Notas iniciais
Olha eu aqui de novo! O capítulo dessa vez é mais divertido, mas teremos algumas revelações. COMENTEM QUE QUE VOLTO RÁPIDO!

— Pronto? — Bella perguntou.

— Não, mas eu não tenho escolha.

— Não tem.

— Me diz de novo, por que não podemos ir de taxi mesmo? — Questionou, olhando para as chaves na mão dela.

— Porque eu sei onde fica, mas não sei dizer o endereço.

— Como é que você anda sozinha por aí? — Edward olhou para ela.

— Ei, eu sei me virar muito bem sozinha. Só porque eu não conheço os nomes das ruas, não quer dizer que não saiba andar por aí. Agora vamos. — Disse se aproximando de seu carro.

— Eu acho que não. — Respondeu olhando para o carro dela.

— O que? Fizemos um acordo.

— Isso foi antes de ver seu carro.

— Qual o problema com meu carro?

— Com ele nenhum. Já esses amassados nele. Foram parar aí por algum motivo.

— Ei. Trato é trato. Eu comi aquele peixe cru e agora vamos sair.

— Você está em cima da guia. — Ele apontou para o chão.

— Em minha defesa, eu tentei arrumar.

— Quando? — Perguntou a desafiando, precisava fazer ela desistir do passeio.

— Olha, esse era o nosso acordo. Eu ia comer aquilo e você sairia.

— Eu estou aqui fora. Eu sai.

— Na calçada não conta. Você não pode simplesmente confiar em mim? — Ele a olhou e suspirou.

— Não faça eu me arrepender.

— Vai ser divertido. — Garantiu saltitante quando ele entrou no carro.

— Você por acaso não tem aqueles cintos de quatro pontos não, né?

— Como aqueles de montanha russa?

— Exatamente.

— Muito engraçado. — Revirou os olhos.

— Não custava perguntar.

— Quer soltar a porta? Ela não vai cair.

— Acredite, essa não é minha preocupação. Aqueles amassados por outro lado.

— Eu não bati em ninguém.

— Eu não disse isso, mas eles ainda estão lá.

— Será que dá pra relaxar? Eu nem liguei o carro ainda e você está todo encolhido aí... — Bella disse dando partida, mas ela soltou a embreagem muito rápido e o carro morreu.

— Misericórdia. — Edward disse afundando mais no banco.

— Foi mal. Escapou.

— É isso. É assim que eu vou morrer. — Disse olhando para frente

— Deixa de ser dramático. Nós só vamos até o centro. Você não vai morrer.

— Tudo bem. — Edward respirou fundo, tentando se controlar. — Podemos ir.

Bella dirigiu por dois minutos até que Edward deu um grito.

— Devagar! Cuidado!

— Que foi? — Perguntou assustada.

— Você está correndo. Vai devagar.

— Eu estou devagar.

— Não está, não!

— Para de gritar. É difícil me concentrar com você berrando do meu lado.

— ‘tá bem. Eu não vou gritar. — Disse, se afundando mais no banco e segurando a porta com mais força.

Bella continuou a dirigir.

— Ah! Para! Olha o caminhão, olha o caminhão!

— Eu estou vendo! É um caminhão, Edward, pelo amor de Deus. — Respondeu gritando.

— O motoqueiro! Olha a rua! A sua esquerda! — Edward berrou quando o carro deu um solavanco.

— O que foi aquilo? — Bella perguntou, se virando para trás.

— Olha pra frente! — Gritou de novo, desesperado. — Você atropelou um guaxinim? — Perguntou olhando para trás, completamente encolhido no banco.

— Ai, meu Deus.

— Olha o sinal vermelho! Está chegando.

— Para de gritar comigo!

— Para o carro! Para o carro, para! — Ele gritou e ela freou de uma vez. — Coloca no ponto morto, pelo amor de Deus. — Praticamente implorou, respirando com dificuldade.

— Se você parasse de gritar ajudaria.

— Eu... Eu não estava gritando. — Retrucou, tentando respirar.

— Edward, tudo bem? Você ‘tá meio verde.

— Por que será, hein? — A olhou de esgueira. — Me diz que estamos chegando.

— É logo ali na frente.

— Tudo bem. — Assentiu, segurando no banco e na porta.

— Vai ser divertido.

— Você disse isso quando saímos da minha casa. Não está sendo muito divertida essa experiência de quase morte.

— Você sempre foi exagerado assim? — Perguntou, seguindo pela rua e estacionando logo em frente.

Quando ela foi arrumar o carro na vaga bateu em um cone.

— Como diabos te deram uma licença?

— Ei, eu não sou tão ruim.

— Ah, não? Pergunte ao guaxinim, ah, espera! Não pode, você o atropelou!

— Ei, eu teria visto se você não gritasse o tempo todo.

— Foi pra isso que você me tirou da minha casa? Para tentar me matar?

— Não. Eu queria que hoje fosse divertido, não era pra gente brigar. E para de dizer que eu quero te matar. Eu tinha tudo planejado para hoje. — Disse com lagrima nos olhos. — Mas você não para de gritar, e eu...

— Ei... Você está chorando? Por que ‘tá chorando? — Ele perguntou olhando preocupado.

— Eu não estou chorando. — Ela respondeu limpando o rosto.

— Eu acho que está, porque eu acho que vi uma lagrima aí.

— Eu só queria que você se divertisse hoje. Já que você não sai há tanto tempo. Eu não queria brigar. Eu odeio saber que faz tempo que você não sai e que não costuma andar no transito. Eu sempre estrago as coisas.

— Ei... Está tudo bem. Talvez eu tenha me desacostumado com o transito da cidade. Com tanto que a gente volte de taxi, vai ser divertido hoje. — A assegurou, fazendo-a olhá-lo e abrir um pequeno sorriso, que Edward prontamente devolveu. — Isso é música? — Perguntou olhando para o parque.

— É. Vai ter um grande festival de música clássica aí no parque. Eu pensei que você fosse gostar. — Edward desceu do carro e foi em direção ao parque, com Bella ao eu lado.

— O que é isso? — Ele perguntou olhando para as coisas que ela carregava.

— Nosso almoço.

— Então é um piquenique?

— Mais o menos. — Respondeu sorrindo.

— Eu não vou me desculpar por gritar.

— Eu também não. Mas não diga mais que eu quero matar você. Está bem?

— Está bem. Mas você sabe que é um risco para... — Ela o olhou e ele parou de falar. — Está bem. Não está mais aqui quem falou.

— Vem pra cá. — Bella estendeu a toalha e os dois sentaram.

— Parece um bom lugar. — Comentou, olhando ao redor e depois descansando seu olhar sobre o rosto contente de sua assistente biruta – que não parava de sorrir.

— E é. Dá para ouvir a música de fundo, mas não as pessoas. E ainda tem a sombra da arvore.

— Parece que você pensou em tudo. Já veio aqui antes?

— Venho aqui todo ano.

— Todo ano?

— É. Minha tia me trazia quando eu era pequena.

— E onde ela está?

— Em casa. Ela não saiu muito. Está com alguns problemas de saúde.

— Que tipo de problemas?

— Do tipo que precisa de uma cirurgia.

— Então ela é um dos motivos pra você ter parado a carreira de escritora?

— É um motivo, mas eu faria de novo. Sem pensar. — Resopndeu e mordeu o lábio, ao olhar para ele.

— Pode falar.

— O que?

— O que você quer perguntar desde aquele dia que falamos de começarmos a ser amigos. Pode perguntar.

— Como você...

— Você morde o lábio sempre que quer fazer uma pergunta.

— Tem prestado bastante atenção nessa parte do meu rosto, hein? — Ela comentou e ele corou. — Está bem, viu? — Apontou para si mesma. — Sem filtro. — Eles riram, ela realmente não pensava antes de falar. — Tudo bem, eu tenho uma pergunta, mas se quiser colocar no tópico de assuntos proibidos eu vou entender.

— Fala de uma vez.

— Um exemplo de educação, senhoras e senhores. — Bella disse apontando para ele e aplaudindo, ele revirou os olhos. — Tudo bem, é sobre sua ex. — Disse por fim e ele suspirou.

— Eu sabia que não ia demorar.

— Tudo bem se não quiser falar.

— O que você quer saber?

— Minha irmã disse que ela era modelo e que o acidente a deixou sem o movimento das pernas. E depois que a carreira dela caiu, não se teve mais notícias sobre ela.

— Eu me surpreenderia se tivesse notícias.

— O que aconteceu?

— Eu só vou falar disso porque estamos tentando essa coisa de sermos amigos, mas não quero mais falar disso depois, ok? – Ele perguntou e ela assentiu. — Alguns meses depois que recebi alta, o advogado de Tânia me procurou com os papeis do divórcio. Eu tentei me reaproximar dela, mas ela nunca queria me ver. Um ano depois a mãe dela me procurou, disse que por minha culpa ela havia perdido a filha.

— Só porque alguém não pode andar, não significa que não possa viver. A falta de movimentos não mata ninguém.

— Não, mas tomar vários comprimidos e se afogar na banheira sim. — Edward disse olhando para o palco de onde vinha a música.

— Ela... Ela se matou?

— Não suportava viver daquele jeito e encontrou um jeito de acabar com aquilo.

Bella o olhou sem saber o que dizer.

— Os pais dela me culpam até hoje. Dizem que se não fosse pelo acidente, a filha deles ainda estaria viva.

— Isso é ridículo. Não podem culpar você por isso. Foi decisão dela.

— Tudo bem. Mais alguma pergunta, senhorita sem filtro? — Edward perguntou e ela corou. — Aí está. — Ele disse apontando para o rosto de Bella.

— Não. Acho que não.

— Minha vez então.

— Sua vez de que?

— De fazer as perguntas.

— Quando começamos a jogar o jogo da verdade aqui?

— Não estamos jogando. E não teria a menor graça de jogar com você.

— Por que não?

— Porque como você mesma disse, você não tem filtro. Sempre fala exatamente o que pensa. Então nunca deve mentir.

— Eu não gosto de mentiras, grande coisa.

— Você está fugindo do assunto.

— Você nem começou um assunto.

— Que seja. Eu te contei uma coisa sobre meu passado. Quero saber sobre o seu.

— E por que eu contaria?

—Porque estamos tentando ser amigos. — Respondeu presunçoso.

— Jogo sujo, Masen. Jogo sujo.

— Comece a falar.

— Pode ser mais especifico?

— Está bem. Fale sobre seus amigos.

— Isso é fácil. Tem a Alice que é minha prima, mas também minha melhor amiga. Ela é pequena, mas quando fica irritada consegue deixar até o Emm com medo.

— Emm? — Ele perguntou erguendo a sobrancelha.

— É. Ele que vai arrumar sua poltrona. Ele é ótimo. O tamanho dele assusta algumas pessoas, mas ele é muito doce. Eu o conheci quando me mudei para casa da minha tia. Ele é provavelmente o único cara com que eu consigo me abrir. Ele é divertido, é protetor e provavelmente tem o abraço mais forte que eu conheço. — Ela disse e Edward olhou para baixo.

— O que sua tia tem? — Ele perguntou não querendo mais ouvir sobre o tal Emm, que deveria ser o namorado de Bella.

— São duas perguntas. Quando será minha vez?

— Sua pergunta foi muito particular. Eu tenho direito a duas.

— Quem disse isso?

— Eu estou dizendo.

— E quem disse que você manda?

— Eu sei que você esquece quase sempre, mas eu sou seu patrão.

— Não é, não. — Respondeu sorrindo e ele a olhou confuso. — Você é filho do meu patrão. Eu fui contratado pelo senhor Cullen. Se você tivesse me contratado, teria me demitido no dia que eu levei o peludo para sua casa. E então nós não estaríamos aqui agora.

— Então tudo bem, espertinha. Sorte sua que meu pai te contratou. — Disse, a fazendo sorrir.

Algumas horas se passaram e eles ficaram lá, comendo, conversando e ouvindo a música.

— Está tarde já. Vou chamar um taxi.

— Eu posso te deixar em casa. — Ela disse.

— E passar por aquilo de novo, eu prefiro... Quer dizer... Eu posso ir de taxi. Já passou do seu horário.

— Não vai andar de carro comigo de novo, não é? Entendi. Não me ofendeu. Tudo bem, então. — Ela disse se levantando e oferecendo sua mão para ajudá-lo a se levantar. Ele olhou para a mão dela e suspirou, aceitando a ajuda sabendo que não se levantaria sozinho, mas aceitar a ajuda a fez sorrir.

— Eu já vou indo. — Ela disse quando o taxi dele chegou.

— Tudo bem. Vejo você amanhã. — Se despediu, indo em direção ao táxi.

— Ah, espera. Quase esqueci. — Ela tirou uma caixa da bolsa. — Feliz aniversário.

— Meu aniversário foi há três meses.

— Eu não conhecia você há três meses. Será que não dá pra aceitar nada sem reclamar? — Perguntou arqueando uma sobrancelha e ele sorriu, abrindo a caixa.

— Um celular?

— É. Todo mundo precisa de um. E sabe, só pro caso de você precisar de alguma coisa ou ficar doente ou se eu tiver alguma pergunta absurda.

— Entendi. Obrigado.

— Bom, eu já vou. Aliás, sua pessoa favorita no mundo está como o número um. — Ela disse e ele apertou o botão, fazendo o telefone dela tocar. — Viu. Sua pessoa favorita. — Sorriu de orelha a orelha, convencida, fazendo-o rir. — Agora eu vou mesmo. Até amanhã.

— Até amanhã, Bella.

Notas finais
Então?? Tania definitivamente não vai atrapalhar. Próximo capítulo tem muita coisa boa!! Eu volto na quarta ou se tiver uma recomendação eu volto antes.