She Wolf

16 Capítulo 16 - REVENDO CONCEITOS E AMIGOS!


Notas iniciais
Olá meus amores!!
Me perdoem por não ter conseguido postar antes, mas é que estava com problemas na net! Eu pensei mesmo que não conseguiria postar esse fim de semana *choradesesperada* Ainda bem que reverti a situação!!!
Mas então nem vou me prolongar mto...sei que vcs querem mto ler então vamos lá...Nos falamos melhor no final ;)
Enjoy!!!

Eu já estava acorda, e a julgar pela respiração dele que batia em meu rosto, ele também estava. Imediatamente recordei a noite passada, meu coração apertou em meu peito, eu tinha que admitir pra mim mesma, o quanto gostava de estar com ele! Mas será que isso bastava para uma relação? Eu não tinha certeza se estava pronta pra muito mais que aquilo que tínhamos!

Resolvi encarar os fatos e ver no que ia dar. Se ele insistisse na conversa eu daria um jeito de contorna ou, em último caso, de fugir novamente.

Abri meus olhos devagar, ele encarava algum ponto acima da minha cabeça, perdido em seus próprios pensamentos. Uma de suas mãos brincava com uma mecha do meu cabelo, a outra estava pousada sobre minha cintura.

- Bom dia! – cumprimentei-o sorrindo levemente.

- O que vou fazer com você!? – ele disse, dirigindo a pergunta mais para si do que para mim, pousando seus olhos nos meus sem responder ao meu cumprimento.

Respirei fundo para acalmar meu coração aos saltos com a simples idéia de que ele poderia sim, optar por me deixar a qualquer momento. Eu precisava tirar aquilo da cabeça dele, ou da minha; já não sabia mais. Então, tomando coragem deixei minha mão escorregar dos músculos do seu peito até os da barriga lisa e tentadora, fitei-o determinada.

- Ora Paul, você sempre soube exatamente o que fazer... – E para que não houvesse dúvidas sobre do que eu estava falando, passei minha perna em torno da cintura dele, encaixando nossos quadris.

Seu corpo reagiu rápido a minha aproximação, ele tomou minha boca com desespero, sua mão apertou minha cintura me trazendo para mais junto dele, gemidos roucos fugiam entre nossos lábios, não saberia dizer quais eram dele e quais eram meus. Unimos nossos corpos saudosos, sedentos, desesperados. Tudo o que queríamos era saciar nossos desejos.

E assim foi. Quando Paul extravasou seu gozo dentro de mim, eu ainda não estava pronta, e ele sabia, por isso continuou a mover-se dentro de mim esperando, até que finalmente eu também alcançasse minha cota de prazer.

Ele me manteve ali, presa entre seus braços, seus lábios quentes acariciando meu ombro e a curva do meu pescoço. Meus dedos brincavam em seus cabelos. Assim, juntos daquele jeito, eu poderia apostar que ele, de fato, me pertencia. Sorri com o pensamento.

- Não pense que você vai se livrar fácil assim não mocinha! – ele disse assim que conseguiu controlar a respiração, imediatamente fiquei tensa, esperando que ele voltasse à carga sobre o assunto espinhoso da noite passada – Acredita mesmo que é só vir rebolando com esse seu corpinho bonito que o trouxa aqui vai cair é? – repreendeu-me fingindo-se zangado.

Eu respirei aliviada por ele ser a pessoa atenciosa que demonstrava ser. Antes de qualquer coisa, Paul tinha farejado meu medo. Por isso cedeu ao desejo e se permitiu brincar assim. Entrei na brincadeira de bom grado.

- E não vai? – perguntei me fazendo de desentendida.

- Vou! Mas você poderia ao menos fingir que não sabe disso! – falou fingindo-se ofendido.

Eu ri abraçando-o mais forte junto a mim.

- Tudo bem, temos um acordo sobre isso – falei séria – Eu vou me esforçar pra esquecer o quanto você é “facinho” e você vai fingir ser mais resistente aos meus encantos! – sugeri fazendo pose de “Fatal” que lhe arrancou uma gargalhada gostosa.

Ele me beijou forte, como se para me punir pelo que eu tinha dito, mas depois o beijo foi suavizando até tornar-se um leve roçar de lábios.

- Só preciso saber de mais uma coisa... – disse-lhe reticente.

- O quê? – perguntou curioso.

- O que teremos para o café da manhã? – perguntei docemente.

Ele me empurrou pra longe dos seus braços, fingindo indignação.

- Isso é demais. Primeiro ela abusa do meu corpo, agora explora minha boa vontade. Sinto-me usado! – ele disse isso puxando as cobertas até a altura do queixo para cobrir sua nudez, como se si sentisse ultrajado.

Eu ri até as lágrimas. Ainda rindo fui para o banheiro e gritei para ele do chuveiro:

- Não se esqueça de pedir minhas torradas! – alertei-o, rindo ainda.

Terminei meu banho quando ele se preparava para entrar, beijei-o de passagem para o quarto, me vesti fui pra sala esperar que trouxessem nosso café.

Eu estava de pé, na saca admirando o céu, quando o senti aproximar-se, ele me abraçou pelas costas, pousando as mãos em minha barriga, beijando o alto da minha cabeça.

- É nosso último dia aqui – senti a tristeza impregnar sua voz linda – Amanhã estaremos em casa, de volta a nossa realidade. – sua voz soou pesada.

- Eu sei – disse, suspirando, escorando meu corpo no dele e acariciando suas mãos – Sentirei falta disso – confessei.

Ele me virou de frente pra ele encarando meus olhos.

- Nós realmente precisamos ter aquela conversa antes de irmos – ele sentenciou – Eu preciso muito saber como será daqui pra frente – seus olhos cintilavam inquisitivos.

- Tem que ser agora? – perguntei nervosa.

- Não tem por que adiarmos isso Leah – ele me abraçou forte, me solto em seguida e me puxou para sentarmos no sofá, mantendo minha mão entre as suas.

- Uma vez você disse que tinha medo de me magoar. Lembra disso? – inquiriu calmamente.

Eu apenas assenti com a cabeça, em minha mente eu revi o dia do nosso primeiro encontro na gruta. Quando eu me abri para ele, era tão mais simples naquela época! Parecia que fazia tanto tempo já, no entanto se passaram apenas algumas semanas desde então.

- É esse medo que te impede de assumir nosso relacionamento? – perguntou cauteloso.

- É – admiti – E também o fato de não saber exatamente o que sinto por você – confessei.

Ele respirou fundo e balançou a cabeça em concordância.

- Você não gosta de mim o bastante para assumir um namoro é isso? – questionou-me.

Eu olhei diretamente em seus olhos antes de lhe dar uma resposta.

- Não Paul. Eu gosto demais de você e é isso que me assusta – falei sincera – Você mexe comigo de tantas maneiras diferentes que eu nem sei como expressar! Quando estou com você eu nem penso eu só... Deixo acontecer entende? – tentei explicar.

- E que problema há nisso? – perguntou confuso – Eu achei que você só não gostasse de mim, pelo menos não o suficiente para assumir um compromisso. Mas então você me diz que gosta e que é por isso mesmo que não quer nada comigo? Por favor, explique-se melhor – pediu agoniado.

- Eu gosto muito de você Paul! Muito mesmo, acredite – afirmei – Mas não quero sofrer de novo, não quero assumir isso agora e amanhã depois você vir a me deixar.

Ele virou-se pra mim, segurou meus ombros e cravou seus olhos nos meus.

- Eu estou completa e irremediavelmente apaixonado por você – ele pronunciou cada palavra com convicção – E não vou abandoná-la. Eu não sou ele Leah.

- Você não tem como ter certeza disso – falei mortificada – Você ainda pode sofrer o Imprinting – as lágrimas lutavam para cair dos meus olhos, e eu lutava para mantê-las presas.

Ele me soltou como se tivesse tomado um choque elétrico, como se só agora tivesse se dado conta do que éramos. Lobisomem é o que éramos, e como tal não tínhamos direito a escolhas. Ele levantou e começou a andar em círculos pela sala, as mãos fechadas em punhos rentes as laterais do seu corpo.

- Isso pode não acontecer nunca – ele grunhiu – É um fenômeno raro, você sabe disso – disse.

- Eu não sei – falei aparentando uma calma que eu estava longe de sentir – Só o que sei é que meu último relacionamento terminou por conta disso. E também sei que não estou disposta a passar por tudo isso novamente. Não quero ver as pessoas me olhando com pena, não quero sentir aquela dor imensa da perda. Prefiro morrer a ter que passar por tudo aquilo outra vez – disse resoluta.

Ele parou diante de mim, e me olhou como se estivesse me vendo pela primeira vez.

- Você acredita que eu permitiria que isso acontecesse? – perguntou raivoso – Você realmente acha que eu estaria aqui agora com você se eu acreditasse que lá fora existe outra pessoa a quem eu pudesse vir a amar como amo você? – seus olhos ardiam nos meus – Você não me conhece Leah. Você não sabe, nem faz a menor idéia do que eu enfrentaria para ter você pra mim.

Ele me ama! Ele me ama!”, isso era tudo no que eu conseguia pensar, perdida nos devaneios que aquelas simples palavras criavam em minha mente. Meu coração estava aos saltos, como se estivesse prestes a saltar do meu peito. Balancei a cabeça levemente para encontrar o foco da conversa novamente.

- Você não sabe o que está falando Paul – eu lhe disse tristonha – Sam também disse que me amava, nós fazíamos planos sabe? E num dia como outro qualquer BUM! Aconteceu Emily! E eu fui reduzida a uma lembrança amarga. E sabe todo aquele amor que ele dizia sentir? Era como se nunca tivesse existido – a magoa embargava a minha voz.

Ele ajoelhou-se diante de mim segurou meu rosto entre as mãos e fitou meus olhos.

- Até quando você irá se punir por isso? — perguntou – Você fala como se não fosse digna de ser amada! E eu lhe garanto que você é sim. E tudo que lhe peço é uma chance de poder te provar isso – ele implorou.

Eu fechei meus olhos com força, para poder pensar, por que quando eu deixava meus olhos ficarem presos aos dele eu me perdia. Abri-os lentamente, minutos depois, e o encarei.

- Você tem noção do que está me pedindo Paul? – questionei-o – Você está me pedindo para assumir uma relação, que nós sabemos que está fadado a terminar de uma hora para outra, sem mais nem menos. Você está pedindo que eu abra meu coração para você, que o deixe entrar em minha vida mesmo sabendo que existe a possibilidade de me largar a qualquer instante. Você acha que tenho forças para isso? Acha mesmo, que posso fazer isso comigo mesma? – as lágrimas venceram a batalha, e escorreram livres por meu rosto.

- Não tem que ser assim – ele disse resoluto – Podemos fazer dar certo. – sua confiança era tanta que me fazia crer na veracidade delas.

Ele tentou deter a torrente de lágrimas, secando-as com seus dedos, mas elas eram muitas. Ele sentou-se novamente no sofá, me puxou para seu colo e ficou me embalando, enquanto sussurrava palavras de alento. Algum tempo depois bateram á porta. Paul me colocou no sofá com delicadeza e foi atender, era o serviço de quarto com nosso café.

Fui pro banheiro, lavei meu rosto tentando recuperar o controle. Quando levantei os olhos encontrei os dele me fitando através do espelho. Tentei sorrir, mas tudo que consegui produzir foi uma careta, já ele não, me brindou com um sorriso lindo e abriu seus braços num convite claro.

Aconcheguei meu corpo ao dele, buscando refugio da dor que me perseguia, ali ela não poderia me alcançar. Eu estava segura com ele.

- Tenho uma proposta para fazer a você – ele disse calmamente, mantendo seus braços ao meu redor.

Ergui meu rosto para fitá-lo desconfiada.

- Faça – pedi curiosa.

- Você concordaria em conversarmos sobre nós com Sam? – ele inquiriu cauteloso.

- O que? – falei me afastando chocada – Você pirou se acha que irei falar com ele sobre esse assunto. Nem pensar – neguei veementemente.

- Leah só me escute está bem? – ele pediu colocando as mãos nos bolsos – Ele é o Lobo Alpha, é meu amigo, e você foi namorada dele. Ninguém poderia entender melhor a situação do que ele, você não acha? – ele explicou.

- Eu não devo satisfações a ele entendeu bem!? – falei rancorosa – E não quero a ajuda dele também. Principalmente sobre esse assunto – finalizei cruzando os braços raivosa.

- Você realmente não quer nem tentar ficar comigo é isso? – ele perguntou magoado – Desculpe por ter insistido, eu achei que você tivesse dito que gostava de mim.

Ele me deu as costas e voltou pra sala, sentou-se a mesa e começou a atacar a comida.

Pisquei várias vezes tentando desanuviar minha mente, eu era uma idiota mesmo, ele ali tentando de todo jeito me convencer do seu amor por mim e eu jogando tudo fora como se não valesse nada. “Burra, estúpida, idiota”, me xinguei mentalmente. Ele era muito melhor do que eu, pelo menos, ele admitia seus sentimentos, enquanto eu ficava ali, me achando esperta escondida em minha redoma. Aquilo tinha que acabar, eu precisava por fim aquele dilema. Engoli meu orgulho e fui até lá, parei diante da cadeira, de frente pra ele.

- Me desculpe – pedi aflita vendo-o me ignorar – Eu quero ficar com você, quero mesmo que isso dê certo então... O que eu estou tentando dizer é que, concordo com seu plano de falarmos com Sam assim que chegarmos a La Pusch. – despejei tudo de uma vez antes que me faltasse à coragem.

Ele ergueu-se tão rápido da cadeira que acabou derrubando-a sem nem se importar com isso, com apenas um passo ele me alcançou e me ergueu nos braços me enchendo a boca de beijos rápidos e leves, depois descansou a testa na minha me fitando carinhoso.

- Obrigada por confiar em mim Leah. Eu prometo fazer valer à pena – ele disse convicto.

- Eu sei que sim – eu lhe disse sorrindo, segurando seu rosto entre minhas mãos, olhei-o esperançosa e beijei-o profundamente.

Ele me colocou de volta no chão e sorriu contente. E isso bastou pra mim.

- Então vamos tomar nosso café – convidou animado– enquanto isso decidimos o que fazer em nosso último dia em Seattle – arrematou.

Sentei-me e comecei a me servir de suco e torradas, enquanto procurava me convencer de que eu tinha tomado a decisão mais acertada.

- Me diga o que você tem em mente para o dia de hoje? – questionei-o.

- Eu gostaria de ver Sara e sua família antes de voltar para casa – respondeu calmo.

- Oh! O.k. Sem problemas eu arranjo algo para fazer enquanto você estiver por lá – disse-lhe.

- Não, você não entendeu, eu quero que venha comigo – ele esclareceu sorrindo, acariciando minha mão.

- Não sei se é uma boa idéia Paul – falei insegura – Acho melhor deixar as coisas como estão, pelo menos até termos falado com Sam ok? – pedi nervosa. As coisas estavam indo rápido demais.

- Você não espera realmente que eu te deixe aqui sozinha não é? – ele perguntou incrédulo – Eu prometo me comportar, Sara não desconfiará de nada – disse fitando meus olhos esperançoso.

- E como você irá explicar a eles minha súbita aparição hein espertinho? – inquiri.

- Fácil! Antes de irmos vamos passar em um Shopping, quero comprar um presente para meu sobrinho, e direi a Sara que encontrei você lá, por caso, e a convidei para ir até a casa dela já que vocês sempre foram amigas – Ele conclui feliz.

Seu plano era tão simples, que me fez acreditar que daria certo. E também eu tinha que levar em consideração que eu estava muito curiosa para ver Sara e John como pais. Ponderei os prós e contras e achei que poderia encarar essa.

- Está bem, irei com você – me rendi – mas você terá que se comportar ok? – exigi.

Ele levantou-se parou atrás da cadeira onde eu ainda estava sentada e apoiou as mãos na mesa, inclinando-se sobre minhas costas.

- Eu juro que não farei isso – ele surrou em meu ouvido enquanto beijava meu pescoço causando-me uma onda de arrepios – nem isso – disse deslizando as mãos por meus braços me erguendo da cadeira – e muito menos isso – concluiu, selando nossos lábios num beijo pra lá de sensual.

Eu tive que me segurar nele pra não desfalecer ali mesmo, diante da fraqueza que se abateu em minhas pernas. Suspirei audivelmente quando ele interrompeu o beijo.

- Acho bom que você mantenha sua promessa ou, então seremos expulsos da casa da sua irmã por atentado violento ao pudor – alertei-o, brincalhona.

Ele riu vitorioso, aproveitando para me abraçar mais forte junto a ele.

Terminamos de nos aprontar e fomos às compras, que serviriam de álibi para minha visita inesperada a sua família.

Quando chegamos à casa da irmã dele, que ficava num bairro tranqüilo, já passava das 11:00 da manhã, eu ainda estava receosa, mas Paul me acalmou pegando minha mão e beijando-a dizendo que ficaria tudo bem. Sorri pra ele em concordância e saiamos do carro.

Foi John, marido de Sara, que atendeu a porta.

- E ai John! Tudo bem!? – saudou-o Paul alegremente estendendo-lhe a mão para cumprimentá-lo.

- Paul! Que bom vê-lo novamente – exclamou ele puxando Paul pela mão e lhe dando um abraço fraternal – Pensei que você tinha voltado para La Pusch sem nos fazer uma última visita – disse brincalhão.

E só então ele se deu conta da minha presença, eu permanecia meio encolhida atrás de Paul.

- Minha nossa!Que surpresa! É você mesma Leah?Quanto tempo! – disparou ele, me puxando para um abraço apertado dando-me as boas-vindas.

- Olá John. Realmente faz um tempão que não nos vemos! – disse-lhe sorrindo, retribuindo seu abraço com carinho.

Ele me soltou e virou-se para dentro da casa, me levanto com ele pela mão.

- Vamos entrem – convidou-nos – Sara querida, venha ver a surpresa que seu irmão nos trouxe – ele anunciou feliz, parando ao pé da escada que levava ao 2º andar da casa.

Pouco depois Sara surgiu no alto da escada, sorridente.

- Paul está aqui? – ela perguntou antes mesmo de descer – O que você trouxe pra mim?

- Veja você mesma – disse-lhe John, me colocando no campo de visão dela.

- Oh Meu Deus! Leah! Que surpresa maravilhosa – seu sorriso se abriu ainda mais, enquanto ela descia os degraus de dois em dois, vindo em minha direção e me abraçando apertado.

Eu havia me esquecido do quanto Sara era espontânea e bonita, com seus cabelos pretos, agora cortados na altura dos ombros, seus olhos amendoados e doces, que combinavam perfeitamente com seu sorriso fácil e cativante. Paul se parecia muito com ela fisicamente, só as personalidades eram distintas.

Devolvi seu abraço, feliz por ter aceitado o convite de Paul para estar ali, eu gostava muito da irmã dele e de John também, tínhamos sido amigos no colégio, muito embora eles estivessem dois anos na minha frente.

- Estou tão feliz em vê-la Sara. Parabéns aos dois pelo bebê – disse sorrindo para ambos – Paul me disse que é um menino encantador.

- Ah! Obrigada. Sim é um garotinho lindo e doce. Acabei de fazê-lo dormir, mas venha ver com seus próprios olhos, para depois não dizer que fiquei me gabando á toa – ela disse jocosa, enquanto aproveitava para beijar o irmão e em seguida arrastou nós dois pelas mãos até o quartinho, onde o bebê dormia.

No berço branco, havia um lindo garotinho de cabelos escuros e bochechas rosadas que ressonava tranqüilo, ficamos observando seu sono, eu pude ver nos olhos de Sara, John e Paul o orgulho latente por terem aquele anjinho na família. Saímos devagar para não despertá-lo, e fomos para sala, onde nos acomodamos nos sofás.

- Que bom revê-la Leah – disse Sara visivelmente feliz, sentada ao lado do marido – O que a trouxe a Seattle? – perguntou curiosa olhando para Paul e eu sentados lado a lado.

- Vim a trabalho. Volto hoje mesmo para Forks – disse-lhe sorrindo levemente.

- E como vocês se encontraram? – perguntou John curioso.

- Foi pura sorte, eu fui ao Shopping que fica próximo ao hotel onde estou hospedada e encontrei Paul vagando por lá – falei rapidamente, sem olhar pra ele.

- É, eu tinha ido comprar um presente para o pequeno Benjamim, e Graças a Deus cruzei com Leah, ela me ajudou a escolher, se ela não tivesse aparecido eu ainda estaria por lá, completamente perdido entre todas aquelas coisas. Nunca pensei que um bebê precisasse de todos aqueles trecos! – ele disse fingindo assombro, causando o riso do casal – Tome, espero que goste, foi Leah quem escolheu – ele disse passando para a irmã uma sacola com um embrulho.

Ela abriu o pacote curiosa, tirando de dentro dele um lindo macacão azul forrado, com um urso estampado nas costas.

- Oh! É lindo Paul. Obrigada – disse carinhosa, abraçando-o em agradecimento.

- E esse é meu. Uma pequena lembrancinha, já que vim sem ser convidada – eu disse tímida.

- Não seja boba, você não precisa de convite – ralhou ela brincando, abrindo o pacote que eu lhe entreguei, dentro havia um conjunto de touca, luvas, meias e sapatinhos, no mesmo tom azul do macacão que Paul acabará de lhe dar – Ahhh! Que fofo!Obrigada, veja John não é lindo? – ela disse alegre depositando os presentes nas mãos do marido. Ele sorriu com ela e nos agradeceu efusivamente.

- Vocês ficarão pro almoço. Fazemos questão! Certo John? – ela buscou a aprovação do marido, que a olhou carinhoso antes de balançar a cabeça afirmativamente.

- Por mim tudo bem, não sei se Leah poderá ficar... — disse Paul, me dando a chance de aceitar ou não o convite.

- Obrigada, eu aceito – disse-lhes contente.

- Ótimo!Então venha comigo, vamos deixar esses dois aí, enquanto colocamos o papo em dia pode ser? – e sem nem ao menos esperar minha resposta, já foi me arrastando pela mão em direção a cozinha.

Espiei sobre o ombro e vi Paul sorrir confiante, me encorajando a ir com ela, virando-se em seguida para a TV que John havia ligado, distraindo-se imediatamente com o jogo que passava.

Já na cozinha, Sara começou a perguntar sobre tudo e todos de La Pusch. Eu lhe dei todas as informações, e rimos juntas sobre alguns fatos que nunca mudavam por lá, mesmo com o correr dos anos. Notei que em momento algum, ela me perguntou sobre Sam, e fiquei grata por isso, ela já devia saber que nós já não estávamos mais juntos, e sendo a pessoa discreta que ela era, evitou o assunto. Assim como também não tocou na morte do meu pai, ela sabia o quanto isso me abalaria.

Aliás, descrição sempre foi seu ponto forte, foi isso que fez com que mantivéssemos nossa amizade ao longo dos anos. Pensando bem, Sara era a única amiga, fora minha mãe, que eu tinha.

Antes eu também considerava Emily minha amiga, mas depois dos fatos que nos atingiram, nossa amizade ficou seriamente abalada, na verdade, eu nunca mais a veria como amiga, isso estava claro pra mim. Havia até um falso boato de que eu seria Dama de Honra em seu casamento!

Isso, só poderia ter surgido nas rodas de fofocas da reserva, entre aquelas pessoas desocupadas que adoravam atormentar a vida dos outros. Eu jamais me rebaixaria a esse ponto, disso tenho plena consciência, eu podia ser obrigada a vê-los juntos todos os dias, mas dizer que os tinha perdoado seria exigir um pouco demais de mim.

Terminamos de preparar o almoço entre risos, e enquanto Sara punha a mesa eu fui até a sala chamar os rapazes, mal tínhamos começado a comer quando fomos surpreendidos por um choro vindo da babá eletrônica que estava sobre o balcão.

Sara e John olharam-se alertas antes de dizerem ao mesmo tempo.

- É sua vez! – falaram juntos apontando de um para o outro, depois sorriram cúmplices.

- Tudo bem, eu vou – disse Sara levantando-se e fingindo-se derrotada.

Pouco depois ela retornou, com o filho choroso nos abraços, murmurando amorosa, tentando acalmá-lo.

- Olhe Benjamim, você tem visitas. Diga olá ao tio Paul — falou pegando a pequena mãozinha do filho e acenando com ela para um Paul sorridente.

Ele ergue-se e pôs-se do lado da irmã, fitando orgulhoso o sobrinho.

- Como você está carinha? – disse suavemente, passando os dedos delicadamente pelos cabelos do menino, que ainda choramingava inquieto.

- E essa é Leah, amiga da mamãe e do papai – disse Sara aproximando-se de onde eu estava.

Eu sorri para ela e levantei para poder ver melhor o garoto, que se debatia agitado em seus braços, quando mirei aqueles olhinhos escuros e lacrimejantes fiquei encantada. Toquei sua mãozinha e imediatamente senti meu dedo ser agarrado por dedinhos gorduchos e fortes. Olhei em volta e todos me brindaram com sorrisos. Fiquei maravilhada, diante daquela criaturinha linda.

- Posso segurá-lo um pouquinho? – pedi timidamente.

- Lógico que sim, mas, você não prefere terminar de almoçar? – questionou-me.

- Não, tudo bem, eu tomei café tarde hoje, não estou com muita fome – falei rápida, já estendendo meus braços para recebê-lo.

Ela o passou para mim, cautelosamente e, quase que imediatamente ele se acalmou, seu choro cessou, e seus olhinhos curiosos ficaram me analisando.

- Ele gostou de você! – afirmou John surpreso – Normalmente ele leva mais tempo antes de parar de reclamar. E ainda assim, só Sara consegue essa façanha, depois de enchê-lo de mimos.

- É verdade – confirmou ela – Sempre que acorda de sua soneca matinal Ben faz questão de nos lembrar que tem ótimos pulmões. Chora que é uma beleza – concluiu divertida.

Todos riram, e depois me concentrei tão integralmente naquela coisinha fofa em meus braços que nem vi o tempo passar. Eles terminaram de almoçar entre risos e conversas sobre como serem pais era padecer no paraíso.

Paul aproximou sua cadeira da minha, debruçou sobre meu ombro pegando os dedinhos de Ben que brincavam alegres com uma mecha dos meus cabelos, antes de se oferecer para pegá-lo, afim de que eu pudesse finalmente almoçar.

- Não tudo bem. Estou sem fome – disse-lhe sorrindo.

- Você sabe que terá que devolvê-lo aos pais daqui a pouco né? – alertou-me divertido, causando risos em todos nós.

- Ah Paul, não seja chato. Só estou curtindo um pouquinho. Mas tudo bem, sei que você está louco para segurá-lo – disse-lhe, passando Benjamim, para seus braços advertindo-o para tomar cuidado.

Ele revirou os olhos reclamando chateado.

- Por que todos acham que vou fazer algo de errado, quando me dão um bebê pra segurar?

- Não é nada pessoal Paul – acalmou-o John – Deve ser o tal do instinto materno falando. Sara também sempre tem mil recomendações para mim antes de me deixar pegá-lo – concluiu.

Nós trocamos um olhar cúmplice enquanto observávamos Paul conversar com a criança.

- Então garotão!? Quando você irá a La Pusch visitar seus avôs hein? – murmurava, enquanto Ben o olhava distraído – Você sabia que eles prepararam um quarto só pra você? – informou.

Enquanto ele mantinha esse “diálogo”, aproveitei para observá-lo mais atentamente. Eu nunca antes, tinha-o visto numa cena tão doméstica. Pude ver o quanto ele era amoroso, o carinho com que ele se dirigia a irmã, o respeito que ele tinha pelo cunhado, e todo o amor que irradiava de seus olhos quando fitava a criança em seus braços.

Paul seria um ótimo pai, e com certeza seria um excelente marido também. Não pude evitar ter inveja da mulher que lhe daria a alegria de ser pai um dia, com certeza não seria eu, já que bebês estavam fora de questão pra mim.

Até aquele momento eu não tinha parado para pensar seriamente sobre o assunto, mas agora, ali, vendo-os felizes diante do pequenino bebê, senti um aperto no peito e um vazio tão grande dentro de mim que mal pude disfarçar. Mexi-me inquieta na cadeira, Paul olhou para mim, com a testa franzida, pressentindo algo.

- Não fique triste Leah, eu a deixarei segurá-lo mais um pouco ok!? – ele brincou, tentando distrair a dor, que com certeza percebeu em mim.

Sorri tentando transparecer descontração.

- È bom mesmo. Até por que daqui a pouco você vai acabar afogando o menino de tanto babar em cima dele – brinquei, procurando sorrir para tranqüilizá-lo.

Todos riram descontraindo-se e Sara acabou pegando o filho, para trocar suas fraldas e amamentá-lo, ele acabou por adormecer novamente, depois de devidamente limpo e alimentado.

Ainda ficamos jogando conversa fora por mais uma hora, até que Paul lembrou-os de que tínhamos que ir.

- Então minha irmãzinha, preciso ir embora. Meu ônibus parte daqui a pouco. Ainda tenho que passar na casa do meu amigo para pegar minhas coisas e me despedir antes de partir – disse.

- Ah Paul! Vou morrer de saudades de você! – ela lamentou-se chorosa abraçando-o.

Ele me olhou significativamente sobre a cabeça da irmã pousada em seu peito.

- Bem pessoal, eu também preciso ir – informei-os – Se você quiser posso lhe dar carona – ofereci a Paul, ficando ruborizada diante da farsa que montamos para sua família.

- Seria ótimo. Eu agradeço – ele disse sério.

- Por favor, Leah, prometa que você virá me ver mais vezes! – pediu Sara me abraçando tão forte quanto tinha feito com o irmão – Mande lembranças nossas a Sue e Seth – disse sorrindo.

- Mandarei sim. Obrigada por me receber e pelo almoço. Fiquei muito feliz em revê-los e mais uma vez parabéns pelo filhote, ele é lindo – disse-lhe sincera – Fiquem bem e, quando forem a La Pusch me procurem certo? – pedi.

- Pode deixar, iremos sim – Confirmou John me abraçando.

Eles nos levaram até lá fora, com mil recomendações e saudades, nos despedimos deles finalmente, e voltamos ao hotel em silêncio. Estava mais do que na hora de voltarmos pra casa.

Notas finais
E aí, gostaram?? Era o que vocês esperavam? Será que consegui satisfazer (pelo menos um pouquinho) a vontade de vocês de os verem se declarando?? Ahhhh...tenho que dizer que eu AMO ESSE CASAL *prontofalei*.hihihi.
Agora a expectativa gira em torno da volta pra casa...Como será isso hein?? Será que Sam aceitará essa história na boa?? Será que nosso jovem casal enfrentará problemas por conta do romance que estão vivendo?? Bom, pra saberem disso vocês terão que continuar acompanhando SHE WOLF!!! *.*
Quero agradecer por todas as recomendações e novas leitoras e por todos os comentários e votos de Fiquem Juntos Paul e Leah que vocês me deram ok?? Obrigadíssima mesmo!! Agora corram pra caixa de coments e deixem seus recadinhos pra mim!! Hihihihihihi.
Bjs, K.