Shatter Me
6 Acompanhada
Notas iniciais

Marinette inclinou-se para trás, balbuciando algumas palavras e bateu no porta-canetas, derrubando tudo no chão. Rapidamente foi juntar, no intuito de não precisar encarar Adrien.
— Deixa que eu te ajudo. — o garoto foi até ela.
— Não precisa. — balançou a mão no ar para que ele não se aproximasse. — Já está tarde, acho melhor você ir.
— Mas as perguntas...
— Acho que já temos o suficiente para escrever o artigo. — terminou de juntar as canetas e ficou de pé.
— Certo então. — o garoto organizou suas coisas e saiu. — Até mais.
— Até. — logo que ele saiu, tratou de se jogar na cama e dar o longo suspiro que estava trancado.
— O que foi isso? Porque mandou ele embora? — Tikki surgiu.
— E-Eu não sei. — a azulada encarou a kwami — Entrei em pânico, sei lá. — suspirou pesadamente. — Acho que devo me desculpar com ele.
— Deve mesmo. Mas antes, aproveite e faça seu trabalho. Assim ele já fica pronto. — sugeriu.
— Boa ideia, Tikki.
*
— Hawk Moth está diminuindo a frequência dos akumas, devo me preocupar? — Marinette perguntou, assim que terminou de se ajeitar, estando pronta para dormir.
— Bem, eu não sei. Mas até mesmo os vilões tem uma vida, não é mesmo?
— É sim. — riu com o comentário. — Boa noite, Tikki.
— Boa noite, Mari.
— Já vai dormir? A diversão estava prestes a começar! — Marinette ouviu uma voz estranha e acendeu a luz rapidamente, se deparando com Adrien trajado de Chat Noir, invadindo seu quarto.
— O que faz aqui? — colocou a mão na boca, já que estava prestes a gritar.
— Vim ver você, princesa.
— "Vim ver você, princesa". — imitou a voz do garoto com tom de deboche, ficando de pé e indo até ele — Isso são horas de visitar alguém? — cruzou os braços.
— Nem notei a hora. — deu de ombros — A propósito, belo pijama. — riu, fazendo a azulada encolher os ombros e corar de leve. — Realça suas curvas.
— Já chega! — sussurrou — Boa noite, eu preciso dormir! — empurrou o garoto em direção a janela.
— Ei, pera lá! Eu acabei de chegar. — passou pelos braços dela e se jogou na cama da mesma.
— Adrien, sai daí! — o reprendeu.
— Ah, por quê? — se acomodou no travesseiro.
— Porque essa é a minha casa e a minha cama. — ele deu de ombros e bocejou. Marinette rapidamente se posicionou ao lado dele, o puxando. Os dois ficaram nessa pequena guerra por alguns minutos, até que a azulada caiu ao lado dele. — Eu. Desisto. — levantou as mãos.
— Yeah! — o loiro comemorou.
— Fala sério, o que você acha que ganhou estando aí? — sentou na cama, e o encarou.
— Hum, uma bela noite de sono ao seu lado?
— Só pode estar brincando... — Adrien não disse nada, apenas permaneceu com a mesma expressão — Não, não, não! — balançou as mãos no ar, ao ver que ele falava sério.
— Não se preocupe, não vou tentar te estuprar no meio da noite. — revirou os olhos.
— Espera... o quê? — o encarou com incredulidade — A questão é que você não pode dormir aqui. Ou melhor, você não vai dormir aqui.
*
— Bom dia, princesa! — Marinette deu um pulo, ao ver o rosto de Adrien bem à sua frente. — Dormiu bem? Porque eu dormi como um anjo.
— Há há há, muito engraçado você. — levantou sonolenta. — Que horas são?
— Não faço ideia. Mas hoje é sábado, então tá tudo beleza.
— Não tá "tudo beleza". Meus pais podem chegar a qualquer momento e imagina o que pensariam...
— Seus pais saíram. Eu acordei com eles batendo na porta, então eu me escondi. Quando viram que você estava dormindo, disseram que iam deixar um bilhete na cozinha, eu acho.
— Para onde eles foram?
— E eu vou saber? Logo que eles saíram eu voltei a dormir. — espreguiçou-se, bocejando em seguida. Marinette ficou encarando Adrien e pensando o quanto ele era bonito quando acordava. — Admirando minha beleza? — ela desviou o olhar, corando com o comentário.
— É claro que não. — quase gaguejou, porém se conteve. — Agora, eu acho que você deveria ir, seu pai deve estar preocupado.
— Ah, qual é? Você sabe que não é verdade. — Adrien suspirou e passou a encarar o teto.
— Pode não ser do jeito que você gostaria, mas seu pai se preocupa sim.
— Duvido. — Marinette revirou os olhos.
— Certo. Eu não vou discutir com você. No entanto eu falo sério sobre alguém dar falta de você na sua casa.
— Relaxa, já mandei uma mensagem para Nathalie avisando que ia sair para caminhar. — balançou o celular. Marinette apenas assentiu e voltou a se acomodar no colchão.
— Eu não acredito que deixei você dormir aqui. O que eu tinha na cabeça?
— Qual é o problema? -Adrien escorou-se no braço e virou para encarar a garota.
— O problema é que nós não temos esse tipo de intimidade.
— Mas poderíamos ter. — a garota piscou várias vezes, absorvendo a informação.
— Quer saber? Acho que está na hora de levantar. Vamos tomar café da manhã? — desviou o assunto e em seguida levantou da cama.
— Claro. — respondeu o garoto, levantando também — Por acaso você teria croissants?
— Ér, sim. Desde que eu me lembro, meus pais tem uma padaria. — riu, enquanto procurava roupas para vestir.
— Vai saber, ué. — deu de ombros.
*
— Bem que você podia me convidar para o almoço, não é? — Adrien falou enquanto colocava os pratos sujos na pia.
— Tá falando sério? Eu deixei você dormir na minha cama e ainda por cima tomar café pela manhã na minha casa. Ainda quer que eu te convide para o almoço? — Marinette cruzou os braços.
— Eu só estava brincando! — levantou as mãos em sinal de rendição. — Mas não seria má ideia.
— Certo, agora você precisa mesmo ir. — o empurrou. — Meus pais já devem estar chegando.
— Sabia que é falta de educação expulsar visitas?
— Sim, mas você não é uma visita e sim um invasor. — abriu a porta e o empurrou para fora — Passar bem! — dito isso fechou a porta, soltando um suspiro de alívio.
— Também te amo! — respondeu do outro lado da porta, fazendo Marinette revirar os olhos. — E sim, eu voltarei para passarmos a noite juntos novamente. — gritou. A azulada rapidamente abriu a porta para reprendê-lo, porém se deparou com o mesmo caminhando e em seguida olhando para trás, dando uma piscada para ela, juntamente com um sorriso travesso.
— Ora seu...
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