Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo, tentei fazer ele o mais fofo o possível. Espero que a nova rotina da Annabeth tenha ficado clara pra vocês!!

Quando a carruagem que levava Percy e Poseidon parou na frente da mansão da família Jackson e o garoto aniversariante saiu do veículo de mãos dadas com uma magrela menina loira, os criados que trabalhavam no jardim da frente engasgaram-se de espanto, mas logo se colocaram a semear e adubar quando Poseidon lhe lançara um olhar de reprovação, ainda que não estivesse realmente bravo.

Enquanto Percy impassivelmente levava Annabeth para dentro da casa, o corpo desta tremia de espanto: a casa parecia mais uma fortaleza, e ela imaginava quantos bilhões de sapatos seu pai teria que consertar se quisesse construir um local com metade do tamanho. De forma ou outra, seu príncipe parecia apressado, portanto, apesar de ainda trêmula e desengonçada, conseguiu acompanhar seu passo apertado. Percebia que os outros criados que lustravam o chão de mármore encaravam, porém, assustados, voltavam ao seu trabalho. Logo estavam passando pelos portões do fundo da casa, e adentraram um enorme quintal. Annabeth tentava esconder seu ânimo: no meio deste, havia uma gigante árvore de flores roxas, um estábulo ao lado desta, com os mais belos corcéis, sem contar nos gigantes canteiros das mais belas flores e plantas que ela já havia visto. Antes que pudesse admirar melhor, Percy novamente a puxou para a esquerda, num local mais afastado do jardim, onde havia uma casa conectada à mansão que era pequena, mas certamente, lá dentro caberia toda a sua família, e mais um pouco. A pintura e a arborização da pequena casa escondida no quintal era impecável como de todo o resto. Sem bater na porta, o menino puxou-a para dentro.

A casa era composta de no mínimo dez quartos e uma pequena cozinha. O piso também era feito de mármore, porém, estava mais sujo e antigo, menos brilhante. Ainda assim, a pequena casa era demasiado luxuosa, aos olhares dela.

- Afrodite! – seu salvador chamou, ainda andando de mãos dadas com ela até o fim do corredor, aonde pararam no antepenúltimo quarto, que tinha sua porta aberta. Curiosa, Annabeth olhou, notando duas camas de solteiro, uma de cada lado do quarto; entre as camas, havia uma pequena mesa com um abajur, além de uma escrivaninha e um vaso de girassóis ao canto do quarto. Suas paredes eram amarelas, e o chão, da mesma cor e mármore do resto da casa.

Sentada numa cadeira de madeira ao lado de uma bela janela havia uma mulher de meia idade observando o belíssimo quintal. Annabeth logo percebeu que era muito bonita: seu corpo era escultural, tinha os mais sedosos e brilhantes cabelos castanhos, que caíam em ondas sobre suas costas; quando se virou para olhá-los, Annabeth notou que os olhos cor de chocolate da moça eram demasiado bondosos. Estava descalça, e envolvendo seu corpo numa peça única, uma roupa de empregada branca, com um laço perfeitamente dado em suas costas.

- Oh, sim, Percy. – Ela pôs-se a se levantar, arrumando o uniforme e prendendo os cabelos com um pedaço de barbante rapidamente. – Desculpe, estou no meu intervalo. Feliz aniversário, querido. – disse com um sorriso sincero, que o suposto Percy respondeu. Que tipo de nome era aquele? Seria um apelido?

- Tudo bem, Dite. E obrigado. – Percy fez que sim. – Esta aqui é Annabeth. – ele murmurou, soltando a mão dela e dando um paço para trás. – É minha nova serviçal. Comprei- a na Casa de Leilões.

- Oh. – a mulher disse, como os outros, surpresa, mas sorriu para Annabeth de maneira ou outra. – Você é linda, querida. Parece uma bonequinha. Annabeth, não é? Posso te chamar de Annie? Assim fica mais fácil.

Annabeth sorriu e ruborizou aos elogios, fazendo que sim quando ela sugeriu o apelido Annie. Realmente, o nome Annabeth sempre fora muito longo para uma menina tão pequena, e algo lhe dizia que ela e esta mulher passariam muito tempo juntas daqui para frente.

- Ok. – fez que sim, e agachou-se para que estivesse do mesmo tamanho que Annabeth. – Meu nome é Afrodite, mas me chamam de Dite por aqui. Vamos arrumar algo para você vestir? – sugeriu, olhando o vestido encardido de Annabeth com pena. – Logo você poderá ir conversar com Perseu...

- Percy. – Ele imediatamente corrigiu, e Annabeth teve a audácia de sorrir.

- Certo. – Dite suspirou, balançando a cabeça. – Percy, querido, pode dar licença às damas, por favor? Vá falar bom dia à sua mãe, enquanto isso. Ela está na sala de leitura. Vou explicar as coisas para a pobre Annie, coitada, está tremendo. – ela riu nervosamente.

- Ok. – Percy pareceu relutante quando concordou, e lançou um pequeno sorriso para Annabeth antes de sair do aposento.

XXX

Dentro de meia hora, Annabeth já estava ciente de como as coisas funcionavam na moradia dos Jackson: ela sempre dormiria naquele mesmo quarto com Afrodite, usaria o mesmo uniforme de laço nas costas cor-de-rosa todos os dias e ainda, ajudaria Percy, seu mestre, com seus deveres de casa, a se preparar para suas aulas, se vestir, lavar o rosto pela manhã e preparar-se para dormir. Parecia demais para a mente de uma menina de 11 anos absorver, mas Annabeth aprendia rápido: por toda a sua vida cuidou de seus quatro irmãos, todos meninos, e Atena contava muito com o auxílio dela. Pensar em sua mãe, os irmãos e até mesmo o pai lhe doía, e ela tentava desesperadamente entender o que Frederick pretendia fazer antes que Percy lhe socorrera; contudo ainda rezava aos deuses que Percy lhe deixasse ir para viver segura junto de sua família novamente. Não tinha coragem para fugir: Annabeth sabia se virar, mas não o suficiente. Não fazia ideia de onde a casa dos Jackson ficava, e a distância dela até o casebre, portanto, esperaria.

- O menino que fica nos estábulos é Nico. – Afrodite comentou enquanto caminhavam pelo quintal durante o horário de almoço. – Percy é muito amigo dele, os dois tem a mesma idade. Quem sabe vocês também não possam ser amigos? – ofereceu, e Annabeth fez que sim, esperançosa. Um amigo não seria nada mal.

Após foi instruída de nunca entrar na mansão a menos que fosse chamada, ou poderia encrencar-se com Sallina – ou Sally, a mãe de Percy e esposa de Poseidon Jackson. Afrodite fez com que todos os funcionários fossem apresentados à Annabeth, e depois almoçaram juntas nos porões aonde a comida era feita e os funcionários comiam; a garotinha não lembrava a última vez desde que comera uma sopa de tomate tão deliciosa, ou uma torrada com manteiga tão macia. Repetiu o prato mais duas vezes e bebeu copos de um delicioso suco de maracujá. Com o estômago pesado de si e uma sensação de alívio, tirou uma soneca em sua nova cama dentro da casa dos empregados, Afrodite do seu lado. O colchão era macio, os lençóis limpos, e não demorou a que adormecesse.

XXX

- Uma serva? – Sally sibilou, correndo para fechar a porta do escritório de Poseidon, e ninguém escutasse. – Aonde estava com a cabeça, Poseidon?! Percy tem onze anos. Onze!

Poseidon suspirou, sentando-se na cadeira acolchoada e grande e acariciando suas têmporas. Virou-se para encarar Sally, que estava vermelha e arfante de raiva e balançava a cabeça em negação. Quando cedeu aos pedidos de Percy e comprara a menina chamada Annabeth, sabia que iria arranjar problemas com a esposa, mas se havia uma pessoa que ele amava mais do que Sallina era o filho Perseu.

- Veja bem, Sally – retrucou, as mãos entrelaçadas quando as estalou. – Prometemos a ele que compraríamos qualquer coisa que quisesse. Não houve engano! Viu a garota, e quis compra-la. Não havia nada que eu pudesse fazer.

- Isso não é desculpa! – Sally retrucou, ignorando completamente as palavras de Poseidon. – Preferia que você comprasse aquele maldito soldado do que uma menina loira e magrela! Não vai nos servir de nada! – cuspiu as palavras com raiva e arquejou. – Sabia que não deveria ter deixado você ir com Percy, ah, sabia. Má ideia. – ela murmurou, cutucando a própria testa.

- Bom, querida, detesto dizer isso... – Poseidon revirou os olhos antes de agarrar um de seus charutos cubanos, acendê-lo e dar um longo trago. – Mas a garota fica. Paguei por ela, afinal, e Percy determinou-se em ajuda-la. Ia ser vendida ao porco do Dionísio Podium. – Ele cuspiu o nome do homem. – Sabe muito bem o que acontece com as meninas de Dionísio, Sally, não finja que não. É uma mulher esperta.

O rosto de Sally suavizou rapidamente, e ela fez que sim, apoiando-se em uma das prateleiras repletas de livros. Soltando um suspiro derrotado, sentou-se em uma das poltronas vagarosamente e encarou o marido com um olhar metade cansado, metade decepcionado que Poseidon devolveu com apenas afeto.

- Certo. – Enfim, cedeu. – Dessa vez, passa. Detesto Dionísio Podium como qualquer outro nesta cidade, e tenho pena das pobres garotas... Mas nos próximos aniversários de Percy, se voltar com outra serva ou servo para casa, eu não vou aceitar! – exclamou, levantando-se da cadeira e saindo do escritório, bufante.

Poseidon deu mais um longo trago no charuto, balançando a cabeça e permitindo que um sorriso maroto brincasse com seus lábios.

XXX

No fim da tarde de seu aniversário, Annabeth foi chamada ao quarto de Percy por uma serva cujo nome não conseguia lembrar. Apressou-se, verificando se o uniforme cor-de-rosa não estava amassado em seu corpo esguio e se o laço em suas costas estava bem dado. Prendeu os cabelos com um pedaço de fita amarela de cetim como Afrodite lhe havia ensinado e correu pelo grande quintal, tropeçando na grama verde quando se apressou em entrar pelos fundos da enorme casa.

Já em seu interior, Annabeth andou lentamente, tentando chamar o mínimo de atenção possível, contudo, era a única criança – além de Nico, o menino do estábulo – que trabalhava na casa dos Jackson, e, a esta altura, imaginava que todos soubessem que ela havia sido comprada por ordens de Perseu. De forma ou outra, ergueu a cabeça e subiu as longas escadas de mármore como quem já estava acostumada, e bateu duas vezes na porta do quarto indicado, pedindo permissão para entrar.

- Entre. – a voz de Percy chamou de dentro do quarto, e ela obedeceu.

Tentou não parecer muito surpresa quando viu o enorme quarto, ornamentado dos mais belos móveis e pintado de uma linda coloração azul. Apenas a cama de Percy era a maior que Annabeth já tinha visto, e nas paredes, acomodadas em prateleiras, havia dezenas dos mais grossos livros de histórias que ela adoraria ter a oportunidade de ler. Ao canto direito do quarto, perto da sacada que dava para a vista do quintal, havia um telescópio dobrado ao meio, e mais uma vez Annabeth perguntou-se quanto dinheiro aquilo deveria ter custado; provavelmente, uma fortuna.

- Sr. Jackson. – Annabeth cumprimentou, como lhe fora instruída, fazendo uma pequena reverência. – Em que posso ser útil? – as palavras educadas saindo de sua boca queimavam, como se fossem erradas, como se ela e Percy devessem ser amigos, e não ter uma relação profissional e fria.

- Ahm... – Percy pareceu hesitar, e suas bochechas ficaram cor de rosa. – Preciso de ajuda para guardar aquelas enciclopédias. Minha aula de Francês acabou faz um tempinho. – limpou a garganta enquanto apontava para uma mesa de vidro do outro lado do quarto, não mencionando que só havia mandado chamar Annabeth porque queria vê-la.

- Está bem. – Annabeth concordou timidamente, andando até a mesa e juntando as cinco grossas enciclopédias num monte só e facilmente as carregando até a estante de onde haviam sido removidas. Percy arregalou os olhos.

- Para uma menina tão magrela, até que você é forte. – Ele comentou, ruborizando novamente e tentando não transparecer o quão maravilhoso ele achava que uma menina da idade dele podia ser durona o suficiente para fazer um trabalho daqueles. – Não precisa de ajuda? – Percy perguntou, e a voz de Sally ecoou em sua mente: Não ofereça ajuda aos empregados! É o trabalho deles!

- Não. – Annabeth sorriu, posicionando os livros na ordem de organização que Afrodite havia lhe ensinado algumas horas atrás. – Precisa de mais alguma coisa? – perguntou, virando-se completamente para ele e limpando as mãos no uniforme rosa, feliz que havia completado uma tarefa sozinha.

- Obrigado. – Percy balançou a cabeça em negação. – Já pode ir agora. – Disse, mas, secretamente, queria chama-la para brincar, quem sabe, até olhar dentro do telescópio que ele nem usava.

Annabeth fez outra pequena reverência, mas antes de sair, virou-se para falar.

- Feliz aniversário.

- Obrigado. – Percy disse mais uma vez, e não conseguiu evitar um sorriso maior. – Quando é o seu aniversário? – ele perguntou, curioso, sabendo que sua mãe o mataria por interagir tanto com Annabeth, mas, afinal... Qual era o problema? Percy sempre soubera o aniversário de Nico, por exemplo.

- Hoje. – Annabeth admitiu timidamente, cruzando as mãos atrás das costas, e, envergonhada, fez uma pequena reverência e saiu do aposento, sabendo que havia quebrado um trilhão de vezes a regra mais importante de Afrodite: Não converse mais do que o necessário.

XXX

Atena sabia que deveria parar de chorar, mas fazê-lo parecia impossível, especialmente agora, e ela se perguntava quando é que a tristeza iria embora – muitas vezes, ela acreditava que isso não aconteceria nunca. Toda vez que olhava para cara do marido ela sentia uma pontada de dor no peito insuportável, que ela procurava controlar porque ainda tinha que cuidar de seus meninos. Só não havia fugido com os filhos como prometido, pois por mais que doesse admitir, nunca conseguiria sustenta-los sozinha; Frederick ainda ganhava muito pouco, mas se ela morasse sozinha, não teria nem um teto sobre sua cabeça, ou um emprego.

Quando Frederick voltara da Casa de Leilões, havia lhe murmurado algo sobre Annabeth estar a salvo, na casa de outro homem rico, mas ela não escutara. Havia perdido sua filha, sua única filha, e estava certa de que nunca a veria novamente.

Só lhe restava memórias.

XXX

Quando o sol se pôs, Annabeth jantou com Afrodite e um dos cocheiros das carruagens na cozinha, as cozinheiras preparando o chique jantar dos Jackson enquanto ela comia a carne macia de carneiro com cebolas e arroz. Fazia o melhor para aproveitar cada refeição, já que fora informada de que todos os funcionários levantavam cedo, mesmo antes de o sol aparecer no horizonte, e Annabeth concordara.

Comeu até que seu estômago se estufasse, e o cocheiro, brincalhão, comentou algo sobre não acreditar que tanta comida coubesse em alguém tão pequena como ela. Afrodite caminhara com ela no quintal, e depois se vestiram para dormir. Meia hora depois, contudo, Annabeth rolava na cama, já que não conseguia dormir. Estava cansada, exausta, mas imagens de sua família e de Dionísio Podium eram muito fortes em sua mente para que ela conseguisse adormecer.

Saiu de dentro da casa dos empregados na ponta dos pés para não acordar ninguém, e dirigiu-se até a parte do quintal que mais gostava: a sombra da enorme árvore de flores roxas. Escutou um ronco baixo vindo do estábulo e deu de ombros, imaginando ser Nico, ou até mesmo o pai do garoto, John, que também trabalhava ali. Silenciosa como uma raposa, moveu-se para sentar timidamente no banco de madeira que descansava debaixo da árvore.

De sua sacada, Percy estreitou os olhos, curioso quando vira Annabeth ali sentada; sabia que já havia passado o horário de dormir desta, mas ela parecia tão inocente ali, e tão exausta, que resolveu não fazer nada. Observou-a por alguns minutos, esperando que ela não o visse, e pensando no que ela havia dito: Faziam aniversário na mesma data. Pensou no homem da Casa de Leilões, aquele que ela chamara de pai, e como parecia pobre e tão exausto como ela. Sentindo uma lâmpada ferver sobre sua cabeça, Percy foi rápido em agarrar um livro de fábulas de sua estante, lembrando-se como Annabeth parecia interessada nele mais cedo, e esperou sentado em sua cama até que escutasse seus pais entrando em seus aposentos ao lado do dele.

Assim feito, ele percorreu a casa escura com experiência: já havia atacado a cozinha várias vezes procurando por doces e sabia o caminho, mesmo sem luzes facilmente. Abriu uma das portas de vidro que levavam ao quintal, e respirou um suspiro de alívio quando notou Annabeth ainda sentada no banco debaixo da árvore. À medida que Percy se aproximava, a garota olhava para ele em pânico, provavelmente pensando que estava metida em encrenca.

- Oi. – Percy sussurrou, sentando-se ao lado dela no banco, sentindo que ela havia relaxado um pouco. – Está sem sono?

Annabeth assentiu, ainda desconfiada.

- Tome aqui. – Percy disse timidamente, deslizando o livro de fábulas para o colo dela.

- É p-pra mim? – Annabeth gaguejou em surpresa, correndo os dedos sobre a capa do belo livro e examinando suas gravuras como se fosse a coisa mais linda que já havia visto. Percy fez que sim.

- Seu presente de aniversário. – Percy explicou. – Eu ganhei meu presente hoje, achei justo que você ganhasse um também.

Annabeth sentiu as bochechas pegando fogo ao imaginar que ela havia sido o presente dele, tecnicamente, e mais uma vez estava certa de que ele era um príncipe. Sabia que ricos, ou filhos de ricos e influentes nunca falavam ou eram amigáveis com empregados, e ela se perguntava porque estava sendo tratada diferentemente. Será que Percy sentia pena dela? Será que ele queria ser seu amigo?

- Obrigada. – Annabeth respondeu com o melhor de seus sorrisos, pensando que também deveria retribuir com um presente. Não tinha dinheiro algum, e não possuía nada para dar ao menino, pelo menos, nada que se comparasse aos caros presentes que o dono da casa poderia fornecer-lhe. Levou as pequenas mãos aos cabelos, e desamarrou o laço de cetim amarelo dali, gentilmente depositando-o na mão de Percy. – Aqui, fique com isso. Esse é o meu presente para você, então.

Percy apertou a fita contra os dedos, sorrindo. O gesto de Annabeth era simples, contudo, naquele instante ele estava certo de que os dois seriam amigos, e não tinha nenhuma objeção: agradecia a si mesmo naquele momento por ter escolhido a menina ao invés do soldado de brinquedo.

Notas finais
E aí, meninas, estão gostando?
Gostaria de agradecer pelos reviews maravilhosos! :-) Eles me incentivaram a tentar escrever um capítulo maior (e melhor!!) Portanto obrigadíssima!!
Um spoiler para o próximo capítulo: Sei que infância Percabeth é tudo de bom, mas prox cap vai relatar bem como eles crescem juntos e no final dele os dois já vão ter 16 anos. (ou 17, não decidi).
Beijos,
Ju
q tal vcs me seguirem no twitter?? (jurossit)