Shatter Me
7 Disputada
Notas iniciais

Marinette gostava dos domingos pois assim poderia passar mais tempo com sua família, embora não visse seus amigos como nos dias de semana.
Para sua sorte o dia passou calmo, e felizmente, sem sinais de akuma.
Na manhã seguinte, por algum milagre, conseguiu chegar cedo na escola. No entanto, tão cedo que nem Nino e nem Alya haviam chegado ainda. Nem Adrien.
— Bom dia, Marinette! — a garota virou para trás, se deparando com Nathanaël.
— Bom dia! — sorriu, fazendo o ruivo se derreter por dentro.
— Como vai?
— Bem e você?
— Bem também. — os dois foram caminhando lado a lado até a sala de aula enquanto conversavam. — Eu queria saber se voc...
— Bom dia flor do dia! — uma voz muito conhecida por ambos, interrompeu a fala do garoto.
— Bom dia. — Marinette e Nathanaël responderam juntos e desanimados. Adrien os encarou arqueando a sobrancelha.
— Estou interrompendo algo?
— Na verdad...
— Que ótimo! — abriu os braços, cortando a fala do ruivo novamente — Estava mesmo precisando falar com você. — apontou para Marinette. — Venha comigo por favor.
— Não vê que eu estou conversando agora? — a azulada cruzou os braços a apontou com a cabeça para o garoto ao seu lado.
— Quero falar sobre o trabalho. A conversa de vocês pode esperar, não é? — a garota suspirou e encarou Nathanaël, esperando a resposta.
— C-Claro. — sorriu compreensível.
— Certo. Na hora do intervalo nos falamos, pode ser? — Nathanaël assentiu e os dois sorriram, então Adrien, incomodado com a situação, puxou Marinette e foi caminhando para a sala. — O que você quer?
— Terminei meu artigo sobre você. — sorriu largo. — Quer ler?
— Não obrigada. Também terminei o meu sobre você.
— Ué, porque você não quer ler?
— Porque eu quero ver o que a professora vai achar primeiro.
— Entendi. Posso pelo menos ler o que você escreveu sobre mim?
— Não. — disse e foi até seu lugar.
— Porque não? — Adrien a seguiu.
— Já disse. Quero ver o que a professora vai achar primeiro. — sentou.
— Certo então. — o loiro seguiu até seu lugar e logo a professora e os demais alunos já estavam na sala de aula.
— Se alguém quiser entregar os trabalhos, fique à vontade. — mais da metade da turma pegou o trabalho e foi até a mesa da professora. Adrien e Marinette foram os últimos. — Espero que tenham conseguido informações o suficiente sobre Ladybug e Chat Noir. Sei que pode ser difícil.
Nem tanto assim, pensaram ao mesmo tempo.
— Encontramos sim. — Marinette sorriu e voltou para o seu lugar.
*
O sinal indicando o intervalo tocou. Alya foi correndo para o banheiro, já que havia passado o período todo reclamando de ter tomado água demais, fazendo Marinette rir dela.
— Vai comer com a gente? — Adrien perguntou ao lado de Nino.
— Ãhn, acho que sim. — a azulada respondeu — Só que antes eu preciso falar com o Nathan...
— NÃO! — Adrien gritou, fazendo os amigos se assustarem. — Quer dizer... não, precisamos correr porque se não, hum, todas as mesas vão estar ocupadas, é.
— Mas o...
— Deixa que eu aviso ele que vocês se falam depois. — o loiro disse — Vão indo na frente. — os empurrou de leve.
— Ok. — Marinette e Nino responderam, estranhando o comportamento de Adrien. Os dois amigos deixaram para lá e seguiram para o refeitório, enquanto conversavam sobre coisas aleatórias.
— Ei, Nathanaël! — foi até o ruivo que ainda não tinha saído da sala.
— O que você quer? — falou ríspido.
— Eu hein! — o modelo fez careta — Só vim te avisar que a Marinette não vai poder conversar com você hoje.
— Foi ela quem disse isso ou você? — ergueu a cabeça para encarar Adrien.
— É claro que foi ela.
— Sei... — o ruivo respondeu com descrença e passou por Adrien, indo em direção a saída.
— Olha cara, não perde seu tempo tentando chamar a Marinette para sair ou algo do tipo. Eu e ela já temos uma... coisa, sacou? — Nathanaël virou-se para trás novamente.
— Não é verdade.
— Tá, não é verdade. — admitiu — Mas estamos prestes a ter, se é que me entende. É só questão de tempo.
— A realidade é que você começou a gostar dela tarde mais, meu amigo. — ironizou a última parte e o loiro o encarou confuso.
— Onde quer chegar?
— Vamos lá. A Marinette sempre foi a fim de você e sequer notou isso. Porém do nada, você começa a se interessar por ela, só que antes ela cansou de correr atrás de você, te deixando babando por ela enquanto ela não te nota. — disparou.
— Você não sabe nada do que aconteceu entre a gente. — Adrien rebateu irritado.
— Posso não saber os detalhes, mas essa sua mudança de estilo e de comportamento não passa de uma tentativa para chamar a atenção da Marinette. Mas adivinha? Ela não gosta do que você se tornou, ela gosta do que você é.
— Isso é o que eu sou.
— Desculpe, mas tenho certeza que o Adrien Agreste de verdade, não agiria dessa forma que você está agindo comigo.
— Não sabe nada sobre mim. — um sorriso debochado ameaçou brotar em seus lábios.
— Comece a agir como você mesmo que então conversaremos. — virou de costas pronto para sair — Ah, e antes que eu me esqueça. — encarou o loiro novamente — Por mais que me doa admitir, ela ainda te ama. E se você não correr atrás, não digo eu, mas outras pessoas o farão.
*
Marinette estranhou o fato de Adrien passar o resto da aula quieto demais, porém não reclamou. A garota se dirigiu até a classe de Nathanaël para conversar após o sinal e o ruivo suspirou pesadamente.
— Não precisa mais.
— Tem certeza? Parecia que você queria me falar algo importante.
— E queria, mas agora não importa mais. — passou por ela — Desculpe por desperdiçar seu tempo. — deu um sorriso forçado saindo da sala. Adrien estava parado do lado de fora, escutando a conversa dos dois, porém foi surpreendido por Nathanaël — Feliz? — indagou saindo em seguida. O loiro deu um suspiro longo e caminhou para a saída. Logo atrás vinha Marinette, totalmente confusa.
O que havia acabado de acontecer?
A azulada passou por Adrien sem nem sequer olhar para ele. Talvez ela estivesse apressada e nem o notou. No entanto ele ficou observando ela caminhar à sua frente.
— Vai ficar parado aí que nem um tonto? — Plagg surgiu.
— Estou apenas assimilando as palavras do Nathanaël. — respondeu melancólico. — Acho que ele tem razão.
— No que exatamente? — suspirou.
— Em tudo
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