She Falls Asleep
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Cenas fortes no final. Quem não está confortável com os "avisos" que coloquei para essa fic, cuidado aí.
Annabeth nunca vira um lugar tão bonito quanto o Palácio de Buckingham.
Ela estivera em uma das discretas carruagens dos empregados, junto de Nico, Afrodite e dos poucos outros escolhidos por Perseu para participar agora dos serviços reais no local, portanto, tiveram de entrar pelos fundos igualmente magníficos do local, mas, de qualquer forma, todos estavam tão impressionados quanto ela: Annabeth sabia que seu Percy frequentava o palácio quase todos os dias mesmo antes de mudar-se para lá, portanto, estava acostumado, mas ela se perguntava como poderia se adaptar a um local tão estonteante, mesmo se passasse o resto de sua vida lá.
Uma das governantas do palácio os recebeu pelos portões de trás; era baixinha, andava e falava muito rápido. Annabeth e os funcionários vindos da mansão dos Jackson fizeram o possível para acompanhá-la, mas estavam muito distraídos com a beleza quase irreal do palácio para prestar atenção em quaisquer informações que estivessem lhe sendo dadas. Foram guiados até a ala leste do palácio, onde, num comprido corredor, diversas portas de madeira estavam posicionadas uma ao lado da outra: apenas cinco portas de cada lado do corredor se encontravam abertas.
– Esquerda para os homens, direita para as mulheres. — A governanta levantou sua voz para que não houvesse dúvidas. — Dois leitos por quarto. Seus uniformes deverão ser buscados na lavanderia de acordo com a numeração, procurem por Cheryl. Aos que estarão trabalhando nas cozinhas, na própria lavanderia ou nos estábulos, por favor, me acompanhem. — A mulher fez que sim, e logo Annabeth se encontrou sozinha com Afrodite, já que as duas eram as únicas que vieram de fora para trabalhar como empregadas. No palácio, as empregadas apenas vestiam, penteavam, banhavam suas senhoras e atendiam aos seus pedidos, já que o serviço de limpar, lavar roupas e cozinhar eram reservados para os encarregados específicos para tal.
– Meu nome é Gianna. — A governanta se apresentou, finalmente. — O Rei me encarrega de ficar de olho no trabalho de vós, empregadas. Logo, serei informada de quais nobres as duas estarão encarregadas. Podem dividir um quarto. Os horários para banho estão num folheto no criado mudo ao lado de suas camas. Perseu Jackson chegará com o resto de sua família amanhã, para a festa, e enquanto não tens uma senhora para servir, ajudarão nas cozinhas. Hoje, Rei James concedeu uma folga para os empregados novos, mas, por favor, não se esqueçam de buscar os uniformes, pois qualquer falta destes amanhã resultará em punição. Sejam bem-vindas.
Com um simples aceno de cabeça, Gianna se retirou, deixando Afrodite e Annabeth com rostos cansados. Dirigiram-se a um dos quartos, e Annabeth surpreendeu-se: na mansão dos Jackson, seus aposentos sempre foram bonitos e limpos, mas estes eram muito mais. O piso era de um bonito linóleo branco, as paredes de um azul claro. Havia uma janela de parapeito de madeira branca no quarto que dava para os imensos fundos do palácio, onde, no momento, haviam dos corcéis brancos sendo treinados; ao longe, um estábulo enorme e bem cuidado. As camas eram de solteiro, bem arrumadas, e no criado mudo onde descansava o papel com os horários e um pequeno abajur, também havia um vaso com algumas mudas de lavanda. Do lado oposto das camas, um armário de carvalho para que guardassem os poucos pertences que possuíam.
– Acho que nos instalaremos bem aqui. — Afrodite, sempre otimista, fez que sim e deu um beijo na testa de Annabeth antes de abrir o armário.
– Espero que sim. — Annabeth concordou. Sabia que podia compartilhar tudo com Afrodite (como sempre fazia), e apesar do incômodo que sentia dentro de si, resolveu não dizer nada. Infelizmente, a mulher a conhecia muito bem, e logo se pôs a confrontá-la.
– Me diga o que lhe aflige. — Ela pediu com um pequeno sorriso enquanto Annabeth pendurava o vestido branco de sedas leves, que Afrodite mesma tinha costurado, o único que possuía além do simples vestido azul que usava. Annabeth, por sua vez, suspirou, balançando a cabeça e sentando-se no canto de uma das camas, a que ficava ao lado da janela.
– Nico me pediu em casamento. — Annabeth deu de ombros, mas, no fundo, sentia-se aliviada em finalmente ter tirado aquilo de dentro de si. Afrodite não sorriu, e nem reclamou.
– Acho que todos sabíamos que um dia, isso iria acontecer. — Ela murmurou, quase como se não quisesse admitir. — E o que você lhe disse?
– Disse... Disse que ia pensar. — Annabeth confessou. Ainda se sentia culpada por ter dado aquela resposta. Sempre amara Nico como um querido amigo, e sabia que não seria justo casar-se com ele quando sempre estaria pensando em Percy. — Não sei o que fazer. Quer dizer... Vou passar o resto de minha vida trabalhando nesse palácio, e se me casasse com ele, teríamos ao menos o direito de morar fora daqui, e só vir para cumprir com os nossos serviços.
– E sabemos que isso não é o que você quer. — Afrodite acrescentou com um pequeno sorriso, fechando as pesadas portas do armário e sentando-se ao lado de Annabeth na cama, envolvendo seus ombros com seu esguio braço. — Percy o trouxe para cá para que ao menos ficasse mais próximo de você. Ainda acho que foi um ato egoísta, mas não tenho o direito de chamá-lo assim se foi uma escolha com a qual você concordou.
– Certo. — Annabeth fez que sim. Queria dizer mais, queria dizer tudo o que sentia, como tinha medo de perder Percy, que nunca fora seu, e como tinha medo de também não ter mais a amizade de Nico. — Mas... Dite, não sei quanto tempo posso suportar... Suportar vê-lo assim, preso como um pássaro indefeso, sendo forçado a fazer coisas que detesta... Não sei se posso suportar vê-lo com a Princesa Rachel, casando-se com ela, tendo filhos com ela, quando sei que nunca a amará..
– Fale baixo agora, minha criança. — Afrodite interveio, segurando uma das mãos de Annabeth nas suas. — Sei que está aflita, mas não adianta tomar nenhuma decisão, agora. Se quer minha opinião mais sincera, vou dá-la a você, como sempre fiz. — Ela fez que sim. — Se Percy trouxe você até aqui, ele tem um plano, Annabeth. Talvez nem ele próprio saiba o que é, mas as coisas ainda vão mudar.
– Como você sabe? Como você sabe que eu não vou levar uma vida de espera, uma vida de sofrimento ao ver todos os dias a pessoa que mais amo sendo submetida à tamanha tortura...
– Dê tempo ao tempo, Annabeth. — Afrodite a cortou gentilmente. — Se Perseu não tomar uma atitude, ele sabe o que faz.
– Mas... E Nico? Meu coração dói por ele.. Sei que o pior sentimento que se pode sustentar por um ser humano é a pena, porém, é meu querido amigo. Já faz quase três quinzenas desde que prometi que o daria uma resposta, e quero por fim ao nosso sofrimento. — Annabeth protestou, sabendo que não podia mais suportar a aflição que lhe consumia, juntamente com a terrível culpa.
– Escute, querida. — A mulher disse suavemente, apertando a mão delicada de Annabeth na sua. Desde seus onze anos, Annabeth nunca tinha visto Afrodite tão séria como naquele momento. — O casamento raramente é uma união de amor. Nesses tempos, é uma relação econômica, e muitas vezes, política. É uma serva livre, se se casar, seja com quem for, não será por dinheiro, nem pelas brigas dos Reis. Tens isso ao seu favor. Coloque tudo na balança da Sabedoria, a mais justa: O companheirismo de Nico valerá à pena pelos anos que passará com ele, desejando estar com outro homem, mesmo que este venha a ser um Rei intocável?
– Tem razão. — Annabeth fez que sim, mordendo o lábio inferior. Sabia que seria uma decisão extremamente difícil, que precisava ser tomada, tanto por ela como para Nico e Percy, também. Amava os dois ao ponto de dar sua vida no lugar na de deles, mas eram amores de diferentes tipos.
XXX
Por mais que houvesse frequentado o Palácio de Buckingham durante toda sua vida, Percy não conseguia se acostumar com o excesso de riqueza do local.
Graças aos deuses o Rei James ainda aguentava em seu posto, desta forma, ainda era, tecnicamente, um homem livre: Enquanto ele respirasse, não tinha obrigação alguma de casar-se com Rachel e nem dormir na mesma cama que ela. Só ter seu próprio quarto era um extremo alívio, apesar de que sentia falta das paredes azuis, de seu telescópio, da bonita sacada em que ficava quando queria ver Annabeth no quintal da mansão, e até mesmo das enormes enciclopédias que nunca lera. Seus aposentos no palácio eram muito maiores e mais sofisticados, porém, frios e nada familiares.
Já fazia alguns dia desde que havia chegado com suas malas e os servos que escolhera, e ainda não teve nenhuma chance de ver Annabeth: Sabia onde ficavam os quartos dos empregados, mas não queria correr o risco de prejudicar nenhum dos dois. Com Rachel sempre tão perto, convidando-o para brincar com seus irritantes poodles cor de caramelo ou participar de seus famosos chás estúpidos com as amigas igualmente insuportáveis, pouco tinha tempo para procurar sua amada pelos corredores. Sabia que Annabeth era forte, deuses, a mulher mais forte que conhecia, porém, não queria que ela sofresse. Na situação em que estavam, parecia completamente impossível, mas queria ao menos dividir com ela o máximo de situações o possível, mesmo estando dentro do palácio, mas para isso, precisava primeiro se acostumar à sua nova rotina. Dessa forma, ficaria mais fácil encontrar Annabeth nos horários que teria livre.
Por enquanto, fora informado por um dos intendentes do palácio que ele estava convidado a participar de todas as reuniões de Estratégia, Política e até mesmo das do Exército. O Rei James, estando extremamente doente, não estaria presente, no entanto, os conselheiros reais o representariam. Percy não estava nervoso: desde pequeno, fora treinado para se acostumar com tamanhas reuniões de Estado, e sua irritação referente aos assuntos de Rachel era passageira, afinal, havia crescido indo àquele palácio quase toda quinzena, e já sabia muito bem como despistar a irritante princesa sem parecer rude.
XXX
Thalia revirou os olhos quando chegou à festa de comemoração no Palácio de Buckingham.
Não estava com um terço da paciência já curta que normalmente tinha, e o vestido azul apertado, mais o espartilho insuportável e os sorrisos falsos que tinha de dar de dois em dois segundos faziam com que sua cabeça girasse. Ao menos, seus pais estavam distraídos, e ela podia beber o quanto quisesse. Os garçons serviam taças e mais taças de champagne, além de sofisticados petiscos que ela realmente não queria comer. A festa ocorria ao ar livre, em pleno ar de outono no gigante quintal de fundos do palácio, e a decoração, como sempre, não deixava a desejar: Apesar de ter voltado de seu longo internato na Áustria havia pouco tempo, Thalia havia estado no palácio várias vezes quando era criança, visto que os Grace eram amigos íntimos do Rei James. Nunca se dera bem com Rachel, a princesa mimada e estúpida, e foi pelo fato de ter lhe dado um belo soco nos dentes quando eram pequenas que os pais decidiram mandá-la para o internato. Quando foi forçada a cumprimentar a gorducha princesa, ela lhe ofereceu um sorriso falso e uma pequena reverência, encarando os lábios de Rachel e pensando com si mesma que não se arrependia nem um pouco de ter lhe dado aquele soco, e o faria de novo, se pudesse.
De forma ou outra, ficou mais fácil se acostumar ao apertado vestido quando a festa prosseguiu. Perseu Jackson foi logo apresentado aos nobres formalmente, e enquanto Thalia o observava, sentiu pena dele: Ela ia ter de se casar eventualmente com alguém que também não amava, porém, Perseu também tinha a obrigação de ser Rei de um país inteiro (e, francamente, ninguém merecia estar casado com Rachel Elizabeth Dare, especialmente um rapaz tão bonito, simpático e educado como ele).
Lá pelas três ou quatro da tarde, a grande quantidade de champagne que Thalia havia sorvido enfim fez efeito: não estava bêbada — era preciso muito mais que champagne para que perdesse a consciência e começasse a falar besteiras — porém, o álcool suave da bebida havia lhe dado uma leveza confortável: o vestido não estava tão apertado, nem o espartilho, e cumprimentar os inúmeros conhecidos que continuavam aparecendo não era mais tão insuportável. Os convidados já estavam mais dispersos, cada qual achando sua mesa perfeitamente decorada ou até mesmo a sombra de uma boa árvore (mesmo que estivesse nublado, como sempre estava em Londres, especialmente tão perto do Hyde Park), e ela sabia que devia encontrar algo para fazer, não só sentar-se ao lado dos pais. Sua mãe, Jane Grace, aproveitava um dos maiores eventos sociais do país para apresentá-la a diversos homens nobres e ricos; se sua mãe e o senhor seu pai se interessassem por um deles e uma boa oferta fosse feita, ela podia sair daquela festa idiota noiva, sabia disso, mas tentava não se importar. Levantou-se de sua cadeira acolchoada, pedindo licença para uma pequena caminhada.
Foi então que testemunhou dois acontecimentos peculiares para uma festa idiota como aquela.
O primeiro ocorria perto de um dos portões ocultos na parede do castelo que levavam à cozinha: os garçons entravam e saíam daquela pequena portela a todo momento, no entanto, Sallina Jackson, num vestido horrendo da cor verde água havia interrompido o serviço de uma das garçonetes e esbravejava em um tom de voz baixo, obviamente não querendo fazer escândalo na festa de recepção ao palácio de seu filho.
– Tem que andar de coluna reta, coluna reta! — Sallina esbravejou, e Thalia franziu o cenho, segurando sua taça de champagne cheia perto dos seios e se escondendo entre algumas trepadeiras que cresciam sobre as paredes do local. — Pensa que isso aqui é apenas mais um servicinho medíocre para você, é, sua maldita rata de cozinha?!
A garçonete parecia apavorada; tinha longos cabelos negros, como os de Thalia, e bonitos olhos cinza, deveria ter quarenta e poucos anos. As pernas pareciam tremer. Já havia escutado coisas terríveis sobre o comportamento de Sallina Jackson com relação aos funcionários, e como ela era temperamental e tinha pouca paciência para erros.
Thalia estava certa de que se Poseidon, o marido de Sallina, não houvesse a interrompido, a pobre garçonete com certeza teria apanhado, ou receberia um castigo pior nas cozinhas do palácio.
– Sally. — Poseidon pigarreou, colocando a mão sobre o ombro da esposa. Thalia tomou um longo gole de seu champagne. — Acho que ela já entendeu, Sally, vamos voltar para festa, por favor. — Ele fez que sim, e, por um instante, o rosto da raivosa mulher suavizou.
Ao mesmo tempo que os rumores sobre a indelicadeza da esposa do médico se espalhavam pelo reino, todos sabiam que Poseidon Jackson tinha um enorme coração e era extremamente calmo e gentil, o oposto da esposa, deixando claro que ambos faziam parte de um casamento arranjado.
– Está bem... Eu... Está bem. — Surpreendentemente, Sally concordou, pisando fundo no mármore negro, caminhando de volta para a festa. Aos olhos de Thalia, ela parecia bipolar, em um momento com uma raiva que não conseguia controlar, e no outro, calma e submissa, quase confusa.
– Me desculpe pelas ações de minha esposa. — Poseidon se dirigiu a serva, e mais uma vez, Thalia tomou um pouco do champagne doce e gelado. — Está muito estressada, esteve planejando esta festa com os intendentes do Rei há muito tempo, e hoje esteve sobrecarregada.
– S-Sem problemas, Sr. Jackson. — A garçonete trazia um semblante numa mistura de medo e alívio. — Eu compreendo.
Thalia franziu o cenho; Poseidon tinha um olhar curioso em sua face, e a garota se perguntou se ela talvez não tivesse bebido demais. Porque ele não virava de costas e ia embora?
– Você me parece familiar. — Poseidon comentou, e Thalia estava mais confusa do que nunca. — Qual é o seu nome?
– Atena, senhor. Atena Chase. — A mulher fez que sim, e imediatamente Poseidon soltou uma pequena risada, fazendo com que Thalia soltasse um suspiro de irritação. Que diabos estava acontecendo? Já estava entediada, e só ficava mais brava por não conseguir compreender o interesse de Poseidon.
– Ah, sim! — O médico exclamou. — Você é a mãe de Annabeth. — Ele fez que sim, como se houvesse descoberto um segredo que mais ninguém podia saber. — Sua filha é uma peça rara. Muito atenciosa. Meio tímida, também, mas eu e minha família gostamos muito dela, principalmente Percy, e ela é certamente uma de nossas melhores servas...
Thalia revirou os olhos. Não queria saber quem era Annabeth, e porque uma serva era tão amada por Perseu ou por Poseidon ou por sei lá mais quem. Para falar a mais pura verdade, sua irritação vinha do fato de que seu champagne havia acabado, e ela não via garçons carregando as bebidas em lugar algum. Deixou sua taça de vidro no chão e moveu-se silenciosamente para longe dali. Ainda não estava preparada para voltar para a mesa de seus pais, que provavelmente se perguntavam por que ela demorava já fazia mais de dez minutos, mas ela não se importava.
Preciso de mais champagne. Cadê o maldito garçom? Ah, deveria ter ficado em casa. Festa estúpida, sim, festa estúpida --
Antes que pudesse caçar uma bebida, escutou um barulho baixo vindo das trepadeiras do outro lado da construção, o que estava virado para os lados das árvores altas do Hyde Park. Thalia procurou prestar atenção: O que estariam fazendo ali? Ninguém se incomodaria em ir para aquele lado do palácio, especialmente com a enorme festa acontecendo. Não havia nada para ver além de espessas trepadeiras, e...
– Oh...
Thalia foi atingida em cheio pelo gemido. Não era um gemido de dor, muito menos de surpresa... Deuses, era um gemido de prazer. Vindo das trepadeiras. Quão irônico. Seja lá quem fosse que se aventurava ali, em um dos cantos inexplorados e escondidos do palácio, e certamente havia escolhido um bom lugar para fazer suas respectivas atividades. Curiosa, Thalia moveu-se ágil como uma raposa para um vão entre as paredes e as trepadeiras, que lhe dava a visão perfeita para descobrir quem se aventurava ali, bem debaixo dos narizes dos guardas e dos nobres.
Arrependeu-se.
Encostada na parede bege, estava uma moça esguia, loira e bonita. Usava um uniforme preto em formato de um pequeno vestido colado ao seu escultural corpo, acompanhado de um pequeno avental, indicando que trabalhava no palácio, provavelmente como uma empregada. Os seus cachos dourados, uma vez no que parecia um comportado coque, agora se chocavam contra o gesso da construção. Com o seu corpo conectado ao da moça, estava um homem, um homem alto, bronzeado... Deuses, não podia ser... Tinha cabelos cor de areia, e uma cicatriz conhecida sobre o rosto... Sua mão grande se encontrava sobre a boca da serva, para que não emitisse barulho, enquanto ele procurava seu próprio prazer.
Por um instante, a moça virou a cabeça para o lado, e seus olhos profundos e cinzas se encontraram com os de Thalia, lágrimas caindo para as suas bochechas brancas como a neve. Suplicava por socorro, por ajuda, pois não se aventurava, e sim estava sendo molestada da pior maneira possível.
Covarde, Thalia desencontrou o olhar da bonita moça e deu meia volta, se esgueirando de volta para perto da cozinha. Tinha acabado de testemunhar Luke Castellan, seu bom amigo, filho de influentes nobres empresários e conhecidos dos Grace, violentando uma serva do Rei.
Notas finais
Não me matem, ou não posso escrever coisas bonitinhas e felizes D:
Enfim, meninas, me desculpo pela demora, como sempre. Minhas aulas começam hoje (segunda-feira) e fiquei escrevendo até de madruga pra postar pra vocês.
Mudando de assunto, aqui está a fic nova que prometi quando terminei Vainglory, se alguém quiser dar uma olhadinha:
http://fanfiction.com.br/historia/320565/Daylight/
Como sempre, peço 10 reviews aqui pra continuar, ok?
Beijos!
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