Sexy Secret HIATUS
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Sabrina estava concentrada na sala, debruçada sobre vários livros e com o cenho franzido em indignação.
– O que foi, filha? – Perguntei sentando-me no sofá e encarando os livros dela por cima do seu ombro.
– Espanhol! – Disse bufando, e fechando o livro com raiva. – Eu vou rodar em Espanhol. Essa língua seria mais fácil se eu pudesse apenas colocar ‘zito’ no final. ‘Irmazito’, ‘cachozito’, ‘paizito’. – Ela virou o corpo e ficou atirada no tapete, tapando os olhos com as mãos.
– Não pode ser tão difícil...- Eu alisei a barriga dela, sentando-me no chão e pegando um livro na mão. Sabrina me encarou pelo canto dos olhos por alguns minutos, então eu larguei o livro no chão e sorri amarelo. – Pensando bem, quem precisa de espanhol? – Ela riu. – Não tem ninguém para pedir ajuda? Um colega? Professor?
– Eu só conheço duas pessoas na escola, você sabe que eu não me enturmo fácil. – Ela também se sentou, fazendo uma careta por causa da perna engessada. – Eu não sei nem o número do celular deles. – Ela fez um bico adorável, e os olhos de cachorrinho pidão. Eu não deveria ter ensinado a ela esse truque.
– Talvez eu saiba, quem são? – Perguntei a puxando para o meu lado e fazendo um cafuné.
– A Elsa e o... Spencer. – Ela suspirou. Elsa? Droga!
– Spencer? – Perguntei tentando ligar algum rosto ao nome.
– O namorado dela, loiro, alto, jogador... – Ela ficou em um tom de vermelho adorável, muito parecido com a mãe dela.
– Ah... Spencer! – Minha mente voltou a cena da sala abandonada, provavelmente o menino entre as pernas de Elsa era o tal do Spencer. Eu continuei brincando com os cabelos castanhos de minha filha, que em nada se parecia com o meu. Pensando se eu queria ou não, uma garota como a Elsa circulando envolta da minha princesa. Elsa era até uma boa menina perto dos outros, quem tinha o azar, ou sorte, de cruzar com ela em situações ... pecaminosas... provavelmente não a ia querer na mesma roda circular que os filhos.
Eu me ergui do sofá e andei em direção ao meu escritório, em busca do número da residência dos Dronning.
Aleera estava saindo do banho em direção ao nosso quarto, quando me viu, parou na porta e sorriu.
Os cabelos castanhos caindo em cachos pelas costas e a pele morena brilhando com as gotículas de água.
– Eu vou ligar para o diretor, ver se a filha dele dá uma ajudinha para a Sabrina. Tudo bem para você? — perguntei com a mão na maçaneta.
– Tudo bem, eu tenho um jantar com as meninas hoje, menos trabalho para você. Vai sair no final de semana?
– Não, eu estou cansado, vou ficar por aqui. E você?
– Não, só hoje. — ela piscou e entrou no quarto. Eu ri e revirei os olhos, entrando no escritório.
Meia hora depois eu levava minha filha em direção ao outro lado da cidade, ela parecia nervosa segurando sua mochila no colo, e com as muletas no banco de trás.
– Tudo bem? — perguntei parando o carro na frente da casa estilo vitoriana dos Dronning.
– Eu não fazia isso no Alaska, é diferente. Estranho. — ela riu nervosa e prendeu o cabelo em um rabo de cavalo.
– Vai ficar tudo bem, querida. Se precisar é só ligar.
Eu desci do carro e dei a volta, pegando as muletas e ajudando ela a descer do carro.
– Eu estou louca para tirar essa praguinha de “bota ortopédica”. Sabrina reclamou fazendo um biquinho, eu ri e beijei a testa dela. Assistindo enquanto minha filha ia em direção a casa. Velkan acenou da porta, eu entrei no carro e parti.
Quando eu cheguei em casa Aleera já tinha saído, eu andei em direção ao meu quarto e me atirei na cama, sentindo meu corpo reclamar do estresse da semana.
Alguma coisa tocava sem cessar no meu sonho, era um som estridente e irritante. Grogue eu abri os olhos e encarei o telefone do lado da cama.
Aleera estava deitada ao meu lado, enrolada no cobertor, eu percebi que estava sem calças e sapatos, minha mulher deve ter sentido piedade de mim quando chegou da janta dela.
"Alô?" Eu atendi o telefone ainda com a voz rouca de dormir, eu vi o relógio e percebi que eram dez da manhã. A voz do diretor Dronning me acordou do outro lado da linha, meu primeiro pensamento foi que algo de ruim tinha acontecido com a minha filha. Alertado eu sentei na cama.
"Oi? Alguma coisa com a Sabrina?" Perguntei já me pondo em pé e procurando minhas calças.
"Que? Não Frost." Ele riu, e eu senti uma onde de alívio.
"Eu vou fazer um churrasco e decidi convidar você e sua mulher. O que acha?" Ele perguntou animado. Eu respirei fundo e pensei um pouco. Com certeza agradar o chefe não faria nenhum mal.
"Claro... Claro. Eu vou falar com a Aleera e já te ligo."
"Ótimo, tragam roupa de banho, é um churrasco na piscina. Não se preocupa com a Sabrina, ela já pegou um biquíni com a Elsa. E como a Anna, já usou essas botas uma vez, qualquer coisa, ela pode tirar… pelo menos, é que o médico nos disse uma vez." Ele riu, novamente.
"Ok, eu vou falar com a minha mulher, e nós vamos sim. Até mais Dronning." Eu desliguei o telefone e me deitei na cama, cansado.
Isso era tudo o que eu precisava, ver a Elsa de biquíni e molhada. Gemendo eu me virei em direção a minha mulher, já me preparando para o resto do dia.
Depois de duas longas horas em que Aleera brigava com seu closet para decidir o que iria usar, havíamos acabado de chegar a casa dos Dronning.
Charlotte, veio nos receber quando chegamos, estava belíssima em seu conjunto de maiô verde esmeralda, e canga marrom amarrada em sua cintura, enquanto nos conduzia pela casa em direção ao jardim, parou ao pé da escada e chamou por Elsa e Sabrina, provavelmente estavam ou dormindo, ou se trocando... levei alguns segundos para perceber que elas já estavam quase na porta de saída para o jardim, quando me peguei pensando em Elsa... essa garota seria minha perdição, tão certo quanto 2 + 2 são 4.
Continuei em direção a área externa da casa, o logo um vulto de cabelos castanhos acobreados estava passando por mim e se preparando para entrar na piscina.
– Anna Seraphina Cordélia Dronning, onde a senhorita pensa que vai? — Charlotte a chamou de onde agora estava sentada em uma espreguiçadeira de madeira coberta com uma espécie de colchão branco de um tecido que me parecia impermeável.
– Eu vou nadar mamãe. — Qual será o problema com Velkan e Charlotte em fazerem filhas com carinhas de anjo, mas com um certo brilho... endiabrado no olhar.
– A senhorita já passou protetor? — A garotinha negou, balançando de um lado para o outro os enormes cabelos que estavam soltos. — Venha já aqui então. Aleera...? Pode me passar o protetor que está ao seu lado? — minha esposa lhe entregou o tubo branco e roxo do protetor, e abrindo a própria bolsa para pegar o seu.
– Anna, essa é a mãe da Sabrina, e a esposa do professor Frost. — Ela apresentava Anna e Aleera.
– Muito prazer. Eu sou a Anna, tenho 7 anos, e eu tenho aula de matemática com o professor Frost. — ela sorriu mostrando a falta de um de seus dentinhos.
– Oi Anna, — falei me sentando ao lado de Aleera, — Vejo que alguém andou ganhando algum dinheiro... — lhe cutuquei a barriga, a fazendo sorrir.
– Cadê a sua irmã, e a Sabrina? — Velkan perguntou de onde estava na churrasqueira. — Ah! Oi Frost. — me cumprimentou de onde estava com um aceno do pegador de carne.
– Olá diretor Dronning. — acenei de volta.
– Me chame apenas de Velkan, deixe o Diretor para o colégio. — ele sorriu para Aleera, que devolveu os cumprimentos.
– Então sou apenas Jack. — falei rindo.
– Pensei que era meu pai. — ouvi Sabrina dizer da porta da sala que saia na varanda.
– Oi princesa. — lhe estendi a mão em um gesto para lhe convidar a se juntar a nós. — Como foram os estudos? — Não me considero um pai ciumento, mas se houvesse algum garoto aqui, agora, ou ele estaria cego, ou Sabrina enrolada nem que fosse na toalha da mesa. Onde já se viu? Aquilo por á caso poderia ser considerado um biquini? Não iria parar para medir, mas não deveria ter mais de 4 dedos a parte de trás, e em cima, por pouco ela não estava fazendo topless. Fico imaginando que se na minha filha, esse biquini já ficou um escandaloso de tão pequeno, na Elsa ele seria praticamente inútil... preciso parar de pensar nisso, ou daqui a pouco não poderei sair do meu lugar, sem pagar o maior mico do planeta.
– Pai? Você vai mesmo ficar com essa camiseta?? Não to á fim de ser zoada porque meu pai tem um bronzeado de nerd... — olhei para Sabrina e lhe mostrei a língua, as vezes, quando estava com ela, eu parecia mais uma criança do que um pai de família respeitável.
– Charlotte, onde tem um banheiro? — me levantei, já pegando minha sunga na bolsa de Aleera.
– Use o do segundo andar, o daqui de baixo, está passando por uma pequena reforma.
– Entenda-se, ela se cansou da antiga cor, e resolveu mudar até o box do chuveiro. — Velkan ria, e Charlotte fez cara de superior.
– Subindo as escadas é a porta bem a sua frente, no fim do corredor. — sorri lhe agradecendo, dei um beijo no topo da cabeça de Sabrina, e um rápido selinho em Aleera, e fui para dentro de casa, em busca do banheiro.
Assim que cheguei ao pé da escada, pude ouvir uma música que não tinha letra, apenas uma batida irritantemente alta, não sei como esses adolescentes de hoje conseguem ouvir isso, mas enfim... subi as escadas, quanto mais me aproximava do final da mesma, mais alto ficava o barulho, o corredor parecia escuro, exceto por um retângulo de luz dourada que entrava por uma porta aberta, a mesma de onde o som era proveniente. Apenas de imaginar que ali era o quarto dela, e que provavelmente ela estaria ali dentro, minha mente começara a divagar… indo mais longe do que deveria, balancei a cabeça e me foquei no objetivo: Chegar ao banheiro, trocar de roupa, voltar para a área da piscina.
Quando dei o último passo, parando no topo da escada, tomando uma lufada de ar, dei o primeiro passo, firme, decidido, em direção ao banheiro. Nada mudara, relaxei um pouco mais. Maldita hora… o piso de madeira clara extremamente bem polido, estalou. Não foi um barulho absurdo, nem nada do tipo, mas o suficiente para que a música fosse diminuída quase à apenas um fundo musical…
– Sabrina? — era a voz de Elsa ecoando pelo corredor. E agora? Ficar quieto e fingir que não estou aqui? Ou seguir em frente e responder?
Pena não ter sido rápido o suficiente para executar a primeira opção… ela já estava com a cabeça para fora do quarto, seu enorme cabelo louro, pendendo para o lado em direção ao chão, e os enormes olhos azuis? Queimavam os meus como duas fogueiras em uma noite fria.
– Ah… é você professor Frost. — ela ergueu uma sobrancelha, e se endireitou, mantendo apenas a cabeça visível pela porta.
– Er… oi, Elsa. — cocei minha nuca, como é possível, uma garota me deixar sem jeito? Nem quando eu tinha a idade dela, eu ficava assim com outras garotas.
– Já que o senhor está aqui, se incomodaria de me ajudar? — essas simples palavras, acenderam como mágica em minha mente um enorme aviso luminoso de “PROBLEMA”, mas como não sou bom em dizer não a mulheres bonitas, e tenho como prova viva disso, Sabrina… dei de ombros e respondi, seja lá o que o destino quiser.
– Claro, porque não? — ela abriu seu melhor sorriso, e me puxou pela mão para dentro do quarto, ela estava de costas para mim, com algumas mechas de cabelo jogadas por sobre os ombros, mas pude perceber que estava nua da cintura pra cima… “merda, merda, merda” — tentei manter meus olhos em um ponto fixo sobre sua escrivaninha, em um cãozinho de pelúcia, mas era mais forte do que eu, ela estava ali, praticamente nua, digo isso pois se eu achei o biquini que ela emprestara para Sabrina pequeno, o que ela usava, era minúsculo. Só me dei conta de que ela estava parada a minha frente segurando duas partes de cima de biquínis, uma azul marinho, e outra vermelha.
– Qual das duas o senhor prefere? — ela ainda mantinha o sorriso que deveria ser ingênuo, pelo menos quando não se está quase nua na frente de um homem. — A vermelha. — ela elevou a peça em direção a meus olhos. — Ou a Azul? — e fez uma expressão séria, que lhe conferia uma pequena ruga sobre o lábio, e entre os olhos.
– Prefiro a azul. — falei rápido, e voltei a encarar o bicho de pelúcia.
Ela se virou de costas para mim, e começou a juntar os cabelos, em um rabo de cavalo, que acabou por virar um nó, passando em seguida as cordinhas superiores do biquini pela cabeça, e voltando para minha frente.
– Amarra pra mim? — ela estava de costas, segurando as cordinhas do biquini. Fechei os olhos e dei um leve sorriso de derrota, peguei as cordinhas de suas mãos, e as amarrei. — Aperta mais. — ela exigiu. Essa garota precisa entender que eu não estou acostumado a amarrar biquínis, sou muito melhor em desfazer os nós, do que propriamente amarrá-los.
– Assim tá bom? — ela assentiu com a cabeça, e eu terminei com um laço. — Preciso ir.
– Onde pensa que vai? — Quando estava me virando para sair do quarto, ela segurou meu pulso, da mesma mão onde estava minha sunga.
– Ao banheiro, — elevei um pouco o braço que ela segurava. — Me trocar…
– E o que lhe dá o direito de pensar que eu vou deixar o senhor sair daqui tão fácil assim? — essa garota tem o demônio no corpo, só pode.
– O simples fato de que seus pais estão na piscina… bem abaixo da janela que fica do outro lado do corredor.
– E isso não, seria pior para o senhor do que pra mim? — ela sorriu com malicia. — Mas eu posso ser boazinha, e te deixar sair, só tem uma condição. — ótimo, estou sendo chantageado por uma adolescente.
– Quanto? — já que eu estou no inferno, vamos dançar com o capeta.
– Eu não quero seu dinheiro. — ela sorriu e chegou mais perto. — Com quantas mulheres você já transou? — o que? Ela realmente estava me perguntando aquilo?
– Já perdi a conta. — Falei revirando os olhos, e dando um passo para trás, me afastando dela.
– Hum… — ela tocou o canto inferior dos lábios, me arrancando um sorriso.
– Deve conhecer muitos seios, então. — qual o problema dessa garota? E pior ainda, qual o MEU problema?
– Eu realmente… — perdi a fala, quando a vi, erguer a parte de cima do biquÍni, deixando os seios á mostra. Seios ainda jovens… pálidos e durinhos. Os mamilos visivelmente eriçados. Tentei não olhar, eu juro, que tentei encarar o cãozinho de pelúcia novamente, eu JURO! Mas foi inevitável, não encarar e desejar aquele par de seios, fartos, e tentadores.
– É deve ter visto muitos seios mesmo… — ela riu da minha cara de tarado. — São bonitos? — ela estava com as mãos pousadas na cintura, em uma pose confiante.
– Lindos! — falei sem pensar, desistindo de nadar contra a corrente torrencial de veneno dessa Lolita.
– Vai ficar ai parado com essa cara de bobo? — a mente dessa garota definitivamente era pior do que eu imaginava. — Pode tocar. — Ela pegou minha mão, acomodando um de seus seio inteiro nela. E eu fiquei ali, parado, encarando seus seios, como um adolescente virgem, que nunca havia feito aquilo na vida. Tentei ignorar, o fato de como era perfeito. O volume de seu seio em envolto por meus dedos, seu mamilo durinho que tocava a pele da palma de minha mão, e principalmente, seu coração. Que batia acelerado, como as asas de um beija-flor, contra minha o toque da minha mão, e acabei por tomar uma atitude, mas com toda certeza, não aquela que seria sensata em se tomar. Deixei que meus dedos se apertassem sobre seu seio, fazendo com que arregalasse levemente os olhos em minha direção, me olhando ainda mais excitada, soltei minha sunga no chão do quarto, e permiti que minha outra mão também tomasse conta do seu outro seio. Eu dei um passo para frente, levando o corpo dela contra a escrivaninha cheia de livros do quarto, ela deu um pequeno impulso e se sentou. Eu coloquei o bico rosado dela entre o polegar e o dedão e o rocei, fazendo Elsa engasgar e apoiar uma das mãos no meu peito, como se para me afastar. Eu inclinei minha cabeça para baixo e tomei o outro bico nos lábios, sugando-o lentamente, roçando os dentes de leve na pele de mármore dela. Os cabelos dela roçaram de leve no meu rosto, quando Elsa apoiou a cabeça no meu ombro e deu um gemido baixo.
Por uma força maior, consegui ouvir Sabrina me chamar ao pé da escada, justamente quando já estava a ponto de chutar a porta do quarto para acabar de fechá-la e lhe jogar sobre a cama, para lhe tomar como minha. Foi como se eu me movesse na velocidade da luz, em um instante estava me abaixando para pegar minha sunga, no outro já estava no banheiro, fingindo ter ficado preso.
Se antes eu imaginei que Elsa era um perigo para minha sanidade, agora eu tenho certeza absoluta disso.
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