Shatter Me

2 Estilhaço de Incivilidade


Notas iniciais
Oie, queridas pessoinhas do Nyah Fanfiction.

Cá estou eu novamente, postando o segundo capitulo.

Bem... Eu recomendaria escutar coisas neutras ao lê-lo, mas é inutil.

Boa leitura.

Ps: "XX e XXX são personagens que serão reveladas depois viu.

Amy.

~Estilhaço de Incivilidade~

Capitulo 2.

Lucy:

Faz três semanas desde o casamento de Rogue.

Hector permitiu que Sting e eu voltássemos a fazer missões juntos, mas havia proibido antes por causa do incidente de Gazille. Acredito que essa punição deveria ser só dele e não minha também, mas nada podia fazer quanto aquilo.

Apenas fico feliz de estarmos fazendo missões juntos novamente.

—Bom dia, dorminhoca. – Murmura Sting no meu ouvido. Ele ainda estava dormindo no sofá. A casa em que estávamos tinha apenas três cômodos: Um quarto, um banheiro e uma cozinha. Duas camas, uma mesa pequena, um fogão, um chuveiro confortável e um sofá espaçoso, até.

—Bom dia preguiçoso. – Dou–lhe um beijo calmo na bochecha. – Passou a noite bem no sofá? – Provoquei.

—Podia ter sido melhor se tivesse me deixado dormir com você na cama. – Responde ele colocando seus braços na minha cintura e me abraçando por trás. Lambeu meu pescoço.

—Sabe que não posso deixar tais brechas para você, Sting.

—Eu gostaria que você deixasse. – Ele me gira, colocando–me contra a parede e me beijando fervorosamente, incendiando–me por dentro.

—Shii... Depois... – Contento–o com outro beijo e me afasto, indo para a cozinha fazer algo para o desjejum.

Fritei alguns ovos e fiz omeletes para todos nós. Os três dorminhocos acordaram logo depois de eu ter terminado de arrumar a mesa, como de costume.

—Bom dia, queridos. – Falo, pegando Ryuu nos braços. Ele se espreguiçou, ronronando uma resposta fofinha:

—Bom dia mamãe... – Responde calmamente Alois, com Lecter em sua cabeça quase voltando a dormir. Sting pegou o gato de pelo avermelhado e colocou–o sobre seu colo, apertando as suas bochechas:

—Vamos Lec, está na hora de acordar. – Eu e o jovem loiro rimos desse comportamento infantil do Dragão Branco, mas estávamos quase habituados, porque ele criou, agora depois do torneio, essa mania de nos acordar apertando as nossas bochechas.

—Sting–kun! Isso dói! – Resmungou o outro, mas eu sabia que teria de salva–lo.

—Vamos, Sting, está na hora de parar. – Por fim, tenho de puxar a sua orelha para que este pare definitivamente.

—Ai! Ai! Isso dói sabia?

—Eu sei, se você parar com essa idiotice de ficar apertando as nossas bochechas eu também paro.

—Eu paro, então.

Após isso começamos a comer calmamente.

—Acha que Rogue e Nanami vão voltar essa semana? – Perguntou Sting, com comida na boca.

—Primeiro, engula e depois fale Sting. E segundo: Hector não consegue fazer contato com nenhum deles. Talvez voltem essa semana ou na próxima.

—James está quase louco. – Riu Alois.

—Ué? Por quê? – Perguntou Ryuu, sentado na em cima da mesa e ao lado de Alois e Lecter.

—Ele tem certo pavor de ficar sozinho em casa. – Comentou o God Slayer Branco, com uma expressão suspeita.

—Você não fez nada para deixá-lo assim, fez? – Perguntou Lecter, perspicaz.

—Eu? Eu não fiz nada.

—Fingimos que acreditamos nisso. – Estávamos rindo novamente.

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Hector:

—Não pode! Isso irá te matar! Pare! – Grita a mulher coberta de luz. Não consigo olhá-la fixamente. – Faça algo para impedi–lo Lobo! – Pede ela, mas ainda não sei identificar quem é.

—Não posso intervir nisso, está fora do meu alcance, senhora. – Percebo seus gemidos doloridos quanto termina de falar.

—Ele vai morrer se você não fizer nada! Por favor! Impeça–o.

—Não devo.

—Por favor! – Grita ela e vejo que espera um herdeiro. – Não posso perdê-lo, por favor... Por favor, Snow... Salve o meu rei... Salve o rei Dragão da Morte!

Meus olhos abrem– se espantados e minha respiração está ofegante. Não é a primeira vez. Esses sonhos... Estão cada vez piores.

—O que foi? – Minerva também havia acordado devido ao meu desesperado sonho. – Outro sonho?

—Sim... – Respiro fundo, vendo– a passar as mãos no meu cabelo e puxá-lo para trás.

—Foi pior hoje?

—Sim.

—Quer ficar em casa?

—Não posso. – Jogo as cobertas para longe levantando–me.

—Mas pode ficar mais uns minutinhos comigo, não pode? – Provoca ela e me deixo levar pelo seu corpo sensual sobre as cobertas.

—Uns minutinhos não matam ninguém, matam?

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Sting:

Entramos na guilda e vi uma fila de novos membros esperando Hector:

—Sting–sama! Olhem! É o Sting–sama! – Gritaram as meninas e olhei–as como se fossem monstros. Será que elas não sabem que estou praticamente casado com a birrenta?

—Me dá um autografo?!

—Por favor, diz que você esta solteiro!

—Aquela umazinha não era sua namorada de verdade era?

—Com licença... Querem algo com o meu namorado? – Lucy avança, puxando–me para ela. Algumas das meninas pareceram furiosas. – E se quiserem, dêem meia volta e saiam da Sabertooth.

—Quer dizer, podem sair já! – Kirino estava em cima do balcão e já estava no grau. Koichi também não estava lá àquelas coisas e Rufus estava a ponto de arremessá-los parede acima.

—Kirino! Cala a sua boca, seu idiota! Desce dai, vai! – Orga esbraveja e suspiro com Lucy.

Iria ter confusão em três, dois...

—Kirino! Considere–se morto! – Grita Kuro e vejo que o mago de cabelos róseos fez algo idiota. Ele arremessou uma garrafa na direção do albino, que acabou se ferindo de verdade e começado a chorar.

—Kuro! – Mana tenta pará-lo, mas sobra até para ele.

—Papai! – A pequena Lily, que veio morar com a mãe e o Orga aqui na cidade, diz correndo na direção do mago de cabelos verdes no segundo em que uma mesa voa na sua direção.

—Cuidado Lily! – Grita Yukino e antes que a pequena tenha qualquer reação vejo que Tomma à salva rapidamente.

—Foi por pouco, Lily–chan. – Fala o moreno, bagunçando seus cabelos.

—Kirino! Eu vou te matar! – Esbravejou, dessa vez Orga, e respiro fundo, sentindo a minha raiva. Será que eles não podiam ficar uma hora quietos antes do Hector chegar?!

—O próximo que se mexer vai ter de me enfrentar. – Grito e tudo fica silencioso quando percebem que já estou de armadura.

Não consigo escutar nem suas respirações.

—Agora, o próximo que se levantar da cadeira e tentar arranjar briga vai ficar amarrado nu no telhado. E ainda vai ser chicoteado. Estamos entendidos? – O bom de ser poderoso é isso, ameaçar os fracos.

A guilda foi arrumada e ficou tranqüila.

Poucos pessoas ainda continuaram na guilda depois disso.

—Efetivo, tenho de admitir. – Hector diz batendo palmas para mim.

—Ia me acertar qualquer hora.

—Entendo. – Ele continua, indo até a sua sala. – Ah, tenho uma missão para vocês dois, Sting e Lucy.

—Tem? – A loira indaga confusa. – Uma missão que pediram para nos dois irmos fazer? É isso?

—Exatamente. – Confirmou, pegando uma xícara de café das varias que Yukino havia deixado na bancada. – Vamos, vou passar os detalhes lá em cima. E quanto a vocês, meus jovens, subam conosco e esperem ser chamados. – A voz dele é firme, mas noto seu sorriso ao ver Minerva subir antes de todos.

Lucy olha para mim com um sorriso animado e depois começa a subir na minha frente. Corro para alcançá-la e vejo que ela ri disso, correndo ainda mais. Porém, chegamos juntos ao segundo andar da guilda.

Entramos na sala do Hector e sentamos um ao lado do outro.

—É um pedido relativamente simples, considerando as suas habilidades. – Fala o moreno, pegando um pergaminho selado com argila vermelha.

—O que querem?

—É um pedido do templo do Dragão, na verdade. – Fala o mestre da Sabertooth e sinto um nó vindo à boca.

—O que diz, Hector?

—O mestre do templo esta de cama e ele quer que alguém oriente a nova sacerdotisa com suas funções.

—Mas eu não sei nada sobre isso!

—Eu sei. – Lucy interrompe–nos, com a expressão seria. – Estudei sobre isso quando era criança.

—Estudou os rituais de sacerdotisa?

—Sim, minha mãe que quis, na verdade. Ela convenceu meu pai que aquilo me faria bem. –Deu de ombros, como se fosse uma informação relevante. – Até hoje me lembro das danças.

—Então são a equipe mais que indicada para isso. Eu ia te mandar junto Lucy, por causa do comportamento ofensivo do Sting, mas se você sabe coisas sobre sacerdotisas, vai ser de grande ajuda.

—Comportamento ofensivo? – Resmungo, embora já saiba sua resposta:

—Além disso, estaremos com varias outras equipes partindo em missões a partir de hoje. Tanto os God Slayer e até mesmo Rufus, Orga e Kirino. – Fala Minerva, entrando cordialmente na sala. – Apenas Sirene e Mizuki ficaram na guilda com Hector.

—Sirene e Mizuki? Porque eles terão de ficar? – Pergunto, abismado.

—Sirene esta grávida. – Responde– me Minerva, com um sorriso doce.

Como é?! – Quase gritamos, surpresos.

—Pelo meu relatório, Mizuki e ela estavam juntos desde antes de eu enviá-los para o treinamento.

—Com quantos meses ela está? – Indaga a loira, com os olhinhos brilhando.

—Deve estar com dezenove semanas.

—Minha nossa! – Impressionante.

—Pois bem, até mesmo você estará em missões, Minerva?

—Sim. Pelo visto, vários lordes querem a equipe mais poderosa de Fiore lhes protegendo. – Ela dá uma alfinetada no Hector e este morde o lábio inferior levemente.

—E, apesar de pedirem coisas como assassinatos, decidi que vocês farão missões de Rank S apenas. Rank SS apenas em último caso.

—Não é justo, agora que eu sou SS você proíbe as missões legais? – Resmungo, vendo Minerva esconder o seu sorriso com um leque vermelho. Lucy apenas meneou a cabeça para os lados.

—São prioridades, Sting. Missões SS demoram meses ou até mesmo anos para serem feitas. Não poderia perder você, Lucy, Rogue, Minerva e Rufus por vários anos. Eu não conseguiria barrar ataques para todo o sempre.

—Estou me sentindo importante. – Lucy fala e Minerva revira os olhos. Simplesmente miro Hector por alguns segundos.

—Tudo bem com você? – Pergunto de imediato. Ele olha Minerva de relance, para depois voltar a mirar–me.

—Sim, está tudo bem. Só não estou conseguindo dormir bem, mas fora isso, tudo está bem.

—Compreendo.

—Cuide–se na nossa ausência. – Diz a loira ao meu lado, levantando– se comigo.

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Dance a minha opera.

XXX:

O mestre mirava– me de relance, vendo meu corpo estar totalmente molhado de suor. Eu não tinha descanso.

—Alguém como você não deveria ficar se lamentando. – Respondeu ele, lendo meus pensamentos.

—Não estou lamentando, Zef. Acredite, estou pronto para derrotar todos no meu caminho. – Soco a ar a minha frente e vejo um sorriso imponderável em seus lábios.

—Vamos, meu dragãozinho, dance para mim. – Falou ele, mordendo os lábios em seguida.

—Irei matá-lo com minhas próprias mãos quando tudo isso acabar, guarde essas palavras.

—Só uma coisa nesse mundo pode me destruir. E você sabe muito bem que não tem nem mesmo chances contra ela. – Por fim, o moreno de olhos rubis atômicos tira a capa dos ombros e vem na minha direção. Fico ereto, observando–o desabotoar a camisa, como de costume, para poder lutar.

—É o que veremos. – Respondo depois de vários minutos em silencio, observando– o. Abaixo no segundo em que tenta me acertar com o punho cheio de magia negra. Reverto meu giro e tiro lhe do chão com um chute forte no queixo, mas Zef é perspicaz e sente, mais que rapidamente, que estou fraco devido ao lugar em que estamos. Como punição quase perco um olho.

—Ainda precisará de séculos para me derrotar, Radios.

—Já disse. – Eu apontei minha espada para seu olho esquerdo – Nunca me chame por esse nome. Eu sou Stan agora.

—Como queira, Stan. – Abaixo a espada e a adrenalina do meu corpo pulsa.

Se eu não matar alguém agora, não conseguirei dormir por dias.

—Vá, devorador de almas. Traga–me mais corações humanos. – Pego a sua camisa juntamente com a sua capa e vou em direção ao vilarejo, onde varias mulheres ficaram sem maridos.

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XX:

—Parece que ele vai matar novamente. – Sirvo o chá amargo e negro a meu companheiro. Este com joviais olhos azuis policromados beberica rapidamente, para depois tentar me responder.

—Acho que não terá tanto sucesso dessa vez. – Fala ele, passando as mãos pelo cabelo e mirando– me sentar a sua frente. – O rei foi escolhido e não podemos fazer nada a não ser esperar que ele venha a nós.

—Não é de o meu feito esperar. Sê–de paciente, dizem a mim, mas a paciência não é algo que pessoas como nós temos, ou é?

—De fato. – Seus olhos ficam iguais por um instante. Límpidos e azuis como o céu de julho.

—Aquela criança não é o rei. – Um convidado inesperado chega sem aviso e fixo meus olhos nele. Seus cabelos eram bagunçados pelo vento, mas sua presença era tão marcante quanto a nossa.

—Nem você, mago negro. Lembre–se disso. – Bebo o chá com um sorriso majestoso ante a resposta do meu parceiro. Levanto meus olhos novamente ao rapaz:

—Se nem de sangue draconiano é, porque esta aqui? Veio verificar o seu bastardo e nos achou? – Alfineto, sentindo a intensidade do clima entre nós.

Meu reflexo aparece na água escura do chá de madressilva e num instante vejo a xícara perecer vários pedaços, com o liquido caindo na mesa sem demora.

—Aquele bastardo é tão forte quanto eu. – A exclamação faz com que eu suspire, muito mais chateado com o chá perdido do que com o moreno logo a alguns metros de mim.

—Você não é mais que um inútil. – O moreno volta seus olhos para a xícara quebrada e num segundo ela volta ao normal, ainda que mais delicada. – Sua fama é pura amolação. Não passa de farsa.

O cheiro de sangue é intenso por um segundo e olho para frente, além do irritante mago ou do meu parceiro. Um arrepio percorre o meu corpo.

—Preciso ir. – Falo por fim, levantando– me num segundo e arrumando as roupas finas e levemente amarrotadas.

—Fique. Tem medo de mim? – Provoca o mais novo entre nós e miro– lhe com indiferença:

—Você tem seis meses, jovem mago. Ou até menos, na verdade. Quando vai colocar o seu plano em andamento? Quão idiota você é? Diz-se o mago mais forte de todas as eras e não percebe algo tão obvio quanto a sua própria ruina?

Por um instante vejo seus olhos perdidos num vazio tão profundo que nem mesmo a sua alma podia ser vista. Sorri a isso, indo prestar os meus honráveis serviços ao mestre.

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Stan:

Caminhei vagarosamente entre atmosfera e terra e depois aterrissei na orla marinha. A água salgada batia nos meus sapatos enquanto eu caminhava até a areia branca e dura, a capa já estava molhada nas bordas por causa da maré. A costa do reino de Fiore parecia– me estranha novamente, ocasional e monótona.

Levantei meus olhos até o céu azul acinzentado por varias nuvens e senti um leve desespero se apossar da minha alma.

Porque aquilo ainda me machucava daquele jeito?

—Ainda não se recuperou? – Perguntou uma jovem que sempre tinha a desventura de me encontrar na costa. Apesar de tudo, não consigo encostar-se a um fio de seus cabelos.

—Não entendo o que você quer dizer.

—Sim, você entende.

Arqueio uma sobrancelha a isso, franzindo os lábios e a testa ao mesmo tempo.

—O que você quer dizer com isso?

—Você ainda não compreendeu, não é? Eu consigo ver a sua alma. – Responde ela, mirando a água bater em seu vestido, já que estava sentada na areia seca a me observar. – Exclusivamente a sua. Há algo nela que... Intriga-me.

—Intriga– te?

— Assevero–lhe que sim.

—O que vê?

—Parece um espírito corrompido. Não sei como descrever isso. – Aos poucos vou me aproximando, deixando que o vento mexa nos meus cabelos levianamente.

—Não compreendo como consegue ver o que nem mesmo eu vejo. – Pondero, chegando perto da mesma, causando–lhe espanto. Sento–me ao seu lado.

—Talvez não queira ver, na verdade. – Contrapõe–me ela e tenha a súbita vontade de rir da mesma.

—E se for mesmo isso? – Falo, aproximando–me o bastante para ver o seu rosto ficar corado.

—Então você não é mais que um tolo. – Esta vira o rosto para o lado, afim de não me olhar mais. Seguro a sua mão.

—Eu estou apaixonado por você. – Articulo, vendo seus olhos ficarem arregalados. – Eu te amo. – Fecho meus olhos ao dizer isso, voltando a abri–los e depois a mirar o céu azulado da tarde. Era um espetáculo majestoso.

—Me ama?

—Sim. É algo que você não compreenderá rapidamente, mas sei que também me ama. É o seu destino estar ao meu lado. Nenhum de nós tem escolha.

—Eu... Eu...

—De nada vai adiantar expressar a mim esse amor. Eu te amo, mas sinto pena de mim mesmo por isso. O amor que tenho por você é tão vão que tende a ser superficial.

—Está dizendo que foi obrigado a me amar? – Retorqui levemente surpresa e irritada, contenho um riso sem olhá-la.

—É o destino de um dragão como eu. Amar alguém além da sua capacidade humana. – Ela fica assustada pela minha afirmação. – Não é, senhorita deusa?

—Como sabe?

—Sinto seu cheiro. Não é igual à de um humano normal, acredite. – Afago– lhe os cabelos dourados, para depois deixar minha mão descer por todo seu rosto, mexendo e distanciando seus lábios para que os meus pudessem prová-los. – É delicioso e devasso. – Completo, beijando–lhe com certo fervor e ardor ao mesmo tempo. Um instante depois estou sobre ela e suas majestosas roupas brancas, forçando meus lábios contra os seus com tamanha força que era imprescindível não conseguir obtê-los por completo para mim.

Seus olhos eram azuis divinos e anis, puros e profanos ao mesmo tempo. Seus cabelos eram na cor do mel e do dourado vibrante ao mesmo tempo, colidindo e transformando–se um no outro em questão de segundos. Seus lábios eram finos e rosados, convidativos apesar de puros.

Infame... – Chamou–me ela, já que não sabia meu nome e eu me levantava da areia. – Fique, meu infame. Por favor, fique mais um pouco. – Implorou, com lágrimas caindo sobre sua face e escorrendo em direção a areia.

Pressiono minhas mãos na areia dura entre seu corpo e vou lambendo seu pescoço do lado direito. Meu corpo degusta uma sensação totalmente incessável e que nunca antes outra mulher pudera me fazer sentir.

Incessantemente, vou tirando a capa e a blusa, entre beijos e caricias compartilhadas.

Sou contagiado pelo meu próprio desejo e esqueço o quão vão era meu amor por ela. Parece até que nos conhecemos muito e que sei tudo sobre suas manias e seus jeitos. Que conheço cada detalhe milimétrico do corpo abaixo de mim.

—Vai ser minha... – Segredo em seu ouvido, causando uma súbita onda de adrenalina em seu coração.

—Aqui não... – Responde–me com sussurros entrecortados e ofegantes.

—Onde?

—No meu templo, não muito distante daqui... – Ajudo esta a se levantar, observando o qual pequeno e curvilíneo era seu corpo.

Meus lábios estão molhados e pegajosos, mas sinto meu corpo rijo quando a sigo.

Odeio–me pelo que terei de fazer.

—Diga–me... Qual o seu nome? – Falo, acompanhando– a com um andar calmo.

—Meu nome é Micaela.

—Micaela... – Sussurro de volta, sabendo que jamais me esquecerei de seu nome.

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Alois:

Dois meses e duas semanas se passaram desde o casamento do meu tio Rogue e da minha tia Nanami.

Eu tenho feito de tudo para que ninguém da guilda desconfie do meu namoro com a Hermione e por enquanto tudo anda bem.

—Vamos fazer uma missão juntos? – Pergunto, vendo meus pais sentados numa das mesas da guilda. Fazia quase três dias que eles haviam voltado de sua missão juntos.

—Uma missão juntos? – Pergunta meu pai de volta, olhando a minha mãe com certo receio. – Tudo bem com você?

—Sim. Acho que deveríamos ir. – Responde ela, embora pareça abatida e apática.

Eles estão me escondendo algo.

—Aconteceu algo? – Por um segundo eles trocam um olhar estranho e depois negam com a cabeça.

—Não, esta tudo bem. Não precisa se preocupar. – Fala a minha mãe, acenando para Ryuu e Lecter, que agora voavam na nossa direção.

—Conseguiram os biscoitos? – Indagou meu pai curioso. Lecter sentou–se em sua cabeça, levemente emburrado. Ryuu choramingou no meu ombro:

—Aquele Koichi malvado não quis nos dar. – Disse o meu irmãozinho com lágrimas nos olhos.

—O que querem que eu faça? Que eu o obrigue a dar a vocês? – Meu pai pergunta, tirando o gato avermelhado da sua cabeça e colocando– o sobre a mesa para mirar–lhe.

—Sim! – Responderam os dois em uníssono.

—Não posso fazer isso.

—Porque não pode? – Choraminga o gatinho menor, com uma expressão pidona.

—Porque é errado usar a força para obrigar as pessoas a fazer o que queremos. – Responde a minha mãe a eles dois, com a expressão serena.

—Mas é a parte boa de ser forte! – Reclama Lecter, fazendo um bico ainda maior.

—Você tem que ser forte para proteger aqueles que lhe são importantes. É por isso que somos fortes. – Falo com um leve sorriso. – Eu quero proteger quem eu amo.

—Sabias palavras de alguém tão jovem. – Hector me assusta e dou um pulo para frente, fugindo de sua sombra.

—Que susto!

—Onde aprendeu coisas como está?

—Eu aprendi com minha mãe e com meus pais adotivos. É algo que pretendo seguir para todo o sempre.

—Você é um garoto determinado, Alois. – Ele coloca a sua mão sobre a minha cabeça, com um sorriso – Só não faça nada estúpido, entendeu?

Droga, ele já descobriu.

—Sim senhor! – Tento disfarçar com um sorriso e ele parece acreditar.

—Talvez devamos esperar mais um pouco para fazer uma missão Alois. – Minha mãe fala subitamente. – Estou cansada.

—Ah... Tudo bem, então.

Por algum motivo estou com um mau pressentimento.

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Lucy:

—Estou indo para casa, tudo bem? Minha cabeça esta doendo bastante. – Sting compreende e da–me um beijo rápido de despedida.

Quando começo a me levantar, sinto os meus joelhos ficarem fracos e não conseguirem se firmar totalmente. Antes que eu caia, Sting aproxima–se, preocupado.

—Só a sua cabeça esta doendo? – Pergunta, surpreso pelo meu recente estado de saúde.

—Até esse momento sim.

—Eu vou te levar para casa. – Afirma ele, colocando seus braços sobre a minha cintura. – Lecter, estou indo. Vem conosco?

—Sim, Sting–kun. – O gato de pelo avermelhado simplesmente me odeia por estar com seu amado Sting–kun, mas tento ignorar suas investidas contra mim, às vezes.

Sem ser percebidos, saímos da guilda a passos lentos e cansados.

—O que anda acontecendo com você? – O loiro pergunta, abismado.

—Eu não sei.

—Comeu algo estragado ou algo do tipo?

—Não.

—Talvez seja... – Não consegui terminar de ouvi–lo. Meus olhos ficam pesados e fecham–se, fazendo meu corpo tombar para frente e ser segurado pelo meu namorado.

Perdi a consciência.

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Stan:

Micaela dormia em meus braços, como fazia todos os dias nas ultimas semanas. Seu peso era confortável sobre o meu, apesar do chão ser o meu maior incomodo.

—Bom dia... – Fala ela, erguendo– se e percebendo que já estava acordado. Nossas últimas semanas não eram nada além de prazer sem fim para ambos.

—Bom dia. – Respondo baixo, recebendo um beijo rápido e molhado nos lábios.

Esta levanta e veste–se, arrumando–se no quimono amarelo ao invés do branco e puro.

—Não vai treinar hoje? – Pergunta ela, mirando–me ainda deitado.

—Estou cansado.

—Entendo.

—Precisamos conversar, Micaela.

—Conversar?

—Sim. – Levanto– me apoiado pelo braço. – Venha até aqui.

Ela caminhou até mim com a sua esplendida compostura e ajoelhou– se ante meu corpo.

—O que foi?

—Eu te amo mais do que deveria, Micaela. Não posso.

—Como?

—Perdoe–me... De alguma maneira. – Preencho seus lábios nos meus, num beijo mortal. Após isso, sinto toda sua energia começar a fluir até o meu corpo. Mesmo não querendo, o beijo foi ficando intenso e prazeroso.

—Stan... – Consegue sussurrar ela entre meus lábios num gemido profundo. Giro–lhe e coloco–lhe contra o chão. – O que esta fazendo? – Geme mais uma vez, quase sem voz.

—Você me fez fraco, Micaela. Seu amor me deixou vulnerável. – Sussurro em seu ouvido, mordiscando o seu pescoço. – Deixe que eu desfrute do seu aroma antes que pereça minha flor.

—Stan... – Chora ela, desesperada. – T–Tudo bem... – Gagueja. – Eu te amo, Stan... Amo-te... Stan... – Dou mais um beijo após isso, tamanha a minha vontade de tê-la.

—Chame– me... – Imploro, vendo o corpo dela perder mais e mais energia.

—Sou sua Stan... Por favor... – Ela me abraça, deixando–me surpreso. – Eu te amo mais do que amo a minha vida... Diga... Diga... Antes que eu morra... Diga que...

—Eu te amo... E nunca amarei outra igual te amo. – Confirmo a ela, vendo um sorriso abrir–se em seus lábios. Micaela finalmente tinha aceitado seu destino.

—Termine logo isso... – Suspirou por fim. – Quero morrer por seus lábios, meu infame... – Foi seu último pedido e não tive coragem – depois do que fiz, ainda – de lhe negar isso.

O último beijo que compartilhei com ela deve ter sido o mais carinhoso e esplendido que já pude descrever. E quanto mais eu ficava sem fôlego, mais seu corpo parecia sem vida.

Quando percebi o qual frio seu corpo estava, não consegui senão soluçar. Beijando–lhe os lábios frios, despedi–me, implorando por seu perdão.

—Eu te matei, Micaela, e matei também nosso filho. – Segredo, carregando seu corpo para fora da casa, onde tinha uma cova pronta para ela.

Escutei som de palmas e viro–me para ver Zef:

—Não imaginava que faria isso. – Exclamou divertido, vestindo–se com suas roupas mais ornamentadas e finas.

—Ela era o meu ponto fraco. – Sussurro.

—E era matá-la o melhor jeito de perder esse ponto fraco?

—Sim.

—Você demorou dois meses e duas semanas. Temos menos de seis meses agora. Vista– se e estamos indo. – Estou com Micaela nos braços e pretendo enterrá-la devidamente.

—Vou enterrá-la devidamente, espere.

Ele nada responde, fica em silencio e observa–me jogar terra avermelhada sobre o corpo da antiga deusa do templo.

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XX:

—Como ele anda? – O moreno pergunta preocupado. Apenas meneio a cabeça para os lados, incerto.

—Ainda não tenho notado sinais de mudança.

—Keith, você sabe que é perigo que você o deixe...

—Eu sei, Klaus. Mas o que quer que eu faça? Se o mestre acordar completamente e o Rei Dragão ainda não estiver presente na ilha de nada terá adiantado meus inúmeros esforços.

—A profecia já pode estar completa e você sabe muito bem disso.

—Mas não esta! Por favor, Klaus, não insista. Não irei acordá-lo agora. – Ele olha–me de cima abaixo com seus olhos azuis de tons diferentes. Retraio a minha língua afiada e suspiro irritadiço, voltando à compostura de sempre.

Eu estava usando um casaco de vários botões de trejeito muito nobre. Os tons dourados e cinzas eram presentes nas roupas brancas e puras. Meu companheiro vestia–se de negro e azul marinho, destacando–se de mim.

—O que pretende fazer? – Pergunta–me ele, sentando–se na mesa a minha frente que já estava totalmente posta.

—Pretendo dormir para não intervir em nada. Você devia fazer o mesmo.

—Devia? Não tenho tanta calma para dormir por meses, você bem sabe disso.

—Entendo. – Falo por fim, sentando–me com ele. – Talvez nosso destino possa ser alterado, meu velho amigo.

—Gosto das coisas como estão, Keith. – Vejo um sorriso distante e compreensivo tomar conta de meus lábios, sendo igualmente retribuído.

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Sting:

—Lucy! – Profiro, pegando–a em meus braços vendo–lhe desacordada. – Lucy! Lucy! – Gritei, nervoso. Porque ela havia desmaiado? O que estava acontecendo?

—Sting–kun! – Lecter desespera– se comigo. – O que esta acontecendo?

—Não sei!

—O que devemos fazer?

—Vamos para casa. – Respondo, carregando a loira com o maior jeito sobre meu peito.

Cruzei a floresta negra e depois de alguns minutos já podia escutar o barulho das locomotivas a vapor ao lado da casa. Caminhei apressadamente até a casa simples de madeira, com o gato alaranjada ao meu lado.

Quando cruzei a porta corri rapidamente para o quarto, depositando a loira inconsciente na cama.

—Lecter... – Murmuro, ainda que não recuperado do choque. – Pode pegar água para mim? – Sussurro doloridamente.

—Sim, Sting– kun.

Ele vai e deixa–me sozinho com a loira. Lucy se remexe e vira na minha direção, pronta para sussurrar algo a mim, mesmo inerme em sonhos.

—Eu te amo... – Murmura e não fico mais que chocado. Porque ela estava dizendo aquelas coisas?

—Lucy... – Gemo com a cabeça baixa. – Por favor, Lucy, não me deixe tão preocupado.

Permaneço ao seu lado, trocando toalhas molhadas que ficam em sua testa e observando seu desenvolvimento. Algumas horas se passam e com elas, o cansaço daquele exaustivo trabalho vem até mim acompanhado com varias e cruéis dúvidas.

Não era a primeira vez que aquilo acontecia. O estado de saúde da Lucy tem se agravado com o passar dos dias, de enjôos a desmaios agora com muito mais frequência que antes. Tudo piorou quando ela tentou usar magia na nossa ultima missão e desmaiou com a chave na mão.

—Droga, o que esta acontecendo? – Murmuro irritado comigo mesmo por não ter as respostas.

—Sting... – Chama–me a loira agora despertando. – O que houve?

—Você desmaiou. – Respondi, aproximando– me o bastante para encostar sua testa na minha. – Você não está mais quente.

—Tive febre também?

—Sim. Eu fiquei preocupado. – Segredo em seu ouvido, mordendo– o em seguida. – Vou chamar Hector, continue deitada.

—Chamar o Hector? Sting, não é necessário.

—Como não é Lucy? A cada dia que passa seu estado de saúde só vai se agravando. Se isso continuar, algo pode acontecer com você sua teimosa. – Ela encolhe–se, para depois assentir:

—Não demore. – Sussurra, vencida. Inclino–me em sua direção e roubou um beijo apaixonado de seus lábios.

—Não vou. – Respondo, no mesmo tom.

Ajeito suas cobertas e dou–lhe um beijinho estalado na testa, para arrumar as roupas amarrotadas e carregar Lecter nos braços antes de correr para a guilda.

Não demorei nesse pequeno percurso, chegando à guilda e encontrando–a praticamente sem ninguém. Afinal, era fim de tarde e todos já deviam estar em suas casas ou partindo em missões.

Subi a escadaria do segundo andar, com Lecter a bocejar em cima da minha cabeça:

—Acha que ele ainda esta aqui, Sting–kun? – Perguntou o mesmo, sonolento.

—Sim, ele é sempre o último a sair. – Paro em frente à porta que tinha a placa dourada e, notoriamente, recente com o nome dele. Bati na porta de carvalho branca duas vezes e vi a mesma ser aberta pelo homem de cabelos negros ondulados e desgrenhados de olhos dourados:

—Sting? O que faz a essa hora na guilda?

—Vim procurar você.

—Me procurar?

—Sim. Preciso de ajuda.

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Lucy:

Levantei cambaleante sentindo uma dormência excessiva em meu corpo. Algo estava acontecendo comigo e eu não sei o que é.

Saindo de perto da cama, cambaleei até a cozinha, pois estava sentindo uma dor no estômago, que presumi que seria de fome. Chegando à porta da geladeira não vi nada que despertasse o meu apetite, mas pelo contrario, todas as coisas que se faziam presentes ali me deram uma estranha sensação de gastura.

Por fim, corri ao banheiro.

Não cheguei a vomitar, mas a sensação ruim não fez questão alguma de me abandonar.

Talvez fosse hora de voltar para cama.

Lavei o rosto, secando o em seguida e caminhando “mortamente” para a cama onde estivera deitada. Mas antes que eu pudesse chegar nela, algo chamou a minha atenção no calendário.

Eu não havia...

Quando percebi isso conte uma vez e o resultado fora dois meses. Não obstante, contei novamente e tive o mesmo resultado. Contei continuas vezes, desacreditando no resultado igual em todas as contagens.

De repente meu corpo ficou estranho e senti que desmaiaria. Apoiei–me na parede a minha frente e senti um par de mãos vir e segurar– me pela cintura, dando apoio a mim:

—O que pensa que esta fazendo? Você tem que ficar na cama. – Esbravejo um Sting preocupado, com Hector em seu encalço.

—He-Hector... – Sussurrei, sentindo minha cabeça girar mais duas vezes.

—Leve–a para cama, Sting. – Falou o moreno.

—Eu sei disso! – Respondeu o outro, com os nervos a flor da pele.

Fui carregada até a cama, sem pronunciar ao homem que me amava a minha estranha teoria. O Dragão me colocou na cama, ajoelhado a minha frente e preocupadíssimo.

—O que ela tem sentido?

—Enjôos que ficam cada vez mais frequêntes, como também desmaios e agora também esta incapacitada de usar magia. – Vejo algo no olhar de Hector e encolho–me.

—Seria bom fazer um exame de sangue para ver não é algo contagioso. – Disse o mestre da guilda e eu não soube mais o que pensar. Talvez fosse apenas uma peça da minha imaginação ou eu estava mesmo...

—Tudo bem. – Sussurro num fio quase rouco.

Ele fura meu dedo com a ponta da faca que trazia escondida dentro do casaco e colhe algumas das gotas que caiam do ferimento com um potinho, também do casaco.

—O exame sai em uma semana. Até lá, repouso absoluto até segunda ordem. – Fecho os olhos e pendo a cabeça para baixo.

—Certo. – Respondemos os dois juntos.

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Notas finais
Hum hum.

Conheçam Stan e Keith.

Cada um tem um papel especial nessa temporada. Me pergunto se vocês vão ama-los ou odiá-los. Eu os amo por que são meus ><.

Pois bem... Sinto por ter demorado, mas a qualidade e o suspense tem sido melhorados (eu acho).

Mereço Reviews?

Amy