Notas iniciais
Bem, aqui está o primeiro capítulo. Enjoy it!

Naquela manhã, Annette levantou-se determinada a ter um dia diferente. Após sua higiene, fez café e tomou-o começando uma limpeza geral em seu apartamento, num processo de livramento de tudo o que não tinha mais uso.

Uma lavagem de tudo o que gritava... Elijah Burke.

As coisas que não empacotara e encaminhara para ele, as coisas que ele a tinha dado.

Por sete meses esperara, em vão, que ele mudasse de ideia e voltasse. Agora não podia mais, não tinha mais capacidade psicológica ou física, não podia esperar para sempre.

Como todos seus últimos dias eram solitários e vazios, começou a arrumar sem pressas, ao som lento da música “Smile” de “Michael Jackson” no fundo, pois tinha colocado a rolar o último album lançado pelo “rei do pop”, “Blood On The Dance Floor – In The Mix”.

Gostava particularmente daquela música, e enquanto prestava atenção a tocante letra encorajadora, sacava todas as coisas que ganhara do ex-noivo.

Sorria, embora seu coração esteja doendo

Sorria, mesmo que ele esteja partido

Se há nuvens no céu, você vai dar um jeito

Se você sorrir, com seu medo e tristeza

Sorria, e talvez amanhã

Você descobrirá que a vida ainda vale a pena

Se você apenas sorrir...

Teve um momento de fraquejo, claro. Ali com os retratos deles juntos, os sorrisos brilhantes ou os beijos. Via-se tão apaixonada, tão feliz, como uma mulher que tinha ganhado o mundo.

Como ele pudera tirar-lhe isso?

Repreendeu a vontade de chorar e engoliu as lágrimas. Jogou os retratos, os albuns e os livros numa caixa, enfaixando-a com fita-cola e levando para a dispensa. Não sabia que fim daria a caixa, mas algo a fez guardá-la por enquanto.

Naquele momento, pensou em como felizmente detestava tirar fotos e eles não tinham muitas, afinal um namoro de 4 anos poderia conservar milhares de fotos.

Tudo, porém, ainda estava guardado e vivo na sua memória. Suspirou, estava cansada daquela esperança inútil, mas não tinha algo em que se apegar para esquecer de vez aquele capítulo de sua vida e seguir em frente.

Após a limpeza, seu apartamento parecia tão vazio, tão alheio. Ignorou a tristeza que a invadiu e sentou em frente a TV plasma da sala, com uma grande tigela de gelado de chocolate no colo.

Logo sua peluda gata preta pulou no cadeirão perto dela, e sorrindo alisou seus pelos macios, olhando para a TV onde passava o filme “Sleep Hollow – A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, que era um dos seus preferidos, junto de Edward Scissorhands, Charlie e a Fábrica de Chocolate e todas as outras criações de Tim Burton interpretadas por seu ator preferido, “Johnny Deep”“.

Mal chupou a primeira colher de gelado que ouviu seu telefone tocar, e apalpando no cadeirão achou-o. O coração palpitava, com a inútil esperança de que fosse “ele” a ligar, mas logo murchou ao ver que não. Era número desconhecido.

“Alô” Respondeu após de deslizar o dedo no verde.

“Alô bom dia, falo com Annette Schoenfeld?” Uma voz masculina perguntou.

“Sim, ela mesma.” Confirmou, intrigada.

“Senhora Schoenfeld, daqui fala John Branca, quero contratar seus serviços para um show particular em uma festa privada, uma despedida de solteiro, daqui a três dias.”

Annette franziu o cenho. Fazia tempo desde o último convite para se apresentar, talvez por que recusara uma centena deles. Mas John Branca? O nome não lhe parecia desconhecido, onde já o teria ouvido?

Estava desmotivada e indisposta demais para se importar, então focou-se em outro aspecto, que a levou a retrucar:

“Senhor Branca, eu não faço esse tipo de coisas, dançar em despedidas de solteiros, acha que eu sou uma striptease ou algo?”

“Não, eu não pretendo ofendê-la. Não será uma festa indecente, Senhora Schoenfeld, será apenas cheia de entretenimento e desejo incluir acrobacia.”

Annette fez uma careta de dúvida. Esperava mesmo que ela acreditasse que uma despedida de solteiro não seria indecente? Bem, ela já comparecera a suficientes para não acreditar nele.

“Entendo... mas, infelizmente, eu não tenho feito mais apresentações...” Tentou escapar, mas ele a cortou:

“Sim, eu sei. Mas peço que abra uma exceção. É a melhor dançarina acrobata de toda a California, estou disposto a pagar o triplo.”

Annette tentou retrucar logo um novo protesto, mas silenciou-se para pensar um pouco. Já dançara tanto que tinha condições acima das básicas, dinheiro não era um problema para ela. Mas até quando negaria convites? Quando reconstruiria sua vontade de voltar ao que mais amava fazer?

Pensando assim, voltou a voz para o telefone:

“Onde será, Senhor Branca?”

Desligando o celular, o homem de terno cruzou as estátuas de crianças de bronze brincando que metiam-se no caminho verdejante, reencontrando o astro que tomava o café da manhã numa mesa ali perto.

De cabelo preso e com uma camisa encarnada, Michael tomava um copo de sumo, tendo no colo seu chimpanzé, Bubbles, que abria uma banana.

“Mike, sua despedida de solteiro vai ser memorável.”

“Hm... qualquer coisa serve, Branca, eu só quero me casar, antes que Rosemy enlouqueça com os malditos tabloides.” Resmungou o cantor num tom enfadonho, puxando uma torrada.

Logo avistaram a mal-disposta Rosemy chegando com um roube de seda de tom aqua como o vestido de noite que tinha por dentro, passando uma mão no cabelo castanho até nos ombros antes de puxar uma cadeira e murmurar:

“Bom dia.”

“Bom dia, amor. Sua dor de cabeça passou?” Perguntou Michael, alternando o olhar entre ela e Bubbles a quem ajudava a comer banana.

“É uma enxaqueca, não passa, a gente precisa subir no altar.” Respondeu olhando-o enquanto pegava a jarra de sumo.

“Estamos tratando disso, você precisa relaxar um pouco.” Michael soava natural, falando em seu tom suave.

O olhar que a noiva lhe deu mostrou que ela não queria relaxar, e quando olhou para o chimpanzé fez uma careta.

“Esse chimpanzé tem mesmo que tomar o café com a gente?”

“Ele se chama Bubbles, pela milésima vez. E qual é o problema nisso?”

“O problema é que ele é um animal, Michael! Eu não tenho que sentar a mesa com um animal.”

Michael olhou-a com indignação, parecia pronto a dizer algo, quando John tomou sua atenção:

“Bem, eu vou que tenho muitos afazeres hoje. Fiquem bem!”

“Obrigada.” Balbuciou Rosemy, enquanto Michael:

“Vá com Deus Branca!”

Assim o assessor foi embora, pois ele já teve dessa cena o suficiente por anos.

“Sumo de pêssego!”

Annette ouviu o grito da amiga da sala e bateu a geladeira fechada revirando os olhos. Como se ela não soubesse! Já tinha o sumo em mãos, pegou uma taça no armário da cozinha e voltou para a sala, para encontrar a grávida comilona que se fartava de comer uma sandes de atum.

Não evitou rir, vendo-a comer a acompanhar a música que saía da TV, “School Of Rock” dos “Led Zeppelin”, pois apresentava justo o climax do filme de comédia “School Of Rock”.

“Você vai se engasgar, Marjorie.” Falou ao cair sentada ao lado dela, sem deixar de rir.

“Vou nada!” Respondeu de boca cheia. “Estava pensando... acho que você deve sim aceitar essa proposta, se ele garante que não será uma despedida de solteiro indecente, se bem que eu duvido que isso seja possível em pleno século XXI... enfim, quanto tempo você não dança?”

“Eu danço sempre, cá em casa.” Disse afastando sua frança dos olhos e recebeu um olhar de tédio da amiga.

“Estou falando de apresentação profissional. Elijah foi embora há meses, você precisa tocar sua vida para frente.” Disse bebendo o sumo cheio de poupa e limpou uma gota que caiu em seu vestido amarelo que usava com cachecol.

“Isso não é sobre Elijah!” Revirou Annette, os olhos. “Eu apenas... não tenho disposição.”

“Tudo isso é sobre Elijah!” Contradisse Marjorie, pegando um cupcake de chocolate da mesa e começou a comer, prosseguindo “Você está deixando de fazer as coisas que sempre amou, perdendo sua essência e sua paixão pela vida, enquanto o filho da puta está lá feliz sem você.”

“Ok, ok, eu vou aceitar a proposta. Feliz?”

Marjorie encarou-a limpanho os dentes com a língua, e puxou outro cupcake, começando a comer ao respondê-la:

“Você não tem que fazer isso por mim. Tudo isso é sobre você mesma, Ann, sobre você se sentir bem.”

Annette olhou para o vazio e aquiesceu as suas palavras.

Quando chegou o sábado, Annette destinou-se cedo ao hotel onde tinha o salão reservado para a festa. John Branca fora tão evasivo com relação aos detalhes que ela logo calculou que se tratava de algum famoso.

Mas não se interessara de todo. Só pensava em executar sua performance, fosse para quem fosse a despedida de solteiro. Ouviu durante o caminho todo o album “Bad” de “Michael Jackson” e chegou cantando “Dirty Diana”.

Estacionou seu “Nissan Sentra” branco entre dois furgões que estavam a descarregar equipamentos para dentro do hotel que pareciam de luzes e música.

De seguida saiu do carro, puxando a bolsa. Colocou os óculos escuros e trancou-o, as mãos nos quadris da túnica cinza de lã ajustada nas nádegas que usava sob leggings pretas e botas de salto fino enfeitadas com zipers.

Como combinado com John Branca, tinha um segurança esperando-a no saguão, um gigante negro de sorriso branco que lhe estendeu a mão:

“Bill Bray!” Apresentou-se, com uma voz forte.

“Annette Schoenfeld.” Apertou ela, antes de segui-lo para o saguão de entrada e direito ao elevador, não precisando se identificar na recepção.

Estranhou ao ver que o hotel estava vazio, mas não se importou de todo. Bill levou-a até o único andar movimentado, apenas por pessoas que pareciam da produção da festa, e encaminhou-a ao salão específico onde decorreria.

Tudo estava a ser montado, era gente para todos os lados e aparelhos, luzes, e colunas. Ainda tinha muito trabalho a ser feito, mas pela velocidade e quantidade de profissionais ela ficou certa de que conseguiriam terminar a tempo.

“Onde está John Branca?” Perguntou para o guarda.

“Branca ainda não chegou.” Bill disse, antes de, ao invés, introduzí-la a uma mulher que passava. “Ela é Susan Doyle, quem a vai nortear.”

A mulher quarentona de rosto magro sorriu para ela estalando fora do rosto os cabelos loiros e passou o walkie-talkie para a mão esquerda estendendo-a a direita.

“Você deve ser a dançarina acrobata.”

“Sim, Annette Schoenfeld.” Apresentou apertando-lhe a mão.

“Ótimo, venha comigo!” Susan girou nos calcanhares e Annette foi com ela.

Passaram três palhaços que estavam fazendo parvices e outras pessoas, enquanto Susan ladrava com alguém pelo walkie—talkie, até chegarem ao camarim que era especialmente para ela.

A luxuosa limousine branca estacionou nas traseiras do edifício, seguida pelos dois carros pretos de onde desceram os seguranças que logo deram cobertura para a entrada segura de Michael que estava acompanhado de Ne-Yo e John.

“Susan disse que está tudo pronto, podemos subir!” Disse-lhe este acabando de desligar o telefone.

A recepção estava vazia, exceto por uma jovem que estava atrás do balcão checando alguma coisa, esta que ficou se esticando sem sucesso para ver mais do que a mão branca do astro entre os seguranças enquanto eles caminhavam para o elevador exclusivo.

Os seguranças ficaram ao redor do elevador, como uma cobertura nas paredes, com os três homens importantes dentro.

“Rosemy me deu hora para voltar para a casa, eu só tenho até as 22!” Exclamou Michael, advertente.

“22? Meu, já são 19, você mal terá 3 horas!” Disse Ne-Yo com uma careta, endireitando seu boné.

“Terá que ser suficiente, eu não quero que minha pobre noiva surte de vez!” Michael balançou a cabeça. “Sabem, eu acho que ela vive naqueles dias...”

Eles riram, quando o elevador parou e eles saíram para o andar. Tudo estava em silêncio, tanto que só se ouviam.

“Está em silêncio. Por que não há música?” Perguntou logo Michael, enquanto caminhavam para o salão.

“Para ouvir nossa chegada. Agora fica quieto, Mike!” Pediu John tirando uma venda não se sabia de onde e colocando-o sobre os olhos, cegando-o.

Aquilo fez com que Michael risse, sem que deixassem de andar.

“Para quê isso? Isso é mesmo necessário?”

“Sim, isso é. Você vai se emocionar com que o que vai ver ali dentro.”

“Hey, é bom que vocês não contrataram strippers. Rosemy vai me colocar a dormir no cadeirão ou fora se houver strippers.” Ele parecia divertido.

“Fique descansado. Sem strippers, Mike!” Assegurou Branca.

“Infelizmente!” Abanou Ne-Yo a cabeça e riram-se.

No interior do salão, tudo estava a postos. Nervosa, Annette encontrava-se coberta de um fato brilhante, em uma pose dobrada no interior de um trapézio de cristais com fios de seda dourada, passando mentalmente a coreografia que em questões de segundos encorporaria.

“Chegaram, o noivo chegou!” Reforçou Susan, comprovando que tudo estava no lugar antes de ir abrir as portas duplas decoradas com luzes.

Logo os três homens entraram, com uma dúzia de seguranças atrás. E através da meia luz inconstante que dispontava para eles, ela viu o homem que obviamente era ao noivo, de olhos vendados.

Confusa, perguntou-se se estava a ver direito. Aquele homem de cabelos cacheados naquela jaqueta escarlate cheia de brilhantes era quem parecia?

Viu tirarem-lhe a venda, ao tempo que o Dj soltava a música em gostoso som, sua boca abrindo-se ao ver que se tratava realmente de “Michael Jackson.”

“Oh, Meu Deus...” Emocionou-se ele olhando a incrível festa, os olhos brilhando enquando passava pelas atracões que logo começavam. Haviam mágicos, palhaços, malabaristas trabalhando com fogo e... acrobacia.

Sim, Annette encorajou-se a começar sua performance, desdobrando-se numa espragata, ao som da sexy balada “Lullaby” dos “The Cure”, acompanhando as batidas penetrantes.

Os seguranças ficaram na entrada, quando os três homens avançaram, um garçom com uma bandeija de bebidas logo aparecendo. Ne-Yo tirou uma cerveja, enquanto John tirou duas taças de champanhe e estendeu uma a Michael, cujos olhos estavam distantes, na iluminada festa.

Como ele amava animais, não faltava números com animais, e ele estava maravilhado a olhar para um daqueles números, quando percebeu a taça gelada sendo-lhe entregada.

“Isso está lindo, John...” Recebeu, dando um gole enquanto começavam a andar pelas atrações.

“Eu te disse que estaria!”

“Você incluiu acrobacia... eu amo acrobacia.” Encaminhou-se o astro ao trapézio e eles seguiram.

“Eu sei!” Declarou o assessor, logo os três foram absorvidos por admiração com a performance acima deles.

Annette, invocando todo o seu lado profissional para se concentrar aos olhos de um de seus ídolos, deslizava pelo trapézio de cristal com a cabeça para baixo, girava lentamente, dobrava-se, envolvia visualmente qualquer um, com uma ginástica que fazia jus ao seu status.

Os três acabaram boquiabertos com o esmero com que ela dançava, mais ainda quando sustentou o peso em duas tiras de pano de seda, dobrando e desdobrando o corpo de todas as formas possíveis e impressionáveis, numa atuação espetacular.

Com um pano enrolado em cada pé, ela abriu-se numa espragata, fazendo-os sobressaltarem-se com a impressão de que fosse cair a qualquer momento, os corações pulando a cada passo mais rápido e perigoso e ela exercia.

Michael bateu duas palmas e tapou a boca, num desses momentos, não conseguindo tirar os olhos dela nem quando John cutucou-o.

“Há mais atrações para ver, venha!”

Mas ele não foi, ele congelou a cada passo da performance de Annette, envolvido demais para tirar os olhos. A música fluía de dentro dela, esta que agora era “Waiting For Tonight”, de “Jennifer Lopez”, a paixão com que dançava hipnotizava.

“Ela é demais...” Sussurrou para si, quando fui puxado por Ne-Yo que o carregou quase arrastado dizendo:

“Você precisa ver todas as atrações, antes de voltar para a sua coleira e sua dona.”

Momentos mais tarde, Annette fez uma pausa para recompôr as forças. Bebeu um pouco de champanhe, foi para o camarim usar o banheiro, e quando saiu travou os passos assustada, dando de cara com ele.

“Perdão, não quis assustá-la...” Pediu Michael, tímido.

“Não... hm... eu... você ia bater a porta?” Admirou, fechando essa a sua trás.

Naquele momento, ouvia-se abafadamente na festa tocar a contagiante música “Ain’t It Funny” de “Jennifer Lopez”.

“Sim, Susan me disse que você estava aqui. Eu vim só dizer que você foi maravilhosa, sua performance foi excepcional... eu tenho que ir.”

“Já?” Admirou, pensando nas coreografias que ainda tinha na manga.

“Sim, sabe como é, eu prometi a minha noiva que iria cedo para a casa, já são 23 e eu me excedi da hora.”

“Eu entendo.” Esboçou um sorriso, difícil, já que estava totalmente emocionada. “Eu não sabia que a festa era para você...”

“Eu imagino, pedi a John total discrição sobre isso.”

“Sim, ele foi discreto! Nossa, eu não acredito que vai se casar com Rosemy Hans finalmente, não está na mídia.”

“Será algo reservado, eu não quero satélites no meu casamento.”

Os dois riram um pouco, depois ele acrescentou:

“Branca me disse seu nome, mas eu esqueci. É Janeth?”

“Annette, Annette Schoenfeld. Mas me chamam de Ann.”

“Hm, está bem, Ann. Foi um prazer conhecê-la.”

“Também foi um prazer te conhecer pessoalmente, desejo tudo de bom no teu casamento.”

“Obrigado, Deus lhe abençoe!”

Ela perdeu a fala vendo-o virar se ir, lutando para acalmar seu coração, mas não era pouca emoção conhecer o “rei do pop” em carne e osso.

Notas finais
Tem alguém aí? Rsrs... caso tenha, comente para eu saber, ta? Isso me motivará a postar o próximo. Hugs! XD