Notas iniciais
Olá, meninas, desculpem a demora. Acabei de terminar minhas provas bimestrais, portanto agora poderei atualizar mais rápido. Tomara que a espera tenha rendido um bom capítulo!

A maioridade de ambos Percy e Annabeth chegou tão rápido quanto a infância partira.

A data, obviamente, significava muito mais para Percy do que para Annabeth: Enquanto a pobre moça estava destinada a ser uma mera serva pelo resto de sua vida, Percy estava a dias de ser um homem feito. Havia crescido ainda mais em altura e músculos, e quando ia à cidade, escutava suspiros de todas as moças e mulheres ao seu redor por possuir tamanha beleza. Assim que o Rei viesse a falecer – o que não tardaria, pois este estava velho e adoecia a cada quinzena – ele haveria de casar-se com Rachel Elizabeth Dare e assumir o trono como rei. O pensamento fazia com que Percy se incomodasse por dentro, já que não era novidade para ele que nunca tivera a personalidade de rei; Percy era demasiado tranquilo e gentil, qualidades que poderiam fazê-lo manipulável, coisa que nunca era boa em um tão importante governante. Além disso, não era segredo que o que ele sentia por Annabeth era tão forte que mal conseguia pensar em outra coisa. Ela continuava sendo sua melhor amiga e confidente, contudo, havia grande parte dele que o impedia de pensar em qualquer outra garota – e, na verdade, quase qualquer outra coisa – que não fosse Annabeth. Conforme crescia e ficava mais maduro, Percy se terrorizava ao perceber que nunca, nunca se daria bem com a rechonchuda Rachel Elizabeth Dare, e obviamente seu maior motivo era, como sempre, devido à existência de Annabeth. Algumas vezes, Percy detestava amá-la tanto, oh, e como detestava, mas era impossível odiar Annabeth ou o sentimento dela pelos outros, portanto, ele logo tirava os pensamentos de sua cabeça.

Annabeth, por outro lado, florescera ainda mais e havia se tornado a mais bela moça das redondezas. Seu corpo esguio e alto havia permanecido levemente tonificado, seus seios crescido ainda mais. Ainda tinha os mesmos cachos largos e loiros, que, agora, ela preferia deixar compridos; seus olhos ainda também tinham o mesmo tom cinza, e sua boca ainda parecia o mesmo botãozinho de rosa. Pelos seus anos na Mansão dos Jackson, Afrodite, ainda sua mentora e colega de quarto, havia a ajudado a ao menos controlar seus sentimentos por Percy com o passar do tempo; Annabeth sempre soube que quanto mais rápido tirasse o melhor amigo da cabeça, melhor seria para ambos. Desde que haviam se beijado em seu décimo quarto aniversário, a garota soubera que nunca haveria futuro para os dois: Afinal, por mais inteligente que fosse, ela sempre seria uma mera serva comprada, e ele, o futuro Rei. Os outros servos – agora sua família – a incentivavam a aproximar-se mais de Nico, que ainda trabalhava nos estábulos. Muitos servos casavam-se entre si, e como Nico sempre fora apaixonado por Annabeth, todos pareciam aprovar a relação. Annabeth, no entanto, continuava enganando-se com Percy: Os dois ainda passavam o pouco de tempo livre que possuíam juntos, quase que sempre em negação.

XXX

Poseidon fora chamado no meio da noite por um servo que batia na porta de seus aposentos e os de Sally com rápidos soquinhos contra a porta grande de madeira. Com um grande resmungo, ele se levantou, notando que Sally também murmurava em seu sono. Quando abriu a porta, encontrou o servo com feições apavoradas, ainda mais assustadas ao ver Poseidon, um homem tão grande e forte, com imensa cara de sono.

- S-Senhor Jackson. – ele gaguejou. – Desculpe acordá-lo em uma hora tão inoportuna, mas temo que seja urgente. É o Rei, s-senhor.

Poseidon franziu o cenho, fechando a porta do quarto atrás de si. O Rei James Dare já não estava em suas melhores condições de saúde, e como fora chamado de madrugada, assumia que algo houvesse acontecido que acarretasse problemas se ele não o atendesse logo.

- Prossiga. – Poseidon conseguiu responder.

- Acabaram de mandar um mensageiro. – O servo explicou. – Parece que Vossa Majestade passa muito mal. A tosse voltou, e está com febre. Mais detalhes não foram fornecidos, mas sua presença é exigida no palácio imediatamente, senhor. Com sua licença. – O serviçal disse, fazendo uma pequena reverência, e saiu.

Poseidon tratou de se arrumar rapidamente, pegando a maleta de couro com seus instrumentos e alguns remédios rotineiros antes de entrar na carruagem preparada que saiu em trote em direção ao palácio, que não ficava muito longe dali. O caminho que tomaram era familiar, quase familiar demais, e Poseidon já sentia um grande peso de responsabilidade sobre os ombros. A última vez que havia se sentido tão pressionado fora quando Rachel Elizabeth Dare, a princesa, havia ficado doente, e agora era sua responsabilidade salvar o pai da menina, o Rei. Se ele morresse, metade do reino desinformado colocaria a culpa nele, de não ser um médico bom o suficiente para salvar o maior dos soberanos.

Foi recebido às pressas no castelo, onde um dos conselheiros reais e um servo qualquer o levaram até os aposentos do Rei. Pediram que fizesse silêncio, já que a Princesa Rachel ainda dormia – e obviamente não sabia nada sobre a situação do pai. Poseidon sabia que quando o Rei morresse, Rachel nunca seria uma rainha ideal: era muito inocente, boba e mimada para a tarefa de governar um país. Contudo, Poseidon também sabia que infelizmente, seu filho – seu único filho – seria o responsável por governar ao lado da rechonchuda menina que só se importava com pôneis e poodles, portanto, manteria o Rei vivo pelo tempo mais extenso o possível.

Para o azar do médico, a aparência do Rei James estava péssima. Havia sacos roxos de lágrimas e cansaço embaixo de seus olhos, sua pele estava muito pálida, e respirava bela boca, que exalava o cheiro terrível da doença e da pré-morte. Poseidon tentou forçar um sorriso, já que James estava acordado.

- E aí, parceiro? – Poseidon perguntou casualmente, dando um aperto amigável no ombro fraco do Rei.

- Não conseguia dormir, Jackson. – A voz do Rei era seca quando saiu de sua boca. – Desculpe se te acordaram nesse horário por essa besteira. Disse a eles que não era necessário... Mas quem escuta um velho pútrido?

- Pare com isso, James – Poseidon balançou a cabeça, sabendo que o amigo deveria estar sentindo muita dor. Havia conhecido James bem antes de ele ser rei, e vê-lo daquela maneira não lhe fazia bem. – Vamos dar uma olhada em você, seu pançudo, para que volte a dormir, vamos.

Após um rápido exame rotineiro em James, Poseidon teve suas piores suspeitas confirmadas: o Rei não duraria mais que quatro meses, isso se tivesse sorte. A tuberculose do velho já havia atingido níveis demasiado altos para sua idade, portanto, não haveria muito a fazer a não ser tornar sua morte mais confortável. Quando aplicou uma injeção de remédio para a febre no quadril do Rei, este já estava dormindo novamente.

XXX

- Perseu, não olhe com essa cara para mim! – Sally Jackson retrucou quando Percy revirou os olhos pelo que parecia a milésima vez naquela tarde.

- Mãe! – Percy retrucou, suspirando em derrota quando outra serva aproximou-se com mais um alfinete para enfiá-lo na prova de roupa que usava. – Não acha que a senhora está exagerando um pouco? Com todo o respeito? – ele deu um risinho diabólico para a mãe, que, por outro lado, não parecia achar graça alguma na situação.

- Percy... – Ela disse, cansada, sentando-se em uma das poltronas na sala de provas de roupas da mansão dos Jackson. – Escute filho, esse é seu décimo oitavo aniversário. Você enfim vai completar dezoito anos! Isso significa que a festa tem de ser magnífica! Nenhuma providência é exagerada.

- Mas mãe – Percy retrucou novamente, olhando para a roupa que usava com desgosto. Detestava usar vermelho, e sabia que sua mãe apenas mandara fazer o traje, pois se tratava da cor favorita de Rachel. – Porque eu não posso escolher minha própria roupa, pelo menos?

- Porque sei que você iria escolher algo horrendo. – Sally levantou-se da poltrona, dando um pequeno riso enquanto se aproximava de Percy, observando o trabalho das servas com os alfinetes. – Eu só quero o melhor pra você, querido. E, no momento, o melhor é dar a melhor festa de maioridade que esse reino já viu, para que deixemos claros a todos que assim que James Dare morrer é você quem vai tomar seu lugar.

Às palavras seguintes da mãe, Percy ficou cabisbaixo, rezando para que Sally não percebesse seus motivos. Não estava com medo; havia sido preparado sua vida inteira para o momento em que deveria se tornar Rei, e este não era o maior problema. Ser Rei significava não viver mais na Mansão dos Jackson, o que significava estar casado com Rachel, e consequentemente, nunca mais ver Annabeth novamente; já havia pensado em um plano para contornar a situação centenas de vezes, já que não conseguia, de maneira alguma, viver num mundo onde não havia Annabeth. Se verbalizasse seus sentimentos por ela, iria não apenas deixar seus pais decepcionados como eventualmente as notícias chegariam até os ouvidos de Rachel, cancelando o casamento e o excluindo completamente do Reino, ou seja, de Annabeth também.

- Por favor. – Percy implorou para Sally com seus grandes olhos verdes. – Deixe-me ao menos escolher minha roupa?

Sally parecia dura, mas a encontrar o olhar de Percy, não podia evitar soltar um riso e fazer que sim.

- Está bem, está bem. Só mostre-me antes da festa.

XXX

A festa do aniversário de 18 anos de Perseu Jackson foi nada mais nada menos que esplêndida.

Como sempre, a mansão e o enorme quintal dos Jackson estava meticulosamente enfeitado, e os comes e bebes servidos eram todos da melhor qualidade, trazidos de terras distantes e que custaram uma nota. Durante a noite, o aniversariante – vestido em terno e calça azul escura e com broches de honra, uniforme do Exército Real – dançara com basicamente todas as garotas e mulheres presentes, e, para seu desgosto, mais que três vezes com Rachel Elizabeth Dare, que parecia um bolo rechonchudo em seu vestido amarelo. A comemoração no geral, no entanto, não fora tão insuportável, já que Percy pode brindar e conversar com seus colegas e amigos, além de, aparentemente, deixar sua mãe orgulhosa. Graças aos bons deuses, depois das várias danças com Rachel, a ruiva havia resolvido parar para uma – grande – refeição e logo depois ficou cheia de sono e foi levada novamente ao palácio. Demorou a que os convidados esvaziassem a mansão, mas, eventualmente, só sobraram os servos responsáveis pela limpeza. Percy deu um beijo de boa noite em sua mãe e um abraço em seu pai, e, como sempre fazia em seus aniversários, subiu até seus aposentos e fingiu ir para a cama. Esperou boa meia hora até que quietamente abriu uma das gavetas de seu armário e agarrou com cuidado o livro escondido dentre as roupas. Havia custado muito dinheiro, milhares de euros ao seu pai já que se tratava de uma obra recém-publicada, mas nunca media dinheiro quando se tratava de Annabeth. Havia mentido a Poseidon e dito que queria ser um dos primeiros a ler a obra do novo autor mais renomado da Inglaterra, William Shakespeare, e que mesmo que lhe custasse muito, Percy gostaria de obter uma cópia do manuscrito de Romeu e Julieta. Poseidon havia estranhado, já que Percy sempre detestara ler, mas eventualmente concordou, já que o filho havia insistido tanto. Pouco sabia que os trinta mil euros que gastara com o simples exemplar seriam transferidos na forma do livro para a serva Annabeth.

Hesitantemente desceu as escadas e andou em direção ao quintal, o lugar especial debaixo da árvore que, mesmo depois de sete anos de convivência entre ele e Annabeth, ainda estava sempre florida, e o banco de madeira escura permanecia no mesmo lugar. Havia alguns lampiões dos postinhos acesos, e foi assim que diferenciou a silhueta de Annabeth do escuro; já haviam aprendido que tinham que ser discretos em seus encontros, e a falta de luz era uma desvantagem, mas ambos já haviam se acostumado. Desta vez em particular, no entanto, Percy desejou poder acender mais lampiões para vê-la com mais clareza: Ao invés de seu usual, justo uniforme cor-de-rosa com o laço branco nas costas, ela usava um longo vestido de sedas finas brancas, um fino tecido preso abaixo de seus seios. Seus cachos dourados brilhantes estavam presos sobre um coque, e notou que, em volta de seu pescoço, estava o colar de prata com o pingente de coração que ele havia lhe dado há quatro anos, em seu décimo quarto aniversário. Por vários segundos, ele ficou sem voz: Sempre achara Annabeth a mais bela das moças, contudo, ela parecia extraviar o limite de beleza, e em seu vestido branco, parecia um anjo, e não uma mera serva.

- Oi, Annie. – Ele cumprimentou, esperando que sua voz não transparecesse o que sentia. – Você... Você está... Deslumbrante. – Percy enfim forçou as palavras para fora de sua boca, sentindo seu rosto pegar fogo. Nunca havia dito à Annabeth o quão bonita a achava.

- Jura? – Os olhos cinza de Annabeth brilharam com expectativa, quase que como não acreditasse nele. – Obrigada. Afrodite fez o vestido para mim, é de... Ah, não importa. Venha cá. – Ela fez que sim rapidamente, ruborizando antes de aproximar-se e puxar Percy para um abraço, ficando na ponta dos pés para abraçar o corpo do amigo forte contra o seu. – Feliz aniversário. – murmurou contra o uniforme azul-marinho que usava, fazendo-o parecer ainda mais bonito.

- Feliz aniversário pra você também, Annie. – Percy sorriu contra o seu ombro, serpeando suas sobrancelhas quando eles se afastaram enquanto ele tirava o livro cuidadosamente de dentro de seu paletó. – Aqui, seu presente.

- Um livro?! – A boca de Annabeth abriu-se em surpresa e ela deu um sorriso enorme quando Percy transferiu a obra de suas mãos para as dela. Franziu o cenho, no entanto quando leu o título do livro, e depois sorriu novamente. – Está falando sério?! Este é aquele livro sobre o qual você me falou, não é?!

- É esse mesmo. – Percy confirmou. Haviam trocado presentes por 7 anos, e ele ainda não se cansava em ver a alegria no rosto dela todas as vezes que a tradição de aniversário era realizada. – Espero que você goste. Sabe que eu não li nem uma página, então não posso lhe dizer minha opinião, mas os jornais –

Percy foi interrompido quando Annabeth segurou o livro com um braço enquanto o outro envolveu seu pescoço, usando o suporte para ficar na ponta dos pés novamente e pressionar seus lábios contra os dele; Percy sentiu ondas de eletricidade correndo por seu corpo: fazia quatro anos desde que Annabeth havia lhe dado seu primeiro beijo, e passaram-se quatro anos em que ele fantasiava sobre fazê-lo novamente. Podia beijá-la pelo resto de sua vida que sua felicidade estaria garantida. Para o seu desgosto, Annabeth afastou-se rápido demais, e ele jurava que a visão dela com os lábios inchados pelo beijo dos dois era a mais bonita que ele já havia visto.

Antes que pudesse raciocinar, no entanto, ela o beijou novamente, um pouco mais intensamente dessa vez. Surpreendentemente, a língua doce de Annabeth deslizou para dentro de sua boca, fazendo com que gemesse contra os lábios dela. Durante quatro anos, havia beijado uma ou duas garotas – mais para esquecer-se de Annabeth – mas nada era comparado à sensação dos lábios de Annabeth contra os dele. Todavia, estava desconfiado: Porque ela estava fazendo isso agora? Porque havia demorado tanto?

- Ann-A-Annabeth... – Ele forçou-se a murmurar contra seus lábios, afastando-a mais uma vez gentilmente. Por mais que lhe doesse, tinha que perguntar. – Porque está fazendo isso? – Questionou.

Assim que viu o rosto de Annabeth cair, se arrependeu.

- E-Eu... – Ela gaguejou de volta. – Não... Não consegui... Não... – Annabeth andou um passo para trás, e com um suspiro, apontou para o seu próprio corpo, dando de ombros quase que com vergonha. – Esse é o meu presente para você.

Percy franziu o cenho, tentando compreender o que as palavras de Annabeth significavam. Presente? Um beijo...? Enquanto ela apontava para o seu próprio corpo, as palavras enfim moldaram-se em sua mente. Não estava lhe oferecendo beijos, simplesmente, mas sim, o seu corpo. Sabia que muitos senhores usavam suas escravas como objetos sexuais, mas ele não pretendia fazer o mesmo, nunca. Apesar de sempre ter tido sentimentos fortes por Annabeth, nunca se aproveitaria de sua melhor amiga daquela maneira, não, é claro que não. Admitia que já sonhara com o seu corpo, com cada uma de suas perfeitas curvas, suspiros de seu nome deixando seus lábios... Mas eram apenas desejos da mente de um adolescente. Nunca a aceitaria como um objeto.

- Annie, não... – Percy balançou a cabeça. – Você não tem que fazer isso.

- Mas... M-Mas eu quero! – Ela retrucou baixinho, já que não podiam, sobre hipótese alguma, serem escutados. Aproximou-se dele novamente e beijou-o de leve. – Você não me quer? – Perguntou com uma dica de apreensão e rejeição na voz.

- Eu... – Percy hesitou. É claro que ele a queria, só não daquela maneira, mas obviamente, seu cérebro de ervilha nunca conseguiria formar as palavras para ela daquela maneira. – Não. – Disse, sua voz mais dura o possível. – Desculpe, Annie, eu... Não posso.

Sentindo-se o maior dos covardes, virou-se na direção contrária, andando rapidamente até atingir a mansão, subindo até seus aposentos. Tentava apagar as imagens do rosto magoado e cheio de chateação de Annabeth, ou a maneira deliciosa como ela o havia beijado, mas só conseguia pensar no quão ridículo e imaturo era por ter perdido sua melhor amiga e sua garota na mesma noite.

XXX

Pelos dias que seguiram, e para a alegria de Nico, Annabeth e Percy não mais se encontraram, nem mesmo em segredo. Percy estava demasiado envergonhado para ao mesmo procurar por Annabeth, e esta, sentindo-se rejeitada e desconsolada, não pretendia encontra-lo. Ambos estavam doentes de saudade e de culpa, querendo explicar a situação um ao outro, mas o orgulho e a mágoa pareciam falar mais alto.

Enquanto Percy mergulhou mais uma vez nos estudos, Annabeth procurou concentrar-se em seus usuais serviços para esquecer parte da dor que a consumia; havia amado Percy por tantos anos, e ser rejeitada por ele diretamente fazia com que ela fosse derrubada por uma constante dor que nunca havia sentido. Afrodite prometeu-lhe que iria passar, mas ela tinha suas dúvidas. O sentimento terrível que tomava seu coração parecia ser eterno.

De forma ou outra, continuaram vivendo.

Numa tarde qualquer, enquanto Annabeth costurava uma toalha de banho para um dos outros servos, fora chamada por um mensageiro dos Jackson.

- Senhorita Chase, senhorita Chase! – Ele chamou, eufórico quando chegara até um dos cantos do jardim onde Annabeth se encontrava com sua caixa de costura.

-Sim? – Annabeth franziu o cenho, grande parte dela rezando para que Percy a estivesse chamando.

- Encontramos... Encontramos ali logo na estrada... Ali logo na estrada, um menino... Deve ter uns doze, treze anos, no máximo... Machucado, machucado! – O mensageiro cuspiu as palavras enquanto falava. – A perna tem um corte, está infectado, e...

- Acalme-se, acalme-se pois. – Annabeth levantou-se, gentilmente acariciando as costas do mensageiro. – Posso ajudar?

- Acredito que sim. – O mensageiro levantou-se novamente, olhando dentro dos olhos cinza de Annabeth com pena. – Ele disse que o nome dele era Mason... Mason Chase... E que é seu irmão.

Notas finais
E aí, gostaram? Tentei fazer a maneira em que o Percy e a Annie se apaixonaram bem genuína, e espero que tenha dado certo.
Mais 10 reviews pra eu postar o próximo?? :D
Beijos,
Ju.