Shattered By Broken Dreams

2 Another way to numb our mind


Notas iniciais
Segundo capítulo da Fic :) hehe
Boa leitura à todos!

Meu pai não foi nem um pouco compreensivo ao receber a noticia da minha reprovação de física. E como se não bastasse, a sra. Grammer também fez jus a sua única função naquela rua: Cuidar da vida alheia. Claro que ela não podia deixar de fofocar ao meu pai o fato de eu estar andando por ai com um James Sullivan.

Bem, sua reação não foi uma grande surpresa para mim, e como eu já esperava, ele não ficou nem um pouco feliz com o fato de eu estar andando com um completo agiota. Sua brilhante estratégia foi me proibir veemente de voltar a andar com Jimmy, culpando-o de ele ser a causa do meu mau comportamento na escola. Não foi difícil para ele ignorar o fato de eu ter começado a andar com o Jimmy depois do incidente, afinal, George seria sempre George e não ter alguém para colocar a culpa era algo fora de questão. Não argumentei contra a sua decisão, porém não posso dizer que a cumpri (enquanto eu conseguisse chegar em casa antes dele, meu pai nunca saberia que eu não ia direto para casa após a saida do colégio).

De qualquer forma, eu ainda tinha que frequentar a escola, com os mesmos alunos idiotas e os mesmos professores insuportáveis. — Claro que o meu querido professor de física não perdeu a oportunidade de me passar um grande sermão na frente de todos, além de ter um cuidado especial ao pegar no meu pé. Se antes eu achava que as aulas de física eram intermináveis, agora com os horários extras esses se tornaram um mar de tédio infinito. Eu estava me forçando, juro que estava, principalemente para não dar um soco naquela cara de idiota do professor.

A única hora em que eu podia relaxar era quando, as vezes, me encontrava com Jimmy pelo caminho (era incrivel como estávamos sempre no mesmo lugar).

Eu gostava da companhia de Jimmy, e me sentia confortável conversando com ele sobre todos os assuntos imagináveis (e inimagináveis também, acredite, sua fonte de assuntos parecia inesgotável!). E depois de passar algum tempo com ele, eu pude descobrir a verdadeira definição para a palavra inconsequência. Matar aulas para ficar bebendo não era nada comparado ao que ele fazia. Jimmy, era sem duvida o cara mais insano que eu já conhecera, e eu duvidava que eu encontrasse alguém que o superasse nesse quesito. Ele era único, do jeito louco dele. Tinha um modo de ver o mundo que me impressionava, seja nas conversas, músicas que ele escrevia e nas próprias atitudes (que apesar de algumas serem politicamente incorretas, não o transformavam de todo em um cara mal).

Caminhávamos ao caminho da casa de Justin Sane, um amigo pelo qual eu já conhecia de uma saída de bar. Finalmente eu iria conhecer a sua nova banda (já que a antiga não havia dado muito certo). Ele parecia estar bastante empolgado com o avenged sevenfold, tanto que falava dela de minuto a minuto. O assunto já estava começando a se tornar repetitivo, porém eu apenas ouvia acenando com a cabeça e fazendo alguns comentários de vez em quando. — Eu também estava muito anciosa para ouvir o som deles, e de também conhecer os amigos que ele tanto falava.

A conversa então foi encerrada, mas uma outra pergunta se sucedeu:

- Quer beber alguma coisa? – Ele perguntou casualmente, mas que pelo seu tom de voz parecia que planejava algo.

- Estamos sem dinheiro esqueceu?

Aquela parecia a resposta que ele esperava. Murmurou um “venha comigo” e entrou em uma pequena loja de conveniência.

Andamos pelo corredor, enquanto ele procurava por algo.

- Ah Jimmy, eu não vou participar disso de novo. – Murmurei enquanto ele pegava duas garrafas de cerveja e as colocava em minhas mãos. – Se lembra do que aconteceu da última vez? Quase fomos presos!

- Caralho Lia, fala baixo.

- Então deixa a porra das garrafas ai.

Ele rolou os olhos e então sorriu, parecia estar se divertindo.

- Só relaxa, você é sempre tão preocupada com tudo. – Me rebocou para a frente dele, e me obrigou a andar. – Eu sei que é difícil pra você, mas tenta não ter um derrame cerebral. Aja naturalmente.- Ele me reeprendeu ao ver que eu olhava para o vendedor com uma grande cara de culpada. — Eu disse naturalmente, e não como se tivesse acabado de matar um cara.

— Ok, ok. Eu estou bem. – Suspirei fundo tentando me acalmar. – Não estamos fazendo nada de errado. Eu estou bem.

Ele olhou pra mim com uma careta e então começou a rir.

- Mas que droga Lia, você é alguma puritana ou o quê? São só duas garrafas de cerveja... – Seu olhar se prendeu em alguma coisa atrás de mim. – Oh, fudeu.

- O que foi...? – Segui a linha do seu olhar, e então vi dois policiais entrando no mesmo estabelecimento. – Ah ótimo, Jimmy. Essa é a nossa deixa para largar as garrafas ai e fingir que nada aconteceu.

- É só agente sair numa boa, que nada vai acontecer. Agora anda, vamos dar o fora daqui.

Eu sabia que algo daria errado, e não me perguntem como, o meu pressentimento se mostrou verdadeiro quando o vendedor nos chamou, bem na hora que abríamos a porta de saída.

- Onde pensam que vão com as garrafas? – A voz do vendedor denotava a sua origem asiática, e o tom furioso só a deixava mais cômica. – Voltem aqui e paguem por isso!

Eu e Jimmy trocamos um olhar, enquanto os dois guardas nos encaravam com rosquinhas nas mãos.

- E agora? – murmurei estática.

Ele me puxou pelo pulso para fora da loja.

- AGORA AGENTE CORRE!

E foi o que fizemos, saímos correndo como dois alucinados enquanto os policiais corriam atrás da gente exigindo que parássemos. Jimmy estava gargalhando estridentemente, como um babaca.

- AH JIMMY, COMO EU TE ODEIO...! – Gritei em plenos pulmões. – VOCÊ SEMPRE FODE TUDO! PORQUE NÃO PODEMOS APENAS IR À CASA DO SEU AMIGO COMO DUAS PESSOAS CIVILIZADAS?

Ele riu ainda mais forte.

- E O QUE A FAZ PENSAR QUE SOU UMA PESSOA CIVILIZADA?

Depois de corrermos por mais alguns quarteirões, conseguimos despistar os policiais que rapidamente desistiram de correr atrás de nós, afinal, eles tinham coisas mais importantes para cuidar do que ficar correndo atrás de dois ladrõezinhos baratos.

- E toda essa merda... Por duas... Garrafas de... Cerveja! – Disse tentando recuperar o folego, apoiada com as mãos nos joelhos. Passado a raiva, comecei a rir junto com ele. Não conseguia ficar brava com Jimmy por muito tempo. – É... O risco valeu pela emoção.

Jimmy abriu as garrafas e ofereceu uma delas a mim, eu a peguei e bebi um gole.

Ele me observou com atenção.

- Seu cabelo fica ruivo no sol. – Sua expressão era um pouco vaga. – Nunca tinha reparado o quanto você é linda...

Ele se interrompeu quando percebeu o que estava falando.

- O que disse? – murmurei distraída.

Jimmy tossiu.

- O sabor fica muito melhor, não? – Tomou um longo gole da sua garrafa.

- Sem dúvida. – Concordei sabendo que não foi aquilo que ele ha

via dito. Porém, decidi deixar pra lá, não devia ser nada de importante.

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Ao chegamos a casa onde aconteceriam os ensaios, todos pareciam estar aguardando nós. Justin acenou quando notou a nossa presença.

- Estamos esperando a mais de meia hora. — ele gritou do fundo da sala.

- Finalmente nosso grande reverendo resolveu aparecer. – O garoto de chapéu fedora falou. e então pareceu finalmente me notar – Ah sim, pelo menos houve um bom motivo... – murmurou, me medindo com os olhos, descaradamente. Deu uma piscadela quando percebeu que eu o olhava.

- Tive alguns contratempos. — Ele disse rindo ao ver que eu o fulminava com os olhos. Jimmy ergueu a voz para que todos pudessem ouvir.- Pessoal, essa é a Lia Collins. — Suspirei aliviada por ele não ter usado meu verdadeiro nome. — Quero que sejam legais com ela.

- Que coisa idiota a se dizer Rev, é claro que seremos legais com ela. — O garoto de boné disse. Olhou para mim e sorriu simpáticamente. — Eu sou Matthew Sander, mas você provavelmente vai ouvir me chamarem só de M. Shadows . Essa é Valary, minha namorada.

Valary acenou para mim, e eu retribui com outro. Matt tinha um dos braços em volta da cintura dela, enquanto uma das mãos se entrelaçavam as de Val, protetoramente.

Jimmy então continuou a apresentação, dando um leve tapa na cabeça de um garoto, que o xingou.

- Esse é Zacky — E completou com um tom de provocação – Ou bolota se preferir.

Zacky, que estava um pouco distraído comendo biscoitos, percebeu que Jimmy falava sobre ele.

- Vá se foder Rev. – Zacky murmurou rindo, e logo voltou a comer os biscoitos.

- Esse é Brian Hanner. – Ele me apresentou ao garoto de chapéu fedora que me observava negligentemente. – Também conhecido como Synyster Gates.

Synyster ofereceu a mão, e eu a apertei.

- muito prazer em te conhecer. – ele disse acompanhado de um sorrisinho. — Seja bem vinda,

- Obrigada. — Respondi, tentando achar um local para me sentar. Jimmy já havia saido do local, para ajudar a ligar os aparelhos de som.

Brian então colou em mim, em uma tentativa de aproximação. — De primeira eu não havia percebido, mas ele era um homem extremamente sexy, apesar de seu modo de vestir quase, ou mais, excentricamente do que Jimmy.

- Quantos anos você tem, boneca?

- Hum.. Tenho dezessete. Estou no último ano do colégio. — respondi, tentando não gaguejar.

- Nem é tão nova assim... — Ele murmurou, preso em seus próprios pensamentos. — É uma garota muito bonita, Lia...

Sua mão rouçou levemente na minha, fazendo-me recuar.

- Hum, que arisca.

Zacky deu uma cotovelada forte em Synyster, e então o arrastou para um outro lugar, enquanto Syn xingava-o.

- Será que você não consegue não dar em cima em qualquer rabo de saia que apareça em sua frente? – Zacky murmurou discretamente. – Ainda mais sendo a garota do Rev, você é ou não o melhor amigo dele, porra?

- Garota do Rev? – repeti um pouco alto demais.

Obviamente não foi minha intenção fazer com que local inteiro caísse em um silêncio absoluto (apesar disso sempre acontecer comigo por mais baixo que falasse), e também não deveria ser a intenção de Zacky se fazer audível.

- É, só um modo de falar. Não esquenta, nós já sabemos o lance entre você e o Jimmy.- Não sei se foi a minha expressão de choque mas, rapidamente completou tentando me acalmar. — Vamos lá, não precisa ficar tímida, somos todos uma família aqui e...

É claro que qualquer um que nos visse juntos deveria pensar o mesmo. Desde que eu o conhecera, nós estavamos juntos praticamente o tempo todo, e eu vivia sempre na casa dele. Até a Sra Sullivan fizera uma brincadeira envolvendo isso há alguns dias atrás.

- Nós não estamos juntos, se é o que quer saber. – Argumentei, sentindo o sangue subir para meu rosto.

- Não? – A pergunta foi quase unanime.

- Não. Nós somos apenas amigos.

Synyster pareceu satisfeito com isso.

- Muito próximos por sinal... – Completou.

- Brian, deixa a garota em paz, caralho. – Shadows se interveio, e o tom e voz dele fez Brian se calar na mesma hora.

Lancei um olhar reprovador para Jimmy, que ficara muito quieto durante o debate. – Este me olhou com olhos completamente inocentes a tudo isso.

- Não vai dizer nada? – estava irritada pelo seu silêncio, quase confirmatório. – Vá, diga algo a eles.

Ele pigarreou como se estivesse acabado de se tocar do que deveria realmente falar algo, e então repetiu o que eu havia dito:

- Nós somos só amigos. — E como de costume, mudou de assunto. – Alguém quer cerveja?

James então se virou para pegar uma garrafa. Brian foi atrás dele.

- É, acho que isso confirma tudo. – Senti um certo tom de ironia na voz de Zacky, mas ele sorriu para mim em um pedido de desculpas.

- Nós viemos aqui tocar ou não? – Justin disse de modo que todos foram em seus respectivos lugares. – Vamos logo com isso!

Sentei-me em cima de um balcão, enquanto observava a banda afinando e testando seus instrumentos. Val veio se sentar ao meu lado, oferecendo-me uma garrafa de cerveja.

- Obrigada.

- De nada, Lia. – E então percebendo meu desconforto, começou a me reconfortar – Não ligue pra isso, eles são todos uns intrometidos mesmo. Principalmente quando se trata da vida de Rev.

— Sem problemas, sei bem como é. – Murmurei. Sentindo que a conversa ficaria por aquilo mesmo, tentei puxar assunto. — Ouvi dizer que você tem uma irmã...

- Ah sim, Michelle. – Ela respondeu. – Ela está morando em São Francisco com uns amigos. Mas pelo o que tudo indica, vai voltar pra casa dos meus pais em breve. – Ela parecia não querer falar sobre a irmã dela, e eu não insisti.

A banda então finalmente decidiu tocar.

- Nós somos o Avenged Sevenfold! – Matt gritou no microfone, como se estivesse na frente de milhares de pessoas, e não só de mim e Val.

Quando a banda começou a tocar uma emoção, da qual não sei descrever, tomou conta de mim. Apesar do som pesado, e dos grutuais de Matt, a música era realmente muito bem elaborada, e eles tocavam com uma habilidade muito avançada. – Poderia estar errada, mas aquela banda realmente tinha um futuro brilhante pela frente. O potencial deles era incrível.

- Wow... Eles são fantásticos.

Valary apenas concordou com a cabeça, como se essa fosse a reação esperada de mim. Continuei a ouvir a banda a tocar, conversando com Val de tempos em tempos.

Valary era um amor de pessoa, e mostrava-se muito atenciosa comigo. Ela falou um pouco de cada um dos garotos (e no meio dessa conversa havia descoberto diversas coisas um tanto quanto surpreendentes a respeito deles), e também sobre como havia conhecido Matt. Eles estavam juntos desde a sexta série, e pelo modo que seus olhos brilhavam ao falar dele, mostrava amá-lo bastante.

Após algumas musicas, e um cover do metallica, muito bom por sinal, eles finalmente decidiram parar. Jimmy veio ao meu lado quase que imediatamente, e Val foi se juntar a Matt.

- E então, o que achou? – sua voz estava carregada com uma expectativa quase infantil.

Sorri genuinamente.

- O que eu achei? Ah meu Deus, vocês são fantásticos. Sério, estou sem palavras!

O sorriso dele se alargou. Ele estava completamente suado, e seu cabelo mais desgrenhado do que de costume. — Também, depois de tocar a bateria daquele jeito, não era de se esperar outra aparência.

- Ótimo! – ele disse alegremente, logo depois me levou junto ao resto da banda.

Apesar da aparência meio intimidante (principalmente de Matt), eu logo me enturmei com os amigos de Jimmy, que se mostraram bem receptivos e amigáveis. Conversamos sobre muitas coisas, e eles também me explicaram o significado dos apelidos de alguns deles – M. Shadows foi para relembrar os seus dias negros na escola, The reverend tholomew plague (olha o apelido que foram arrumar pro garoto) foi um apelido escolhido por eles, e houve diversas explicações para tal nome mas nenhuma que realmente fizesse sentido. Quanto a Synyster Gates, esse fora escolhido por ele próprio, em um passeio de carro com Jimmy:

- Nós estavam bêbados e, do nada, Brian disse “Eu sou Synyster Gates, e eu sou foda!”. – Jimmy contou, acompanhado de muitas risadas. – Agora esse é o nome dele.

A conversa seguiu muito animada, e em meio a bebidas, e risadas. Não sei o por quê mas uma pessoa em especial prendeu minha atenção: Brian Haner. De verdade, não era minha intenção agir feito uma adolescente pervertida, nem nada do tipo. Era só que... Havia algo nele, seja no modo de falar, ou de se mover que me deixou interessada.

Enquanto eu bebia mais um gole de cerveja, nossos olhares se cruzaram novamente, e esse olhar era carregado de uma malicia que despertava até os meus sentidos mais ocultos. Apesar da troca de olhares, nós não trocamos uma palavra um para o outro depois da tentativa de sedução mais cedo, a não ser quando ele soltava um comentário ou dois à meu respeito, mas mesmo assim nunca eram diretamente para mim.

Após algum tempo, Matt e Val sumiram de repente (Bem, vocês já devem imaginar o motivo), Zacky foi logo em seguida depois de receber uma ligação. Disse que tinha alguns compromissos a tratar. Foi então que me dei conta que ainda estava de castigo.

- Tenho que ir para casa. – Lembrei-me, ao ver que já se passavam das duas da manhã. – Meu pai vai me matar.

— Já vai...Tão cedo, Liadan...? – Justin murmurou totalmente bêbado.

Nem me dei ao trabalho de responder. Comecei a chacoalhar Jimmy, que já estava dormindo em um canto, mas ele apenas se virou murmurando qualquer coisa inconscientemente.

- Ah droga.

- Ele sempre faz isso. – A voz veio de Brian, que parecia ser o único suficientemente consciente ali. – Deixa ele dormindo, eu te levo pra casa.

Claro que se eu estivesse sóbria, eu nunca aceitaria uma coisa dessa, principalmente vindo dele. Porém, a bebida me deixava com dificuldade de pensar com clareza.

- Tudo bem. – Disse pegando minha bolsa e saindo para a rua.

- Não se preocupe. Não vou te agarrar nem nada do tipo. – Ele então deu mais um daqueles sorrisinhos provocadores, seguido de um olhar altamente sugestivo. – Não precisa ficar nervosa.

Andamos silenciosamente um ao lado do outro, até que eu, não sei como, consegui tropeçar nos meus próprios pés, e se não fosse ele pra segurar meu braço, com toda a certeza eu teria caído de cara no chão. Brian ergueu uma de suas sobrancelhas.

- Você está bem?

eu soltei uma risada nervosa.

- Estou bem... Já pode me soltar.

Seu olhar mudou rapidamente para o mesmo que ele havia lançado nos ensaios, mas dessa vez, não sei por que motivo meu coração começou a se acelerar. Nossos rostos estavam muito próximos.

Tentei me soltar, mas ele me segurou ainda mais forte. Conseguia sentir um leve rubor surgir em meu rosto.

- Ora, ora... Está corada? – conseguia sentir o cheiro do seu hálito contra o meu rosto, uma leve mistura de álcool e cigarro. Fechei os olhos, instintivamente. Um arrepio percorreu toda a minha espinha, quando senti seus lábios roçaram de leve sobre meu pescoço.

Meu deus, o que eu estava pensando? Havia acabado de conhecer aquele homem! Além do mais, eu nunca fora desse tipo de garota de uma noite só. Não vou dizer também que eu era uma completa puritana, mas, eu também não podia me deixar levar daquele modo. Conhecia bem esse tipo de homem para saber que ele só estava em busca de alguma diversão. — E eu não seria sua diversão essa noite. Não mesmo.

- Pensa que eu não percebi o modo que você me olhava lá na casa do Justin? Sei o que você quer, e talvez eu possa ceder um pouco disso...

Desvencilhei-me dele, e desta vez ele não me segurou.

- S-seu filho de uma puta, quem você acha que eu sou?! – gaguejei completamente abalada. Fiquei um pouco desnorteada, até que por fim virei-me e simplesmente continuei a andar sem lhe dizer mais nada.

- Espera ai, onde você vai? Não quer que eu te leve até em casa? Essas ruas são perigosas de madrugada – ele gritou atrás de mim

- Vai se foder seu babaca! – Gritei sem olhar para trás.

O som da sua risada ecoou em minha cabeça durante todo o caminho, juntamente com a última frase que ele me disse, Nos veremos em breve.

Notas finais
E então, o que acharam? Comentem nos reviews n_n
beeeijos! :D