Shadowhunters- 4 temporada- Luz e escuridão
17 Há apenas escuridão e nada mais
Observando Ethel, Jonathan fica preocupado com o que vê, ele se preocupa com aquela lágrima escorrendo pelo seu rosto belo e desacordado, pensando nisso, ele então, aproximou-se novamente do leito, segurando a mão dela com muito mais força que antes.
Jonathan Morgastern ficou intrigado com o que acabará de fazer, desde quando começará a se importar com Ethe? Ele não sabia.
Entretanto, parecia que algo o atraia até ela, parecia realmente que algo os ligava, parecia que eles tinham um laço invisível meticulosamente tecido pelas trevas e pela luz que compartilhavam.
Parecia que eles estavam destinados, e isso assustava Jonathan do mesmo jeito que o fascinava.
Enquanto ponderava, uma batida na porta chamou atenção dele, tirando de seus devaneios mais profundos. Primeiramente, ele pensou que fosse Jace, pronto para continuar a discussão, porém, ele olhou para a porta sendo aberta, e não viu o recente adversário.
Mas, sim, Alec Ligthwood, estava lá, e o moreno via aquela cena com uma sobrancelha levantada, e sua reação demonstrava que ele se sente, intrigado, preocupado e fascinado do mesmo jeito que Jonathan acabará de se sentir momentos atrás.
Jonathan apesar do olhar de Alec, não soltou a mão da ruiva.
— Jonathan? Estou atrapalhando alguma coisa entre vocês por acaso? – Perguntou com um misto de preocupação e diversão
— Não, arqueiro, não está, eu apenas...- tentou defender-se, mas Alec o interrompe
— Desculpe-me pela intromissão, mas eu vim solicitar sua presença para uma reunião de emergência com todos do instituto – Alec disse convicto, como se isso fosse impedir Jonathan de ficar ao lado da ruiva que ainda dormia na ala hospitalar, por sua culpa mesmo. Ele tinha que ficar
— Alexander Lightwood, eu não vou participar de sua reuniãozinha, ficarei ao lado dela até que ela acorde- Jonathan confirmou, determinado. E continuou: — Além, disso eu sei que não serei bem-vindo, mesmo que eu tenha sido convidado, eu sou um dos vilões, esqueceu?
Alec deu um mínimo sorriso, e perguntou:
— Tem certeza disso? — Perguntou um pouco aliviado sabendo que ele não estaria lá, mas ainda um pouco apreensivo, por deixar Ethel, uma pessoa a qual ele se importa, com o Jonathan, afinal, ele era um dos vilões, não era?
— Tenho completa certeza disso, acredite- Jonathan disse firme e até um pouco irritado para o líder do instituto
— Certo, então, avise-me imediatamente quando ela acordar- confirmou Alec, já fechando a porta e saindo, sem esperar a resposta do ruivo
Mesmo após o lightwood já ter ido embora, Jonathan não conseguia soltar a delicada e macia mão de Ethel, pensando nisso, para ficar mais confortável, sentou-se em uma cadeira ao seu lado.
A analisou novamente, e constatou que a lágrima que ela tinha derramado ainda riscava sua face, inclinou-se então, mais perto dela, e tirou gentilmente o resquício de lágrima que sobrou. E ao toque dele, Ethel despertou.
E no segundo que ela abriu os olhos e olhou para ele, ele soube, ela seria a morte dele, ou seria ela, quem finalmente o traria de volta a vida, e até mesmo de volta a luz.
Precisou de um toque mais forte e até mais profundo para acorda-la, não apenas de um toque de mão, como ele fazia, mas sim, de um toque suave, gentil e acolhedor para acordar ela.
Como ele refletia momentos atrás, eles estavam conectados, as mínimas trevas que ela possuía se enlaçava com as pouquíssimas luzes que ele se permitia ter. formando um laço infinito na vida de ambos.
Ethel levantou-se, enquanto Jonathan se sentava novamente, ainda na cama, mas sentada, a ruiva se permitiu tocar no rosto do homem que a despertou, dizendo suavemente:
— Você está aqui, você fez-me acordar, eu...- a ruiva ficou surpresa pela presença dele ali, ainda o tocando ia falar algo, talvez queria agradasse-lo, mas ela foi interrompida
— Fique longe de mim, deixe-me em paz, eu não me importo com você.... Você não tem poder sobre mim- ele saiu da cadeira, levantando-se, e virando as costas, se negando a acreditar na afeição que poderia adquirir por ela ou negando-se a acreditar no elo que possuíam.
— Tem certeza sobre tudo o que disse? Venha Jonathan, venha sentar-se ao meu lado- ela convidou, tocando o lado da cama que estava vazio.
Jonathan deu uma pequena olhada no rosto da ruiva, vendo aqueles olhos maravilhosos que ela possuía, depois voltou a olhar para frente, ainda ponderando se fazia isso, ou não. Ele colocou as mãos no rosto e nos cabelos, nervoso e cansado. Preocupado se a machucaria se ficasse perto dela.
Foi quando ouviu a voz dela:
— Eu sei que você não me machucaria- disse a ruiva, suave, corajosa.
Então, ele aceitou, se sentando ao lado da ruiva, mas ainda estava envergonhado e até um pouco irritado. E pergunta, confuso:
— Você confia em mim? — Jonathan perguntou, segurando a mão de Ethel, aquela pergunta pareceu surpreender a ruiva ainda mais
— Você já provou várias vezes que é confiável, Jonathan, eu só não sei se confio no meu próprio julgamento- ela disse soltando a mão de Jonathan, mas não indo embora. A resposta pareceu abalar o rapaz, mas ele questiona:
— O que isso quer dizer? — Ele suspira um pouco nervoso
— Eu confiava em Magnus, e ele capturou a mim e o próprio marido, deixando-nos presos em uma igreja e colocando fogo para nós matar... e eu não confiava em você, mas você me esfaqueou, impedindo Asmodeus e até Magnus de me matar com as trevas, você sabia que eu tinha poder de cura, mas não poder suficiente para vencer tanta escuridão... se não fosse você eu não estaria na enfermaria do instituto, eu estaria enterrada já, cheia de trevas- ela disse, séria, deitando-se novamente em um lado da cama.
— Que exagero, você fala como se eu fosse um herói, eu não sou um maldito herói... eu apenas cumpri uma promessa idiota para salva-la... eu sou um demônio, eu sou um vilão- Jonathan responde cansado, deitando-se com Ethel, um olhando de frente para o outro, ambos cansados
— Eu não acredito que seja tudo isso que diz, para mim você é um ser humano... e isso me permiti salva-lo, e aliás, mesmo que você fosse um demônio e um vilão, ainda poderia salva-lo- ela afirma suavemente, tentando toca-lo, mas ele recua
— Eu não preciso de sua salvação- Jonathan fala completamente irritado, segurando o pulso de Ethel, com força. Mas não a machucando.
Após perceber o que tinha feito, ele ameniza a força que exercia sobre ela, mas ainda segura o pulso dela, e fala envergonhado:
— Eu preciso ir, o Ligthwood disse para avisa-lo quando acordasse- Ethel olhou nos olhos dele, e ele não conseguia olha-la, a ruiva sorriu minimamente e Jonathan solta a mão dela, já se levantando e andando até a porta, pronto para sair, mas antes que ele saísse, Ethel fala:
— E desde quando você obedece a ordens? — Ela pergunta, provocativa e engraçada
Jonathan não disse nada, apenas a olha por um bom tempo, sorri minimamente e saí pela porta.
Algum tempo depois, Alec, Clary e Jace estavam lá, mas apenas Alexander entrou na sala, o casal sabia que eles tinham coisas importantes para conversar, por isso só deixaram o arqueiro entrar, e os dois quiseram ver se ela estava bem, sabendo que estava, deixaram os dois conversarem.
— como você está? — Questionou sentando na cadeira, olhando-a, preocupado
— Bem, acho que estou bem, eu não quebrei nada, pelo menos- ela afirma, querendo ser engraçada, dando uma leve risada e Alec a acompanha na risada
— Que bom, fico realmente feliz, então...você e Jonathan não participaram da reunião, apenas queria que soubesse, que decidimos chamar uma feiticeira amiga de Magnus, Tessa Herondale-Carstairs , ativa no instituto de Londres desde do século 19, para ajudar-nos a derrotar o Asmodeus e a tirar as trevas de Magnus de uma vez por todas- compartilhou a decisão para a ruiva o líder do instituto
— Isso é uma ótima ideia, Alec, realmente muito boa- ela falou evasiva, não conseguindo manter contato por muito tempo com Alexander, devido a sua opinião contrária, mas fingindo que apoiava.
— Parece que você não ficou muito feliz com essa decisão- opinou Alec, sentando dessa vez ao lado da ruiva.
— Não, eu estou feliz, eu só... Eu quero trazer Magnus de volta à luz como todos vocês- Ethel falou cabisbaixa
— Então, qual é o problema? Parece que não está sendo muito sincera- Alexander respondeu e questionou a altura
— Não estou e anjos não conseguem mentir... Olha, Alec, eu sinceramente não acho que uma feiticeira vá ajudar, quero dizer.... Ela é metade demônio, metade caçadora de sombras, ela pode ter um bom coração, mas você, realmente acha que ela não será atraída pela escuridão de Magnus? Se vocês que tem sangue de anjo, já foram atraídos pelas trevas ou se até eu, que sou anjo já fui.... Acha mesmo que uma feiticeira não seria? O que estou tentado dizer, Alexander- ela suspirou, pegando fôlego e continuou:
— ...É que todos os seres vivos são atraídos por trevas e escuridão, e tentar combater escuridão com qualquer um que também tenha escuridão, não vá funcionar- Ela levantou-se, até um pouco frustrada. Olhando para ele, que ainda estava sentado.
— Então, o que sugere que façamos? Cancelamos o convite? Recusamos a ajuda dela agora? – Interrogou Alec, agora, se levantando ainda, mantendo contando com Ethel
— Não, mantenha o plano inicial e se não der certo, usaremos a força física- Ethel determinou, olhando os olhos dele
— A força física? Enlouqueceu? — Descontrolou-se Alec, se aproximando dela, e ela dando passos para trás
— Não, quero dizer, sim, bom, o Magnus capturou nós dois e colocou fogo na igreja, querendo nós matar, e o pai dele também machucou Jace e Clary, e Magnus apenas não nos torturou pois saímos de lá antes que ele possa.... Então, minha pergunta é: por que o defende tanto, depois do que ele fez conosco? Com nós dois, principalmente? — Inquiriu Ethel, também se descontrolando, e dessa vez, dado passos em direção a ele.
— Porque eu o amo, não é obvio? — Alec sentou-se novamente, com as mãos no rosto, cansado e acrescentou: — Eu o amo e não quero machuca-lo, simples assim- afirmou a olhando, dessa vez
— Alec, vamos manter a ajuda de Tessa, mas se não der certo usaremos a segunda opção, a força física, e você não vai precisar machuca-lo, você tem a mim e o resto do instituto para fazer isso, é para isso que serve os amigos, não é? — A ruiva apenas colocou a mão no ombro dele, depois de se sentar novamente ao lado dele
— Ethel, eu acredito que você não deveria ir a essa missão- Alec opinou franco
— Por que? Acha que vou mata-lo? Ele é meu amigo e minha intenção é simplesmente tirar a escuridão de dentro dele, não confia em mim? – Novamente ela se levanta
— Não, não é isso, é só que, Ethel, você acabou de acordar, dormiu por dois dias, não acho que esteja preparada para enfrentá-lo- confessou o arqueiro para ela
— Alec, eu acabei de acordar, eu dormir por dois dias, estou mais que descansada, e acredito que esteja mais do que preparada para enfrentá-lo- disse Ethel
—Olha, Ethel, nós não somos muito próximos, como eu acredito que você seja próxima, de Clary, Jace, Izzy e até de Jonathan, e talvez eu não seja a melhor pessoa para avisa-la sobre isso...Mas a única coisa que eu lhe peço é que tome cuidado- ele disse preocupado com ela, observando-a, concordando
Ethel apenas concordou com a cabeça, e ambos se abraçaram, mesmo ele acreditando que eles não sejam tão próximos, ele se importava com ela, então, deu um beijo amigável e curto em sua testa. Então, saiu pela porta, observando-a cuidadosamente, enquanto saia.
Quando ele saiu, ela ficou ainda parada, permanecendo no lugar, vendo-o sair, e disse para o vazio, praticamente:
— Não é comigo que deveria se preocupar, Alexander Ligthwood- Bane, acredite- Ethel murmurou determinada
Já era de noite, quando Theresa Herondale-Carstairs, nome de solteira, Tessa Grey, chegou no instituto de Nova York.
Alec, Jace, Clary e Ethel, Izzy, estavam no comitê de boas-vindas.
A feiticeira, com seus olhos marcados por séculos de vivências, adentrou o instituto com calma e determinação.
— Boa noite, Caçadores de Sombras, eu sou como vocês sabem, Tessa Grey, melhor amiga de Magnus desde sempre, e como foi proposto vim ajuda-los — disse ela, cumprimentando-os com um leve sorriso. Sua voz carregava uma serenidade, que acalmava a todos.
Alec se adiantou como líder do instituto
— Boa noite, obrigada por aceitar o convite e nos ajudar.
Tessa apenas assentiu com a cabeça, com calma e observou a todos, mas seu olhar parou em Ethel, reconhecendo a presença da recém-acordada ruiva.
— E você deve ser a Ethel, a anjo que desafiou os anjos, e recusou-se a punir Clary, por usar os poderes naquela noite, não é?
Ethel assentiu,
— Fiquei feliz por ter feito isso, mas paguei o preço por faze-lo, por isso estou aqui, nenhuma boa ação sai impune, é o que dizem, não é? — Todos olharam para ela apreensivos e com pena, principalmente Clary e Jonathan, que estava observando-a, mais afastado de todos.
— Que tal, irmos para a sala de reuniões – Ofereceu Alec, tomando a frente, após o clima que havia se instalado, novamente
Na sala de reuniões, todos se acomodaram e aguardaram pela explicação de Tessa Grey. Alec, como líder, começou a reunião.
— Então, Tessa, qual é o seu plano para nos ajudar a enfrentar Asmodeus e salvar Magnus? — Perguntou Alec, visivelmente ansioso por respostas.
Tessa Grey assentiu com seriedade antes de começar a explicar seu plano:
— Meu plano, é ver como está a situação na mente dele, e se houver um mísero ponto de luz, usaremos um elo de ligação, uma carga emocional, para traze-lo de volta a luz, o que obviamente seria Alexander Lightwood- Bane, seu marido.
— E caso, não der certo? O que faremos? — Perguntou Jace, que já conhecia a escuridão e o estrago que ela fazia
— Infelizmente, simplesmente, usaremos a força física, usaremos uma espada especial para esfaqueá-lo e tirarmos as trevas e escuridão dele- disse com uma pontada de tristeza em seu discurso
— Mas o que está dizendo? Também pensa dessa maneira? Eu a chamei aqui para acharmos uma solução que não envolva violência, e você dá essa sugestão, como Ethel sugeriu antes, será que vocês não percebem que não quero machuca-lo? — Enfureceu-se Alexander, se levantando
— É claro que sabemos que não quer fazer isso, ele é seu marido, vocês se amam e acredite, ele é meu amigo, e também não quero machuca-lo, mas se algo der errado, teremos que usar esse método- explicou calmamente a feiticeira
Alexander ficou desesperado e irritado, queria responde-la a altura, mas Jace disse algo antes que pudesse:
— Alec, não coloque suas emoções acima de seus deveres, aja como um líder- Jace falou com um pouco de raiva, mas não querendo magoa-lo
Todos olharam para a Jace e Alec, até que o moreno decidiu sair da sala de reunião, provavelmente envergonhado e querendo tomar um ar. Izzy, preocupada com o irmão foi atrás dele.
—Alec, Magnus é importante para nós tanto quanto é importante para você, mas se der errado teremos que usar da violência, talvez você não concorde com Ethel, Tessa ou Jace, mas... – a morena ia continuar, mas foi interrompida pelo irmão:
— Não, Izzy, Jace e as garotas tem toda razão, e ele está sendo um líder, um líder melhor que não estou conseguindo ser- ele falou um pouco embargado. E os irmãos se abraçaram.
— Então, volte naquela sala e seja o líder que eu sei que você é- Izzy segurou os braços do irmão o encorajando. Ele sorriu.
Depois voltaram para a sala, ouvindo a pergunta de Clarissa
— E quanto a Asmodeus? Como vamos lidar com ele? — Perguntou Clary, levantando uma questão crucial.
—Asmodeus é um demônio extremamente poderoso, não será fácil confrontá-lo, precisaremos criar uma distração. Estou aberta a sugestões. — Respondeu Tessa, olhando para o grupo.
A sala ficou em silêncio por um momento, até que Jonathan, que até então permanecera em silêncio, encostado na parede, observando a todos, inclusive a Ethel, falou:
—Eu conheço Asmodeus. Sei como ele pensa, além disso, estou disposto a enfrentá-lo diretamente se necessário. — Ele falou com uma determinação e força, que era claro que ele queria mudar para melhor.
Alec, Clary e principalmente Ethel olharam para Jonathan com surpresa. Eles sabiam que, apesar de suas ações passadas, Jonathan tinha conhecimento valioso sobre o inimigo que estavam enfrentando.
— Mas ele não é o único que conhece a mente dele, lembram-se que fiquei por um ano sendo possuída por ele, se tem alguém além de Jonathan e o próprio Magnus que saiba como a mente deturpada daquele demônio funciona, sou eu e também pretendo enfrentá-lo – Ethel disse, com força
— Ethel, o que pensa que está fazendo? — Jonathan aproximou-se dela rapidamente, segurando seu braço com força, novamente, mas dessa vez, seu olhar era de preocupação
— O mesmo que você, querendo ajudar- ela olhou com raiva e com emoção nos olhos, para Jonathan, surpresa por seu gesto ainda.
— Se acha que vou permitir que faça isso, está muito enganada- ele segurou seus dois braços agora com calma
— Eu não preciso da sua permissão- disse Ethel, soltando-se dele
— Ethel, ele tem razão, não precisamos que enfrente Asmodeus, você já tem seu dever para fazer, tirar a escuridão de Magnus, deixe Asmodeus para o Jonathan- Alexander se colocou na frente dos dois e disse mais que determinado.
Ambos olharam para ele, e concordaram, e o Jonathan fala, apoiando o Alec:
— Agora está falando como um líder, arqueiro.
Alec, concordou e começou a traçar um plano mais detalhado, levando em consideração as sugestões de todos. Enquanto isso, Ethel e Jonathan trocavam olhares
Enquanto a noite avançava, o grupo se preparou para o enfrentamento com Asmodeus e Magnus
Finalmente, o grupo chegou em uma igreja abandonada, onde sabiam que Magnus e Asmodeus estavam.
Tessa assim que chegou tentou manter o plano, e já foi em direção a Magnus, rapidamente colocando as duas mãos em sua cabeça. Tentando procurar um ponto de luz nele, mesmo que seja mínimo, mas apenas encontrou escuridão, e disse:
— Há apenas trevas e nada mais- revelou para todos, com uma voz grave e com os olhos arregalados e com lágrimas de sangue, com marcas negras pelo rosto todo.
Então. Foi jogada por um feitiço do outro feiticeiro
Alec ajudou a moça a se manter de pé, depois a colocou delicadamente no chão, quando desmaiou, dizendo:
—Magnus, não queremos ferir você, apenas não deixe que as trevas consumam você, sua amiga viu que tinha apenas escuridão em você, mostre que ela está errada. — Alec falou com firmeza, tentando apelar para a parte humana que ainda existia no feiticeiro.
Magnus, por um momento, pareceu vacilar. A luta interna entre a escuridão e a luz refletia em seus olhos.
Mas a escuridão pareceu vencer
— Desculpe-me, Alexander, mas para me amar terá que aprender a amar os meus demônios, também
E ele também jogou Alec com um feitiço, o plano não estava dando certo, então, Ethel decidiu apelar para a violência.
Como haviam combinado,
A ruiva encarava Magnus com determinação e o feiticeiro a encarava com fúria.
O feiticeiro disse assim que a viu:
— Pensei que estivesse morta- ele disse, divertido
— Acredite, os rumores da minha morte foram muito exagerados – respondeu brincando também
— Então, vou ter que te matar de novo- ele levantou as mãos e saíram feitiços delas
— Você pode tentar- Ethel levantou a espada na frente de seu próprio rosto
— E você pode tentar se defender também, mas infelizmente não vai conseguir- Magnus respondeu a altura
Ethel, colocou a espada em sua garganta. Ameaçando-o
— Eu não sei quem você é mais, mas vamos deixar uma coisa bem clara... eu tenho pessoas para proteger e amigos que não posso negligenciar, então, eu não estou aceitando segundas chances, querido: se você fizer algo errado, estará acabado e se fizer algo que eu não aprove, então estará acabado
Magnus dá uma risada de deboche e escarnio e responde à ameaça:
— Eu poderia colocar um feitiço em você, e estará acabada, garota, é melhor você correr ou estará acabada
Então, os dois começaram a lutar, Ethel com a espada e Magnus com feitiços. Enquanto isso, Jonathan permanecia vigilante ao lado de Ethel, pronto para protegê-la, mas vendo Asmodeus lutando com Clary, a sua irmã, a sua rainha. Ele começou a lutar com o demônio maior.
Ethel sem hesitar, depois de lutar contra ele arduamente, esfaqueia Magnus, olhando nos seus amarelos e negros.
Alexander via aquela cena com surpresa e com raiva, sim, eles haviam combinado em uma reunião que iriam fazer aquilo, mas vê aquela cena, ser obrigado a ver o homem que ama sendo esfaqueado por uma pessoa que ele confiava, doía e muito.
Mesmo ele sabendo que era dever dela fazer aquilo, mesmo sabendo que ele jamais conseguiria, ainda assim, aquilo o machucava.
Ele não estava preparado para aquilo.
E saber de tudo isso, não o impediu de sentir raiva.
Não o impediu de se ajoelhar e gritar, um grito de desespero que pareceu ser abafado pelas batalhas que as pessoas travavam ao seu redor. Foi abafado até mesmo por Ethel que começara a conversar com Magnus.
— O que você fez? — Magnus questionou assustado
— Eu tirei sua escuridão, do mesmo jeito que Jace fez comigo uma vez, e do mesmo jeito que Jonathan fez para impedir que eu morresse da última vez, não precisa agradecer- Ethel disse retirando a espada do corpo de Magnus e deixando o sangue escorrer e o corpo dele cair no chão. Mas ele não havia desmaiado ainda, mesmo caído no chão, e proferiu com fúria:
— Matando-me é assim que vai resolver? — Ele perguntou, já perdendo a consciência
Alexander se aproximou de ambos, silenciosamente, e pegou a espada, preparando-se para tirar satisfações com ela caso fosse necessário.
— Você não vai morrer, já morreu uma vez não vai morrer novamente, não enquanto estiver aqui- ela disse chorando e olhando para o feiticeiro fechando os olhos, desmaiando, e vendo uma fumaça negra sair do ferimento que ela própria havia feito- Sinto muito, Magnus... — Ela ia continuar, mas alguém a empurrou fortemente na direção da parede da igreja, quase enfiando uma espada em sua garganta
— No que estava pensando? — Alec gritou furiosamente e friamente, a empurrando ainda mais contra a parede e fazendo um pequeno corte em seu pescoço, pela raiva e pelo ódio
— Alec, está me machucando- avisou Ethel desesperada para que ele a soltasse
— É bom mesmo que eu esteja, você matou o homem que eu amo- Alec fala com um misto de desespero, dor e fúria,
— Alec, eu não o matei, eu apenas o esfaqueie, nós já havíamos combinado isso, por favor, me solta- ethel fala chorando
Alec empurrou ainda mais a espada em seu pescoço fazendo com que o corte aumentasse de tamanho, fazendo com que ela fizesse uma careta de dor.
— Me dê um bom motivo para não matá-la agora- Alec pede em um ataque de raiva, cego por ela e pela escuridão.
Ethel o olhava com espanto e com vontade de chorar ao ouvir aquilo, e fechou os olhos
— Alec, já chega, ela fez o que tinha que fazer- Jace colocou a mão dele no ombro de seu Parabatai . Porém, aquilo não o fez mudar de ideia e solta-la.
Enquanto Jonathan e Asmodeus lutavam em outro canto da igreja abandonada. Jonathan parecia estar perdendo, pois, a preocupação de ver Ethel sendo ameaçada pelo líder do instituto o atingia.
Ele então sem pensar duas vezes, jogou uma quantidade de trevas no demônio maior, fazendo-o com que ele tivesse o caminho livre para ir até Alec.
Chegando perto de Alec, ele aperta sua garganta também contra a parede, libertando Ethel mas prendendo e ameaçando Alec dessa vez.
— Não toque nela, está me ouvindo? Lembre-se quem é o verdadeiro inimigo, não é o Magnus, não é a Tessa, não é a Ethel, não sou eu e nem você... é o Asmodeus, então, lute contra ele e não contra ela, está me ouvindo? – Jonathan fala, mais que furioso. Pontuando cada palavra que ele dizia, com um aperto no pescoço de Alexander
— Tudo bem, Jonathan, já entendi que se importa com ela, eu estava cego pela raiva, estou bem agora, pode me soltar, por favor- Alexander diz com tamanha dificuldade.
Jonathan o solta, aproveitando a oportunidade para se aproximar de Ethel, que estava se recuperando do impacto. Ele segurou delicadamente o rosto dela, verificando se estava bem.
— Você está bem? — Jonathan perguntou, preocupado.
— Eu acho que sim, eu já passei por coisas piores- Ethel respondeu e assentiu, ainda um pouco atordoada, mas percebeu a preocupação nos olhos de Jonathan.
E ela o abraçou, ele demorou para corresponder o abraço, mas o fez, e ela beijou a testa de Jonathan e ele a apertou ainda mais em seus braços.
— Que cena comovente, pena que todos vocês vão queimar no inferno nesse lugar divino abandonado- Asmodeus, se levantou, se recuperando das trevas que Jonathan o havia jogado, e o demônio maior simplesmente elevou ambos os braços e uma enorme quantidade de fogo saiu debaixo da terra e do chão da igreja.
Fazendo obviamente uma parte da igreja abandonada pegar fogo. Enquanto o fogo espalhava pelo resto do santuário, ele se aproximou de ambos.
Jonathan tentou protege-la, ficando na frente da ruiva, mas o pai de Magnus o empurrou com raiva, e de frente para a Ethel, ele segura o queixo dela, e a faz olhar para ela.
— Principalmente você, você tirou o meu filho de mim, você o tirou do caminho da escuridão, você pagará por isso e eu terei minha vingança, será fogo contra fogo- o vilão falou apertando o maxilar da Ethel com força
— Ótimo, mal posso esperar, será um prazer finalmente derrota-lo- ela tirou a mão dele de se rosto e o encara com olhos pegando fogo.
Asmodeus ri, e antes de desaparecer em sua sombra, ele fala:
— Te vejo no inferno, meu anjo
— Estarei lá- assegurou, Ethel com um sorriso sarcástico
Enquanto isso, Tessa Grey, que havia se recuperado do feitiço de Magnus, aproximou-se do grupo.
— A escuridão foi removida de Magnus, mas ainda precisamos garantir que ele se recupere. Eu cuidarei disso, — Tessa sugeriu, dirigindo-se a Alec.
Alec assentiu, percebendo a necessidade de concentrar seus esforços em Magnus agora. Ele então se aproximou de Clary e ele perguntou se ela poderia abrir um portal, e Clarissa respondeu:
— Desculpe-me, não tenho mais poder de anjo, sou apenas uma caçadora de sombras comum, pensei que soubesse disso... mas peça a Ethel ou a Tessa, e sugiro que o faça rápido, pois o fogo está se espalhando, e se todo esse lugar for consumido pelas chamas, nós todos vamos queimar
— Obrigada, Clary, por dizer o obvio- falou Jace, de braços cruzados.
Clarissa olha para ele, e sorri. Porém, lembrando-se da seriedade da situação desmancha o sorriso. Ficando séria.
Então Alec pediu para a feiticeira, que se negou, não por maldade, mas sim, pois estava ocupada cuidando de Magnus.
Enfim, sua única saída foi pedir a ruiva. Mesmo após o conflito que tiveram a pouco tempo.
Então, obviamente, ele se aproximou de Ethel e Jonathan, mas se referiu a ruiva:
— Ethel, eu sinto muito, mas terá que fazer um portal para nos tirar daqui, é a única solução, mas eu quero que saiba que mesmo que tenhamos combinado, não deveria fazer o que fez sem avisar- disse ele, segurando o braço dela
— Quer sair logo daqui, com o homem que ama vivo? Então, deixe-me fazer o que eu preciso fazer- Ethel disse, o olhando com faíscas nos olhos, mas querendo faze-lo, Alec soltou o braço do anjo, e ela abriu um portal e enviando todos de volta ao instituto.
E quando ela foi a última a passar, seu nariz estava sangrando devido a força estrema que ela usou.
Alec quis agradasse-la, mas Ethel o impediu, dizendo:
— Não pense que isso muda alguma coisa entre nós, Alec. Fiz isso pelo Magnus, não por você. — Ela fala sem olha-lo, não tendo coragem para faze-lo
— Mesmo assim, fez o que era certo, e essa conversa ainda não acabou
Magnus ficou aos cuidados de Tessa Grey, e os outros foram se retirar, inclusive Ethel que tomou um banho quente. E decidiu tomar um ar.
Ethel estava na varanda do instituto, com uma roupa de frio, uma blusa de lã e um casaco marrom, ela tinha um curativo no pescoço e estava com os braços cruzados na grade. Então, ela ouviu passos e uma voz:
— Você está bem? — Era Alec, e a pergunta a surpreendeu
— Estou, mas você não precisa fingir que se importa comigo- ela disse olhando para ele, e ele ficou ao lado dela, e suspirou, dizendo:
— Eu não estou fingindo- Ethel ao ouvir isso, não acredita e o responde
— Você me machucou quando nos conhecemos, e me machucou hoje, quando tentei ajudar o Magnus, como pode dizer que se importa comigo?
— Eu sei que a machuquei e peço desculpas por isso, você o trouxe de volta à luz como prometeu, ele voltou a ser o homem bom, gentil e excêntrico que era antes como prometeu, eu vim agradecer e me desculpar... Eu não gostei dos seus métodos, mas como dizem: os fins justificam os meios, não é?
— Você não veio aqui se desculpar e me agradecer porque ele pediu, não é? — Ela perguntou sério
— Não, ele está dormido, eu vim aqui por livre e espontânea vontade, quero que sejamos amigos
— Pensei que já éramos amigos a muito tempo, Alec- Ethel sorriu e Alec a abraçou
O arqueiro saiu da varanda enquanto ela ainda ficou um pouco lá. E ouviu uma voz vinda de trás, perguntando algo para ela:
— Não consegue dormir? — Era Jonathan, ela reconhecia aquela voz, nem precisava olhar, mas ela o fez.
— Eu dormi por dois dias, acho que é mais do que suficiente- ela manteve o olhar no rosto dele, sorrindo.
— É minha culpa, não é? Eu sou um monstro não sou? — Ele disse, indo até a varanda e ficando ao lado dela, mas ainda assim, o mais longe possível dela, olhando-a também e continua: — Minha família achava que eu era um monstro, minha irmã, meu pai, até minha mãe achava que eu era um monstro... eles estavam certos, é claro, mas ainda dói- ele disse com um misto de melancolia e saudade, olhando não para Ethel dessa vez, mas para a paisagem da varanda.
— Você não é um monstro, Jonathan, não para mim, não mais- Ethel assegura, aproximando-se dele
— Ah, então, também pensava que eu era um monstro- Jonathan responde, virando apenas o rosto para olha-la
— Sim, é claro, não posso negar, você tentou me enforcar em uma igreja abandonada, tentou me seduzir contra a minha vontade, praticamente me entregou para Asmodeus e me esfaqueou... claro, impedindo que os dois me atacassem com trevas, mas ainda o fez..., mas você está mudando, Jonathan, provou isso hoje, você protegeu-me várias vezes hoje.... Há luz em você, Jonathan, mesmo que seja mínima- ela falava com voz suave e engraçando, mas mantendo o rosto sério. Segurando o ombro dele e os dois braços após vira-lo para ela.
— Se eu sou um monstro mesmo para você... Sugiro Que Fique Longe De Mim, para eu não poder machuca-la, pois, mesmo uma luz fraca ainda é coberta pela escuridão- ele gritava para ela, perdendo o controle, se aproximando dela enquanto ela se afasta a cada passo, então, ela parou na parede da varanda, enquanto ele colocava as duas mãos no ombro dela.
— Jonathan, se acalme, por favor- ela fala tocando o rosto dele com as duas mãos
— Perdão- ele fala se afastando, continuando: -pedi que se afastasse de mim... não quis me ouvir... eu sinto muito... eu, eu preciso ir- ele falava insano como se estivesse recuperando o controle com muito esforço. Dando as costas para ela, e saindo da varanda, mas ouvindo a voz dela novamente. Isso o fez parar.
— Jonathan, apenas diga-me... se os demônios que estão dentro de você algum dia vão parar de controla-lo? — Ela ficou parada na porta da varanda, esperando uma resposta
— Talvez, minha querida, se os anjos que estiverem dentro de você me ajudassem um pouco mais- ele fala, se aproximando dela, na porta da varanda, olhando em seus olhos, e continua: — Boa noite, anjo- ele fala suavemente, colocando alguns fios de cabelo atrás de sua orelha.
— Boa noite, Jonathan- ela responde docemente, segurando a mão dele em seu rosto.
Mas após isso, ele se afasta rapidamente. Deixando-a sozinha mais uma vez na varanda do instituto.
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