She Wolf

22 Capítulo 22 - SURPRESAS


Notas iniciais
OLÁ!!
Como vcs estão hein?? Sobrevivendo a esse calor infernal *seabana* Gente aqui em Floripa a coisa tá demais...Pra mim já deu de verão ¬¬" Não é á toa que minha estação favorita é o inverno! Saudades do meu edredon *chora*
Mas falando do capitulo...Como o próprio titulo sugere, teremos surpresas...algumas boas...outras nem tanto... Mas deixarei que vcs mesmas tirem suas conclusões, certo?
Nos vemos ao final...

— Ah Meu Deus!!Você é lindo! Estou apaixonada! – declarei publicamente apertando-o em meus braços com carinho.

O riso das pessoas a minha volta me distraiu por um instante, não pude evitar sorrir também.

- Certo, certo, agora devolva o menino pra mãe dele – a voz grave e um tanto quanto enciumada de Paul me alcançou da poltrona ao lado – Precisamos ir – anunciou levantando-se e estendendo a mão para mim.

Com certa relutância entreguei Benjamim a Sara que sorriu compreensiva.

- Ele estará aqui quando você voltar, e tenho que admitir também que me parece que ele está encantado com você – uma ponta de ciúmes surgiu em sua voz.

- Virei vê-lo então – afirmei feliz, me levantando e pegando a mão que Paul mantinha estendida para mim, ele me puxou para perto enlaçando minha cintura.

Sara sorriu para nós com enlevo. Fazia alguns dias que ela tinha chego a Reserva.

- Estou muito feliz em saber que estão juntos – Sara irradiava contentamento por todos os poros olhando-nos afetuosa – Eu deveria ter desconfiado que todas aquelas suas perguntas sobre Leah quando eu ainda morava aqui, não deveriam ser mera curiosidade, você sempre teve uma quedinha por ela, né irmãozinho? – seus olhos estreitaram-se desconfiados e divertidos ao fitar Paul.

- O.K Sara, se você queria me constranger na frente da minha namorada, quero que saiba que conseguiu – ele sorriu meio sem jeito, passando a mão livre entre os cabelos enquanto me apertava mais junto a si.

Ela riu satisfeita por vê-lo admitir seu interesse. Ajeitou o bebê nos braços brincando com ele antes de voltar sua atenção para nós novamente.

- Agora, diga-me, o que faremos amanhã? Já tem algo em mente? – sua pergunta foi dirigida única e exclusivamente a Paul.

- Não pensei em nada especificamente – respondeu reticente.

- O que tem amanhã? – perguntei curiosa olhando de um pro outro.

- Você não disse a ela? – questionou-o, mas diante do silêncio dele ela virou-se para mim – Amanhã é aniversário dele. Acho que deveríamos comemorar – esclareceu.

Olhei-o surpresa só para vê-lo dar de ombros.

- Não é nada demais, posso passar bem sem nenhum tipo de comemoração – falou firme.

- Não mesmo! – a voz da mãe dele veio da cozinha, ela aproximou-se séria – Faremos alguma coisa com certeza, não precisa ser nada grandioso, talvez um churrasco pra festejar com seus amigos, afinal você está fazendo 18 anos querido – completou carinhosa, apertando as bochechas dele com carinho.

- Vocês combinaram? Tipo, “Hoje vamos nos esforçar pra deixar o Paul sem graça!” é isso? – questionou olhando da mãe para a irmã completamente vermelho e zangado.

Rimos da careta que ele fez. Girei meu corpo para ficar de frente para ele, abraçando-o pela cintura.

- Elas têm razão, devemos comemorar – falei-lhe calma – Posso te ajudar a organizar as coisas para a festa se você quiser – ofereci sorrindo.

Ele pensou por um tempo, que nos pareceu longo. Então suspirou e pesadamente.

- Tudo bem – concordou vencido, deslizando as mãos por minhas costas – Mas nada de bolo e velas, isso seria o fim, você sabe que eles arrancariam meu pêlo por isso – pediu sério.

- Combinado – confirmei selando nosso acordo com beijo rápido e suave.

Despedimo-nos delas, e eu prometi voltar outra hora para combinar os arranjos pra festa, o que já me dava uma ótima desculpa para ficar mais algum tempo com Benjamim. Não sei como nem por que, mas o certo era que meu instinto materno resolveu aflorar com tudo, eu adorava ficar embalando aquele garotinho em meus braços, era como se ele me transmitisse esperança de que as coisas poderiam ser diferentes pra mim no final das contas.

- Quando exatamente você iria me contar sobre seu aniversário? – questionei-o assim que saímos na varanda da casa.

- Achei que pudesse passar sem isso dessa vez – falou sério – Eu sei o quanto esse lance de idade afeta você, embora não tenhamos nem 2 anos de diferença, mas a verdade é que eu não queria uma festa, meus planos eram fugir com você amanhã à noite e levá-la para jantar em Port Angeles, só nós dois – disse resignado.

- Entendi. Mas só pra constar, eu não ligo mais pra essa coisa da idade – confessei – E acho que sua mãe está certa, você deve comemorar com seus amigos e... — parei diante dele rodeando seu pescoço com as mãos – nós sempre poderemos ir a Port Angeles sozinhos qualquer outro dia – sugeri sorrindo maliciosamente.

Nossos lábios encontraram-se no meio do caminho, ele sujeitou meu corpo firmemente aprofundando o beijo e gemendo no processo.

- Sério Leah, você tem que parar com negócio de ficar me tentando á todo momento – disse assim que separamos nossas bocas para tomar fôlego – Qualquer dia desses perderei o controle sobre minha libido diante das pessoas e, juro á você, nada me deterá – sua voz carregada de sensualidade era como uma caricia em meu corpo.

- Prometo me esforçar – disse sorrindo – Mas você sabe, isso é uma estrada de mão dupla, por tanto, trate de manter suas mãos longe de mim se não quiser que as coisas saiam realmente de controle – pedi me afastando dele, só para, em seguida, ser puxada de volta pros seus braços.

- Já que esclarecemos isso, o que você me diz de subirmos até meu quarto e descobrirmos quem é mais tentador? – sugeriu, deslizando seus dedos longos por baixo da minha camiseta, subindo por minhas costelas até atingir a barra do sutiã.

- O último a chegar arruma a cama depois – disse disparando para os fundos da casa e subindo as escadas a toda velocidade com ele rindo em meu encalço.

****

Assim que chegamos a clareia, fomos recepcionados pelo olhares reprovadores de Sam e Seth e pelos risinhos maliciosos dos outros. Olhando a nossa volta percebi que o grupo havia crescido.

- O que eles fazem aqui? – questionei apontando, com um meneio de cabeça, Collin e Brady, que pareciam deslocados e assustados.

- Nosso grupo cresceu irmãos. Nossos garotos ali passaram pela transformação – Sam anunciou – Hoje será a primeira experiência deles em campo, por tanto, sejam simpáticos; Paul e Jared vocês serão responsáveis por eles essa noite – concluiu com um sorriso afetado.

- Ah que beleza irmão! Fomos promovidos a babás – Jared estalou com seu cinismo característico.

- Tranqüilo amigo. Vamos rezar para que a noite seja calma, detestaria ter que arrastar os corpos desses dois pelos rabos da fronteira até a reserva – Paul salientou com um riso malvado, fazendo os dois garotos sobressaltarem.

- Deixem de brincadeiras e vamos separar os grupos de hoje – Sam lançou um olhar recriminador aos dois antes de continuar – Jacke, Leah e Embry fronteira Sul, Quill, Seth e eu ficaremos com o norte, Jared e Collin ficam na reserva e Paul irá com Brady para as cercanias de Forks – tão logo terminou de nos dividir tratamos de nos transformar, quando nos reunimos novamente na clareira soltei um uivo baixo para prender-lhes a atenção.

Amanhã é aniversário de Paul, sua família planejou uma festa, nada grande, só um churrasco, e todos vocês estão convidados” transmiti o recado às mentes de todos, alguns rosnados de entusiasmados se fizeram ouvir.

Obrigada pelo convite e pode contar conosco irmão”, Sam afirmou contente “Agora vamos trabalhar” finalizou.

Em seguida pegou uma trilha que o levaria para seu lugar de vigília, seguido de perto por seus companheiros, os outros também pegaram seus rumos.

Antes de me afastar olhei sobre o dorso para ver Paul sair com seu novo amigo “Cuidem-se” gritei meu pensamento para a dupla, Paul virou-se por um momento me olhando carinhoso “Você também”, e retomou seu caminho.

Vamos logo Leah, ou você tem algum plano maligno de me ver vomitando diante dessa melação amorosa de vocês?” Jacke perguntou sarcástico.

Vá à merda!” foi tudo o que eu disse antes de disparar deixando-o para trás.

Para a felicidade de uns e desespero de outros a noite transcorreu sem nenhum imprevisto, tão logo o sol pensou em despontar Sam nos chamou para voltarmos para casa, o meu grupo foi o primeiro a chegar á clareira e, tão logo voltamos a forma humana nos colocamos a esperar pelos outros, á medida que eles iam chegando transformavam-se e vinham ter conosco, a maioria me questionando sobre a tal festa.

- Então Leah, a que horas podemos aparecer por lá? – Quill perguntou, recostando-se na arvore ao meu lado.

- Bom, eu pensei em sugerir aos pais dele que começassem cedo, tipo lá pelas 6 da tarde, pra não atrapalhar nossa ronda – eu disse virando para encará-lo.

- Boa idéia Lee-Lee – disse Sam enquanto se aproximava de mim pelo outro lado.

Ouvi-lo me chamar daquele jeito era algo desconfortável, me empertiguei olhando-o com desagrado.

- Do que você a chamou? – a voz dura de Paul ressoou pela clareia, atingindo a todos como um tapa, seu caminhar felino era uma promessa evidente de problemas á vista.

Os rapazes se afastaram deixando-o se aproximar de onde estávamos eu e Sam, seu olhar vidrado percorreu meu rosto antes de se fixarem em Sam com raiva.

- Escute Paul, foi sem querer ok? – Sam permaneceu calmo sustentando o olhar irado que me namorado lhe dirigia – Foi só a força do hábito, não acontecerá de novo – ele disse erguendo as mãos num gesto de paz.

- Para o seu próprio bem eu espero que realmente não aconteça – Paul murmurou baixo para evitar que a voz lhe tremesse como acontecia com seu corpo – Nunca mais quero ouvi-lo se referir a ela de maneira intima, fui claro? – ele cuspiu as palavras entre os dentes, esforçando-se para controlar-se.

- Entendi. Peço desculpas aos dois se os ofendi – Sam nos encarou sério.

- Está tudo bem – disse, pousando a mão no braço ainda tremulo de Paul, ele desviou os olhos para onde eu o tocava e respirou fundo uma e outra vez antes de acalmar-se – Vamos pra casa – pedi deslizando minha mão pela dele e entrelaçando meus dedos nos seus.

Ele olhou mais uma vez rancoroso para Sam antes de dar-lhe as costas e começar a caminhar.

Os rapazes voltaram a respirar tranquilamente antes de dispersarem, Seth nos alcançou a meio caminho.

- Hei Paul? Ainda haverá festa, certo? – ele parecia preocupado que a diversão pudesse ser cancelada. Revirei os olhos enquanto Paul lhe sorria.

- Com certeza Seth. As costeletas e boa parte do frango estarão lá esperando por você irmãozinho – Paul disse empurrando Seth com o ombro.

- Ainda bem, detesto imaginar toda aquela comida desperdiçada — ele disse reverente, esfregando o próprio estomago.

- Pode ir na frente Seth, irei em seguida – eu disse assim que chegamos a nossa rua.

Ele acenou para nós e seguiu caminhando. Virei-me para Paul que me olhava concentrado.

- Você está bem? – perguntei preocupada tocando seu rosto com a ponta dos dedos.

- Você ainda sente algo por ele? – perguntou curioso – Quero dizer, você ainda tem esperanças em voltar com Sam algum dia? – a angustia era palpável em suas palavras.

- Por favor Paul, não vamos por esse caminho está bem? Eu estou com você agora – disse-lhe me aproximando.

- Isso não responde a minha pergunta – ele deu um passo á trás.

Traguei fundo, olhando-o muito séria, tentando entender meus sentimentos e os dele.

- Para seu conhecimento, Sam seria o último homem na face da terra com quem eu ficaria novamente depois de tudo o que ele me fez passar – eu disse séria – Posso até parecer masoquista e, por Deus, eu o sou na maioria das vezes, mas não a esse ponto, por tanto, minha resposta pra você é não. Eu não tenho nenhuma esperança em voltar a ficar com ele, satisfeito? – conclui cruzando os braços sobre meu peito.

Ele ponderou minhas palavras por um momento antes de se aproximar e envolver meus ombros com seus braços e repousar o queixo sobre minha cabeça.

- Desculpe por bancar o idiota na maior parte do tempo – murmurou – É só que me põe louco imaginar que ainda não acabou; que você ainda sofre com isso. – desabafou angustiado.

- Eu não vou a lugar nenhum sem você – descruzei meus braços e rodeei sua cintura firmemente – Sou feliz por ter você, nem posso me imaginar querendo outra coisa além do que temos — apertei-o com força junto a mim, até que o senti relaxar – Agora vamos pra casa, temos que dar uma festa mais tarde tá lembrado? – conclui ficando na ponta dos pés para beijá-lo.

- Vou levá-la até sua casa – ele disse contornando meus ombros e nos pondo a caminho.

&&&&

No início da tarde, depois de brincar um pouco com Ben, me juntei á Paul e sua família para organizar a festa, andávamos de um lado pro outro, arrumando a mesa comprida, com seus bancos e trazendo algumas cadeiras para fora, depois foi a vez de colocarmos a bebida pra gelar enquanto o pai dele e o cunhado arrumavam as duas churrasqueiras no fundo do quintal, as saladas ficaram por conta de Sara e sua mãe. Já passava muito das 5 da tarde quando fui pra casa me arrumar, estava cansada, mas feliz, por que tínhamos dado conta de tudo.

Escolhi um vestido tomara-que-caia verde escuro, colocando sobre ele um casaquinho de renda preto, calcei sandálias de saltos médios, prendi meu cabelo num rabo de cavalo alto, passei apenas um mascara nos cílios e um gloss, antes de sair peguei uma bolsa onde guardei meu presente para Paul, na verdade era mais uma surpresa do que um presente propriamente dito, eu só esperava ter coragem e tempo para fazer o que tinha planejado, ri internamente, imaginando como seria.

Ao chegar à casa de Paul percebi que a maioria dos convidados já havia chegado, Billy estava comodamente sentado entre minha mãe e o Sr. River entretidos numa conversa animada, enquanto Sara estava conversando com a Sra. Call, mãe do Embry, que segurava um Benjamim sorridente e saltitante. Olhando em volta encontrei Paul rindo de algo que Quill estava dizendo, enquanto Jared e Kim se colocavam de lado rindo junto com eles, como se eu tivesse pronunciado seu nome em voz alta, Paul olhou na minha direção e seus olhos quentes prenderam-se aos meus, ele afastou-se dos amigos e veio até mim.

- Estava pronto pra ir atrás de você – disse assim que se aproximou – Você está linda! – seus olhos me percorreram dos pés a cabeça, e sorriu aprovadoramente.

- E você é lindo, sempre! – devolvi o elogio sorrindo enquanto examinava sua camiseta cinza e os Jeans pretos, podia apostar que ambos eram novos.

- Venha, vamos falar com os outros – ele convidou me estendendo a mão.

- Eu só preciso ir ao banheiro primeiro, posso usar o do seu quarto? – pedi.

- Lógico que sim – disse me beijando levemente antes que eu saísse.

Corri para o quarto dele em cima da garagem e guardei minha bolsa no banheiro, dei uma conferida no espelho antes de descer e me reunir a eles na festa.

A conversa estava animada e o riso frouxo dos meninos era contagiante, Paul me ofereceu a cerveja que estava bebendo, peguei e quando ia dar um gole avistei um casal parado na esquina da casa, olhei para Paul e apontei naquele sentido para que ele pudesse vê-los.

Dando-se a volta, ele viu Sam e Emily que trazia um embrulho nas mãos, Paul levantou-se e foi até onde eles estavam.

- Olá Emily – Paul curvou-se para beijá-la no rosto, no instante seguinte ela passava o embrulho para as mãos dele.

- Feliz Aniversário Paul. Isso é só uma lembrancinha, não tive muito tempo para procurar algo melhor – desculpou-se.

- Não precisava se incomodar – ele disse afetuoso, virando-se para Sam em seguida – Olá Sam – cumprimentou sério.

- Parabéns Paul – a voz de Sam também era afetuosa.

- Ouça, quero me desculpar com você sobre aquele... – Paul começou, mas foi interrompido por um gesto da mão de Sam.

- Está tudo bem, irmão. Eu entendo seus sentimentos e o respeito por isso – afirmou – Sem ressentimentos? – questionou erguendo uma sobrancelha estendendo a mão para Paul.

- Sem ressentimentos – Paul aceitou a mão que Sam lhe ofereceu e puxou-o para um abraço.

Eles vieram até onde estávamos, lhes cumprimentei com um aceno de cabeça antes de me voltar para conversar com Kim, que acabava de me confessar que tinha tido algum progresso com Jared, no campo físico.

- Então, resolvi seguir seus conselhos, confesso que ainda estou um pouco temerosa, mas ele tem sido realmente gentil e paciente comigo – ela murmurou para que os outros não nos ouvissem.

Olhei para Jared, que bebia tranquilamente sua cerveja enquanto conversa com Jacke em um canto, e me custou acreditar que por baixo de toda aquela aparência arrogante e sarcástica que ele sustentava tão à vontade, encontrava-se um caro romântico.

- Que noticia maravilhosa Kim! Fico feliz por você – disse olhando-a contente.

- Acho que logo, logo, nossa relação atingirá outro nível – disse disfarçando sua timidez por detrás de um sorriso sereno.

- Tenho certeza que tudo correrá bem, apenas lembre-se que você é que está no comando, entendeu? – adverti-a calma.

- Lembrarei – ela disse ruborizando, e tratou de mudar de assunto assim que Jared e Paul se aproximaram de nós – Adorei seu vestido, onde o comprou? – perguntou fingindo interesse.

- Em Port Angeles – eu disse aceitando sua deixa – Gostando da festa? – perguntei a Paul tão logo sentou-se ao meu lado.

- Muito – disse sorrindo – Mas aposto que Seth está curtindo mais que todos nós – falou apontando meu irmão, que se empanturrava com o que deveria ser seu 5º prato, eu acho.

Nós rimos e voltamos a conversar amenidades, enquanto todos aproveitavam para comer e beber tranquilamente. A noite estava esplendida, nem sentimos o tempo passar.

- Paul, estou indo nessa cara – Jacke anunciou, aproximando-se – Vou aproveitar para dar uma passada na festa de formatura da Bella, promovida pelos Cullen – esclareceu com uma careta.

- Melhor levar Quill e Embry com você, nunca se sabe o que eles podem estar oferecendo no cardápio – o tom jocoso de Sam foi entendido como piada, mas o olhar duro era uma advertência para que Jacke acatasse aquilo como uma ordem. Dando de ombros ele se despediu de nós e saiu, seguido de perto por seus dois melhores amigos.

Durante toda a noite Benjamim passou por muitas mãos até chegar as minhas, que depois de muito brincar com meu cabelo acabou adormecendo em meus braços, com o rostinho repousando sobre meu ombro, sua respiração tranqüila acariciando meu pescoço. Algum tempo depois Sara veio pegá-lo para pô-lo na cama e aproveitou para se despedir de todos, a noite já ia avançada quando as pessoas começaram a se despedir uma a uma e partir. Sam aproximou-se de nós calmamente.

- Ótima festa. Parabéns mais uma vez – ele disse dando um tapinha no ombro de Paul – E meu presente pra você é uma noite de folga, aproveite-a bem – disse e virando-se para mim com um sorriso e completou – Você também está dispensada da ronda essa noite – pegando na mão de Emily ele se foi.

Depois que todos partiram ajudei-o a ajeitar as coisas antes que a mãe dele viesse até nós e nos dispensasse sem cerimônias.

- Você ouviu nosso Alfa, ele ordenou que eu aproveitasse bem à noite. O que você acha de me fazer companhia? – sussurrou em meu ouvido enquanto me abraçava por trás.

- Eu nem sonharia em contrariar uma ordem dessas – disse acariciando suas mãos pousadas sobre minha barriga.

Ele se desvencilhou pegando minha mão e me levando para cima, para seu quarto. Assim que fechou a porta atrás de nós veio até onde eu estava me abraçando e beijando com ardor.

- Não via a hora de ficar a sós com você – confessou, enquanto tirava meu casaco procurando afoito pelo zíper do vestido.

Comecei a caminhar para trás até sentir a beirada da cama contra minhas pernas, me sentei esperando que ele fizesse o mesmo, ele me deitou delicadamente debruçando-se sobre mim, seus lábios capturam os meus com urgência, antes que as coisas esquentassem demais eu o empurrei gentilmente.

- Preciso de um minuto, tudo bem? – pedi me erguendo da cama e indo para o banheiro onde me tranquei.

Peguei a bolsa que tinha deixado ali mais cedo e comecei a tirar várias coisas de dentro, minhas mãos vacilaram quando levantei o corpete de couro diante dos olhos para uma analise mais criteriosa. Eu o tinha comprado alguns dias atrás esperando uma oportunidade de usá-lo, e como não tive tempo de comprar um presente para Paul achei que essa era a melhor chance que eu teria. Então, deixei-o de lado enquanto tirava o vestido e as sandálias, troquei minha calcinha simples por uma delicada, porém minúscula tanguinha de renda preta, vesti as meias de seda 7/8 pretas atando-as a cinta-liga e vesti o corpete negro de couro ajustando-o ao busto com um laço de seda prendendo-o firmemente, calcei saltos altos borrifei meu perfume em lugares estratégicos e prendi meu cabelo num coque.

- Está tudo bem Leah? – a voz preocupada de Paul me assustou, com uma última olhada no espelho respirei fundo buscando controlar minha ansiedade e abri a porta dando dois passos para fora e parando em seguida, meio insegura sobre o que ele poderia achar daquilo.

Seus olhos se abriram desmesurados ao mesmo tempo em que seu queixo despencava. Tomando coragem caminhei até o meio do quarto. Ele permaneceu estático sentado sobre a cama, me olhando assombrado.

- Você gosta? – Dei uma girada oferecendo-lhe uma visão completa antes de inquiri-lo receosa.

Ele engoliu em seco, duas vezes antes de conseguir encontrar a voz.

- Eu... Eu... Não sei... Eu... – ele gaguejou enquanto puxava insistentemente seus Jeans sobre as coxas como se estivesse algo incomodo, percebi o volume que se forma em suas calças e sorri encorajando-o a falar – Não sei o que dizer. Você está absurdamente linda – suas últimas palavras foram apenas sussurradas, como uma reverencia, seus olhos brilhavam de admirados.

- Pode me tocar se quiser – instiguei-o dando uns passos a frente.

Seus olhos acompanharam meus movimentos, ele respirou fundo, esfregou as mãos nas coxas antes de pousá-las atrás das minhas panturrilhas e as subir vagarosamente tocando a parte da coxa que a meia não cobria, seus dedos pressionaram com força antes de seguirem caminho até meus quadris, seus olhos fizeram o mesmo percurso que os dedos, quando atingiu minha cintura ele me puxou para mais perto aspirou com sofreguidão antes de depositar um beijo cálido em meu umbigo, seus dentes roçaram minha pele antes de serem substituídos por sua língua.

Minhas mãos correram por entre seus cabelos dando pequenos puxões.

- Amo seu cheiro – sua voz rouca pelo desejo soprou em minha pele causando-me um estremecimento – Adoro você inteira – confessou, as mãos apertando as laterais do meu corpo escondido sob o couro, baixei meu rosto para o seu e sua boca tomou a minha possessivamente, sua língua investiu contra a minha apaixonadamente, minhas mãos desceram por suas costas puxando a camiseta para cima, ele separou a boca da minha enquanto se livrava dela.

Ajoelhei-me diante dele, afastei suas mãos de mim e as coloquei sobre a cama, numa clara alusão de que não queria que me tocasse. Ele acatou passivamente. Descansei minhas mãos sobre suas coxas, podia sentir o calor que sobressaia através do Jeans. Inclinei-me para frente saboreando seus lábios, abandonei-os para me dedicar a seu pescoço antes de descer beijando seu peito, suas mãos agarravam a colcha da cama com força torcendo o tecido entre os nós dos dedos; quando minha língua brincou com seu mamilo esquerdo seu corpo todo estremeceu em resposta, suguei-o prendendo-o entre meus dentes e soprando nele, um rugido rouco escapou entre seus lábios antes que eu deslizasse minha boca para dar a devia atenção ao outro.

Sua respiração ficou seriamente comprometida quando meus dentes arranharam seu estomago e sua barriga, beijei cada centímetro de sua pele quente, minhas mãos apertaram suas coxas antes de deslizarem para sua virilha, e massageá-lo sobre o jeans.

Ergui meus olhos até os seus que me espiavam através dos cílios, suas bochechas estavam rosadas e sua boca encontrava-se meio aperta deixando escapar o ar lentamente.

- Por favor, Leah – implorou rouco.

- Deite-se – pedi, empurrando-o pelos ombros e deslizando as mãos e os lábios por seu corpo parando no cós de seus Jeans, lentamente o despi da calça aproveitando para tirar-lhe o tênis e as meias, percorri suas pernas com a ponta dos dedos subindo por suas coxas, seus gemidos roucos eram como um aditivo, beijei e mordisquei uma de cada vez.

Suas mãos prenderam meus pulsos quando toquei sua boxer.

- Venha até aqui um instante – pediu ofegante – preciso ter certeza de que você é real e só saberei se puder tocá-la.

Ergui meu corpo roçando meus seios cobertos de couro por sua virilha e seu tórax, apoiei-me nas mãos pairam sobre ele, minha boca a milímetros da sua, suas mãos agarraram minha cintura apertando meu corpo buscando proximidade.

- Peça o quiser e eu o farei – prometi esfregando meu quadril no dele, encarando seus olhos nublados pela luxuria.

Sua mão subiu até meus cabelos, soltando-os dos grampos fazendo-os cair entre nós, ele pressionou minha nuca acabando com a distância que existia entre nós, sua língua deslizou saboreando meu lábio inferior, antes de mordiscá-lo levemente, sua mão livre desceu até minha nádega afundando os dedos em minha carne me fazendo gemer em sua boca.

Ele girou nossos corpos, me colocando de costas na cama, apoiando-se no antebraço afastou-se para olhar o caminho que seus dedos trilhavam sobre o couro, nossas respirações ofegantes denunciavam nosso estado de alteração.

- Adorei a roupa – disse suspirando – mas ela está me privando daquilo que necessito desesperadamente – seus dedos ágeis desfizeram o laço e começaram a desprender a peça com delicadeza.

- E do que você precisa? – perguntei sorrindo.

- Preciso tocar você, minha boca anseia por isso – murmurou aproximando a boca entre meus seios assim que os viu livres da peça de couro.

Meus dedos apertaram seus ombros aproximando-o mais, minhas costas e meus quadris arquearam buscando alivio no atrito da minha pele com a dele. Ele manteve a língua quente e áspera brincando com um seio enquanto o outro recebia atenção de seus dedos, alternando-se entre um e outro.

Traçando um caminho de beijos e mordidas por meu estomago e barriga, ele se deteve quando chegou ao meu quadril, desfez os laços que prendiam a calcinha em seu lugar antes de ir-se para os pés da cama e libertar meus pés das sandálias. Livrou-se da boxer e posicionou-se entre minhas pernas, deslizando as mãos pelas meias, seus olhos desviram-se para o meu rosto, um sorriso malicioso brincava em seus lábios.

- Elas ficam – sentenciou, inclinando-se para cobrir meu corpo com o seu.

Meu coração falhou uma batida quando seu corpo mergulhou no meu, apoiei meus pés no colchão e apertei seus quadris com minhas coxas seguindo o ritmo que ele impôs, minhas unhas arranharam seu peito fazendo-o rugir e seu corpo tencionar. Cada investida sua era respondida com um gemido meu.

Seu braço passou por baixo da minha cintura prendendo-me a ele fortemente, num movimento rápido sem sair de mim ele se colocou sentado, apoiando suas costas recostadas nos travesseiros, ajustando-me em cima dele. O beijei languidamente enquanto assumia o ritmo, seus lábios desceram por minha garganta e colo encontrando meus seios e concentraram-se neles, suas mãos brincavam com as meias, e eu o pressionava mais forte e mais rápido, nossos corpos brilhavam com uma fina camada de suor. Seus carinhos e palavras amorosas me mandando para cima e mais além.

Quando o clímax me alcançou lancei minha cabeça para trás, estirando meu corpo sentido-o estremecer, gemidos e palavras incoerentes rompiam por minha garganta, ele apoiou minhas costas e me trouxesse para junto do seu peito, meus músculos ainda contraídos e vibrantes o estimulavam, suas mãos cravaram meus ombros, empurrando-me para baixo, para mais junto dele, fundindo nossos quadris, ele rugiu e então senti quando ele encontrou seu próprio prazer, seu corpo sacudido pelas ondas do êxtase chocava-se com o meu.

Ainda unidos, buscávamos recuperar nossos fôlegos, seus dedos trêmulos vagavam por minhas costas e meus cabelos, pousei minha cabeça na curva do seu pescoço, procurando acalmar meu coração que competia com o dele num galope desenfreado.

Ergui minha mão para acariciar seu rosto, passeando com as pontas dos dedos por sua testa e bochecha, trouxe-o para mim, antes de levantar um pouco a cabeça para beijá-lo suavemente.

- Feliz Aniversário – murmurei, deixando minha mão cair em seu peito.

Seu riso, gostoso e terno, rompeu o silêncio do quarto, ele firmou meu rosto entre as mãos, seus olhos amorosos brilhavam com intensidade.

- Você é de longe o Melhor Presente que já ganhei – disse feliz antes de me beijar com paixão.

- Sou? – perguntei animada com o elogio.

Ele me deitou de costas novamente, separando-se momentaneamente de mim para puxar uma coberta sobre nós, depois se deitou ao meu lado me puxando para ele.

- Na verdade você está empada com a bicicleta que ganhei no meu aniversário de 8 anos, mas tá valendo – disse sério.

Ergui-me de um salto, pondo-me sentada e mirando-o com um falso olhar zangado.

- Uma bicicleta? – perguntei com as mãos nos quadris.

Seus olhos percorreram meu corpo fixando-se em meus seios, ele suspirou profundamente antes de sorrir e me puxar com força me fazendo cair de novo em seus braços.

- Ok. Você está em primeiro, tudo bem? – reconsiderou, beijando meus cabelos.

- Posso conviver com isso – afirmei, abraçando sua cintura e moldando meu corpo ao dele.

&&&&

Fomos despertados algum tempo depois por fortes pancadas na porta, eu ainda lutei para manter minha mente em repouso, me agarrando mais ao corpo de Paul, seus braços me rodearam mais fortemente, mas quem quer que fosse que estivesse á porta era insistente, o que fez meu namorado xingar alto enquanto saia da cama e caminhava nu feito um touro, pronto para atacar o intruso.

- Rezo pra que esteja morrendo, caso contrário eu mesmo matarei você! – rugiu mal-humorado, mas tendo o cuidado de abrir só uma fresta da porta para evitar que alguém me visse na cama – O que você quer? – ladrou entre os dentes para o visitante inoportuno.

- Er...Desculpe perturbá-lo irmão – a voz de Jared fluía num tom de verdadeiro pesar, como não obteve nenhuma resposta de Paul além de um palavrão raivoso ele prosseguiu — Sam acaba de convocar uma reunião de emergência e pede que todos nós o encontremos na clareia em 30 minutos – concluiu, ouvi-o descer as escadas rapidamente sem esperar resposta.

Paul bateu a porta com força e apoiou uma mão contra ela respirando fundo antes de volta-se para a cama e encarar meu olhar aborrecido.

- Você quer tomar banho primeiro? – ofereceu, seus olhos passando pelo relógio na mesinha, que marcava 2:30 da madrugada, constatou aborrecido.

Sem me dar ao trabalho de responder, fechei a cara, desci da cama e fui pro banho. Quando estava me secando ele entrou ligando a ducha e se enfiando debaixo dela, sai do banheiro e encontrei algumas roupas minhas, que tinham ficado ali numa outra ocasião, dispostas em cima da cama que ele já tinha feito a gentileza de arrumar. Estava terminando de me vestir quando ele surgiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura enquanto passava outra nos cabelos para tirar o excesso de água.

Sem olhar para ele, comecei a recolher minhas coisas e a guardá-las dentro da bolsa, ele estava abotoando a bermuda quando peguei meu corpete de couro da cadeira, mas antes de enfiá-lo na bolsa sua mão segurou meu pulso com delicadeza, ele retirou a peça dos meus dedos aproximou-a do rosto, fechou os olhos e aspirou profundamente.

- Eu gostaria de ficar com essa como lembrança, se você não se importar – pediu – talvez eu possa convencê-la a usá-la outra vez? – seus olhos ansiosos esperavam minha resposta.

- Pode ficar – eu disse, me esquecendo por um momento do por que não estávamos deitados desfrutando um do outro, a lembrança da convocação voltou e meu semblante anuviou.

- Escute Leah, eu sei que você odiou tanto quanto eu ser chamada á essa hora – ele aproximou-se fechando seus braços em torno de mim – mas Sam não nos convocaria se não fosse realmente importe – ele tentava em vão amenizar as coisas para mim.

- Eu sei disso, mas o que mais me incomoda mesmo é saber que sempre será assim – minha voz tremia pelo ressentimento – Nós nunca ficaremos livres, e isso me mata – finalizei.

- É nossa responsabilidade, seria mais fácil se você aceitasse isso – seus olhos focaram os meus, e vi minha angustia refletida neles.

- Eu não quero que isso fique fácil – falei abraçando-o pela cintura – Quero que acabe – meu suspiro saiu sufocado em seu peito. E um mau pressentimento me fez estremecer.

- Tudo bem – ele acariciou meus cabelos, antes de me afastar um pouco para poder me olhar nos olhos – Mas enquanto isso não acontece, o que você acha de irmos encontrar os outros e sabermos o que Diabos está se passando? – sugeriu, com um sorriso encorajador.

- Se não tem outro jeito, vamos lá – minha careta o fez rir antes de me beijar.

- A propósito, me lembre de agradecer devidamente a surpresa que você me fez hoje – pediu, descendo as escadas ao meu lado.

- Achei que você já tivesse feito isso – disse, apertando sua mão na minha, relembrando dos nossos momentos na cama lá em cima.

- Você merece muito mais – sua mão devolveu o aperto.

Quando chegamos á clareira os outros já nos aguardavam, as conversas paralelas cessaram e Sam olhou em volta, quando o silêncio se instalou de todo ele foi para o centro da roda.

- Desculpem por fazê-los vir aqui á essa hora – começou e olhou com pesar diretamente para onde eu e Paul estávamos parados – Mas o assunto é urgente e requer a atenção e colaboração de todos vocês – ele parou relanceando o olhar atentamente mais uma vez em volta antes de prosseguir – Fomos convocados para uma luta. Um bando de vampiros está vindo para Forks, eles são muitos e posso assegurá-los de que eles não são nem de longe parecidos com os Cullen. O propósito deles é matar, e nós teremos que impedi-los, para tanto iremos, pela primeira vez na história dos Lobos Quileutes, unir forças com nossos “vizinhos” sanguessugas para impedi-los. – finalizou enfático.

Por um momento, julguei tê-lo ouvido mal. Porém, o silêncio massacrante que se seguiu as palavras dele parecia reafirmar tudo o que ele dissera. Um rugido feroz se vez ouvir, e só depois que calou foi que notei que era meu.

- Nós vamos fazer o quê? – minha voz alterada pela ira retumbou pela clareira.

Notas finais
E aí minhas lindas, o que vocês tem a dizer sobre esse capitulo hein?? Quem aqui gostaria de dar um presentinho desses pra esse Lobo Bad TDB, ergue a mãozinha o/ *Keylevantandoosbraçosdesesperada* shaushuahsuahsuhausahu..Mas nosso casal foi interrompido, e as coisas parecem que vão esquentar por aqui...Quem viver verá!! Espero muitos comentários, e já aproveito para agradecer os recadinhos FOFISSIMOS que vcs deixaram no capitulo anterior THANKS =) ADORO VOCÊS MEUS XUXUZES!!!*.*
Bjs,
Key.
PS: Pra quem lê STORM um aviso: Hoje tem post *.*