Notas iniciais
Espero que vocês gostem desse capítulo, e e queria agradecer a linda da Lollita pela homenagem com uma personagem tão boca-berta que nem eu. - S S Pierre Bem... espero que gostem, e não queiram nos matar pela demora, explicação nas notas finais. - Lollita ♥ Enjoy!

Eu estava descendo as escadas após o encontro com meu amado professor empatador.

Estava agora a procura de Spencer, ele tinha um trabalho a terminar, e ainda tínhamos algum tempo antes de começar o primeiro tempo, e com certeza muitos outros lugares onde explorar.

Cheguei ao corredor e dei de topa com aquela muralha que eram as costas de Spencer. Ele estava olhando para o final do corredor, onde uma pequena multidão se reunira, quando bati em suas costas.

– O que aconteceu ali? – perguntei quando parei a seu lado, tentando ficar ainda mais na ponta dos pés, me apoiando em seu ombro.

– Aluna nova. E um desastre ambulante. – ele soltou uma risadinha – Acabou de dar de cara com a porta de vidro da sala do seu pai. – Eu dei um tapa forte o ombro dele, e ele agora olhava em minha direção com cara de quem se perguntava o que tinha feito de errado. – O que é? Foi engraçado. – Ele se justificou.

– Engraçado porque não foi o seu nariz, né? – Chiei.

Foi quando olhei para frente, e vi meu pai saindo de sua sala, indo em direção a garota, eu sorri e acenei para ele, e puxando Spencer pela manga do casaco, fui até lá.

– Papai! – eu o abracei, eu não tinha medo das pessoas saberem que ele era o meu pai, nem vergonha, meu pai era um cara incrível e eu tinha orgulho de dizer o que ele era na minha vida. Ele retribuiu o abraço, beijou minha testa, e sorriu para a garota morena a seu lado, os olhos verde claros, vagueando por toda a figura de Spencer, eu sorri para a cena, Spencer era um cara bonito, tinha um rosto de anjinho e um corpo de jogador de futebol, só era meio desligado, mas isso era o de menos quando se tinha o pau do tamanho de um... melhor para aqui, eu tenho que aprender a controlar esses pensamentos.

Sabrina sacudiu a cabeleira morena e me encarou, olhos piscando e bochechas rosadas.

– Eu sou Elsa, muito prazer. — Ela sorriu sem jeito, seu rosto em forma de coração, mostrava duas manchas vermelhas, uma no nariz e outra na testa, provavelmente, eram uma “lembrancinha” de seu recente encontro com a porta da sala de papai. Ela usava muletas, e pude ver um de seus pés preso em uma bota ortopédica. – E esse é o Spencer. – disse apontando para as costas dele, por sobre meu ombro.

– Oi... Sabrina – ela respondeu sem jeito, tentando se soltar de uma das muletas para apertar minha mão, fiz sinal para que ela parasse, e sorri de lado quando ela ficou tão vermelha quanto o extintor que estava logo atrás de sua cabeça, pendurado na parede. Sabrina era a definição da palavra tímida, isso era fofo; eu deixei de ser tímida a muito tempo, infelizmente para sobreviver na minha escola você tem que ter atitude. Mas isso podíamos concertar com tempo, ela tinha muito o que aprender para sobreviver na Long Beach School, mas era tinha uma das melhores professoras a disposição.

– Já que vocês estão arranjadas, — papai, juntou as mãos em frente ao peito, enquanto falava. – Vou deixar vocês sozinhas, preciso resolver algumas pendências antes do inicio das aulas. – ele agora me olhava nos olhos. – Querida, poderia ajudar a senhorita Frost, a chegar a sua sala? – antes mesmo que pudesse responder, ele voltou a beijar minha cabeça, e saiu pelo corredor.

– Senhorita Frost? Por a caso é a irmã mais nova do professor Frost? – perguntei encarando a garota de cabelos castanhos e ondulados. Ela não se parecia em NADA com ele.

– Não... – ela sorriu, e revirou os olhos. – Ele é meu pai. – por um momento, tentei fazer as contas de quantos anos o professor deveria ter, ele não parecia ter mais de vinte, bem, se ele era pai da Sabrina, isso significa que ela deve ter uma mãe... Não acredito que meu professor dos sonhos é casado!!! Isso não é justo, eu demoro décadas para me atrair por alguém e aí ele é casado! Eu pensei em perguntar se ele era divorciado para Sabrina. Mas restringi meus pensamentos apenas a isso, pensamentos.

– Ah, outra filha de professor? Acho que vamos nos dar bem, sabe... – ela sorriu sem jeito, e voltou a olhar Spencer pelo canto dos olhos. Me virei e encarei Spencer, que estava totalmente entretido com Jerome enquanto viam algo no telefone do mesmo, para notar a aluna nova, que o estava em uma tentativa falha, de o observar discretamente.

– Spencer! – bati em seu ombro, e os belos olhos azuis me encararam, Jerome também levantou os olhos da tela, e sorriu para mim, e para Sabrina, em um discreto cumprimento. Só então ele se deu conta da mesma, ali parada.

– Prazer, Spencer. – Ele disse, enquanto colocava a mão em meu ombro, — Seu nariz tá doendo muito? – ele perguntou sério. – Se quiser, posso conseguir uma bolsa de gelo... – nesse instante a garota resolveu encarar um ponto no fim do corredor, e o resto de seu rosto adquiriu o mesmo tom vermelho que cobria sua testa e nariz.

– Vem Sabrina, — peguei sua mochila que estava no chão e entreguei a um Spencer, com cara de poucos amigos, por eu o ter interrompido. – eu vou te mostrar onde fica sua sala. – olhei o papel que ela trazia na mão, teria Quimica II,, por sorte, a sala era no prédio principal, apenas dois corredores á frente aquele em que estávamos, a aglomeração de alunos foi ficando cada vez mais para tras, conforme a garota mancava, em direção ao fim do corredor. Spencer, mantinha um braço em volta dos meus ombros enquanto acompanhávamos Sabrina até sua sala, durante o caminho a garota, tentava em vão disfarçar os olhares que dava em nossa direção.

Bem, acho que eu devo esclarecer o meu relacionamento como Spencer, nós não somos apaixonados um pelo outro, sim eu me importo com ele, e ele comigo, mas estamos apenas satisfazendo as necessidades um do outro juntos. Somos amigo que dormem, ou transam contra a parede, em cima da mesa de uma sala de aula vazia, no carro dele no estacionamento, no cinema... bem, fazemos muito sexo juntos. Mas, é isso, é carnal, claro que isso não dá o direito de ele sair comendo outras, nós temos um acordo e até um de nós terminar com esse acordo ele vai continuar de pé.

Eu sabia que eu não deveria ter ciúmes ou ficar preocupada com o interesse da Sabrina, se por acaso rolasse algo entre eles, o Spencer me contaria antes, e eu super apoiaria se ele encontrasse alguém para gostar dele de verdade, como um namorado, não só como um amigo que tem um pau gostosinho.


Sabrina olhava tudo encantada, e parecia gostar de ver pernas de fora... isso me pareceu até um pouco lésbico, mas pelo jeito como ficava olhando para Spencer, tinha quase certeza do que gostava, e podia apostar que não era adepta ao lesbianismo.

Resolvi puxar um assunto irrelevante, pois Spencer começava, a tocar meu seio direito, ainda que “disfarçadamente”, porém eu ainda estava, digamos... sensível, pelos fatos ocorridos mais cedo.

– De onde vocês vem? – perguntei, enquanto continha um suspiro, e sentia Spencer rir, internamente com a situação.

– Alasca. – ela fez uma pausa, enquanto descíamos três degraus para o corredor onde estava sua sala. – Meu pai é apaixonado por neve, e foi onde eu nasci.

– Se ele gosta tanto assim de neve. – belisquei as costas de Spencer por baixo do casaco quando o mesmo, mordeu minha orelha. – Porque resolveram vir para Califórnia?

Ela sorriu quando Spencer olhou para seu rosto, que agora estava sendo tomado por uma onda quase tangível de calor, e desviou o olhar.

– Bem... minha mãe sentia falta do calor, — ela deu de ombros. – E com toda minha desenvoltura, coordenação, e sorte, eu estava correndo sérios riscos, naquele lugar.

– Quer dizer então que sua mãe, é da Califórnia também? – agora estávamos parados em frente o bebedouro que havia no meio do corredor, e eu tive a certeza que meu professor delícia era casado. O que me incomodou um pouco, porque isso acabava com a diversão. Eu não me importo de transar com uma pessoa mais velha, o meu primeiro namorado era um professor do meu curso de francês, ele tinha uns dez anos a mais do que eu... e bem, ele foi o meu primeiro em muitas coisas, mas eu não quero mais pensar nisso. Passado Elsa, é passado.

– Não. – ela secou uma gota de água que lhe escapara dos lábios. – Ela é do Texas. – ela sorriu, chegamos em frente a sala 110, onde o papel indicava que seria sua aula de química, ela continuava encantada com o fato de que parte do uniforme feminino do colégio ser uma saia.

– Você não via muita pele à mostra lá né... – dei uma risadinha percebendo que ela ficou vermelha com o comentário, e Sabrina, sorriu abertamente, ainda que um tanto envergonhada.

– É, não tem muito disso por lá, tipo... NUNCA tem. – sorri de volta para a garota, que agora encarava a mão de Spencer, que se encontrava apoiada em meu quadril, enquanto conversava com alguém que estava dentro da sala.

–Prontinho, a senhorita está entregue. – sorri olhando novamente seus horários antes de lhe devolver o papel. – Interessante, seu horário, temos algumas aulas juntas. Vamos nos ver bastante. – lhe digo sorrindo quando estendo o papel em sua direção. Algo me dizia que eu ia gostar dela, os olhos brilhantes e as bochechas rosadas, Sabrina parecia ter saído de um filme da Disney, onde ela seria a princesa encantada, exalando fofura.

– Ah, que bom, pelo menos não serei a “aluna nova solitária” durante o almoço. – ela respondeu assim que pegou o papel da minha mão, e passou por mim e Spencer que ainda mantinha a cabeça pra dentro da sala, entrando na mesma.

– Nos vemos no próximo período, precisa que nós venhamos te buscar? – eu sorrio colocando meu corpo entre o batente da porta e o corpo de Spencer, o contato das minhas costas com seu corpo, aflorando sensações, ainda não esquecidas por completo.

– Acho que não, é só eu seguir até o final do corredor e virar a direita, certo? – ela leu o mapa que meu pai havia desenhado atrás do horário, ela deve ser uma espécie rara de vidente, pois ainda bem que meu pai é professor, pois se dependesse de desenhar para sobreviver, moraríamos sob uma ponte.

– Exatamente. – lhe sorri, e senti Spencer, envolver minha cintura com os braços. – Precisamos ir, qualquer coisa você sabe onde é a sala do papai, ou dos professores né. –Spencer me puxou para fora da sala antes que ela respondesse.

Meu corpo foi amassado contra os armários, os braços largos dele me cercando e sua boca brincando com meu pescoço.

– Spencer! – Eu empurrei o peito dele. – A gente tá no corredor, se aquieta.

– Eu sei El, mas minha calça tá apertada desde encontro com aquele professor do cabelo esquisito, e meu pau tá latejando para caralho aqui. – ele passou a língua logo abaixo da minha orelha, me causando uma onda de arrepio que percorreu meu corpo todo. — Uma rapidinha atrás da arquibancada vai?! – Ele perguntou com a mão escorrendo perigosamente para dentro da minha saia, eu o empurrei e sai do seu aperto.

– Não, só no fim da aula. E se comporta porque se não a única rapidinha que você vai ter é com a sua mão. – Dei as costas a Spencer, e me abaixei para pegar minha bolsa, não sem antes lhe provar esfregando nossos quadris, recoloquei a bolsa no ombro, e sai rebolando. Eu juro, que não rebolei apenas porque sabia que logo a trás, vinha um Spencer, frustrado, e cheio de tesão que não me deixaria em paz o resto do dia.

Notas finais
Gente!!! A faculdade não é lugar de gente que preza noites de sono, e tempo para se distrair. Por conta disso, já que eu e a Sabrina, somos universitárias, decidi que a fic, será postada de 15 em 15 dias, e não semanalmente como eu havia pensado. Ahhh, e gente, não custa NADA deixar aquele review MARA! Que nós amamos, e respondemos o mais rápido possível, porque além de deixar duas criaturas muito felizes, ainda sabemos o que vocês estão achando da fic. :3 É isso, qualquer coisa já sabem onde encontrar a gente. Beijocas Carameladas ♥