She Drives Me Crazy

24 Capítulo 24 - Pare. Você está preso. E eu tenho minha vingança


Notas iniciais
Aqui estou!! Com mais um capítulo para vocês. A fic está na reta final, preparados? Muitas emoções nesse capítulo. O que todos estavam esperando. .. Comentem e recomendem que eu volto rápido, ok?

Ele estava sentado na cadeira em seu quarto fétido de hotel. Não conseguia dormir a dias. Sua consciência – se é que tinha uma – não permitia. Sua memória repassava várias e várias vezes aquela cena. Isabella caída no chão, sangrando e clamando por socorro, quando tudo o que ele fez foi fugir.

Sua cabeça latejava, mas seu copo continuava meio cheio. Já estava amanhecendo quando ele ouviu ruídos no corredor; alguém bateu na porta gritando.

— Polícia! Abra! — E em uma fração de segundos, seu estupor se transformou em desespero e ele se preparou para correr, mas era tarde.

— Parado! — Uma mulher de cabelos loiros gritou, arrombando a porta e o mantendo na mira de sua arma.

— Quem são vocês? — Perguntou ainda assustado como o rato que era.

— Eu sou a inspetora Amanda Clark e esse o inspetor Elijah Mikaelson, e o senhor está preso. — Ela declarou enquanto seu parceiro algemava Charlie.

— O que? Isso é um absurdo! — Vociferou enquanto o parceiro o algemava. — Por que estou sendo preso? — Questionou com raiva, tentando se libertar – inutilmente – das mãos do inspetor Mikaelson.

— Abandono de incapaz, maus tratos, negligência, corrupção e assédio. Essas acusações são o suficiente para o senhor? — Ela perguntou olhando para a cara petrificada dele.

Você tem o direito de permanecer calado. Tudo o que disser pode e será usado contra você no tribunal. Se não puder pagar por um advogado, o estado fornecerá um para o senhor. — O inspetor Mikaelson declarou.

— Você está com grandes problemas, senhor Swan. — Acrescentou a inspetora enquanto Charlie era levado para a viatura.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Edward estava no piano enquanto Bella o olhava com curiosidade.

— Pode falar. — Pediu.

— Falar o que?

— Você está me olhando e ainda não falou nada. O que me faz querer saber... — sorriu —... o que você está pensando? — Perguntou por fim.

— Bem, na verdade... Eu estava pensando em uma coisa. — Respondeu e ele sorriu, a chamando para sentar ao seu lado.

— E o que seria?

— Você pode me ensinar? — Perguntou e ele sorriu ainda mais. — Eu acho tão bonito quando você toca. Gostaria de aprender.

— É claro que eu posso. — Respondeu lhe dando um beijo.

— Mesmo? — Perguntou pulando no assento.

— Claro. Vamos começar por uma versão bem fácil.

— De qual música? — Perguntou quando ele segurou sua mão.

— Você vai descobrir. Agora, com sua mão direita. Você vai tocar essas notas. — Disse dedilhando.

— Essa? — Perguntou errando.

— Não. A próxima.

— Aqui?

— Quase. Errou a última. — Respondeu e ela sorriu envergonhada. Parecia tão fácil.

— Faça de novo, por favor? — Pediu e ele repetiu a sequência.

— É muito fácil, olha. — Disse dedilhando o teclado.

— Você tem que fazer devagar. Na quarta eu me perdi. — Respondeu o fazendo sorrir.

— É só decorar a ordem. G, E, D, E, D...

— Isso é difícil. Você nem precisa olhar para tocar.

— É a prática. Aqui. Me dá sua mão. — Pediu passando seu braço por trás dela e segurando sua mão. — Relaxe os dedos.

— Assim?

— Isso. Exatamente assim. — Respondeu e ele se aproximou mais dela. Podia sentir o corpo dele colado ao seu e soltou um gemido involuntário.

— Talvez não tenha sido uma boa ideia. — Lamuriou frustrada.

— É prática. — Repetiu a olhando gentilmente. — Se você tentar um pouco mais...

— Eu sei. — O interrompeu. — Acontece que eu estou tendo outras ideias com esse piano. E nenhuma delas envolve música. — Respondeu e ele a observou sorrindo. Ela devia estar tão louca quanto ele, mas diferente dele, não havia nada que pudesse fazer.

— Ainda temos que esperar mais alguns dias, não é? — Perguntou e ela assentiu.

— Eu não estou reclamando, amor. Eu sei que você vai me compensar quando o resguardo acabar. — Respondeu piscando para ele, o fazendo sorrir. — Mas pode tocar para mim? — Perguntou sentando mais perto dele.

— Claro. Sempre. — Respondeu voltando a dedilhar outra música.

Vanessa Carlton — A Thousand Miles

'Cause you know I'd walk

(Porque tu sabes que eu andaria)

A thousand miles

(Mil milhas)

If I could

(Se eu pudesse)

Just see you

(Apenas te ver)

Tonight

(Esta noite)

Quando ele terminou, ela estava encostada nele e seus olhos estavam fechados.

— Eu amo você. — Ela sussurrou o fazendo sorrir e beijar o topo de sua cabeça

— Quase tanto quanto eu.

— Você sempre diz isso. — Respondeu sorrindo.

— É a verdade. Pode parecer clichê, mas eu não imagino minha vida sem você, Bella. Quando penso em como as coisas eram antes de conhecer você, eu vejo que tudo não passou de um grande borrão e que eu só passei a viver de verdade, quando você cruzou aquela porta.

— Não pode dizer essas coisas e não querer que eu me derreta por você, senhor Masen. — Respondeu sorrindo, ainda com os olhos fechados.

— Talvez essa seja minha intenção, senhorita Swan. — Retrucou, a fazendo sorrir.

— O que acha de visitarmos a Esme?

— Acho uma ótima ideia. Na volta podemos visitar meu pai. — Respondeu se levantando.

— Ele ficará muito feliz. — Apontou, pegando as chaves do carro. — Além disso, Steve quer dar uma volta.

— Ainda não acredito que você batizou o carro assim. — Ele respondeu sorrindo.

— Eu gosto. — Rebateu de queixo erguido.

— Eu também. Só não acredito. Você é meio que a namorada dos sonhos de qualquer cara.

— Eu sou? — Perguntou colocando o cinto.

— É claro. Você cozinha maravilhosamente bem, é divertida — disse enumerando suas qualidades —, é inteligente, gosta de super heróis e é linda.

— Você está exagerando. — Respondeu corada.

— E eu ainda não disse nada sobre você na cama. — Sorriu malicioso.

— Edward! — O repreendeu.

— É verdade.

— Por favor, não fale sobre isso quando chegarmos na casa da minha tia, ok? É provável que ela ameace você.

— Eu sei. — Respondeu com um sorriso brincando nos lábios.

Chegaram ao apartamento e foram até a portaria. Henry estava lá e os cumprimentou, entregando a correspondência de Esme, como Bella havia pedido.

Era um cartão postal da Alice e do Jasper. Eles precisaram fazer uma viagem a trabalho. Alice não queria ir, mas Bella e Esme acabaram a convencendo.

Bella ainda tinha as chaves do apartamento, então nem se incomodou em bater – o que foi um erro – e ao entrar ela viu Esme no sofá com Carlisle.

— Tia? — A chamou sem acreditar no que via e pôde ouvir Edward rir.

— Bella? — Carlisle e Esme perguntaram ao mesmo tempo. Ela arrumando seu vestido e ele abotoando sua camisa e fechando o zíper da calça.

— Você não disse que viria. — Esme argumentou.

— Eu não queria atrapalhar. Eu só...

— É isso aí, pai! — Edward falou sorrindo e Bella o olhou.

— Olá, Edward. — Carlisle respondeu. — Então, Bella... Como tem passado? — Perguntou ainda sem graça, ainda brigando com os botões de sua camisa.

— Bem. — Respondeu envergonhada com a cena que presenciou. Edward e ela eram muito piores, mas nunca haviam sido pegos.

— Como vai, Esme? — Edward perguntou.

— Bem, Edward. Muito bem.

— Então... Eu posso continuar a te chamar só de sogra ou agora você é minha madrasta também? — Perguntou sorrindo.

—Edward! — Bella e Carlisle ralharam juntos e a morena lhe deu uma cotovelada, o fazendo rir.

— Acho que você e Emmett têm passado muito tempo juntos. — Bella acusou.

— Só Esme está ótimo. — Ela respondeu sorrindo.

— Tem alguma coisa que queira contar, tia? — Bella perguntou fazendo Esme corar.

— Na verdade, tem sim. — Respondeu sorrindo para Carlisle.

— Sua tia e eu queremos nos casar, Bella.

— Casar? Isso é ótimo. — Respondeu feliz pela tia.

— Estávamos esperando pelo melhor momento para contar, mas esse parece muito bom também. — Carlisle disse passando a mão pelos fios de seu cabelo, tentando em vão arrumá-los, pois estava uma bagunça tão grande quanto a do filho.

— Você podia bater na porta, Bella. Não foi essa educação que eu te dei.

— Agora parece minha tia. — Respondeu sorrindo e dando um beijo em Esme e um abraço tímido em Carlisle, que a apertou como se fosse sua filha. — Tem correspondência. — Disse entregando o cartão.

— Alice?

— Sim. Ela mandou um cartão postal e uma foto. Com o Jasper. — Acrescentou.

— Eu ainda digo que vai acabar em casamento. — Esme disse sorrindo.

— Foi o que eu disse à ela. Tia, eu só vim ver como à senhora estava. E agora que vi que está sendo muito bem cuidada. — Falou acenando para Carlisle que sorriu. — Vou deixar vocês mais à vontade.

— Fiquei muito feliz com a visita de vocês. Só queria que você não tivesse visto certas coisas.

— A propósito, Esme, a senhora tem um belo par de...

— Edward! — Bella o interrompeu antes que ele dissesse mais alguma coisa, o fazendo rir.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Havia se passado um pouco mais de uma semana desde a visita a Esme. Bella não aguentava mais esperar. Havia pensando em fazer uma surpresa, mas decidiu ser mais objetiva. Por baixo de seu vestido branco ela vestia um lingerie preta e rendada. Mal podia esperar para ver a reação de Edward agora que o resguardo havia finalmente acabado.

Ela foi até o escritório e o encontrou lendo.

— Hei... — Ela disse sentando no colo dele, que estava sentado em sua poltrona. — O que está lendo?

— O novo Superman. — Respondeu fechando o HQ. — Mas sua companhia é melhor. — Concluiu e ela o beijou.

— Eu já disse o quanto você fica sexy com esses óculos de leitura? — Perguntou mexendo em seu cabelo.

— Algumas vezes, mas nunca me canso de ouvir. — Respondeu sorrindo e acariciando sua perna.

— Você sabe que dia é hoje? — Questionou com um sorriso malicioso brincando nos lábios.

— Hoje? — Perguntou colocando o dedo no queixo fingindo pensar. — Quinta?

— Sim, mas... Quero dizer... O dia.

— Dia doze. — Respondeu se divertindo com a frustração dela. Ele sabia que dia era hoje. O resguardo havia acabado. Mesmo com todas as brincadeiras que eles haviam feito nesses dias, ele sentia falta de estar dentro dela.

— Por Deus, Edward! Não acredito que você esqueceu. — Disse furiosa se levantando, mas ele a puxou, não permitindo que se afastasse mais.

— É claro que não esqueci. — Disse a beijando. — Como poderia esquecer que posso tocar você novamente? — Seus beijos desceram pelo pescoço dela e ela sorriu sentando em seu colo novamente, o fazendo gemer.

— Você podia me tocar. — Respondeu jogando a cabeça para trás quando ele sugou um ponto sensível em seu pescoço.

— Você entendeu. — Ele espalmou as mãos em sua coxa e começou a erguer seu vestido, quando ela o parou. — Algum problema? — Perguntou confuso.

— Não. Mas eu tenho uma ideia. — Respondeu sorrindo travessamente.

— É só dizer. — Ela negou com a cabeça e o devorando com os olhos.

— Você ainda está muito vestido.

— Então vamos resolver isso. — Respondeu tirando sua camisa e ela espalmou as mãos em seu peito. — No que você está pensando? — Perguntou outra vez.

— Já fizemos isso na poltrona.

— E eu adoraria um bis, amor. — Respondeu voltando a atacar seu pescoço.

— Você tem muito apego ao seu piano, não é? — Perguntou inocentemente, enquanto mordia os lábios para abafar seus gemidos.

— Sim, eu tenho. — Respondeu orgulhoso – mesmo que não compreendendo o rumo da conversa –, ainda mordiscando o pescoço dela.

— Então não existe nenhuma possibilidade de transarmos nele? — Perguntou e ele parou o beijo, olhando para ela, finalmente compreendendo onde ela queria chegar.

— Não tanto apego assim. Venha. — Respondeu se levantando e a puxando para a sala de música. Ela sorriu largamente.

Beyoncé — Partition

Take all of me

(Me possua toda)

I just wanna be the girl you like

(Eu só quero ser a garota que você gosta)

Girl you like

(Que você gosta)

The kinda girl you like

(O tipo de garota que você gosta)

Ele a prensou contra o piano e ela ergueu uma das pernas, rodeando sua cintura. As mãos de Edward a segurou e ele a puxou para cima, com o impulso a ergueu, a prensando contra o piano e ela o olhou surpresa.

— A fisioterapia tem dado bons resultados. — Comentou com um sorriso. Ele só conseguia mantê-la assim, porque o instrumento sustentava a maior parte de seu peso, mas ainda assim era incrível a sensação de tê-la em seus braços.

Ele ainda vestia a calça, calça essa que ela arrancou usando as próprias pernas.

— Eu acho que te devo um favor, não é? — Perguntou a fazendo sentar sobre as teclas.

— Eu acho que sim. E pelo tempo que passou, acho que os juros estão bem altos.

— Vai ser um prazer pagar tudo. — Respondeu separando as pernas dela e ela curvou o corpo para trás, aproveitando cada sensação.

Bella estava deitada sobre o piano e seus olhos estavam fechados.

— Levante os braços, amor. — Sussurrou em seu ouvido e ela obedeceu sem protestar. Ele segurou a barra do vestido e começou a erguê-lo, mas assim que viu como ela estava, ofegou. Ao olhar para ela, ela tinha um sorriso travesso brincando nos lábios.

— Vê algo que gosta?

— Gosto de tudo que eu vejo em você. — Sussurrou. Sua voz estava carregada de desejo.

Ele segurou uma de suas pernas e foi subindo a partir do calcanhar. Beijando, lambendo e mordiscando. Até chegar a suas coxas, que já estavam meladas por sua excitação. Edward arfou com a visão que teve. Bella usava uma calcinha fio dental de renda preta. Ele puxou a peça de roupa e a jogou no chão, e jogando uma das pernas dela em seus ombros, enterrou seu rosto no meio de suas pernas.

— Edward, por favor. — Gemeu sem conseguir se controlar. Suas mãos estavam no cabelo dele, o pressionando contra seu próprio corpo, em busca de mais e mais atrito.

Ela tentou fechar as pernas para se conter, mas ele não permitiu. E erguendo a cabeça lhe deu o sorriso torto que ela tanto amava, voltando a enterrar sua cabeça entre suas pernas, que por sua vez não conseguiu se manter apoiada nos cotovelos e desabou no piano. Arfando e gemendo o nome dele.

— Oh, Edward... — Sua língua lambia cada pedaço da intimidade dela. Ela tentou esfregar uma perna na outra com mais força para conter sua excitação, mas ele não deixou, e as afastou ainda mais. Uma de suas pernas estava sobre o ombro dele, a deixando ainda mais aberta para ele, que colocou seus dedos na intimidade dela.

Primeiro um, depois outro e um terceiro. Bella gritava e gemia por mais. Com três dedos dentro dela, ele começou a bombear em um ritmo de vai e vem enquanto seu polegar esfregava seu clitóris. Edward sentiu seus dedos serem mastigados e soube que Bella estava próxima de seu orgasmo.

— Oh, Deus... Eu vou... — Quando ele sentiu seu gozo escorrer entre os dedos, os tirou substituindo por sua língua. Edward bebeu tudo e a limpou usando sua língua.

Bella ainda estava um pouco mole por causa de seu orgasmo, mas sabia que aquilo era apenas o começo.

— Depois de hoje, nunca mais vou tocar sem pensar em você. — Disse a puxando para ele.

— Eu gostaria de um bis desse seu show. — Respondeu ofegante.

— Posso lhe dar quantas vezes quiser. — Disse a puxando pela mão.

— Aonde vamos? — Perguntou com as pernas ainda bambas. Ela só usava o vestido e a parte de cima da lingerie.

— Para o quarto.

— Por quê? — Perguntou e ele a encarou. — Aquele tapete parece bastante convidativo. — Comentou maliciosa, enquanto olhava na direção do felpudo tapete, no centro da sala de música.

— Você é uma caixinha de surpresas. — Respondeu a puxando para perto.

— Então por que não vem abrir? — Sussurrou em seu ouvido e correu se deitando no tapete. Ele a acompanhou e desceu a alça de seu vestido. — Eu acho que sei tirar minha própria roupa.

— Eu sei disso. Acontece que eu faço isso muito melhor. — Retrucou tirando seu vestido e logo depois o sutiã.

— O que? — Perguntou ofegante, percebendo que ele a olhava.

— Eu já disse que você é uma visão? — Perguntou a fazendo sorrir e voltando a beijá-la. Ela ainda tinha um sorriso nos lábios quando ele colou seu corpo ao dela. Suas pernas o envolveram e ele continuava a mordiscar seu pescoço.

— Você está me torturando.

— Você fala como se não estivesse gostando. — Disse e ela sorriu o prendendo com as pernas e o girando. Edward a olhou surpreso e sorriu com aquela visão.

— Eu adoro, mas não hoje. Hoje — sussurrou mordiscando sua orelha —, hoje eu quero você dentro de mim. — Suas mãos passeavam pelo peito dele e ela podia sentir ele se arrepiando ao seu toque.

— Seu desejo é uma ordem, amor. — Respondeu e ele a ajudou a se erguer, sentando-se em seu membro.

Ambos gemeram com o contato – que a muito não tinham – e ela começou a se movimentar. Primeiro lentamente, aproveitando todas as sensações que sentiam. Ele grunhiu e ela aumentou a velocidade. Conforme ela se movia, ele erguia seu quadril, tentando ir cada vez mais fundo. Em alguns minutos os dois estavam deitados e ofegantes no tapete. Em um bolo suado de braços e pernas.

Ela estava quase adormecendo quando o telefone de Edward tocou.

— Você não vai atender?

— Não. Nada pode ser melhor do que isso aqui. — Respondeu apontando para ela, mas o telefone continuou a tocar.

— É melhor atender. Pode ser importante. — Declarou ainda se recuperando do orgasmo que acabará de ter.

— É melhor que seja. — Respondeu frustrado, se levantando e atendendo o telefone. — Damon? — Perguntou ao atender. — Sim. — Pausa. — Encontraram? — Arqueou as sobrancelhas, enquanto aguardava por mais informações. — E agora podem... — Foi interrompido. — Tem certeza que é verdade? — Ouviu a resposta, atentamente. — Mas isso não é necessário. — Uma pausa longa se deu, fazendo Edward suspirar e olhar para Bella, que já o fitava preocupada. — Tudo bem, Damon. Vou dizer à ela. Obrigado.

— O que ele disse? — Perguntou, assim que Edward desligou o celular, enquanto colocava seu vestido.

— Charlie foi preso. — Respondeu a observando.

— Então qual o problema?

— Não podem mantê-lo preso por muito tempo.

— Então vão soltá-lo? — Perguntou em choque. Depois de tudo, ele não poderia sair livre.

— A menos que alguém faça uma denúncia formal.

— E por que estamos aqui ainda?

— Você quer ir até lá? — Perguntou devagar, enquanto se vestia, e ela assentiu.

— Eu quero que ele fique onde está. E que nunca mais saia de lá.

— E é isso que vai acontecer, Bella. Eu prometo que ele nunca mais vai se aproximar de você.

— Então vamos antes que o soltem. — Respondeu o acompanhando até o carro deles.

— Bella. — A chamou. — Tem mais uma coisa. Antes de ser levado até a delegacia, ele teve um AVC.

— Um AVC? — Perguntou com o cenho franzido.

— Sim. Ele foi atendido e agora está na delegacia. Damon me contou tudo, só o avisaram sobre a prisão hoje. Parece que Charlie ficou alguns dias internado.

— Ele... Eu preciso ir até lá. — Respondeu entrando no carro e ele segurou a porta.

— Bella...

— Eu preciso. Por favor. Se não quiser, não precisa vir, mas eu preciso.

— É claro que eu vou com você. — Respondeu pegando suas mãos. — Estamos juntos nisso. Eu não vou te deixar sozinha. Nunca mais. — Respondeu a puxando para si.

— Eu sou uma pessoa ruim por estar feliz com a situação dele? — Perguntou se aconchegando nos braços dele.

— Não. Ele não merece sua compaixão. Ele fez suas escolhas, e elas o levaram até onde ele está. Ele arrumou a própria cama, e agora é hora de deitar. — Respondeu e ela suspirou.

Foram até o carro, mas Bella estava nervosa demais para dirigir, então chamaram um táxi.

No caminho para a delegacia, ela parecia pensativa, mas ele achou melhor deixa-la. Muitas coisas se passavam em sua cabeça, e ele temia que se dissesse algo, poderia piorar a situação.

Ao chegarem à delegacia, a inspetora Clark os aguardava para prestar a queixa e depois de tudo preenchido, ela os liberou.

— Tudo está certo. Ele ficará preso aguardando julgamento. Vocês podem ir agora.

— Eu posso... Posso vê-lo? — Bella perguntou sem a certeza de que realmente era isso que queria

— Bella! — Edward a chamou. Aquilo não faria bem nenhum a ela. — Por que quer vê-lo?

— Eu preciso. Preciso encerrar essa parte da minha vida.

— Se quer vê-lo, pode ir. Eu vou pedir para um dos guardas trazê-lo. — A inspetora respondeu.

— Mas... — Edward tentou protestar.

— Ela estará segura, senhor Masen. Ele está algemado e praticamente imóvel.

— Imóvel? — Bella perguntou.

— O AVC deixou algumas sequelas permanentes. Ele não pode mais andar, nem mexer o lado esquerdo do corpo. E sua fala também foi bastante afetada.

— Eu quero vê-lo. Por favor. — Pediu.

— Me acompanhe. — A inspetora disse enquanto era seguida pela morena.

Bella ficou sentada em uma sala onde a inspetora pediu que aguardasse, até que o viu entrar. Ele estava sentado em uma cadeira de rodas com as mãos algemadas. Seu corpo tombava e ele não tinha controle de seus movimentos, mas a raiva que seus olhos transmitiam mostrava que ele a reconhecia e não estava nem um pouco feliz em vê-la.

— Isa-be-e-lla. — Disse com dificuldade

— Olá, Charles. — Respondeu se levantando. Ela não era mesquinha, mas sentia uma sensação muito boa ao vê-lo ali. Impotente. Incapaz de machuca-la ainda mais do que já havia machucado.

— O-o que-e vo-o-cê que-er?

— Vim ver seu fim com meus próprios olhos. — Respondeu friamente.

— Isso ai-inda... na-ão aca-abou. — Ele disse com dificuldade por causa das sequelas que o derrame havia deixado.

— É claro que acabou. Porque você vai passar o resto dos seus dias miseráveis aqui, e enquanto você apodrece, Edward e eu? Nós vamos seguir nossas vidas. Você pode ter destruído nossa felicidade com o que fez, mas somos jovens.

— Su-ua... — Ela podia ver o sangue transbordando em seus olhos, mas não conseguia parar.

— E eu estava certa. Ele teria ficado feliz em saber que teríamos um filho. E como eu disse, somos jovens, e diferentes de você — apontou — livres. Ainda podemos ter um filho. E quando esse dia chegar, você estará aqui. Preso e inválido. Enquanto nosso filho crescerá forte e saudável. E eu não poderia desejar uma vingança melhor.

Notas finais
Quem ta vibrando com a prisão do Charlie levanta a mão!! Porque eu to.. Bella estava subindo pelas paredes!!! Agora estamos quase no final. Vamos dar um pouco de algria para eles. Comentem e recomendem que eu volto rápido!!