não estou gostando nada dessa sua cor esverdeada! – Concluiu tentando fazer graça.
Tive que erguer-me um pouco para pegar o vestido que ele me estendia, tendo a consideração de olhar para o outro lado, e depois não sei dizer o que ou como aconteceu, só sei que em um momento eu estava na pedra e, no seguinte era arrastada pela correnteza forte do rio! No susto acabei engolindo um pouco de água e depois tentei nadar para a margem, em meio ao nervosismo do momento senti que dois braços fortes agarravam firme minha cintura.
Paul me levou para perto da margem com facilidade, e me manteve ali presa em seus braços, eu ainda respirava com certa dificuldade por causa da luta contra a correnteza, e percebi que ele também estava tendo problemas para respirar, mas só que por um motivo bem diferente do meu.
Só nesse instante foi que me dei conta da proximidade dos nossos corpos, meu rosto queimou de vergonha e expectativa, de repente comecei a me perguntar, em que momento Paul tinha deixado de ser apenas um garoto e se transformado naquele homem másculo e perigosamente atraente que me enlaçava junto á ele!
Espalmei minhas mãos em seu peito, numa frágil tentativa de manter uma distância decente entre nós, mas ao contrário do que eu pretendia isso pareceu estimulá-lo ainda mais. Com olhos assombrados vi quando ele decidiu eliminar todo e qualquer espaço existente entre nós.
Eu podia ver a resolução de me beijar se formando em seus olhos, e por mais que eu tentasse, não conseguia pensar em nada para impedi-lo. Na verdade eu queria que ele me beijasse!
Ele ergueu uma das mãos para segurar minha nuca, enquanto descia o seu rosto em direção ao meu. Fechei meus olhos e senti seus lábios quentes e gentis acariciarem minha boca, quando sentiu minha receptividade ele forçou sua língua para abrir passagem entre meus lábios, eu cedi, sua língua explorava cada canto da minha boca e a minha fazia o mesmo com a dele. Ele pressionou mais seu corpo contra o meu, prensando-me contra a margem do rio, e pude sentir o quanto ele estava excitado.
Meu cérebro gritava para eu me afastar, mas meu corpo se recusava a obedecer... então pensei, “Por que não?” Ele queria...eu queria...deixei rolar. Ao invés de me afastar, que era o mais certo a fazer, ergui-me nas pontas dos pés para colar meu quadril ao dele. Ele suspirou sussurrando meu nome atormentado, como se esperasse meu consentimento antes de seguir em frente, não consegui falar, só o que pude fazer foi deslizar minhas mãos por suas costas largas e apoiá-las em sua base a fim de trazê-lo para mais perto.
Suas mãos tremiam – não da forma que tremiam quando ele estava para se transformar – nervosas percorrendo meu corpo em chamas, apesar de estarmos envolvidos, até a cintura, pela água fria do rio. Sem nunca romper o beijo, agarrando firmemente minha cintura Paul ergueu-me facilmente, posicionando-se entre minhas pernas, sem saber como ou quando, notei que ele havia se livrado da bermuda, nossos sexos tocaram-se pulsantes e quentes, apoiei minhas mãos em seus ombros e trancei minhas pernas em volta da sua cintura, desci lentamente meu corpo, e no instante seguinte pude senti-lo completamente dentro de mim.
Sua respiração acelerou ao mesmo tempo em que a minha ficou suspensa. Sua língua deixava um rastro de fogo por meu pescoço, seus dentes arranhando levemente minha clavícula, arrancando gemidos do fundo da minha garganta. Nossos corpos moviam-se um contra o outro num ritmo cadenciado buscando a satisfação completa. Ele pousou a cabeça em meu peito ouvindo o batucar louco do meu coração, enquanto meus dedos prendiam-se em seus cabelos macios, sua boca foi atraída para meus seios e ele passou a beijá-los e mordiscá-los levemente, numa doce tortura.
Pressenti o clímax se aproximando e deliberadamente aumentei o ritmo do meu quadril, ele entendeu a mensagem muda desse movimento e me acompanhou feliz. Segurei seu rosto em minhas mãos e prendi seu lábio inferior entre meus dentes, apertei ainda mais minhas pernas a sua volta enquanto explodia em êxtase.
Arfei alucinada com o prazer que ele me proporcionava naquele instante, suas mãos apertaram com mais força minhas nádegas, pouco depois senti seu corpo estremecer sob meus dedos, percebi que ele também havia alcançado seu objetivo, seu gozo preenchendo todo o meu ser. Mantivemos nossa posição, esperando até que nossas respirações voltassem ao normal; ele continuava dentro de mim, com o rosto enterrado em meus cabelos, ambos ofegantes.
Passado o frenesi, nos separamos num movimento lento e simultâneo. Ele desviou seus olhos do meu rosto, parecendo envergonhado. Resolvi quebrar o silêncio constrangedor que caiu sobre nós.
- Você está bem? – murmurei solícita.
Ele riu nervoso, virou os olhos em minha direção me encarando.
- O normal não seria eu lhe fazer essapergunta? – questionou jocoso.
Foi minha vez de desviar os olhos, meu rosto ardendo de vergonha. Ele pousou uma mão em meu ombro e usou a outra para erguer meu queixo para poder ver meus olhos. Não sei o que ele encontrou ali, só sei que depois disso ele começou a gaguejar:
- Leah... eu...eu – e travou total, parecendo tão transtornado quanto eu.
Sinceramente eu não sabia o que dizer a ele. Não havia uma explicação racional para o que tinha acontecido conosco. Seria nosso instinto animal o culpado por nosso arroubo de paixão? Ou minha carência afetiva havia burlado minha razão para dar vazão aos meus desejos? Transar com Sam durante o tempo em que namorávamos foi uma decisão de comum acordo, e era sempre bom, mas com Paul... O que foi aquilo? Por que de repente me sentia tão atraída por alguém que até pouco tempo eu mal assimilava a presença? Mesmo agora, satisfeita por ter me liberado daquele jeito inusitado, ainda podia sentir o prazer reverberando por todo meu corpo, e uma necessidade latente de ter mais daquilo.
Olhei-o assustada e confusa com aquela torrente de pensamentos desconexos. O que eu diria? Optei pela franqueza.
- Ouça Paul, não precisamos fazer disso um Big Acontecimento ok? Nós só nos deixamos levar pelo momento, foi isso. Você está bem, eu estou bem e pronto. Vamos fingir que nada disso aconteceu, tudo bem pra você? – falei esperando sua reação.
Ele revirou os olhos e brindou-me com seu costumeiro sorriso irônico antes de falar:
- Como se fosse fácil assim. Quero só ver o que irá acontecer quando nos reunirmos aos outros amanhã e, começarmos a compartilhar com eles nossas lembranças. – falou ele sarcástico.
Eu não tinha como argumentar contra isso. Virei-me para a margem e saí apressada da água, indo em busca das minhas roupas. Percebi pelo canto do olho que ele me seguia, de repente senti-me constrangida por minha nudez, e pela dele também. Eu procurava não olhar, mas era difícil manter meus olhos longe de tanta perfeição. “Deus, deveria ser proibido um homem ser tão bonito e. gostoso desse jeito” pensei irritada.
Eu precisava pensar rápido numa solução para nosso problema.
Notas finais
Bjs em seus corações,
Key.
Fale com o autor