Notas iniciais
Olha eu aqui de novo. Quem estava com vontade de ler mais capítulo levanta a mão!! Comentem e recomendem a fic. Ela está chegando ao fim. Surpresa no final, porque eu sou dumal quando eu quero hahaha.

Bella acordou com a luz do sol e abriu os olhos lentamente, mas quando se mexeu na cama não sentiu a presença dele. Se não estivesse naquele quarto, e completamente nua, pensaria que a noite passada havia sido apenas um sonho. Um sonho muito bom. Ela sentou-se e olhou em direção ao banheiro, contudo não ouviu ninguém.

— Edward? — Ela o chamou, porém não teve resposta.

Ela se enrolou no lençol, levantando da cama, e começou a procurar suas roupas, mas ao ver uma camisa dele no chão, arqueou uma sobrancelha pensativa e sorriu, capturando-a.

Edward estava na cozinha fazendo panquecas, e assim que Bella desceu as escadas o cheiro preencheu suas narinas e fez seu estomago roncar.

— Bom dia. — Ele disse sorrindo e se virando para ela.

— Como me ouviu? — Franziu o cenho surpresa. — Eu não tropecei em nada dessa vez.

— Eu ouvi seu estomago roncar. — Sorriu. — Alguém está com fome. — Concluiu rindo.

— Você tem um ouvido muito bom. — Ela comentou indo em sua direção e quando ele viu como ela estava vestida parou de sorrir imediatamente, seu olhar carregado de desejo percorreu cada centímetro do corpo dela. — Panqueca! — Disse gemendo ao sentir o cheiro da calda de chocolate.

— Alguém gosta de doces. — Mencionou, com o sorriso voltando a seus lábios, servindo um prato cheio para Bella.

— Você está mais do que certo. Eu tenho espírito de formiga. — Ela estava comendo e na primeira garfada, uma coisa – um alguém— passou como um vulto em sua memória fazendo-a arregalar os olhos em choque.

— Algum problema com as panquecas? — Edward perguntou preocupado devido a reação dela.

— Não! Estão ótimas. — Tratou logo de esclarecer. — Fico feliz que seja minha última refeição — continuou com um sorriso nervoso —, já que Alice vai me matar. — Explicou para o olhar inquisitivo de Edward. — Ela deve ter ido me procurar em todos os lugares.

— Bella, devagar, por que ela te mataria?

— Eu sai ontem de manhã e não voltei mais para casa. Parece exagero, mas ela tende a exagerar às vezes. Uma vez eu me atrasei uns quarenta minutos para o jantar que marcamos e ela estava ligando pra polícia para denunciar meu desaparecimento quando cheguei lá. A essa hora ela deve ter checado até os hospitais.

— Você quer ligar para ela? Assim você a mantem informada de que está viva e bem. — Ele a olhou com uma sobrancelha arqueada.

— Você se importa se eu usar seu celular? — Fez uma carinha com um pequeno bico que Edward não conseguiu resistir, se ela descobrisse que teria tudo o que desejasse com aquele semblante ele estaria em grande perigo. — Já que o meu ficou sem bateria. — Explicou. — O que foi ótimo, porque se não tivesse ficado eu teria ligado para o reboque e você não teria me encontrado e eu não teria uma das melhores noites da minha vida e eu estou falando demais. — Sorriu amarelo. — Desculpe.

— Então, sorte a minha que seu celular descarregou e seu carro morreu.

— A Gertrude não morreu. — Cruzou os braços sobre o peito e empinou o queixo. — Ela teve que fazer um descanso. — Rebateu.

— Gertrude? — Ele perguntou com o cenho franzido.

— O nome da minha picape. — Explicou.

— Você deu o nome de Gertrude para o seu carro? — Ele perguntou sem conseguir segurar a risada.

— O que tem de errado com esse nome? — Voltou a abaixar os braços e arqueou uma sobrancelha, o desafiando a responder.

— O que tem de errado? — Repetiu perplexo.

— É um ótimo nome. Vai me dizer que seu carro não tinha um nome?

— É claro que tinha, mas Scott é um nome muito bom.

— Scott?

— O que? Eu gostava de filmes de heróis, e Scott era um ótimo personagem.

— Ai, meu Deus. O nome do seu carro veio dos X-Men e você está falando da Gertrude? — Ela perguntou rindo.

— Você reconheceu a referência. — Apontou-lhe um dedo, acusando-a. — Não pode rir.

— Eu estou rindo porque você é nerd e isso é completamente fofo. — Sorriu se sentindo a sabichona e ele corou. — Como eu não sabia disso? — Ela perguntou e ele deu de ombros entregando o celular para ela.

Ela discou o número já esperando pelos gritos.

— Isabella Marie Swan! Onde é que você se meteu? Onde está o seu celular? Por que não voltou para casa? Por que não ligou antes? Por que...

— Alice! — Bella a interrompeu. — Fica calma.

— Onde você está? Está machucada? E a Gertrude? Eu liguei para a polícia, mas aqueles incompetentes disseram que uma pessoa só é considerada desaparecida depois de 24 horas — vociferou —, vê se pode um absurdo desses? Em 24 horas a pessoas pode ser estuprada, esquartejada e morta! — Indignou-se — Então eu fui até o hospital.

— Alice! Me deixa falar. Eu vou explicar tudo.

— Você quer tirar ela do viva voz? — Edward perguntou querendo dar privacidade para Bella.

— Ela não está no viva voz. — Bella respondeu e ele abriu a boca incapaz de dizer alguma coisa.

— Eu estou bem. Estou na casa do Edward.

— Do Edward? O que você... Ah... Poxa, Bella, podia ter avisado. Eu fui até o IML.

— Alice. — A morena fechou os olhos e respirou fundo, apertando sua fronte com a ponta dos dedos. — Eu já disse que quando uma pessoa não aparece ou se atrasa você não precisa ir até a polícia, hospital ou... IML. — Cuspiu a palavra e Edward segurou o riso.

Como eu poderia saber? Mas pelo tom da sua voz, aposto que...

— Alice, você já sabe onde estou, agora eu tenho que ir.

— Mande um oi para o ex-odiador de gatos por mim. — Respondeu e Bella desligou.

— Aqui. — Ela entregou o celular para Edward que ainda ria. – Não se atreva a falar um “a”.

— Eu não disse nada. — Jogou as mãos para cima em forma de rendição. — Como soa para você o plano de tomarmos o café da manhã na cama? — Perguntou mudando de assunto.

— Realmente muito bom. — Bella respondeu e, quando ia pegar a bandeja com as panquecas, Edward colocou a mão sobre a dela, impedindo-a.

— Pode deixar. — Ele disse e ela o olhou inquisitiva. — O que? Não queremos acidentes.

— Muito engraçado.

— Eu estou brincando. Você sabe que eu amo você.

— Pra sua sorte, eu também. — Ela disse sorrindo, mostrando que não estava chateada.

Eles subiram e passaram a manhã no quarto entre conversas e brincadeiras.

Edward estava sentado na cama e Bella na sua frente com as costas em seu peito enquanto ele acariciava seu braço. Ele colocou o queixo no ombro dela e suspirou dizendo:

— Desculpa.

— Pelo que? — Ela perguntou se virando para ele. — Se é pela mordida, eu disse que não me importo. Não é como se alguém fosse ver, ela fica escondida. — Argumentou e ele riu, voltando a suspirar.

— Na verdade, não me arrependo da mordida. E não é sobre isso que eu estava falando. Quero me desculpar por não ter te dado chance de se explicar. Não devia ter te mandado embora naquele dia.

— Edward...

— Não. Eu preciso dizer. Eu sinto muito, fui um completo idiota. Eu quase te perdi por que fiquei de orgulho ferido. E o pior foi que eu nem ouvi seu lado. Eu simplesmente te mandei embora. — Umedeceu os lábios. — Eu nem imagino o que isso deve ter feito com você. — Bella estremeceu com as lembranças daquele dia em seu apartamento.

— Não foi bonito de se ver, mas isso não importa. Você está aqui agora. — Ela disse e ele a apertou mais em seus braços.

O celular tocou e Edward olhou no visor.

— Mas acho que você não vai ficar aqui por muito mais tempo...

— Desculpa, eu vou falar com ela e depois desligamos o seu celular. — Bella disse pegando o aparelho e atendendo. — O que foi Alice?

— Bella, eu não queria atrapalhar o... momento de vocês, mas tenho noticias. Sobre Esme.

— Esme? Aconteceu alguma coisa? — Ela perguntou sentindo o medo se espalhar.

— Não. Nada de ruim. — Tranquilizou a prima. — Parece que o tratamento para o qual ela foi escolhida está funcionando. Eu estou indo para o hospital agora.

— Então, quer dizer que ela vai ficar bem? — Bella sentiu as lagrimas nos olhos.

— Sim, Bella. Minha mãe vai ficar bem. — Alice respondeu emocionada.

— Eu... Eu vou para o hospital também, Ali. Quero ver como ela está.

— Tudo bem. Eu nem acredito nisso, Bella. Minha mãe vai ficar bem. — Repetiu sentindo a alegria tomar conta de seu coração.

Elas haviam lutado tanto para que Esme melhorasse, em meio a tantas recaídas a tristeza invadiu suas almas, mas agora a história era outra, a mãe delas finalmente estaria curada, sem batalhas contra a morte, pois Esme vencera a guerra.

— Você está sozinha aí? — Bella perguntou.

— Não. Jass está comigo.

— Jasper?

— Você tinha razão sobre ele, ok? Ele está sendo tão bom para mim. Tem me ajudado tanto.

— Fico feliz por você, Ali. — Sorriu de canto, de certa forma orgulhosa. — Fico mesmo. — Alice merecia ter alguém como Jasper ao seu lado. — Eu só vou passar no apartamento para mudar de roupa e nos encontramos lá.

Nos vemos em breve então. Um beijo. — Ela disse se despedindo.

— Boas notícias? — Edward perguntou.

— As melhores. O tratamento da minha tia Esme está funcionando. Ela vai ficar bem.

— Que coisa boa, Bella. — Sorriu, feliz pela namorada. — Você vai para o hospital?

— Sim. Você não se importa, não é? Eu volto logo.

— Eu queria poder ir com você, mas....

— Hospitais podem te deixar doente. — Edward tinha a imunidade baixa desde o acidente. — Não se preocupe com isso. — Ela o reconfortou, beijando-o, e em seguida começou a se vestir. — Eu volto assim que puder está bem?

— Está bem.

— Ah, sim! Eu vou chamar o reboque quando eu voltar. Acha que tem problema deixar a Gertrude onde está?

— Não. — Ele disse sorrindo com o nome. — Mas pode deixar que eu chamo o reboque.

— Você é o melhor.

— Eu sei. O que você faria sem mim, não é?

— Eu já disse que você é convencido?

— Hm, deixa eu pensar... — Colocou um dedo no queixo pensativo. — Hoje ainda não. — Concluiu com o sorriso torto.

— Você é muito convencido, mas é um convencido que eu amo muito. — Ela disse o beijando mais uma vez e saindo.

Após o táxi estacionar em frente ao seu prédio, ela entrou em seu apartamento e foi tomar um banho antes de ir para o hospital. Não queria chegar lá cheirando a sexo. Quando ia secar os cabelos ouviu a campainha. Ela não esperava ninguém, talvez fosse o Emmett, pensou, sorrindo com a ideia.

Bella foi até a porta enquanto secava os cabelos com a toalha e quando a abriu e viu quem estava do outro lado, desfez o sorriso e deixou a toalha cair de suas mãos.

— Cha... Charlie?

— Olá, Isabella.

Notas finais
O que foi que eu disse? MUAHAHAHAHA (Risada maléfica) Charlie está de volta. Por que será hein? Lembra da mão que levantaram no começo do capítulo? Usa ela para comentar e recomendar a fic hahaha. A fic só vai ter mais uns dois ou três capítulos, então aproveitem.