She Wolf
15 Capítulo 15 - DÚVIDAS
Notas iniciais
Como vcs estão? Eu estou bem!
Resolvi trazer mais cedo o capitulo hj, aproveitando uma brecha no meu horário super restrito. Acontece que não quero fazê-las esperar...vai que o Nyah sai do ar novamente né!? *batenamadeira* hihihihi
Aproveito pra agradecer os mtos comentários, que fizeram da minha semana a mais linda de todas! Em especial a Lautner que além de resolver prestigiar a fic com sua presença mais do que querida, ainda fez uma LINDA recomendação! Obrigada Anjo!
Bom, vamos ao capitulo...nos vemos lá embaixo...
Não sei por quanto tempo fiquei ali senta, nua, no chão frio do banheiro, as costas apoiadas na porta, o rosto enterrado entre as mãos, com um único pensamento gritando em minha cabeça “Você deixou ir longe demais!”.
Isso ficou se repetindo e, repetindo e repetindo... Minhas pernas já estavam dormentes por estarem na mesma posição por tanto tempo.
Estiquei as pernas doloridas, esperei passar o formigamento e depois levantei lentamente, fui até a pia, joguei um pouco de água fria no rosto e na nuca, numa tentativa inútil de clarear as idéias. Fitei os olhos que me encaravam de volta no espelho, eles estavam atormentados, febris. Eu estava dividida, uma parte de mim dizia-me que eu deveria voltar para aquele quarto e aceitar TUDO o que ele estava me oferecendo; já a outra me dizia para por um Ponto Final nessa história antes que o pior viesse a acontecer. Mas o que poderia ser pior do que aquilo!? “O que você acha que está fazendo Leah!?Esqueceu de como foi difícil com Sam?”, me repreendi. Eu não sabia a qual dar ouvidos.
Eu só queria que ele não me amasse, pelo menos não daquele jeito, tudo seria mais simples se mantivéssemos nosso relacionamento apenas na parte física, com isso eu poderia lidar, já com a questão emocional... Eu não podia ter certeza se conseguiria sobreviver á outra decepção amorosa.
Um coração partido fora o bastante para mim! Seria exigir demais querer que eu passasse por todo aquele tormento, uma segunda vez, como havia sido o termino do meu namoro com Sam.
“Por que meu Deus!?O que há de errado comigo?” pensei desesperada, “O quê? Eu tenho o dedo podre para homens, é isso?”, minhas duvidas se multiplicavam.
Com tantos caras por aí, eu tinha que me envolver, novamente, justo com um Lobisomem sujeito a sofrer o maldito IMPRINTING a qualquer momento!? Sim, porque nenhum Lobisomem estava livre dessa sina maldita, aliás, nenhum não né? Havia um que jamais passaria por isso. O “Lobisomem Mulherzinha”, ou seja, EU!
Ri descontrolada para minha imagem no espelho, eu bati todos os recordes das Bizarrices, eu era uma aberração até mesmo dentro da minha própria espécie!
Um dos principais motivos pelo qual o Lobisomem sofria o Imprinting era o da “preservação da espécie”, eles se sentiam impulsionados a se fixarem em uma única mulher que pudesse gerar filhos fortes e sadios para manter a matilha sempre ativa.
Eu não podia oferecer isso a ele, por que a partir do momento em que me transformei, meu corpo mudou, eu não menstruava mais, não ovulava, assim sendo, não podia ter filhos. Pelo menos, não enquanto vivesse nessa via de mão dupla que era ser meio humana meio Loba, e ao que me consta isso seguiria por um tempo indeterminado, eu não fazia a mínima idéia de quando ou como iria parar. Então eu me perguntava: que homem, fosse ele lobo ou não, em sã consciência iria querer ficar com uma criatura monstruosa feito eu!?
Não consegui chegar a nenhuma conclusão a respeito do meu caso, apenas decidi que eu tinha que sair daquele banheiro e encarar o “problema” de frente.
Lavei o rosto mais uma vez, ajeitei meu cabelo, respirei fundo e saí.
Não havia sinal dele no quarto. Ouvi sua voz, vinda da sala, me chamando.
- Leah? Você pode vir até aqui um minuto? – a voz soou neutra. Respirei fundo mais uma vez.
Vesti o roupão que estava largado aos pés da cama e me encaminhei até onde ele estava. Parei indecisa, não sabia se deveria me sentar ao seu lado no sofá ou na poltrona que ficava em frente. Escolhi a última opção, sentei e fiquei olhando-o, esperando que ele falasse.
- Você poderia, por favor, me explicar o que foi aquilo? – a voz dele era calma, o olhar era inquisitivo.
Agora, olhando para ele, eu não conseguia pensar em nada coerente para dizer. Toda aquela calma dele me incomodava, eu saberia lidar com o “velho” Paul, aquele que gritava e explodia por pouca coisa; já esse “novo” Paul, doce, calmo e compreensivo era desconcertante. Eu simplesmente não sabia o que dizer! Absurdo!
- Eu precisava ir ao banheiro – disse a primeira coisa que me veio à cabeça.
- Por 1 hora!? – perguntou cético cruzando as mãos no colo e se recostando no sofá.
Limitei-me a erguer uma sobrancelha.
- Você sabe que teremos que falar sobre isso em algum momento não sabe? – inquiriu-me como se estivesse falando com uma criança birrenta.
Levantei-me decidida a ir para o quarto sem responder.
Quando passei pelo sofá ele segurou meu braço com firmeza, puxou-me para ficar diante dele, e ergueu seus lindos olhos para mim.
- Você sabe que eu Te... — ele começou a dizer, mas eu rapidamente coloquei minha mão livre cobrindo seus lábios, numa tentativa desesperada de conter aquelas palavras.
- Por favor, não diga isso! – implorei.
Ele retirou minha mão delicadamente, mantendo-a presa entre seus dedos, seus olhos se apagaram um pouco, ele apenas assentiu com a cabeça, e beijou meus dedos antes de dizer:
- Não me deixar falar não me impedirá de sentir! – sentenciou firme.
Uma raiva súbita brotou em mim. Raiva por ele insistir naquele sentimento absurdo. Raiva por ele expô-lo assim, sem mais nem menos. Raiva por permitir que meu coração se agitasse diante da possibilidade ínfima de se recompor e, principalmente Raiva por não conseguir afastá-lo naquele momento, porque, por enquanto, ele era tudo o que eu tinha e tudo o que eu precisava para manter minha sanidade diante da reviravolta que tinha acontecido em minha vida, com toda aquela loucura de ser um Lobisomem.
- Faça como achar melhor! — Falei ríspida, puxando minhas mãos das suas, pronta pra sair dali.
- É assim que você resolve seus problemas? – ele disse irritado – Simplesmente dando as costas á eles? – inquiriu incrédulo.
- Eu vou dormir, conversaremos sobre isso outra hora – eu disse erguendo o queixo orgulhosa e indo pro quarto.
Antes de cruzar a porta ouvi-o me chamar novamente, olhei-o sobre os ombros.
- Como certeza falaremos sobre isso Leah – sua voz ameaçadora – Não pense que não cobrarei uma resposta sua sobre o assunto. Ao contrário de você, eu não costumo fugir. – finalizou raivoso.
Virei a cara e entrei no quarto batendo a porta, joguei-me na cama e me enrolei nas cobertas, fechando os olhos firmemente, como se pudesse assim evitar que suas ultimas palavras me alcançassem ali.
http://www.youtube.com/watch?v=sAYuOc7_TKg&feature=fvst Mad Ne-YoOh oh oh, oh oh oh
Oh oh oh
She's starin' at me (Ela esta me encarando)
I'm sittin' wonderin' what she's thinkin'(Estou sentado querendo saber o que ela está pensando)
(Mmmmm)
Nobody's talkin' (Ninguém falando)
'Cause talkin' just turns into screamin' (Porque falar só se transforma em discussão)
(Ohhh)
And now is I'm yellin' over her, (E agora estou a gritando com ela)
She's yellin' over me (Ela gritando comigo)
All that means (O que tudo isso quer dizer,)
Is neither of us is listening, (É que nenhum de nós esta escutando)
(And what's even worse) (E o que é ainda pior)
That we don't even remember (É que nem nos lembramos)
why were fighting (porque estivemos brigando)
So both of us are mad for (Então, nós dois estamos bravos por)
Nothin' (Nada)
(Fighting for) (brigando por)
Nothin' (Nada)
(Crying for) (chorando por)
Nothin' (Nada)
(Whoahhh)
But we won't let it go for (Mas não vamos desistir por)
Nothin' (Nada)
(No not for) (Não para não)
Nothin' (Nada)
This should be nothin' to a love (Isto deve ser nada para um amor)
Like what we got. (Tal como o que temos)
Ohhh, baby...
I know sometimes (Eu sei que às vezes)
It's gonna rain... (Vai chover...)
But baby, can we make up now (Mas, querida, é que podemos fazer as pazes agora)
'Cause I can't sleep (Porque eu não posso dormir)
Through the pain (Com essa dor)
(Cant sleep through the pain) (Não consigo dormir com essa dor)
Girl, I don't wanna go to bed (Garota, eu não quero ir para a cama)
(Mad at you), ((Bravo com você)
And I don't want you to go to bed (E não quero que você vá para a cama)
(Mad at me) (Zangada comigo)
No, I don't wanna go to bed (Não, eu não quero ir para a cama)
(Mad at you), (Bravo com você)
And I don't want you to go to bed (E não quero que você vá para a cama)
(Mad at me) (Zangada comigo)
Ohhh no no no... (ohhh não não não…)
And it gets me upset, (E isso me deixa chateado,)
girl when you're constantly accusing.( Menina, quando você está constantemente acusando.)
(Askin' questions ((Fazendo perguntas)
like you've already known) (como se já soubesse a resposta)
We're fighting this war, baby (Nós estamos lutando esta guerra, baby)
When both of us are losing (Em que nós dois estamos perdendo)
(This ain't the way that love (Esta não é a forma que o amor)
is supposed to go) (Devia ser)
Whoaaaaaaaaa...
(What happened to workin' it out) (O que aconteceu com "dar um jeito")
We've falled into this place (Fomos deixados neste lugar)
Where you ain't backin' down (Quando você não estava deixando de lado)
And I ain't backin' down (E eu não estava deixando de lado)
So what the hell do we do now...( Então o que diabos é que fazemos agora...)
It's all for...(É tudo pra…)
Nothin' (Nada)
(Fighting for) (Lutar para)
Nothin' (Nada)
(Crying for) (Chorar para)
Nothin' (Nada)
(Whoahhh)
But we won't (Mas não vamos)
Let it go (Desistir)
For nothin' (Por nada)
(No not for) (não para não)
Nothin' (Nada)
This should be (Isto deve ser)
Nothin' to a love (Nada para um amor)
Like what we got ( Tal como o que temos)
Ohhh, baby
Refrão
Oh baby this love (Oh baby este amor)
couldn't be perfect, (Não vai ser perfeito,)
(Perfect, perfect, oh oh) (Perfeito, perfeito, oh oh)
And just how good it's gonna be (E quão bom ele vai ser)
We can't fuss, and we can't fight (Nós podemos ficar nervosos, podemos brigar)
Long as everything (Contanto que tudo)
Allright between us... (Fique bem entre nós)
Before we go to sleep (Antes de irmos dormir)
Baby, we're gonna be... Happy (Querida, nós vamos ser... felizes)
Refrão
Ele ficou na sala, e eu fiquei fritando na cama, de um lado pro outro sem conseguir pegar no sono.
“O que farei Meu Deus!?” questionei-me. Eu não podia simplesmente dizer a ele ‘tudo bem Paul vamos viver esse amor então’! As coisas não eram simples assim. Existia o fantasma de Sam, e suas antigas promessas quebradas, eu não queria passar por aquilo tudo de novo. Será que ele não podia entender que eu não sou assim, do tipo que se joga em paixões inconseqüentes? Sim por que, era exatamente isso que ele estava me pedindo, que eu aceitasse o fato de que ele me amava e que eu também poderia vir a amá-lo e que tudo bem, assim que ele sofresse o maldito Imprinting ele daria palmadinhas nas minhas costas e diria “Ai? Foi mal Leah mais eu agora amo outra pessoa!”. Desculpe, mas eu realmente não estava a fim de nada disso. Uma vez fora o bastante pra mim.
“O que será que ele está fazendo? Será que saiu? E se eu fosse falar com ele?”, aquela história estava acabando comigo. “O que eu deveria fazer”?
Eu odiava ter criado aquela situação, odiava tê-lo magoado e ofendido, odiava realmente ter imposto aquela distância entre nós.
Sabê-lo ali tão perto e, não poder tocá-lo, não poder ver seus olhos ou ouvir seu riso, dormir sem ter seus braços a minha volta e sem sentir sua respiração regular soprando em meu rosto...
Depois de 2 horas, longas e torturantes remoendo esses pensamentos, chutei as cobertas irritada e fui atrás dele.
Abri a porta do quarto silenciosamente, encontrei-o deitado com as pernas jogadas sobre o braço do sofá. Um de seus braços estava sobre os olhos, ele respirava calmamente, talvez estivesse dormindo. Aproximei-me lentamente, ajoelhei ao lado do sofá e toquei a parte exposta do seu rosto com as pontas dos meus dedos.
Ele moveu o braço um pouco mais para cima, fitando-me surpreso e desconfiado.
- Venha para cama Paul. Esse sofá é pequeno demais pra você – dei a primeira desculpa que me veio a cabeça.
- Estou bem aqui, obrigado – falou ríspido, cobrindo os olhos de novo.
Eu vacilei nessa hora, mas estava determinada a consertar a merda que eu tinha feito.
- Mas eu não estou. Não consigo dormir se você não estiver comigo – larguei essa rezando pra que surtisse algum efeito.
Ele suspirou exasperado, jogou as pernas pra fora do sofá e se colocou de pé.
- Certo Leah, vamos dormir – e rumou para o quarto sem esperar por mim. Sorri interiormente vitoriosa.
Quando entrei no quarto ele estava deitado na mesma posição em que eu o havia encontrado momentos antes no sofá. Deslizei meu corpo sob as cobertas e fiquei ali quietinha, mantendo distância, com medo que, se eu o tocasse, ele levantasse e voltasse para a sala.
Depois de alguns minutos arrisquei falar.
- Paul? Você já está dormindo? – sussurrei.
- O que foi agora Leah? – ele respondeu depois de um tempo, remexendo-se inquieto ao meu lado.
Demorei a falar com medo da resposta que ele daria a minha próxima pergunta.
- Você acha que seria muito abuso meu pedir que você me abrace? – perguntei num fio de voz.
Ele respirou profundamente antes de virar-se para mim, os braços abertos para me receber.
- Vem cá! – ele convidou, sua voz era um misto de resignação e conformidade.
Aninhei-me no círculo dos seus braços suspirando contente.
- Obrigada! – falei verdadeiramente agradecida.
- De nada. Agora trate de dormir.
E foi exatamente o que eu fiz, depois de me aconchegar mais a ele. Ao menos por hora, eu podia me dar esse prazer... Não queria pensar no dia seguinte. Quando esse chegasse, aí sim eu pensaria no que fazer.
Notas finais
Bom fim de semana lindas!
Bjs,
Key
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