She Drives Me Wild
6 Make Tonight All Mine
Annette espiou pelo canto do olho, desconfortável ao comprovar que Michael não tirava o olho dela. A música “Waiting For Tonight” de “Jennifer Lopez” que enchia o ar tenso entre eles não parecia o suficiente para calar seus pensamentos nervosos.
E Michael murmurava a música, perdendo algumas palavras, sua voz suave mais ecoava no trecho:
“Esperando por essa noite, oh, quando você estará aqui em meus braços...”
“Se continuar me encarando eu vou acabar por bater.”
Michael abafou um riso e recostou no banco do carona.
“Eu não posso parar de encará-la, fica muito linda dirigindo. Mas está bem, eu tento.” Ele olhou janela à fora e sua voz subiu uma nota. “Hey, você para numa loja para eu pegar uns chicletes?”
Annette franziu o sobrolho, olhando-o de soslaio.
“O quê? Primeiro, você não está disfarçado. Segundo, por que você quer chicletes de noite? E terceiro, está muito tarde para fazer mais paragens.”
“Eu gosto de chicletes...” Michael murmurou, antes de sua voz voltar a subir. “Mas você tem toda a razão!”
“Claro que tenho.” Ela girou o volante numa curva e olhou-o sob o ombro. “Acho que eu devo ter alguns em casa...”
“Eu ainda vou subir para o seu apartamento?”
Ela olhou horas no rádio, era quase meia-noite.
“Está muito tarde... você não pode dirigir até Neverland a essas horas.”
“Está tentando me convidar a passar a noite com você, menina?” Insinuou Michael, sorridente.
“Não... sim... quer dizer, você ficará no quarto de hóspedes.” Ela disse com seu melhor ar de mandona.
“No quarto de hóspedes? Por que eu tenho que ficar lá?” Reclamou ele, igual uma criança birrenta.
“Por que tem, não podemos dormir juntos.” Enfatizou, com o máximo foco possível na condução.
“Eu quero dormir com você. Eu prometo me comportar, não farei nada de atrevido.”
Annette quis rir, mas manteve-se atenta a estrada, sendo durona quanto sua condição imposta exigia:
“Não, você vai ficar no quarto de hospedes, Michael. E, por favor, não discuta.”
Annette deixou a cabeça cair no travesseiro. Depois de uma ducha e de ter colocado um vestido leve roxo de dormir, era suposto se sentir mais leve, mas acontecia o contrário.
Por uma meia hora inteira, se virou como se a cama fosse feita de pico, numa guerra com os pensamentos e sentimentos.
Santo Deus, Michael Jackson estava dormindo no seu quarto de hóspedes, não era algo que ela poderia ignorar. Não só por que ele era quem era para o mundo, mas pelo que era para ela.
Ele era o homem que estava amando, com cada célula do seu corpo. Ela queria ir até ele e concretizar todas as ideias sensuais que sua mente podia projetar.
O que a impedia?
Bem, ela tinha que ser racional, por mais que custasse. O que significaria qualquer intimidade com um cara que tinha abandonado a noiva no altar e não apresentava o mínimo senso de responsabilidade para o tipo de relação que ela precisava?
Mas... e daí se ele era meio louco das ideias? O cara era Michael Jackson, não era de se esperar que fosse apenas normal.
Ruídos do lado de fora seguiram-se de passos e com o coração batente de modo descompassado ela se sentou, para perceber que os passos se arrastavam para a sua porta.
Ela olhou fixamente, como se não estivesse trancada, advinhando a silhueta do dono quando os pés pararam diante.
“Oh, oh! Querida, querida, querida...”
Ecoou a doce voz num canto suave, arrepiando seus cabelos, o que a fez arrastar-se para fora da cama, sem tirar o olhar de lá, quando os versos ressoaram:
“Ooh agora baby, eu tenho visto você garota. Quando você dança, você rouba o show. Como rouba meu coração...”
Céus! Michael estava em sua porta cantando para ela?
Com os nervos mais recôndidos à flor da pele, ela deslizou os pés descalços para o chão e foi abrir a porta, sua respiração fugindo quando o viu parado na sua frente.
Os cabelos soltos caindo com desarranjo que o deixava mais sexy, a camisa púrpura aberta, e ele só tinha mais as calças postas, também descalço.
Depois que a encarou por um tempo, Michael contornou os lábios e gesticulou para ela, sequenciando para o segundo verso:
“Quando as luzes foram baixadas, todos os caras estavam esperando, articulando para apertar você forte daqui a pouco. Oh querida, não, não, por favor, não esta noite.”
O ar totalmente deixou seus pulmões quando ele a tocou na cintura, puxando-a com leveza e firmeza, os lábios encostados ao seu ouvido ao prosseguir numa nota rouca e macia:
“Porque agora você está em meus braços, garota. Você excitou minha alma. Venha, me segure mais perto, me sacuda devagar, baby, nunca me deixe ir.”
Ela parecia uma boneca de tão imóvel, só sabendo mirá-lo quando os olhos escuros voltaram para os seus. O coração batia tão louco que ela temia que pudesse explodir.
Só agora, ela reconhecia a música como “Make Tonight All Mine”, do tempo do “Jacksons 5”, mas nunca a música fora cantada com tanta maciez e sentimento.
“Oh baby, faça desta noite toda minha. Eu posso fazer você feliz, apenas deixe eu tentar. Oh, eu tenho esperado a muito, muito tempo. Posso satisfazer você, vou eletrificar você. Venha, me deixe provar isso. Mostro para você que posso fazer isso.”
Aquelas últimas palavras entoadas em seu ouvido fizeram seu corpo arrepiar. Era a voz, era o conteúdo, o toque, seu cheiro... como ele se atrevia a ser tão perfeito?
Descolou os lábios, para dizer não sabia o quê, mas estes afogaram nos dele quando a beijou. Seu corpo ficou fraco no primeiro momento, mas depois o cingiu com os braços e retribuiu com necessidade.
Quando pararam o beijo, os olhos se reencontraram.
“Você deve me achar louco.” Adiantou Michael, antes que ela dissesse algo, havia meditação em sua expressão. “Eu não posso te culpar se achar isso, mas é que eu apenas me apaixonei, e apaixonados não têm diferença com loucos. É isso, eu estou apaixonado por você, esse é o motivo para aparecer fora de hora, soar incoerente, e é o real motivo de não ter casado com Rosemy.”
Ela sorriu, lagrimas brilhando nos cantos dos seus olhos. Para quem não achava que sequer tinha chance, descobrir que estava no coração dele além dos seus desejos de homem era indefinivelmente bom.
Claro que ela poderia considerar que estava a mentir para levá-la para a cama, mas ela simplesmente acreditava nele.
“Seria muito clichê dizer que eu te amo desde sempre, e nem mesmo verdade. Não sei se foi na sua despedida de solteiro, durante a nossa valsa ou em que momento que começou... mas eu percebo agora que, desde que eu conheci você que Elijah não significa mais nada, você é tudo que eu quero.” E mordeu o lábio inferior, como se estivesse amarrando a confição maior, mas acabou soltando. “Mais, eu não estou apenas apaixonada, estou amando você, rei do pop.”
Michael abriu um sorriso radiante e acariciou-a no rosto.
“Você acreditaria se eu dissesse que meus sentimentos estão nesse mesmo nível?”
“Bem, você pode tentar.” Ela sorriu.
“Ok, nesse caso... Ann, eu também estou amando você, querendo você, ansiando por você.”
“Eu acredito em você.”
“Você não vai se arrepender de fazê-lo.” Segurou as duas mãos em seu rosto e voltou a beijá-la, sentindo a mulher tocá-lo nas costas para retribuir.
Beijos lentos tornaram-se voluptuosos, levando adrenalina a cada recanto de seus corpos, um desejo tão poderoso os escravizava, uma necessidade de saciar as vontades reprimidas.
Annette gemeu, tão perdida no fogo do desejo que não conseguiu acompanhar o decurso até a cama, só viu-se lá deitar, recebendo o peso de Michael sobre o seu corpo.
Ele a olhou nos olhos com amor, acariciou sua clavícula conforme descia uma alça de cetim e reclinou-se, beijou-a virtiginosamente.
As mãos femininas tocaram-no o peito liso, sentindo sob as palmas o desejo, como corria debaixo da sua pele morna, o desejo de um homem.
“Hm... eu gosto do seu cheiro, Ann.” Sussurrou-lhe ele, a cabeça colada no seu pescoço, antes de descer para os seios à medida que despia-lhes do vestido, começando a chupá-los.
Ela gemeu, gostando, inclinando a cabeça para trás. O vestido deixou seu corpo num piscar de olhos, e ela se sentiu um pouco tímida somente de sua calcinha também roxa, arrendada na frente.
Espiou o rosto de Michael, encontrando um sorriso malicioso no lugar do normalmente cândido que ele usava, o que a deixou mais desinibida.
Como toda mulher, tinha suas inseguranças, mas se ele gostava do que via, ela gostava do que lhe mostrava. Portanto descobriu, que além da imagem atraente, Michael puramente tinha ótima pegada, quando a agarrou para o seu colo, sentado.
Suas bocas beijavam-se cada vez mais famintas, sófregas e ofegantes cada vez que se soltavam, os lençois azuis pareciam estar em chamas, tão ferozes quanto as que os consumiam.
Ela lhe arrancou a camisa, largando a timidez para beijar e acariciar sua pele do pescoço, ombro, peitos e abdomem, beijando a boca entreaberta quando apalpou a ereção que gritava por liberdade entre suas calças.
Ela arrepiou com isso, tão forte que ele percebeu, pois beijava sua elegante clavícula, as mãos segurando os seios quando buscou por seus olhos, para encontrar suas bochechas severamente ruborizadas.
“Eu perdi o jeito... faz tempo...” Ela não conseguia completar uma frase coerente.
“É lindo ver você ruborizada, e arrepiada. É como uma doce e inocente adolescente de 30 anos.” Ele riu, sem deixar de apertar com carinho seus seios.
“Eu não sou nada inocente.” Disse descendo as unhas de moderado tamando pelo umbigo dele.
“Mostre-me!” Pediu ele, e com efeito ela o empurrou pelo peito, fazendo-o deitar, afirmando-se melhor sentada sobre sua ereção incontida quando reclinou-se para beijá-lo fogosamente.
Espalhou novamente beijos por seu tronco, descendo-se para mandar uma mão sobre suas calças, dedos suaves sob o tecido o fizeram arrepiar.
Abriu-lhe o cinto, junto da calça, e baixou-os junto das boxas, soltando o membro que latejava de excitação. Sem pudor, ela o livrou totalmente das peças, tocando-o suavemente.
Michael fechou os olhos, só os abrindo quando ela começou a chupá-lo e a lambê-lo, deliciando-se com tal visão. Comparada a aquela, só a visão que teve quando lhe tirou aquela calcinha.
Seu membro estava dolorosamente duro por possuí-la, os instintos acordados convidando-o a empurrar dentro dela o mais rápido possível, mas ainda debruçou-se para dá-la sua atenção especial.
Beijou-lhe os pequenos lábios, antes de acariciá-los com a língua e subir para o clítoris, chupando e lambendo, enquanto as mãos lhe agarravam as coxas e as mantiam separadas.
Ouviu-a gemer, as mãos agarrando um punhado de seus leves cabelos, deslizando uma mão para sua virilha, um dedo deslizando dentro dela e depois dois, conduzidos pelo ritmo dos gemidos de prazer que ela soltava.
“Hm... Michael!” Annette lambeu os lábios e gemeu super forte, sentindo que os dedos compridos tocavam todas as partes certas, e a língua dele em sua parte exterior a estava levando a loucura.
Apertou a mão dele, os olhos famintos encontrando os dele iguais com uma súplica. Ele entendeu o recado, beijando-a quando se acomodou em seu corpo e entrou nela.
Annette descolou as costas da cama, sua boca entreaberta pela sensação há meses não sentida de ser preenchida por um homem, coletada a de ter o coração a transbordar de amor.
Acompanhou-o nos movimentos, de lentos para rápidos, de circulares para firmes e retos, e duros, gemendo a cada profundidade tocada dentro de si. Michael a enchia tão perfeitamente!
Quando lhe sentou por cima, não podia segurar a voz na garganta um só segundo de tantas sensações arrebatadoras que batiam contra ela, passando de gemer a gritar de prazer, cavalgando ao comando dele, tão sintónicos na cama quanto na dança, eles se pertenciam, sem sombra de dúvidas.
Annette acordou com o toque do seu telefone, puxando-o da banca rapidamente para parar o barulho irritante, a visão fusca quando viu horas, seis da manhã, e o nome de quem ligava “John Branca”.
“Alô, Branca.”
“Olá, Annette. Perdão por ligar essa hora, eu só preciso saber se Michael está aí com você, o telefone dele dá desligado.”
“Sim, está.” Olhou para ele que se mexia entre os lençois, parecendo um anjo nu, que entreabriu os olhos a seguir. “Você quer falar com ele?”
“Não. Eu precisava lembrar-lhe de um compromisso hoje, mas se o casamento foi cancelado isso com certeza não é tão peculiar e pode ser também. Mais uma vez desculpe-me por ligar tão cedo.”
“Está bem, eu entendo.”
Quando a chamada encerrou, Annette largou o telefone e sorriu radiante olhando Michael se esticar na cama se espreguiçando.
“Era Branca?” Ele perguntou depois, tapando um bocejo.
“Sim, queria saber se você estava aqui.”
“Treta! Ele sabe que eu estou aqui, ele só iria dar o sermão de cada vez que eu saio sem segurança.”
“Ele tem razão, isso é perigoso.”
“Nossa, está dando razão à ele? Achei que iria ter minha namorada do meu lado.”
“Hm... namorada, hein? Eu sou sua namorada?” Sorriu esgueirando-se para mais perto dele, que logo a tomou nos braços e beijou o topo de sua cabeça.
“Claro que sim. Ou acha que vai se livrar de mim depois de me fazer conhecer o céu essa noite? Você é minha garota, toda minha. Está bem com isso?”
“Não tenho o que reclamar.” Levantou ela os braços em rendição antes de partir-lhe para cima, enterrando os dedos em seu cabelo quando começou a beijá-lo apaixonadamente.
Mais minutos de amor seguiram-se de uma fome terrível que levou os dois para a cozinha, de abraços, beijinhos e cheirinhos.
Tomaram o café da manhã juntos, com Annette no colo de Michael. Depois tomaram um longo banho, com mais uma picante sessão de amor.
Annette se sentia feliz, como esquecera ser possível, vendo Michael igual ao seu lado. E mesmo que não estava certa de que aquela relação daria certo, ela estava disposta a tentar.
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