She Drives Me Wild
7 Marry me!
Notas iniciais
Dias mais tarde, Michael e Annette encontravam-se num dos vastos jardins de Neverland, o mais próximo da mansão principal, a almoçar.
“Este é, Bubble. Bubble, diz olá a moça.” Brincou Michael, apresentando o chimpanzé que uma de suas trabalhadoras acabava de trazer e colocar na cadeira ao lado.
“Ah, eu ouvi falar dele, e ele entra no seu clip de ‘Leave Me Alone’.” Disse ela com um leve sorriso, mordendo uma costeleta de porco, vendo-o entregar uma banana ao animal que recebeu e começou a descascar. “Ele é tão espertinho, é uma gracinha.”
“Sim, ele é.” Michael deu um gole no seu sumo, antes de olhar atrás dela e seus olhos contornados de preto arregalarem.
“O que...?” Deteve-se de continuar ao virar a cabeça, vendo a mulher de travado vestido preto que passava as estátuas de bronze vindo até eles, essa que tinha os passos rápidos e o rosto tão furioso que dava a impressão que fosse liberar raios lazers com o olhar.
“O que significa isso?” Chegou Rosemy até eles, colocando as mãos na cintura, o que fez Annette franzir o sobrolho e Michael ficar inquieto.
“Rosemy? O que faz aqui?”
“O que eu faço aqui?” Ela repetiu, como se tivesse todo o direito de estar. “Eu vim pegar o resto das minhas coisas. E o que essa mulher faz aqui? Quem é ela? Você nem esperou nossos lençois esfriarem para colocar uma puta no meu lugar?” Vociferava escandalosamente.
“Não admito que a falte respeito, não tem esse direito.” Bravou Michael levantando-se furiosamente. “Apenas pegue suas coisas e saia, ela não tem nada a ver com você.”
Rosemy sobreolhou-o, e depois Annette. Ofegante, parecia prestes a pular-lhe no pescoço, e vontade não lhe faltava.
Annette bem podia dizer, já que para piorar ela e Michael ainda estavam com roupas de dormir. Afinal, eles praticamente não saíam da cama nos últimos dias, com exceção das refeições, praticamente não saíam um do outro, literalmente dizendo.
“Você não vale nada, seu desgraçado.” Rosemy gritou para Michael, antes de lançar um olhar mortífero a outra mulher. “E você, como se sente ficando com o meu resto, hein?”
“Michael não é um resto, é um homem completo.” Annette ganhou voz de responder-lhe. Agora estava de pé, seu babydoll mal cobria as pernas, um roupão por cima mantido aberto, e a olhava com desafio. “É pena que você levou um pé na bunda neh querida? Bem, acontece.”
“Como você se atreve?” Rosemy avançou querendo partir-lhe para cima, embora Annette fosse mais alta e também tivesse mais corpo do que ela, mas Michael a travou.
“Pare com isso, raios!” Ralhou-a entre os dentes, esta que se soltou indo para trás e sobreolhou-o com ódio.
“Vocês são dois idiotas, se merecem, desejo que sejam muito infelizes!” Virou-se Rosemy indo em passos rápidos, pancando uma empregada que vinha com uma travessa, esta que caiu, a tijela de porcelana quebrando no chão duro do caminho, espalhando gelatina vermelha pelo passeio.
“Oh!” A empregada tapou a boca, vendo-a sumir, e depois olhou para Michael com culpa. “Sinto muito, senhor!”
“Tudo bem, Gracey, esqueça a sobremesa!” Ele então olhou para Annette que ainda tinha a expressão dura e o olhar no vazio. “Perdão por tê-la feito passar por isso.”
“Não, tudo bem, ex inconformados não está sendo um assunto novo para mim, penso que posso lidar com isso.” Sentou-se ela de volta.
“Oh, sim, eu vi, você a respondeu bem. Você sabe tirar suas garras, e você fica linda com o rosto sério. Se não fosse a situação eu poderia ter tido uma ereção com sua visão.”
Ela riu e comeu uma batata frita, abanando a cabeça.
“Bobo!”
Passava das 8 da noite, quando o casal apaixonado estava sentado no alto da roda-gigante, visto que Michael pedira ao operador para parar quando estavam em seu cume, assim eles poderiam apreciar a lua e as estrelas.
“Gosto de ter você nos meus braços.” Ciciou Michael, abraçando-a mais forte e beijando seu ombro por trás.
“E eu gosto de estar neles.” Sorriu ela o olhando sob o ombro, e deste modo trocaram um beijo apaixonado.
Este que foi interrompido com o vibrar de um telefone, que Michael encontrou após cavar o bolso do seu casaco.
“O que seu telefone faz no meu bolso?”
“Eu é que deveria perguntar isso.” Annette sorriu, parando ao ver um trecho de seriedade enchendo a expressão de Michael ao olhar no ecrã. “Quem está ligando?”
“Elijah! O que esse cara quer?”
“Não sei... não sei nem como conseguiu o meu novo número, deve ter falado com minha família.” Fez uma careta. “Ignore-o!”
“Não, eu vou atender.” Michael deslizou o dedo no verde e levou ao ouvido. “Alô.”
“Alô, posso falar com a Annette?” Ouviu Annette ao encostar o ouvido ao telefone, curiosa.
“Não, ela está ocupada.”
“Espera... quem está falando? É Michael Jackson?”
“Sim, é!”
“Olha, cara, não quero me estressar com você, passe o telefone para Ann.”
“Escuta aqui, ela esta´ ocupada, e ela não quer ao menos falar com você, não volte a ligar ou terá problemas.” Michael deslizou o telefone desligado e olhou para Annette com as sombracelhas ainda arqueadas. “Que saco esse cara!”
“É... eu preciso trocar de número de novo, e falar com minha família para não dá-lo. Direi que estamos juntos.”
“Faça isso, querida.” Suspirou segurando-a no rosto e beijou-a na boca.
Annette se remoía de felicidade e ansiedade, enquanto dava os últimos toques no jantar a luz de velas que acabava de preparar e em si mesma.
Um ano! Deus, ela esperava Michael para celebrarem um ano de namoro que completavam naquele exato dia. Como se sentia?
Bem, eles haviam tido brigas e desentendimentos básicos, nem tudo era um mar de rosas e Michael podia ser infantil o suficiente para desaparecer do mapa cada vez que eles brigavam, mas eles sempre voltavam um para os braços do outro.
Após um ano, eles tinham aprendido a amar-se muito mais, com todos os defeitos, então eles tinham tudo o que era preciso para darem certo. Eles tinham amor, respeito, consideração, e principalmente, eles tinham perdão.
O toque da campainha acelerou-se o coração. Sorriu com emoção, ajeitando o vestido preto nos quadris e endireitando a franja lisa, antes de lá se encaminhar e abrir a porta.
Confusão a tomou quando olhou para o homem que há meses não via, parecia simplesmente sumido do mapa.
“Elijah?” Perguntou, num trecho de dúvida quanto a eficiência de seus olhos.
“Olá, Ann.” Deu ele um sorriso, parecendo fascinado por sua beleza. Sim, ela não tinha ideia do quanto estava linda.
“O que faz aqui?”
“Vim cumprimentar-te apenas, estava a passar perto.”
“Hum... ok, mas eu estou ocupada.”
“Estou vendo.” Olhou-a de cima baixo e de volta nos olhos. “Você está linda. Soube que está com Michael Jackson... te desejo felicidade, você merece.”
Annette piscou, sem muito a dizer. Como lidar com conversa de ex arrependido?
“Obrigada.” Disse por fim, forçando um sorriso.
Logo ouviram-se passos, e olhando através de Elijah viram Michael sair do elevador, junto de dois seguranças. Lindo, em sobretudo preto de gola alta e calças jeans, o cabelo solto e óculos escuros.
“Boa noite...” Cumprimentou ele duramente, olhando-os.
Responderam, e olhando-a Elijah acrescentou:
“Ann, eu já vou... adeus!” E então ele foi para o elevador após ouvi-la responder.
Os guardas falaram algo com Michael e foram também, assim ele removeu os óculos e olhou para Annette, sério.
“O que aquele sujeitinho fazia aqui? Eu atrapalhei algo?”
“Claro que não, ele apenas passou para me cumprimentar.”
“Você disse a ele que não precisa dos cumprimentos dele?”
“Não... eu apenas agradeci.”
“Por quê? Isso é desculpa idiota para ver você.”
“Eu sei... Mas ele sabe que estou com você e a gente é passado, ele vai superar.”
“É bom que sim, para o bem dele. Não quero nenhum babaca se metendo com a minha garota...”
“Hm... gosto quando você diz que sou sua.” Puxou-o pela gola, para dentro, e fechou a porta.
E Michael virou-a, apertando-a contra a mesma e contra si.
“Minha!” Rosnou, antes de começar a beijá-la, o que ela retribuiu envolvendo-o pelo pescoço.
“Você está lindo.” Ela o elogiou depois, acariciando seu rosto, mantendo-o perto.
“Eu sei.” Ele riu. “E você também está, você sempre sabe como me deixar mais apaixonado.”
“Nem era essa a ideia.” Riu ela, puxando-o pela gola e tomou-lhe a boca com todo o gosto, levando-o a tocar seus quadris e prensá-la mais contra o seu corpo.
E Annette admirou, sentindo algo duro contra sua cintura, despertando o desejo nela.
“Hey, a gente tem um jantar a espera.” Disse, ofegante quando Michael a beijou no pescoço, as mãos massageando seus seios sob a renda do decote provocante.
“Vai continuar esperando... eu quero começar pela sobremesa.”
“Gelatina?” Sorriu, fazendo-se de desentendida.
“Não, a outra.”
“Bem, tem frutas, pudim, musse e...”
“Você! Eu vou comê-la primeiro, menina.” Gemeu contra seu ouvido, causando-a o maior dos arrepios.
“Estou totalmente de acordo com isso.” Gemeu ela de volta, agarrando-se a ele quando a levantou para o seu corpo, e beijando-a levou-a para o quarto.
“Está muito delicioso! Você preparou tudo isso sozinha, amor?” Michael perguntou, levando uma garfada de lasagna a boca.
“Sim!” Ela confirmou com orgulho, olhando para a mesa posta com três diferentes pratos além das sobremesas.
“Essa é minha menina.” Ele brincou-lhe com o queixo e endireitou-se, quando ela sorriu e deu um gole na taça de vinho tinto.
“Você adora me tratar como se eu fosse uma criança.”
“Isso é mal?”
“Não! Se tornou caraterístico, eu gosto. Apesar de eu ter trinta e um anos, você me faz sentir infinitamente jovem.”
“Bom! Eu tenho quarenta e cinco e me sinto um menino bobo perto de você, nada mais justo.” Disse acariciando-a na mão, e ela deu seu mais cândido sorriso.
Depois que terminaram de jantar, voltaram para o quarto.
“Agora que estamos satisfeitos, em todos os sentidos... acho que chegou a hora de dar o meu presente.” Annette abriu a gaveta de sua banca e pegou uma caixinha.
“Essa é a melhor parte!” Animou-se Michael, igual uma criança, e esgueirou-se na cama atrás dela para beijar seu pescoço e receber. “Obrigado.” Beijou-a na boca, antes que ela pôde se virar e vê-lo abrir.
Ele desdobrou a gravata prateada, com estratos de prata pura, e abaixo um terço feito também de prata, e sorriu.
“Lindo...” Ele deslizou os dedos pela imagem de Jesus Cristo crucificado e sorriu com emoção, reclinando-se para beijá-la. “Muito abrigada, eu irei usá-los assim que possível.”
Annette sorriu largamente, pensando em como ver a pessoa que amava com um sorriso radiante daqueles era algo sem preço.
“Agora, sua vez...” Ele colocou a mão na algibeira no interior do sobretudo, abrindo um feixo, e tirou uma pequena caixinha azul. “Eu comprei esse anel...”
“Não, para!” Annette levantou-se da cama abanando a cabeça. “Não faça isso!”
“Isso o quê?” Olhou-a confuso, também saindo da cama.
“A menos que esteja só me dando um anel bonito, não prossiga.”
“Como assim? Não quer que eu a peça em casamento?”
Ela estremeceu com a ideia. Sim, ela queria se casar com ele, mas temia que lhe fizesse o mesmo que fizera a Rosemy. Por mais que fingisse que não, ela se metera no lugar da outra mulher algumas vezes, muitas vezes, e uma espécie de fobia tinha se construído em seu interior caso Michael a pedisse em casamento.
“Por quê você quer me pedir em casamento?”
Michael franziu o semblante e ficou boquiaberto.
“Ora, Ann, por que se pede em casamento? Para se casar.”
“Mesmo? Ou então você me pede em casamento, a gente noiva por três anos, e então quando eu acho que a gente vai se casar você me dá um pé na bunda.”
A expressão de Michael empalideceu.
“Isso é sobre Rosemy? Está falando sobre Rosemy? Deus, Ann, eu a amo de verdade. Você acha que vou abandoná-la? Não confia em mim?”
Ela baixou o olhar e meneou a cabeça.
“Foi cruel, Michael. Eu fico feliz que ela tenha finalmente casado e superado, mas foi cruel tê-la deixado assim. Eu fui egoísta de tirar você dela.”
“Você não me tirou dela, eu saí, eu não a amava, não sei se um dia a amei. Eu amo você, não entendo o seu ponto, você não confia em mim?” Vendo-a virar o rosto seu coração quebrou em dois. “Então é isso, você não confia em mim, nos meus sentimentos. Por que estamos fazendo isso então? Por que estamos juntos?”
Ela o olhou, vendo-o se virar e caminhar rumo a porta, mas logo agarrou seu braço.
“Michael, não vá...” Os olhos tremeram de lagrimas quando ele a olhou, seu coração estava apertado. “Desculpa se eu magoei você.”
“Não se preocupe, a verdade as vezes machuca.”
“Mas não é a verdade.” Virou-o para si e segurou-o no rosto. “Eu amo você, e eu confio em você. Eu só tenho medo, que apareça outra que você queira e me deixe...”
“Isso não vai acontecer. O que eu tenho com você, eu nunca tive com outra garota. Eu tenho a certeza de que vou amá-la por muitos anos, enquanto eu viver, apenas me deixe tentar, amor.”
Uma lagrima deslizou pela sua bochecha e ela sorriu.
“Sim, eu deixo. Eu aceito ser sua noiva.”
“Você não irá se arrepender, eu juro.” Ele sorriu radiante, limpando-lhe a lágrima e beijou-a com todo o amor. “Prometo não largá-la na hora do casamento.”
“Eu espero que sim, senão você vai ficar sem o seu orgão genital.” Disse, ameaçadoramente.
“Meu pênis? Oh, céus, você é má! Estou com medo de você, garota.” Michael riu, feliz.
“E deve mesmo!” Annette encostou-se a ele beijando-o mais.
Prometido e cumprido! Dito e feito!
Michael surpreendeu Annette, marcando o casamento cinco meses depois, e este decorreu numa propriedade privada dele em Van Nuys, Califórnia.
Sua família e amigos chegados constinuíam os presentes, e um padre foi o anfitrião da cerimônia, concebendo-lhes a bênção de Deus.
Quando abriram o salão, foi ao som de “Roses For You”, a balada mais romântica dos “Schoenfeld Virus”, atuando ao vivo, exclusivo para eles.
Todos estavam embalados, pela voz potente do pai da noiva cantando com perícia a letra romântica sobre enviar rosas a sua amada, principalmente a mulher que lhe mandava beijos.
A banda de Sharmaine, “Sinners In Desguise”, também estava presente, e apreciavam o clássico com admiração, como parte de sua inspiração.
E o casal só olhavam um para o outro, com puro amor e paixão, como se não tivesse mais ninguém ali, só eles dançando, s, se pertencendo, se desejando.
Algures, alguém criticava que Michael nunca se casara com Rosemy para se casar tão breve com outra mulher, e eles bem o sabiam, mas não era como se se importassem.
O que lhes importava era a vida de casados que lhes esperava, estarem juntos e amarem-se além de qualquer dificuldade, até que a morte os separasse.
Então, beijaram-se apaixonadamente, imersos ao desejo de estarem logo a sós e amarem-se. Um beijo que excitou-os mais do que era decente em tal momento.
Definitivamente, despertavam os instintos um do outro.
FIM
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