Notas iniciais
Hey! Como estão? Sua escritora linda e maravilhosa (só que não) está aqui! Espero que gostem!

"Muitas vezes o que procuramos está bem mais perto do que imaginamos."

P.O.V Ellena:
Ah o Bryan podia ter me dito que não eram dois agentes e sim três!
Deus sabe lá o que Edward vai fazer com eles?
E o que ele quer?

Mas Bryan... ele tá escondendo alguma coisa.
Ele não botou alguma coisa nesse relatório... eu sei disso.
E vou descobrir o que.

Saí de meu quarto e fui para a cozinha.
Só havia comido aquelas barrinhas de cereais e mais nada.
Então abri a geladeira tentando achar alguma coisa.
E olha só! Havia um último pedaço de torta de morango que a minha irmã fez.

Peguei a torta e um copo de suco,me joguei no sofá e liguei a TV.
Filmes,séries, noticiários...
Escolhi por em um filme qualquer.

Beberiquei o suco e meu celular vibrou no bolso.
Mensagem.

"Olá querida! Faz tempo não?
Tenho um trabalho para você.
Se quiser claro.
E."

Edward. Sabia que iria me procurar mais cedo ou mais tarde.

E pelo visto foi mais cedo.

Cliquei em responder.

"Depende do trabalho.
Do que se trata dessa vez?"

E sim! É assim que falo com esse... ah nem vou falar o que ele é...

"Três agentes que precisam ser interrogados e me dar respostas.
Mas já devem ter mais uns... dois a caminho.
O que acha?"

Mais dois? O que o Bryan tem na cabeça para mandar mais dois agentes para lá?
Será que foi ele que mandou?

"Nos encontramos aonde?"

Respondi,para ele eu sou uma garota violenta porém charmosa. Que por acaso é uma meia verdade.
Mas meu disfarce é uma digamos que caçadora de recompensas que é sócia dele e que se não quiser não faz nada.

"Se lembra do endereço antigo?"

Ah ele não muda mesmo!

"Que seja! Estarei aí as 17:00 hs."

Acaba de dar 10:30 AM.
Vou dar uma passada na agência para saber que história é essa de mandar mais dois agentes.

Dei a última garfada na torta que já não existia e tomei o resto do suco.
Como voltaria rápido apenas fechei a porta e peguei minha moto.

Cheguei rapidamente ao prédio e entrei.
Apenas dei um aceno de cabeça para a secretária e fui para o elevador.

15° andar.
Central de Investigações Americanas.
Ou C.I.A. se preferir.

Fui em direção a sala de Bryan e entrei sem bater.
Ele já conhece meu jeito de agir então pra que fingir?

– Ah é você... existe porta por um certo motivo sabe? — Se assustou com minha entrada repentina.
– Quando eu ligar para isso eu aviso,agora a única coisa que quero saber é o que você tem na cabeça pra mandar mais dois agentes atrás do Edward. — Me apoiei em sua mesa o encarando.
– O que? Eu não mandei mais nenhum agente pra essa operação. Apenas você. — Disse franzindo as sobrancelhas.
– Então temos dois agentes independentes aqui! Edward me mandou a mensagem que eu esperava e me solicitou para "cuidar" dos agentes que ele pegou e me disse que tinham mais dois a caminho. Ele os capturou também! — Disse e me sentei na poltrona preta de couro em frente a sua mesa.
– Será que dá para se acalmar? São apenas mais dois! Sei que vai fazer um bom trabalho como sempre. Confio em você. — Disse calmamente e eu suspirei.
– Odeio quando você fala assim tão calmo em uma situação dessas. — Revirei os olhos.- ele pode estar fazendo de tudo com eles agora,ainda acho que devíamos prender logo ele e acabar com isso. — Disse e Cruzei os braços.
– Você sabe o porque de não termos prendido ele ainda. Ele pode ter aliados,traficantes e muitos contatos com outras máfias,não podemos perder o contato com tudo ainda. — Disse e se levantou vindo a minha frente se sentando na mesa.- Marcou com ele ainda hoje? — Perguntou.
– Sim,hoje as 17:00 hrs. Mas porque não me disse que eram três agentes e não dois? — Perguntei o olhando.
– recebi a informação errada quando falei com você,então mandei o certo pelo relatório. Ainda não entendo a sua rixa com o Edward,tá que ele é o bandido mais violento e procurado pela C.I.A. mas não entendo. — Disse me olhando com aqueles olhinhos azuis fofos.
– Tenho meus motivos Bryan... quem sabe um dia eu te diga... mas é melhor manter o mistério por enquanto. — Disse.
– Fique a vontade. — Disse e suspirou alto.
– Como foi ontem com a ruivinha maluca? — Perguntei com um sorriso divertido nos lábios e ele revirou os olhos.
– Nem pergunte. Ela é chamada assim com motivos... — Jogou a cabeça para trás.- Você acredita que ela me mordeu? — Me olhou.
– Jura? Aonde? — Perguntei curiosa.
– No ombro, quando fui buscar ela eu fiquei de costas para o prédio dela e levei o susto de ter dentes no meu ombro e ela rindo igual ao coringa. — Disse e eu tentei me segurar para não rir.

Mas não deu certo,dois segundos depois eu estava gargalhando sem parar e ele apenas revirava os olhos nas orbitas.

– Tudo bem... não... foi tão... mal assim... — Disse me recuperando do ataque de riso.
– Pense o que quiser. — Disse olhando para a parede.
– Você ainda não esqueceu daquilo né? — Abaixei o rosto.
– Foi um acidente... como você disse... — Disse e suspirou.- Apesar de tudo não sei se vou esquecer.
– Bryan! Você tem que esquecer! Não é questão de querer ou conseguir,é questão ter que esquecer! — Disse me levantando.
– Vou fazer o possível. — Disse somente.

Revirei os olhos e saí de sua sala batendo a porta forte.
Passei a mão em meus cabelos e saí de lá. Fui para casa.

Eu simplesmente odeio quando ele se faz de difícil,eu falo o mais irritada possível com ele e o mesmo me responde mais calmo que nunca.
Gente calma assim tem problemas mentais.
Dessa vez minha irmã estava em casa.
Mais precisamente na cozinha. Fazendo o que mais gosta.
Cozinhar.

Ela faz faculdade de gastronomia e está se saindo muito bem.
No início ela queimava uma receita ou outra... Mas agora está bem melhor.

Deixei minha mochila em cima do sofá e rumei para a cozinha.

– Apenas me diga qual a receita e se preciso chamar os bombeiros caso você queime tudo. — Disse passando pela porta para a cozinha.
– Torta de maçã com cravo e canela,e acho que você exagera muito. — Disse abrindo a massa na bancada.
– So estou me prevenindo de uma morte eminente. — Disse e fui em direção a geladeira.
– Dramática! Devia fazer faculdade de artes cênicas e não de desenho. — Disse botando mais farinha na massa.
– Não sei se percebeu mas ainda falta um ano para eu fazer faculdade. E prefiro mil vezes desenhar do que atuar. — Disse pegando o suco de laranja e pondo em um copo.
– Tanto faz. — Disse.- Faz uma coisa para mim? — Me olhou.
– Depende. Fala o que?
– Corta duas maçãs em cubos pra mim. — Disse me estendendo uma tabua e uma faca.
– Só faço isso porque to sem nada pra fazer.- Peguei as coisas e sentei na bancada. Peguei duas maçãs e comecei a descascar.
– Soube que não teve aula hoje,tava aonde? — Perguntou vendo que o silêncio iria reinar na cozinha.
– Fui passear um pouco pela cidade,a casa tava muito vazia e silenciosa. — Disse ainda consentrada nas maçãs.
– Você lembra muito o papai. — Disse e deu um riso abafado.
– Vocês sempre falam isso... eu apenas não entendo o porque. — Disse e finalmente a olhei. Ela ainda amassava e esticava a massa na bancada.
– Sei la,o seu jeito independente,seu jeito irônico de ser e a sua habilidade de fazer desenhos incríveis... — Disse e pegou uma forma redonda funda.
– Meus desenhos não chegam aos pés dos do papai,ele era muito talentoso. — Disse sorrindo involuntariamente.
– Mas a sua animação em desenhar é idêntica a dele. Tenho certeza que ele teria muito orgulho de você mana.
– E de você também! Por não deixar a mamãe por fogo na casa tentando cozinhar. — Disse e nós duas rimos.
– Sei que sentiu a morte dele como ninguém,mas tem que lembrar de que ele não gostaria de te ver sofrendo por isso,gostaria de te ver superando isso! — Disse espalhando a massa na forma.
– É o que vou fazer... — Disse e terminei de cortar o último pedaço de maçã.- Aqui. — Dei um pote com os cubos da maçã a ela.- Vou subir tá? — Perguntei já descendo da banqueta que me sentei e ela apenas acentiu me olhando.

Saí da cozinha e subi as escadas de cabeça baixa.

Falar de meu pai me derruba como se jogassem quilos e quilos de pedras em cima de mim e eu tivesse que pegar elas nas costas.

Não fico assim por sua morte,isso eu já superei.
Mas sim pelo modo.

Sim eu sei o modo como ele... se foi.
Não falo disso com ninguém,e até então isso não me incomodava como o faz agora.
Mas isso não vai ficar assim.

Fechei a porta e peguei o relatório novamente.
"Três agentes capturados. Blá blá blá... suspeito visto com armas e carro possivelmente roubados... blá blá blá... visto com dois suspeitos de serem capangas recém contratados."

Capangas? Há! Ele está inovando seu modo de agir! Geralmente ele "trabalha sozinho".
Ele disse para mim que o último parceiro que teve acabou no fundo do mar e o culpado era ele por o empurrar e atirar na água.

Fechei a pasta e fui até o closet.
Peguei uma calça jeans preta,uma regata branca com pequenos brilhos prateados,minhas botas pretas de salto e minha jaqueta de couro.

Botei tudo em cima da cama e fui para o banheiro.
Tomei um longo banho quente para esquecer o assunto que a rondava sem dó. O modo de como "ele" se foi.
Balancei a cabeça e passei os dedos em meus cabelos molhados.

Cabelos negros como os dele,também peguei a pele branca de sua aparência e segundo minha mãe o sorriso dele também.

Sorri e desliguei o chuveiro,me enrolei em uma toalha e saí secando meu cabelo com outra.

Vesti as roupas e terminei de secar meu cabelo,fiz uma maquiagem básica passando lápis preto de leve em meus olhos e rímel também.

Passei um leve gloss nos lábios e peguei meu celular.
Olhei as horas e parece que o tempo passou voando. Já são 16:30 PM.

Viu como sou desligada? Desci as escadas e fui a cozinha.
– Vou sair tá? — Disse entrando.
– Ta bom. Vai voltar ainda hoje? — Perguntou e vi que ela limpava o fogão.
– Vou sim,mas vou demorar. — Disse e mandei um beijo no ar.- Tchau!
– Tchau se cuida! — Disse e eu sorri saindo da cozinha.

Peguei o carro pois não se vive só de moto né? Dirigi até o endereço de antes.
Que não é um endereço exatamente. É mais um galpão abandonado que fica escondido no meio do nada.

Mas em fim. Dirijo até lá por um caminho que descobri em uma estrada meio pavimentada.

Paro em frente a porta de metal do local e respiro fundo.
Saí do carro e a vi abrir lentamente.

Olho para seu rosto e ele sorri como sempre,um sorriso divertido misturado com falsidade.
Sorrio sínica e ele faz um gesto para mim me convidando para entrar.
Apenas caminho em direção ao portão e entro.
– Bom garotos,conheçam a pessoa que eu havia falado! — Disse e finalmente olho para a frente.

Cinco cadeiras e cinco agentes presos a elas. Mas eu os conheço.
Quer dizer conheço esses rostos.

Não pode ser

Notas finais
Então? Mereço pelo menos um comentário? Digam que sim! O que acharam do suspence? Quem acham que são os "agentes"? Bom,é só isso por hoje. Comentem! Beijos Rusher!!! ;*