She Will Be Loved - Harry e Hermione
12 Capítulo 12 - Horcruxes
Notas iniciais
Até as notas finais ^-^
Capitulo Doze
POV Harry
Eu, Rony e Mione estávamos sentados um pouco mais afastados perto da escada, os dois conversavam sobre os testes finais de aparatação que seriam hoje a tarde. Enquanto eu ficava pensando sobre tudo o que havia ocorrido ontem à noite, não havia sido um dia de todo ruim afinal...
Quando voltei da sala de Dumbledore, escutei alguém me chamar, me virei e encontrei a dona dos olhos cor de mel que não saiam mais de minha mente.
_Harry, preciso falar com você sobre nós.
_Fale então, eu disse com meus olhos brilhando.
_Olha eu não sei o que sinto por você...
Meu sorriso se desmanchou nessa hora.
_Não fique triste, eu ainda quero ser sua amiga, e acho que posso aprender a amar você Harry, só preciso de mais tempo...
Não pude deixar de abraçar Hermione bem forte. Quando ouvi essa ultima frase fui ocupado por uma pontada de esperança de que talvez ela pudesse realmente sentir algo por mim.
_ Não é a Lilá? – Pergunta Hermione me tirando de meus profundos devaneios.
_ Ah, bom, exclamou Rony relaxando.
_Harry Potter? — perguntou a garota. _Me pediram para lhe entregar isso.
_Obrigado...
Me senti apreensivo ao receber o rolinho de pergaminho. Quando Lilá se distanciou, comentei.
_Dumbledore disse que não teríamos mais aulas até eu conseguir a lembrança!
_Talvez ele queira saber como você está indo? — arriscou Hermione, enquanto eu desenrolava o pergaminho. Mas, em vez da letra longa, fina e inclinada de Dumbledore, me deparei com uma caligrafia irregular e espalhada, muito difícil de ler devido à presença de
grandes borrões nos lugares em que a tinta escorrera.
Caros Harry, Rony e Hermione,
Aragogue morreu ontem à noite. Harry e Rony, vocês o conheceram, e sabem como ele era especial. Hermione, eu sei que você teria gostado dele. Significaria muito para mim se vocês dessem uma passada aqui mais tarde para o enterro. Pretendo fazer isso ao crepúsculo, que era a hora do dia que ele mais gostava. Sei que é proibido saírem tão tarde, mas podem usar a Capa. Eu não pediria se pudesse enfrentar esse momento sozinho.
Hagrid.
_ Dá uma olhada nisso — disse, entregando o bilhete a Hermione.
_ Ah, pelo amor de Merlin — Disse Mione, correndo os olhos pelo bilhete e passando-o a Rony, que o leu com uma expressão de crescente incredulidade.
_Ele é maluco! — exclamou furioso. — Aquela coisa mandou a turma dele nos devorar! Disse para se servirem! E agora Hagrid espera que a gente vá lá embaixo chorar por aquele defunto peludo!
_E não é só isso — acrescentou Hermione. — Ele está nos pedindo para sair do castelo à noite, sabendo que a segurança está mil vezes mais rigorosa e que nos meteríamos era uma baita encrenca se fôssemos apanhados.
_Já descemos para ver Hagrid à noite antes — Disse lembrando de nosso anos anteriores.
_ Mas por um motivo desses? — replicou Hermione. —Já nos arriscamos muito para ajudar o Hagrid, afinal o Aragogue morreu. Se fosse uma questão de salvar a vida dele...
_ Eu teria ainda menos vontade de ir — interpôs Rony com firmeza. — Você não o conheceu, Hermione. Pode acreditar morto ele deve estar bem melhor.
Eu recolhi o bilhete e olhei para os borrões de tinta. Sem dúvida, tinham caído lágrimas no pergaminho, grossas e sucessivas...
_ Harry, você não pode estar pensando em ir — falou Hermione. — Não tem o menor sentido pegar uma detenção por uma coisa dessas.
Eu suspirei
_ É, sei disso. Presumo que o Hagrid vá ter de enterrar Aragogue sem a nossa presença.
_ Vai — disse Hermione aliviada. — Olhem, a aula de Poções vai estar quase vazia hoje à tarde, todos estaremos fazendo os testes... Aproveite para amaciar o Slughorn um pouco!
_ Sorte na quinquagésima sétima vez, é isso? — perguntei amargurado, lembrando minhas tentativas fracassadas em busca a memória...
_ Sorte — exclamou Rony de repente. — Harry, é isso aí, mude a sorte!
_ Como assim?
_ Use a sua poção da sorte!
_ Rony, é isso... Isso aí! — concordou Hermione, com voz de espanto. — Claro! Por que não pensei nisso antes?
Eu encarei os dois boquiaberto.
_ Felix Felicis, completei a linha de pensamento. Eu a havia ganhado na aula de poções por fazer a poção Morto Vivo, perfeitamente, claro que com a ajuda do Príncipe Mestiço.
***
Já estava para ser o crepúsculo, a hora que séria o enterro de Aragogue, Rony e Mione já haviam feito o teste final de aparatação. Hermione como sempre havia passado com mérito, já Rony foi reprovado, pois esqueceu a sobrancelha para trás.
Eu tirei do fundo do malão as meias enroladas e apanhei o minúsculo frasco cintilante e dourado.
_ Bom, lá vai — eu disse, erguendo o frasquinho e tomando uma dose cuidadosamente medida.
_ Qual é a sensação? — cochichou Hermione.
Eu não respondi logo. Então, gradual, mas inegavelmente, a sensação de euforia em que tudo é possível me invadiu; sentiu que poderia fazer qualquer coisa, qualquer coisa no mundo... E extrair a lembrança de Slughorn pareceu de repente não apenas possível, mas decididamente fácil...
Eu me levantei sorrindo, transbordando confiança.
_ Excelente. Realmente excelente. Certo... Vou até a cabana do Hagrid.
_ Quê? — exclamaram Rony e Hermione, perplexos.
_ Não, Harry, você tem de ir ver o Slughorn, lembra? — disse Hermione.
_ Não , respondi seguro. — Vou à cabana do Hagrid, este pensamento produz em mim uma sensação boa.
_ Pensar em enterrar uma aranha gigante produz em você uma sensação boa? — perguntou Rony estarrecido.
_ Produz — respondi tirando a Capa da Invisibilidade da mochila. — Sinto que é o lugar onde devo estar hoje à noite, entendem o que quero dizer?
Eu estava em conflito comigo mesmo, uma parte de mim insistia em fazer o certo e conseguir a memória, enquanto a outra sussurrava para que eu usasse a sorte a meu favor e falasse com Hermione.
Mas eu resolvi que no momento eu precisava conseguir a memória com professor Slughorn, então segui para a Cabana de Hagrid com a sensação de que hoje tudo daria certo.
***
Eu havia conseguido sair do castelo sem que ninguém me visse e encontrado professor Slughorn nas estufas, e o convencido a ir comigo ao enterro de Aragogue. Realmente a Felix Felicis dava muita sorte.
Depois do enterro, Hagrid e Professor Slughorn haviam bebido demais. Os roncos trovejantes de Hagrid ecoavam pela cabana. Eu encarava sem vacilar os olhos lacrimosos de Slughorn. O professor de Poções parecia incapaz de desviar o olhar.
_Não diga isso — sussurrou ele. — Não é uma questão... Se fosse para ajudá-lo, é claro... mas não vai adiantar nada...
_ Vai — Eu disse em voz alta e clara. — Dumbledore precisa de informações. Eu preciso de informações.
Eu sabia que estava seguro, a Felix me dizia que o professor não lembraria nada pela manhã. Olhando direto nos olhos de Slughorn, eu me inclinei ligeiramente para ele.
_ Eu sou o Eleito. Tenho de matá-lo. Preciso daquela lembrança.
Slughorn ficou mais pálido que nunca; o suor brilhava em sua testa lisa.
_ Você é o Eleito?
_ Claro que sou — respondi calmamente.
_ Mas então... meu caro rapaz... você está me pedindo muito... você está me pedindo, de fato, que o ajude em sua tentativa de destruir...
_ O senhor não quer se livrar do bruxo que matou Lílian Evans, minha mãe, sua melhor aluna?
_ Harry, Harry, claro que quero, mas...
_ O senhor tem medo que ele descubra que me ajudou? Slughorn não respondeu, estava aterrorizado.
_ Seja corajoso como a minha mãe, professor...
Slughorn ergueu a mão gorducha e levou os dedos trêmulos à boca, por um instante pareceu um bebê que crescera demais.
_ Não me orgulho — sussurrou ele entre os dedos. — Tenho vergonha do que... do que aquela lembrança mostra... acho que eu talvez tenha causado um grande estrago naquele dia...
_ O senhor compensaria o que fez me entregando aquela lembrança. Seria um ato de grande coragem e nobreza.
Hagrid, adormecido, se mexeu e continuou a roncar. Eu e Slughorn nos olhávamos fixamente por cima da vela gotejante. Fez-se um silêncio extremamente longo, mas a Felix Felicis me dizia que não o quebrasse, que aguardasse.
Então, muito lentamente, Slughorn levou a mão ao bolso e puxou sua varinha. Enfiou a outra mão por dentro da capa e tirou um frasquinho vazio. Ainda sustentando o olhar de em mim, Slughorn tocou a têmpora com a ponta da varinha e retirou-a, fazendo com que o longo fio prateado de lembrança saísse, também, preso na ponta da varinha. A lembrança foi se esticando, se esticando, até partir, e balançar luminosa e prateada da varinha. O professor colocou-a no frasco onde ela se enroscou, depois se expandiu espiralando como um gás. Ele arrolhou o vidro com a mão trêmula e passou-o por cima da mesa para mim.
_ Muito obrigado, professor.
_ Você é um bom rapaz — disse Slughorn, com as lágrimas escorrendo pelas bochechas gordas e entrando em seus bigodes de leão-marinho. — E você tem os olhos dela... só não pense muito mal de mim depois que vir...
E ele também descansou a cabeça sobre os braços, deu um profundo suspiro e adormeceu.
***
Depois de vermos a lembrança verdadeira sobre as Horcruxes, Dumbledore tinha absoluta certeza de que Voldemort não havia dividido a alma dele em apenas uma parte.
Tá agora eu realmente estava começando a ficar assustado, se fosse uma ou duas Horcruxes tudo bem, mas SETE...
Notas finais
Bom, o próximo capitulo vai ser centrado no nosso loiro platinado, quem chutou Draco Malfoy ganhou um sapo de chocolate ^-^!
Então comentem e me digam o que acharam, porque de 61 leitoras bem menos que a metade comentam, isso me desanima um pouco,mas agradeço as fofoletes que sempre comentam e recomendam a fic (rimo kkkkk'). Mas por favor comentem nem que for um Oi! Me gusta ois!
Bom até semana que vem, e se tiver um pouco de tempo prometo tentar postar quarta ou quinta, caso contrário só sábado que vem!
Bom fuii,
Beijinhos*
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