She Has No Idea...
3 Segredos Revelados ou não
Notas iniciais
Olhei fundo em seus olhos e vi que estavam tão surpresos quanto eu,porém apenas fingi indiferença.
Olhei para Edward e levantei uma sobrancelha.
– Sabe qual é o esquema. O que quer saber deles? — Pus uma mão na cintura e o encarei.
– De que agência são e porque estavam rondando minha área. Coisa normal. — Disse e revirei os olhos sorrindo.
– Tudo bem. — Caminhei até eles,podia ouvir o barulho dos saltos das botas batendo no chão ecoando pelo galpão.- Vou falar apenas uma vez. Trabalho da seguinte forma: Vocês me dizem o que quero e saem daqui com poucos machucados e ferimentos. — Parei em frente a eles.- Mas caso o contrario. Pode ser que não saiam daqui. — Disse sem demonstrar qualquer emoção.
Olhei para o rosto serio de um deles,o topete que costuma usar está bagunçado e vejo uma mancha no braço de sua jaqueta.
– Atirou naquele ali? — Apontei sem olhar para Edward.
– Na verdade foi o meu capanga,quando os pegaram ele tentou pegar a arma dele e ela disparou.
– Devia demitir esse idiota. — Murmurei e o ouvi rir.
Caminhei até ele e levantei seu rosto.
Seu olhar mostrava raiva e talvez um pouco de decepção.
– Parece que temos alguém corajoso aqui. — Disse e ele olhou para algo atrás de mim. Revirei os olhos.- Já pode se retirar Edward. — Disse e ouvi seus passos se afastando.
– Faça o que quiser,não vou falar nada! — Rosnou e eu sorri.
– É com isso que estou contando. — Soltei seu rosto e caminhei até a frente deles novamente.
Olhei para o loiro de olhos verdes penetrantes e caminhei até ele.
Logan olhou alertado para mim.
– Parece que o seu amigo não tem medo do que pode acontecer com ele... vamos ver se isso acontece com você? — Segurei seus cabelos e puxei sua cabeça para cima.- Seria uma real pena se algo acontecesse com esse rostinho não? — Disse e o soltei.
– Faça o que quiser,mas comigo! Eu falo,mas não mexa com eles. — Disse e me virei. O que ele tá fazendo?
– Esperto porém burro,confuso não? — Disse revirando os olhos. Olhei para o nada por um segundo. — Que barulho foi esse? — Disse e olhei para o capanga que estava no canto vendo a situação.
– Vou dar uma olhada. — Disse e saiu me deixando com os cinco.
Hora de agir.
Fui até o loiro e o soltei.
– Solte os outros. — Disse e ele permaneceu parado.- temos pouco tempo! Vai logo Kendall! — Disse e ele foi fazer o que mandei.
– Você é uma ótima atris,ainda mais quando me ameaçou daquele jeito. — Disse Logan ironicamente. Me virei para ele.
– O que está insinuando nerd? — Levantei uma sobrancelha.
– Você não me engana,o que você faz trabalhando com um "Serial Killer" como o Edward? — Kendall ia soltar ele mas pedi para esperar e soltar os outros.
– O que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta! — Me aproximei dele.
– Sabia. — Disse debochado.
– Olha se não quiser que eu cumpra o que disse antes do "serial killer" sair acho melhor fechar essa matraca. — Disse serrando os punhos.
– Não tenho medo de você Ellen e você sabe disso. — Disse e não pude me conter,acertei um soco em sua bochecha e senti uma dor horrível na mão depois. Que cara dura!
– Acho melhor ficar quieto! Estamos do mesmo lado manézão! — Disse e Kendall levantou as sobrancelhas como que perguntando "Posso soltar ele ou ainda falta mais?",ri de sua fala-muda e acenti.
Todos soltos e ninguém a vista,como sempre faço deixei as "repostas" em cima da mesa.
Entrei no meu carro e eles vieram junto.
Olhei para o banco de trás e o ferimento de Logan estava sangrando mais e ele o apertava tentando estancar.
Sai dali calmamente e fui para a via principal,antes de qualquer coisa vou levar Logan a um hospital antes que ele caia duro aqui.
– Pode encostar e nos explicar alguma coisa? — Disse Carlos atrás de mim no banco.
– Se querem que eu diga agora,tudo bem. — Encostei o carro e me virei para eles.- Antes que me perguntem o que eu estava fazendo naquele galpão trabalhando ao lado do Edward quero que apenas escutem. — Disse e eles acentiram,até Logan que fechava os olhos forte,provavelmente de dor.- Eu trabalho na C.I.A. também,tenho esse disfarce com ele a um ano e meio,desculpe se os confundi com aquela marra toda... mas é que tudo depende disso. — Disse e eles permaneceram calados.- Apenas tenho uma pergunta.
– Pode falar. — Disse James.
– Quem foram os dois que foram capturados depois? — Perguntei.
– Eu e James,a gente tava voltando para casa e do nada tudo ficou escuro,quando na gente acordou estávamos lá. — Disse.
– Isso é bem o tipo de coisa do Edward. — Murmurei.
– Porque ainda não prendemos ele? — Perguntou Kendall.
– Isso quem tem que responder é o Bryan não eu. — Dei partida no carro e comecei a dirigir.
– Era o "B." da mensagem? — James perguntou.
– Exato! Logan você sabe se a bala saiu ou não? — O olhei pelo retrovisor.
– Não tenho certeza mas acho que não... Ellen? — Me chamou.
– Sim?
– Desculpa por ter falado aquilo... eu sou um idiota... — Disse pausadamente. Com a respiração forte.
– Kendall aperta o braço dele! Precisa estancar o sangue,ele vai acabar perdendo a consciência. — Disse e Kendall fez o que disse.
– Fica acordado cara,você consegue! — Disse Kendall para Logan que rodava um pouco os olhos.
– Sabe... agora entendi o porque de você sempre sumir Ellen... era bem suspeito mesmo... — Disse com uma voz melódica e ao mesmo tempo enrolada.
– E você e o Kendall sumiram hoje de manhã por que? — Perguntei. Tinha que manter ele acordado e distraido.
– Depois que o Carlos foi embora a gente parou de brigar e tava indo... indo pra escola... mas ai... chamaram... — Falava cada vez mais enrolado.- chamaram a gente... pra ir achar pistas... do... do... — Tentava lembrar.
– Edward? — Virei na esquina que dava ao hospital de L.A.
– É... ai a gente se escondeu em... um arbusto... ai depois alguém agarrou o Kendall e ele foi dormir... ai o meu braço começou... a... queimar... ai ficou... trudo... digo tudo escuro... — Estacionei na frente do hospital e olhei para ele.
Parecia zonzo e começava a perder os sentidos.
Rapidamente James saiu do carro e chamou os enfermeiros com uma maca.
Pegaram Logan que resmungava alguma coisa sem sentido enquanto gemia pelo esforço feito para deitar na maca,o levaram para dentro do hospital,pude ver que antes de passar pelo corredor ele apagou.
Todos nos sentamos nas cadeiras e Kendall se responsabilizou pela ficha dele já que é o mais velho da turma e os pais de Logan estão em Minnesota.
Nos informaram que ele foi direto para a sala de cirurgia por conta da bala alojada no braço.
Ele perdeu bastante sangue mas não precisou de transfusão.
Tentei fazer um resumo de tudo o que sei sobre o Edward,apenas escondi os fatos pessoais que... ah deixa pra lá.
– Você não contou tudo... o que ainda esconde Ellen? — Perguntou Carlos com uma voz doce e calma.
– Quem sabe um dia eu conte... mas é melhor por enquanto...
– Os amigos de Logan Mitchell? — Uma enfermeira chamou me interrompendo. Graças a deus.
– Somos nós. — Disse James se levantando,nos levantamos também.
– A bala foi retirada e ele está melhor,perdeu muito sangue por isso vai ter que ficar no soro mas amanhã receberá alta. — Disse olhando uma prancheta.
– Podemos ver ele? — Perguntou Kendall.
– Ele ainda está sobre o efeito da anestesia mas podem ficar no quarto até ele acordar. — Disse e sorriu ao acabar de falar.
A seguimos até o quarto onde ele se encontrava.
Um fino fio estava em seu nariz,seu braço estava enfaixado cuidadosamente,um pequeno roxo se encontrava em sua bochecha provavelmente do meu soco,a roupa de hospital fica um pouco estranha em todos mas nele ficou... fofa.
Em seu braço se encontram dois fios,um de soro e outro de sei-la-o-que.
Os meninos se sentaram em um sofá de veludo no canto da "sala" e eu fiquei na poltrona ao lado da cama.
Carlos parecia não ter engolido aquilo que eu disse,me olhava como se falasse "depois você vai me contar."
Quem sabe um dia.
Na verdade a minha rixa com o Edward é mais pessoal do que profissional.
Ele é um "Serial Killer" procurado em todo o estado,eu sou uma agente disfarçada que no fundo que o ver atrás das grades bem longe de mim.
Mas o real motivo por trás disso não faz juízo a ninguém além de mim.
– Ellen... — Ouvi uma voz fraca conhecida. Olhei para o lado e ele ainda tinha os olhos fechados.
– Ele ta sonhando? — Perguntou James sorrindo divertido.
– Acho que sim... — Disse e olhei para seu rosto pálido.
– Ellen... eu... eu... — Ele virava a cabeça no travesseiro.
– Ele vai dizer o que eu to pensando? — Kendall olhou para mim.
– Eu... eu tenho que ir... depois eu falo com vocês tá? — Levantei rapidamente e fui para a porta mas antes...
– Ellen eu...- Ouvi sua voz dizer mas não fiquei para ouvir o resto.
Saí dali rapidamente e fui para meu carro,o outro agente tinha ido embora de taxi ou sei lá.
Antes de sair vi Carlos saindo e vindo na direção do meio carro.
Revirei os olhos e ia sair dali quando...
– Ellen! Espera! — Parou na frente do carro. Dei uma freada brusca.
– Se não sair da frente eu passo por cima! — Disse e ele deu a volta no carro parando na janela ao meu lado.
– Ellen,porque ta agindo assim? O que ta acontecendo com a garota doce e forte que eu conheço a tantos anos? — Me olhou com aqueles olhos castanhos.
– Essa garota não existe mais Carlos... entenda! — Disse o olhando.- Depois de tanto tempo tentando voltar a ser ela eu percebi que ela sumiu de todos os lugares! Inclusive da minha vida. — Disse e ele pôs sua mão em meu rosto.
– Eu sei que ela ta bem ai no fundo,lutando pra sair e voltar a existir... mas você não deixa... — Ele disse e tirei sua mão de meu rosto lentamente.
– Eu tenho que ir. — Disse e ele acentiu.
Se afastou um pouco do carro e eu saí dali.
Fui direto para casa pelo caminho mais rápido.
Ao chegar em casa ainda estava nervosa pelas palavras que Logan dizia dormindo... será que ele ia dizer...
Não! Com certeza absolutamente não!
Deixei a chave em cima da mesinha e respirei fundo.
Peguei meu celular no bolso e olhei as horas.
18:30.
Dei de ombros e comecei a subir as escadas.
Entrei no meu quarto e peguei uma toalha para tomar um banho relaxante.
– Olha... gostei da decoração. — Disse alguém atrás de mim. Bem próximo. Me virei rapidamente e me aproximei.
– Anda me seguindo? — Ele riu e botou as mãos nos bolsos.
– Oh não! Sua irmã me deixou esperar aqui. — Disse e eu revirei os olhos.
– E por que veio? — Levantei uma sobrancelha.
– Podemos falar em outro lugar? — Perguntou e eu ri.
– Pode ser,mas se tentar alguma coisa é bom que tenha o número do hospital na discagem rápida. — Disse e ele riu.
Fomos até a praça da esquina da minha casa e nos sentamos no balanço.
Ele ficou em silêncio por um tempo.
– O que queria me dizer? — Perguntei olhando o gramado.
– Sabe... quando você me disse aquilo sobre,que um dia me contaria o porque de odiar tanto o Edward eu fiquei me perguntando se me contaria mesmo.
– Eu contaria... mas... sei lá... é difícil falar disso e eu não quero que ninguém me veja chorar.
– Lágrimas não são um símbolo de fraqueza,são um simbolo de que você é humana e tem sentimentos. — Disse sorrindo.
– Mas e se esses sentimentos apenas me machucarem? — O olhei.
– Existirão outros que farão você sorrir Ellen,nada dura para sempre.
– Você fala como... o meu pai... — Olhei para o chão novamente.
– Espero que seja um bom sinal. — Disse inserto e eu ri.
– Acredite é um ótimo sinal!
– Eu... sinto muito por ele. — Disse de cabeça baixa.
– Obrigado por se importar. É um bom amigo... — Disse ainda olhando o chão.
– Me considera um amigo? — Me olhou alegre.
– Claro! Com quem mais posso falar assim? — Sorri fraco para ele.
– Sei lá...
– Posso te perguntar uma coisa?
– Se eu puder responder.
– Quantos anos você tem? Porque a gente nunca fala disso quando estamos na agência, apenas falamos de seus encontros estranhos e tal.
– 18 anos,na verdade fiz aniversario a poucos dias e ainda me sinto com 17 mas vou me acostumar... e se não for muito estranho... quantos você tem? — Me olhou esperançoso e eu respirei fundo.
– Acredite se quiser mas eu tenho 17 anos,vou fazer 18 em algumas semanas e pensei que... sei lá... você tivesse uns 20 ou 21 anos. — Disse e ouvi um riso baixo.
– Achei o mesmo de você... parece mais velha e adulta... — Disse rindo e o acompanhei.
– Sabe,talvez eu possa te ajudar com esses encontros e eles não sejam um desastre como costumam ser. — Disse e ele sorriu.
– Sério?
– Claro! Agora pode me levar em casa? Ta ficando tarde e logo logo minha mãe deve chegar... — Disse e ele se levantou.
– Claro! Vem! — Estendeu a mão e eu a peguei.
O caminho era pequeno mas pareceu mais curto ainda com as palhaçadas que Bryan fez para me ver rir.
Quando cheguei em casa dei um aceno e entrei em casa ainda rindo.
– Oi mana! — Disse minha irmã que estava toda espalhada no sofá da sala.
– Oi preguiçosa! Deixou um garoto loiro entrar no meu quarto? — Fui até o pé da escada e a olhei.
– Sim! Ele disse que era seu amigo e como não queria deixar ele envergonhado o mandei pra lá. Foi andar com ele? — Sorriu divertida e fui obrigada a revirar os olhos.
–Sim,e antes que comece com a malícia,somos apenas bons amigos okay? — Disse já subindo os degraus.
– Claro! Apenas amigos! Pode enganar a ele mas a mim não! — Gritou e eu ri.
Fui até meu quarto e peguei a toalha que deixei em cima da cama,preciso pelo menos tirar esse cheiro de hospital de mim.
Entrei embaixo da água quente e a deixei vagar pelo meu corpo o relaxando aos poucos.
Então me voltou a cabeça aquilo que o Logan ia dizer.
"Ellen eu..."
Nunca mostramos nenhum sinal de atração um pelo outro,pelo menos não da minha parte eu acho...
Mas como sei,é perigoso se apaixonar quando também se é uma agente do serviço secreto e uma adolescente que não controla a raiva. Apesar de isso combinar bem para essa carreira não combina se tiver amor no meio.
Por isso que não misturamos negócios com familia,pois é um perigo para ambas.
Passei o sabonete de rosas silvestres em meu corpo.
Essa flagrância é minha favorita e me deixa calma sempre.
Lembro que antes de morrer,meu pai me deu em meu aniversário de 12 anos uma coisa que jamais irei esquecer.
::Flashback on::
Estava dormindo calmamente depois de um dia normal que já havia passado.
Não consigo lembrar que dia é hoje e também não deve fazer diferença,ninguém nunca muda mesmo.
– Acorde minha flor! Hoje é um dia especial! — Disse uma voz grave porém calma. A voz de meu pai.
Resmunguei qualquer coisa e ouvi sua risada baixa.
– Hoje alguém faz aniversário sabia? E parece que o tempo está a seu favor! — Disse e resolvi abrir os olhos.
Os abri preguiçosamente e o vi.
Pele branca meio morena,cabelos negros bagunçados,olhos azuis intensos e lábios vermelhos com um sorriso calmo esboçado.
– Bom dia flor! — Disse e sorri. Adoro esse apelido que ele me deu.- Parece que hoje a senhorita faz 12 anos não é? — Disse com uma voz engraçada.
Ah tá! Meu aniversário! Eu havia esquecido justo disso? Nossa!
– Acho que sim! — Disse e ele riu.
– Então o que acha de se trocar e descer para o café? Ah bote um casaco de frio! Está um gelo hoje! — Disse e me deu um beijo na testa.
Levantei e olhei para a janela,flocos brancos caiam lentamente do céu,a rua estava branca e apenas a estrada estava descoberta.
Sorri e fui tomar um banho quente.
Depois do banho botei uma calça jeans,uma blusa branca de mangas e botei meias por conta do frio.
Sequei meus enormes cabelos e os deixei soltos mesmo com minha franja na altura dos olhos.
Desci as escadas saltitando e entrei na cozinha sendo recebida por minha mãe, meu pai e minha irmã sorridentes me olhando.
– Parabéns! — Disseram ao mesmo tempo e eu sorri.
Vieram me abraçar todos ao mesmo tempo e depois riram por terem se atrapalhado nessa tarefa.
Noa sentamos e tomamos café juntos como todos os dias fazemos.
Depois minha mãe pegou meu casaco e fomos para o carro,não queriam me falar aonde iamos pois era surpresa.
Olhei para a janela e vi o lago do parque congelado e algumas pessoas patinando alegremente sobre ele.
Patinamos o dia todo e nos divertimos muito juntos.
Quando voltamos eu e minha irmã ficamos assistindo televisão enquanto tomávamos chocolate quente.
Papai e mamãe pareceram sorridentes segurando uma caixa embalada cada um.
Ou seja: Presentes!
Abri o presente da mamãe primeiro,uma boneca de pano com o rosto de porcelana,a coisa mais delicada que já havia visto. A abracei e dei um beijo em sua bochecha.
Então papai me deu a caixa que segurava sorrindo,um perfume francês de rosas silvestres em um frasco moldado vermelho,um perfume de minha flor favorita! Depois pegou a outra caixa dentro da outra e a abriu. Uma pulseira de prata com pingentes de pássaros voando.
Ele sorriu e a colocou em meu pulso.
– Uma jóia para uma flor! — Disse e eu sorri.
Esse me pareceu o aniversário mais feliz de todos.
:: Flashback off::
A pulseira era grande em mim quando a ganhei,mas agora serve perfeitamente.
O perfume ainda existe,mas cada vez que penso em usar,imagino como seria se ele acabasse de vez.
Então eu uso apenas um pouco,seu cheiro já é forte então não preciso de mais que uma passada para sentir seu cheiro.
Ainda guardo a boneca,está em meu closet onde posso a ver todos os dias.
Mas de forma alguma terei o prazer de ouvir a voz calma e grave dele novamente em nenhum local dessa casa.
Nunca mais.
Lavei meu rosto na água quente e desliguei o chuveiro.
Me enrolei na toalha e fui me vestir.
Vesti um short jeans e uma blusa azul de mangas e sequei o cabelo.
Botei uma meia e desci as escadas.
Sentei no sofá e o silêncio reinou entre mim e minha irmã.
– Andou chorando? — Perguntou derrepente.
– Não,devo estar ficando resfriada. — Disse e a ouvi suspirar.
Ouvi a porta abrir e vi minha mãe entrar.
Minha mãe não é tão parecida com as mulheres de sua idade que é 45.
Seus cabelos castanhos vão até os ombros em ondulações perfeitas,sua pele levemente bronzeada combina perfeitamente com seus olhos castanhos.
Dizem que eu peguei os olhos claros da familia do meu pai pois tenho olhos castanho-esverdeados muito claros.
Olhei as horas. 20:45.
Dei um beijo na bochecha de minha irmã e e um abraço também.
Fui até minha mãe e a abracei dando um beijo em sua bochecha também e subi as escadas.
Fui para meu quarto,fechei a porta,apaguei a luz e deitei na cama,apaguei o abajur e logo peguei no sono.
Amanhã seria um longo dia.
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