Shatter Me
3 Estilhaço de Confiança Mutua
Notas iniciais
Bom dia leitores lindos.
Estou postando direto da minha escola na aula que deveria ser de Biologia.
Bem, fiquem felizes porque esse capitulo está cheio de novidades e surpresas.
E me desejem sorte, porque logo logo eu estou partindo para a aula de inglês.
Amy ♥
Capitulo Três:
Estilhaço de Confiança Mutua
Sting:
—Lucy está melhor? – Pergunta Rogue na minha porta, apenas me recosto na parede atrás de mim e suspiro:
—Aparentemente sim.
—E quanto a aquilo? Como você vai fazer?
—Amanhã terei resolvido tudo. – Completo, sem dar mais detalhes.
—Já que está tudo bem, estou indo. Qualquer coisa ligue para mim, estarei em casa à noite toda. – Ele dá um sorriso alegre, como não vejo há bastante tempo.
—Pode deixar.
O moreno vai desaparecendo igual ao sol no final da tarde. Alois havia combinado de ficar no templo do deus sol, a leste, por quase oito dias e como era o seu antigo lar reformado não tive como negar. Mas ordenei que ele levasse alguém de confiança com ele e este alguém foi James.
Eu sei da capacidade de ambos, mas ainda fico preocupado com sua segurança.
Entrei e fechei a porta, esperando o anoitecer.
—Sting... – Chamou à loira, com a voz fanhosa. Andei até o quarto e para encontrá-la sentada na cama. Nossos olhos se encontram por um momento e miro–lhe com a expressão tristemente culpada – Porque estava fazendo essa expressão?
—Eu não consigo fazê–la parar de sofrer. E isso me faz mal. – Sussurro ajoelhando–me entre as suas pernas. – Não gosto de te ver sofrer. – termino, levanto–me um pouco, para beijar os seus lábios.
Suas pernas ficaram entre meu tronco e minha cintura, envolvendo seus braços nos meus ombros.
Meus lábios buscavam os dela totalmente incandescentes.
—Promete algo para mim?
—Prometer algo para você? Agora? – Murmuro, subindo na cama e ficando com ela sobre meu colo.
—Sim, agora... – Murmurou de maneira morna. – Prometa que não fará nada de irresponsável. Eu não sei se agüentaria pensar em perde–lo no estado em que estou.
—Você não vai morrer Lucy. Eu não vou deixar. – Ela dá um sorriso fraco ante isso, agarrou a minha mão em seguida.
—Prometa que cuidara de si mesmo se algo acontecer comigo.
—Não diga coisas assim. – Falo, aproximando–me e beijando seu pescoço com suavidade.
—Prometa... Prometa que viverá bem sem mim.
—Sabe que não conseguirei. – Respondo, olhando seus olhos cheios de lágrimas. – Quando um Dragão escolhe sua parceira esse laço nunca pode ser quebrado. Nem mesmo com sua morte, deixarei de amá-la como amo. Você é minha até o final de meus dias e isso equivale a mim também.
—Mas e se... – Começou ela, entre soluços.
—O que foi Lucy? O que te deixa tão assustada? – Pergunto, ninando– a como é possível.
—Aconteceu algo parecido com a minha mãe. – Soluçou ela, em pranto – de repente ficou doente e quando eu percebi ela já tinha morrido. – Nunca a vi tão fraca e sensível. Era como se toda dor de perder a mãe voltasse como medo de me perder. Medo de morrer.
—Não vou deixar nada acontecer com você e Hector irá me ajudar, mesmo que eu o obrigue. – Segredei, limpando algumas de suas lágrimas. – Ficaremos juntos, não importa o que aconteça.
—Obrigado, Sting... – Cochichou por fim, com um sorriso puro. Depois de vários minutos em silencio, pude vê–la adormecida em meus braços ainda que com o mesmo sorriso.
Ajeitei–lhe na cama e deitei–me ao seu lado, nervoso e temeroso.
Aquilo me parecerá uma despedida fúnebre.
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Hector:
“ — A criança não deve sequer sobreviver. Tire da mãe também o ventre, para que ela não possa gerar novos herdeiros. – Disse uma voz a mim estranha e ao mesmo tempo familiar.
—São quantos?
—Quatro.
—Algum deles é filho daquele homem?
—Sim. E outro é filho do dito rei.
—Terei prazer então, de matá-los.
—Sem deixar rastros.
—Sem dúvida.”
Abro os olhos com a garganta sufocada num nó grosseiro de ar. Minerva também começa a despertar ao ver–me levantar e caminhar pelo quarto em círculos.
—Hector... – Sussurrou, em plena dormência.
—Algo vai acontecer, Minerva. Estou sentindo... – Digo, ainda que hiperativo.
—Certo, teve outro sonho?
—Sim.
—E dessa vez foi com...
—Dois homens falando sobre bebês. Eles vão matar quatro e um desses bebês pode ser da nossa guilda.
—Como pode ser da nossa guilda? Esta dizendo que vão atacar a Sirene? – Exalta– se ela, mas miro–lhe de maneira tão convicta que ela percebe que não é ela. – Quem, Hector? Quem será atacado?
Engulo em seco e fecho meus lábios antes de falar algo. Eu tinha 99,99999 de certeza que estava certo. 0,00001 de chances de estar errado e isso não me parece favorável desse ângulo.
Não com oito vidas em risco.
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Lucy:
—Eu preciso fazer algo na cidade hoje. Tudo bem você ficar sozinha uns minutinhos? – Pergunta–me ele, ainda temeroso pela noite anterior.
—Sim, tudo bem. Qualquer coisa peço para o Rogue–kun me ajudar a ir para casa.
—Rogue vai comigo, na verdade.
—Eu peço para outra pessoa me ajudar então. – Falo contendo um riso prematuro.
—Tudo bem, ficarei menos preocupado. – Confessa, com a expressão e a postura relaxadas. – Eu te amo. Vai ficar tudo bem. Não importa o resultado, iremos enfrentar isso juntos. – Assinto com a cabeça.
Vejo o moreno encontrar–se com ele depois de alguns minutos a esperar ao meu lado:
—Como anda, cunhada? – pergunta o moreno, abraçando–me.
—Estou melhor, acredite.
—Todos ficaram preocupados com você, mas Hector proibiu visitas. – Comentou por fim o moreno, com a expressão despreocupada. – Entretanto, se você está se sentindo melhor, fico feliz.
—Obrigado, Rogue–kun. E Nana–chan? Está lá dentro?
—Ah, hoje não Lucy. Ela combinou de treinar com a Hermione hoje.
—Compreendo. – Falo por fim, vendo que eles deveriam se apressar.
—Voltamos logo. – Segredou Sting no meu ouvido, para depois beijar–me com delicadeza nos lábios.
—Eu sei. – Murmurei quase sem voz.
Depois de um segundo, Hector abre as portas da guilda e encontra nós três ainda reunidos.
—Vou cuidar da Lucy, Sting. – Fala Hector a me fazer sorrir pela sua expressão travessa. Sting franze o cenho.
—Nada de brincadeirinhas. – Diz o loiro, enciumado.
—Pode deixar.
—Vamos logo, Sting. Não tenho o dia inteiro a sua disposição.
—Ah, ótimo. Mas quando era pra te ajudar eu tive que ficar a sua disposição não é?
—Mas era outro caso. – Por fim, eles começaram a caminhar, discutindo fervorosamente.
—Outro caso, seu traidor?
—Vamos entrar, Lucy. Temos muito que conversar.
Assenti com a cabeça, insegura.
A guilda mantinha–se silenciosa, com poucos magos nela. Yukino e Sirene eram as únicas que eu conhecia, mas identifiquei vários magos novos entre elas no balcão.
—Onde estão todos?
—As missões na param de chegar, Lucy. A demanda é tanta que Alois e James estão fazendo missões solo. Ainda mais porque você e Sting com Sirene e Mizuki não estão indo em missões.
—Sinto muito.
—Seu estado de saúde é o problema, Lucy. – Disse–me ele, em tom preocupado. – Vamos conversar na minha sala, lá ficaremos mais a vontade. – Confirmo com a cabeça, acenando a maga de cabelos albinos e a morena grávida ao seu lado. A subida de alguns degraus, deixou–me momentaneamente aérea. – Tudo bem? – Perguntou Hector quando respirei fundo chegando ao final das escadas.
—Sim, mas eu poderia estar melhor. – Completo.
Seus olhos dourados escondem algo que o deixa preocupado. Apesar disso, não consigo decifrá-los como fazem Sting e Minerva. Para mim, são apenas lapsos que percebo por acaso.
O segundo e luxuoso andar era o lugar onde ficava a enfermaria (última porta a esquerda), o salão de armas antigas (logo ao lado), a sala do mestre e até mesmo uma cozinha. Dizem até que há outros quartos escondidos e que só o mestre tem a autorização de usar. As paredes eram forradas dos mais finos e límpidos papeis mágicos, que mudavam de forma conforme a vontade de Hector. O chão de madeira rústica e o teto cheio de lustres de cristais ornamentavam glamourosamente o corredor central.
—Pode entrar. – Falou–me ele, abrindo a porta de sua sala. A mesa de vidro que eu havia visto no primeiro dia que conversamos havia desaparecido e no lugar dela uma rústica e ornamentada com lobos empalhados a mão. Ricamente empalhada e feita.
—Obrigado, mestre Hector. – Sussurro, em plena confusão. Tinha uma sensação estranha.
Sentei–me a sua frente, receosa.
—Tive a liberdade de abrir o exame, sinto muito Lucy. – Diz–me ele, remexendo em suas mexas negras e oleosas.
—Tudo bem. – Respondo de maneira estranha.
—Parece que você já está quase certa com o resultado, como eu.
—Tenho suspeitas vãs, Hector. Estou apenas nervosa.
Miramo-nos por alguns minutos silenciosos. Um envelope branco surgiu, então, em suas mãos, levianamente aberto.
—Posso vê–lo?
—Sim. – Ele estende a mão e seguro o envelope com firme, vendo que o mesmo não o desprende de seus dedos.
Por alguns instantes, vejo um lampejo extremamente perturbador em seus olhos dourados e temo que possa ser algo pior do que eu imaginara.
—Quer que eu te conte?
—Eu me sentiria melhor. – Digo, sem soltar a sua mão.
Ele enlaça sua mão na minha, suspirando em seguida.
—Você esta grávida. – Diz–me ele, fazendo meu corpo receber uma baforada de sangue gélido nas veias.
—Estou grávida?
—De quase doze semanas, Lucy. – Por um segundo deixo que uma lágrima solitária caia dos meus olhos. Meu peito treme, minha visão fica embaçada.
—Hector... – Consigo dizer sem soluçar. Não sei se estava chorando de felicidade ou de angustia, tamanha a minha confusão.
—Eu sei... É lindo. – Murmura ele, abraçando–me forte. Deixo que seus braços fortes entrelacem meu corpo como Sting faz e que as lágrimas molhem o seu peito. Deixo um sorriso animado derramar alegria em meu pensamento. – Todos os sintomas batem Lucy. Agora, preciso dar– te algumas recomendações.
—Recomendações?
—Você é uma maga muito poderosa, Lucy. Mudanças iram ocorrer em seu corpo mediante a gestação.
—Mudanças? Que tipo de mudanças?
—Sua magia. Ela será dividida em dois, por isso não é recomendável que nenhuma grávida use magia.
—Por quê? Eu não compreendo...
—Um ser humano, para ficar vivo precisa ter magia no corpo. Mesmo que ela seja mínima. Se você forçar o seu corpo a usar magia, estará tirando a magia que serviria de sustento para a vida do seu filho.
Meus lábios franziram– se.
—Eu tentei usar magia... E não consegui. O que isso significa? – Eu estava confusa. Qual seria a reação de Sting a isso?
—O bebê ainda está se formando... Ele consome muita magia nas primeiras doze semanas. – Com um suspiro, ele se afastou – Fora isso, recomendo descanso e determino que esconda sua gravidez por enquanto.
—Esconder? Mas Hector...
—É para sua segurança... Eu estou com uma sensação ruim desde que li isso, Lucy. Cuide–se, por favor.
—Sim, tenha certeza que eu o farei. – Respondo, sorrindo.
Levei à mão a barriga e deixei que meus lábios ficassem, novamente, tomados por um sorriso.
—Oi bebê. – Murmuro, acariciando a região onde o pequeno estava sendo gerado.
Hector enfatizou muito bem o que eu deveria fazer. Como deveria me portar ante os enjôos e os desmaios. Rimos sobre a reação de Sting, mas fomos interrompidos por um rapaz que deveria ser um novato:
—Mestre Hector, esta havendo uma briga lá no andar de baixo! – Falou ele em tom assustado.
—Tudo bem, estou indo resolver a situação. – Falou o rapaz de vinte e nove anos, saindo com a postura seria. O novato e eu nos miramos com olhares indiscretos, sem mostrar qualquer interesse um pelo outro.
—Você é Lucy Heartfilia, não é?
—Sim, por quê?
—Eu estou apaixonado por você. – Fala ele de súbito, deixando– me vermelha nas bochechas. – Eu entrei na Sabertooth para conquistá-la.
—Desculpe... Eu estou quase noiva. – Minto, mas senti que tinha uma pontinha de verdade naquilo.
—Noiva? Daquele idiota de cabelo espetado?
—Ei! Olha como fala do Sting!
—Porque eu ligaria? Ele não é páreo para mim. Vamos, largue dele e fique comigo, tenho certeza que te farei muito mais feliz. – Ele se aproxima e me levanto, caminhando até a parede da sala.
—Vá embora! – Ordeno, mas sei que não poderei fazer nada contra ele. Por causa do bebê.
—Você será minha... Hector vai demorar alguns minutos por causa da confusão e isso será tempo suficiente para te fazer minha. – Coloca seu corpo com força contra o meu, mostrando o qual excitado estava.
—Saia! Saia de perto de mim!
—Vamos, você não é mais virgem. É obvio. Sting a preparou para mim. – Aos poucos percebo o qual maluco ele é e fico receosa.
—Me solta! – Resmungo alto, com os braços sendo erguidos com brutalidade. Prende– me e lambe meu pescoço.
—Shii... Não vai doer...
—Não! – Implorei o mais alto que pude, temendo pelo bebê.
Depois de um segundo, sinto uma rajada de energia ao redor de mim e ela explode bem no ouvido do novato que me agarrará. As explosões ficam mais constantes, mas não chegam a fazer cócegas em mim.
—Da próxima vez que chegar perto da Lucy, não serei tão piedoso. – A voz que eu escuto não é a de ninguém menos que a de Sting. Estou tremendo tanto que não vejo o qual furioso ele está. – Agora desapareça da minha frente. – Ordena e o outro põe–se em posição de ataque, pensando que tem alguma chance contra Sting.
Quando fecho os olhos, escuto uma explosão e em seguida um corpo caindo contra o chão. Abro os olhos e vejo Sting caminhando na minha direção, vendo o quão temerosa eu ainda estava:
—Tudo bem, meu amor... Está tudo bem agora. – Sussurrou, beijando a minha cabeça com serenidade.
Mas meu coração ainda estava disparado. E se ele não tivesse chegado a tempo? E se esse idiota tivesse me estuprado? O que aconteceria? Eu perderia o bebê?
Minhas mãos envolveram minha barriga num gesto protetor que ele não notou. Por sorte, ele parecia estar mais preocupado em controlar a sua raiva do notando o que eu faço.
—Vamos, precisamos conversar. – Profere, vendo–me assentir.
Num segundo, sinto meus pés sendo tirados do chão e meu corpo ser acalentado por seus braços poderosos. Eu recostei minha cabeça em seu peito, sentido seu cheiro quente de hortelã com amêndoas. Aquela sensação de conforto voltava toda vez que eu percebia que não passaria por aquilo sozinha.
A guilda estava em silencio por causa de Hector e Sting mandou– lhe um olhar severo e este compreendeu de imediato.
—Hector vai resolver a situação. – Falou o loiro, conseguindo sair comigo no colo sem ser pego por muitas perguntas indiscretas.
A frente da guilda era monumental e grande. Pintada de branco e com uma bandeira gigante e dourada com o símbolo da guilda bordado em negro.
—Esta tudo bem com você? – indagou nervoso, inspecionando totalmente meu corpo:
—Sim, você chegou na hora certa. – Ele beijou meus lábios calmamente notando que eles estavam como gostaria.
Quando percebi estávamos abraçados, um sentindo o calor do outro. Eu podia escutar as batidas rápidas e intensas do Dragão contra meu ouvido, suspirando a isso:
—Quero ficar assim para sempre... – Murmuro, recebendo um beijo no topo da cabeça a isso.
—Sei disso. – Confessa sussurrando.
Seu olhar encontrou o meu e por segundos incontáveis e imprecisos ficamos mirando um os olhos do outro, num gesto de pura sintonia e constância.
—Tenho que te dizer algo. – Falamos juntos, para depois olharmos em direções diferentes pelas faces avermelhadas. – Você primeiro... – Começamos juntos novamente e dessa vez ri da expressão nervosa dele:
—Pode me contar o que quer primeiro. Você esta nervoso demais. – Digo calmamente, escondendo o meu segredo o quanto eu podia. Me dê alguns minutos Sting... Preciso pensar numa maneira de te contar.
—É uma surpresa. – Responde com um sorriso estranhamente lisonjeiro.
—Surpresa? Agora?
—É. Para te animar. – Exclama, colocando os braços atrás das costas e inclinando– se para frente. Tudo o que fiz foi cruzar os braços, com um leve ar superior:
—Surpresa?
—É. Vamos Lucy! Você nunca me deixa fazer nada para você! Só dessa vez! – Insistiu com a expressão pidona e suspiro derrotada vendo o mesmo puxar–me pela cintura ao seu encontro.
—Tudo bem. – Beijou minha bochecha com certo carinho e depois voltou seus lindos e profundos olhos azuis marinhos nos meus achocolatados:
—Preciso te vendar.
—Vai me vendar?! Ah não Sting! – Reclamo, mas em seus braços é praticamente inútil lutar.
—Vai, por mim... – Manhoso ele fala e cedo novamente, obediente:
—Tudo bem. – Fecho meus olhos e depois sinto o pano que me vendaria ser habilmente colocado por ele.
—Agora me avise se passar mal.
—Porque eu... – Sinto meus pés serem tirados do chão e Sting me acomodar entre seus braços. Solto um gritinho agudo que o faz rir. – Se eu pudesse te enxergar totalmente eu te mataria Sting! – Resmungo, fazendo suas risadas aumentarem:
—Você não consegue na sua atual situação.
—Muito engraçado. – Rebato, cruzando os braços sobre a barriga.
Mas depois de algum tempo percebi que não conseguia ficar muito tempo zangada com ele. Deve ser porque eu estou grávida ou algo assim, mas eu não consigo. É além da minha compreensão mundana.
—Já acalmou? – Gracejou Sting, diminuindo os passos. Devia fazer uns cinco minutos que corria comigo em seus braços.
—Não estou falando com você. – Brinco.
—Não está, é? – Por fim, sinto meus sendo colocados no chão e este me firmar com seu braço ao redor da minha cintura. – Não está? – Suspirou vagarosamente e eu podia até sentir seus lábios a milímetros dos meus. Eu queria beijá-lo.
—Não... – Tento dizer normalmente, mas minha voz entrega a minha vontade e ele corresponde à altura.
Com nossos lábios juntos eu desejei contar a ele tudo naquele instante. Desejei que ele ficasse feliz e que me apoiasse como fizera com a Levy. Que aparentasse, ainda mais, ser o homem que eu pretendia ter aquele e outros filhos. O homem da minha vida.
—Sting... – Gemi baixinho, sendo interrompida por seus beijos novamente. Dessa vez, ele foi calmamente puxando–me e erguendo meu corpo contra o seu.
—Shii... Sua surpresa ainda não terminou. – O repreendeu, mordiscando meus lábios.
Assinto meneante, sentindo–o caminhar comigo nos braços.
Subiu um degrau e escutei um rangido parecido com o de uma porta.
—Sting... Onde estamos? – Pergunto confusa. Ele não queria...?
—Será que você não sabe fechar essa sua boquinha linda não, moça? – Diz levemente irritado e inflo as bochechas a isso.
—Hum. – Respondo irritada.
Por fim, sinto seu corpo descer e depois acomodar–se em algo fofinho. Deveria ser um tapete fofinho. E eu amo coisas fofinhas.
—O que é isso? – Pergunto.
—Mais um segundo Lucy, você já vai ver. – Fala por fim, remexendo a faixa. – Agora feche seus olhos e só abra quando eu falar três.
—Mas eles já estavam fechados! – Indago nervosa e curiosa.
—Eu vi... Agora vou começar a contar...
—Hmm.
—Um... – Começou devagarzinho, podia vê–lo morder seus lábios mesmo de olhos fechados. – Dois... – Continuou, arrumando uma mecha do meu cabelo que deveria estar desalinhado por causa de sua corrida. – Dois e meio... Dois e setenta e cinco... – Franzi os lábios a isso, fazendo– o rir. – Três. – Vou abrindo meus olhos com vagarosidade, vendo o qual luxuoso era o lugar em que eu estava.
Era uma sala luxuosa com um tapete felpudo branco e todo trabalhado a mão. As paredes eram revestidas do mesmo material que as paredes da guilda e eu podia ver que elas mudariam conforme o gosto do loiro a minha frente. Só a sala em que estávamos era do tamanho da casa em que vivíamos. Imagine o resto do lugar! Deve ser divino.
—Sting... O que é tudo isso? – Pergunto, abismada pelo seu sorriso.
—É a sua casa.
—Minha casa?! – Murmuro espantada, tentando assimilar o que ele havia acabado de pronunciar. – M–Minha?
—Sua e das nossas pestes. – Respondeu, colocando seu nariz sobre o meu gentilmente.
Coloquei as mãos nos lábios, tentando controlar a vontade de chorar que bateu forte contra mim. Fui fraca, chorei na sua frente, pedindo seu abraço e agradecendo um dos presentes mais fofos e singelos que alguém poderia ter me dado.
—Você gostou? Porque demorou quase um mês pra toda decoração ficar pronta.
—Um mês? Porque demorou tanto?
—Porque eu queria achar uma coisa antes de te entregar a casa. – Ele apontou um quadro sobre a televisão e percebi que era o quadro que havia ficado na mansão dos meus pais. E que eu não o havia pego da última vez em que lá estivera.
—Não acredito que você fez isso! – Mais uma lágrima solitária foi derramada quando eu era abraçada por ele. Seu calor e seu carinho me deixaram bem:
—Fiz isso porque é importante para você e porque te amo. – Ele foi me abaixando calmamente no tapete felpudo, beijando meus lábios com veemência.
Contorna–os, delineia–os, mordisca–os.
Quase cedo a sua vontade de explorar meu corpo.
—Não Sting! – Murmuro, empurrando–o. O mesmo fica surpreso, mira–me com os braços um em cada lado da minha cabeça.
—Porque Lucy? Eu não...
—Eu preciso te contar algo... É sobre o exame.
—Eu queria... Queria te deixar feliz antes de receber essa noticia. – Murmura, mordiscando meu pescoço. – Queria ter–te por completo antes de saber desse exame.
—Você não pode. – Respondo, mirando seus olhos surpresos.
—Porque não?
—Preciso que você escute com atenção.
—Sabe que estou fazendo isso.
—Tudo bem... – Murmuro, mas as piscinas azuis deixam– me sem palavras. – Eu... E– Eu... – Gaguejo, nervosa.
—O que? O que Hector disse? – Perguntou gentilmente, para não me ver nervosa.
—Eu estou esperando um bebê. – Por um instante vejo seus olhos ficarem esbugalhados e estranhos a mim. Ele abriu os lábios para falar algo, mas fechou–os em seguida, deitando–se ao meu lado.
—Isso... É serio? – Perguntou ele, ainda com a voz engasgada pela surpresa. Assinto meio temerosa e vejo um sorriso cálido se abrir nos seus lábios. – Não acredito! Eu vou ser pai! Nós vamos ser pais! – Falou ele, abraçando–me imerso numa felicidade espontânea e sincera. – Não acredito!
Fiquei em silêncio, esboçando um sorriso.
—Com quantas semanas você esta?
—Dez semanas... – Completo vendo– o fazer as contas e constatar que o herdeiro era mesmo dele.
—Foi quando...
—Sim.
—Você está feliz? Porque não parece tão animada.
—Não é isso. Eu estou animada, mas...
—Mas?
—Meu corpo esta diferente. Não sei o que sinto. É estranho e eu não posso...
—Não pode?
—Não posso aparentar estar grávida. Hector disse que precisamos manter em segredo. – Sting mira–me levemente irritado:
—Porque não podemos contar aos outros?
—Porque Hector diz estar tendo sonhos e que é possível que seja sobre nos e o bebê. Ele me fez prometer que faria de tudo para não deixá-lo contar.
—Mas por quê? Porque alguém faria mal a você ou ao bebê?
—É isso o que ele quer descobrir. – Informo por fim, vendo–o afirmar levemente. Abraçou–me pela cintura, aninhando meu corpo ao lado do seu. Não podia negar que era bom tê–lo daquele jeito.
—Eu farei de tudo para proteger vocês dois. – Fala ele, mirando meus olhos com intensidade e desejo.
—Eu sei que fará. – Respondo, sentindo a necessidade de fechar os olhos e sentir tudo ao meu redor.
Podia sentir seu coração batendo e a sua respiração momentaneamente descuidada e dissonante. Seus lábios beijavam meus cabelos com notório anseio e enlaçou suas mãos as minhas.
Não foram mais precisas palavras, mas sorrisos constantes e beijos rápidos e emocionados. Nada além de puro amor.
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Keith:
Arrumei– me.
Klaus estava esparramado na cama, como era normal quando dormia. Eu não o suportava nisso. Era incivilizado, selvagem.
Sai do relento em que dormíamos no chalé improvisado e mirei o céu estrelado da meia noite.
—Você parece arrependida de suas escolhas. – Falo à jovem que esta sentada a minha frente, de costas para mim. Ela tinha longos cabelos negros e lindos, mas era tão fria quanto à magia que dominava.
—Eu tenho sentimentos. – Articulou, movendo os cabelos pelo chão quando voltava sua face para me ver.
—Todos temos senhorita. Ainda mais pessoas como nós.
—Pessoas como nós. – Repetiu, com ar grosseiro. – Odeio isso. Não sou um monstro! Não fale como se eu fosse um.
—Não digo que é, compreenda. Mas não somos como as pessoas normais.
—Não somos! Temos sentimentos como eles! Amamos e odiamos como eles! – Os olhos vermelhos e mareados lembraram-me da minha infância sofrida.
—Você não é igual a eles. – Embora fosse frio, não queria o seu mal.
—Você é o monstro aqui e não eu! Eu sou humana! – Tive pena dela, pobrezinha. É tão inocente quanto um bebê.
Por fim, um rugido familiar rompeu a silenciosa noite, alarmando até mesmo o vulcão inativo. Ele havia acordado e eu deveria pará-lo novamente.
—O que vai fazer? – Perguntou a jovem, eu calçava as luvas.
—Meu trabalho como monstro. É a hora de Igneel aprender o seu devido lugar aqui na ilha. – Num piscar de olhos lava e fogo foram expelidos do vulcão e um sorriso ordinário e satisfeito se apoderou de meus lábios. – Talvez ele já esteja certo de sua morte. – Concluo.
—Não o mate! – Implorou, puxando a minha veste de seda branca com fervor.
—Sinto muito, pequena Aloise. Igneel terá o que o mestre desejar.
—Mas Keith...
—Sinto muito. – Concluo, pousando minha mão em sua cabeça. – Talvez seja à hora de crescer, Izzy.
—Não quero crescer. – Ela murmura, entre soluços angustiados e densos. Não faço mais que dar de ombros e seguir meu caminho, para resolver o problema antes que fique irreversível.
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Rogue:
—Sting fez a surpresa pra Lucy, mesmo? – Nanami pergunta curiosa e sorri, afirmando.
—Até eles dois precisam de um lugar maior para ficar.
—Sim, eu concordo. – Ela fala, para depois dar uma garfada sensual e cômica para mim.
Estávamos jantando a sós naquela noite, já que James e Alois tinham partido com Hermione, Fro e o resto da turma para uma missão em conjunto. Completaremos três meses de casamento em duas semanas.
—Muito ousado da sua parte comprar vinho, nessa altura do campeonato. – Alfineto, vendo a sorrir. Nanami insistia que queria ter um bebê já, mas eu quero esperar mais um pouco. Curtir esse tempo de casados (mesmo com tanta gente sempre em casa) um pouco mais a vontade do que com bebês gritando em nossos ouvidos. – Quer me persuadir?
—Longe disso, meu amor. – Responde ela, com a taça a dançar em seus dedos. – Eu só queria fazer um jantar romântico com você, já que estamos sozinhos hoje. – Por fim se levanta, vindo à minha direção. – E também... – Quando percebo, ela está sentada em meu colo, seduzindo–me como nas nossas núpcias. – Você tem algo para me explicar, senhor.
—Tenho?
—Não se faça de desentendido, Rogue Cheney. Sabe muito bem do que estou falando. – Obviamente aquela voz doce e fina me dava vontade de avançar em seus lábios e fazer amor com ela por sobre a mesa. Mas é melhor esperar uns minutinhos a mais.
—Eu sei, senhora? Como posso saber se não me diz?
—Sabe muito bem que quero ter bebês, Rogue. Eu quero e desejo isso. E porque você não quer, hein?
—É muita responsabilidade.
—Você foi evasivo. – Mordiscou minha orelha como punição pela minha resposta e suspirei algo indecifrável a isso, mordendo os lábios em seguida.
—Não é que eu não quero...
—Então é o que? Tem medo do Nii–san? Do Oji–san?
—Não e não.
—Fale–me o que é então. O problema é comigo, no final das contas?
—Não. Não é que eu não quero ter filhos, só quero curtir um pouco mais. Não quero ter tanta responsabilidade ainda.
—E porque não me disse antes? Você fica me evitando e isso me deixa louca. – Rouca, puxou meu pescoço para perto de seu rosto, forçado meu rosto a ficar na altura do seu. – Louca, Rogue... – gemeu baixinho e para que eu ouvisse distraidamente, para me atiçar. – Porque eu te quero a toda hora... Ainda mais agora... – Cedo a minha própria vontade e deslizo minhas mãos pelas suas coxas, constatando a mesma maciez que me inebriou na nossa primeira relação. Chupei seus lábios com os meus, embriagado com a doçura destes:
—Eu sei... – Confirmo, esquecendo tudo o que tinha falado antes. – Sinto muito. – Desculpo– me, recebendo um beijo luxurioso que nos fez desfazer completamente a mesa, jogando tudo ao chão.
Ignorei a garrafa de vinho manchando o tapete.
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Sting:
Estávamos dormindo na sala, entre as almofadas e no tapete. Lucy jazia sobre mim, com seus lindos cabelos loiros e suas angustias mornas. Contive–me em gritar a Deus e ao mundo que eu a amava e que seria pai. Que ela gerava um fruto do nosso amor.
Por fim, anoiteceu e comecei a ficar com muita fome:
—Lucy... – Murmurei, mas ela estava tão inerme a dormência que desisti de acordá-la. Carreguei– a até o nosso quarto.
A casa que eu comprara era gigantesca.
No primeiro andar tinha a sala de estar à cozinha e a copa. E atrás das escadas o escritório que eu montaria com os livros que tenho na biblioteca da guilda. No andar de cima tinha cinco suítes e dois banheiros com hidromassagem.
O jardim estava bem cuidado e tinha uma arvore que roçava seus galhos na janela do quarto principal.
Obvio que o quarto principal é o meu.
Peguei–a nos braços, ajeitando seu corpo com cuidado e subindo o lance íngreme de degraus. Subi e no último quarto a esquerda abri a porta, notando tudo perfeitamente arrumado a espera dela. As paredes tinham os papeis de parede mágicos que mudavam com magia e os móveis, que eu havia encomendado, eram brancos com detalhes cravejados em dourado vivo. As cortinas eram na cor púrpura e tudo podia ser mudado com magia, por causa da casa “encantada”.
O colchão do quarto era grande e espaçoso, confortável para que outros dois casais dormissem conosco nele. Feita com muito cuidado, dava um luxo a mais a cama branca. Os travesseiros eram feitos a mão e tinham bordados ricamente feitos e nomeados.
Deite Lucy na cama, ainda que os edredons branco e azul anil estivessem na cama. Esta se remexeu, sem abrir os olhos, virando de um lado a outro e sem tirar as mãos da barriga. Era charmosa a maneira que sorria, mesmo dormindo. Alinhei seus cabelos e depois beijei sua testa, convicto a descer e preparar nosso jantar.
O perpetrei com entusiasmo, mesmo sem saber cozinhar devidamente. Mas eu sabia que era bem provável que comesse cozinho, porque os enjôos dela depois de um descanso eram brutais.
Talvez o bebê não goste do cheiro da minha comida.
Remexendo a gororoba que fazia sem saber, passei a imaginar como seria nossa vida quando a barriga estivesse grande o bastante para que todos descobrissem por si só. Pensei na briga entre Hector e Rogue para ver quem seria o padrinho da criança e pensei na confusão entre as garotas da guilda pelo posto de madrinha. Imaginei a reação de Alois ao descobrir juntamente com Lecter e Ryuu. Idealizei minhas noites no futuro, com o bebê aos berros por nos e depois de muitas, e sofridas, horas ele ficaria mais calmo e dormiria em meus braços.
—Sting... Você esta queimando tudo. – Bocejou Lucy e levei um susto monumental, tirando a frigideira do fogo numa velocidade alarmante.
—Lucy?!
—Sim. – Fala ela ainda sonolenta, sentando-se a e mesa a minha frente, esfregando preguiçosamente os olhos. – O que foi?
—Você não estava dormindo?
—É que eu senti um cheiro de fumaça e acordei. Apesar de ter sido difícil descer as escadas, eu vim ver o que você estava aprontando. – As suas pernas ficaram balançando vagarosamente, sem entusiasmo.
—Desculpe se te deixei preocupada. – Murmuro indo em sua direção e dando–lhe um beijo rápido e sereno.
—Agora pode me mostrar onde fica o banheiro? – Perguntou, com a expressão enjoada. Tudo o que fiz foi sorrir.
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Keith:
—Vá atrás dele Klaus! – Pedia Aloise quando eu entrei no chalé em que eu e o Keith vivamos. Eu vil e lamentável naquele instante, com as roupas brancas sujas de sangue e terra, além de chamuscada nas bordas do casaco e da calça.
—Atrás de quem? – Perguntei e vi os dois ficarem surpresos com a minha aparição.
—Keith! – Aloise veio correndo na minha direção, preocupada com as minhas horas de ausência anormais. – Pensamos que algo tinha acontecido com você... – Murmurou.
—Eu sabia que você voltaria. – Respondeu Klaus, seriamente começando a tirar as suas roupas folgadas de dormir, sem se importar com a pequena Aloise no recinto.
—Você estava dormindo! – Ralhou ela, irritada com o moreno. Seus olhos verdes cintilaram de ira.
—Tudo bem, Aloise. Saia daqui. – Pedi, pousando minha mão na nuca. A expressão que ela fez não me deu escolhas a não ser puxa– la para fora para conversarmos.
—Volte logo, Keith. – Ironizou o rapaz de olhos azuis policromados em tons diferentes de azul, com um sorriso branco e deselegante.
Arrastei Izzy pelo braço, vendo– a resmungar a isso com entusiasmo:
—O que foi agora? – Perguntei, colocando– a contra a parede do chalé e olhando– a seriamente, analisando a seu corpo emoldurado em roupas finas e tradicionais. O quimono destacava seu rosto perfeito e suas bochechas rosadas. Mas tentei não pensar mais nisso:
—Como o que foi agora? A ilha toda tremeu! Explique– me o que aconteceu. – Exigiu, sem motivo aparente.
—Fiz o que os monstros fazem Izzy. Destruí coisas. – Os olhos dela desviaram dos meus por alguns segundos, para depois voltar a mirar–me com intensidade.
—Você esta ferido.
—Até os monstros ficam feridos. – Suspiro, levemente irritado – É só isso? Todo escândalo por nada? – Ela, a jovem mais bonita que eu já vi em toda a minha curta vida, desviou o olhar e deixou que os cabelos negros cobrissem o rosto avermelhado pela vergonha. – Se é só isso, estou indo. – Termino por fim, caminhando alguns passos antes de ser parado pela mesma:
—Eu fiquei preocupada contigo, Keith.
—Ficou mesmo preocupada com um monstro como eu, princesa? – Meu tom a fez franzir os lábios, mas ainda assim conteve– se mais um pouco antes de mirar– me intensamente:
—Eu gosto de você. – Falou com a face avermelhada pela vergonha, me deixando surpreso. – Eu não queria contar por causa...
—Aloise. Vamos logo. – Disse um dos homens mais irritantes de toda a ilha.
—Temos que ir logo irmão? – Perguntou ela quase chorando.
—Sim, agora. – Falou o mesmo, franzindo o cenho a mim.
—Mas...!
—Sem mais Aloise. Agora! – Ordenou.
Aloise abaixou os olhos e deixou que algumas lágrimas tímidas caíssem.
Eu vi que nunca mais nos veríamos e que era o fim do que poderia ser a nossa relação.
—Eu também, Aloise. Sinto o mesmo. – Murmurei quando ela e o ruivo passaram ao meu lado, tocando sua mão gélida antes que partisse.
Quando ela desapareceu tive de retornar ao chalé para me vestir adequadamente. Eu e todos da ilha teríamos de ir a um funeral.
—Parece que alguém esta apaixonado. – Ralhou o moreno, fazendo– me fuzilá-lo com o olhar. – Ora, não tenho culpa se houve uma declaração mutua aqui. – Falhou ele, levantando as mãos em rendição.
—Se você continuar a falar coisas assim serei morto. – Anui, desabotoando as minhas finas, ou quase isso, roupas de seda branca. Klaus mirou–me de cima a baixo quando fiquei com o peito nu.
—Até que não está tão machucado. – Cochichou, com um ar brincalhão que me fez sorrir por alguns instantes.
—Continue com isso e irei, eu mesmo, matá-lo.
—Creio que não seja assim tão fácil.
—Mandrágora não é um oponente digno, Klaus.
—Sei que não. Mas você não pode me enfrentar.
—É uma pena, realmente. – Desabotoei a calça e deixei que ela caísse até o chão, ficando apenas de cueca no recinto. Vestindo– se ao seu estilo mais convicto, Klaus parecia um samurai sem fama, coroado por pequenas flores de cerejeira.
—Klaus eu já... – Começou a “irmã” mais nova de Klaus, corando a me ver seminu no chalé. Ela virou de costas para nós e Klaus suspira, indo a sua direção.
—Isso está ficando repetitivo. – Afirmou, puxando–a para fora – Termine de se trocar logo, Keith.
—Certo. – As minhas roupas estavam dobradas na primeira gaveta da cômoda.
Vesti– me, não com o quimono tradicional, mas com o típico traje de guerra. Era branco, com detalhes e os botões na cor dourada. A capa branca e vermelha pendia sobre meus ombros e depois tentei arrumar o meu cabelo, que ficou levemente ondulado.
—Vamos. – Digo, vendo que os dois ficaram surpresos com as minhas roupas. – Eu tenho uma mortalha para queimar. – Respondo, caminhando na frente.
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Lucy:
A noite foi tranquila, apesar de tudo. Não tive nenhum enjôo durante a madrugada e consegui dormir uma noite ininterrupta com o Sting. Embora a cama tenha ajudado bastante.
A minha ficha ainda não caiu. Ainda não acredito que ele me deu essa casa de presente.
Sting não estava na cama.
Levantei com cuidado, esfregando os olhos e sentindo o cheio suave do seu café matinal. Fui até o banheiro e escovei os dentes e depois o cabelo, para não parecer tão relaxada. Fiquei com preguiça de trocar de roupa e desci com a roupa que eu tinha dormido mesmo, que por acaso era uma blusa do Sting.
As escadas tinham corrimões e isso facilitava a minha descida lenta.
O sol batia nas janelas, mas era repelido pelas cortinas bem feitas e ornamentadas. A sala, no entanto, estava com as janelas abertas.
—Bom dia. – Pronunciou Sting percebendo que eu tinha ido até a janela para ver a entrada. Tudo era espetacular.
—Bom dia. – Respondi, virando-me para vê–lo. Este usava uma regata branca e calças jeans normais, com chinelos casuais. – Está bonito, sabia? Quer me agradar?
—Eu quero estar mais que apresentável para a mãe do meu filho. – Rebate, com um sorriso corriqueiro que fez meu rosto ficar vermelho:
—Muito engraçado.
Ele se apressou em vir a minha direção, puxando–me até a mesa já pronta. Apesar de tudo, quase não fique mal naquela manhã.
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Alois:
“ Varias explosões cobriam tudo ao meu redor. Água e fogo se chocavam e flocos límpidos de gelo caiam desventurados sobre mim, sem causar o menor efeito. Eu estava completamente bem, aturdido por tal coisa. Tremendo, não compreendia o que acontecia.
De relance viro para a direita e vejo um rosto a mim familiar, causando–me gastura ao perceber que já estava sem vida. Minhas mãos tremiam:
—Aloise! – Gritei, quase chorando. Ajeitei seu rosto, mas ele ainda jazia sem vida. Seu corpo estava frio. – Aloise! – Gritei novamente, dessa vez beijando seus lábios e soprando ar em seus pulmões. Nada adiantou.
—Pare! Você não pode salvar a minha irmã. – Disse um homem de cabelos vermelhos que fez meu sangue ferver quando tentou me afastar dela.
—Não! Eu vou salvar Aloise! – Respondi aos gritos, com lágrimas correndo sem parar na chuva fina que caia sobre nossos corpos.
Beijei os lábios frios da morena novamente, sem notar melhora. O fiz novamente e novamente, sem para até ficar completamente ser nos meus próprios pulmões.
—Você não pode salva-la! – Exclamou uma voz a mim conhecida, puxando–me de vez de perto do corpo sem vida da garota. Minhas mãos estavam manchadas de terra marrom e sangue carmesim.
—Me solta Klaus! – Supliquei, chorando ainda mais. – Me solte!
—Ela esta morta!
—Não! Não está!
—Admita! Você chegou tarde demais! – Ele segurava–me por trás, com os meus braços presos de uma maneira que eu não conseguia me mexer mais. Por fim me solta e depois disso, dou um soco com toda a minha força em seu rosto, acertando em cheio e pegando o mesmo de surpresa.
—Eu podia salva-la!
—Ela estava morta! – Gritou ele de volta, vendo-me cair de joelhos.
—Não! Não! Não! – Eu batia meus punhos contra o chão enlameado. Podia sentir toda a minha energia fluir do corpo. – Não! – Gritei com tanta força que minha voz ecoou no vazio da chuva.
—Isso não a trará de volta. – Determinou o outro e antes que eu pudesse atingi-lo com meu punho, o moreno me parou.
—Por Skiadrum, você esta alterado! Controle-se!
—Como quer que eu me acalme sabendo que a mulher que eu amo esta morta? Sabendo que por culpa de um idiota, todos os monstros dessa ilha resolveram nos atacar?! Sabendo que não pude fazer nada para ajudar, além de parar o mestre? Como você quer que eu fique bem? – Gritei a plenos pulmões, sentindo a minha garganta doer por causa disso. – Por Weisslogia! Ela está morta. – Falei, deixando– me ficar ainda pior. – Aloise está morta. Minha Aloise esta morta... – Tapei o rosto com as mãos, tremendo compulsivamente.”
—Alois! Alois acorde! – Rogava Hermione, me sacudindo.
—Hermione...? – Cochichei, sem entender a minha respiração entrecortada.
—Está tudo bem... Fique calmo... – Ela disse me abraçando forte e antes que eu percebesse já havia lágrimas rolando pela minha face desvalida.
—Hermione... – Sussurrei enterrando meu rosto em seu pescoço. – O que foi isso?
—Shii, tudo vai ficar bem.
Os soluços estranhos ficaram mais e mais fortes. Eu não entedia o que estava acontecendo comigo.
O que, definitivamente, era aquele sonho?
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Rogue:
—Bom dia. – Falou Nanami, vendo Sting e Lucy entrarem juntos na guilda. Ambos pareciam renovados.
—Bom dia. – Respondeu a loira com um sorriso, o Dragon Slayer simplesmente acenou com a cabeça.
—Como passaram a noite? – Perguntou Rufus, vendo a expressão de felicidade de Sting.
—De maneira agradável. – Articulou a maga estelar, olhando o namorado e este assentindo:
—Parece que a noite foi mesmo agradável. – Ralhei e todos riram. Por fim, sentaram-se ao nosso lado no balcão.
—Pelo menos as crianças não estão por perto.
—Concordo. – É estranho concordar com Sting.
—Como vocês são uns desalmados. – Exclama a maga celestial abismada.
—O que? Também precisamos de uma folguinha.
—Pessoal! Alois e Hermione estão entrando em contato conosco. – Informa Yukino e vejo Lucy ficar animada:
—Yo pessoal. – Fala o loiro, com Ryuu na cabeça e Lecter nos braços de Hermione.
—Sting–kun!
—Mamãe! Oi mamãe! – Dizia Ryuu escandaloso.
—Ei! Deixem que eu veja também! – Diz o God Slayer, fazendo a garota rir ao afastar todos do lacrima. – Bem... Como eu ia dizer, parece que não voltaremos nessa semana.
—Como assim não voltaram essa semana? – Perguntou Minerva, surpresa ao entrar e logo de cara escutar isso.
—Parece que o pessoal aqui da ilha esqueceu-se de dizer alguns detalhes cruciais na missão. – Explicou Hermione. – Mas acho que não vamos conseguir, mesmo, voltar essa semana. Mesmo que nos esforcemos, não vai dar.
—Se vocês tomarem cuidado já fico menos preocupada. – Confessou Lucy. – Tratem de nos ligar se algo acontecer, okay?
—Certo.
—Voltem a salvo. – Terminou Minerva, ao vê-los se despedir avidamente.
Logo o lacrima se apagou.
—Hector vai morrer quando ouvir isso. – Sting zombou, vendo alguns magos novos entrarem na guilda. Na maioria, eram garotas:
—O que você está procurando? – Perguntei curioso.
—Uma pessoa. – Respondeu ele, deixando a todos igualmente curiosos. Lucy sussurrou algo em seu ouvido e ele pôs-se a negar:
—Você não vai brigar vai?
—Só se ele aparecer.
—Ele não vai aparecer. – Hector fala, me deixando instigado. Serio, o que eles dois estão escondendo?
—Sorte a dele. – Bufou o loiro.
—Odeio quando as comadres ficam falando e não contam nada para nós. – Balbuciou Rufus, fazendo eu e Minerva rirmos muito da cara dos dois magos. Lucy e Nanami continham o riso.
—Muito engraçado.
—Você deveria ser comediante, Rufus. – Termina Hector, fazendo, dessa vez, Yukino rir bastante.
Depois dai, começaram conversas banais entre nós todos. Sting tentava fazer-me ficar emburrado, mas nada adiantava. Lucy, Minerva, Nanami e Yukino conversavam sobre algumas lojas que abriram por causa do turismo da cidade e Hector e Rufus falavam de livros.
Tudo parecia normal.
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“ Eu quero amar berrantemente o mundo brilhante mais uma vez.”
Stan:
—Uma passagem para Magnólia, por favor. – Pedi, com muito mais delicadeza que o normal.
—O senhor sabe que vai demorar mais de uma semana?
—Estou ciente. – Novamente, sou mais cordial que o normal para não chamar muita atenção.
A mala que eu levava juntamente com uma grande mochila estavam aos meus pés, e logo depois de pagar a passagem as coloquei sobre os ombros, caminhando até o trem. Entrei no ultimo vagão e acomodei-me para ficar sozinho.
Peguei o trem, sentindo um leve mal estar.
Terei de atravessar o reino inteiro até chegar a Magnólia e depois terei de ir ainda mais longe, para Fujima.
Essa viagem vai demorar mais de uma semana e ainda terei de arranjar um lugar confortável para que eu e as minhas coisas possam ficar sem serem remexidas.
Tenho duas semanas para tentar levar tudo ao caos.
A lembrança de Micaela ainda ardia na minha mente. Mesmo eu sabendo que as chances deles descobrirem e depois, algo inimaginável, tentassem achá-la num lugar como esse fossem mínimas, meu amor por ela era tanto que eu morreria de pesar apenas remoendo tais possibilidades.
Nada justifica o que eu fiz.
Talvez eu seja fruto do meu próprio egoísmo e mesmo assim, sou indigno de perceber o meu erro.
Família? Amor? Amigos?
Nada disso me importa mais. Minha sede de ódio e vingança são o que me impulsionam há anos, em meio a trevas e rupturas profundas.
Passei meu plano trinta vezes na minha mente, formulando-o e revisando-o com cuidado para que não pudesse ser esquecido. Não lembro de ter dormido.
“—Rawr! – Brinquei, imitando um dragão e correndo atrás do meu irmão na campina onde treinávamos. Ele ria enquanto corria, virando de costas vez ou outra e correndo ainda mais com as minhas caretas.
—Rawr? Que monstro faz “Rawr”? – Zombou ele, em tom amistoso por causa das risadas.
—Eu faço Rawr! – Completo, pulando em cima dele e caindo sobre ele na grama. – Rawr! Raaawwwr! – Minha garganta coçou depois disso e Ro riu, levantando as mãos em rendição:
—Eu desisto! Mas pare! – Pediu gargalhando quando comecei a fazer cócegas em sua barriga.
—Rawr! Sou um dragão bonzinho e vou deixar você ficar livre dessa vez. –Sentei ao seu lado, também sorrindo, para depois ajudá-lo a sentar–se ao meu lado. Os cabelos dele estavam cheios de grama morta e amarelada, fazendo–me rir disso. Por fim sou jogado contra o chão e também ficar todo sujo de grama morta.
Por fim, estávamos correndo um do outro, jogando grama para todos os lados e o vento nos ajudando a dispersa-la pelo ar.
Os pequenos fios finos da grama morta eram notórios e elegantes na dança da brisa. Tal sinfonia do silencio.
—Quer ver uma coisa legal? – Perguntou Ro e eu assenti. Ele pegou uma folha que tinha sido soprada pelo vento e ela era bem grande comparada as outras.
Um segundo depois um som estridente e levemente afinado saia delas, como um assobio bem compassado embalando a brisa matutina. Era doce, suave e aconchegante.
O som era muito bem feito.
—Que legal Ro!
—Obrigado Radios. – Completou o outro com um sorriso. – Tome, tente você.
—Mas eu não sou tão bom quanto você. –Sussurrei, sabendo que ele não ligava para aquilo.
—Apesar disso, é bem melhor tentar do que ficar só observando, não é?
—Você esta certo.
Pego a folha em minhas mãos e depois, com os ensinamentos dele, começo a soprar e a tirar uma melodia na folha, só que muito menos melodiosa. Era desafinada.
O vento dá-nos um susto bem dado com uma ventania forte e a folha voa das minhas mãos seguindo seu caminho.”
Acordei com a brisa açoitando a minha janela. Chuva e vento se misturavam e deixavam o céu novamente escuro e cinza.
Senti-me muito mais vazio do que normalmente.
Talvez seja a culpa novamente, mas estou a remoer, dessa vez, memórias dolorosas e boas. Coisas que deveriam ter sido apagadas da minha mente.
Nesse momento tudo parece tão frágil quanto uma velha lembrança que não foi totalmente apagada. Dói, arde, queima. Minha consciência vem novamente me fazer uma reflexão inoportuna:
—Ora, se alguém não esta quase chorando. – Diz Zef, com um sorriso mais inoportuno que cordial ou assustador.
—Não estou chorando.
—Eu sei. Não disse isso. Falei que você estava quase chorando, são coisas diferentes.
—Suas insinuações são profundas.
Ele sentou–se no lugar da frente, ao lado dos meus pés esticados. Eu estava na janela e minha respiração fazia com que a janela ficasse embaçada. A chuva não podia me pegar ali.
—O que lhe atormenta?
—As mesmas coisas de sempre. Exame de consciência, culpa.
—Remorso também?
—Tento ignorá-lo enquanto posso.
—Vou te contar uma historia bem triste. – Falou ele, desabotoando o casaco negro e colocando–o ao seu lado. – Era uma vez, um garotinho amaldiçoado. Ele não podia envelhecer e tudo que fazia era considerado ruim e tão amaldiçoado quanto ele. Depois de alguns séculos ele viu que ser bom com as pessoas não era um caminho favorável quando elas lhe chamavam de monstro e passou a matá-las sem dó ou piedade. Até que ele encontrou um inimigo a altura, e foi o único que conseguiu destruir parte de sua vida. Ele se apaixonou nesse meio tempo e depois de revelar quem era, a garota de seus sonhos o rejeitou. Este continuou a caminhar pelo tempo e pelos séculos, com a aparência inalterada e com a alma ferida pela derrota e pela rejeição. – Um sorriso inoportuno surgiu em seus lábios – Você sabe quem é esse garoto, Stan?
—Ele é você. – Respondo, fazendo abrir os olhos e mira-los no mesmo tom carmesim ofuscante dos meus.
—Sabe o que temos em comum?
—Sei muito bem. – Respondo, endireitando–me. – Eu irei decapitar esse monstro.
—E eu irei queimar os sonhos recém-criados da garota que me rejeitou.
—Você também esta remoendo memórias.
—Não é remoer memórias. É lembrar-se das angustias do passado. – Confessou levemente aturdido. Começou a mirar comigo a janela e fora dela à chuva. – É a sua última chance de desistir.
—Perdi muito para desistir agora.
Vi o mesmo começar a rir. Era como seu, naquele exato momento, estivéssemos drogados e esquecêssemos quem éramos de verdade. Sua risada era tão normal que tinha se tornado estranha aos meus ouvidos:
—Sua inocência ainda vai ser destruída, jovem Stan. Completamente destruída. – Murmurou ele, entoando um tom notoriamente enfadonho e desaforado, escondendo as lagrimas com um sorriso e fazendo desenhos sem sentido para mim no vidro embaçado do vagão.
—Sinto muito Zef. – Termino por fim, sem ao menos olhar as suas lagrimas angustiadas que caiam enquanto ele ria. – Realmente sinto muito. – Completo mirando o céu ante os relâmpagos e trovões exorbitantes.
—Que o tempo urja e que a tempestade afete as vidas profanas. Que o Dragão e o Lobo sejam malditos e que as fadas tenham as asas cortadas em retalhos. – Recitou o poema que mudaria nossas vidas para sempre. – Choro e sangue, luz e fogo, trevas e relâmpagos se enfrentem sem perdão... E permaneçam para sempre na mesma escuridão.
Keith:
—Que o tempo urja e que a tempestade afete as vidas profanas. – Recitei, sentado no trono mais alto e observando Aloise ajoelhada na terra, recitando comigo na frente de uma frenética fogueira provocada pelo seu irmão. – Que o dragão e o lobo sejam malditos e que as fadas tenham as asas cortadas em retalhos. – Continuei, vendo um relâmpago iluminar o céu. – Choro e sangue, luz e fogo, trevas e relâmpagos se enfrentem sem perdão... E permaneçam para sempre na mesma escuridão. – Um novo clarão. – E um dessa guerra o herdeiro nascerá e o dragão rei se tornará. – Completei, por fim vendo os nove reunidos.
—A profecia esta completa. – Informou Klaus.
—Pode ser qualquer um de nos, então? – Perguntou a jovem de cabelos verdes e expressão neutra.
—Sim, mas tanto eu quanto o Keith ou até mesmo o Jonas temos a mesma chance.
—Só o mais favorável a ter o escolhido. O filho do meu descendente tem seis meses completos. – Falou Jonas, com o quimono negro e cinza.
—Apesar de que eu tenho mais chances. – Informei. – O rei está a meu favor.
—Não ganharemos nada fazendo suposições. – Falou Mandrágora, com seu quimono azul marinho. – É mais fácil esperarmos o que o mestre vai decidir.
—Apenas ele sabe o que vai acontecer. – Concluiu Nolan, o terrível. Usava um quimono imperial vermelho e laranja.
—Não podemos pensar em acordar o mestre. Se ele acordar agora e o escolhido ainda não tiver sido decidido, ficará irritado. – Lembrou Aloise com postura elegante, segurando a mão de Nolan. A jovem Celestia sorria a Klaus, com seu elegante quimono cor de terra.
—Apesar de não estarmos todos aqui. – A lembrou, dando pela falta da décima pessoa.
—Ela recusou viver aqui conosco. – Completou Nolan com a expressão entediada. – Disse que éramos malucos e que não gostava de humanos.
—Eu pareço muito humano não é? – Gracejou Klaus, com seus olhos ficando no mesmo tom de azul sem vida. Suspirei.
—É um problema dela. – Completei, estando na cadeira mais próxima ao mestre e também a mais alta por ter o meu descendente como rei. – Nossa função é manter a ilha segura. – Puxo algumas das minhas mexas finas que ainda insistem em cair quando abaixo um pouco a cabeça. – E quanto a isso, por favor, trate de controlar Igneel, Nolan. O mestre fica irritado quando escuta os urros dele. – Falei calmamente, cruzando as pernas:
—Diga ao mestre que não precisa se preocupar e...
Uma explosão fez com que terra voasse na nossa direção. Meus olhos não assimilavam o que estava acontecendo.
—Eles estão nos atacando! – Gritou Mandrágora, já em pé e vendo os nossos inimigos. Minhas forças foram drenadas pela angustia no mesmo instante.
—Não permitam que acordem o mestre! – Gritou Klaus, enquanto eu me levantava e a minha capa reluzia. Tudo o que fiz foi cortar o meu próprio pulso com as unhas e depois vi meu sangue pingar gota a gota no chão. Caminhei a passos rápidos até a câmara onde deveria derramar uma grande quantidade de sangue para que a ilha ficasse estável.
Eu o fiz, escutando explosões e chamados, gritos de entusiasmo e desespero ao mesmo tempo:
—Senhor dos céus, o poderoso que controla o céu. – Comecei, pousando minhas mãos ante o primeiro dos trinta escudos que tinha feito. – Descanse ante esse tortuoso som e sonhe com a sua gloria. Mestre dos mestres. – Continuei por fim, vendo meu próprio sangue ser absorvido na barreira.
“Você deve se unir a barreira Keiht de Weisslogia.” – Falou meu mestre na minha mente e andei até a barreira, com sangue manchando as minhas mãos.
—Não sou digno.
“A batalha começou e você não deve se envolver nela.”
—Compreendo. – Digo e a barreira vai se abrindo para que eu passe.
—Keith! – Gritou Klaus e não pude deixar de olha-lo antes de estar entrando na barreira.
—Sinto muito, Klaus... – Murmuro, sendo absorvido pela barreira e segurando o mestre com a minha própria vida.
Haja o que houver, irei para– lo. Nem que eu morra.
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Notas finais
Romance e confusão no ar.
Só eu notei o climinha entre o Stan e o Zef?
Bem, Keith ataca novamente. Já pensaram em quem ele pode realmente ser, babys? Igneel ataca bitch!
Deixo a vocês essas duvidas, moranguinhos.
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