Shadowhunters- 4 temporada- Luz e escuridão
16 Memento Mori
Inicio do Flashback
Clary estava andando pela rua, com seu vestido roxo recuperando-se depois de todos os eventos que mudaram sua vida. Ela não sabia porque estava chorando, mas enquanto caminhava viu uma moça ruiva, com roupas brancas e sujas, que estava tão perdida quanto si mesma, ela não pareceu uma ameaça e percebeu que precisava de alguém ao seu lado, alguém para ajudá-la a enfrentar todas as emoções que estava sentindo. Foi então, que ela convidou a mulher para morar com ela.
A mulher que se chamava Ethel, alguém de olhos bondosos e muito bonita, concordou imediatamente e se instalou na casa de Clary.
O que nenhuma das duas sabia era que Ethel era na verdade um anjo, que havia sido possuída por Asmodeus após os eventos traumáticos que Clary passara.
Enquanto Clary reconstruía sua vida, ela começou a ter sonhos com todas as pessoas que ela conhecia, exceto por Simon. Ela não entendia o motivo, mas sentia um vazio em seu coração sem a presença dessas pessoas. Além disso, começou a ter pesadelos com os irmãos do Silêncio, que a assombravam com sua aparência
Clary tentava lidar com todas essas emoções ,sonhos e pesadelos, pintando-os em telas, pintou uma mulher e um homem morenos, um homem filipino com olhos dourados e negros, com magia saindo de suas mãos e o que mais a encantava, um homem loiro com cores diferentes de olhos, azuis e castanhos, mas que se transformava em dourados, havia uma energia angelical nos três que ela pintou, exceto no que provavelmente seria um feiticeiro, nele, havia uma energia demoníaca, o que não deixava de ser belo, porém, ela pintou, com olhos bondosos. Tornando a pintura do ser um pouco mais agradável se olhar, devido a amenização da energia negativa.
Entretanto, ela pintou também os irmãos do silêncio, o nome que ela havia dado, afinal, ela desenhava com os lábios costurados, mas nesse caso, não havia como ela deixar e pintura mais agradável e com menor carga de aura negativa. Eles eram assustadores para isso.
Ethel observava os quadros, e parecia que sentia falta deles também, porém, ao olhar o quadro dos irmãos do silêncio, ficou apavorada, mas percebeu, algo atrás das figuras na pintura, um lugar cheio de ossos. Ambas deduziram que seria um lugar existente.
Então, as duas amigas juntas, se planejaram ir naquele local, contra todas as possibilidades, e quando chegaram ficaram surpresas, e claro que enfrentaram todos os desafios que apareceram no caminho. E, Clary conversou com um irmão do silêncio, ele a fez recuperar suas memórias aparentemente novamente, após as lembranças recuperadas, ele a alertou, que ela só poderia ter acesso as memorias agora, quando visse Jace Harondale.
Quando saíram da cidade dos ossos, finalmente Clary conseguiu superar seus medos e confrontar todos os fantasmas do passado. Com Ethel ao seu lado, ela soube que seria capaz de enfrentar qualquer coisa que viesse pela frente.
Fim do flashblack.
— Então, foi assim, Jace, que eu recuperei as memórias, simples assim- falo Clarissa, suspirando cansada depois do relato
— Deixe-me ver se entendi... você só teve acesso ás suas memórias, depois de recupera-las quando você me viu na inauguração de artes, naquela noite? — Perguntou Jace sorrindo malicioso, um sorriso de lado, se levantado
— Sim, acredito que sim, curioso, não? — A ruiva levantou-se também, vendo os olhos do namorado, sorriso de lado, um sorriso mínimo
— Muito curioso- ele segura os cabelos ruivos dela, mantendo o contato por pouco tempo e depois quebra o olhar, virando a cabeça, cruzando os braços- E Ethel ficou ao seu lado o tempo todo?
— Sim, Ethel foi uma grande amiga naquela época, bom, na verdade ela é e sempre foi muito mais que uma amiga ela foi uma irmã para mim, durante o ano- Clarissa caminha ao redor do piano, ficando de frente para ele, também com braços cruzados, frustrada. — ... E agora, ela está na ala hospitalar, por minha culpa, porque eu fiz uma promessa estúpida com meu irmão e ele fez o contrário do que combinamos
— Não foi uma promessa estúpida, queria se aproximar do seu irmão e queria que os dois se aproximassem, você só não esperava que ele cumprisse a promessa dessa maneira- Jace se apoia no piano
— O que poderíamos esperar do Jonathan, afinal de contas? — Falou Clary com um pouco de repulsiva na voz
— Clary, sabe o que podemos concluir com tudo isso? Que ele não é confiável, nunca foi e nunca será, e que você foi ingênua demais pensando que poderia muda-lo, já eu posso dizer com sinceridade que eu nunca confiei nele ...- Jace tentou dizer, mas a ruiva o interrompeu
— Não, Jace, você tem razão, e a culpa foi minha também por fazer uma promessa que poderia redimi-lo, ele não vai mudar, não tem como insistir- Clary disse desviando o olhar para o rosto de Jace, para a porta, ouvindo-a se abrir, e aparentemente Jace também ouvia pois fez a mesma coisa
Surpreendentemente quem abriu a porta foi Jonathan, ele abriu a porta com cautela, vendo ambos juntos, conversando, ele estava ouvindo tudo, e o ruivo perguntou ainda, com cuidado:
— Eu atrapalho a conversa do casal...? — Com ironia e com um pouco de rancor
— Sim- respondeu Jace, enquanto Clary respondia
— Jonathan, que surpresa, estávamos conversando sobre você- disse Clary, olhando para Jace e Jonathan
— Sobre mim e Ethel, não é? É por isso que estou aqui, para nós conversamos sobre ela- Jonathan falou com raiva.
— Não acha que já estragou a vida dela suficiente hoje? Você fez exatamente o contrário do que combinamos — Questionou Clary avançando em direção a ele, mas Jace se aproximou e a segurou, impedindo-a de fazer alguma coisa contra o irmão, mas Jace, o olhou com raiva, repulsa e ódio, o ameaçando silenciosamente. Jonathan não ligou e continuou se justificando
— Eu salvei a vida dela- O ruivo olhou nos olhos da irmã, sendo ainda segurada pelo namorado, Clary negou com a cabeça, mas não disse nada, indignada, Porém, Jace fala:
— Claro, na sua mente deturbada, você salvou a vida dela esfaqueando-a- Jace disse também indignado
— Asmodeus e agora Magnus estão cheios de trevas e eles iam ataca-la, acha mesmo que a Ethel, um anjo de luz, sobreviveria a isso? –
— você pensou se eles acharem que ela estava morta eles não iam ataca-la...? – Jace perguntou indignado, mas já entendendo sua mente deturbada
— Exatamente. Eu me importo com ela, mais do que imaginam, eu jamais colocaria a vida em risco sem necessidade- ele disse isso saindo da sala, abrindo bruscamente a porta e indo em direção a enfermaria
— Acha melhor eu ir atrás dele? — Perguntou Jace, olhando para a ruiva, que apenas assentiu, preocupada e furiosa
Quando Jace saiu da sala de piano, e entrou na enfermaria, ele viu Jonathan segurando a mão da outra ruiva, o anjo na vida de todos, sua primeira reação foi tira-lo de lá a força, mostrando sua fúria pelo Jonathan. Porém, se acalmou, e perguntou, para ele:
— Realmente se importa com ela, não é? — Preocupado e um pouco irritado ainda com ele
— Eu cumpri a maldita promessa, não é? Fiz o que tinha que fazer, se não gostou do jeito que fiz, dá próxima vez, sugiro que controle mais sua namorada...E além disso, ela vai sobreviver
— tem certeza que ela vai sobreviver a uma facada?
— Ela tem fator de cura, ela é um anjo, eu sei que o que eu fiz está errado..., mas ela está viva, não está? E graças a mim, eu a esfaquiei, sim, me desculpe, mas se não fosse por mim ela estaria cheia de trevas e morta, então... ao invés de me crucificar, me agradeça – ele estava ainda preocupado com Ethel, sentado, e falando calmamente e embargado, porém, depois de uma pausa, Jonathan se levanta, começa a gritar, chegando perto de Jace. Que não recua, sustentando o olhar.
— Escuta aqui, Jonathan, eu não confio em você, nunca confiei e jamais vou confiar... Clary, pode até estar considerando perdoa-lo e dar-lhe umas outras mil chances, e confiar em você de novo. Mas eu não, eu nunca vou confiar em você. Nunca- Jace segura o pescoço do ruivo, e o aperta a cada palavra dita, quando para de falar, o empurra na parede, e sai da enfermaria.
Jonathan ainda fica olhando para a porta por onde o loiro saiu, e diz, sarcástico:
— É, você deixou isso bem claro.
Quando ele olha para a Ethel deitada na cama da enfermaria, analisando-a, para ver como ela está, se ela já acordou ou se ela está bem. O que Jonathan vê, é a ruiva, envolta de uma áurea azul e com uma lágrima escorrendo de um de seus olhos.
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