Shatter Me
1 Estilhaço de Fraternidade
Notas iniciais
Briguem comigo.
Mas eu não resisti a seus pedidos.
Espero que gostem.
Vou me esforçar.
~Estilhaço de Fraternidade~
Sting:
—Rogue, se acalme, por favor. – Digo, arqueando as sobrancelhas. O moreno apenas fica sentado, tentando não se enforcar com a gravata.
—Eu... Eu não consigo ficar calmo. – Ele murmura e escuto alguém bater na porta.
—Quem é?
—Somos nós. – Alois e James disseram juntos e tive que abrir a porta. Eles dois estavam vestidos com ternos negros, Alois de gravata e James sem.
—Estão atrasados. – Minha voz é suave apesar da minha expressão.
—Desculpe, tivemos que ir buscar uma coisa, mas não é nada importante. – James desculpou-se e percebi que tinha feito um favor a Nanami. Ambos os noivos estão pirando.
—E ai Tio Rogue, esta muito nervoso?
—É obvio que sim, Alois. – Responde o dragon slayer negro, tirando a gravata. – Argh! Como se coloca essa coisa?! – Ele joga a gravata longe e novamente batem na porta:
—Quem é? – Pergunto novamente, estou sentado de frente para porta, usando meu lindo e elegante terno risca de giz negro.
—Sou eu. – A voz da minha namorada faz com que eu abra um sorriso. Levantei e abri pessoalmente a porta, mirando o qual bonita ela estava. Usava um vestido azul bebe cheio de pregas que delineava seu corpo delicadamente. Era bem longo e Lucy tinha de usar um salto alto prateado que nos deixava com a mesma altura.
—Oi. – Digo, beijando os seus lábios pela primeira vez naquele dia.
—Como foi a noite? – Ela pergunta, entrando e fechando a porta consigo.
—Foi tudo bem, tirando o fato do Rogue ter pirado às duas da manhã tudo bem. – Ela ri do comentário, mirando o meu “irmão” e parceiro Dragon Slayer:
—Ah Rogue... – Suspira e o abraça, rindo da maneira desesperada que ele a olha. – Você esta ótimo não se preocupe. Vim terminar de ajeita-lo para a minha amiga. – Ela sorriu, vendo que ele estava suando e tremendo.
—Ela... Nanami esta nervosa?
—Não vou contar isso Don Juan. – Lucy bagunça o cabelo do moreno, que observa James nervosamente.
—Por favor, Lucy quero saber se só eu estou nervoso. – Ele diz, tentando não gaguejar. Rio da sua expressão. Ele pode enfrentar o cara que abusou dele á sangue frio, mas esta morrendo de medo de seu casamento? Rogue perdeu o senso de logica mesmo.
—Não posso contar e sente-se. – Lucy o empurra na cama, procurando a gravata perfeita para ele usar. – Nada de gravatas comuns, tem que ser uma dessas. – Ela mostra uma gravata borboleta preta e Rogue arregala os olhos, ele tem pavor de ficar enforcado com uma gravata:
—Sting, por favor, me ajude.
—É o seu casamento. Não quer estar apresentável? Vamos Rogue, não temos muito tempo. – Ele cede, suspirando. Alois e James parecem checar se esta tudo em ordem tanto com as roupas quando com o que devem fazer.
—Sting... Sua vez. – Lucy diz depois de deixar Rogue bem mais sociável e bonito. Mas eu estou praticamente perfeito, ela não precisa fazer nada por mim. E a loira percebe isso depois de vinte segundos me analisando. – Tudo bem, só tem uma coisa me deixando irritada nas suas roupas.
—O que é? – Pergunto, ficando surpreso de ter esquecido um detalhe. Alois tinha me infernizado por causa de qualquer coisinha que eu esquecesse então... Eu acho que não me esqueci de nada.
—Isso. – Ela beija delicadamente minha bochecha e sou pego de surpresa, corando.
—Mãe! Eu estou bonito? – Alois diz rindo, Lucy apenas o abraçou amarrotando-o bastante:
—Você esta lindo. Também esta bem bonito James. E vão meninos, Hermione esta esperando vocês. – Eles sorriem ao escutar o nome da amiga e saem apressadamente.
—Nos vemos na catedral mãe! – Alois diz por fim, fechando a porta e nos deixando a sós.
—Tchau garotos, cuidado onde pisam e não sujem as roupas... – Recomendou a Lucy, percebendo que eles não haviam escutado.
—Eles já foram. – Rogue diz, sem emoção na sua voz.
—Rogue, precisamos conversar. – Lucy diz e sentamos um de cada lado ao redor dele. Ele mirou-nos cada um num instante, parecendo curioso pelo que estava por vir. – É o seu dia especial. Você vai casar com a garota que você ama.
—Eu sei, estou feliz por isso.
—Mas você sabe, casando vem responsabilidades... Gravidez sem planejamento e etc. – Digo, não para desanima-lo, mas para deixa-lo mais consciente do que ele pode estar se metendo.
—Eu sei disso também. Estou ansioso pelos meus herdeiros. – A voz de Rogue é serena, fazendo a maga dos espíritos sorrir:
—E queremos ter certeza que você vai querer suportar a família da Nanami antes de tudo. Sabe que sou sogro e seu cunhado são problemas...
—Mas vale a pena. Vale a pena para ficar com ela, eu faria isso e muito mais. Aturaria vinte Rufus se precisasse-se.
—Ele esta decidido mesmo, pelo menos já sabemos que não precisaremos amarra-lo no altar. – A futura senhora Eucliffe ri, fazendo eu e o moreno rirmos também.
—Lembra de seus votos? – Pergunto, pois é certo que partimos em cinco minutos.
—Obvio que sim. Esta com as alianças? – Verifico e sinto a pequena caixa avermelhada no bolso interno do terno.
—Sim, estão sãs e salvas comigo.
—Então vamos?
—Acho que esta na hora. A noiva é quem deve se atrasar, não é? – O comentário faz com que todos caíssemos na gargalhada.
—Vamos, dupla do barulho. – Lucy apoiou-se em mim e em Rogue, sorrindo calorosamente.
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Hector:
—Ela esta atrasada. – Rufus mingua na frente da igreja, notando o quanto Rogue esta nervoso no altar da mesma. Sting e Lucy estão esperando com ele, tentando acalma-lo e os garotos sentaram-se por dor na perna.
—Noivas sempre ficam atrasadas Rufus. – Yukino responde, sorrindo amimadamente pelo casamento. Muitos olhavam curiosos a nossa presença ali, todos arrumados elegantemente e vi até alguns magos da Fairy Tail nos olhando.
—Mas vinte minutos?
—Cale a boca Rufus, seu nervosismo esta deixando o rapaz louco. E eu não quero ter que correr atrás dele por sua causa. – Disse o senhor Lohr, o tio que criou Nanami e Rufus.
—Ele tem razão Rufus, você esta muito nervoso. – A maga das aguas puxa-o para um abraça, sendo beijada pelo mesmo por causa do nervosismo.
—Desculpe, mas é que... Não consigo acreditar que a Nana-chan vai casar. – Ele comenta, observando como Rogue estava nervoso. E em como Sting ria dele também:
—Rogue é quem esta mais nervoso. Imagine o que se passa na cabeça daquele pobre coitado. – Digo e vejo Minerva assentir pensativamente. Ela estava bonita, usava um vestido roxo bem escuro e levemente decotado. Estava elegante, fina e sensual ao mesmo tempo.
—Não devíamos dizer isso, ele só fica mais nervoso ao ler os nossos lábios. – Ela comenta, virando de costas. Pude ver o carro parar na frente da catedral. Alois e James começaram a fechar as portas, com Hermione os esperando ao meu lado. Lily é a primeira a descer e se acomodar no colo de Yukino.
—Desculpe. – Nanami diz, estava realmente muito bonita. As mexas carameladas estavam soltas e arrumadas com rosas brancas. Ela usava um vestido ao estilo princesa, com uma longa cauda e um véu de renda fina e delicada. Os olhos castanhos estavam meio dourados e a maquiagem estava bem leve, destacando ainda mais o qual bela era a caçula dos Lohr.
—Cuidado... – Rufus teve o cuidado de desce-la sem faze-la cair, pois o vestido era muito grande e longo. – Você esta deslumbrante Nanami, nunca te vi tão linda. – Ela abraça o irmão, estava tremendo de nervosismo.
—Desculpe, eu estou tremendo... – Rufus beija a sua testa, fazendo a mesma parecer mais calma.
—É o seu dia, minha princesa. – Começa ele, dando o braço a irmã:
—Tio! – Nanami percebe o senhor e o abraça forte. – Ah tio, que bom que veio... – Ela esta quase chorando, nunca vi uma reunião de família tão emocionante.
—Irei entrar com você, tudo bem?
—Não, eu agradeço. – O velho sorriu pela primeira vez naquele dia, era como seu percebesse o quanto a sua garotinha tinha crescido.
—Todos prontos? – Pergunto, não vou entrar junto, mas estarei do lado de fora observando. – Hermione, James, Alois, Lily... Boa entrada. – Digo, vendo a expressão deles e isso me deixa feliz. Todos parecem calmos e contentes. Alois dá a mão a Lily e entra antes de Yukino com Rufus. James de braços dados com Hermione se preparam para entrar e Minerva ajeita o véu da noiva, que parece estar em transe olhando os convidados, ninguém pode vê-la por causa da minha magia de ultima hora.
A sinfonia de entrada é tocada com um violino, docemente elaborada e ouvida por todos. Nanami dá seu primeiro passo na igreja e já vejo o quanto Rogue a ama. Ele esta chocado, por vê-la daquela maneira e por estar, definitivamente, se comprometendo pelo resto da vida.
—James... – Ele abraça James quando o god Slayer e a minha filha chegam ao altar. O abraço deles é nervoso, como eu esperava que pudesse ser. Minerva segura sua minha mão, parece animada pela ocasião. – Hermione... – Ele beija a bochecha da delicada god Slayer de ferro e o casal de noivinhos prepara-se para dar passagem à noiva.
Eles trocam um olhar calmo e Rogue começa a sorrir, tanto que eu imaginei que ele poderia ter trocado com Sting.
—Eu te entrego o meu maior tesouro rapaz, cuide bem dele. – Diz o senhor Lohr, dando as mãos de Nanami ao futuro marido.
—Ela é o meu tesouro também. – Responde apertando a mão do senhor antes de mirar definitivamente a sua dama. O olhar deles é no mínimo apaixonado e enlaço mais a minha mão na de Minerva, entrando na igreja. Rogue beija as mãos de Nanami quando a cerimonia esta prestes a começar e vejo que a mesma esta a ponto de se chorar, mas Rogue parece perceber isso e enlaça suas mãos, confortando-a sem que ninguém escute.
—Amigos, magos, crianças... Estamos todos reunidos hoje para sermos testemunhas do amor desses jovens. Testemunhas de que, quando se ama, nada nos impede de ficar junto da pessoa que tem o mesmo sentimento pela gente. Nanami Lohr e Rogue Cheney... Tenho certeza que vocês se conhecem melhor do que ninguém, pois firmam esse comprometimento na frente de seus entes queridos e amigos. Firmam essa bela união e consagram a família que vocês já tem ou pretendem ter. Meus queridos, o amor certamente não será causa de juízo ou condenação, mas muito pelo contrario, unirá a ambos quando a situação estiver difícil e precisarem unicamente um do outro. – O bispo Nicolau disse, fazendo uma lagrima tímida cair do rosto da noiva, que estava muito emocionada. Ele realmente sabia o que falar. – Pergunto se é de livre e espontânea vontade que desejam receber o sacramento do matrimonio.
—Sim. – Responde juntos.
—Prometem seguir juntos a sua jornada e guiar os seus filhos conforme for correto?
—Sim.
—Reconhecem que terão dificuldades e pretende enfrenta-las juntos?
—Sim.
—Então comecemos com os votos nupciais. – Dom Nicolau diz, com um sorriso calmo.
—Nanami... – Começa Rogue com certa vergonha. — Eu prometo; Amar-te para sempre. Independentemente da situação, do tempo e do lugar, na pobreza, na doença ou na adversidade. Ser paciente e amoroso com você e nossos filhos, orientar a nossa família de forma participativa, nas áreas espirituais e educativas, no suprimento das necessidades financeiras e sentimentais. – Era sincero, puro. Ele estava abrindo o seu coração naquele momento, selando eternamente o amor que tinha.
—Rogue... – É a vez de Nanami, embora ela esteja tremendo — Eu prometo amar-te para sempre. Admirar-te, ensinar nossos filhos a te amarem e te admirarem. Cuidar bem do nosso lar; Ser uma mãe amorosa para nossos filhos, ajudar no que for preciso. Aceitar-te como é, ajudar-te a superar seus defeitos... Ser fiel para sempre, ser calma e paciente com você e com nossa família. Ser sua melhor amiga... Estar com você em qualquer situação da vida. – Termina e vejo tanto seus olhos como os do moreno se encherem de lagrimas. Eram palavras brandas, calmas e suaves.
—Nanami Lohr, aceita Rogue Cheney como seu esposo para o resto de sua vida?
—Aceito. – Responde, quase calmamente.
—E você, Rogue Cheney, aceita Nanami Lohr como seu esposa para o resto de sua vida?
—Quantas vezes for necessário dizer isso... Sim. – Ele diz, sorrindo para a lagrima que caiu pelo rosto de Nanami.
—Deus abençoe os seus corações puros, meus jovens, pois tens um futuro bom pela frente. – Uma pausa – As alianças, por favor. – Pede e Sting esta de prontidão para dá-las.
—Obrigado Sting. – Diz Rogue.
—As alianças... – Diz o bispo enquanto as asperge com agua benta – São o ultimo e mais significativo sinal do amor de vocês. É o compromisso único e sincero. É a representação do amor que sentem um pelo outro. – Ele devolve as alianças à caixa e Rogue pega a sua primeiro, pronto para recitar os votos novamente:
— Nanami, recebe esta aliança. Em sinal do meu amor e da minha fidelidade.– Rogue termina, colocando a aliança e beijando o anel no dedo dela.
—A noiva pode fazer seus votos. – O bispo diz, quase sussurrando.
—Rogue, recebe esta aliança. Em sinal de todo o meu amor e da minha fidelidade a ti. – A loira termina, ajeitando a aliança no dedo do outro. Demora com os lábios na aliança do marido, para depois se erguer novamente e mira-lo.
—Se alguém tem algo contra esse casamento, fale agora ou cale-se para sempre. – O silencio predominou no ar, tenso. Rufus nunca faria algo para estragar a felicidade da irmã. Ele a amava demais, não impediria o seu casamento. – Eu vos declaro marido e mulher.... – O bispo tenta conter o riso e consegue ligeiramente. – Pode beijar noiva. – Os olhos dos dois se encontram e sem hesitação de nenhum deles, compartilham de um beijo calmo e apaixonado.
Bato palmas, sendo acompanhado por todos.
Eles param e nos miram. Nunca vi um sorriso tão sincero nos lábios de ambos. Será que eu ficarei assim quando me casar com Minerva?
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Rogue:
—Vamos? — Pergunto segurando-a pela cintura. Beijo suas bochechas rosadas e a guio, escada abaixo. Eu não havia reparado na hora, mas o vestido dela é lindo. Simplesmente lindo.
—Sim. – Murmura, quase inaudível.
Descemos as escadas, de braços e mãos dadas.
Andamos pelo tapete vermelho escarlate de camurça da catedral de Magnolia e noto os sorrisos nos rostos de todos.
—Tem mais quantas surpresas para mim? – Pergunta a senhora Cheney, com um tom divertido.
—Você acreditarei que eu aluguei um certo parque para você? – Sussurro em seu ouvido e ela parece confusa.
—Que parque?
—Surpresa.
—Ah, Rogue.
—Sim, minha esposa. – Meu tom a faz sorrir, mas estamos na porta e a chuva de arroz nos atinge de surpresa. Não sei se é impressão minha, mas Sting e Rufus jogam arroz forte demais na minha direção.
Eu a carrego, sem que ela peça e corro, fugindo da chuva o mais rápido que posso para entrar na carruagem branca em seguida. Entramos e miro a minha garota, seu cabelo coberto de arroz.
—Tem arroz em todo o lugar! – Ela retorqui, se inclinando para que eu veja o seu cabelo.
—Pode deixar que eu tiro. – Digo, passando a mão levemente pelos seus cabelos. A caricia a fez sorrir, ainda mais.
—Pode ir! – Sting diz, devia estar falando com o cocheiro.
—Rogue você...?
—Sim, eu tomei os remédios contra enjoo. Tomei tantos ontem que Alois ficou irritado comigo e me obrigou a tomar chá de gengibre. – Ela ri, quando o carro se põe em movimento.
—Eu estava bastante nervosa. Na verdade, nem comi nada hoje.
—Igualmente. – Eu me sento do seu lado, beijando a sua bochecha. – A senhora Cheney gostaria de um beijo?
—Sim, senhor Cheney. – Nanami responde, divertida. Minha boca encontra a sua desesperada, implorando a sua ternura.
A carruagem dá um solavanco e paro, mirando-a surpreso.
—O que foi isso? – Pergunta ela.
—Nada. – Responde o cocheiro e sua voz parecia ser igual a de...
—Não! Você não fez isso! – Digo e não sei se rio ou se choro.
—Sim, senhor e senhora Cheney, eu fiz isso. – LESTER! SEU IDIOTA!
—Você sabe pelo menos onde precisamos estar? – Suspiro antes de falar isso e ele ri.
—Obvio que sim. – Aumenta a velocidade e seguro Nanami pela cintura.
—Rogue...
—Tudo bem, Lester pode ser um idiota, mas é meu amigo há bastante tempo.
—Sim, mas você podia me dizer aonde vamos não podia?
—E estragar a surpresa? – Ela bufa, como faz as vezes.
—Chato.
Apenas rio, roçando meu nariz em sua bochecha.
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Levy:
—Como assim Mira? O parque não pode estar fechado! – Digo, surpresa ao ouvir isso.
—Esta fechado Levy-chan, eu mesma vi isso! Esta interditado!
—Mas porque? – Erza pergunta, confusa.
—Os seguranças falaram que era por causa de uma festa particular.
—FESTA?! – A minha voz junto com a das meninas é muito surpresa.
—Vamos lá ver! Como pode estar tento uma festa aqui e a Fairy Tail não estar participando? – Cana exclama, com uma expressão curiosa. Tenho um mal pressentimento quanto a ir lá.
—SIM! – Respondem e me puxam junto, mesmo eu negando com a cabeça.
Chegamos ao parque e vi varias pessoas diferentes, pessoas que eu nunca havia visto, no parque. Mas eu vi algo que me chocou o bastante para eu ficar de boca aberta. Haviam magos da Sabertooth no parque, rindo e sentando-se em algumas das cadeiras de algumas das mesas espalhadas nos pontos mais lindos do parque das cerejeiras.
—Olhem! Tem tigres aqui! – Lisanna disse, embora não gostasse daquele tom dela.
—Hum, porque será? – Perguntou Juvia, curiosa.
E só para esclarecer, estávamos escondidas num ponto estratégico e víamos tudo.
—Parece que eles é que estão dando uma festa. – Mira diz, vendo alguns magos que haviam participado no torneio lá. Um tal de Orga e também Mizuki, que ganhou dela.
—Mas isso é uma afronta! – Disse a mais nova das Strauss, enraivecida.
Talvez a Lucy esteja na festa.
—Minha nossa... – Cana murmura e olho para frente, vendo o homem que ganhou do nosso mestre bem na nossa frente. Hector Snow, o mestre da Sabertooth. Eu podia ouvi-lo:
—O casamento foi ótimo. – Ele sorria, de braços dados com a mulher que um ano antes quase havia matado a Lucy, Minerva.
—Ele estava muito nervoso. – Riu ela, com um sorriso amistoso para ele.
—Ambos estavam nervosos. – O moreno completa, mirando as arvores que estavam lindamente rosas. – Faz anos que não vejo isso.
—É muito lindo. Você foi muito bom em ajuda-lo a conseguir fechar o parque para a festa de casamento.
—Foi um antigo favor.
—Quanto você pagou, Hector?
—Digamos que alguns Milhões de ienes a mais não matam ninguém. – Ele ri do próprio comentário, Minerva bateu levemente nele.
—Isso foi sujo.
—Mãe! – Uma garota de cabelos alaranjados chama, usando um vestido de princesa. Devia ter sido a noivinha.
—Hermione. – Vi os olhos do mestre da Sabertooth brilharem e este pega-la nos braços e gira-la, como Natsu ás vezes faz com a Wendy.
—Você estava linda, querida. – Minerva acaricia os cabelos dela e noto que a garota não pode e não deve ser filha deles.
—Obrigado mãe, mas você poderia me ajudar a trocar de roupa pai? Seria bom tirar esse vestido quente. – Ele ri por causa do bico que ela faz.
—Eu te mimei demais, Hermione. Você esta ficando igual a sua mãe. – A garota apenas ri da expressão assustadora que sua mãe faz para o moreno e isso só me faz pensar em como eles parecem felizes. São uma família juntos.
—Tudo bem, mas pode me ajudar?
—Sim, vou ver o que posso fazer. – Ele a coloca no chão. – Pense nas as roupas que você quer usar... – Hector coloca a mão na cabeça dela, desmanchando o penteado. – E... – Hermione brilha – Pronto. – Ela esta totalmente trocada, usando um vestido de cetim dourado, cheio de babados.
—Isso! – Ela dá pulinhos de alegria. – Obrigado Pai, te amo. – A maga de cabelos laranjas beija a bochecha do homem moreno e alto e depois corre em disparada até um rapaz de sua idade, de cabelos negros e um terno bem alinhado. O god slayer negro, se bem me lembro.
—Eu estou bem mais bonito. – Uma risada conhecida faz todas virássemos a cabeças para a direita. Era ela.
Lucy.
—Certo Alois, você é o mais bonito.
—Oe! Não vai dizer que eu sou o mais bonito? – O dragon slayer branco da Sabertooth diz, enciumado. O gato avermelhado riu do dono, calmamente em seus ombros.
—É mamãe! Eu também estou bonito! – O gato creme que esta nos braços do loiro mais novo diz, fazendo bico:
—Eu também! Embora o Sting-kun ganhe de mim... – Completa o gato de colete e gravata negros.
—Vocês todos estão lindos, entenderam? Lindos demais. – O sorriso que ela tem faz o meu coração apertar.
Lucy usava um vestido azul bebe longo, que delineava lhe o corpo com desenvoltura e elegância. Usava um salto prateado, combinando com os brincos e a pulseira. Seu cabelo tinha leves ondulações nas pontas e estava solto.
—Na verdade... – O pequeno para na frente dela, mirando-a com um sorriso – Você é quem esta mais bonita mãe.
—O que você quer Alois? – Perguntam os dois juntos, vendo o garoto gargalhar.
—Onii-san, não foi dessa vez. – Comenta o gatinho, ronronando:
—Eu fugiria, Alois-kun. – Fala o outro entre risadinhas.
—Quer dizer, nos dois, tirando o noivo tapado e a noiva, somos os mais elegantes Lu.
—Você esta se achando só porque dei a ideia de você tirar o terno e colocar o chapéu?
—Ha há muito engraçado, Lucy.
—Vamos, Sting.
—Certo. – Ele a para, quando Lucy tenta arrasta-lo. Sting a beija de maneira ardente e apaixonada. Os três a sua frente param apenas para mira-los, sorrindo:
—Ei! Precisamos ir! Hermione esta me esperando! – Alois diz levemente irritado com a demora no beijo dos loiros. Os olhinhos do gato avermelhado também brilhavam de animação:
—Calma pirralho. – Sting diz, bagunçando o seu cabelo.
—Ah, você fica ai nos beijos e eu? Fico como? – Lucy ri da indagação do pequeno e Sting tenta controla-lo.
—Sem drama senão...
—Tudo bem. Mas estou indo na frente! – Ele corre, para alcançar Hermione com o moreno, os dois gatos o seguem sobre o ar. Lucy suspira:
—Só não... – Lucy tenta falar e inspira, cansada. – Será que eles podem parar de correr na nossa frente e me ouvir?
—Eles são como eu, Lucy.
—Coitada de mim, então. – Ela brinca, fazendo com que o loiro beije a sua bochecha.
—Você me ama.
—Uhum, sei... – Sting a mira, com os olhos surpresos.
—Lucy...
—Estou brincando! – Termina ela aos risos com ele, o dragon slayer a levanta no ar e mira seus olhos em silencio.
—Eu te amo.
—Eu também te amo, Sting. – Coloco as mãos na boca, chocada. A Lucy que eu conhecia amava o Natsu. Como ele...?
Novamente, eles se beijam.
—Não acredito... – Começa Mira, com os olhinhos brilhando.
—Lucy... Ela... – Cana também parece chocada. Todas acreditavam que Lucy tinha uma paixonite pelo Sting e não... Um amor irreparável e uma família ao seu lado.
—Esta amando o Sting... – Erza termina, com um sorriso terno. Ela queria que Lucy fosse feliz.
E eu também quero isso, mas preciso dela agora! Preciso da minha melhor amiga nesse momento... Ainda mais porque...
—Levy-san?! – Chama Juvia, e pisco, mirando-a.
—Sim?
—Esta se sentindo bem?
—Bem... Eu preciso ir falar com a Lucy. – Digo por fim e Lisanna responde:
—Não pode falar com ela.
—Lisanna... – Mira a repreende, notando o seu tom ofensivo.
—Eu preciso ir falar com ela! – Levanto, correndo em direção a recepção do casamento. Quando eu cheguei ela estava passando com Sting, de mãos dadas. – LU-CHAN! – Grito, chamando a sua atenção. Sting é o primeiro a virar a cabeça para me ver, mas não tem um olhar severo. Ele parece preocupado, com a Lucy. Ela, por sua vez, sorri para mim.
—Levy-chan. – Diz e lembra-se do loiro ao seu lado. Murmura algo inaudível a mim no ouvido dele.
—Tudo bem. – Ele responde, sorrindo. Um beijo rápido e Lucy vem em minha direção.
—Levy-chan – Ela esta com lagrimas nos olhos. – Olha eu... – Não a deixo terminar, abraçando-lhe com força.
—Eu senti tanto a sua falta! Nunca mais faça isso entendeu?! – Eu a repreendo, deixando algumas lagrimas caírem.
—Sim, desculpe.
—Ainda somos amigas?
—Levy! Que besteira! Claro que sim! – Ela fica ainda mais sorridente. – A minha possessão loira diz que não se importa de sermos amigas.
—Possessão loira?
—Sting. – Ela traduz e me dou ao luxo de rir.
—Diga a ele que agradeço. – Completo. – E Lu-chan, eu sinto muito pelo que aconteceu no torneio.
—Não sinta, não foi culpa sua.
—Bem... Eu preciso dos seus conselhos Lu-chan... Uma coisa aconteceu e eu... Eu não sei o que fazer.
—Claro, deixe-me só avisar o meu namorado, só um segundo. – Ela pisca, andando rapidamente até o loiro.
Lucy explica a ele que precisamos conversar e eu percebo que Sting é mais flexível que Natsu e ele sorria para mim.
“Cuide bem dela” – Vejo ele formular as palavras quando ela vira de costas para ele e vem na minha direção. Assinto com a cabeça.
—Certo, onde vamos conversar? – Pergunta a minha melhor amiga, com um sorriso doce.
—Em algum lugar que poderemos ficar sozinhas. – Peço e ela me puxa pelo braço, saindo da recepção do casamento.
Caminhamos até um banco do parque, longe das cerejeiras e das meninas espiando. Longe de tudo.
—Então Levy, o que quer me falar?
—Lucy... Eu... – Choro, angustiada.
—Levy-chan, calma! – Ela se desespera, me vendo soluçar. – O que aconteceu?
—Eu... Eu... – Respiro fundo, tentando controlar as lagrimas. – Eu estou gravida Lu-chan.
—Como é?!
—Estou gravida do Gazille...
—Como você sabe?!
—Estou atrasada quatro semanas, não pode ser coincidência, isso não acontece comigo. E... Eu tenho ficado enjoada com frequência, mesmo com apenas quatro semanas.
—Levy! Isso é lindo!
—Como? – Eu esperava que ela ficasse irritada comigo por não ter sido responsável, mas ela sorria. Sorria bastante:
—Você vai ter um filho com o homem que você ama! Como isso não pode ser bonito?
—Mas eu ainda não contei a ele Lu-chan! Estou com medo!
—Levy-chan, não pode esconder isso dele. Ainda mais que ele é o pai. – Uma pausa. – Ele é o pai, não é?
—Sim... – Murmuro, baixinho.
—E como foi a sua primeira vez? – Coro e vejo que ela também esta meio vermelha. Não acredito que...
—Você e o Sting...
—NÃO! – Interrompeu-me ela com um grito. Nunca a vi tão corada na vida. Era isso que o loiro fazia com ela?
—Ah... Bem, ele foi gentil comigo, pelo menos eu acho. – Digo, sem emoção.
—Há quanto tempo vocês estão juntos?
—Desde que... Desde que o Natsu machucou você, na verdade. Gazille foi me consolar e...
—Já entendi. – Ela não parece irritada. – Mas você precisa ir falar com ele entendeu, baixinha? – Sorrio a abraçando. Como era bom ter a minha amiga Lucy de volta.
—Certo, vou falar.
—E diga para a Erza e para a Wendy que... Que se elas quiserem podem me mandar cartas, só porque estou na Saber não quer dizer que deixamos de ser amigas. – Assinto. – E isso vale para você também, Levy-chan. Nunca mais pense em perder contato. Eu mandarei o Sting te procurar, nem que seja no inferno, mas mandarei! – Ela dramatiza e rio. Como não fazia há quase três dias.
—Certo. E quanto tempo mais você vai ficar na cidade?
—Pelo visto, três dias.
—Vão ser Três dias de festa?
—Hector falou que é uma tradição na guilda quando dois magos casam.
—Hum. – Parece divertido.
—Eu tenho que ir Levy-chan, sinto muito. – Despede-se ela, com lagrimas nos olhos. – Prometa que vai dizer a ele ainda hoje.
—Eu prometo. – Um ultimo abraço e ela volta a festa, encontrando-se com o namorado na porta.
—Levy! Levy! – Lily me chama e quando me viro para vê-lo encontro também Gazille. Ele parece irritado.
—Precisamos conversar baixinha. – Diz e tremo onde estou.
—Eu sei. – Sussurro, quase sem voz.
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Nanami:
—Porque paramos?
—Eu e você precisamos conversar. – Rogue fala e miro seus olhos, o vermelho deles esta divino.
—Sobre o que?
—Sobre algumas coisas. – Uma pausa e tento esconder a minha ansiedade. – Primeiro queria falar com você sobre a festa. E quando chegarmos, por favor, não me agradeça. Agradeça ao Hector e ao seu irmão, pois eles pensaram em tudo.
—Hum.
—E segundo... – Ele tenta tirar algo de seu bolso, mas parece que esta preso. – Eu queria te dar o meu presente de casamento antes de todos os outros.
—Rogue eu falei que não precisava. – Exclamo, fazendo bico.
—Eu sei, mas... Eu precisava fazer isso. – Ele segura uma chave na minha frente, ela é dourada e tem como chaveiro uma flor branca de pano.
—O que é isso? Do que é essa chave?
—É a chave da sua casa, senhora Cheney. – Não, ele não havia feito aquilo. Ele não podia! Eu pedi!
—Rogue! – Lagrimas caem e ele me acolhe em seus braços, beijando meus cabelos. Eu pedi, não queria chorar no dia do meu casamento.
—Eu sei, sinto muito. Mas... É o meu presente para ti, minha princesa. – Eu miro os seus olhos e o beijo, como agradecimento.
Rogue me puxa para seus braços e caímos sentados, eu em cima dele. Os seus beijos só aumentaram de intensidade e pude sentir o qual excitado ele estava naquele segundo. Ele me queria. E como.
—Vamos, antes que eu rasgue esse vestido aqui mesmo. – Rio corando, sem tirar os meus olhos dos seus. – Lester, pode ir.
—Certo! – O ruivo responde, animado.
Ainda estou em seus braços e só neles me sentirei completa.
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Alois:
—Eles vão demorar um pouco para chegar. – Hermione diz quando James já esta distante.
—Hum. Mione... – Começo e percebo o qual engasgada esta a minha voz.
—O que?
—Eu quero te perguntar algo.
—Bem, pergunte.
—Quer namorar comigo? – Pergunto, de súbito. Ela parece surpresa.
—A gente? Namorar?
—Claro?
—Mas e os meus pais?
—Bem, seu pai não vai deixar, mas eu gosto muito de você Hermione, desde sempre. – Nunca a via tão corada na vida.
—Alois...
—Se não quiser eu entendo...
—Não! Eu quero! – Ela me puxa para um abraço e sorrio. – Quero demais.
—Posso te beijar? – Pergunto, tímido.
—Claro que pode, namorado. – Diz, de maneira divertida e a beijo, como já fiz algumas vezes.
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Rogue:
—Espere, eu vou desce-la da carruagem. – Digo quando ela tenta descer sozinha. Ela teve de ser vendada por mim, tamanha a sua curiosidade.
—O que poderei fazer? Você me vendou!
—Eu sei, desculpe. – Murmuro, carregando-a. Mas esse drama dela valeria a pena quando ela visse o parque. Rufus realmente a ama demais.
Eu firmo seus pés no chão, dando-lhe segurança. Fico afrente, guiando os seus passos suaves.
—Posso saber até quando vou ficar vendada? – Nanami odeia quando faça coisas assim, ela fica morta de curiosidade e fica bem irritada também. Eu acho que ela fica bonita, também, bufando.
—Só mais alguns metros. – Respondo, fazendo sinal para que todos ficassem quietos. Rufus ri baixinho do bico que ela faz, imaginando a sua reação quando ela vir o presente da Sabertooth para a maga das flores.
Segurando a sua mão, eu a puxo, colocando-nos no centro do parque e dos convidados. James parece louco para que a festa comece logo.
—Vou começar a tira-la, feche os olhos. – Estou com as mãos suando, tremulas até. Tiro o nó que dei sem dificuldade e vejo que ela não me desobedeceu (falei como se mandasse em algo) e estava de olhos fechados. – Pode abrir agora, Nana-chan. – Digo por fim, no seu ouvido e ela vai abrindo os olhos devagar, vendo o qual belo o lugar era.
Seus olhos se enchem de lagrimas e ela tapa a boca com as mãos. Tudo o que faça é passar o meu braço na sua cintura, beijando a sua bochecha com carinho.
—Isso... – Ela não tem mais palavras, chocada.
—Parabéns Nanami. – Rufus diz e ela simplesmente pula nele. O loiro a abraça, acariciando os seus cabelos e tentando impedir as lagrimas da irmã. – Ora, Nana-chan, não chore. É o seu dia especial...
—Eu sei... – Minha esposa diz, tentando limpar as lagrimas com a mão e eu me aproximo deles, limpando seus olhos com um lenço, – Obrigado, Rogue.
—Tudo bem. – Digo por fim, vendo Sting se aproximar:
—Parabéns. – Ele comemora sorrindo e apertamos as mãos, rindo um do outro:
—E você? Quando vai se casar?
—Ei, você acabou de casar e já quer ir a outro casamento?
—Eu não disse isso.
—Rogue. – Lucy chama e percebi que ela estava a alguns passos de Sting. – Parabéns irmãozinho. – Eu a abraço vendo que ela era um dos motivos deu finalmente ter ficado com a Nanami. – Nana-chan! – Ela corre até a noiva, as mexas loiras brilhando ao vento.
—Ainda bem que elas são muito amigas. – Sting comenta, deixando seu olhar, como o meu, sobre as duas garotas conversando:
—Temos sorte com algo então. – Respondo, sem delongas.
—Esta ansioso para a lua de mel?
—Mais que ansioso. – Comento e ele ri, debochado:
—A família da noiva vai permitir isso? Seu sogrão e seu cunhadão?
—Bem, pode ser que não. – Vejo Hector e Minerva se aproximarem juntos, ambos muito elegantes.
—Meus parabéns, Rogue. – Hector diz e aperto a sua mão. Minerva me cumprimenta com beijos no rosto:
—Não faça a minha amiga sofrer, entendeu?
—Não precisa me dizer isso. – Os três me miram com sorrisos.
—Bem, se precisar de algo, pode nos chamar. – Sting diz, piscando. Certo, isso foi extremamente ridículo.
Levei quase uma hora para conseguir sentar.
—Esta gostando? – Pergunto a Nanami, sentada ao meu lado, comendo uma das deliciosas sobremesas com formato de flores e com gosto de frutas vermelhas que encomendei.
—Obvio que sim! – Responde ela com um sorriso terno.
—Hoje é o dia mais feliz da minha vida entendeu? O mais feliz.
—Sim, o meu também. – Ela se inclina para frente e a beijo, sentindo o gosto de morango nos seus lábios. – E ainda não acredito que você cortou o cabelo por causa disso. – Ri ela, mexendo nas mexas negras e regulares do meu cabelo recém cortado.
—Não fui amarrado para isso. Foi de livre e espontânea...
—Tortura. – Sting completa e tanto a loira dele quanto a minha loira riem, suavemente.
—Sting não tem jeito mesmo. Nem com a Lucy ele melhora – Nanami diz e faço bico. Recebo um pouco de glace colorido com isso.
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Lucy:
O casamento foi cansativo e divertido.
Eu não peguei o buque porque certo alguém destruiu o buque antes que eu pudesse fazer algo. Eu quase o matei por isso.
—Você não precisa ficar tão brava, Lu. – O loiro diz, embora pareça divertido.
Ignorei-o, subindo as escadas do apartamento e abrindo a porta.
—Ah, qual é! Você não pode me ignorar para sempre!
Duvide.
Entro e suspiro, tirando os sapatos de salto alto e deixando-os no chão. Sting faz o mesmo com os seus sapatos sócias negros e me mira, ainda na porta.
—Desculpe?
—Entre logo, Sting. – Digo, aborrecida.
—Sabia que você não conseguiria ficar sem falar comigo por muito tempo. – Ele me puxa para perto, traçando uma linha de beijos no meu pescoço.
—Sting... De... Va... Gar... – Tento, inutilmente, faze-lo ir devagar, mas a minha voz me trai. Eu o quero.
—Eu te quero e não tenho duvidas que você me quer. Que tal...
—Não acha que... É cedo demais? – Minha voz sai duvidosa e ele me vira, para ficarmos frente a frente.
—Olha, se você não quiser, tudo bem. Eu espero e...
—Não Sting, eu quero. Só que...
—Só que o que?
—Eu tenho medo de não ser boa o bastante.
—Você é boa o bastante. É só contigo que meu corpo vibra Lucy. – Beijo-o, bem devagar, sentindo as mãos dele percorrerem a minha cintura com sutileza. O vestido era de pano fino e tinha certeza que ele sabia muito bem disso, pois me ergueu em seu colo e me carregou até a cama.
Ele me deita, traçando outra linha de beijos em mim, descendo do queixo até o decote do vestido. Tudo o que faço é tentar conter os gritinhos que quase transpassam a minha garganta quando ele remexe suas mãos de maneira provocante.
Mas de repente ele se senta, fazendo o mesmo comigo.
—Lucy... Eu quero deixar uma coisa bem clara com você. Eu sinto em dizer isso, mas você não é a primeira.
—Eu já esperava por isso Sting, não precisa ficar tão serio.
—É que... Eu quero que seja especial, entende? Não com qualquer uma como antes, porque você é especial. Quero que seja magico, para nos dois.
—Eu não estou entendendo...
—Eu vou ser gentil Lucy, vou mostrar a você porque deve confiar em mim. Quero descobrir o teu corpo. – Eu arregalo os olhos, surpresa. Ele queria me descobrir por completo? Era isso? – Vou deixar você me descobrir também... – Ele começa beijando meu pescoço, subindo e descendo com a língua, fazendo com que suspiros saíssem sem querer dos meus lábios.
—Sting... – Murmuro e ele para, me olhando.
—Posso começar? – A voz dele é engasgada, seu rosto esta corado. Assinto com a cabeça, também corada.
Sting me puxa para perto, fazendo com que nossas pernas se entrelacem. Ele passa a mão nos meus cabelos, puxando-os para cima e para frente do vestido, para tira-lo. Meus olhos estão fixos nos seus, levemente apreensivos. Era a minha primeira vez... E ele... Ele já havia deitado com outras e se eu não fizesse direito? Se não proporcionar a ele o que este deseja? O que farei?
—Shii... – Sting murmura no meu ouvido, indo para mais perto de mim e abrindo vagarosamente o zíper do vestido azul que eu usava. Ele sabia que eu estava a beira de um ataque histérico? Que ele estava me deixando extremamente ansiosa? – Devagar... – Ele lambe o lóbulo da minha orelha e vai descendo, entre chupões e mordidas pelo meu pescoço, suas mãos tirando o vestido com agilidade e confiança. Derreto-me quando ele fecha os olhos e vai aproximando os seus lábios, correspondendo a altura ao seu e ao meu desejo.
Parecia fogo e ardia tudo por dentro, essa vontade de tê-lo.
—Quero que você me permita senta-la no meu colo. – Diz-me ele, como se estivéssemos em publico.
—Não precisa pedir Sting. – Digo, sentindo as minhas bochechas ficarem vermelhas quando ele me sentou de costas ante as suas pernas cruzadas. Minha respiração ficou ofegante:
— Claro que preciso. – Responde ele, percorrendo a minha coluna com beijos. Eu me arrepiei toda – É a sua primeira vez. Eu vou torna-la mulher.
Fico em silencio, mas estava adorando a ideia.
Ele era o primeiro e sempre seria. O meu primeiro amor de verdade e o primeiro homem a me tocar.
—Sei que é... Diferente do que todos imaginam, mas é melhor assim. Devagar, com calma e sem arrependimentos.
—Eu não me arrependo de nada Sting. Se eu ficar gravida de você eu ficarei tão feliz...
—Eu também Lucy... Eu quero me casar com você, loira. Quero ter muitos filhotes com você, pequenos dragõezinhos com o seu jeito, a sua aparência. – Por reflexo eu viro e o miro, notando o brilho nos seus olhos ao falar disso. – Eu te amo Lucy. – Murmura, antes de me beijar com vontade e desejo, me deixando seminua. Passo meus braços sobre o seu pescoço e correspondo, sorrindo. Aos poucos já estamos deitados, ele por cima de mim. Minha respiração esta mais ofegante que o normal. – Quer que eu continue ou quer me descobrir? – Murmura, com a voz fanhosa.
—Eu quero desvendar os seus segredos Sting. – É a primeira coisa que me vem a mente e ele sorri com a resposta. Loiro, você é poderoso sorrindo desse jeito.
—Certo... – Ele se levanta devagar, mirando os meus olhos calmamente. – Faça o que quiser comigo. – Assinto, me levantando e vendo o mesmo de olhos fechados. Por incrível que pareça, Sting era bem menos controlado quando o assunto é conter certas coisas.
A primeira coisa que fiz foi desabotoar a camisa branca que ele estava usando até o momento. Os seus olhos se reviram vagarosamente quando meus lábios chegam ao seu pescoço, mordendo-o com jeito. Ele segurou forte os lençóis, quase espirando e gemendo. Vou tirando a camisa de seus ombros, soprando ar quente em seu pescoço e nuca, mostrando-lhe que também aprendi a provoca-lo.
—Quer me deixar louco, é, garota? – É tudo que ele consegue dizer quando puxo-o para outro beijo luxurioso. Com o peito dele nu, exploro-o com meus lábios, descende de seu pescoço e percorrendo-o com beijos calmos até a altura do umbigo. Aos poucos a minha mão vai descendo e encontra o cós apertado da calça de linho, para o meu delírio, e o puxo, para desabotoar a mesma. Ele estava usando uma daquelas cuecas Boxer. Ah, alguém me abane. – L-Lucy... Eu... – Olho fixamente em seus olhos e ele para o que estava tentando dizer. Automaticamente sua língua parece ter sido enrolada e ele para, corado.
—Queria me dizer algo? – Estamos cara a cara agora e por impulso ele me beija, surpreendendo-me. Ele morde os meus lábios, brinca com eles. Quando percebo ele esta por cima de mim, com a sua testa encostada na minha.
—Queria te dizer que... É a minha vez de te mostrar algo... – Sua voz é sedutora e estranha, de um jeito bom até, e me deixa curiosa.
O dragon slayer posiciona-se entre as minhas perna semiabertas, começa a remexer com as mãos a minha cintura mostrando-me como fazer os tais movimentos que ele tanta se fascina. Aos poucos suas mãos descem até a minha calcinha de renda negra e vai tirando-a com cuidado. Seus dedos queimam a minha pele onde tocam e, nessa região, fazem com que meu corpo deseje-o ainda mais.
—Vou preparar você, tudo bem?
—Me preparar?
_Você ainda é virgem Lucy... Se eu a penetrar de uma vez ira te machucar bastante, te fara ter dores horríveis e eu não quero isso. – Ele olha nos meus olhos e vejo que esta tentando ao máximo para não me machucar. Seu desejo pelo meu corpo é intenso e terrível. – Será bem mais gostoso para você também. – Completa, com um sorriso.
—Vai doer?
—Vai, mas aos poucos nem doi mais. – Ele ajeita as minhas pernas, abrindo-as e vendo-me completamente exposta as suas vontades. Seus lábios entreabrem-se num sorriso rotineiro e satisfeito e fecho os olhos, tremendo.– Confia em mim?
—Mais do que tudo... – Sinto seus dedos alisarem a área ao redor da intimidade e depois, sinto um de seus dedos penetrar aquela área suavemente.
A dor foi terrível. Não parecia um dedo porque doí pra caramba.
—Ah! – Grito baixinho, mas ele nota a minha expressão dolorida. Ele me olha seriamente e diminui a movimentação, quase mínima, que faz dentro de mim.
—Quer que eu pare? – Sua voz é um sussurro preocupado, nego com a cabeça.
—Não... – Ele me beija, calmamente me dando a certeza de que tudo iria, sim, ficar melhor.
—Desculpe se fui rápido demais... Mas você é tão... Apertada... – Meu rosto fica quente e vermelho, mas ele apenas ri. – Você é tão pequenina, Lucy. – Não sei se levo isso como um elogio ou como um reclamação.
—Sting... – Murmuro, já me acostumando com ele dentro de mim, na verdade, não era assim tão ruim.
Vejo um brilho dourado em seus olhos e fecho os meus quando seus lábios pressionam os meus, molhados e sedentos, por mais. Cada sensação que meu corpo experimenta é tão nova que me sinto assustada e pequena, como uma criança, em seus braços.
—Você ainda esta bem apertadinha sabia? Preciso de um pouquinho mais de espaço... – Não que isso me assuste, mas ele parecia tão serio e concentrado que temi não ser o que ele espera.
Quando ele começa a fazer movimentos circulares meu corpo tem espasmos estranhos. Minha respiração e meu coração estão em frenesi por causa dele; Aos poucos pareço gostar daquilo, como se não incomodasse como aparentava. Os gemidos que saem dos meus lábios são mais que os prazerosos.
—Sting... – A parte com medo disse, já totalmente alucinada por ele. – Por favor... – Imploro, pois é definitivamente indecente ficar gemendo por apenas uma preliminar.
—Ainda não... – E vai mais fundo, dando estocadas rápidas. Fecho os olhos, agarrando os lençóis com força. Não sei que sensação é essa, mas não consigo controla-la. Quando percebo Sting já parou. Meu Deus, eu... – Vamos descobrir o seu gosto Lucy... – Ele esta com os dedos sujos de um liquido branco gosmento e me encolho, envergonhada pelo que acabei de fazer, mesmo inconsciente. Estou tão envergonhada. – Ei, não precisa ficar tão envergonhada, Lu. – Continua ele, vendo que me encolhi. Seus lábios pousam sobre os meus e esqueço até do que deveria responder a ele, colocando meus braços sobre o seu pescoço.
—Sti... – Não consigo terminar, porque vejo o seu sorriso maroto e gentil, ajeitando-me ainda melhor sobre o seu corpo.
—Você é agridoce, Lucy. – Murmura ele, sensual como eu jamais seria. – Tudo bem, não precisa ficar envergonhada... Isso é normal. – Completa ele, mexendo nas mexas do meu cabelo que grudavam na testa pelo suor. – Agora sei que não vou te machucar, entendeu? – Aos poucos ele vai tirando a cueca e ficando nu a minha frente. – Vou ser bem bonzinho... – Assinto, mordendo os lábios de ansiedade.
—Eu sei que será. – Completo, quase em êxtase.
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Sting:
—Tudo bem? – Pergunto, já deitado e com ela ao meu lado. Estamos deitados na cama, suados e ofegantes. Mas não posso negar que a Heartfilia me surpreendeu.
—Sim, esta. – Responde ela, sorrindo. Aos poucos, vou cobrindo seu corpo, ainda entrelaçado com o meu.
—Você gostou? Como achou que foi a sua primeira vez? – Um sorriso deve estar destacando meus lábios nesse momento, mas ela apenas fica levemente corada e mostra a língua:
—Acho que você foi incrível. Como eu pensei que seria. – Ela vai beijando meu pescoço, fazendo-me ter vontade de ter outra relação com ela naquele segundo.
—Você também foi incrível, Lucy. – Ela ri de mim, como seu eu brincasse. Automaticamente rio junto, percebendo o qual tontos ambos estávamos. – Já tinha pensado nisso? Nos dois juntos, todos os dias desse jeito? – A ideia havia acabado de voltar a minha mente.
O calor de nossos corpos juntos, em sintonia um com o outro, e ao mesmo tempo o ardor deles se desejando. Parecia bom viver para sempre desse jeito.
—Bem... – Ela puxa a coberta, escondendo os seios nus e apoiando-se no meu peito. – Eu nunca havia pensado nisso, até agora. – Meus braços correm a sua cintura ainda por cima do pano e mostro como posso ser confiável, beijando-lhe ternamente.
—Nunca havia pensado em nos dois juntos, numa casa grande cheia de pequenos dragõezinhos parecidos com você? — Brinco, embora seja verdade. A loira mira-me admirada por meus planos futuros.
—Claro que já havia pensado, mas... Agora parece tão mais perto e fácil... – Enrolo uma mexa de seus cabelos, notando o qual suaves elas eram.
—Teria quantos filhos eu quisesse?
—Depende de quantos você imagina.
—Eu quero vinte. – Ela arregala os olhos:
—Nem pensar! E eu imaginando que você iria querer uns três! Não Sting! Vinte é demais!
—Será mesmo?
—Obvio que sim! E alias, não é você que vai sofrer enjoos e...
—Mas estarei sempre ao seu lado. – Cortei-a antes que terminasse — Eu faria de tudo para que nenhum de vocês sofresse.
—Eu sei que não... – Deitando a cabeça entre o meu peito e o meu ombro, Lucy ronrona – Mas vinte é demais. – Infla as bochechas.
—Quantos você quer então?
—Ah, vamos parar de falar disso. – Corta-me ela e faço bico com a pergunta não respondida.
—O quer fazer então?
—Quero dormir. – Completa desajeitadamente, bocejando.
—Tudo bem... – Ajeito-a melhor sobre mim, sabendo que não conseguirei dormir tão cedo.
A loira rapidamente adormece, sorrindo. Com isso, vou entrelaçando meus dedos em seu cabelo, notando que ela se remexe e chega cada vez mais perto, acomodando-se sobre mim.
—Tenha bons sonhos, Lucy.... – Digo, quando fico sonolento. Minutos depois, estou tão adormecido quanto ela.
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Natsu:
Eu sai em missão com o Happy e a Wendy com a Charles. Ela não queria ir sozinha e também não queria ir com o striper.
—Obrigado Natsu-san. – Fala ela, carregando a gatinha branca no colo. Sorrio com isso:
—O que é isso Wendy? Não precisa me agradecer.
—Aye! – Happy sobrevoa a minha cabeça levemente risonho.
—Hãn... Natsu-san...
—O que foi?
—Você... Você sente saudade da Lucy-san? – Meu coração doi com a lembrança da loira. Eu ainda a amo... Mas a Lisanna, ela...
—Sim... – Respondo cabisbaixo, com um muxoxo.
—Desculpe Natsu-san! Não foi minha... – Ela desespera-se, mas dou meu melhor sorriso falso para acalma-la:
—Tudo bem, Wendy. Não há nada demais falar disso. – Completo e depois disso ficamos em silencio até chegarmos na guilda.
—Natsu! – Lisanna vem rapidamente até mim, jogando seus braços ao meu redor. Foi o seu calor que conseguiu me tirar do meu desespero.
—Oi Lisanna. – Falo docemente.
—Fiquei com saudade. – Faz bico de manha e sorrio, anestesiado com aquela bajulação dela sobre mim.
—Também fiquei. – Beijo seus lábios levemente e seguro sua mão, para irmos sentar num lugar mais reservado e conversar.
Subimos rapidamente as escadas do segundo andar, sem que ninguém nos notasse e sentamos na mesa mais longe das escadas e também a mais escura.
—Precisamos conversar. – Digo a ela, dando-lhe beijos consecutivos nos lábios.
—Sobre o que? – Pergunta a Take Over, curiosa.
—Sobre nos dois.
—O que tem nos dois, Nat-kun?
—Eu quero algo serio a partir de agora. – Noto um leve brilho de animação em seus olhos.
—Como assim?
—Quero que seja minha noiva. – Estendo a ela a pequena caixa de camurça negra e ela abre a boca surpresa.
—Nat-kun...
—Se você achar que esta cedo e...
—Não! É o que eu mais quero! – Aos poucos vou me aproximando, juntando nossos lábios.
—Esta me dizendo que a Lucy esta na cidade?! – Escuto a voz de Jellal engasgada e tento continuar a beijar a Lisanna, mas não consigo. Ela esta aqui! Nesse momento!
—Shii! – Erza murmura, como se contasse um segredo. – Ela veio a um casamento.
—Lisanna, desculpe. Preciso ir, esqueci de algo e preciso faze-lo agora. – Como ela não escutou a Erza e o Jellal, não ficou furiosa comigo e me deixou ir. Saio correndo escada abaixo e passo por todos da guilda, como um raio. Corro tanto que meus pés doem.
Em pouco tempo estou no apartamento da Lucy, o qual eu sempre visitava para ver se ela havia voltado.
Subo na janela e fico observando o lugar. A cama esta desarrumada e tem um vestido bonito na mesa pronto para ser usado com um sapato perfeito.
—Sting! Vamos, Rogue vai nos triturar se nos atrasarmos para o café. – Ela já estava pronta, usando um vestido verde claro simplesmente encantador e sapatilhas baixas.
—Eu sei, eu sei. – O loiro sai só de toalha do banheiro, com o cabelo molhado. – Mas ele não vai nos matar, ele não conseguiria na verdade. – Os dois se encaram e riem juntos. Lucy se aproxima dele e puxa as mexas que caem no rosto dele para trás, carinhosamente.
Sting a puxa para um beijo, sem ligar que esta só de toalha. Aos poucos vai ficando mais intenso e ele se controla para não joga-la na cama, pelo que percebo.
Estou fervendo por dentro! Como ele ousa fazer isso com a Lucy?! Trata-la como seu fosse uma qualquer? Como ele ousa!
—O que recomenda a mim hoje, senhora?
—A camisa social escura, a calça branca e seus suspensórios, Sr Eucliffe.
—E você vai com esse vestido?
—O que tem demais nele?
—É curto.
—Ah, Sting...
—Você fica mais bonita com os vestidos longos, ele te deixam elegante e sexy.
—Então que vestido você quer que eu use? – Lucy vai desabotoando o vestido e sinto meu rosto ferver. Como ela podia se despir com ele ali, bem na frente dela?
—Podia muito bem usar o vermelho.
—O vermelho?! Vou ficar parecendo a Minerva nele! É constrangedor usa-lo. – Ela fica levemente corada e sorrio com isso. Ela fica linda corada.
—Qual você quer usar então?
—Não sei... – Ela faz bico, tirando a parte de cima do vestido e logo depois todo o resto.
Minha nossa, que corpo.
—Porque não usa o de renda cinza? É discreto e elegante ao mesmo tempo. – Sting sugere, notando, como eu, as curvas da loira.
—Ah! Boa ideia! – Ela corre até a mala no canto do quarto e revira-a. Sting começa a se vestir rapidamente, ficando pronto quando a loira acha o seu vestido. – Serio, como você se troca tão rápido?
—Sou rápido em muitas coisas, amor. – Lucy ri com o comentário dele e fervo novamente. Como ela pode ficar toda risonha com esse idiota?!
—Sim sim. Porque ainda esta me olhando Sting? Precisamos nos apressar.
—Eu nunca canso de ficar olhando para você Lucy. – Depois de alguns passos ele se aproxima, aproveitando-se que ela esta terminando de colocar o vestido longo e simplesmente perfeito em seu corpo. As mãos dele deslizam sobre a cintura dela, firmando-se ali. Depois ele vai beijando o pescoço dela, deixando saliva nos lugares em que seus lábios encostaram a pele dela.
—Sting... Agora... Não... – Percebo o qual desejosa a voz da Lucy esta e isso dói em mim. Porque ela nunca disse meu nome dessa maneira, nunca pediu que parasse, nunca me beijou como o beija nesse momento.
Pulo e tento não fazer barulho.
Saio correndo e tento ir para casa, com a visão embaçada pelas lagrimas que caiam.
Parece que você ganhou essa guerra, Sting. Você tem o coração da Lucy em suas terríveis mãos.
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Rogue:
—Rogue! Olhe a montanha de presentes que ganhamos! – Eu ainda não a havia visto no quarto. Rufus e seu tio fizeram questão de nos separarem. Estava sentada na cama e um mar de embrulhos a rodeava.
—São muitos. – Confirmo, tomando cuidado para não pisar em nenhum. – Como passou a noite?
—Passei pensando em você, Rogue, como todas as noites. – Sorrio, alisando as mexas soltas de seu cabelo.
—Quer que eu saia para você se trocar?
—Não, eu gostaria de sua ajuda. – Obvio que se Rufus entrar aqui eu serei morto por ele.
—Com o que quer que eu a ajude?
—Pode abotoar as minhas costas? Eu não consigo alcançar alguns lugares... – O vestido branco, curto e cheio de babados é simplesmente um convite para que eu o tire e fique com ela naquela cama naquele instante. Mas não posso. Tenho que me conter porque só falta mais dois dias para sairmos definitivamente em lua de mel.
—Sim, eu posso fazer isso. – Consigo dizer ao ver suas costas nuas. Me aproximo, abotoando e ao mesmo tempo, beijando seu pescoço:
—Ah... Como queria que a nossa lua de mel fosse ontem... – Suspira Nanami, quando termino.
—Concordo com você, Nanami. Mas talvez seja melhor que não tenha sido. Quando estivermos sozinhos será bem melhor... – Termino, beijando o lóbulo da sua orelha.
—Promete?
—Sim, prometo. – Sorrio a ela, ajudando-a a ficar em pé na cama para que possa mirar-lhe. Ela faz pose e deixo-me rir.
—Vamos ao café, amor? – Fala, descendo calmamente da cama, comigo segurando a sua mão.
—Vamos. – Levanto, amplamente sorridente. Estou com o braço em volta de sua cintura e abro a porta. Para nossa surpresa vemos Hermione e Alois aos beijos logo na porta ao lado, ambos pareciam estar fazendo algo escondidos, pois estavam tensos e ao mesmo tempo apaixonados um pelo outro.
—Isso lembra nos dois não é? – Sussurra Nanami, para não alarma-los e continuo a observa-los. Contudo, não consigo deixar de rir e isso os assusta tanto que Alois da um salto:
—T-tio... T-t-ia... – Sua voz é um murmuro, porém ele é descuidado o bastante para deixar que Hermione fale:
—Não é...
—Não precisam dizer mais nada. – Nanami ri da suas expressões surpresas. – Também já namoramos escondido não é Ro? – Beijo levemente sua bochecha, assentindo. – Se quiserem a gente pode até dar cobertura.
—Hãn?
—Vocês se gostam. – Completo, tentando formular a resposta correta – E Hector nunca vai deixar a Hermione namorar, não importa com quem seja.
—Eu sei! Mas... – Alois começa falando alto, mas depois emudece. – Não consigo ficar sem a Mione.
—É por isso que vocês precisam ser mais cautelosos. – Diz Nanami, puxando Hermione para seus braços. – Irei conversar com Hermione Rogue, você fala com o Alois. – Ela se distancia aos poucos, de mãos dadas com a jovem.
O loiro me olha e suspira:
—Comece a me dar o sermão. – Ele fala, com os lábios franzidos.
—Na verdade, quem vai falar com você são os seus pais.
—Você vai me dedurar para os meus pais?!
—Fale como quiser, é melhor que Sting dê conselhos a você do que eu.
—Ah, estou morto... – Cantarolou cabisbaixo.
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Minerva:
A movimentação das fadas ao redor do parque não esta me agradando em nada. Aos poucos vou segurando com força a mão do Hector e este percebe de imediato o que esta havendo.
—Não posso fazer nada, Minerva... Não posso impedi-los de vir até aqui. – Bufo entorpecida e ele segura o meu queixo, erguendo-o logo. Sedutor como sempre. Miro os curiosos furtivamente, notando que até mesmo Laxus Dreyar estava nos espiando.
—Odeio gente curiosa. – Resmungo, virando-me para ele fazendo um bico momentâneo que o faz rir.
—Eu sei que odeia. – Beija-me calmamente, buscando a doçura de meus labios com os seus e ao mesmo tempo, deleitando-se com a minha língua.
—Mãe! – Hermione estava alegre demais. Algo esta acontecendo... Tenho certeza.
—Hermione. – Fala Hector, dando-lhe um beijo estalado na bochecha.
—Adivinhem o que a Nanami-san vai me ensinar?! Adivinhem! – Ela estava dando pulinhos de alegria. Tamanha a sua felicidade.
—Não tenho a menor ideia, Hermione. – Falo, tentando entender algum motivo além para essa alegria.
—Ela vai me ensinar a magia das rosas de ferro!
—Serio? –Hector dá uma de interessado para agrada-la e sorrio, notando como ele gosta da pequena. – Fico feliz, mas você sabe que vai ter que se esforçar, não sabe?
—Hum! Eu vou ficar forte e derrotar o Gazille como o Rogue-kun! – Dou uma leve risada com a sua afirmação motivada e Hector faz o mesmo, passando a mão sobre seus cabelos. – Eu tenho que ficar mais forte! – Completou ela para a nossa surpresa. Apesar de delicada, ela tinha algo de nos dois: A determinação de ferro.
—Apenas... Não se mate, entendeu? – Falo brincando e a god slayer ri.
—Sim, eu vou voltar sã e salva para casa.
—Ei Hermione! – Grita Alois sorrindo, com James ao seu lado. Apesar de meio corado, o loiro tinha um sorriso anormal e grande nos lábios.
Pode ser que... Bem, talvez Hector o mate antes disso.
—O que foi? – O moreno a minha frente pergunta e vejo que ainda estava olhando fixamente a nossa garotinha.
—Nada, só estou lembrando-me do dia em que ela veio para casa. – Minto, porém ele não percebe as minhas reais suspeitas.
—É... E quando vamos aumentar a nossa família, Minerva?
—Daqui a muitos anos, Hector. – Falo rindo e ele segue a minha deixa, animado.
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Wendy:
—James, pode segurar isso para mim? – O loiro fala, com uma expressão seria. Noto que ele tem um gato creme por sobre a cabeça.
—O que vai fazer? – O moreno fala, por sua vez, vendo a pequena ave em suas mãos tremulas.
—Vou cura-la ué! – Responde o loiro e não posso deixar de ficar surpresa.
—Vai conseguir mesmo? – James pergunta, ouvindo os assobios dolorosos do pequeno passarinho.
—Sim, apenas... – Vejo uma aura branca por sobre o seu corpo. Aos poucos, suas mãos são preenchidas por magia e o pássaro é curado.
—Foi mais rapido que na ultima vez. – Fala o moreno, ajeitando as roupas levemente empoeiradas.
—Sim, estou ficando cada vez melhor. E tenho que agradecer ao pessoal da guilda por se machucar bastante. – Riram os dois, caminhando para dentro do parque.
E eles eram tão bonitos e pareciam ser bem gentis também.
—Wendy?! – Romeo chama-me e desvio a atenção dos rapazes que iam desaparecendo de minha vista. – O que estava olhando? – Sinto meu rosto ficar vermelho.
—N-nada Romeo-kun. – Digo, envergonhada.
—Bem, vamos, já é quase hora do almoço. E temos de chegar antes do Natsu-san. – Ele segura a minha mão e corre, e eu, por fim, apenas rio disso divertida.
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Lucy:
Três dias de casamento! Ufa! Não aguento mais! Quero a minha casa em Fujima!
—Hum... Sting... Esta na hora de levantar... – Ele esta apenas de calça, segurando-me contra seu corpo. Quando chegamos do terceiro dia do casamento estávamos tão cansados que desmaiamos sem trocar de roupa.
—Eu sei... – Fala ele, entre resmungos.
—Posso levantar então?
—Não. – Fala, com um bico distante e risonho.
—Sting... – Beijo-lhe os lábios com veemência e ele abre, finalmente, os olhos.
—Se você quer mesmo acordar, então pode fazer o meu café?
—Vou tomar um banho e depois conversamos sobre isso. – Falo, levantando. Ele revira-se na cama, ficando de costas para mim com rapidez. Entro no banheiro e coloco a banheira para encher, enquanto me dispo. Havia quase um ano em que eu havia ficado longe de tudo e de todos. Longe de Magnolia e de Natsu. Mas agora... Agora era diferente.
Sting Eucliffe preenchia tudo. Todas as minhas emoções, certezas e objetivos. Vivia por nos dois.
Já sem nenhuma peça de roupa entrei na banheira de agua morna, aproveitando e meditando ao mesmo tempo. Relaxo e fico vários minutos na banheira antes de sair apressadamente e me secar de qualquer jeito.
Saio enrolada numa toalha rosa e vejo que o loiro ainda não havia se levantado completamente. Estava sentado na cama, esfregando os olhos, levemente atordoado. Desde que nos ficamos juntos e depois quando Tyler trouxe Lecter de volta, Sting tem exalado alegria. Tem sido bastante carinhoso com os meninos e comigo, realmente é como o chefe da família:
—O que você esta pensando? – Pergunta ele e reparo que ainda estou na porta do banheiro a mira-lo.
—Hum... Não é nada, Sting. – Falo com um sorriso amplo nos meus lábios. Ele se levanta meio cambaleante e vem na minha direção, já que eu continuo parada. Suas mãos percorrem o tecido fino da toalha e buscam a maciez da minha pele. Seus lábios curvados para os meus, sorridentes.
—Fale para mim o que estava pensando, sua loira mentirosa.
—Mentirosa? Mentirosa com o que?
—Não mude de assunto.
—Estava pensando em nos dois, tudo bem? Em como você esta feliz. E como eu gosto de te ver assim.
—Só estou assim por causa de você. – O sorriso que ele dá me ilumina por dentro e miro seus lábios, desejando-os. – Tudo por causa de você... – Um encontro rápido, porém o suficiente para me deixar quase sem ar. – Se não fosse pelo seu lacaio...
—Ele não é meu lacaio, Sting...
—Pelo seu espirito Tyler, então, Lecter não teria voltado a ficar comigo. E um dos pesos da minha alma não teria se esvaído... – Coloco meus braços sobre os seus ombros, já que a toalha estava bem presa entre meus seios, e miro-lhe com mais que um simples sorriso corriqueiro. Quero beija-lo, quero seu corpo no meu, nesse instante.
—Sabe que eu faria qualquer coisa por você... – É a única coisa que consigo dizer antes de ser carregada por ele e ser deitada na cama. A distancia mínima entre seu corpo e o meu é atingida:
—E eu digo o mesmo, maga celestial. – Termina entre leves mordidas no meu pescoço. Meus lábios deleitam seus ouvidos com baixos suspiros. Mas antes que nos beijemos, escuto alguém bater na porta veementemente. Consigo ver que Sting fica irritada pela interrupção e tenta ignora-la, beijando-me com mais vontade, pra descontrair sua imensa ira.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Mas as batidas ficam cada vez mais intensas e consecutivas. E ele se levanta por fim.
—Vá se trocar. – Fala por fim, irado o bastante para matar alguém. Estou um pouco surpresa, ainda, mas me levanto e trato de colocar uma roupa rápida enquanto ele me mira sentado na cama. – Eu vou abrir a porta.
—Não, pode deixar... – Digo, depois de colocar uma blusa por cima da regata. Estava também de saia e chinelos, a vontade. – Eu abro... – Confirmo e ele assentiu levemente, jogando a cabeça para tras com veemência e desordem.
Olho-o antes de abrir a porta e descer as escadas. Algo na sua expressão não me deixa feliz. Desço os degraus com rapidez, ouvindo as batidas mais fortes na porta simples.
—Já vou! Já vou! – Falo, pegando a chave da porta na parede ao lado. Coloco a chave na fechadura e depois de virar duas vezes vejo Gray e Wendy na minha porta. – Hãn... Gray? Wendy?
—Lucy-san... – A pequena tem a voz acanhada e não é para menos. Talvez ela ainda se lembre do que Natsu fez comigo.
—O que querem? – A voz de Sting preenche a minha, fazendo a mesma pergunta. Não era de se admirar que estivesse tão irritado.
—Ah, Sting... – A voz de Gray foi sumindo conforme falava o nome do loiro da Sabertooth, receosa ao extremo.
—Pode subir, Sting. Eu posso resolver isso sozinha. – É evidente para os magos da Fairy Tail o ódio de Sting por eles. Então, o simples fato de estarem na minha “casa” com ele totalmente encabruado não é algo legal.
—Tudo bem. – Responde por fim, com a voz firme. – Mas termine logo.
Seus passos demoram a desaparecer e eu sabia que ele estava escutando atrás da porta. É obvio demais até para ele.
—Bem... – Volto meu olhar novamente até as Fadas. Wendy olha para o chão e Gray tem o rosto levemente corado.
—Sentimos muito se os interrompemos em algo... Mas é que... – Começou Gray e não terminou, não sei por que na verdade.
—Achamos que Levy podia estar aqui com você... – Completou acanhadamente a pequena, com a voz chorosa.
—Levy desapareceu? – Fico surpresa ao vê-los assentindo e sinto algo dentro de mim, algo que sabia exatamente onde ela estaria. – Eu vou acha-la! – Falo, abrindo espaço entre eles e correndo, tanto quanto as minhas pernas permitiam.
—Lucy! – Gray chama, mas corro em direção a floresta de Magnolia.
Por fim, sinto meu braço ser puxado e colocado contra uma arvore. Noto a respiração pouco ofegante e o cheiro doce de hortelã do dragão branco:
—Você tem dois segundos para me explicar porque saiu correndo como se não houvesse amanhã antes que eu te beijei. – Tentei normalizar a minha respiração, mas seus lábios já estavam contra os meus nesse momento. Ele sabia que se me beijasse não haveria escolha a não ser contar a ele o que estava acontecendo. Lagrimas preocupadas caíram dos meus olhos enquanto eu agarrava–lhe os cabelos. Ela poderia estar em apuros! Podia ter perdido o bebê ou até mesmo brigado com Gazille! Preciso encontra–la:
—Por favor, Sting... – Minha voz é um misto de desespero e medo. – Por favor, Levy... Ela... – Não consigo terminar. Os soluços preenchem meus lábios. E se fosse eu nessa situação?! Ela ficaria ainda mais desesperada que eu. Enfrentaria Hector por mim:
—Se acalme... – Fale ele, puxando– me para perto.
—Levy esta... Ela esta esperando um bebê, Sting. – Noto seus olhos surpresos e depois que este se controla para me mirar. – Eu estou com medo. Não sei o que aconteceu a ela, se esta bem ou não. Não sei se ela contou para o Gazille e ele a deixou... – Eu estava soluçando e Sting estava com uma expressão estranha.
—Esta dizendo que Gazille deixou a Levy sozinha porque ela esta gravida?
—Eu não sei pode ser que sim... – Sussurro.
Há algo que Sting não quer me contar, mas deixa transparecer nesse segundo. Ele tem tanta raiva de Gazille e não me conta seus reais motivos. O que o mago de ferro pode ter feito a eles dois que os fez ficar dessa maneira?
—Preciso que faça algo para mim. – Não acredito que ele esta furioso. Eu deveria estar furiosa. – Você tem que encontra– la. Você precisa. Levy nunca vai se recuperar totalmente disso se não tiver o seu apoio. Rogue também não... – Ele começou, mas parou repentinamente. – Por favor, cuide dela Lucy.
—Espere Sting! O que Gazille fez a Rogue? – Vejo a expressão culpada nos olhos do meu dragão. Era algo que ele havia vivido com o melhor amigo e ele sabia os traumas que este viverá.
—Gazille abusou sexualmente de Rogue. – Murmurou Sting nos meus ouvidos. – Eu o encontrei três dias depois. Nos só tínhamos sete anos... – Nunca havia visto uma expressão tão culpada em seus olhos. Ele sentia que podia ter impedido aquilo de acontecer. Mas não pode.
—Sting... – Eu o abracei, derramando novas lagrimas. – Desculpe... Sinto muito... – Era duro ter de reviver todos aqueles momentos agora, depois do casamento de Rogue.
Ele fungou uma vez e respirou fundo antes de falar:
—Vá e a procure. Chamarei Rogue para me ajudar também, ele compreenderá. – Algo me dizia que ele estava mentindo, mas o simples fato de estar tentando me ajudar já era singelo e amoroso. – Encontre–a, por mim. – Era suplicante, como se já soubesse o futuro terrível que ela teria.
Talvez por isso Rogue tenha se entregado incondicionalmente a Nanami. Ele tem tanto medo que essas memorias não se vão que...
Que a amou o mais profundamente possível para isso.
—Não faça nada arriscado. – Peço, como aviso.
—Não farei. – Ele completa, beijando a minha testa. – Cuidado, Lucy. – Aos poucos vai desfazendo o abraço e sai correndo na direção oposta a que eu pretendia ir.
Limpei as lagrimas que tinham deixado rastros salgados no meu rosto e tive de forçar as minhas pernas a correr depois de assimilar tudo.
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Sting:
Estava se repetindo...
De novo.
Meus punhos estavam fechados e minhas unhas fincavam tanto na pele que eu temia estar com sangue nelas.
Lucy havia falado dessa garota uma vez quando estávamos em Fujima. Elas eram melhores amigas.
Levy McGarden amava Gazille desde que ele a protegerá de Laxus Dreyar numa briga interna da guilda. Desde então, ambos tinham trocado alguns elogios e as vezes segredavam confidencias secretas e discretas.
Ela sempre admirou a força de vontade do dragão de ferro. E Lucy tinha certeza que este também a amava.
Como ele pode?! Rogue era um menino e o admirava como um pai, mas ela o ama.
Ela daria a vida por ele e Gazille nem ao menos liga para ela? Usa–a como um brinquedo e depois joga fora!
Nunca vou perdoa–lo.
Eu sinto o cheiro do dragão negro perto de mim. Talvez Rogue me ajude a mata–lo.
—Sting! – Rogue vê como estou irritado. Nanami ao seu lado não entende porque. – Onde esta indo?
—Eu vou mata– lo. – É o que sai dos meus lábios quando corro mais rápido ainda em direção a Gazille, há quinhentos metros de nos todos.
—Sting! Pare! – Ele percebe a quem será direcionada a minha raiva e fica temeroso se eu ia ou não mata– lo. Rogue sabia que tenho força o suficiente para isso.
—White Dragon Secret Attack: Dragon Soul... – Murmuro, com a armadura se formando ao redor do meu corpo. Eu iria mata–lo! Não sobraria nada dele no mundo!
—Pare! – Gritou Rogue correndo para me impedir, mas já era tarde. Eu já tinha atirado na direção do mago da Fairy Tail.
Uma grande onda de fumaça atingiu toda a área ao redor.
Por fim, volto ao meu estado quase normal. Se eu ficar mais tempo com o Dragon Soul é possível que eu o extermine mesmo.
Vou em direção a ele, deveria estar parecendo um demônio.
—Sting! – Rogue fala e ranjo os dentes:
—Eu vou mata– lo! – O moreno me segura e por fim me afasta de Gazille, que tinha desviado e estava perplexo.
Se eu tivesse acertado ele não estaria vivo.
—O que ele fez? Mexeu com a Lucy? – Eu estava transtornado de raiva.
—Pior que isso! – Grito, soltando– me e indo em direção ao mago de ferro. Seguro– o pela gola da camisa. – Eu nunca vou perdoar você! – Murmuro entredentes, vendo Rogue tentar me afastar:
—Sting, Hector vai te matar.
—Morrerei com gosto então.
—O que ele fez Sting?
—De novo Rogue... Ele fez novamente... – Vejo o moreno começar a tremer. Nunca perdoarei Gazille pelo que fez a Rogue, não depois do que vivemos.
—Do que raios vocês estão falando? – Pergunta o moreno.
—Não se faça de inocente. – O dragão negro toma a palavra – Espere, ele... Com a...
—Sim, com a Levy.
—O que tem a Levy? – Quis saber o dragão de ferro e eu serrei meus punhos um no outro, quase o asfixiando. – Onde ela esta? – Pergunta ofegante.
—Mesmo que eu soubesse não te diria. – Acerto um soco em seu queixo, fazendo– o cambalear e cair no chão.
—Lucy esta com ela?
—Não sei. Mas ela não estava bem. Demorou quase cinco minutos para me contar o que estava acontecendo.
—Acha que esta tudo bem?
—Não.
—Onde ela esta? Porque Levy sumiu? – Resmunga o homem que Rogue mais odeia no mundo.
—Vocês estavam juntos, não estavam? O que você fez a ela antes que desaparecesse?
—Isso não te...
—Você terminou com ela. – Adivinho e pela sua expressão devo ter acertado. – Levy esta gravida, seu idiota. Gravida do seu filho e você teve a coragem de terminar com ela.
—Acha que eu sabia?
—Deveria, se a amasse.
—Eu a amo!
—Como me amava? – Rogue fala e deixa o homem a sua frente sem fala.
—Você é um idiota. – Não consigo mais olha– lo sem sentir a vontade suplicante de extermina– lo da face da Terra.
—Eu não sabia! Levy mal falava comigo!
—Não era por isso, talvez? – O dragão negro olha para trás comigo. Eu podia ouvir a voz da Lucy e também identifiquei os gemidos da maga da Fairy Tail. Conseguimos vê– las depois de alguns minutos, não consigo decifrar a expressão que o dragão de ferro faz. Ele se levanta e corre até a garota de cabelos azuis e olhos vermelhos:
—Desculpe... Perdoe-me Levy... – Ele a aperta ainda mais por causa dos sussurros que a mesma dá. Talvez seja porque se amam apesar de tudo. – Eu não sabia... Eu juro... – Lucy caminha na nossa direção quando Rogue nos dá as costas e parece querer ir embora logo, mas depois para e vira– se de súbito:
—Gazille, lhe dou um aviso. Se eu descobrir que Levy está de algum modo triste por sua causa eu mesmo irei mata– lo. Mesmo que eu seja preso e que minha mulher fique sem esposo, eu juro que irei mata– lo. Fique avisado. – Por fim, vai embora.
—Eu digo o mesmo, Gazille. Eu também irei atrás de você se a minha amiga ficar infeliz novamente. – Lucy fala, puxando– me pela mão.
—Eu teria cuidado. – Murmuro para que ele ouça.
Puxo a loira para meus braços, suspirando em seguida.
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Hector:
—Eu quero uma explicação logica para o que ele fez. – Falo para a loira que tinha Sting deitado em seu colo.
—Hector... Não é uma boa hora. – Murmura Lucy, passando a mão sobre o cabelo do Eucliffe. Ele tinha praticamente desmaiado.
—Porque não é uma boa hora?
—Eu demorei meia hora para faze– lo dormir. Ele queria ir até a Fairy Tail e lutar contra Gazille novamente. E de quebra lutar com Laxus e Natsu.
—Porque ele ficou tão irritado?
—Ele repetiu umas trinta vezes que Gazille tinha feito novamente. – Responde– me ela, deduzindo que eu já soubesse.
—Sting matou Gazille?
—Não, por sorte, Rogue não permitiu.
—Quando ele acordar, diga que teremos de conversar.
—Eu sei. – Ela dá um sorriso cansado, como se estivesse prestes a desmaiar como o amante.
Sai, fechando a porta comigo.
Alois, Ryuu e Lecter estavam numa cabine junto com James, Fro e Hermione. Talvez fosse uma pequena coincidência eu ter sonhado com dois dragões lutando.
Ou talvez não.
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Notas finais
Vocês choraram tanto por causa do final de Warmness e agora já tem Shatter de prontidão.
Critiquem-me.
Amy
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