Notas iniciais
Vocês recomenda, eu volto. Facinho, facinho. Quero agradecer a linda recomendação da Elena. Sua linda. Espero que gostem. Alguem sabe o que a praga do Charlie quer?

— O que faz aqui? Como me encontrou? — Bella perguntou sentindo a garganta fechar.

Ver aquele homem a tele transportou para anos atrás, toda a dor, vergonha e medo atravessando seu corpo e alma novamente. Ver Charlie não lhe trazia nenhum sentimento bom, só a fazia reviver seu pior pesadelo, várias e várias vezes.

— Isso é jeito de falar com seu pai, Isabella? — Charlie olhou para o apartamento por cima dos ombros de Bella. — Então? Não vai me convidar para entrar? — Ele perguntou e ela permaneceu calada, chocada demais para responder. — Vejo que Esme não lhe deu educação nenhuma. — Concluiu, entrando sem ser convidado.

— Você não respondeu. O que faz aqui? Como me encontrou? — Fechou a porta, mas não se moveu, apenas virou, ficando de frente para o pai.

— Eu tenho bons contatos. Eles me mantem bem informado. — Colocou as mãos para trás, andando pela sala de estar. — Eu vim ver como minha filha está.

— Agora se lembra que sou sua filha? — Sorriu sem humor. — Por que quando precisei de você, você não se lembrava.

— Ainda zangada pelo que aconteceu no vestiário? Cresce, Isabella. Foi apenas uma brincadeira dos rapazes.

— Uma brincadeira? — Ela perguntou chocada. — Você realmente veio até minha casa para dizer que eles estavam apenas brincando? Isso é lesão corporal, Charlie. Dê-se por satisfeito de eu não ter pedido para que Esme processasse os pais deles.

— Eu não teria permitido. Seria um escândalo. Já pensou no que isso causaria na minha carreira?

— Sua carreira? Você já pensou no que isso me causou?

— Você parece muito bem. — Mediu-a dos pés à cabeça. — O mesmo nariz empinado de sempre.

— O que você quer?

— Eu mencionei que me aposentei? — Ele perguntou enquanto olhava as fotos espalhadas pelas paredes e estantes da sala de estar.

— E isso é da minha conta por que...?

— Eu me aposentei, mas agora eu ganho muito menos. Quase não consigo me manter.

— E isso continua sendo da minha conta por que...? — Bella arqueou uma sobrancelha, querendo entender onde ele queria chegar com aquilo.

— Mas você por outro lado, está muito bem.

— Não graças a você, obrigada. — Sorriu sarcástica.

— Tem um bom apartamento. — Apontou, ignorando o que ela dizia. — Um bom emprego — sorriu — e um bom partido. Pelo menos isso que você tem no meio das pernas serviu para algo de útil. — Suas palavras saíram carregadas de desprezo e Bella o olhou horrorizada

—Saia. — Vociferou.

— Eu pesquisei sobre ele e...

— Saia daqui, agora! — Gritou.

Ela não permitiria que Charlie envolvesse Edward em suas teias de mentiras e manipulações. Isso jamais!

— Vai ser um prazer. Assim que você me der o que eu quero. Sabe, você é muito bem de vida agora. Seria bom começar a me pagar pelos oito anos que viveu e comeu em minha casa.

Era surreal as coisas absurdas que Charlie estava falando, Bella não acreditava que seu pai poderia ser pior do que ela pensou que ele fosse, ele estava realmente se superando.

— Eu quero você fora daqui, agora.

— Isso não é jeito de falar, Isabella. Afinal, eu sou seu pai.

— Você nunca soube o que essa palavra significa. Não a use. Eu quero você fora daqui, agora.

— E eu quero dinheiro para minhas dividas. Nós podemos nos ajudar. Você me ajuda me dando o dinheiro e eu sumindo da sua vista.

— Eu não tenho dinheiro e, mesmo se tivesse, não te daria um centavo se quer.

— Ah! Eu sei que você é a mesma dura de sempre. Mas e o seu namoradinho? Aquele sim tem dinheiro. Mais do que eu seria capaz de gastar. Eu sei que ele está na sua mão. Então não vai ser difícil você conseguir arrancar alguma coisa dele. Deixa eu perguntar uma coisa, Isabella. — Charlie disse se virando para ela. — Você não sente repulsa em ficar com aquela aberração?Tudo bem que ele tem todo aquele dinheiro, mas eu sinto calafrios só de olhar para aquela cicatriz.

— Seu desgraçado, eu quero você fora daqui! — Abriu a porta do apartamento em um atitude clara para que ele saísse o quanto antes.

— Eu só vou embora quando receber o dinheiro, Isabella. Pelo que eu soube você só estava com ele pelo dinheiro mesmo. Por que tanto drama agora? — Ele disse e antes que pudesse desviar, a mão de Bella o acertou um tapa.

— Eu quero você fora da minha casa e da minha vida. A única família que eu tenho são a minha tia, minha prima e meus amigos. Eu quero que você fique longe de mim e das pessoas que eu amo. Se você se aproximar meio metro delas você me paga, Charlie! Me paga!

— Você vai se arrepender desse tapa, Isabella.

— Não se preocupe, se você sair agora eu prometo que esse será o ultimo.

— Eu já vou. Mas eu ainda espero o dinheiro. — Charlie disse saindo ao perceber que não conseguiria nada daquele jeito, tinha que ser esperto.

Depois que o choque passou, Bella fechou a porta e começou a sentir o desespero a dominar, ela pegou o telefone e ligou para Alice.

— Bella? Onde você está? Já está vindo?

— O-oi, Ali. Como a tia Esme está?

— Acho que a pergunta aqui é, o que aconteceu? — Afinal de contas já era pra Bella ter chegado ao hospital.

— Ela está perto? — Perguntou se referindo a sua tia.

— Não. Eu estou no corredor. O que aconteceu, Bella?

— Charlie foi o que aconteceu. Ele me encontrou, Alice. Ele veio até aqui.

Charlie? — Ela engasgou com o nome, aquilo não podia ser verdade. — Aquele... ele te machucou? — A menos hipótese dele se quer encostar um dedo em Bella fazia seu coração acelerar ainda mais. — Onde você está agora?

— Não. Ele não fez nada. — A tranquilizou. — Eu estou no apartamento. Ele já foi embora.

— Como ele conseguiu subir? O que ele queria?

— Ele quer dinheiro, Ali. Ele sabe que Edward e eu estamos juntos e quer lucrar com isso. Eu liguei para dizer que não vou para o hospital agora. Esme não pode ficar nervosa, você sabe que eu não conseguiria esconder isso dela, ela me conhece bem demais, saberia na hora que algo aconteceu.

— É verdade. — Sorriu minimamente ao se lembrar que Bella sempre era pega na mentira por Esme. — Eu vou sair daqui e estou indo pra aí.

— Não. Se você sair a tia Esme vai saber que tem alguma coisa errada. Eu estou bem

— Não quero que você fique sozinha.

— Não vou, eu estou voltando para a casa do Edward.

— Tem certeza? — Não queria deixar a prima sozinha de jeito nenhum.

— Tenho. Só diz pra tia Esme que eu amo muito ela. Eu passo ai assim que eu puder.

— Eu digo. Promete que me liga assim que chegar na casa do Edward?

— Bella disse e, após se despedirem, desligou.

Demons — Imagine Dragons

When the days are cold

(Quando os dias estão frios)

And the cards all fold

(E as cartas todas dobradas)

And the saints we see

(E os santos que vemos)

Are all made of gold

(São todos feitos de ouro)

When your dreams all fail

(Quando todos os seus sonhos fracassam)

And the ones we hail

(E aqueles que saudamos)

Are the worst of all

(São os piores de todos)

And the blood’s run stale

(E o sangue vai secando)

I want to hide the truth

(Quero esconder a verdade)

I want to shelter you

(Quero abrigar você)

But with the beast inside

(Mas com a fera dentro)

There’s nowhere we can hide

(Não há onde nos escondermos)

No matter what we breed

(Não importa o que criamos)

We still are made of greed

(Ainda somos feitos de ganância)

This is my kingdom come

(Este é o meu fim)

This is my kingdom come

(Este é o meu fim)

When you feel my heat

(Quando você sentir o meu calor)

Look into my eyes

(Olhe nos meus olhos)

It’s where my demons hide

(É onde meus demônios se escondem)

It’s where my demons hide

(É onde meus demônios se escondem)

Don’t get too close

(Não se aproxime muito)

It’s dark inside

(É escuro aqui dentro)

It’s where my demons hide

(É onde meus demônios se escondem)

It’s where my demons hide

(É onde meus demônios se escondem)

Ela havia pego um taxi até a casa de Edward e quando entrou – ele estava no escritório, mas ao ouvir a porta ele apareceu no corredor – logo o avistou.

— Bella? Pensei que você fosse até o hospital. O que aconteceu? — Ele perguntou confuso e ela correu até ele, se jogando em seus braços, ele a envolveu e ela começou chorar. — Deus, amor, o que houve? — O coração dele se apertou ao vê-la naquelas condições. A preocupação dançava em sua mente, imaginando mil e uma hipótese, uma pior que a outra.

— Charlie voltou... — Ela disse soluçando e ele a apertou mais em seus braços, sentindo um frio correr por sua espinha.

Notas finais
Ele quer o que, o que, o que? Dinheiro. Ele vai conseguir? O que acham? Comentem e recomendem!!