She Wolf
23 Capítulo 23 - O PRINCÍPIO DO FIM!
Notas iniciais
Sentiram minha falta?? Por que, eu senti falta de vocês!! ADORO ter a companhia de vocês á cada capitulo, minha inspiração sempre renova, cada vez que leio os comentários amáveis e encorajadores de cada uma de vocês sabiam? Vcs são minha fonte!
Sobre o capitulo...bom, o que posso dizer? O Título já sugere dificuldades né? MAs por favor, não criemos Pânico!O.O
Leiam com atenção e calma, combinado? POR FAVOR, leiam o recado ao final do capitulo...tem uma mensagem pra vcs lá ;)
Nos vemos lá embaixo...
Meu corpo tremia incontrolável, e só a mão de Paul, segurando firmemente minha cintura, me impedia de pular no meio da clareira e me transformar para atacar o primeiro que cruzasse meu caminho.
– Eu ouvi direito? Você acabou de dizer que vamos nos unir aos Cullen numa luta? – Meus olhos perfuravam os de Sam, a ira deixando minha visão embaçada – Explique-se – ladrei.
Pelo canto do olho, vi Collin, Brady e Seth se encolherem ante minha fúria. Os demais tiveram a sabedoria de manterem-se afastados, suas respirações trabalhando com dificuldade.
– Um exército de vampiros recém criados está vindo para Forks a fim de atacá-los, temos que impedi-los – a voz tensa de Jacob Black me alcançou.
Virei para encará-lo surpresa e raivosa.
– Você é o Alfa agora? Parabéns pela promoção! – sarcasmo pingando das minhas palavras – Deixe-me adivinhar, Bella é a causa desse conflito? – a pergunta retórica o fez tremer e arreganhar ameaçadoramente seus dentes para mim.
Senti as mãos restritivas de Paul, que ainda me seguravam tremerem, e um rugido recrudescer e sair por sua garganta enquanto encarava Jake.
– Por favor, acalmem-se e ouçam – Sam interveio – Existe sim a possibilidade desse exército, a que Jacke se referiu, vir atacar os Cullen bem aqui, e isso já basta para nos manter alertas — sua voz estava controlada – Fomos convidados para nos reunir aos Cullen essa noite para sabermos exatamente com o que estaremos lidando – concluiu sério.
– Minha pergunta continua sem resposta. Por que Diabos iremos impedir que o tal exército acabe com os nossos vizinhos sanguessugas? Eles não são responsabilidade nossa – lembrei-os ainda alterada – Você deveria ser o primeiro a ficar feliz com essa noticia Jake, quem sabe assim, talvez, você tenha uma chance com Bella hein? – não resisti cutucá-lo ainda mais.
– Ou você a faz calar, ou eu o farei – Jake cuspiu as palavras entre os dentes, devolvendo a Paul o mesmo olhar irado.
– Você pode tentar – Paul rebateu no mesmo tom.
Resmungos e bufos se ouviam ao nosso redor, alguns irados outros excitados.
– Agora chega! – o característico tom Alfa de Sam nos atingiu como correntes, privando-nos dos sentidos e nos mantendo submissos – A questão aqui é, estamos indo tirar essa história a limpo agora mesmo, todos nós juntos, se for confirmado o ataque, iremos sim nos juntar aos Cullen na luta, e não é por eles que faremos isso, e sim pela população de Forks – ele disse virando-se para mim nesse instante – por que se não os ajudarmos a destruir esses invasores, nada os impedirá de seguir até a cidade, e é justamente aí que reside todo nosso problema, fui claro?– sua explicação surtiu o efeito desejado, os ânimos amainaram-se, apesar de eu ainda sentir a raiva borbulhar sobre minha superfície.
– Como água – disse procurando relaxar nos braços de Paul, suas mãos alisaram meus braços num gesto carinhoso, fitei seus olhos escuros em busca de calma, eu não tinha como lutar contra isso. Se Sam ordenasse, mesmo contra minha vontade eu lutaria, então no momento o melhor a fazer era respirar e aceitar.
– Agora antes de irmos, quero lembrá-los que enquanto estivermos com os Cullen, todos estão proibidos de pensarem em qualquer coisa que se refere aos segredos da matilha, como por exemplo, o numero exato de membros que a compõe ou nossas estratégias de combate, mantenham seus pensamentos sobre controle, resguardem suas memórias, vocês sabem que Edward pode ler nossas mentes, e seria muito ruim se eles tivessem informações sobre nós que pudessem vir a usar contra nós em algum momento – seu pedido, mais uma vez, foi acatado como ordem do Alfa, e nós apenas acenamos em concordância – Agora vamos nos transformar, temos uma longa noite em boa companhia, não deixaremos nossos anfitriões esperando muito mais – concluiu irônico.
Frustrada e ainda colérica, fui para trás de uma arvore enquanto eles se despiram ali mesmo deixando a transformação ocorrer.
**
Ficamos entre as arvores escuras, observando a distancia o que se passava entre nossos novos “aliados”. Na clareira o clã aguardava nossa chegada. O fato de estarmos contra o vento ajudou a manter nosso anonimato, em contra partida, nossas narinas pinicavam com o fedor adocicado que se desprendia deles. Entre os braços de Edward, uma Bella com aparência cansada sorria para uma das vampiras, o fato dela se sentir tão à vontade entre eles não deixava de me surpreender, por que, ainda que eles não bebessem sangue humano, ainda assim eles bebiam sangue, pelo Amor de Deus!
Minutos depois o vento mudou denunciando nossa presença, eles se juntaram num circulo, espreitando as arvores, esperando que nos aproximássemos, devagar saímos das sombras e deixamos que nos vissem. O espanto deles era evidente, eles olhavam e murmuravam entre si, enquanto Sam tomava à dianteira, esticando todo seu corpo negro e majestoso.
“Fiquem calmos e alertas”, nos instruiu antes de avançar mais algumas passadas, o líder deles também avançou calmo e respeitoso, parando a poucos metros de onde Sam estava.
– Bem-vindos! – sua voz cristalina soou tranqüila.
– “Obrigado”! – ouvimos Edward traduzir o cumprimento de Sam aos demais, sua voz soando monótona, imitando perfeitamente o tom que nosso Alfa usava deliberadamente para se dirigir a eles – “Vamos observar e escutar, mas nada mais que isso. É o máximo que podemos exigir de nosso autocontrole” – Sam impôs essa condição, na certa temendo que uma aproximação maior pudesse acirrar nossos ânimos e então as coisas poderiam fugir do controle.
Seguiram-se as trocas de amabilidades e informações de cada parte, o que por si só já fazia meu estomago revirar, como se não bastasse estar próxima o bastante para agüentar o cheiro deles sem poder atacá-los como era meu desejo. Ficou claro que iríamos lutar com eles.
Sam voltou para junto de nós e todos, um de cada vez, nos acomodamos para assistir a demonstração do vampiro loiro, a quem eles chamavam Jasper. Ele encenou algumas manobras de combate sempre auxiliado por um dos seus, e tive que admitir, a contragosto, que o cara era bom.
“Não tão bom que eu não pudesse derrubá-lo com uma pata nas costas”, o pensamento sarcástico de Jake nos alcançou arrancando grunhidos de riso de nossa parte.
Em dado momento o vampiro loiro derrubou seu irmão grandalhão, o mesmo que havia se chocado com Paul á um tempo atrás, quando estávamos em perseguição, “O que eu não daria pra ter feito isso!”, Paul lamentou do seu posto de observação. Não conseguimos deixar de apreciar a tática e a destreza com que Jasper se movia, “Ele seria um ótimo oponente”, Seth refletiu o desejo de todos, “Pena que ele está do nosso lado! Eu não me oporia a testá-lo um pouco!”, Quill arreganhou os dentes num arremedo de sorriso.
O grandão levantou-se de um salto, pronto para prosseguir, mas Edward já se apresentava para substituí-lo, antes que eles retomassem o treino, Jasper pediu que o deixassem fazer uma demonstração com uma das garotas vampiras, e escolheu a menor delas, a com cara de fada e voz de sino.
“Ei! Procure alguém do seu tamanho sanguessuga!”, Embry mexia-se nervoso “Você está louco pra candidatar-se hein irmão!?” Jared provocou-o, mas eu bem sabia que Embry não era o único que ansiava por isso, bastava dar uma olhada ao meu redor, nos olhos vidrados e flamejantes dos lobos, para saber que todos compartilhavam do mesmo desejo que ele.
Era engraçado como o bando interagia, na forma de lobos éramos uma unidade, compartilhando desejos, ânsias, ânimos, dores, cada um ali tinha sua própria história particular de vida e sua história única como lobo. Embry era um enigma para nós. Ouvindo as lendas e histórias dos Quileutes que eram repassadas por gerações, de pais para filhos, as mesmas diziam que os lobos descendiam de uma linhagem direta dos Primeiros Lobos Quileutes. Eu, meu irmão, assim como Jared, Paul, Collin e Brady não éramos descendentes dessa linhagem, mas ao menos éramos Quileutes, mas Embry não era.
Ao menos é o que presumíamos já que a mãe dele era da Reserva Makah, e quando ela mudou-se par a nossa reserva já estava grávida dele, então... A única explicação plausível era que seu pai era Quileute, já que o lance de ser lobo se dava através da genética. A pergunta que não queria calar era: Quem era o pai dele? Os prováveis candidatos eram O pai de Sam, ou o pai de Jake, ou ainda o avô de Quill. Pensar nisso era uma tortura para eles, inclusive para o próprio Embry.
“Você não tem nada melhor pra fazer não!?”, o pensamento chateado de Embry me atingiu como um jato de água fria, “Desculpe por isso, essa inatividade está acabando comigo”, lamentei constrangida, “Leah, tenho que admitir, ninguém chuta melhor o saco de um cara que você!Parabéns!”, não me ofendi com o cinismo de Jared, “Cara, vocês viram aquilo?”, a voz ansiosa de Collin desviou nossa atenção para o treinamento.
Assistimos outras encenações, algumas muito boas outras nem tanto, mas o importante é que já tínhamos aprendido um bocado sobre as estratégias de luta dos vampiros, inclusive as dos Cullen o que era no mínimo interessante, já que numa eventual quebra do Trato poderíamos usar aquilo contra eles.
Ao final do ultimo embate, Jasper virou-se para nós nos convidando para estar ali na noite seguinte, quando eles dariam continuidade ao treinamento, ao que Sam agradeceu e aceitou.
“Seria muito útil e mais fácil para nós se pudéssemos nos familiarizar com o cheiro de cada um de vocês, para evitarmos acidentes durante a luta”, o pedido de Sam, nos pegou de surpresa, instintivamente todos, sem exceções, sustentamos as respirações, num ato reflexo contra nossos inimigos naturais. Um rosnado gutural, de repulsa, retumbou em nossas cabeças e saiu por nossas bocas de dentes arreganhados, mas assim que obtivemos o consentimento deles, que se puseram em fila, não tivemos outro remédio se não seguir nosso Alfa.
Meu pêlo eriçou de puro nojo, eu não acreditava no que estávamos fazendo, nesse momento eu lutava bravamente com meus instintos para manter meus caninos guardados.
Em dado momento, Seth que seguia logo atrás de Sam, perdeu um minuto a mais cheirando o professor de luta loiro, e Sam deu seqüência, indo para o outro lado, deixando-o só entre dois vampiros, seu choramingo reverberou entre nós e eu me aproximei dele mais rapidamente “Calma irmão, estamos aqui”, disse-lhe solicita “Valeu”, foi só o que ele disse, assumindo uma postura mais firme antes de seguir seu caminho entre os sanguessugas.” De todas as coisas difíceis que tive que fazer essa noite, essa foi de longe à pior. Ficar cara a cara com eles, cheirá-los sem poder dar uma dentadinha se quer, é muito injusto!”, refleti chateada, “Agora eu que lhe digo: Calma irmã, logo, logo você terá sua batalha”, o pensamento de Paul rebateu em mim, e eu o olhei mais atentamente, seus olhos escuros eram a prova do tormento que ele atravessava, seus pêlos eriçados e seus músculos tensionados demonstravam claramente sua luta interior em manter o controle, eu apenas lhe ofereci meu melhor sorriso de lobo, o que o fez rir e relaxar um pouco, enquanto nos afastávamos do que denominamos carinhosamente de “O Circulo dos Horrores”.
Alguns ainda faziam o reconhecimento quando percebemos que Jacob desviava-se do grupo e seguia até onde Bella estava, “O que esse idiota pensa que está fazendo?”, pensei raivosa, “Ah Cara, não! Ele está mesmo sorrindo feito um imbecil!?, o pensamento injuriado de Jared juntou-se ao meu, ficamos estagnados vendo-o inclinar-se em direção a garota, fitando-a nos olhos, quando ela falou seu nome o tolo riu, e ela estendeu a mão para acariciar seus pêlos, “É agora que o namorado vampiro dela o estraçalha! Não quero ver isso”, Seth choramingou e virou seu rosto por um momento, mas voltou a olhar em seguida sem acreditar que Edward permanecia no mesmo lugar. Assim como nós, os vampiros pareciam estar congelados no tempo, sem acreditarem no que viam, e para espanto geral, Jacob, abusando totalmente da sorte, lambeu a cara de Bella, do queixo até a testa, e como recompensa pelo carinho tomou um tapa no focinho, deixando a todos nós chocados.
“Ei Jackie você é um lobo ou um poodle?”, Paul sacaneou, quebrando nossa letargia, depois daquela clara demonstração de estupidez, reunimos nossa dignidade e recuamos de volta a escuridão da floresta, já distante dos vampiros, tomamos o rumo de casa.
“Ei! Por que Jake ficou pra trás? E sozinho?”, Brady parecia preocupado com o destino do nosso amigo, “Ele sabe o que está fazendo. Nenhum vampiro daquele clã se atreveria a quebrar o Trato assim, bem embaixo dos nossos focinhos”, a explicação partiu de Sam. “Tudo bem se ficarmos mais um pouco, só por garantia?”, Embry e Quill pediram, e Sam concordou, “Vocês podem ficar com ele, os demais voltam pra La Pusch comigo, precisamos nos organizar, mantenham-se na forma de lobos, assim vocês serão informados sobre nossa estratégia, sem que eu precise repetir a conversa pra vocês depois”, Sam ordenou a eles, e com um aceno os dois voltaram para a borda da floresta onde os vampiros e Jake ainda permaneciam conversando.
Assim que chegamos à clareira próxima a reserva, nos dispusemos em um semicírculo, com Sam no centro.
“A situação é a seguinte: O ataque ao clã dos Cullen está confirmado, como vocês puderam perceber, e o numero de vampiros que estão vindo para esse embate é grande, não podemos nos descuidar, eles precisam de nossa ajuda, e nós precisamos proteger a cidade então, sim, sem sombra de dúvida iremos participar disso”.
Um bufo exasperado e involuntário escapuliu entre meus dentes, Paul me olhou de lado de cara fechada, “Fica fria Leah, se for verdade o que o líder dos sanguessugas falou, que os novatos que estão vindo estão matando-se uns aos outros, talvez você nem precise tomar parte nisso, certo Sam?”, ele buscou o apoio do nosso Alfa, que se limitou a me olhar fixamente.
“No momento não podemos dispensar ninguém, até por que os mais jovens não estarão participando diretamente da luta, eles ficaram para resguardar os pontos estratégicos, para evitar sermos surpreendidos por algum vampiro desgarrado do bando, por tanto Leah está dentro! Você terá algum problema com isso?”, sua pergunta retórica foi dirigida diretamente a mim, eu me mexi desconfortável e zangada antes de responder “Não Sam, nenhum problema”, o rosnado rouco do riso de Jared se vez ouvir “Problemas com Leah? Hum deixe me ver... Por onde devo começar?”, seu sarcasmo me irritou ainda mais.
“Acho que ela deveria ficar pra dar suporte aos mais jovens”, ouvi Paul insistir mais uma vez, “Por que você não me deixa responder isso?”, rebati olhando-o com raiva antes de me voltar para encarar Sam, “Não terei nenhum problema em lutar Sam, desde que não seja obrigada a confraternizar com os Cullen novamente”, Sam assentiu “Quanto a isso não se preocupe, nos próximos treinos enviaremos apenas um dos nossos, e saberemos tudo o que acontecer por lá, desde que ele se mantenha transformado, teremos algo tipo tele-conferência instantânea”, ele esclareceu, “Nem preciso dizer quem será o candidato certo?”, Jared brincou e a imagem de Jake inundou nossas mentes em seguida.
“Então, até segunda ordem, Collin, Brady e Seth, ficam para guardar La Pusch, os demais lutarão. Por hoje é só pessoal, voltem pra suas casas e procurem descansar, nos reuniremos de novo mais tarde”, e com isso ele saiu disparado em direção a casa que dividia com Emily. Os garotos menores seguiram seu rumo, pajeados de perto por Jared, que se despediu de nós com um aceno, fui para trás da árvore onde tinha deixado minhas roupas e voltei em seguida, no momento em que Paul terminava de abotoar a bermuda.
– Que papo foi aquele de “Vamos deixar Leah de babá dos mais jovens”? – imitei sua voz, minha irritação era evidente.
Ele ignorou deliberadamente minha pergunta virando-se e seguindo o caminho que nos levaria para casa.
– Estou falando com você — insisti segurando seu braço para chamar sua atenção.
– Podemos discutir isso em casa? Eu sinceramente não estou com saco pra isso agora – ele disse desvencilhando-se de minha mão e prosseguindo em seu caminho.
– Qual é o seu problema afinal? – minha voz alterada pela frustração chamou sua atenção, ele me olhou de lado, a testa franzida em sinal de contrariedade.
– Você é o problema ok? Não quero vê-la envolvida nessa merda de luta – disse se alterando também, sem parar de andar.
– Ah! Agora eu sou um problema pra você? É isso? – fustiguei-o com cinismo.
– Você entendeu perfeitamente bem o que eu disse, não distorça minhas palavras – ele parou bruscamente apontando um dedo acusadoramente para mim.
– Você acha que não dou conta, é isso? — inquiri-o debochada com as mãos na cintura.
– Acho que você não conseguirá se controlar, o que acabará por colocar a segurança da alcatéia em xeque – ele disse isso olhando direto em meus olhos, sem piscar uma única vez. Minha boca se abriu incrédula, mas não consegui articular palavra.
Ele deu a volta e retomou seu caminho, levei alguns segundos para me recuperar e então segui andando rápido para alcançá-lo. Já estávamos quase em frente à casa dele quando recuperei minha voz.
– Você está dizendo que não confia em minhas habilidades numa luta e por isso acha que devo ficar para trás? – perguntei ressentida.
– O que estou dizendo é que você tem um temperamento instável, o que a faz correr riscos desnecessários – ele argumentou me dando um olhar sério, parando com a mão no portão.
– E isso quem está dizendo é o “Senhor Racionalidade”, o mesmo que há pouco tempo atrás quase se atracou com o vampirão Cullen só por que ele esbarrou em você? – lembrei-o rancorosa – Você é a última pessoa que poderia me cobrar estabilidade, isso soa tão hipócrita que nem sei o que dizer a respeito – meus olhos dardejavam. Naquele momento eu só queria feri-lo, e muito.
Sua respiração tornou-se pesada, pude perceber seu esforço para controlar-se, antes de dirigir a palavra a mim novamente.
– Essa discussão não nos levará a nada. Acho melhor irmos dormir, amanhã falaremos com Sam a esse respeito e resolveremos tudo – ele disse, recuperando a calma aparentemente, como se estivéssemos discutindo em que lugar almoçar e não quem participaria da luta ou não – Venha vamos entrar – ele convidou, mantendo o portão aberto, esperando que eu o seguisse.
– Durma bem Paul – me forcei a dizer antes de dar-lhe as costas e sair.
– Leah! Espere – ele pediu correndo pra me alcançar – Aonde você vai? – perguntou, como se não fosse óbvio.
– Estou indo pra minha casa – anunciei, e segui andando.
– Por favor, Leah, não podemos resolver isso de outro jeito? Fique comigo – pediu colocando-se diante de mim, impedindo minha passagem.
– Você está louco se acha que vou dormir com você depois disso – fuzilei-o – Saia da minha frente agora, meu temperamento instável está a ponto de explodir a qualquer momento. Cuidado! – advertiu-o sarcástica, empurrei-o para o lado, erguendo o queixo orgulhosa, retomei meu caminho.
Quando cheguei ao portão olhei para trás e o vi, parado no mesmo lugar onde eu o havia deixado, as mãos enfiadas nos bolsos, o olhar perdido em algum ponto no céu. Ignorei propositalmente a dorzinha que afligiu meu peito ao vê-lo ali e entrei, antes de acabar voltando atrás em minha decisão e fosse ao encontro dele.
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O dia já havia amanhecido completamente e eu ainda não tinha conseguido conciliar o sono, em minha mente fiquei repassando minha conversar com Paul, se é que poderíamos chamar aquilo de conversa, pensei desgostosa.
O fato de tê-lo chamado de hipócrita contribuiu de maneira decisiva para me fazer perder o sono. A última coisa que eu queria era brigar com ele, eu era obrigada a reconhecer que tinha uma mania horrível de ferir as pessoas, e quanto mais importantes elas eram para mim, mais eu fazia isso.
Eu não via nenhuma maneira simples de contornar aquela situação. O fato era que, ele não me queria na luta e eu, por orgulho e despeito, para provar que ele estava errado sobre mim, ia insistir em me manter no jogo, isso era tão a minha cara, bufei exasperada, me virando pela enésima vez na cama.
Às 10 da manhã desisti de dormir e me levantei irritada. O fato de não ter dormido, e o acumulo do stress da noite passada só contribuiu ainda mais para meu humor tornar-se negro. Por sorte minha mãe já havia saído pro trabalho, o que me poupava de perguntas sobre minha cara fechada.
Eu estava terminando de tomar meu café quando vi a cabeça de Paul apontar na janela da cozinha, baixei meus olhos para a xícara que estava em minhas mãos.
– Bom dia – seu cumprimento, transmitido numa voz cansada me fez olhá-lo mais atentamente, reparei em suas olheiras, sinal de que mais alguém havia perdido o sono além de mim – Eu queria conversar com você, posso entrar? – perguntou calmo.
– Fique a vontade – disse, me levantando para colocar a louça na pia, enquanto ele entrava pela porta e dominava todo o espaço com seu corpanzil, voltei para a cadeira onde tinha estado sentada antes – sobre o que você quer conversar Paul? – forcei minha voz sair neutra, para não dar margem a mais brigas.
– Eu sei que passamos dos limites ontem – seu inicio não foi muito promissor, de cara já fechei ainda mais meu semblante – dissemos coisas que não deveríamos, mas em minha defesa quero dizer que só o fiz por que temo que você se machuque. Eu não conseguiria viver com isso, não sei se você consegue entender meu ponto de vista, só sei que fico louco só de imaginar você numa luta contra um numero tão grande de inimigos – ele despejou isso de um só fôlego, olhando –me com pesar.
– Você não confia em mim numa luta, é isso mesmo? – bati na mesma tecla da noite anterior.
– Não Leah, não é isso. Eu sei que você se daria muito bem numa luta, eu vi como você lidou com aquele vampiro em Seattle – ele disse, apoiando os cotovelos na mesa e enterrando a cabeça nas mãos – O que eu não sei é como eu irei reagir nesse combate em particular, eles serão muitos, não sei se conseguirei me controlar e fazer a parte que me cabe sabendo que você pode se machucar – sua voz saiu abafada e derrotada, ele manteve os olhos fechados durante o tempo em que falava, travando-os em mim logo depois que terminou.
Levei algum tempo pra digerir aquela informação, minha cabeça rodava confusa, parte de mim entendia seu dilema, a outra o refutava como sendo apenas um capricho machista da parte dele.
– Você não precisa temer por mim Paul – afirmei calma – Embora eu entenda seus sentimentos, e os compartilhe com você; por que eu também me preocupo com seu bem estar, mas ao contrário de você, confio plenamente em sua capacidade para cuidar de si mesmo – minha fé nele era imensa, eu conhecia seu potencial como Lobo, eu partilhava dessas informações com a matilha. Todos o tinham em alta conta no que dizia respeito a uma boa briga, ele era astuto, forte e veloz, o que o tornava letal quando se dispunha a caçar.
– Você não vai desistir não é? – aquilo era mais uma afirmação que uma pergunta, ainda assim me vi obrigada a responder.
– Não – disse simplesmente, encarando-o decidida.
Ele suspirou profundamente, assentiu devagar e levantou-se, vindo até onde eu estava sentada, inclinou-se e beijou o topo da minha cabeça.
– Nos vemos mais tarde – disse a guisa de despedida, saindo silenciosamente.
Meus olhos ficaram marejados, lutei para impedir que as lágrimas caíssem. Imitei seu suspiro, lutam pra me manter no lugar e não ir atrás dele, abraçá-lo e dizer-lhe que estava tudo bem, que eu aceitava ficar pra trás enquanto eles partiam pra luta. Uma luta que nem era deles, só para manter o equilibro no mundo.
Se eu já nutria certo rancor em relação aos Cullen, depois dessa manhã isso se transformou em puro ódio.
Levantei decidida, eu ia reverter todo aquele sentimento ruim em força, e quando a batalha fosse travada a descarregaria no maior numero possível de vampiros que cruzasse meu caminho.
Notas finais
AMO VCS!!
Bjs,
K.
PS: Acho que todas vcs conhecem a Lu Black né?Ela tbm acompanha essa estoria aqui, e acreditem ou não ela me deu um presente MARAVILHOSO!! É sério gente?? Querem saber qual?? Estão curiosas?? Então experimente acessar esse link: https://www.fanfiction.com.br/historia/191350/A_Submissa_Perfeita
E me deixem saber o que vcs acharam disso ok?? Eu ficarei feliz com isso...mas Aposto que ela ficará mto mais!!!! Já agradeço atecipadamente pela visita e reviews que vcs com certeza deixarão por lá =) Bjs.
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