Shatter Me

18 Estilhaço de Amor Lunático III


Notas iniciais
E cá estou eu novamente! *DIVANDO MAIS QUE O LEGOLAS* Sabe Loi Hime, acho que vou dedicar esse capítulo pra você. Depois dos seus comentários, gatinha, decidi colocar umas coisinhas legais nesse. No entanto, peguem seus lenços de papel e não tomem nenhum tipo de liquido perto de seus computadores, porque não quero ser obrigada a dar um novo à ninguém. E também, tenham piedade da minha alma! Esse capítulo completo tinha 15.000 caracteres. Dividir é tão cansativo por ter que revisar três vezes o capítulo, organizar as partes e também não confundir ninguém ou dar spoilers. Autores sofrem! Então sejam bonzinhos e leiam tudinho. Amy B. Ps: Não esqueçam dos lenços, jovens moranguinhos! Peguem seus lenços!! (:3)

James:

Serio, se eu não fizer isso logo posso me matar.

Até mesmo o meu pai veio com esse papo de gostar de alguém e tal. Não existe nada mais vergonhoso no mundo que isso.

Estamos sentados no sofá e eu pego a mão dela.

Wendy me olha surpresa e sorrio:

— Olha, isso é até um pouco novo para mim, sabe? Eu nunca me aproximei tanto de uma garota quando de você. — Confesso aos sussurros. — Gosto muito de você.

Ela fica vermelha, mas não recua como eu esperava.

— E se eu também gostar de você. O que acontece?

É a minha deixa.

— Exatamente? Isso. — Inclino-me e beijo seus lábios. Obviamente não é a minha primeira vez, mas ela age como se fosse à dela e pretendo ser muito gentil, se esse for o caso.

Afasto-me e vejo que ela está ainda mais vermelha e noto que, como ela, estou com as bochechas e a nuca queimando.

Então entrelaço nossas mãos ainda mais e me aproximo alguns centímetros, mesmo sentados no chão. Avanço em seus lábios com mais fervor agora e ela deixa que eu a conduza, exatamente como quero.

Mais dois beijos se seguem disso e quando nos afastamos estou sorrindo tanto que pareço ter congelado no tempo.

— Isso... Entre a gente... — Eu a beijo, antes que ela continue. Ela mal tem ar quando nos separamos — Pelos poderes dos dragões, James. Deixe-me terminar. — Replica, impaciente.

— Seja lá o que você quer dizer, eu aceito. Só... Beija-me novamente. — Sorriu e levo isso como um sim.

E, exatamente quando as coisas estão ficando boas, sinto alguém me puxar para o alto. Estou tão petrificado quando percebo que estou sendo carregado para o lado de fora que nem sequer peço a ajuda de alguém.

Caio na neve de costas, a cabeça girando.

— Você tem cinco segundos para me explicar aquilo que eu estava vendo na sala antes que eu o transforme em carvão. — A voz de Laxus e a estática ao seu redor me fazem tremer.

— Q-que?

— Quatro.

— Es-espera! — Tento me sentar, mas estou tão tonto que não consigo.

— Três.

— Droga.

— Dois. — Respiro fundo.

— Eu estava beijando a Wendy, ok? — Respondo sem o menor amor a vida.

Um raio vem até mim e me esquivo, rolando para o lado. Ergo a cabeça e vejo mais um raio. Rolo para trás e me coloco de pé, ofegante.

— Saco. Não acredito. — Estava claro, mas a neve nas árvores me ajudaria. — Não acredito. — Repeti, com as espadas gêmeas surgindo em minhas mãos.

Ainda não sou tão avançado quanto Alois, mas faço um bom estrago quando quero.

— Hades Blade: Union. — Uno-as, ganhando uma lamina de um metro de gume irregular e afiado.

E com um raio Laxus joga a espada longe de mim, queimando parcialmente meus dedos. Meu corpo treme compulsivamente e antes que outro raio me atinja, rolo de barriga para cima e um escudo surge.

Estou ofegante.

Minha boca tem gosto de sangue, como se parte do meu corpo tivesse sido — e provavelmente tinha — machucado pelos raios. Cuspo o sangue no chão, vendo a neve ficar da mesma cor, absorvendo-o.

Minha mão direita está em desuso. Mal consigo fechar os dedos e raios sacodem o escudo acima da minha cabeça.

Será que vou perder para Alois e Hermione? Serei o mais fraco? Sempre?!

Faça-me mais forte, por favor.

Um raio parte a barreira e quase me atinge, mas algo o barra. Sinto meu corpo ficar mais leve e também marcas negras surgirem por todo o meu corpo. Todo o meu antebraço direito está negro e o esquerdo está coberto por chamas negras, cobrindo-o por inteiro dessa vez.

Os raios vêm e são barrados apenas com um simples movimento meu de mão.

Já era hora.

Olho Laxus e vejo que a sua expressão se tornou pior que antes. Corro até ele, desviando assustadoramente rápido e dou um soco no chão, quebrando parte da escada dos meus tios. Ele desviou.

Estou abaixado, olhando o estrago que fiz quando um raio zumbi na minha direção, mais forte que os outros. Se atingisse a casa, acabaria com toda a entrada e acho que já fiz estragos o suficiente para o meu tio me matar enforcado.

— Vamos lá... — Eu seguro o raio, o que definitivamente não é fácil e dou um passo para trás, ainda tentando pará-lo. — Minha mãe está lá dento droga. — Resmungo a mim mesmo. — Será que é pedir demais?

Uma sombra cruza a floresta e vem até mim. Seu rugido assusta Laxus e o raio se torna mais fraco. Consigo pará-lo totalmente agora e o faço, unindo-o numa pequena esfera e desfazendo-o.

Finalmente vejo meu salvador.

O cão tem quase a minha altura. É totalmente negro, a não ser pelos olhos vermelho-sangue, assustadores. Ah, e tem três cabeças.

Ele vem até mim, me cheirando e lati, feliz.

Cérbero.

— Cérbero? — Digo, ainda um pouco incrédulo. Ele abana o rabo. — Você me salvou. É parte dos meus poderes? — Eu me abaixo, ficando na mesma altura que ele. Pareceu assentir e depois eu escuto em minha mente:

Não, idiota. Sou seu parceiro.” — Sua voz é parecida com a minha a não ser, pelo tom altamente canino.

Arregalo os olhos e caio, sentado.

Vim do mundo inferior porque escutei a sua voz.” E parece revirar os olhos “Que raio de cão eu seria se abandonasse meu dono?”.

Sorrio, acariciando a cabeça do meio. As outras duas respondem em minha mente.

Somos três em um, mestre. Você sabe como nos agradar?”

“Exatamente. E a sua aparência mudou, chefe. Você parece mais novo.”

Acho que deveria dar um nome a cada uma de vocês para diminuir a confusão. — E uma idéia maluca se passou por sua cabeça. — Será que... Vocês podem se dividir?

“Tsc” — Os três fizeram isso em uníssono e em seguida, começaram a se dividir.

Os três cães eram do mesmo tamanho, mas cada um usava uma coleira diferente. Uma vermelha, uma azul e uma verde.

— Bem, você é o Dante . — Disse para o de coleira verde. — E você, Nova. — Disse ao azul. — E você... Vejamos... Jolly?

Parece bom, pelo menos não é Rex.”

— Eu pensei que era um nome muito comum. — Respondo e Nova balança a calda, querendo brincar.

Chefe, tem alguma bolinha? Lá no Hades não tem nenhuma.”

Hades?

— Certo arranjarei uma bolinha para vocês. — Em seguida, Dante pula em mim, divertido, latindo:

Eu quero ficar com o mestre. Deixe-nos ficar aqui!”

Estou sorrindo tanto que nem percebo que Alois está bem na minha frente.

— Jay! Isso foi incrível.

Ei, o que Apollo faz aqui, chefe?”

“Alguém como ele...” Brandiu Jolly “Vocês são amigos?”

Hãn... Obrigado.

— E esses cães? São seus?

“Mestre, posso mordê-lo?”

“É, boa idéia! Podemos chefe?”

“Não será tão ruim quanto você pensa. Só vamos triturar os ossos dele”

Fiquem calados. — Ordeno e eles param.

— Jay?

— O que? — Viro-me e vejo a expressão totalmente confusa do loiro a minha frente.

— Isso foi assustador. — Os três rosnam.

— Tudo bem, só preciso aprender a controlar isso. Essas vozes na minha cabeça.

— Você consegue ouvi-los? Que incrível.

Você não sabe de nada, colega.

— Espera... Como você veio tão rápido? — Perguntei, pois estava do outro lado da casa.

— Bem, eu estava aqui fora sabe? Você salvou a minha pele.

— Se você estava aqui fora, porque não veio me ajudar?! — Esbravejo e ele sorri.

— Eles não deixaram. — E apontou para Hector, Sting e Hermione.

Rangi os dentes.

— Só não o matem. — Digo aos cães e eles latem, felizes. Dante avança em Alois, que corre rindo.

— Isso é infantilidade, James!

— Eu sou mesmo muito infantil. Jolly! Nova! Peguem! — Grito me levantando e eles correm junto com o outro irmão.

Rogue:

— Bem, obrigado por não fritar meu filho, Laxus. — Agradeço e ele suspira.

— Acho que ele aprendeu a lição. Tomara que se afaste da Wendy. — Eu sorrio a isso e respondo:

— É tentar afastar Sting de Lucy. Completamente inútil. — Ele me fuzila com os seus olhos verde vibrantes, mas não ligo. — Sabe que é verdade, Laxus. Você mesmo viu como eles andam juntos. Se tentar separá-los só vai piorar ainda mais as coisas. — Apontei Wendy, que estava no sofá encolhida, chorando.

— Não gosto de pensar que eles estão se agarrando por ali. — Diz-me ele e concordo, mesmo que vagamente.

— Conversei com James ontem. — Vejo Alois ainda correndo pela neve e os três cães de James o perseguindo. — Ele me disse que... Bem, que estava apaixonado. Que gostava da Wendy e que era a primeira vez que sentia isso por uma menina.

— Espero que você não tenha chegado à parte das abelhas e das cegonhas.

Pelos deuses, não. — Digo, sem conseguir reprimir um arrepio.

Nem quero pensar nisso.

— Apenas, disse a ele que confiasse em seus instintos e que ele não poderia reprimir esses sentimentos por tanto tempo. Que ele conversasse com ela.

— Sei muito bem como ele tem conversado. — Laxus franziu as sobrancelhas loiras.

— Se você quer, eu e Sting conversaremos com ele. — Sugiro e ele parece mais desconfortável.

— Prefiro Lucy e Erza.

— Você realmente quer matá-lo. — Resmungo e ele tenta conter um riso.

— Não leve pelo lado pessoal. Qualquer um da minha guilda faria isso pela Wendy. Somos a família dela.

— E não leve pelo lado pessoal, mas acho que meu pai deveria ir tentar ajudar o Alois. — James diz, parecendo risonhamente entretido.

— Hector descobriu?

— Aham. — Ele assente.

— Isso é algo que você precisa ver. — Sorrio.

Sting:

Certo, Hector está passando dos limites.

— Pelo colar de Layla. — Resmungo. — Vou repetir. Apenas mais uma vez. — Não sei se estou furioso o bastante, mas arrisco. — É uma paixão juvenil, Hector. Uma hora, sua menininha ia ter de namorar alguém. Pelo menos, que seja o Alois.

— Ei! — Resmungam os dois menores.

— Calados! — Hector fala, irado. — E você permite isso? Sem me contar?

— Hector, pare de ser tão idiota. Eu e Lucy temos vigiado os dois, quando estavam aqui. — Muito mais Lucy pelo que sei. — Eles têm um passado, talvez até mais longo que nos temos com eles. Eles cresceram juntos e também... Passaram muitas coisas juntos.

Ele morde os lábios, ainda enraivecido:

— Bem... Precisa de ajuda? — Rogue pergunta, com James ao seu lado.

— Rogue, como você acalmou Laxus? — Perguntei, na esperança disso também ajudar com Hector.

— Falei que eles eram jovens e que, às vezes, conversar sobre esses sentimentos era a melhor forma. Alois e Hermione são parceiros desde sempre. Andam juntos, treinam juntos e também... Já saíram em missões juntos. Dê um pouco de confiança a sua filha, Hector.

Isso parece amansar a fera.

— Como eu disse a Laxus, tentar separá-los é burrice. Só vai aproximá-los mais e ainda fazer com que isso se torne rebelde e não vigiado. — E xeque-mate.

— Tudo bem, mas ainda assim...

— Hector, relaxa. — Digo e ele suspira.

— Tudo bem. — Hermione sorri e me abraça, contente. Rogue também recebe o dele.

— Só não abuse da sorte, moleque. — Hector fala e Alois assente varias vezes.

E assim, salvamos a pele do meu filho.

Lucy:

O clima amoroso na minha casa está aumentando.

Alois se acertou com Hector e finalmente oficializou o namoro e Wendy e James... Bem eles são fofos juntos.

Sting suspira em meus cabelos.

— Sting?

— Quer dar uma volta? — Pergunta, com a expressão entediada.

— Claro.

Levantamos do sofá da sala e caminhamos de mãos dadas para fora. O lugar está lindo. A neve cobriu tudo cuidadosamente, dando um ar refinado e gracioso a toda a floresta que cerca a casa.

— Eu conversei com Ethan.

— Conversou o que?

— Lembra-se quando você estava passando mal antes de fazer o exame de Hector? Que falou sobre a sua mãe? Eu perguntei a ele quais seriam os riscos da gente tentar... Você sabe. — Miro-o com as bochechas coradas.

Bebês, Sting quer bebês.

— Sting eu não sei se é uma boa idéia... Ainda mais...

— Tão cedo. — Ele completa. — Mas Lucy, você quer ter um bebê, um bebê só seu. É claro que quer.

— Mas eu não sei...

— Confie em mim. Tudo vai dar certo dessa vez. — Ele pousa suas mãos macias na minha cintura e me aproxima do seu corpo. Coincidentemente, estou usando o colar da sua irmã, a prova da nossa futura união.

— Quando vamos contar aos meninos? — Pergunto, mexendo no colar para lembrá-lo.

— Não sei. — Enrolo meus braços em seu pescoço. As mangas das minhas blusas de linho sobem, mas não me importo. — Talvez logo. Já percebeu Lucy? As coisas estão mudando. Melhorando.

— Eu vi. — Digo.

— E a cada dia que passa, só acredito que te amo mais e que, nada nesse mundo poderá nos separar. — Ele recosta-se e nossas testas se tocam. Ele está tão quente que sorrio, pensando se ele não está corado, talvez não por causado frio.

Não digo nada, mas o beijo como quando o vi sofrendo. Quero apagar qualquer rastro de magoa dele.

Sting puxa-me mais para perto dele e fico nas pontas dos pés, intensificando o contato. Minhas mãos deslizam pelos seus cabelos lindos e macios e me pergunto se nossos bebês os terão. Ser-se-ão tão lindos e fofos como Sting Eucliffe.

E eu confio em Sting, seja para o que der e vier.

Erza:

— Lucy... — Chamei-a, quando a vi entrando com Sting. Ambos estavam corados por causa do frio e com as roupas e os cabelos cobertos de neve. — Falei com o mestre Makarov. Ele disse que Hermione e Toshiro iriam trazer ele e os outros para nos visitar mais tarde.

— Parece bom. — Sting diz, parecendo totalmente realizado. — O que acha de arrumarmos a casa?

— Lucy! — Nanami aparece na porta da cozinha, parecendo reluzente com algo.

— O que foi? — Pergunta a loira.

— Sirene e Mizuki virão mais tarde. Ela disse que queria que conhecêssemos o pequeno Yukio.

— Awn. Aquele deve ser o bebê mais fofo do mundo. — A maga estelar diz e Dragão apenas ri, concordando.

— Genética. — Rogue diz, aparecendo miraculosamente na cozinha. — Sirene tem uma genética boa.

— Esse comentário nem foi maldoso. — Lucy ralha, brincando.

— É a pura verdade, cunhada.

— Então teremos muitos visitantes hoje? — O loiro, dono da casa, pergunta. Eu e Nanami assentimos juntas e perfeitamente sincronizadas.

— Vou avisar os outros. — Digo e caminho para a sala.

Mira e Laxus estavam sentados no sofá com Wendy, James e Alois. O loiro ria de algo com o moreno, enquanto a Dragon Slayer apenas os mirava interrogativamente.

— Pessoal! Novidades!

— Quais Erza? — Quis saber Mira, curiosa como sempre.

— O mestre Makarov e os outros estão vindos com Hermione.

— Eba! — Alois também comemorou.

— Vamos nos arrumar então, pessoal. — James diz, animadamente.

Lucy:

A casa foi arrumada. As pessoas se arrumaram. A comida tentou ser arrumada, essa parte não deu certo, principalmente com Laxus e Rogue ajudando.

Todos se sentaram na sala e conversamos.

Yukio, o pequeno e fofo bebê de Sirene e Mizuki, adorava o meu colo e não gostava de Sting ou Rogue. Eu ri disso com Nanami e ambos pareceram ofendidos.

Mizuki e Sirene foram embora antes que ficasse mais frio, depois do jantar.

Makarov e os outros da Fairy Tail tomaram um pouco do vinho especial de Sting, mas também não chegaram a se embebedar.

Tudo correu tão tranquilamente que o loiro consentiu que eles ficassem em casa. Onde eles iam dormir, não era problema nosso.

Apesar de tanta gente em casa todos nós, até os gatinhos, dormimos muito bem. Era de manhã quando me levantei. Joguei uma água no rosto e me troquei, pronta para acordar o pessoal do quarto. Mas eles dormiam tão bem que acabei desistindo.

Desci para ver se tinha mais alguém acordado e me deparei com Natsu sentado à mesa, com tomando um copo de algo muito forte, mesmo sendo nove horas da manhã. Realmente espero que seja café.

— Bom dia. — Digo, indo até a janela para observar o tempo.

Era por isso que ninguém havia acordado ainda.

Estava mais frio. Mais neve caindo.

— Você se lembra de que dia é hoje, Lucy? — Natsu pergunta.

— Hum? Deveria? — Ele afasta-se e levanta, caminhando até mim. Fica a dois metros de mim.

— Foi quando começamos a namorar. — Responde.

Onde ele quer chegar?

— E?

— Lucy... Eu ainda te amo. Talvez mais agora do que antes. — O rosado dá dois passos, aproximando-se. Recuo a mesma quantidade de passos, dando com a parede próxima a janela. Seu hálito está cheio de álcool e seu corpo é quente, mesmo que ele não me toque.

— Natsu... Eu não sinto o mesmo. — Murmuro, sabendo que ele me escutaria.

— Você está mentindo. — Ele rosna, imprensando seu corpo contra o meu. Isso me faz estremecer.

— Pare, está me machucando. — Gemo, tentando não acordar os outros na sala ou despertar Sting. Ele vai matá-lo.

— Você está me provocando faz tempo, Lucy. Eu sei que isso é um joguete. Vamos, diga que era mentira aquela historia de gravidez.

— Cala a boca. — Respondo, irritada. — Eu não amo você! Acha mesmo que eu estaria fingindo o meu relacionamento com Sting apenas para te provocar? Que minha gravidez era para intimidá-lo a terminar com a Lisanna para voltar com você? — Ele parece chocado com as minhas palavras e fica mais irritado.

— Você me ama.

— Amo Sting.

— Vamos ver se o ama mesmo. — E pressiona sua boca contra a minha, movendo seus lábios impiedosamente contra os meus.

Ele prende meus ombros contra a parede e não importa o quanto eu me debata, ele continua me beijando. Mordo sua língua e seus lábios e ele se afasta um pouco.

— Viu? Você gosta disso.

— Você está completamente maluco! Solte-me! — Ordeno.

— Não. Vou te mostrar quem é o seu amor de verdade.

— Me solte! — Rogo, com lágrimas nos olhos.

Sting e eu...

O que aquilo que Natsu estava fazendo poderia afetar nossa relação.

— Eu vou me casar com Sting, Natsu! Eu sou dele! — Digo, alto o bastante para fazê-lo ficar furioso. Ele me imprensa ainda mais contra a parede e força seu corpo ainda mais no meu, num beijo desumano.

Mas então tudo para.

E sinto um medo tão terrível que fica petrificada.

Sting:

A manhã está fria.

Alois, Ryuu e Lecter babam no colchão que dividem logo ao lado da nossa cama. Eles dormem uns em cima dos outros e ainda assim ficam bem.

Eu acordo com uma ansiedade louca.

Uma vontade insana de beijar Lucy e dizer que a amo. De fazê-la corar como quando estávamos do lado de fora ontem.

Ela não está na cama.

Levanto-me e troco de calça, arrumando os cabelos no espelho da cabeceira.

Desço com a blusa do pijama mesmo, vendo que muitos dos magos tinha dividido os quartos e mesmo assim, tinha gente na sala.

É hora de ir para a cozinha, digo a mim mesmo.

Olho naquela direção e sinto o meu sangue fervilhar intensamente.

Natsu está agarrando Lucy a força na cozinha. A minha noiva se debate em vão, pois ainda não recobrou todas as suas forças. As forças necessárias para arrebentar um animal como ele. Sorte a dele, eu estar mais forte.

Avanço, com sangue nos olhos e o puxo para longe de Lucy, jogando-o contra o chão.

Ela fica estática, choramingando como se ele tivesse feito muito mais que beijá-la. É bom que não tenha feito.

Mas ele vai morrer de qualquer maneira mesmo.

— Como você ousa? Na minha casa. Você estava tentando violentar a minha noiva!

— Sua noiva. — Cuspiu Natsu, rancoroso. — Lucy nunca vais ser sua.

— Não vai é? — Sinto a minha armadura aparecendo. — Diga-me como não vai. — Eu bato a cabeça dele na mesa, sem me importar se vou estragá-la. —Vamos! Diga!

— Lucy era minha antes de ser sua e sempre vai ser assim. — Resmungou ele, com sangue escorrendo pela boca.

Eu o jogo no chão, tão forte que o baque surdo ecoa pela casa.

— Você é um substituto, Sting. — Vou para cima dele, mas Lucy tenta me segurar.

— Sting! Não!

— Eu vou matá-lo! Solte-me!

— Não!

— O que diabos está acontecendo aqui? — Laxus pergunta e olho Lucy pela primeira vez desde que ele a soltou.

Seus olhos estão vermelhos e lágrimas ainda escorrem deles. Os braços estão arranhados e os ombros não param de tremer. Seus lábios estão vermelhos de sangue.

— Vou mostrar a você, Natsu Dragnell. Você vai se arrepender. — Digo, limpando as lágrimas da minha noiva o mais friamente que posso.

— Há. Você não é de nada, Eucliffe. Acha que é o mais forte só porque um dos espíritos disse isso? Vou esmagar você e Lucy voltará comigo. — Eu o seguro pela gola da camisa e vejo Rogue se juntar a multidão que agora nos assiste.

— Natsu! Pare! Você ficou louco? — Erza pergunta.

Dou um soco forte no estomago dele e ele se curva, de dor. Pego a sua cabeça e bato na mesa novamente, agora com tanta força que a mesa resistente quase se quebra.

— Sting! Você vai matá-lo! — Rogue segura-me, mas antes acerto um chute nas costelas do rosado.

— É o que pretendo. — Rosno. — Ele tentou estuprar a Lucy, Rogue. Olhe-a! — Ele se virou e depois disso me soltou, para que eu pudesse acertar um chute em Natsu e jogá-lo do outro lado da cozinha, batendo nos armários.

Gray tentou me impedir e Laxus o parou com Makarov.

Eles sabiam que isso era entre eu e o covarde deitado.

— Rogue, pegue esse saco de lixo repugnante e o leve para fora. — A coroa na minha cabeça aparece, finalmente. — Vou mostrar a você a mítica execução de um Dragão.

Ele o faz, sem pestanejar. Carrega Natsu e com o seu próprio Dragon Soul, joga-o na neve.

Caminho para fora, sem olhar ninguém. A capa que uso é negra, com o fundo azul. A armadura é negra também, a mesma que usava durante o torneio. Akuma, a espada em minha cintura, e Tenshi, a espada em minhas costas, pesam, implorando para cortar a garganta dele.

Desembainho Akuma, vendo-a reluzir.

Natsu cambaleia e se levanta. Rogue guarda a nossa luta, sabendo da hierarquia.

— Você é o ser mais profano que encontrei na vida. Eu o recebi em minha casa, dei de comer e beber. Preparei o lugar onde você poderia dormir tranquilamente. E você me paga dessa maneira, miserável. Tentando maltratar a minha noiva, a única mulher que amei na vida e que ainda tenta se recuperar de um terrível acidente.

— Você é tão idiota Sting. Você é apenas um substituto. Sempre será. — Vou até ele num segundo e dou um soco tão forte que sinto seu corpo inteiro receber o impacto e ainda assim, não suportá-lo.

Ele cambaleia desatento e tenta agitar seu fogo, no meio da neve. Surpreendentemente ele o faz, incendiando-se e preparando-se para atacar.

— Vou mostrar a todos que sou muito melhor que você. Fire Dragon Roar! — Gritou ele e antes que aquele ataque ridiculamente fraco me sequer passasse por mim, movi a mão e ele desapareceu.

— Signus Alfa. — Sussurro, acertando o seu peito com uma concentração de magia suficiente para fazê-lo criar algum juízo pela dor.

Uma micro explosão se passa pelo corpo da fada e ele cai, semi-consciente.

— Vou despedaçar o seu corpo, pela desonra que me fez.

— Pare! — Gritou Lisanna.

— Quer que eu deixe viver essa coisa escabrosa que a traiu? — Pergunto com um tom que a faz se debulhar em lágrimas mais terríveis ainda. — Tudo o que você toca é destruído, Natsu Dragnell. É por isso que sou o rei. Um rei não é mesquinho, mas cordial e gentil. Você não ama ninguém, porque faz todas as pessoas ao seu redor sofrerem.

Um ser como ele não merece morrer. Só a morte não é suficiente.

— Bem, sinta-se honrado em morrer pelas mãos do rei, crápula. — Enterro a espada no chão e minha magia branca se espalha ao redor dele, formando um circulo de mágico gigantesco.

O ar fica carregado.

Minha visão fica embaçada e turva pela raiva que sinto. Nunca odiei tanto uma pessoa quanto odeio Natsu Dragnell.

Ele solta um urro de dor, tenta se afastar da técnica.

— Sinto muito. — Digo a ele, cortando a mão e deixando que gotas de sangue caiam sobre a neve. — Isso é um adeus, Natsu. — A terra treme e o vento começa a açoitar-me violentamente. A armadura some e reaparece, diferente e com ainda mais esplendor. O manto se torna mais leve e respiro fundo. — King Dragon: Dragon Union Attack. — Aponto para ele e na minha mão surge um mini universo de magia, reluzindo com varias cores e puxando quase tudo para ele.

A energia gira, como faixas brancas em um cata-vento.

— Nos vemos no inferno. — Sussurro e o ataque voa até o rosado que estende as mãos para frente do corpo, com um escudo de magia. Aumento a intensidade da minha força, o triplo de antes, para dizimá-lo.

Eu o quero morto. Nunca desejei tanto a morte de um ser vivo. Nem mesmo o homem que teve a garganta cortada por mim merecia o que Natsu merece.

Uma explosão vermelha, branca e laranja se espalha abobada ao redor dele. Meu corpo ainda pulsa de energia, mas sei que nem usei metade da minha atual capacidade.

Akuma vibra em minhas mãos e percebo irritadamente, algo surpreendente.

Que surpresa terrível de se ter.

Notas finais
De alegrias até o terrível Sting (King Slayer) Eucliffe. Eu sei, sou uma monstra de marca maior. Assassina de personagens e destruidora de almas e amizades. No entanto, a-ha!, coisas boas viram dessa desventura. Talvez eu esteja mentindo, mas acredito que vocês vão amar o que virá depois. E relembrando os velhos tempos... Ódio eterno à Natsu Dragnell! Beijinhos de morango, Amy B. (Opa opa! Reviews pra mim?)