She Falls Asleep
18 Capítulo 18
Notas iniciais
- A verdade. — Nico exigiu, mas sua voz saiu mais severa do que pretendia. — Só quero a verdade, Thalia. Prometo não pedir mais do que isso.
Thalia hesitou, recolhendo as mãos para perto do corpo. Já fazia duas semanas desde que havia se instalado na pensão de Connor Stoll, e apesar dos lençóis e dos colchões de sua cama ser muito mais confortáveis que um chão duro e gelado na rua, ela não dormia nem um pouco melhor. A culpa corroia seus interiores como a mais letal doença, e o coração se apertava de angústia a cada vez que inspirava por ar.
A parte racional de si tentava lhe convencer de que ela havia feito a coisa certa ao se proteger do acesso de raiva iminente de seu melhor amigo, mas seu coração insistia em lhe dizer que ela poderia ter evitado sua morte, e os sentimentos de preservação pessoal misturavam-se com todas as lembranças que eles compartilharam juntos quando crianças, enevoando sua visão. Talvez, se tivesse tentado conversar com ele de forma mais suave... Quando começava a sentir pena de Luke novamente, a mente racional e fria de Thalia entrava em ação, dizendo-lhe o que parecia sensato de um ponto de vista imparcial. Ele molestou uma garota inocente, que você deveria ter ajudado enquanto podia, por sinal. Você ia deixar que ele escapasse ileso, depois de tudo que ele lhe disse? Depois de ele ter te ameaçado, lhe tratado como um lixo?
De qualquer forma, ela continuava bipolarizando seus pensamentos. Naquele momento, no entanto, estava na linha de fogo. Não era ela mesma que lhe exigia uma explicação pelas suas ações, e sim, a primeira pessoa que havia sido genuinamente gentil com ela por anos. Estava ficando de graça numa pensão agradável, longe dos olhares acusadores de seus pais, dos vestidos chiques e apertados, longe de obrigações que ela nunca nascera para cumprir. Ela preferia muito mais a sua vida nova, onde ela passava seus dias ajudando Connor e os outros funcionários a limpar e cozinhar. Deveria ter nascido pobre, Thalia pensou com desgosto.
Nico tinha razão. O mínimo que ela podia fazer para retribuir sua ajuda não justificada era dizer-lhe a verdade.
- Todos os jornais perguntam por você, Thalia. — Ele argumentou antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. — Sei que você fica muito bem escondida nas cozinhas, mas algum dia, alguém vai encontrar você aqui. Sua família está oferecendo uma recompensa de mais de dez mil libras para quem a encontrar. É uma fortuna. Pegarão-lhe pelo pescoço por esse dinheiro, se necessário. Por favor, deixe-me ajudá-la... Para isso, preciso saber a verdade. Para o bem da minha consciência.
- É justo. — Thalia murmurou num tom baixo. Imaginou que, quando fosse confessar o assassinato do homem que havia sido seu melhor amigo, ela choraria, ou ao menos soluçaria. No entanto, ela estava estranhamente calma, como um sociopata sem remorso; toda a culpa que sentira até aquele momento desapareceu como névoa sobre o mais forte sol. Um calafrio percorreu sua espinha.
Sentaram-se em pequenos bancos perto da janela, com a cortina fechada. Era hora do almoço de muitos operários de Londres, e eles não podiam arriscar ser vistos com o grande movimento nas ruas. Thalia contou a história desde o início. Poupou os detalhes do estupro da criada, e Nico pareceu intrigado de quem haveria sido já que também trabalhava no palácio, mas, logo, continuou atento ao resto dos acontecimentos. Explicou que planejara enfrentar Luke e fazê-lo explicar seus terríveis atos, e que o melhor amigo perdeu a cabeça, representando perigo à sua vida. Ela havia o assassinado em defesa própria, e fugido. Contou-lhe sobre a passagem secreta do escritório dos Castellan, e como ela havia fugido sem ter feito qualquer contato com a família desde então.
Nico continuara neutro; ele pediu um momento para que pudesse pensar, e Thalia fez que sim. Ele franzia o cenho, mas não parecia chateado ou amedrontado, e sim, preocupado. Thalia não sabia explicar o porquê do tanto que confiava nele; grande parte daquele sentimento vinha dos fatos de que Nico não lhe entregara aos pais pelo dinheiro que prometiam como recompensa, e, por outro lado, era como se ela o conhecesse durante toda a sua vida. Nico di Ângelo representava tudo que ela um dia quis ser: humilde, livre, genuína.
- Tudo bem. — Nico enfim proferiu as palavras firmemente e ofereceu-lhe um pequeno sorriso. — Não vejo em nenhum assassinato um ato nobre, porém, monstros como este devem ser sacrificados. Você fez bem, ou poderia acabar como aquela criada, ou pior. — Thalia sentiu um enorme peso ser retirado de seus ombros. Era quase como se estivesse voltando a respirar depois de um longo período debaixo d'água. — Vou ver o que posso fazer. Sei que não quer voltar para os seus pais, e é compreensível, mas também não pode ficar aqui. Precisamos arranjar um local mais seguro.
- Porque está sendo tão bom para mim? — Thalia questionou, brincando com o pingente pequeno de seu colar quando seus olhos azuis elétricos encontraram os escuros de Nico. — Eu certamente não mereço ser tratada tão bem, não depois de tudo o que fiz, e --
- Thalia. — Nico levantou-se de supetão, interrompendo-a. Segurou o queixo pequeno dela em suas mãos fortes, fazendo com que seu corpo se esquentasse de forma agradável. — Nem um ser vivo neste planeta que protege os inocentes deve questionar um bom tratamento. Gentileza gera gentileza.
Ele despediu-se momentos depois, pois seu horário de almoço estava acabando, e ela se permitiu sorrir. Pela primeira vez desde que voltara da Áustria, sentia-se deflorar de um sentimento de auto-estima que há tempos havia lhe abandonado. Ela havia cumprido seu dever. Havia protegido várias outras mulheres que um dia poderiam ter caído nas garras impiedosas de Luke.
Thalia Grace se tornaria um deles. Uma defensora dos inocentes, uma parte do proletariado; enfim, sentia-se encaixando como uma peça de quebra-cabeça num quadro do qual finalmente fizesse parte.
XXX
Quando recebeu as notícias da morte de Rachel, Percy estava certo de que estava preso num sonho.
Aparentemente, haviam encontrado Rachel morta por um único tiro no quarto de um dos empregados há poucas horas antes de lhe informarem sobre o ocorrido; a polícia havia iniciado uma investigação assim que encontraram o corpo, no entanto, todos os criados foram imediatamente eliminados da lista de suspeitos, mesmo que o assassinato houvesse ocorrido no quarto de um deles: Os guardas revistavam todos os quartos e todos os servos antes que saíssem para cumprir com os seus deveres para que nenhum deles tentasse esconder uma faca ou arma nos panos de suas roupas, portanto, o inquérito seria mais complicado do que o normal. Era muito fácil culpar um servo qualquer, no entanto, o fato de estarem fora da lista fazia com que os policiais fossem obrigados a investigar os nobres ali hospedados. Colocar um nobre em uma cadeira para interrogá-lo não era tarefa simples, visto que pelo fato de terem muito dinheiro e alta posição na sociedade, facilmente condenavam os policiais por incompetentes e mal educados, obrigando-os a desistir do questionário.
Percy não sabia ao certo como se sentir. Por anos, desejara que Rachel Elizabeth Dare morresse por obesidade ou que ao menos nunca houvesse existido. Quando pequeno, queria se ver livre das insuportáveis festas de chá da princesa; quando pré-adolescente, dos encontros estúpidos dela com as amigas igualmente tolas para conversas de que ele não queria fazer parte; nos seus recentes anos de vida, desejara mais do que nunca ver-se livre dela para escolher seu próprio caminho de vida, e, finalmente, juntar-se a Annabeth e fazer dela sua esposa.
No entanto, não queria que acontecesse nenhum mal à princesa rechonchuda. Ela podia ser irritante e inconveniente, mas Percy apenas desejava não ter de casar-se com ela, e não que ela morresse, ainda mais de forma tão brutal. Era o segundo assassinato de um membro da alta sociedade que ocorrera recentemente; primeiro, Luke Castellan (ainda que Percy acreditasse que, se ele não houvesse sido morto, ele mesmo faria o trabalho por tudo que o porco havia feito à Annabeth), e agora, a herdeira ao trono da Inglaterra. Algo estava tremendamente errado, e Percy temia por sua vida e pela de seus entes queridos. Apesar de ter desavenças com Sally, não queria que ela caísse nas garras de um assassino capaz de entrar no palácio, e muito menos queria que o mesmo acontecesse com Poseidon. E se ele fosse o próximo? Afinal, todos sabiam que Perseu Jackson era o herdeiro ao trono por ser noivo de Rachel — ainda que não oficialmente, pois ele não teve a oportunidade de pedi-la em casamento — e ele podia muito bem ser o alvo seguinte da mente doente que arquitetara as mortes.
Como era esperado dele, entrou em luto. Usou apenas roupas pretas como sinal de respeito, assim como todos que moravam no palácio e grande parte dos plebeus. A família Dare nunca foi querida pelo seu povo, no entanto, os cidadãos ainda sentiam algum tipo de obrigação a velar uma moça que partira muito cedo do mundo dos vivos. Percy não sabia ao certo o que aconteceria agora; ele havia sido o herdeiro, mas tecnicamente, já que ele nunca fora casado com Rachel, o trono não pertenceria mais a ele. Assim que o corpo de Rachel foi velado e enterrado, os advogados e conselheiros reais invocaram uma reunião, o que não era de surpreender. Os homens eram carniceiros e interesseiros, e para eles, não ter um herdeiro era o mesmo que eutanásia. O alvoroço era claro, e do local na mesa de reuniões que Percy estava sentado ele podia muito bem ouvir os cochichos de cada conselheiro e advogado até que Apolo, o 1º Ministro, pigarreou e pediu silêncio da ponta da mesa, bem ao lado de onde Percy se acomodara.
- Senhores. — Apolo raramente comparecia às reuniões no palácio já que seus deveres eram com o Parlamento, mas quando um assunto de tamanha urgência se estabelecia, ele rapidamente movia forças para se juntar aos conselheiros. Percy ouvia muito sobre Apolo, como ele era o melhor 1º Ministro que a Inglaterra já tivera desde que se estabelecera o Parlamento, e como os homens o invejavam tanto por sua liderança quanto por sua beleza. Era intimidador estar tão perto de um homem tão poderoso, ainda que tão humilde. — É com grande pesar que iniciamos a reunião da qual todos desejávamos não ter de participar. A Inglaterra corre perigo político. Declaro o início da Pauta Real número cinco, na qual discutiremos o testamento de James Dare, ainda não aberto, já que era do desejo do Rei, que os deuses o tenham, que apenas o lêssemos caso sua filha viesse a óbito. Vamos prosseguir. Morfeu, por favor.
Morfeu, o advogado gorducho de James Dare, mexeu em sua pasta de couro com pressa. Ele possuía o rosto achatado, como se estivesse constantemente com sono. Se a situação não fosse tão trágica e não despertasse tanta ansiedade em Percy, ele provavelmente riria; gostava de pessoas de aparência curiosa como Morfeu. O homem pigarreou ao puxar o pergaminho lacrado e intacto de seus pertences antes que começasse a leitura.
- Inicio aqui a leitura do testamento do Rei James Dare III, filho de James II e neto de James I, O Grande. — A voz de Morfeu era tão monótona quanto sua face. — Como a Princesa Rachel Elizabeth Dare não deixou testamento, os desejos do Rei serão os dela, e assim queiram os deuses. — Os conselheiros murmuraram um 'amém' desajeitado e impaciente. - Eu, o Rei James Dare, Terceiro do meu nome, escrevo-lhes o meu Santo Legítimo Testamento, que deverá ser julgado apenas pelos deuses e executado pelos meus homens de confiança...
As primeiras seções do testamento faziam juz aos desejos de posse do Rei. Ele citara quase cada um de seus móveis e para qual de seus amigos eles deveriam ser doados em caso da morte de Rachel, e Percy quase cochilou em seu assento. Sabia que Annabeth lhe daria um tapa se estivesse ali por estar tão distraído numa situação tão séria... Annabeth. Percy precisava encontrá-la mais tarde. Até aquele momento, ele não havia pensado em como a morte de Rachel afetaria Annabeth, ou a ida dela para os Estados Unidos. Isso podia mudar tudo. Com o coração na mão, Percy pôs-se a escutar mais atentamente justo na hora que Morfeu iniciaria a seção do testamento que dizia respeito ao herdeiro.
- Se os senhores estão a ler este melancólico documento, meu bem precioso supremo descansa comigo aos céus. Minha única filha, Rachel Elizabeth Dare, herdeira legítima ao trono inglês não mais abençoa o mundo dos mortais com sua graciosidade. — Morfeu parecia prestes a chorar. Se Percy se lembrava bem, o advogado era um dos únicos que genuinamente gostavam de Rachel. — A Inglaterra não pode permanecer de trono em vacância sobre hipótese alguma. É uma ordem que o meu sucessor seja Ross Blivius Dare, filho de meu primo em terceiro grau, que reside na Escócia. Caso os deuses tenham sido impiedosos e meu último parente vivo que se teve notícia tenha sido levado pelos deuses, que eles o tenham, que o trono inglês seja repassado imediatamente para Perseu Carl Jackson, filho único e primogênito de meu fiel e querido amigo Poseidon Jackson II, que além de ser o melhor de meus companheiros, salvou a vida de minha pequena Rachel quando era apenas uma cria recém saída do ovo...
Morfeu prosseguiu com uma leitura sentimental das últimas palavras do testamento de James, mas Percy estava consumido por náuseas; sabia que James e Poseidon foram muito bons amigos, mas ele ainda tinha a esperança de que a família Dare possuísse uma longa linhagem de parentes aptos a sucessão. Infelizmente, a sorte não estava do lado do menino Jackson. A única maneira de ver-se livre do dever de ser Rei, que nunca realmente lhe coube ou fora sua vontade seria a morte de Rachel ou a quebra do noivado, e ainda assim, ele se via com o peso do trono sobre seus ombros. Se o último parente de James não estivesse mais vivo, ele ainda teria de abraçar a tarefa para a qual não nasceu para cumprir.
Ele precisava ver Annabeth.
XXX
Sally tremia de cóleras desde que lhe fora dada a notícia da morte de Rachel.
Era como se os deuses houvessem envolvido sua existência num teatro de horrores em que ela fosse obrigada a ver seu pior pesadelo se tornando realidade, assistir todos os seus planos pelos quais lutou tão avidamente serem destruídos em sujeira irreparável. Seu único desejo foi que não houvesse nenhum empecilho entre Perseu e o trono, mas agora, nada era certo. Ela havia assassinado a única chance de ter seu filho sendo coroado rei, a menos que o testamento de James Dare dissesse o contrário ou nenhum outro parente fosse encontrado.
O feitiço havia virado contra o feiticeiro, e ela apavorava-se ao perceber que se encontrava sem saída alguma. Implorava para que fosse atingida por um raio ou esfaqueada, qualquer coisa que tirasse sua vida. Vivia com um marido que a desprezava, um filho que lhe ressentia e que dava as costas para a oportunidade de ser membro permanente da família real. Respirava cercada de mimos e enjôos que não sabia aproveitar desde que se casara, sorria para nobres e famílias de pessoas que detestava, e ainda fingia gostar por propósito social. Todo o esforço de uma existência baseada em uma mentira sucumbia-se aos seus pés.
Todo o trabalho de uma vida por um mínimo erro de sua atenção, um desvio de sua concentração tão minúsculo que poucos notariam se não estivessem tão infiltrados na bagunça de um plano mal executado...
Antes de sair para se encontrar com o assassino de aluguel, Sally colocara o retrato de Annabeth em uma das gavetas de seu closet aonde guardava outros retratos e algumas joias para que não houvesse risco de Poseidon questioná-la ou incomodá-la sobre o assunto. No dia marcado para encontrar o homem que executaria o serviço, Sally estava com pressa, pois uma chuva forte se aproximava e a carruagem a esperava do lado de fora. Cometendo um enorme deslize e descuido, Sally enfiou a mão na gaveta e agarrou o retrato que tinha o mesmo tamanho que o de Annabeth, o enfiou no envelope e saiu. Para a sua má sorte, Sally guardava um retrato de Rachel em seus pertences, e foi assim que encomendara a morte da princesa da Inglaterra. O assassino de aluguel só não reconhecera Rachel como a princesa porque era turco e havia acabado de chegar ao país, não reconhecendo nenhuma de suas figuras mais importantes.
A raiva e o descontentamento lhe davam uma febre emocional que consumia seu interior. Mal sabia como havia sobrevivido ao enterro de Rachel sem desmaiar ou ter acessos de raiva; desde que a menina fora morta pelas suas mãos, Sally pediu distância de Poseidon, que, na primeira vez em matrimônio, aceitou sem pestanejar. Ela sabia que o desgraçado estava feliz ao ver que o filho estava praticamente livre dos deveres de um trono que nunca realmente lhe pertenceu. Todas as aulas de Estratégia, toda a tutela... Para que seu Perseu fugisse com uma serva maltrapilha qualquer e deixasse todo o seu brilhante futuro para trás, e tudo isso, graças a ela. Não havia mais ninguém a culpar.
- Sallina? — A voz grossa e calma de Poseidon chamou da porta do cômodo, e ela tremeu. Deuses. Ela não estava pronta para falar com ninguém, muito menos com ele. — Sei que pediu para que eu não a perturbasse, mas há algo que deveria saber. É de seu interesse.
- É mesmo? — Riu com deboche sem humor algum e deu uma longa tragada em seu fino cigarro. Fumar era um hábito que ela reservara para momentos de imensa ansiedade, mas agora, a nicotina era uma velha amiga que não mais deixada seus pulmões. — Seja breve.
- Certo. — Poseidon hesitou, fechando a porta atrás de si. Sua esposa estava enrolada em finos lençóis, sentada nua em uma cadeira próxima à janela entreaberta, o cigarro girando entre os dedos. Ela parecia uma viúva em luto inapropriado, e, ainda assim, não digna de pena, e sim, de desprezo por sua natureza maléfica e maquiavélica. — Os policiais que fazem vistoria na floresta de trás do palácio finalmente encontraram um homem. Escondia-se próximo à saída da cidade e só retornava para o esconderijo para dormir, por isso demoraram tanto tempo para apanhá-lo.
- E? — Sally questionou, imune ao que as palavras de Poseidon realmente significavam.
- Ele confessou o assassinato de Rachel, Sallina. — Poseidon murmurou num tom áspero que ela não ouvia dele há anos. Era o mesmo tom que a condenava por nunca tê-lo amado. — E parece que está muito interessado em mostrar as provas que tem em sua posse, que mostram você como a responsável pelo contrato do assassinato.
Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo. DEIXE SEU REVIEW ME XINGANDO PELA DEMORA! *ou falando coisas gentis hehe
Beijos!
Fale com o autor