Shatter Me
5 Estilhaço de Piedade
Notas iniciais
Vou mata-las agora.
Leiam para descobrir o que vai acontecer babys.
#Amy
Lucy:
— Por favor, faça isso parar... – Implorei a mim mesma, deitada na cama da minha antiga casa.
Depois de muito esforço eu havia chegado.
Apenas dor e tristeza se encontravam em mim.
— Sting... Por favor... Faça isso parar...
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Sting:
Minha cabeça estava a mil.
Não me importei com a Fairy Tail, ou até mesmo com Natsu, ou Laxus. Lucy estava correndo risco de vida e isso era algo imprescindível para mim.
Ela poderia estar sofrendo.
— Ei cuidado por onde anda! – Gritou um homem quando esbarrei nele na frente da Fairy Tail.
Pulei o telhado da guilda e corri pelas telhas, percebendo que era um dos melhores atalhos até a casa da Lucy.
O fiz, correndo pelos telhados frágeis da cidade com extremo cuidado.
Eu parecia voar de tão rápido.
Daquela distancia podia sentir o cheiro dela.
Quando cheguei a alguns metros da casa dela, apenas arrebentei a porta e subi até o segundo andar, onde o cheiro era quase insuportável.
Quando entrei no quarto dela vi-a estendida sobre a cama, com sangue em suas roupas, na cama e no chão. Em tão grandes quantidades que ela estava desacordada:
— Lucy... – Chamei, puxando-a para os meus braços. O corte era profundo na região da barriga, mas não era apenas ali que tinha. Outros lugares de seu corpo também sangravam. – Por Weisslogia... Lucy! – Chamei novamente, carregando-a e vendo o corte abrir mais um pouco e derramar mais sangue.
— Dói... – Gemeu ela, sem lucidez.
A respiração estava fraca e as batidas de seu coração perdiam a força minuto a minuto.
Se eu não fosse rápido, perderia a mulher que amo.
— Vou achar os outros, Lucy... Prometo-te... – Falei, saindo correndo o mais rápido que eu podia da casa.
As pessoas na rua estranharam o meu comportamento selvagem, mas o desespero tomava conta de todas as células do meu corpo e minha magia tentava suportar o fato de que eu a estava perdendo. E não só ela, como o nosso bebê.
— Sting... Por favor... – Gemeu ela e percebi que a falta de sangue havia feito o seu organismo ficar em estado de choque e que esta estava com febre.
— Estou aqui, Lucy... Vou cuidar de vocês.
—Sting... – Gemeu ela e apertou os lábios por causa da dor. Vi lágrimas escorrerem de seu rosto.
— Tudo vai dar certo, meu amor. Confie em mim. – Menti.
— Eu te amo.– Murmurou ela por fim.
— Eu também.
Eu comecei a correr tanto que não sentia quando meus pés tocavam o chão.
Não aceitava que aquelas fossem as suas últimas palavras.
— Fique comigo Lucy... Por favor... Só mais um pouco... – Orei, mas ela ainda estava de olhos fechados e agora com a respiração ainda mais fraca. – Vamos Lucy! Você não pode me deixar sozinho! Por favor... Eu te amo. Amo-te. Volte pra mim, Lucy... – Implorei dessa vez, angustiado e com lágrimas quase caindo dos meus olhos.
Não percebi de imediato, no entanto, que a Fairy Tail estava no meu encalço e que Natsu estava prestes a me acertar.
— Fire Dragon Roar! – Gritou ele e antes que seu soco me atingisse meu subconsciente já estava preparado. Recebi o ataque diretamente nas costas e fui arrastando até vários metros a frente dele, protegido pela minha valorosa armadura.
— Sting... – Lucy geme novamente.
— Que droga! – Resmungo, ainda que surpreso. Lucy estava presa aos meus braços e tive medo de tê-la machucado ainda mais. – Que porra Natsu! O que você pensa que esta fazendo?! – Gritei quando o vi salivar e ser impedido de vir na minha direção. Estávamos quase nos limites da cidade.
Com ele estavam os outros Dragon Slayers da Fairy Tail.
— Seu cretino! Como pode perguntar o que eu estou fazendo sendo que você atacou Lisanna! – Gritou ele de volta.
— É o que?
— Não se faça de sonso Eucliffe. Nós sabemos que vocês atacaram a Lisanna e por isso a Lucy esta machucada desse jeito. Elas duas lutaram e você deu o golpe final não é? – Laxus fala friamente.
— Eu não sei de nada do que você esta falando e também não me interessa o que aconteceu com a sua namorada, Natsu. Isso é um assunto particular meu e da Lucy, não envolve vocês. – Digo por fim, me pondo de pé a tempo de ver Alois e Hermione.
— Sting-kun! – Gritou Hermione e Alois ficou petrificado quando viu a mãe dele naquele estado.
— Mãe! – Gritou chorando, correndo em minha direção.
Agradeci aos seus por tê-lo por perto.
— Alois... Pelo lorde dragão... – Murmurei quase vencido.
— O que aconteceu? – Perguntou ele entre soluços desesperados.
— Eu não sei... Realmente não sei. – O fiz começar a tossir ao cogitar usar magia. – Não. Você vai arriscar a sua vida desse jeito, Alois.
— Mas a mamãe...
— Sting-kun está certo, Alois. É perigoso demais. – Falou Hermione. – E temos que ir logo.
—Sim.
— Esperem, acham que vamos deixa-los ir tão facilmente? – Fala Gazille.
— Você dois vão, nós ficamos aqui. – Hermione diz e senti meu peito se apertar de angustia.
— Vamos todos juntos.
— Na verdade, os reforços chegaram, Sting. – Diz Mana, convicto. – Leve a nee–san daqui, Sting. Antes que seja tarde demais. Nós vamos segura-los, né pessoal?
— Vá cuidar da Lucy Sting. – Falou Orga.
— Deixe a melhor parte pra gente também. – Kirino fala sorrindo.
— Eu irei com vocês, pessoal. – James estava ali também, com Fro em sua cabeça.
— Sejam rápidos. – Terminou Fumiko. – Corram e não olhem para trás.
— Sim.
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Rogue:
— Hector! – Ele caiu no chão no meio do caminho até Magnólia.
Eu o levantei e o levei até uma das árvores. Estava febril.
— Porque insistiu em vir estando nesse estado? – Perguntei.
— Porque ele é um tolo. – Respondeu Minerva, com Rufus e Yukino ao seu lado.
— Mi... Minerva... – Sussurrou o moreno, com alucinações.
Ela se aproximou dele, tomando um liquido roxo de um frasquinho e depois o beijou, dando-lhe o remédio.
— Isso vai fazê-lo melhorar, Hector. – Murmurou ela embora sua voz estivesse engasgada. Mas Hector não a deixa partir e puxa-lhe para um beijo derradeiro e ardente, sendo correspondido.
— Vamos deixá-los Rogue, eles tem o que conversar. – Rufus fala, puxando Yukino para seus braços e caminhando apressadamente para longe. Estava vestido casualmente, sem mascara ou qualquer outro embonecamento.
Voltamos a correr buscando pistas nos arredores da entrada de Magnólia e escutei passos e respirações ofegantes vindo em nossa direção. Parei e esperei, mas nesse momento vi Sting e as crianças juntas, ofegantes e desesperadas.
— Rufus, por favor, me ajude. – Implorou Sting e vi a verdadeira situação da Lucy.
Era decadente e preocupante.
— Tire a sua capa e coloque-a no chão para que Lucy possa deitar. – Ordenou o memory maker. Yukino também estava pronta para ajudá-lo. Sting fez o que lhe foi ordenado enquanto eu tinha Lucy nos braços. – Coloque-a no chão, Rogue, não temos tempo a perder.
Rufus, Yukino e Alois trataram de cuidar da Lucy juntos.
Enquanto Rufus examinava a barriga dela, pergunta coisas a Sting, Alois e Yukino limpavam os outros ferimentos:
— Rufus, a vida da Lucy esta correndo muito mais risco do que você imagina... – Falou Sting, desesperadamente.
— O que você quer dizer?
— Lucy esta grávida. – Confessa ele.
Por um segundo consegui compreender a dor de seus olhos. Ele não estava perdendo só a Lucy estava perdendo também o seu filho.
— Ela esta mesmo grávida? Você tem certeza? – Perguntou Yukino desesperada.
— Hector fez um exame de sangue semanas atrás. – Diz Sting, agora soluçando.
Nunca o vi chorando tanto.
— Pai... – Alois já tinha idéia de que o bebê podia estar morto, mas o choque de perder também a mãe o fez voltar a trabalhar.
— Sting, vamos deixá-los trabalhar sozinhos. – Digo o mais calmamente possível, tirando-o dali.
O desespero dele era presente em seu corpo.
— Eu tenho o sangue deles nas minhas mãos Rogue... O sangue da Lucy e o sangue do meu filho... – Falou ele, esticando as mãos cobertas de um vermelho sanguinário.
— Tudo vai ficar bem, Sting.
— Não, não vai.
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Hector:
— Eu sei que você me odeia, mas eu preciso que faça algo por mim.
— O que eu deveria fazer por você?
— Acalme Sting no meu lugar. – Confessei e ela pareceu surpresa. – Fique com ele e não deixe que ele faça nenhuma idiotice. Console-o como puder enquanto eu estiver fora.
— Aonde você vai?
— Vou procurar o marginal que fez isso. – Respondi.
— Nesse estado?
— É a única coisa que posso fazer além de mandá-la para ficar com ele. O resto vai depender apenas de todos da guilda.
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Sting:
Nunca me senti tão desolado em toda a minha vida.
Meu mundo esta ruindo pouco a pouco, sem me dar motivos aparentes.
— Sting... Se acalme... – Rogue pede, com as mãos nós meus ombros.
— Acha que eu não quero me acalmar? – Ainda estou chorando como uma criança.
— Respire fundo...
—Isso não vai adiantar, Rogue. – Minerva fala aproximando-se de mim. – Não nesse momento. – Vejo que ela também deveria ter chorado hoje, por causa de Hector. Sua voz estava suave e terna, como quando ela precisa disfarçar a dor que sente.
Rogue solta meus ombros no momento que abraço a morena. Esta me aperta como preciso e nada diz. Somente os meus sussurros dolorosos eram escutados entre nós três.
— O que aconteceu com a Lucy, Sting? Rufus não quis me dizer. – Percebi que eu não era o único preocupado. Todos nós estávamos sofrendo.
— Lucy está grávida Minerva e... E feriram-na justamente onde o bebê estava. – Gemi, limpando as últimas lágrimas que caiam.
— Ah Sting... – Compreendi que não havia muito mais esperança ao bebê em tal situação.
— Eu só quero que eles fiquem bem... Apenas isso. – Terminei dizendo, sentando-me a frente de uma das arvores.
— Sting... – Rogue começa, mas Minerva o interrompe.
— Você precisa ser forte, Sting. Você não sabe como a Lucy está se sentindo, não compreende a dor que ela vai sentir. – A morena confessa, por experiência própria – Você tem que estar ao seu lado e não chore perto dela, só fará a angústia ficar pior. – Me orientou. – Seja a fonte de cura dela, seja o pilar que vai sustentá-la.
— Obrigado Minerva.
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Stan:
— Aonde vamos? – Pergunto.
— Vamos procurar um lugar para ficarmos. – Responde ele, calmamente.
Respiro fundo e sinto um cheiro diferente do nosso se aproximando com velocidade.
Era o cheiro de um lobo.
— Sente isso? – Perguntou Zef e assenti com a cabeça. – Eu o amaldiçoe, Stan.
— Amaldiçoou?
— Ele e a família dele.
— Por quê?
— Alguém disse a você que lobos devem ser bonzinhos? Está ai o motivo.
— Eles fizeram algo a você?
— Mais do que você toleraria.
— É bom saber. – Concluo. – Onde você acha que ele está indo?
— Ele esta concretizando o que planejamos. Nosso pobre peão.
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Lucy:
— Shii, ela esta recobrando a consciência. – Murmurou alguém e não reconheci a voz de imediato.
— Estou indo chamar o meu pai. – Dessa vez notei a voz de Alois.
Se Alois está aqui, quanto tempo eu fiquei desacordada?
— Lucy, está sentindo alguma dor? – Pergunta a Yuu–chan quando consigo focalizar o seu rosto.
— Sim, mas... Está melhor que antes. – Respondo baixinho, ainda com muita dor:
— Vamos cuidar melhor de você quando formos para a guilda Lucy. – Fala Rufus e seguro a sua mão com força, assentindo antes que algumas lágrimas caiam novamente.
— Lucy... – Sting fala e sinto a sua voz doida. Ele já havia descoberto? – Lucy... – Este se ajoelha ao meu lado, passando a mão sobre o meu rosto. – Vai ficar tudo bem, entendeu? Você precisa descansar agora.
— Você já sabe não é? Que perdi o bebê... – Chorei, soluçando.
— Sim eu sei. – Fechei os olhos e deixei que o desespero tomasse totalmente conta do meu corpo.
— Desculpe Sting foi tudo culpa minha... – Gemi e ele beijou a minha testa com ternura.
— É claro que não foi culpa sua Lucy. Como iríamos imaginar que tentariam fazer mal a vocês dois?
— Eu deveria...
— Por favor, não se torture mais... – Falou ele de cabeça baixa. Ainda deitada, estendi minha mão até a dele e este a apertou com força. – Eu vou resolver as coisas Lucy. Mas ainda não é a hora para isso, você precisa ir para casa se recuperar.
— Tudo bem. – Sussurro.
Com muito cuidado, Sting me tira do chão e me acalenta em seus braços:
— Mamãe... – Alois vem a minha direção e estico minha mão até ele, para acariciar seu rosto.
— Está tudo bem, Alois. Eu já estou melhor.
— Eu te amo, mãe.
— Eu também te amo lindinho. – Respondo com um sorriso doído.
— Mamãe... – Ryuu parece muito mais desolado do que Alois. – Você está melhor mamãe?
— Estou bem, meu amor. Não precisa ficar preocupado comigo. – Ele voou até perto de mim, para que eu fizesse carinho entre as suas orelhas. – Seja bonzinho.
— Hum!
— Alois, cuide de Ryuu e Lecter, por favor. – O Dragon Slayer loiro pode, cansado.
— Sim.
Escutei uma explosão e parecia vir da cidade.
— Quem está na cidade? – Perguntou Rufus.
—Além do pessoal que estava comigo, acho que ninguém da guilda.
— Onde está Hector? – Perguntou Minerva.
— Não me diga que... – Começou Rogue, mais branco que o normal.
— Vamos formar dois times e ir para dentro dessa cidade. – Começou Sting. – Minerva, Rogue, James e Rufus vão atrás do Hector. O resto fica comigo.
— Sting é arriscado demais deixar você sozinho apenas com as crianças...
— Eu estou aqui, viu? Eu vou proteger o Sting-kun e a Lu-chan. – Yukino fala e sorrio a isso.
— Nós vamos nos esforçar. – Alois fala.
— Se cuidem. – Fro pede.
— Você também, seu idiota. – Responde Lecter.
— Estamos indo. – O loiro fala por fim.
— Boa sorte a todos. – Murmuro, ficando cansada demais para ficar de olhos abertos.
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Levy:
— O que está acontecendo?! – Grito a Gazille, que me puxa para seus braços novamente. Outra explosão atinge a guilda.
— Natsu perdeu totalmente o controle. Desafiou o mestre da Sabertooth que vinha terminar a briga.
— Porque ele fez isso? Nem o mestre conseguiu derrotar o Snow.
— Ele acha que foram os tigres que machucaram a Lisanna depois que viu Sting saindo da cidade com a Lucy nos braços.
— A Lu-chan? Você viu com ela estava?
— Nunca vi alguém tão preocupado quanto o tal Eucliffe. – Gazille fala, pousando as mãos na minha barriga. – Vou levá-la para casa.
— Vá parar o Natsu primeiro. Eu fico no subsolo.
— Peça para Mirajane ir com você até Fairy Hills então.
— Sim, vou pedir. – Ele me beija antes de sair correndo. – Mira! – Chamo no caos que estávamos lá dentro.
— Levy-chan! – Grita ela de volta.
— Mira vem comigo até Fairy Hills?!
— Sim, só preciso que alguém me ajude com a Lisanna.
— Onde esta a Erza?!
— Não sei!
— Alguém pode nos ajudar?!
— Eu posso. – Makao responde.
— Makao, me ajude a pegar a Lisanna para irmos até Fairy Hills com a Levy-chan.
— Sim.
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Rogue:
— Que droga. – Resmungou Minerva.
— Ele está destruindo a cidade. – Continuo.
— Isso é realmente ruim. – Completa James.
— Vamos nos dividir. – Pede Rufus e Minerva nega avidamente.
— É idiotice, Rufus. Se nós separarmos seremos pegos mais facilmente. Não podemos nós dar ao luxo disso nesse momento.
— Então o que faremos?
— Vamos até a Fairy Tail.
Após isso ninguém falou mais nada.
— Nothing hurts my world, just affects the ones around me…When sin's deep in my blood, you'll be the one to fall. – Recito, vendo meus poderes transparecerem.
Estou tão irritado com o fato de eles terem atacado o Sting e a Lucy no estado em que eles estavam que começo a correr muito mais rápido que os outros. Parar Hector vai ser o menor dos problemas deles.
Cheguei à frente da Fairy Tail e encontrei Laxus, Gazille e Natsu lutando contra o Hector. Tudo o que fiz foi sacar a minha espada e correr até a luta.
— Dark Dragon Shadows! – Grito, empunhando a espada e desferindo meus poderes através dela. Destruo metade do teto da guilda.
— Rogue! – Exclama ele.
— O que você esta fazendo? – Pergunta Minerva quando ele se aproxima de nós todos.
— Eu estava tentando concertar as coisas, mas só piorei.
— Isso qualquer idiota consegue ver, Hector. – Rufus contrapõem.
— Diga isso a eles. – James fala.
Natsu estava espumando na nossa frente.
— Vão para trás, sou mais que suficiente. – Digo estalando os dedos.
— Rogue não faça... – Hector não consegue terminar, com uma crise de tosse repentina e intensa. Eu mesmo tive medo por ele.
— Leve ele daqui. Encontrem-se com Sting e Lucy. – Ordenei, me pondo no comando no mesmo instante.
— Rogue...
— Já basta! O que pensam que estão fazendo na cidade? Tentando destruí-la? – Perguntou o irritadiço Makarov a nós mirar acusadoramente. – Natsu! Explique-se! – Ordenou ele.
— Eles atacaram a Lisanna! – Gritou o rosado.
— Mostre-me as provas disso, Natsu. – Rebato.
— Eu não as tenho, mas eu vi! Eu vi o Sting e a Lucy na cidade.
— Makarov, como mestre da Sabertooth me responsabilizo pelos danos que meus subordinados e até eu mesmo fizemos a sua guilda. Mas nem Sting ou Lucy estão em condições de se defender nesse momento.
— O que quer dizer com isso?
Rufus mira a mim a Minerva com pesar:
— Achamos que Lucy foi seqüestrada e atacada sem explicações prévia. – Confessou meu cunhado calmamente, embora estivesse com os olhos baixos.
— Garanto a minha vida a você que o que estamos dizendo é verdade, Makarov. – Hector fala e depois se curva tossindo. Vou ao seu encontro e ajudo-o a se erguer novamente. Minerva está ao meu lado. – Acha que eu viria aqui nessa cidade nesse meu estado debilitado por alguma outra coisa?
O velho nanico ficou parado sem falar nada, mas o loiro ao seu lado ainda fervilhava entre raios:
— Algo nessa historia não bate. – Falou ele. – Porque Magnólia?
— Nem mesmo nós sabemos. – Minerva fala.
— Eu tive um sonho. – Respondeu Hector, para a nossa surpresa. — Eu vi a palavra Magnólia no sonho.
— Você quer que a gente acredite nisso?! Por favor! Invente algo melhor! – Esbravejou Natsu.
— Já basta! – Gritou uma voz forte e conhecida a todos, o que nós deixou surpresos.
Era Sting.
— O que você esta fazendo aqui? – Esbravejo incrédulo. – Qual a parte de você voltar para casa com as crianças você não entendeu?
— Rogue-kun... Foi um pedido meu. – Lucy fala, ainda no colo do loiro.
— Lucy...
— Você está maluca?! – Esbraveja agora Rufus. – Yukino! Como pode deixá-los vir nessas condições?!
— Todos vocês... Eu quero uns instantes de silencio. – Ordena Hector com um olhar frio. – Hermione, se aproxime.
Hector murmura coisas no ouvido da filha.
— Foi um mal entendido, mestre Makarov. – Explicou-se Lucy com dor e clamor na voz. – Eu sinto muito que algo tenha acontecido a Lisanna, mas Sting esteve comigo a manhã toda até que eu... – Ela não conseguiu responder, fechando os olhos com força.
— Até que esse incidente tenha ocorrido.
— Quantas horas faziam que Lucy estava perdida, Sting? – Perguntou Makarov para a surpresa do mesmo.
— Quase seis horas, Makarov. – Respondeu o meu parceiro, para depois beijar a testa da loira. – Juro por tudo o que amo que não tenho nada com isso. O desaparecimento da Lucy me deixou realmente alucinado, eu sei, mas não machuquei ninguém enquanto a procurava.
— Você tem certeza disso? – O velho parecia levemente convencido.
— Absoluta. – Confirmou o Dragon Slayer branco.
— Você vai acreditar nisso vovô?! – Retorquiu o rosado em pura fúria.
— Sting, leve Lucy para descansar. – Ordenou Hector.
— Sim, Hector. – Assentiu Sting finalmente e quando passaram perto do moreno e a sua pequena, que esticou os dedos para tocar os da loira.
— Não Natsu! – Gritou a garotinha entre eles e virei de costas para onde estava. Sting também virou surpreso e antes que pudéssemos fazer algo, uma luz dourada ofuscou tudo:
— Será que você nunca aprende, Natsu? – Perguntou Leo e ao seu lado vi o espírito mais problemático de Lucy, Tyler:
— Se você tentar machucar a Lucy ou o Sting novamente, não serei tão piedoso de te deixar consciente. – Tyler apertava o punho serrado de Natsu com sua mão e sua aura ao nosso redor era constante, e totalmente, esmagadora.
— Ty... – Murmurou uma Lucy debilitada e quando o tigre a viu daquela maneira resolveu culpar Natsu.
— Foi você que fez isso a ela? – Escutei um estalo e percebi que eram os ossos do Natsu se quebrando.
— Já chega, Ty. Não foi ele, por favor, pare. – Implorou Lucy, novamente entre lágrimas.
— Tyler, se ele tivesse machucado a Lucy eu mesmo o teria matado. Agora pare, preciso da sua ajuda. – Nunca vi Sting mirar Tyler com tanta profundidade e ódio e percebi que era o que o mesmo que Tyler sentia naquele momento. – Vamos embora. – Ordenou o Rei Dragão com autoridade, vendo os outros dois reis espirituais coroados a segui-lo.
Laxus ia segui-los, mas o impedi:
— Vai se opor ao Rei Dragão, Laxus? – Perguntei e a expressão de choque tomou conta do seu rosto.
— Quem o coroou rei?
— Nós mesmos.
— Não me lembro de tê-lo coroado.
— Quando foi que você viu um Dragon Slayer além dele usar Dragon Soul? Não estamos no mesmo nível, Laxus. Nunca estivemos. Aquele Sting que Natsu derrotou um ano atrás foi o que renasceu e se tornou o nosso rei. Nós o mudamos.
— Como um idiota que matou seu próprio Dragão pode se tornar o rei? – Objetou Natsu, ainda a segurar seu punho quebrado:
Não fui o primeiro a levantar a espada, Alois fez isso antes de mim:
— Você não o conhece, Dragnell. Não venha falar do que não sabe.
— Como que não sei! Ele matou o seu pai! Como alguém como ele pode ser melhor que eu?!
— O Dragão que o criou, que o ensinou a falar e a ler matou a irmã dele, Natsu. – Respondi. – Sting quase morreu naquele dia, mas você consegue imaginar a dor dele? Perder o seu Dragão que ele amava como um pai e no mesmo dia, a irmã mais nova.
— Todos perdem alguma coisa. – Por fim, interferiu Gazille e mirei-o furiosamente:
— Mas alguns perdem mais que os outros, Gazille. E você sabe muito bem o que aconteceu conosco. Mesmo depois de tantos anos, você ainda se lembra dos treinamentos no Templo do Dragão como nós nos lembramos tão bem.
Eu consegui fazê-los emudecer, um a um:
— Ele só queria paz. Apenas isso. – Termino, caminhando atrás do cheiro de Sting e Lucy.
— Todos queremos paz, Rogue. – Intervém Hector e estendo o meu braço para o alto, em sinal de adeus.
O sol queima a minha face com sua cor alaranjada.
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Sting:
— Será que eu conseguirei chamar Rabbit para ajudar a Lucy, Tyler? Mesmo não tendo um contrato ou algo assim? – Perguntei, depois de colocar a loira na cama.
— Eu a trarei comigo. – Falou Leo desaparecendo.
— Pode me explicar o que aconteceu com a Lucy, Sting? Ainda não consigo entender...
— Alguém a atacou.
— Mas como isso aconteceu?
— Eu estava conversando com o Hector e quando terminei, desci para vê-la e não a encontrei.
— Acha que ela foi enganada?
— Sim, imagino que sim. – Confesso. As luzes da casa estavam acesas por causa das janelas fechadas. Lucy estava deitada na cama, com algumas faixas de gaze nos braços. – O pior golpe não foi esse, Tyler.
— O que poderia ser pior que isso?
— E se dissesse a você que a Lucy estava gravida?
— Lucy estava... – Nunca vi seus olhos tão tristes. – Não consigo imaginar o dor que ela está sentindo.
— Eu tenho uma vaga idéia, porque meu peito ainda dói ao dizer isso.
— Quantos meses?
— Três.
— Sting... – Chamou-me ela, esticando as mãos na cama.
— O que foi? – Perguntei, dando um passo a frente e ajoelhando para ficarmos frente a frente.
— Está doendo Sting... – Chorou ela e meu coração esmagou-se de tanto sofrimento. Eu morreria para que ela não sentisse mais isso.
— Vai ficar tudo bem Lucy... – Murmuro acariciando sua mão. – Leo foi buscar Rabbit, acha que consegue aguentar mais um pouco?
— Acho que sim – Respondeu em voz doce e magoada. – Não vai doer mais que isso, eu espero. – Ela deu um sorriso dolorido e inclinei-me para frente, beijando cerimoniosamente seus lábios.
— Logo vai melhorar, meu amor, eu prometo. – Segredei me levantando calmamente.
Lucy continuou a me mirar enquanto fechava calidamente os seus olhos chocolate. Tyler também me mirava:
— Estou indo trazer Rabbit, já que Leo não o esta fazendo.
— Obrigado.
Numa nuvem branca e amarela, o rei imperial sumiu, deixando-me a deriva cuidando da loira. Mas por sorte, este não demorou mais que alguns segundos e quando voltou, trouxe consigo a rainha da cura:
— Tyler me contou Sting-kun, o que estava acontecendo com a Nee-san. Vou fazer de tudo para ajudá-la.
Não tive palavras para agradecê-la naquele momento ou depois. Minha cabeça girava tanto em busca de respostas que eu estava emocionalmente esgotado. Fiquei do lado de fora, esperando que a pequena cirurgia feita pela loira acabasse logo. Esperei também que Rabbit terminasse de verificar o estado físico da Lucy para que eu pudesse, finalmente, agradecer-lhe.
— É pela Nee-san, Sting-kun. Eu faria muito mais que isso. – Respondeu-me ela e dei um sorriso fraco.
— Estou feliz que tudo tenha dado certo.
— Foi bem delicado, Sting. – Revelou Tyler, cansado. – Lucy tem que ficar em repouso quase absoluto para que não sofra nenhuma dor mais aguda. Mas a febre vai continuar por causa da perda de sangue.
— Obrigado por tudo. – Falei levemente aliviado. Lucy estava dormindo como uma anjinha na cama. – Vou cuidar bem dela de agora em diante.
— Qualquer coisa é só nós chamar. – Assenti com a frase da loira nos braços do tigre. Eles até que formavam um bom casal.
— Lembranças minhas ao Daniel. – Acenei cordialmente enquanto ambos desapareciam numa nuvem brilhante e clara.
Mirei novamente a loira na cama.
Sua expressão calma e doce desapareceria quando ela acordasse, culpando-se pela perda do nosso primeiro bebê. Senti-me um idiota completo, sem ter idéia do que fazer para acalmá-la quando tal coisa acontecesse.
Era torturante e frustrante.
— Eu prometo Lucy, eu matarei quem fez isso com você. – Jurei fechando meu punho com força, mordendo os lábios em pura fúria.
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Keith:
— Keith? Keiht? – Chamava a Mama e quando abri meus olhos a vi sobre mim, preocupada.
— Mama? O que aconteceu?
— Eu é que devia lhe perguntar isso. Você estava tendo um pesadelo? – Sentei-me com a sua ajuda, mas nada me lembrava do meu dito sonho.
— Eu não sei. – Respondo.
— Vou trazer um chá para você querido, talvez isso te faça lembrar. – Ela se levantou e foi até a mesa, onde outro alguém estava sentado. Minha cabeça doía.
— Descansou bastante, Keith? – Perguntou a voz e reconheci a postura do corpo antes de reconhecer ela mesma.
— Klaus.
— Vai ficar ai o tempo todo ou vai voltar comigo para a ilha?
— Sabe que eu não posso. – Respondi a ele, colocando minhas pernas para fora da cama.
— Estarei esperando até você ficar pronto. – Falou ele, levantando-se.
Klaus sai e antes que eu pudesse dizer algo para ele este desaparece.
— Oh, Keith. Onde está o Klaus?
— Ele foi embora.
— Por quê?
— É porque eu preciso de um tempo. – Revelo a ela e esta fica aparentemente confusa.
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Vejo que você é um rei que foi destronado
Lançado fora em um mundo que você nunca conheceu.
Stan:
“— Mamãe! – Gritei.
— Radios? Por que esta correndo querido?
— É que... – Senti minhas bochechas esquentarem e sorri desavergonhadamente.
— O que você aprontou dessa vez, mocinho? – Perguntou ela, me puxando para seu colo.
— Eu? Rogue que fez bagunça dessa vez, mãe. – Comentei.
— Onde ele está agora?
— Coberto de farinha na cozinha. – Respondo rindo.
Ela apenas sorri, balançando-me em seus braços:
— O que vocês pretendiam fazer, danadinho?
— Ele queria fazer biscoitos.
— Biscoitos agora?
— Hum. – Recordo-me, deitando a minha cabeça em seu ombro.
— Vamos lá vê-lo. – Objetou-a, caminhando com seu cesto de flores no braço que me segurava.
Eu enquanto minha mãe me balançava em seus braços, cantarolando uma melodia suave e marota:
— Então você ficou todo sujo assim depois de tentar fazer biscoitos, Rogue-chan?
— É... – Respondeu o meu irmão e eu não soube quem era aquele homem, mas o pavor que a minha mãe sentiu foi evidente, porque ela gritou:
— Rogue! Se afaste dele! – Ordenou.
Antes que eu pudesse ver Rogue estava nos braços do homem, com os olhos fixos em mim nos braços da mamãe:
— Mas é o papai. – Rogue falou com os olhos cheios de lágrimas.
— Papai? – Murmurei.
— Ele não é o seu pai Rogue!
— Seu tempo acabou Charlotti. – Falou o homem, acariciando a cabeça do meu irmão. – Eu sinto muito.
— Klaus! – Implorou a minha mãe. – Por favor, não tire os meus meninos de mim.
— É o melhor para eles, Charlotti. – Ele me tomou dos braços da minha mãe, ainda com Rogue nos seus. Eu ainda tentei puxar a minha mãe ou alcançá-la com as minhas mãos minúsculas, porém, não consegui:
— Mamãe! – Chorei.
— Mãe! – Gritou Rogue percebendo o choro da nossa mãe.
— Adeus, Charlotti. – Respondeu o outro.”
— Stan! – Chamou Zef e antes que eu percebesse, ele estava sobre mim, tentando me controlar. Seu rosto estava próximo do meu e quando percebi estava com a testa colada na dele:
— O que... O que aconteceu comigo? – Perguntei a Zef, gaguejando.
— Você teve outro pesadelo. – O moreno responde, sentado sobre a minha barriga ainda que surpreso. Depois tateou o meu pescoço e foi subindo até chegar a minha testa. – Suas pupilas ainda estão dilatadas, você está suando e ainda não conseguiu controlar a respiração.
— Eu não consigo parar de pensar no meu sonho... – De repente meus olhos ficaram mareados e as lágrimas caíram em seguida. – Minha mãe, Zef... Ela está viva. Ainda está viva. Klaus tirou tudo de mim.
— E o que você poderá fazer? Temos muito que fazer.
— Eu sei... – Confesso.
Fecho meus olhos e antes que note os meus lábios são tomados pelos do moreno sobre mim.
Sincronizados e pedintes.
— Acho que vou ter que te embebedar para que você durma uma noite inteira. – Falou ele, erguendo uma garrafa de Uísque, tomando um gole longo e derradeiro.
— Eu também acho. – Sussurrei, bebendo no gargalo depois.
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Sting:
— Sting! – Chama alguém batendo na porta com muito cuidado. Era Rogue.
A noite havia chegado com extrema e primordial maestria. As estrelas não eram visíveis nesse lado da casa.
— O que você quer? – Perguntei, abrindo a porta e percebendo que ele estava sozinho.
— Vou ficar aqui essa noite. É melhor que vocês dois ficarem sozinhos.
— Obrigado... Eu acho. – Falo e depois que ele entra, volto a ficar do lado da cama da loira.
— Você chamou Rabbit para cuidar dela?
— Exatamente. E agora estou controlando a sua febre.
— Não é perigoso?
— É por causa da perda de sangue.
Eu estava realmente cansado e necessitava dormir um pouco.
— Você precisa descansar. – Comenta o moreno.
— Eu sei, mas e se a Lucy acordar?
— Deite-se com ela na cama. – Ele simplesmente comenta, aparentando perceber o meu extremo cansaço nesse dia.
Suspirei derrotado pela minha própria fadiga e olhei a minha amada deitada, tentado a descansar ao seu lado.
— Tudo bem, apenas vigie a casa.
Engatinhei até a cama, deitando atrás da Lucy e beijando seu pescoço com carinho. Ela se remexeu, puxando minhas mãos para as suas:
— Boa noite, meu amor. – Sussurrei.
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Lucy:
O sol estava brilhando e antes que eu pudesse me mexer, Sting me repreendeu baixinho:
— Shii, só mais alguns minutos, Lu. – Pediu.
Era muito bom ter aquele carinho:
— Vamos levantar Sting. Por favor. – Pedi, virando-me para ele. Notei que ele não havia acordado naquela hora e que, mais do que nunca, estava preocupado. – Há quanto tempo você está acordado? – Perguntei sendo acolhida por seus braços e recebendo um beijinho na testa.
— Já faz algum tempo que eu estou te observando dormir, moranguinho.
— Imaginei isso.
— Está irritada comigo?
— Não. – Esclareço. – Só estou preocupado com você.
— E eu com você.
Fechei os olhos, sem querer lembrar-me do que havia acontecido no dia anterior e Sting, percebendo isso, beijou meus lábios com extrema cautela.
O toque era inebriante. Tão intenso que fez meu corpo inteiro se arrepiar, maculado, estranho com tal intensidade. Denso e sagaz, voraz e inocente; adjetivos cordiais para o que eu sentia:
— Eu vou matar o idiota que fez isso contigo, você sabe não sabe?
— Eu já esperava por isso. – Murmurei ternamente. – Só quero que você fique perto de mim, não importa o que aconteça.
— Prometo nunca mais ficaremos separados, que ficarei sempre contigo. – Meus olhos se encheram de lágrimas, que tive que conter.
— Eu fiquei com tanto medo, Sting... Eu queria... Queria que não tivesse sido tão ingênua...
— Não foi culpa sua.
— Claro que foi. – Sussurrei, encolhendo-me.
— Não diga isso, Lucy. Você tem um coração bom e quem fez isso com você se apossou da sua boa vontade. Não foi culpa sua. – Sting rebate de maneira intensa. – Se fosse comigo não sei se eu aguentaria ficar conversando dessa maneira, eu ficaria deprimido. – Ele fez uma expressão dolorosamente engraçada e isso me deu vontade de rir, apesar da minha vontade de chorar:
— Obrigado Sting. – Sussurro.
— Não há de que, baby. – Encaixando seus braços na minha cintura, o loiro apenas suspirou perto do meu pescoço, refletindo suas palavras.
— Onde estão as crianças?
— Com Minerva e o resto do pessoal da guilda.
— Quanto tempo eu dormi, Sting?
— Alguns minutos, Lucy. Não mais que isso.
— E como Alois chegou aqui agora?
— Ele já estava na cidade. Não me pergunte como. – O sol estava muito forte ao sair das cortinas. – Pelo que Rogue me falou, James e mais alguns membros da guilda também estavam aqui.
Apesar da cama ser pequena, nossos corpos se encaixavam perfeitamente nela. O molde do meu corpo encaixava perfeitamente no de Sting:
— Eu vou fazer o nosso café. – Falou ele, engatinhado até a borda da cama e depois se levantando. – Rogue foi embora agora mais cedo, disse que Nanami estava para chegar com o resto de mais outras pessoas da guilda.
— Rogue-kun ficou aqui a noite toda?
— Ele dormiu no sofá. Sem roncar também e isso já é um avanço para alguém como ele.
Apesar de tudo, consegui dar risada com ele:
— Quer que eu faça uma omelete pior que a sua ou que eu mexa afofando seus ovos?
— Eu não posso comer ovos porque o bebê... – Interrompi o que falava, percebendo a expressão de Sting e a minha própria surpresa.
— Ah, Lucy. – Murmurou ele.
Comecei a chorar intensamente, sendo amparada por seus braços surpresos. Meus braços se esticaram e eu abracei forte as costas do Dragão. Um grito estrangulado quis escapar pelos meus lábios, mas tentei, realmente tentei, não transpor a dor enérgica e catastrófica.
— Vai ficar tudo bem... Tudo vai se resolver. – Completou-o, beijando a minha cabeça. As lágrimas não pararam por isso.
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Klaus:
— Onde ele está? – Perguntou Nolan.
— Está se recuperando no único porto seguro dele.
— Porque você está escondendo-o?
— É a minha única alternativa. – Amansei a fúria de Nolan, tentando vê-lo mais calmo. Nada de ruim havia acontecido então era bom que Keith descansasse com um pouco de fraternidade e carinho.
— Ele vira para o enterro?
— Eu não disse nada a ele. – Comecei, vendo-o suspirar entre a fúria e a intolerância.
— Vou purificar o corpo dela então. – Seus olhos laranja-avermelhados sem tanto brilho, ou a veracidade normal. Também não estava na minha melhor condição, ainda me doía à lembrança de Celestia. Meu corpo ainda não havia se acostumado com o fato dela estar morta. Mas eu sabia, pior que sabia, que tudo aquilo era premeditado.
— Eu também já estou indo. – Informo, num tom sem muita felicidade.
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Faísque!
Stan:
Pisquei, ignorando o cheiro intenso de cigarro no quarto. Eu estava jogado na cama, só de calças e com uma faixa molhada na testa:
— Você dormiu de novo. – Afirmou Zef, fumando na janela sem muita casualidade.
— Pelo menos dessa vez eu não tive um pesadelo.
— É bom que tenha descansado, Stan. Temos que voltar a agir logo, antes que os renascidos percebem o que estamos fazendo.
— Mesmo que percebam não poderão fazer nada sem as ordens de Acnologia. E duvido que Keith de Weisslogia esteja em condições de se levantar da cama depois do que fiz. – Falei e este deu uma tragada demorada:
— A cidade está acordando, Stan. E com ela, nossos derradeiros alvos. Tudo está correndo mais que perfeitamente.
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Call me.
Tyler:
— Mestre Tyler, porque o senhor está andando desse jeito? – Perguntou Stella e eu continuei a andar em círculos. Estava com vontade de arrancar os cabelos:
— Algo aconteceu... – Respondi. Eu sentia aquilo, essa sensação de impotência e desordem.
— Não pode ser só impressão sua? – Enfatizou-a timidamente, tentando me acalmar.
— Não é.
A deixei, ali no salão principal, e caminhei apressadamente até o meu quarto, colocando as minhas roupas imperiais e saindo do palácio.
No meio do caminho até o intuitivo templo de Rachel, vejo que Daniel corre até lá:
— Ei! Porque está correndo?! – Pergunto aos berros e ele para onde está para me esperar. Este tem quase a mesma expressão transtornada que eu.
— Algo vem assombrando a minha mente desde que eu acordei. – Revelou-o para a minha surpresa.
— Eu senti o mesmo. – Surpreendi-o, notando que ele parecia ligar os pontos.
— Se nós dois sentimos isso o que pode ter acontecido?
— Não sei. Mas não é algo bom.
— Faremos assim então. – Falo deixando-o surpreso. – Eu vou até o mundo humano disfarçado e vejo se está tudo bem de verdade. Você fica e coloca ordem nas coisas, sem deixar parecer que eu estou lá.
— Não tenho outra escolha ou tenho?
— Então estamos resolvidos.
De onde eu estava, conseguiria ir a qualquer lugar. Por fim, aumentei os meus poderes até um nível que pudesse atravessar o portal sem destruí-lo pela força.
Amarelo e com meu símbolo dentro dele.
— Estou indo. – Falei quando o portal começou a aparecer e me introduzir ao mundo humano:
— Faça uma boa viagem Tigre branco.
Cheguei ao mundo humano sem muita dificuldade, na verdade.
Estava numa floresta perto de uma cidade e podia sentir o cheiro, poderes e os mantras de Lucy com Sting.
— Nós vamos atacar a de seis meses agora? – Perguntou uma voz que vinha na minha direção. Automaticamente me transformei em um tigrezinho pequeno e que passaria despercebido. Escondi-me entre os troncos de arvore para observar:
— Sim e depois iremos atrás da maga das flores. – Respondeu uma voz a mim conhecida e que me fez reviver memórias duras, que deveriam estar apagadas, porém minha raiva aumentou ao ponto deu perder o controle da minha transformação.
Aquele cretino ainda estava vivo?
— Agora que eu me lembro... Você se recorda do dia que falou para mim que era amaldiçoado? Quem fez isso com você e por quê? – Perguntou o parceiro dele e nesse segundo senti as minhas mãos queimarem de ansiedade.
Eu queria destruí-lo para sempre.
— Não é algo que eu goste de lembrar. – Respondeu ele.
Mas eu me lembro muito bem e essa lembrança queima dentro de mim até hoje.
“— Leonard!”
O som da voz dela, o ardor que ela tinha ainda me marcava. É por isso que... Por isso que amo Lucy como a amei. As semelhanças entre as duas eram aterradoras.
— É por isso que eu odeio tigres. – Informou o moreno de olhos vermelhos, direcionando seu olhar a mim por um mero segundo.
Eu o desafiei a vir na minha direção, mas ele apenas continuou seu caminho, prevendo ou até mesmo achando que eu poderia ser uma ilusão.
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Hermione:
Meus pais estão dormindo silenciosamente, como a maior parte da guilda.
É a minha hora de ajudá-los.
Sai de mansinho do hotel, caminhando por entre as ruas com um quimono formoso que só uso em ocasiões especiais.
— Onde você pensa que vai? – Falaram Alois e James ao mesmo tempo, dando-me um susto tremendo.
— Precisavam me assustar desse jeito? – Perguntei, com as mãos no coração.
— Essa era a nossa intenção, Mione. – Respondeu Alois, vindo até mim e dando-me um singelo beijo nos lábios.
— Mas enfim... – Continuou James, impaciente. – Onde você pretendia ir vestida com suas vestes de sacerdotisa? – Minhas bochechas ficaram vermelhas, tanto que tentei esconde-las com as mangas compridas do vestido.
— Eu ia a um templo aqui da cidade e...
— Você mente muito mal, Hermione. – Sussurrou o loiro, puxando-me pela cintura. – Onde você ia?
— Para a Fairy Tail.
— O que você ia fazer lá?
— Nossos pais não estão em condições de falar com o mestre da guilda então pensei em tomar o controle da situação um pouquinho.
— Acho que vamos ter que ir com ela, Alois.
— Eu ia dizer o mesmo James. – Falou o outro sorrindo.
— Então vamos! – Digo animada, segura de que tudo daria certo.
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Wendy:
A manhã estava calma.
Natsu-san não estava na guilda como também não estavam Laxus-san e Mira-san. Todos os três estavam preocupados com a Lisanna.
— O que foi Wendy? Está com uma expressão estranha. – Perguntou Romeo, sentando-se a minha frente.
— Não é nada, Romeo-kun. – Sorria a ele e este pegou a minha mão.
Cana, Gray, Erza e nós dois estávamos na guilda além do mestre:
— Tudo vai dar certo, logo, logo. – Falou ele para me acalmar, prevendo que eu estava pensando sobre tudo que havia acontecido.
— Obrigado.
— Não lembro quando a palavra “desculpe” ficou tão difícil de ser dita. – Cantarolou alguém perto da porta onde estávamos. Era uma voz feminina e suave:
— Faz me lembrar do meio do verão. – Cantou outra voz, dessa vez masculina, eu reconheci levemente aquele tom.
— Ohayo Fairy Tail. – Falou uma terceira voz e olhei para a porta, notando três jovens com a mesma idade que eu e o Romeo. Um deles era o que havia lutado contra o Natsu no trem.
— O que... O que vocês fazem aqui? – Perguntou Erza, incrédula.
— Nós viemos conversar. – Respondeu a garota, olhando para os meninos.
— Conversar?
— É, conversar. – Falou o loiro entre eles
— São todos God Slayers? – Pergunto e vejo que os dois que eu não sabia sorriem.
— Você é esperta, Wendy Marvel. – O que se denominada James fala com um sorrisinho sensual.
— Sei lá, agora que estamos aqui estou pensando no que meus pais vão fazer comigo quando descobrirem.
— Eu prepararei o seu enterro, Alois, fique descansado.
— Sobre o que vocês querem conversar? – Perguntou Cana desconfiada.
— Nós queremos propor uma trégua temporária. – Falou a garota.
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Sting:
— As coisas estão bem mais calmas agora, não estão? – Falei com cuidado, levanto uma bandeja de café da manhã para a Lucy na cama. Ela parecia mais conformada que antes:
— Como será que as crianças estão? – Perguntou ela em tom baixo.
— Não devem estar aprontado, isso eu sei. – Disse, beijando sua testa após sentar-me ao seu lado.
— Sting! James e os outros estão aqui?! – Perguntou Rogue sobressaltado.
— Porque estariam aqui? E o que aconteceu Rogue?
— Eles desapareceram.
— Como assim desapareceram?! – Exalto-me, notando os olhos arregalados de Lucy.
— Eu não sei, Hector diz que eles desapareceram do hotel.
— Vocês já procuraram em todos os lugares?
— Em todos os possíveis.
— Não acha que eles estão na Fairy Tail, acha? – Murmurou Lucy nervosa e olhei o moreno com a expressão preocupada.
— Estou indo até lá.
Mirei à loira enquanto o Dragon Slayer negro saia apressadamente da casa:
— O que eles tem na cabeça? – Perguntei e em seguida ela riu comigo, sem deixar de ficar preocupada.
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Rogue:
Eles não podem ter feito isso. Eu me recuso a acreditar nisso.
— Droga James! – Resmunguei a mim mesmo, notando que uma garota de lindos cabelos caramelos corria na minha direção:
— Rogue! – Gritou ela.
— Nanami! – Eu a puxo para os meus braços, preocupado. – tudo bem? Não aconteceu nada com você quando estava vindo para cá?
— Não, foi tudo tranquilo. Mas o que aconteceu? Porque você está com essa expressão?
— Não é nada, Nana-chan. Preciso que vá ficar com Sting e com Lucy enquanto eu estou fora, tudo bem?
— Sim tudo bem. – Respondeu ela e beijo seus lábios rapidamente.
— Vá rápido.
Aumentei o passo até a Fairy Tail e quando cheguei ali, vi Gazille entrando com Levy:
— Era só o que me faltava. – Resmunguei a mim mesmo, parando e esperando que eles entrassem.
Entrei em seguida:
— Então estamos acertados? – Pergunta James, estendendo a mão até Makarov e este a aperta.
— Sim garoto. – Respondeu o mestre da Fairy Tail, deixando a mim e aos recém chegados surpresos.
— O que vocês pensam que estão fazendo? – Minha voz é alta e intolerante.
— Pai? – Ele murmura confuso e ao mesmo tempo temeroso.
— Estou esperando a sua explicação. – Falei cruzando os braços. Os magos da Fairy Tail ficaram surpresos com a minha atitude. – Vocês tem dez segundos para me explicar tudo.
— É que...
— Rogue-kun...
— Eu os trouxe para fazer uma trégua com o Makarov-san. – Falou James.
— Nós vamos conversar em casa. Agora vamos. – Fui o mais intolerante possível e eles abaixaram a cabeça:
— Conseguimos a trégua, Oji–san. – Falou Alois, com um sorriso maroto e parecido com o de Sting.
— Já era de se imaginar. – Disse, batendo na cabeça de cada um deles quando passaram por mim. – Vocês sabem que isso não acabou aqui, não sabem? Hector ainda vai ter que vir oficializar o acordo entre as guildas. – Fechei a porta atrás de mim, mas não sem ouvir um pequeno burburinho na guilda.
— Vocês vão mesmo embora? – Vi a Dragon Slayer do céu abrir a porta e nos interromper. Nós, no entanto, viramos para encará-la:
— Quer que fiquemos, senhorita Marvel? – Falou James com um ar diferente e sedutor. A garota corou com isso, desviando o olhar dele:
— James, sem fazer graça. – Advertiu Alois, Hermione por fim disse:
— Pobres das garotas que ele põe os olhos. – Comentou-a para que apenas nós pudéssemos ouvir.
— Tsc. – O moreno replica insatisfeito.
— Vão na frente, pirralhos. – Ordeno.
— Pirralhos? Ei! Eu vou fazer treze anos! – Alois fala, mas é puxado por Hermione e James de qualquer maneira, mesmo.
— Wendy, né? – Pergunto quase que formalmente, tentando puxar assunto com ela e explicar-lhe da melhor maneira possível.
— Hum.
— Esse acordo que eles fizeram só poderá ser oficializado quando o mestre da guilda e dois de seus magos de confiança estiverem presentes em ambos os lados. No momento, Hector está repousando com Minerva e Sting está com Lucy em sua casa. Eu sou o de maior patente no comando, por enquanto, e não deixarei que algo tão delicado seja aprovado com tal inexperiência e inquietação. – Ela me olha de maneira compreensiva.
— Então quer dizer que iremos lutar uns contra os outros novamente?
— Apenas peça a Makarov que controle Natsu Dragnell. Do Sting e dos God Slayers eu tomo conta.
— Sim.
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Hector:
— Quer chá? – Perguntou Yukino, mas repeli tal tentativa de me fazer dormir novamente.
— Vocês estão querendo mesmo me dopar?
— Se você se importasse um pouquinho mais com a sua saúde não teríamos de fazer isso. – Responde Minerva, mesmo que ainda deitada ao meu lado. Mesmo que estivéssemos enrolados novamente, entendi a sua densa fúria contida.
Uma melodia harmoniosa de um violino tomou todo o quarto. Era intensa alta e constante. A voz que acompanhava-a era qualificada e máscula, apesar de afinada refinadamente.
— O que está acontecendo? – Perguntei, reconhecendo as vozes que cantavam juntas.
— Parece que alguns de nós estão tentando extravasar. – Rufus fala, entrando calmamente no recinto.
♪♫ Promises me, you be mine. ♪♫
— Shiro está tocando? – Perguntou Yukino sem escutar direito aquelas vozes.
— Ele diz que isso alivia a alma de quem escuta. – Respondeu Minerva calmamente.
— Talvez ele devesse tocar para toda a cidade. – Conclui desajeitadamente, com terríveis dores na cabeça.
— Hector? – Minerva murmura confusa e deito minha cabeça no seu colo.
— Está explodindo novamente.
— Porque isso está acontecendo com você agora? – Perguntou o memory maker.
— Estou assim porque lutei contra Makarov meses atrás. – Gemi, sentindo a minha cabeça pulsar de tanta dor.
— Está piorando com o tempo?
— Logo terminarei de ficar louco por isso. – Respondi da melhor maneira que podia. Meus olhos ficaram pretos e turvos, sem que eu pudesse recobrar a luz e a consciência.
“— Ei! – Chamou a voz de John.
— John?
— Venha logo, Hector. – Falou Kevinyn irritadamente.
Caminhei até ele, confuso por tê-los na minha frente nesse momento:
— O que está acontecendo? – Pergunto.
— Estamos preocupados com você. – Respondeu John com um ar triste. – Nós sabemos que algo ruim está te acontecendo, irmão.
— Como vocês...
— Nós dois morremos e agora somos parte de você, de seus poderes.
— É por isso que meu corpo...
— Também, Hector. – Fala John convictamente triste. – Fomos gerados pelo mesmo ovulo e por isso, nossos poderes foram distribuídos entre os três de maneira desigual. Você ficou com toda a sobrecarga de magia que podia por ser o mais velho e o resto foi dividido entre mim e o Kev. Lembra-se das lendas dos Hunters?
— A lenda dos Hunters?
— É uma lenda antiga que dizia que não podem existir dois caçadores do mesmo tipo sendo da mesma espécie. Se são gêmeos, devem lutar e o mais forte fica com os poderes. – Explicou-me Kev, com as mãos sobre a nuca. – É o que aconteceu conosco, Hector. Eramos em três, mas os poderes estavam parcialmente divididos, porém, dois morreram e você ainda está vivo, querendo dizer que...
— Eu recebi todo os seus poderes então? – Deduzi, confuso.
— E nossas almas ficaram juntos.
— E isso não poderia ser mais bizarro. – Kev interveio, fazendo o pequeno John sorrir:
— Ele está assim porque não pode observá-lo sempre como eu, Nii-san.
A simples presença deles me dava uma paz imensa:
— Será que meu corpo resistirá por mais tempo? Sinto que tudo está desmoronando ao meu redor.
— Estamos preocupados com outra coisa na verdade. – Refletiu o pequeno John, puxando a camisa do grande Kevinyn ao seu lado. Eles se entreolharam e juntos miraram-me:
— Você é amaldiçoado. – Falou Kev sem rodeios e sinto minha confusão se elevar até outro nível.
— Como é?
— Achou mesmo que esses poderes eram completamente seus? Que haviam vindo com você por alguma obra do destino? – Eu havia repetido a mim mesmo aquelas perguntas seguidas vezes quando era mais novo, na confusão da minha crise pessoal e depois da morte de John.
— Eu nunca pensei nesse tipo de origem sanguínea. – Respondi, pensando em suas mortes trágicas. – Papai tinha?
— Sim e por nossa causa a mamãe morreu, lembra-se? – Confidenciou o irmão do meio, puxando John para frente de seu corpo. O pequeno tapava as orelhas para não escutar.
— Como irei esquecer? Ele fazia coisas terríveis comigo. – Confesso.
— Pelo que percebi afeta apenas os primogênitos. Ou seja, você.
— Por isso que você...
— Exatamente. É a maldição dos trigêmeos. O mais velho pelos mais novos. – Amaldiçoou em tom rancoroso Kevinyn, sem sucesso. Tudo que pude ver em seus olhos era uma sombra tênue e triste. – O sangue de dois lobos pelo sangue de um.
— Não diga isso Kev! – Repreendeu o pequeno com lágrimas nos olhos. Eu mesmo em minha mente já sou insuportável, com mais dois dentro dela, acho que nunca mais conseguirei refletir a sós.
— O que vai acontecer comigo?
— Para que seu corpo consiga sobreviver a esse choque de poderes você tem que fazer uma coisa terrível.
— Mais terrível do que tudo que já passei? – O menor sorriu:
— Não tão ruim assim, Nii-san. – Confirmou o outro com jeito. – Precisa apenas que um Dragão dê a você uma gota de seu sangue quando estiver dormindo.
— Qualquer Dragão?
— De preferência o Dragão que tenha os poderes mais próximos do seu. – Respondeu Kev.
— Obrigado.
— Cuide-se, seu idiota. – Falou Kevinyn com um sorriso distante.
— É. Diga a Mi-chan que eu a acha muito bonita e que eu quero que vocês fiquem juntos! – Exclamou John com um sorriso largo.
— Eu farei isso, irmãos. Com certeza farei.”
Abri os olhos e nos primeiros segundos minha visão ficou extremamente turva por causa da luz. Minha íris doía por tal intensidade:
— Hector... – Minerva murmura e noto como a sua expressão está preocupada e cansada.
— O que aconteceu?
— Você desmaiou de febre.
— Quanto tempo...
— Meia hora. Hermione e as crianças voltaram. – Suspirou – Tenho algumas notícias importantes para você.
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Sting:
— Hãn... – Coço a cabeça e ela dá um sorriso discreto, distraído na verdade.
— Vamos é tão ruim assim?
— É puro açúcar juvenil. – Respondo, jogando todas as folhas que ela escrevia ao ar. Aquilo a fez inflar as bochechas, mas rir ao mesmo tempo sem jeito.
— Suas criticas me afetam diretamente, Sting.
— Eu sei. – Reflito, puxando as cobertas para meu corpo novamente. As folhas que haviam caído sobre nos dois haviam ficado amassadas e quase rasgadas. – Está quentinho...
— O que você acha que as crianças fizeram?
— Não sei, mas chegar ao ponto do Rogue procurá-las... – Suspiro cansado e confuso. – só espero que não tenham arranjado mais confusão que o necessário.
— Deviam ser chamados de “Trouble Slayers”. – Investe ela, fazendo me rir de tal trocadilho.
Aos poucos fui percebendo que teria de conviver com tal magoa profunda que ela teria. Afinal, era minha culpa não tê-la avisado dos riscos e ainda por cima, não tê-la deixado entrar para falar com Hector.
Era minha culpa toda a dor e culpa que ela tinha e que poderia vir a ter.
— Sting? – Lucy me sacode e eu pisco, confuso.
— Lucy.
— No que você estava pensando? Por alguns minutinhos eu vi seus olhos ficarem tão profundos e então...
— Eu tenho que te pedir perdão, Lucy. – Murmurei – Eu sempre soube da sua condição de risco e mesmo assim, não te deixei entrar comigo na reunião. – Coloco meu braço sobre meus olhos, impedindo que as lágrimas caiam.
— Tenho muito mais culpa que você nisso. – Relutou ela, tentando sorrir.
— Perdoe-me. – Insisto.
— Não precisa me pedir perdão.
Levanto-me do seu lado e sentado, puxo-a para perto de mim. Sinto seu doce perfume ainda levemente mudado e aspiro o aroma estranho dos seus cabelos, beijando seu pescoço:
— Isso não vai compensar a dor que você sentiu, mas vai aliviá-la. – Segredei em seu ouvido esquerdo, rouco.
Inclinei-me para frente, mirando os hematomas quase expostos que ela tinha sobre o corpo. Um deles era no pescoço e tratei de umedecê-lo com meus lábios antes de curá-lo com a minha magia. Ela ficou arrepiada, claro, mas estranhou que eu pudesse curar-lhe:
— Como você fez isso?
— Nós somos parceiros... E eu desejo que você fique bem. – Expliquei, mirando seus olhos achocolatados e brilhantes. – É confuso, mas é desse jeito que funciona, basta você ser forte o bastante para isso. Não sou médico, mas já te ajudo desse a dodói.
— Você é muito cordial quando quer. – Respondeu-me ela, sinceramente feliz.
Meus lábios encontraram os dela depois de alguns poucos segundos. Sedosos como plumas, acariciavam os meus e ao mesmo tempo, desejavam ardentemente, como uma leoa por sua caça, a intensidade rotineira que eu presidia.
Isso não demorou a começar. Eu mesmo desejava tal coisa.
Deitei-lhe sobre a cama e beijei-a com a mesma intensidade que nos beijamos no dia da nossa primeira vez juntos. Tyler me mataria se soubesse que estou com uma imensa vontade de tê-la nesse instante, mas eu me odeio mais sabendo disso. Pois parece que ignoro seus sentimentos e deixo que apenas a minha fria vontade carnal passe por cima das minhas vontades sentimentais.
Toc Toc.
A pressão que meus lábios exercem cede um pouco quando me afasto para ver se escutava a porta. Ela respira descompassadamente, ofegante e cansada:
— Bateram na porta? – Insisto, vendo os segundos de silêncio.
— Acho que sim. – Respondeu ela, mordendo os lábios em seguida.
Deixo ela ali deitada e levanto, sem me importar de estar sem camisa. Dei de cara com Makarov, Gildarts e Mirajane:
— Só um segundo. – Falo, fechando a porta em seguida e procurando a minha camisa em algum canto da casa. Lucy sorria discretamente com isso. – Sabe onde está a minha camisa?
— No meu corpo. – Responde ela e suspiro.
— Podia ter me avisado antes, sabia?
— Eu sei. – Franzi os lábios numa tentativa de ficar irritado com ela, mas foi inútil. Como ficarei irritado com a mulher que amo desesperadamente?
Andei até a porta e abro-a novamente, vendo a expressão confusa de Mirajane ao me ver novamente sem camisa:
— Desculpem, acabei percebendo que minha camisa estava emprestada. O que desejam? – Fui mais educado do que o normal, pois os sentimentos da Lucy por eles ainda eram fortes.
Eles foram à família dela por vários anos. Não são laços insignificantes.
— Viemos ver a Lucy. – Informou o velho.
Olho para ela de relance e a vejo sentada os esperando. Os papeis ainda estavam espalhados por perto da cama até que eu os arrumei com magia segundos depois de perceber isso.
Saio da frente da porta para que eles pudessem entrar. Caminho na reta paralela deles, contornando a mesa, e vou até a cozinha.
Lá tomo um grande copo de água para esfriar a cabeça.
— Quem cuidou de você, Lucy? – Foi o que Guildarts perguntou, sem me notar a observá-lo da porta.
— Eu não sei bem dos detalhes... Sting, pode explicar a eles?
— Sim, se você pede. – Vou novamente em direção a cama e fico em pé ao lado dela. – Rufus, Yukino e Alois cuidaram da Lucy, no primeiro momento. Mas por causa da gravidade da situação que nos encontrávamos, decidi que quando estivéssemos seguros iria chamar alguém que entendesse do assunto e que fosse confiável. Mais precisamente, um espírito da própria Lucy.
— Lucy tem algum espirito de cura? – Mirajane pareceu confusa.
— Agora tem. – Respondi ameno, sem notar como Makarov mirava intensamente à loira.
— Lucy... – Falou o grisalho, com lágrimas nos olhos. – Porque que feriram-te na barriga? – Com essa pergunta até mesmo eu pude sentir meus olhos encherem-se de lágrimas salgadas e frias. Lucy resistiu, mas mesmo sem palavras para descrever tal coisa as gotas salgadas escorreram.
Eu segurei forte a sua mão, respirando fundo:
— Você estava grávida Lucy? – Perguntou dessa vez Guildarts, pensativo e ao mesmo tempo confuso.
— Estava. Ia completar três meses hoje. – Informou ela, para quase começar a soluçar novamente.
Aproximei-me, beijando sua testa e secando suas lágrimas como podia. Entendi o porquê daquela visita, era uma confirmação. Lissana não era a única que chorava por ter perdido o seu bebê.
Levantei para esquentar o chá que a acalmava.
Um silêncio duro se propagou pela sala, sem se tornar ameno ante as fungadas da loira.
Arrumei a bandeja como rotineiramente, mas adicionei três outras xícaras ao conjunto. Levei a bandeja com as cinco xícaras alinhas, o bule com o leite no centro, sem esquecer dos cubinhos de açúcar até a mesa, atraindo a atenção da Lucy para mim:
— Aqui, – Digo, dando a xícara fumegante a loira com dois cubos flutuando. – Vai te acalmar.
— Eu sei. – Murmurou ela, limpando da bochecha o rastro de lágrimas salgadas. O cheiro de camomila e erva doce invadiu toda a sala, logo depois, Mirajane já mirava as xícaras viradas e vazias.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!A maga estelar assoprou cuidadosamente a xícara em suas mãos, tomando goles curtos para não se queimar. Por fim, servi a mim e aos outros convidados, como faria em minha própria casa apesar de tudo o que já passamos:
— Veio confirmar se Lisanna não era a única a sofrer, Makarov? – Perguntei, depois de entregar a xícara dele e sentar-me ao lado da minha amada. A expressão surpresa que ele fez foi a minha melhor resposta:
— Você tem uma boa intuição, Eucliffe. – Falou ele, bebericando da xícara e mirando-me com seus olhos pequenos e esbugalhados.
— Intuição? Acho que apenas percebi as suas intenções, senhor. – Anui, descontraído ao receber um pequeno carinho da loira.
Novamente batem na porta:
— Quem pode ser agora? – Lucy pergunta confusa.
— Acho que ele voltou. – Respondi, percebendo os olhares curiosos em cima de mim.
— Ele quem? – Novamente, a maga demoníaca pergunta, bisbilhoteira.
— Um amigo de velha data. – Contrapus, com um sorrisinho maroto.
Levantei-me, deixando a xícara na mesa perto de onde Makarov estava sentado e caminhei calmamente até a porta, onde batiam incessantemente.
— Sting tenho uma... – A voz de Toshiro vai morrendo quando ele vê os magos da Fairy Tail no recinto. Seus olhos de esbugalhados ficam rasteiros e esguios, a procura de algo ameaçador.
Lucy riu de tal comportamento:
— O que foi, Shiro-chan? Tudo bem? – A voz descontraída dela juntamente com a minha expressão divertida fizeram o rapaz acreditar que tudo estava bem.
Ele entrou pela casa, caminhou até Lucy e abraçou-lhe forte:
— Nós ficamos preocupados, ouviu? – Ele falou seriamente, para depois ficar todo manhoso. – Mana estava se recuperando depois de lutar e apanhar do Kuro e...
— O que aconteceu?
— Bem... Quase o de sempre, Nee-san.
— Todos estão bem? – É a vez de Guildarts se dirigir ao rei branco, o que lhe provocou surpresa e estranheza:
— Hum... – Respondeu sutilmente.
Percebi que havia algo a mais além disso, mas nada comentei:
— Rogue achou as crianças?
— Ah! É sobre isso que vim falar! – Ele lembrou-se e mirei Lucy com a minha melhor expressão séria. Ela retribuiu com tal expressão desconfiada:
— O que eles fizeram? – Perguntamos juntos e isso fez o albino rir:
— Eu sabia que fariam isso!
— Isso já nos diz que eles aprontaram. – Intervém Lucy, com um sorriso cordial a mim.
— Não exatamente, Lucy. – Por fim percebo que Rogue vem com Alois e James ao seu lado. – Parece que dessa vez eles fizeram algo muito importante. – A loira sorri quando percebe que o God Slayer está no recinto.
— Alois...
— Mamãe. – Sussurra ele, ainda preocupado.
— Você voltou tarde. – Pondero, observando um James sorridente e animado. O loiro ao seu lado caminha avidamente até a loira na cama.
— Fiquei preocupado. – Diz ele, segurando as mãos da maga estelar. – Ryuu-chan e Lec-kun também. Mas o mestre nós proibiu de sair dos quartos quando chegamos ao hotel.
— Ele fez isso para me deixar descansar, querido.
— Eu sei. – Vejo que seus olhos estão cheios de lágrimas. – Sinto muito... Se eu fosse mais forte poderia ter cuidado de vocês dois, mas eu... – Alois começou a soluçar e depois disso, Lucy puxou-o para um abraço apertado:
— Não coloque toda a culpa em seus ombros, meu amor. – Disse ela, olhando-me, dando um leve e falso sorriso.
Observei as expressões dos magos visitantes. Eles pareciam surpresos e entristecidos.
— Tenho algo para lhe contar. – Falou Rogue no meu ouvido e assenti, descendo as escadas até o andar de baixo.
— O que aconteceu?
— Alois, James e Hermione conseguiram uma trégua entre as guildas.
— Você está brincando. – Resmungo incrédulo.
— Antes fosse. Saíram logo pela manhã e trataram de conseguir a paz que a saúde de Lucy e de Hector precisam.
— Ele ainda não se recuperou?
— Quando o vi, percebi que o estado está se agravando.
— Aquele burro. – Falei, franzindo o cenho.
— Como Hector está de cama e Minerva está cuidando dele, você é o próximo na sucessão do comando da guilda. Então você deve oficializar as coisas, daqui para frente.
— Tsc. Hector faz de propósito, esse vagabundo. – A brincadeira fez o moreno sorrir. Era bom tentar esquecer os problemas de vez em quando. Ainda mais agora.
Subi as escadas em silencio e percebi que Alois havia conseguido fazer Lucy rir de verdade. Parei na porta a observá-los rindo sobre coisas banais e ainda mais quando Shiro imitava Mana babando. Makarov sorria e Mirajane ria junto:
— Makarov, tem um segundo? – Perguntei, apontando para fora do quarto.
— Eu estava esperando. – Ele objetou, levantando-se com Guildarts. Mirajane continuou a conversar com Shiro e Lucy. Alois veio com as duas fadas.
Fora do quarto Rogue esperava-me com James ao seu lado, mas percebi que algo nele o deixava inquieto:
— Rogue, o que foi? – Perguntei, vendo que ele começou a fungar.
— Estou sentindo um cheiro estranho... Parece conhecido, mas...
— Cheiro? – Guildarts está alarmado, como eu.
Respirei fundo, buscando o tal cheiro que ele dizia sentir e reconheci-o, ao invés dele. Não acreditei:
— Esse cheiro... É da Levy. – Murmuro, vendo a expressão inquieta do Dragão Negro se transformar em algo parecido com um instinto protetor.
— E não é só isso. – Alois fala, mais branco que o normal. – Tem sangue também... – Seus olhos estão num tom escuro de verde e percebo que ele sabe o que pode ter acontecido. – Precisamos achá-la. – Pediu.
— Vocês tem certeza de que é Levy?
— Absoluta. – Respondemos eu e Alois ao mesmo tempo. Ele viu algo, eu sei.
— Não temos tempo para isso. Ela pode estar sendo atacada! – James fala exaltado, já do lado de fora.
— Não vamos nós separar! – Ordenei a James e Alois. – Fiquem perto da gente, entenderam?
— Hum!
Quando dei por mim estava tão irritado por algo que estava há vários metros dos outros, numa velocidade grande o bastante para surpreender qualquer um.
E quando cheguei, fui o primeiro a ficar chocado.
Eu fui à azulada, cujo bebê parecia necessitava muitos cuidados. Ela mal respirava, sagrando muito.
— Alois! – Grito, em meio a um desespero incontrolável. Eu podia ver a Lucy no lugar dela e isso me apavorou tanto que comecei a tremer compulsivamente.
— Sting!
— Levy! – Gritou Makarov.
— Que droga! Se mexa Sting! Se mexa! – Ordenei a mim mesmo, em meio aos passos desesperados deles.
Destravei o meu pânico e olhei o corpo dela.
Uma mancha negra na barriga onde o bebê estava e marcas de cordas nos braços. Escoriações leves além do corte perto do estômago.
Alois foi o primeiro a chegar com James em seu encalço. Ele, automaticamente, levantou as mangas até os cotovelos e tratou de trabalhar o mais rápido possível que podia.
James ficou encarregado de descobrir o porquê daquela mancha depois de uma troca de olhas conclusivo com Alois. Eu ainda estava ali, mas apenas escutava sua respiração baixa e seu coração fraco:
— Alois, isso é magia negra.
— Eu sei disso, imbecil. Consigo sentir.
— Não é uma magia como a minha, idiota. – Revelou ele. – É aquela magia. – Vi o Deus Branco olhar seriamente para o moreno que apenas assentiu com a cabeça.
— Você consegue fazer algo, pelo menos?
— Mais do que antes.
Sem entender, continuei a mirá-los como os outros.
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James:
Se eu estiver certo... Esse bebê não conseguiu sobreviver.
— Vamos James! Pare de enrolar! – Alois grita, com as mãos cheias de sangue misturado com a sua magia. Vejo que ele está se esforçando ao máximo.
— Tudo bem. – Respondo fechando os olhos e meditando as palavras que a muito não dizia. – Eu, herdeiro do submundo, ordeno que vocês, tribulações negras, venham até mim. – Recito e sinto a magia que estava na barriga dela subir até a minha mão com extrema força.
É insuportável.
Minha cabeça dói, meus olhos ficam mais turvos a cada segundo e minhas mãos queimam por causa disso.
— James! – Grita Alois, mas mexo a cabeça afirmando algo que não estou.
— Só mais um pouco, ainda não é o suficiente. – Falei em voz baixa.
— Não faça!
— Venha a mim, origem negra.
— Não! – Gritou ele, mas já era tarde demais. Estava feito.
Minhas mãos pararam de queimar e ao invés disso uma ardência branda tomou conta delas e dos meus braços. Escritas antigas que nem eu podia entender, ou decifrar. Muito além da minha compreensão e força.
“Eu vou pegar a menor, você pega a maga das flores.”
Alois me sacudia quando abri os olhos novamente:
— O que...?
— Você ficou em transe! Sabe como isso foi perigoso! Podia ter morrido!
— Mas não morri e ainda... Ainda vi algo. Vi a memória da pessoa que machucou ela. Minha mãe está correndo perigo.
— Nanami? – Meu pai olha-me confuso.
— Vá procurá-la, por favor... Ela é o próximo alvo. – Sussurrei, cansado. Pelo menos havia retirado toda a magia da garota.
— E o bebê? – Perguntou o senhor grisalho e olhei o loiro ao meu lado. A expressão de tristeza se consumiu de toda e qualquer outra emoção que ele viria a ter.
— Nenhum de nós conseguiu salvá-lo. – Respondeu ele e o choque passou pelas suas faces. O moreno mais alto começou a derramar algumas lágrimas tímidas, mas foi o Dragão Branco que mais nós assustou.
Ele olhava para o vazio, sem piscar ou se mexer.
Meu pai já estava longe quando ouvimos seu grito.
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Rogue:
— Não! – Murmurei a mim mesmo, ao vê-la deitada num campo de flores, manchando rosas brancas com seu sangue.
Ajoelhei-me ante seu corpo e percebi que ela devia ter os mesmos cortes que Lucy. Na mesma proporção e desespero.
Fiz o que pude, mesmo não sendo médico e escutei Alois correr ao meu encontro.
As lágrimas correram pela face dele e pela de James.
— E-eu... V-vou f-f-fazer o-o m-m-melhor q-q-que p-posso... – Gaguejou ele, limpando as lágrimas com as costas da mão.
James soluçava também.
Só senti Sting me puxar para longe quando comecei a soluçar. Ele me puxou e me virou de costas, negando com a cabeça.
— Não é hora disso. – Falou, colocando as mãos nos meus ombros. Gemi dolorosamente, ela estava inconsciente e morrendo, talvez. – Ficar desse jeito só piora as coisas.
— Ela está grávida, Sting. – Relutei e isso o fez estremecer:
— Diga isso aos garotos.
— James... Sua mãe está... Por Skiadrum. Nanami está grávida. – Gemi e os olhos vermelhos do God Slayer brilharam de medo. Nunca o vi daquela maneira:
— Alois, por favor, pegue o meu sangue e salve meu irmão. – Implorou o moreno. O deus branco sussurra algo que não consigo decifrar. – Vamos! Eu estou pedindo!
— Não tem mais jeito! – Angustiou-se ele.
— Você consegue!
— Não, não tem mais jeito! Escute-me.
— James... – Murmurei, caminhando até ele e tirando-o dali.
— Mas...!
— Deixe. – Meu próprio coração estava quebrado.
— Isso não pode ficar assim! Por favor, Alois use o meu sangue! Você sabe fazer isso! Já fez uma vez!
— Não! Eu não posso usar aquela magia! – Gritou o loiro em pranto. Ele tremia tanto que Sting teve de tirá-lo de perto de Nanami. – Não posso James... Não... Posso... – Gemeu ele.
Sting era o único que ainda estava sã.
— Diga-me o que tenho que fazer, Alois. – Disse seriamente.
O rapaz não respondeu:
— Diga! – Ordenou o dragão aos berros, desesperado.
— Não deixe que os cortes continuem a liberar tanto sangue. Ela vai ter uma hemorragia. – A voz cética dele me deu arrepios, mas nunca vi seus olhos tão desfigurados e desolados como naquele momento.
Sting fez tudo o que deveria e salvou, mesmo que momentaneamente, a vida da minha mulher.
E pensar que tudo parecia caminhar para um rumo tranquilo.
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Laxus:
Está fora de controle.
— Guildarts! – Chamei, mas ele apenas mirou a azulada em seus braços. Com ele vinha o meu avô. – Jiji!
— Onde está Gazille? – Perguntou o vovô com a expressão assustada. Seus olhos estavam vazios.
— Eu vou buscá-lo. – Digo, sem alarmar quem estava dentro da guilda.
Entrei e puxei Gazille até o lado de fora. Ele andava em círculos por causa da baixinha:
— Ei! O que você pensa que está... – Começou ele, mas seus lábios se fecharam completamente quando ele viu Levy nos braços do outro mestre com a expressão doída. – O que aconteceu? – Gemeu ele, pegando Levy dos braços dele.
— Não sabemos, mas ela foi atacada. – Ele engoliu as lágrimas e respirou fundo.
— Acha que foram os tigres?
— Dessa vez não. Vimos que a namorada do Dragão Negro também foi atacada. Eles não mentiriam tão bem assim. – Respondeu Guildarts.
— O que devo fazer quando ela acordar? – Ele sabia.
Levy demoraria muito tempo para se recuperar. Pelo que Mira havia me falado, ela já havia decorado o quarto do bebê.
— Seja forte. – Uma voz interveio e percebo que era do mestre da Sabertooth. – Muito mais forte que o normal.
— O que faz aqui? – Pergunto, feroz.
— Eu vim resolver de uma vez por todas essa situação. – Ele parecia melhor que antes, mas não estava na sua melhor forma.
— Como você sabe que isso vai ajudar?
— Acha que é o único que já passou por problemas como esse? – Ele deu um sorriso triste e pensei se não falava da namorada dele, Minerva. – Bem, vamos acabar logo com isso, tenho duas garotas chorando na minha guilda e isso me entristece.
— Não é o único. – Falou o velho entrando com ele ao seu lado.
Minha pele se arrepiou ao ver Hector Snow entrar novamente na Fairy Tail.
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Tonight, I’m F**kin’ you.
Stan:
— Quem diria... Conseguimos executar metade do plano se nos matar...
— O mundo dá voltas estranhas. – Respondi, desviando meus olhos da janela.
Ele ficou em silêncio por alguns instantes:
— Eu queria que alguém me matasse. – Revelou ele, deitado na cama. – Pedi a Natsu Dragnell que tirasse a minha vida quando ele ainda não sabia quem eu era. – Riu – Me sinto tão idiota lembrando disso.
— Foi antes ou depois de termos nos conhecido?
— Antes. Depois daquele dia nunca mais suprimi meus poderes e não me interesso com mais nada além do meu plano para destruir Acnologia e os dragões.
— Sinto um amargor na sua voz. – Provoquei, com um sorriso torto.
— Você vai procurar a sua mãe, Radios?
— Eu não sei e não me chame assim novamente, idiota. Só porque treinei com você não quer dizer que tem tal intimidade comigo.
— Não tenho?
— Não, não tem.
— Micaela também não deveria ter, certo? – Rangi os dentes a isso.
A onda de lembranças dessa garota inundaram todo o meu ser.
— Ainda é melhor que ser rejeitado.
— Oh, peguei no ponto fraco?
— Sua viadagem me espanta. – Retruquei.
— Você fala isso agora, não é?
— Você é apenas a minha distração, Zef. A única pessoa que realmente amei foi Micaela. E mesmo tendo a enterrado jamais deixarei de amá-la.
Seus olhos ficaram fixos nos meus por alguns instantes:
— Dragões possuem os corações duros como pedras.
— É inevitável. Por baixo dessas escamas, sempre haverá um coração ferido e frágil, mas que se fundiu em pedras para não sofrer. – Revelei, olhando a janela com um sentimento triste e amargurado chamado desprezo.
Sorri a minha própria amargura:
— Se eu sair vivo disso, irei procurar a minha mãe. Falarei para ela que me perdi do meu irmão e que nunca mais o vi. – Falei ao moreno que estava de olhos fechados.
— Eu não deixarei que morra, Radios. Prometo-lhe isso.
Ele já havia sofrido bastante.
Um desventurado no tempo e torturado pelo amor.
Casto e profano.
Imaculado e poluído.
O bem e o mal lutando por apenas um corpo.
— Porque você foi amaldiçoado?
— Eu tentei matar a minha irmã. – Respondeu ele.
— E?
— Não a matei, mas acabei ferindo gravemente um dos meus melhores amigos, deixando a beira da morte. A última vez que me lembro de vê-la, lágrimas caíram.
— Posso saber o nome dela?
— Rainha Layla Heartfilia. – Olhei-o e percebi que não deveria ter perguntado.
Dessa vez, ele chorou fielmente como uma criança assustada, lembrando-se da travessura que havia feito.
Tive pena.
Notas finais
Ainda vou continuar com a paradinha dos dez reviews okay?
Estou esperando os seus comentarios.
Kisses.
Amy-chan ,3
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