Shattered By Broken Dreams
7 Relax while you're closing your eyes
Notas iniciais
Capítulo um pouco mais curtinho do que eu estou acostumada a postar, mas espero que gostem mesmo assim n_n
Boa leitura! :)
Os pingos de chuva batiam com força na janela do quarto de Brian, o que deixava o ambiente com um misto gostoso de cheiro de chuva e cigarros.
Olhei para Brian, vestido com um moletom preto e touca de caveiras. Estava concentrado, compondo o solo de uma música que Matt havia escrito. Fechou os olhos, acompanhando cada som que saia de sua guitarra com um leve balançar de cabeça, completamente alheio ao mundo que o cercava. Parecia extasiado pela música. Exatamente como eu estava agora.
É incrível como uma música consegue ser tão bela e tão feroz ao mesmo tempo. Como ela tem o poder de nos fazer arrepiar o corpo por inteiro, até a ponta dos dedos, e principalmente como ela consegue nos trazer emoções tão fortes com apenas algumas notas.
Suspirei, colocando meus livros de biologia de lado e pegando meu celular no bolso para checar as últimas mensagens.
Comprimi os lábios ao ver que novamente Jimmy não havia respondido nenhuma das milhões de mensagens que eu havia mandado. – Na verdade, eu sabia que Jimmy não queria falar comigo e por isso estava me sentindo uma idiota correndo atrás dele desse jeito. Mas mesmo assim, eu não podia simplesmente ficar parada enquanto eu recebia esse balde de gelo dele.
- O que faz uma pessoa cortar relações com você de uma hora para outra? – Resmunguei, deixando o celular no meu colo.
Brian revirou os olhos, enquanto interrompia a última nota da guitarra.
- Assim fica impossível de compor alguma coisa. – Disse pegando um cigarro do cinzeiro para dar um trago.– Enfim, não acha que está sufocando o Jimmy?
- Como sabe que eu estava falando dele?
- Você sempre está falando dele. – Esclareceu de má vontade, enquanto flexionava os dedos, e pegava uma caneta para anotar as composições. – E nos últimos dias isso tem piorado uns... Duzentos por cento.
- Eu só estou preocupada com ele. – Falei. – Eu só queria saber... O que eu fiz de errado. Ele não é de ficar assim de uma hora para outra, sei que teve algum motivo. – Me arrastei até o seu lado. – Sabe se está tudo bem com ele?
Brian colocou a guitarra de lado, e passou um braço envolto da minha cintura.
- Eu vi o Jimmy hoje no estúdio e está tudo bem com ele, Liadan. Não se preocupe. – Garantiu-me ele com a voz calma. – Ele só precisa de um tempo.
- Para quê?
- Para se acostumar.
Ele não precisou dar mais detalhes para eu saber com o que Jimmy deveria se acostumar. – Eu me sentia horrível por estar fazendo isso com ele, se é que isso pode amenizar a minha parcela de culpa.
Mas afinal, o que ele tem a ver com o meu envolvimento com Brian?
Ok, ele tem tudo a ver com isso, mas mesmo assim ele não tinha o direito de parar de falar comigo sem ao menos me dar satisfações. Aquele idiota. Aquele idiota... Tão doce e de sorriso fácil. Meu melhor amigo. Tudo o que eu queria era poder abraça-lo e pedir desculpas, pelo o que eu não sabia ao certo. Só sabia que eu precisava fazer isso.
– Mas afinal, quem contou para ele sobre nós? — Perguntei me encostando em seu peito.
- Isso não importa, uma hora ou outra ele perceberia. – Disse brincando com uma mecha do meu cabelo. – E só deve ser estranho para ele o fato de eu estar com você. Digo, você é como se fosse a irmãzinha dele.
- Irmãzinha. – Repeti. Por mais estranho que possa parecer, essa definição me incomodou profundamente.
- Não se preocupe com o Jimmy. Hoje vamos todos ao bar comemorar o nosso contrato com a gravadora, então talvez você possa conversar com ele. – Disse. A idéia de conversar com Jimmy me animou.
- Já é a terceira comemoração que fazem. – disse rindo.
Brian me deitou no carpete marrom e ficou por cima de mim, beijando meu maxilar.
- Hm... Coisas como essa não acontecem todo dia, então comemorações nunca são demais. – Disse enquanto uma de suas mãos subia e descia sob a minha cintura.
- E assim vocês poupam desculpas para beber... Sei...
Brian tirou o moletom e a camisa que estava por baixo e então continuou me beijando. Um arrepio se formou quando uma de suas mãos entrou por debaixo da minha blusa percorrendo toda a extensão da minha barriga até chegar em um dos meus seios.
- Brian... – Tentei dizer.
- hum...? — Sua voz saiu abafado pelo beijo.
- Seus pais estão aqui em casa. Já pensou se eles entram no quarto?
Passei a minha blusa por sob a cabeça, enquanto ele encaixava seu corpo no meio das minhas pernas ainda vestidas pelas calças.
- Eles não vão entrar... Suzy tá fazendo o jantar e... Meu pai tá assistindo o jogo. São as finais do campeonato... – Falou enquanto retirava a calça jeans. – Ou seja, temos tempo de sobra. – Sorriu com a última frase.
Tomou meus lábios novamente com a boca, retirando os fechos do meu sutiã com habilidade. – Não consegui conter um arquejo quando seus lábios desceram até um dos meus seios, abocanhando-o e brincando com o meu mamilo com a ponta da língua.
Me ajudou a retirar a calça, e o que restava da minha lingerie preta, e então começou a fazer movimentos de vai e vem com o quadril, fazendo sua ereção, ainda por baixo da boxer escura, roçar sobre mim.
Brian parecia saber exatamente em que ponto tocar, ou o modo que sua língua deveria se mover para que uma mulher se excitasse. Talvez não fosse exagero quando diziam que as garotas que já passaram por ele, pareciam implorar para que ele voltasse a tocá-las. – Mas de qualquer modo, eu também sabia o que o excitava e ver o tremor que ele não conseguia controlar ao ser beijado e tocado pelo corpo, realmente fazia meu ego aumentar.
Nossos quadris subiam e desciam quando ele começou a me penetrar com urgência. – E o que só aumentava o prazer era o risco que tínhamos de ser pegos a qualquer momento pelos pais de Brian.
Machuquei as costas dele com a unha, tentando ter algum apoio enquanto chegávamos ao clímax, quase ao mesmo tempo. – Seus dedos cravaram em minha perna, o que certamente deixaria alguns hematomas. Meu corpo se arqueou, e eu abafei um grito em seu ombro quando atingi finalmente o ápice.
Ele desabou ao meu lado quando terminamos, ambos exaustos e suados.
Ficamos assim, respirando com dificuldade, enquanto a chuva se apertava do lado de fora.
- Quero que você seja minha para sempre, Liadan. – Ele rouquejou ao pé do meu ouvido.
Brian se apoiou nos braços de modo que seu rosto ficasse acima do meu, e me olhou seriamente, quando eu olhei cínica para ele.
- Estou falando sério... Eu não sei, nunca me senti assim antes...
- Para quantas garotas você já falou isso Brian? – Perguntei enquanto enroscava meus dedos em seu cabelo, despreocupadamente.
- Para muitas, admito... Mas para nenhuma que eu realmente gostasse. Você é a primeira que digo isso com sinceridade.
- Ah, ok.
Arqueou uma sobrancelha.
- Ok? Acabo de me declarar para você e é tudo o que tem para me dizer?
Eu ri, enquanto me aninhava ao seu lado.
- Como posso saber se está dizendo a verdade? – Respondi dando de ombros.
Rolou os olhos e então abraçou meus ombros com um dos braços.
- Tudo bem, eu sei que por dentro você está toda derretida por mim. Só é durona demais para admitir. – Certo, modéstia nunca foi uma qualidade notável em Brian. Ele então mudou sua expressão, tornando-a novamente séria. – Acredite, estou sendo sincero. Você é a garoa mais incrível que eu já conheci. E... Eu nunca pensei que começaria a gostar tanto de alguém em tão pouco tempo, Liadan.
- Eu acredito em você. – E por mais ingênua que eu estivesse sendo, de fato, eu acreditava em cada palavra proferida por ele. Sorri. – E eu já sou sua, Brian. Sempre serei.
Brian também sorriu. Afagou meu rosto com a mão e então se inclinou para me beijar, lentamente.
Naquela tarde chuvosa de outono, eu nunca desejei tanto que algo desse certo. Talvez eu finalmente estivesse gostando de verdade de alguém. Sentia a felicidade tão próxima de mim que quase podia tocá-la nos dedos, e a possibilidade de tal coisa era tão tentadora que caminhava feito cega em sua direção, desesperada por um gostinho dela. Tão cega que mal percebia que na verdade, caminhava na direção oposta.
Se eu pudesse ter o poder de voltar ao passado, teria mudado muitas coisas em minha vida. Falado em momentos em que calei, calado em horas que havia falado. Feito coisas, apagado coisas: em especial essa última promessa. Se soubesse as consequências que ela me traria no futuro, nunca a teria feito. – Ás vezes palavras são usadas, e jogadas ao vento como simples folhas de papel rabiscadas. Infelizmente, demorei a perceber que essas mesmas palavras às vezes também não podem ser apagadas.
Notas finais
Cara, é o primeiro Hentai que eu escrevo na vida D: Então se ficou... Sei lá... Estranho, me desculpem hasuahsushau
Mas enfim, o que acharam? Não deixem de comentar n_n
não deixem de acompanhar a fic, ok?
Beeeijos!
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