She Falls Asleep

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Eu sei, eu demorei.
Agora vamos ler? huahuahuuha

Annabeth colocou a mão sobre a parte inferior de sua barriga, mordendo os lábios com toda a força que pode para não deixar escapar um protesto de dor. Fazia horas desde que o ato em si havia ocorrido, mas a dor física e emocional não cessara: na verdade, parecia apenas aumentar. Se realmente existem deuses lá em cima, ela pensou, eles terão piedade, e me tirarão a vida. Desejava ter levado mil facadas, ou um tiro de arma de fogo no peito, qualquer coisa que pudesse a ter matado de uma vez, e que não deixasse cicatrizes. Dessa vez, no entanto, sabia que estaria marcada para sempre, e que qualquer esforço seu para esquecer seria em vão.

Estava frio, e o uniforme preto e branco sem graça do palácio pouco a esquentava. Assim que as lágrimas de minutos atrás secavam com o vento congelante, novas caíam, tão frias quanto à neve que estava prestes a cair. A festa já havia acabado há tempos, e o homem loiro de olhos cortantes e cicatriz que havia a molestado havia a deixado ali, com a vaga promessa de matá-la se contasse para alguém. Desde então, ficara ali, escondida entre as trepadeiras. Temia que, se saísse para tentar adentrar o palácio pela entrada dos funcionários da cozinha, ele estaria esperando por ela com a mesma expressão vil de anteriormente, porém, por mais que fechasse os olhos, a terrível imagem não desaparecia. Talvez, se ficasse ali na neve, o frio eventualmente colocaria fim à sua miserável vida, e seria muito melhor assim. Quem choraria por ela? Afrodite, com certeza, e Nico, também. Seus pais compareceriam, e talvez Mason. Seu coração se contorcia de agonia ao pensar que, talvez, Percy não comparecesse. Ele havia lhe jurado seu amor, seu corpo e alma, mas tinha outras prioridades agora. Ele a havia salvado uma vez, no que parecia ter sido outra vida, mas porque ele o faria novamente? Ele beijaria seus lábios duros e sem vida? Ele juraria ser fiel, mesmo em morte? E por que o faria?

Ela sempre seria uma serva. Maldita serva, sem valor algum, comprada e trocada como uma mercadoria e, mesmo que vivesse, continuaria sendo uma serva. Perseu Jackson, futuro monarca, poderia muito bem arranjar outra. Só percebera naquele momento o quão inútil realmente era, como seria facilmente substituída. Nico arranjaria outra noiva, Afrodite, outra companhia, e Percy, outro amor. O terrível pensamento fez com que emitisse outro pequeno gemido de descontentamento, trazendo mais uma vez lágrimas aos seus já cansados olhos. Pela primeira vez em sua áspera vida, Annabeth não conseguia enxergar o lado bom da situação em que estava aprisionada.

- Annabeth? Oh, deuses!

Uma voz feminina, maternal e distante soou do que pareciam metros e metros de distância. Em poucos segundos, no entanto, Afrodite surgiu no meio da neblina, vestindo uma roupa quente e trazendo nas mãos um cobertor de lã, que Annabeth desejava tanto que sua mandíbula doía.

- Está roxa! — Afrodite reclamou em um tom baixo, sabendo que, se os guardas vissem as duas fora de hora naquele lugar seriam devidamente punidas, e não deveriam arranjar confusão logo nas primeiras semanas de trabalho. A mulher agachou-se na frente de Annabeth, envolvendo o corpo esguio da moça com o grande cobertor, fazendo com que a pele de Annabeth soltasse pequenos arrepios de satisfação. Havia esquecido como passar frio era quase tão ruim quanto passar fome, ainda mais na Inglaterra, onde as temperaturas atingiam dezoito graus negativos durante a noite. — Vamos, menina, precisa levantar... A lareira está acesa no quarto, e os guardas não podem nos achar, e... Precisa me contar o que houve...

Afrodite deu um puxão gentil no cobertor para incentivar Annabeth, que entrara num transe momentâneo de pequena esperança provida pelo calor e se esquecera de sua dor. A moça apoiou-se no chão manchado de neve para levantar-se, no entanto, quando o fez, uma dor irradiou do meio de suas pernas por todo o seu torso, e ela deixou escapar um grunhido de dor ao se apoiar na parede, a mesma parede em que estivera sendo violada horas antes.

- O que há? — Afrodite franziu o cenho, examinando Annabeth dos pés à cabeça. Havia cuidado da garota como se fosse sua filha desde que a menina chegara magra e suja como um cão de rua à mansão dos Jackson. Sabia de todo o seu sofrimento, havia o sentido na pele por amá-la tanto, e, ainda assim, nunca havia visto Annabeth tão frágil. — Annabeth... — Começou, no entanto, o olhar assustado desta e as pernas brancas e trêmulas já diziam muito.

- Eu...

- Vamos, vamos, menina. — Afrodite fez que sim rapidamente, tentando controlar as lágrimas. Já em seus quase quarenta anos, ela ainda se lembrava de ser criança, e, principalmente, de ter a idade que Annabeth tinha agora: Em seus dezoito anos, Afrodite morava nas ruas, e reconhecia o olhar sem alma que a loura trazia em seu semblante. Aquele era o olhar de uma moça que tivera sua intimidade violada. — Vamos dar-lhe um banho.

Afrodite ajudou Annabeth a andar lentamente até a entrada discreta da cozinha (há esta hora, já vazia). Demoraram longos minutos, já que a ardência no corpo da moça atrapalhava o movimento de seus membros. Com o braço envolvendo os ombros da moça, Afrodite silenciosamente deixou-se chorar, de coração partido pela sua menina Annabeth, que já havia sofrido tanto, e que agora sofrera o maior dos crimes, e nada podia fazer por ser apenas uma serva.

XXX

Thalia engoliu o grande nó em sua garganta enquanto suas servas ajudavam-na a se vestir. Mal conseguia se olhar no espelho, sabendo que estava se embelezando com as mais caras maquiagens e os mais raros tecidos para um jantar com pessoas que mal conseguiria cumprimentar; normalmente, ela ignoraria seu espírito rebelde para que os pais não brigassem com ela, mas, desta vez, nem seu excelente talento para atuar iria salvá-la de estampar o descontentamento em suas feições: A família Castellan era a convidada.

Luke e ela cresceram como melhores amigos: com ele, ela havia aprontado todas as suas travessuras. Quando criança, ela já sabia que ia casar-se com algum homem rico e poderoso, e em sua mente, sempre imaginara ser Luke... Isto é, até o dia que fora mandada para o internato, nos seus oito anos de idade. Ela visitava os pais duas vezes por ano, e foi dessa forma que manteve sua amizade com o moço intacta. Quando voltou definitivamente, escutou rumores sobre a família Castellan estar mesmo interessada em juntar seus filhos em matrimônio, e apesar de Thalia não ser mais uma garotinha, preferia casar com Luke, quem conhecia (ou pensava que conhecia, ao menos) do que um completo estranho. Agora, no entanto, já não sabia o que achava pior. A cena que havia presenciado no Palácio de Buckingham já havia lhe tirado o sono por semanas e semanas seguidas... A expressão de dor e súplica nos bonitos olhos cinza da criada loira e esbelta, os grunhidos de Luke... A culpa a corroia como a mais poderosa cólera. Ela podia ter interrompido, podia ter gritado, pedido por socorro, impedido que a pobre moça ficasse ainda mais traumatizada... Mas escolheu não fazê-lo. Escolheu ser covarde, deixar que Luke terminasse o serviço em uma serva inocente, e ainda por cima, não havia contado a ninguém.

Estava cansada de se sentir assim. Ia colocar um fim nisso, ia confrontá-lo. Esta noite. Sabia que não havia mais conserto, que a moça violada nunca mais seria a mesma, mas... E se Luke houvesse estuprado outras inocentes garotas? E se o homem que ela jurou conhecer melhor que ninguém, e que em quem confiou todos os seus segredos, não passasse de um rato imundo?

- Lady Thalia, os convidados chegaram. — Um dos mordomos da casa chamou da porta do quarto. — O senhor e a senhora Grace a esperam.

Thalia fez que sim e agradeceu, deixando que as criadas rapidamente colocassem o enfeite de esmeraldas em seus longos cabelos negros para que combinassem com o vestido luxuoso que usava. Respirou fundo, estampou um grande e falso sorriso no rosto enquanto se preparava para descer as escadas.

XXX

Você está aqui para ver Percy, Annabeth repetiu mentalmente. Percy nunca vai te machucar.

Ainda assim, a moça tremia de um medo inesperado. Após os traumáticos eventos no dia da festa de cerimônia, Afrodite a havia ajudado a se esquentar e a se lavar. No entanto, pouco pode lhe confortar, e disse-lhe o que já sabia: Luke Castellan era um nobre, e a palavra dele sempre valeria um bilhão de vezes mais do que a dela, mesmo que ele murmurasse a mais pura das mentiras. Ir contra um homem poderoso como ele certamente ia custar-lhe a vida, portanto, dia após dia ela silenciosamente curou-se, esperando que os deuses fossem mesmo misericordiosos e que lhe mostrassem um novo caminho, um caminho sem sofrimento.

Fisicamente, os sinais do abuso não tardaram a desaparecer. Os hematomas roxos deixados na cintura de Annabeth logo ficaram amarelos e sumiram, assim como a ardência constante entre as pernas. Afrodite foi o mais discreta possível ao chamar o médico responsável pelos cuidados dos empregados; depois que o homem a examinou por completo (Annabeth não conseguia lembrar-se da última vez que se sentira tão envergonhada na frente de um profissional da saúde), afirmou silenciosamente que o corpo dela se curaria sozinho. A moça conseguia ver nos olhos do homem que este sabia o que havia acontecido, e que sentia pena dela.

Infelizmente, curar-se mentalmente não era tão simples. Em alguns momentos, ela chegava a pensar que nunca conseguiria ser a mesma, que seria para sempre assombrada com a visão do homem chamado Luke, de seus olhos bonitos, porém maldosos. No início de sua tentativa de recuperação, chorava muito; nunca havia gostado de derramar lágrimas, mas agora, isto estava fora do seu alcance, e a ação era tão comum que chegava a ser involuntária. Conforme os dias e as semanas passavam, no entanto, ela se acostumava com a constante dor que envolvia seu coração, e, desta forma, tornou-se dormente. O fato de que ainda não havia tido um momento sozinha com Percy desde que lá haviam chegado também contribuiu para que se conformasse com o sentimento de injustiça e abandono que já havia há tanto tempo se instalado nela que praticamente corria em seu sangue como a linhagem de uma família.

- Annie? — A voz familiar de Percy a chamou da porta de seu enorme aposento, e ela virou-se para longe da janela em que estivera depressa, perdendo seu fôlego por um breve instante quando ela o viu. Era óbvio que de vez em quando, se cruzavam nos longos corredores no palácio e trocavam breves olhares, mas nada podiam fazer. Agora estavam enfim a sós, numa falsa liberdade que pouco duraria, mas que ainda assim, era apenas dos dois e de mais ninguém.

Ela não conseguiu responder. Sentia calafrios percorrendo seu corpo e abraçou o casaquinho de lã contra seus ombros; a última vez que havia se sentido daquela maneira foi logo antes de beijá-lo pela primeira vez, há quatro anos, e era estranho como a insegurança a consumia com um misto de medo e vergonha. Percy nunca te machucaria, ela repetiu para si mesma mentalmente. Percy ama você. A última frase foi ainda a mais difícil de aceitar, mesmo que soubesse que era a mais pura verdade.

Ele não havia mudado nada. O mesmo cabelo negro e brilhante, a pele levemente azeitonada, o corpo forte debaixo das vestimentas caras, os olhos verdes penetrantes, idênticos aos de seu pai, o sorriso gentil, as feições tímidas, a voz levemente hesitante...

Antes que Annabeth pudesse ao menos tentar oferecer a ele um ensaio de uma resposta, Percy rapidamente se aproximou, gentilmente puxando o rosto dela para perto e dando-lhe um beijo terno e lento; normalmente, Annabeth sentiria explosões de felicidade e amor dentro de si, mas desta vez, foi consumida por um pânico inexplicável que fez com que o seu corpo se jogasse para trás, separando os dois. Sua cabeça doía, pulsava, e seus olhos se arregalavam ao encarar o rosto tão surpreso quanto o dela de Percy; ela tentava desesperadamente registrar que estava ali, dentro dos aposentos dele, com ele, o homem que ela havia amado por tanto tempo, o homem pelo qual ela daria sua vida. Ainda assim, era como se seu subconsciente continuasse a transportando de volta para o terrível momento nos arredores do palácio... De volta para os agonizantes instantes que aquele homem vil e sujo havia estado dentro dela, a molestado, tirado parte de sua pureza...

- Annie, está tudo bem? — Percy franziu o cenho enquanto Annabeth lentamente levou os dedos aos lábios.

Considerou mentir, dizer que estava tudo em perfeito estado e ainda dar-lhe outro beijo, mas Percy com certeza veria por cima de seu ato. Além disso, novas lágrimas já formavam em seus olhos cinza pelo susto que a lembrança ruim havia lhe causado, e agora, não havia mais como esconder nada. Nunca havia gostado de mentir, especialmente não para ele.

- P-Percy. — Ela murmurou calmamente. — Eu... Preciso que você me escute. Mas preciso que me deixe terminar, entendeu?

- Annabeth, o quê --

- Entendeu? — Ela insistiu, sabendo que se fosse interrompida por ele, não teria forças para contar o ocorrido por completo.

Depois que se sentaram no canto da cama e logo antes que começasse a falar, Annabeth lembrou-se da moça de olhos azuis que havia presenciado o desumano ato; ela havia olhado bem para ela, lhe suplicado silenciosamente com a face se contorcendo de dor, e ainda assim, ela havia lhe dado as costas e fugido. Só lhe restava desejar que o mesmo não acontecesse com Percy, por mais que ela continuasse se dizendo que ele a amava.

XXX

Sally contorceu-se levemente enquanto dormia. Sabia que estava apenas sonhando, e por mais que lutasse contra o seu inconsciente, já havia tido o mesmo pesadelo diversas vezes, e o que fazia dele diferente dos outros era que os acontecimentos deste já haviam acontecido; há muitos anos atrás, mas ainda assim, foram reais, e a mulher já havia há tempos reconhecido que nunca poderia livrar-se de tais lembranças.

- Sallina. — A voz de seu já falecido pai a chamou, o rosto do homem contorcido em desprezo enquanto ele cruzava os braços na frente do peito. — Mais uma vez, eu me desdobro para lhe dar a vida que você merece, e cospes na minha cara! — O homem partiu de encontro à moça, que, na época, tinha apenas dezesseis anos, e tascou-lhe um tapa ardido na bochecha. Não era a primeira vez que o pai havia lhe batido, e não seria a última, mas o fato não fazia com que cada vez que a palma dele viesse ao seu encontro doesse menos.

- Pai! — Sally engasgou nas próprias lágrimas, arrastando-se contra o chão frio de madeira do casebre simples de sua família enquanto se encostou a uma parede. O homem foi atrás dela, e a encarava de cima; o rosto familiar do homem que havia lhe cantado músicas de ninar por toda a sua vida estava irreconhecível, vermelho, bufante, como um touro violento. — P-Pai, por favor... Deixe Paul fora disso, eu...

- Como ousa pronunciar o nome daquele rato imundo em minha casa?! — Rosnou, e Sally deixou que o pai lhe desse outro tapa no rosto. Antes estivesse distraído com ela do que indo atrás de Paul. Precisava dar tempo para que ele ao menos fugisse e encontrasse um local seguro. Seus pais não eram ricos, aliás, estavam muito longe disso, mas conheciam alguém que poderia matá-lo a sangue frio. — E como ousa envergonhar a mim e à sua mãe? Tem noção do quanto tivemos que batalhar para conseguir lhe arranjar esse casamento? — Os berros dele só ficavam mais altos, e logo Sally sentiu um cuspe de desprezo atingindo-lhe a testa. Abaixou o rosto em desespero. Não queria ser ainda mais humilhada por ele, seu progenitor... Estava destruindo sua felicidade, mas ainda o amava, deuses, como amava... Era seu pai. Entendia que ele só queria o melhor para ela, mas ainda assim era muito duro ter de aceitar que ele preferia vê-la rica a vê-la feliz.

- Me desculpe, pai, desculpe... — Sally repetiu; no fundo de seu coração, sentia-se culpada. A família dela era paupérrima, e sabia que não foi tarefa fácil arranjar um casamento entre ela e o médico ascendente Poseidon Jackson, aliás, fora uma grande luta de anos e anos seguidos, mas ainda assim, não podia negar os desejos de sua paixão. — Eu me casarei com Poseidon, o senhor sabe que sim... Só deixe... Só não faça nada ao Paul, eu...

Esperava levar outro tabefe, e, no entanto, o homem apenas riu com escárnio e sarcasmo. Parecia deliciar-se na fragilidade dela, e isso fez com que a pequena compaixão que Sally tivesse pelo homem desaparecesse em poucos segundos.

- É óbvio que vai se casar com Poseidon, querida. — Fez que sim, andando rapidamente até a mesa para agarrar o copo cheio de uísque, que ele costumava chamar de 'o caramelo dos pobres'. — Mas, veja bem... Você traiu a nossa confiança, e a de Jackson também. Você é a noiva dele, e graças ao seu pequeno caso com o rapaz maltrapilho, eu mesmo disse a Poseidon que era de total direito dele que deixasse bem claro a quem você pertence. Para sempre.

Sally sentiu sua cabeça girar. Para sempre. Deixar bem claro a quem você pertence. Poseidon. Paul. Apesar da dor queimante das palmadas que levara no rosto e do medo que ainda sentia do senhor seu pai, não podia deixar que Poseidon fosse atrás de Paul em hipótese alguma... Apoiou-se contra o piso e levantou-se com certa dificuldade, e mais uma vez, seu pai soltou uma pequena risada lotada de cinismo.

- Se eu fosse você, me apressaria. — O efeito do álcool da bebida com certeza já havia se estabelecido nele, mas mesmo assim, falava com a honestidade de um homem prestes a morrer. — Hoje é terça-feira, não é mesmo? O dia em que você e seu menino dos estábulos se encontravam na floresta... E pelo que a luz do sol me diz, Sallina... Está atrasada. Não ia querer que Poseidon chegasse antes de você, lhe garanto, ainda mais com aquela espingarda que ele anda carregando.

Está atrasada.

Atrasada.

A mulher finalmente acordou, poças de suor inundando a trança que tinha nos longos cabelos castanhos. Podia ver feixes de luz sobre as cortinas, e soltou um suspiro de alívio ao notar que o marido não estava mais dormindo no seu lado da cama, e provavelmente já saíra para trabalhar a horas atrás. Fazia tempos que havia se deixado dormir por longos momentos extras como naquele dia, e se soubesse que seria assombrada com o mesmo pesadelo que sempre sonhara, teria acordado antes mesmo dos empregados.

A voz do senhor seu pai ainda ecoava pelos seus ouvidos, e por mais que ela procurasse se acalmar dizendo que ele não podia lhe fazer mais nenhum mal por estar morto, ainda se sentia em completo perigo ao dormir do lado do homem que havia matado o seu futuro há todos aqueles anos atrás.

Notas finais
Hello, semideuses!
Como disse da última vez, estou no terceiro ano do Ensino Médio e isso realmente está complicando. Estudo cerca de dez horas por dia, e tenho um horário muito rígido, então infelizmente foi complicado pra atualizar.
Enfim, espero que tenham gostado do capítulo. Mais detalhes sobre a história da Sally vão ser revelados logo.
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