Sexy Fire - Klaroline
53 Season 2 – Capítulo 21
Notas iniciais
Klaus
Bati a porta atrás de mim e ergui os olhos para Caroline que estava parada no meio da sala.
Tudo aconteceu rápido demais e eu ainda estava tentando fazer minha cabeça parar de rodar.
Descobrir a quantidade de coisas que minha família manteve enterrada me assustou ainda mais. E com certeza não deveria depois de tudo que vi e vive naquela casa.
Uma irmã que eu sequer sabia que existia. Mikael se transformando num homem sem alma. A família deles se despedaçar. E eu fui o fruto do caos.
Uma lembrança constante e incessante de todas as coisas dolorosas que eles viveram.
Passei as mãos pelos cabelos e dei alguns passos em direção a ela mas parando no meio do caminho. A confusão cravava suas garras em meu peito e eu sentia que mal podia respirar.
Caroline estava ali bem na minha frente, meu porto seguro no meio da tempestade, mas seus olhos estavam vermelhos e ela fungava discretamente. Eu via o quanto ela parecia abalada, mas as revelações daquela ainda me deixavam atordoado.
― Porque você não me contou?
Minha voz soava aborrecida e eu realmente estava. Não com ela especificamente, mas com tudo que tinha acontecido.
― Eu não queria te magoar mais Klaus, já estava sendo difícil o bastante sem você saber que...
― Não queria me magoar mais? E esconder isso de mim acaso é me poupar?
Eu a interrompi e falava cada vez mais alto, ela se encolheu com os olhos cheios de lágrimas.
― Não grita comigo.
Falou ela e eu me senti um grande babaca. Eu não deveria estar falando assim. Mas me deixava puto da vida saber que o homem que fez da minha infância um inferno tinha provocado uma das maiores dores pelas quais eu já tinha passado.
― Não esconda coisas de mim. Já passamos por bastante coisas juntos e sempre ficou claro que não é escondendo coisas que vamos resolver nossos problemas.
Conclui tentando me acalmar um pouco.
― Eu sei.
Respondeu ela baixinho e cruzou os braços na frente do peito como se tentasse abraçar ela mesma.
Lembrar do bebê que perdemos foi um golpe muito duro para nós dois e eu não estava melhorando as coisas.
Dei alguns passos em direção a ela e segurei seus ombros.
― Ele machucou você?
Perguntei a ela, eu não queria mais brigar, apenas queria deixar tudo muito claro. Então ela ergueu os olhos para mim e não respondeu. Mas foi toda a confirmação que eu precisava.
Soltei seus ombros e minhas mãos se fecharam em punhos, então ela deu um passo a frente e me abraçou pela cintura.
― Eu acho que ele não tinha intenção de machucar, e além disso já passou, você arrebentou a cara dele e mandou ele sumir da sua vida. Não vai adiantar nada ficar bravo com isso agora.
Eu ainda estava relutante e aborrecido, e não fazia idéia de como controlar. Então ela respirou fundo e apoiou a cabeça no meu peito.
― Eu fui demitida, você brigou com seus pais e eu me lembrei de um momento terrível da minha vida. Então acho que podemos simplesmente encerrar esse dia horrível não acha?
Completou ela e então eu finalmente a abracei de volta e apoiei o queixo no alto da sua cabeça.
― Vamos deitar.
Concordei e subimos. Enquanto trocávamos de roupa nossos olhares não se desviavam. Era como se quiséssemos nos certificar que estávamos ali. Então ela se deitou e eu abracei sentindo o seu cheiro no meu rosto.
― Você não me contou que tinha sido demitida.
Comentei segurando sua mão.
― Eu ia contar, mas então você falou que iríamos jantar com seus pais daí eu pensei que não tinha muita importância.
Concluiu ela e eu a abracei um pouco mais forte. Minha vida era um turbilhão de problemas intermináveis, mas a dela era tão importante quanto a minha e eu não sabia se a fazia sentir isso a quantidade de vezes necessárias.
― Claro que é importante. Você está bem?
Ela demorou um pouco a responder.
― Estou eu acho, só precisar parar um pouco e recomeçar.
Falou ela e eu desejei poder protegê-la. De tudo. Até de pequenas dores como ser demitida, mas Caroline não precisava que eu a protegesse do mundo, e mesmo que isso ferisse meu ego um pouco, fazia-me admirá-la imensamente.
― Amanhã é um novo dia. As coisas vão ficar bem.
Comentou ela entrelaçando os dedos nos meus e eu acreditei em suas palavras. As coisas sempre pareciam pior a noite, quando contemplávamos a escuridão a nossa volta. Mas cada novo amanhecer trazia a luz e uma nova esperança de que as coisas ficariam bem.
E mesmo o dia tendo sido uma droga, iríamos passar a noite abraçados e juntos e isso era o presságio perfeito de que tudo ficaria bem.
***
Caroline
Eu sentei em seu colo e abracei seu pescoço. Ele estava indo para o trabalho e me daria uma carona até o salão de beleza. Resolvi cortar o cabelo. Mudar um pouco o visual para registrar a nova fase das nossas vidas.
As coisas não estavam tão bem quanto deveriam, mas não adiantava ficar olhando para trás e se lamentando pelo que houve. Eu acordei com esse pensamento e o poria em pratica o quanto antes.
Klaus me abraçou pela cintura e beijou meu pescoço.
― Isso é golpe baixo.
Murmurou ele no meu ouvido e eu já sentia seu corpo enrijecer sobre mim, aquilo me fez rir.
― Vai ajudar você a pensar em mim.
Falei enquanto o carro estacionava.
― Eu já penso em você cada segundo do meu dia.
Eu tentei me levantar mas ele me segurou no lugar e enterrou a cabeça em meu pescoço respirando profundamente meu cheiro.
― Ficar longe de você é uma droga. Detesto ficar pensando o tempo todo que vai acontecer alguma coisa.
Falou ele, sua voz estava um pouco abafada e eu o abracei mais forte. Klaus era super-protetor, e diante do que ele soube ontem, tinha ficado ainda mais.
― Não vai acontecer nada, só vou cortar o cabelo!
― Não é só isso e você sabe. Você não vai ficar quietinha em casa, vai arrumar um emprego onde só Deus sabe, para passar seus dias com um imbecil qualquer e eu não posso fazer nada.
― Não, não pode. E já passou pela sua cabeça que posso trabalhar com uma mulher?
Ele pareceu ponderar um pouco mas não o fez se sentir melhor. Não era só ciúme. Ele não queria que ninguém me magoasse.
― Não fique assim, você foi um chefe imbecil e mesmo assim eu consegui me defender. Acho que posso lidar com qualquer coisa.
Então dei um beijo em seu rosto e me levantei abrindo a porta.
― Tenha um bom dia no trabalho querido!
Falei ainda vendo sua expressão transtornada, mas ele sorriu um pouco e acenou.
Então eu entrei no salão e peguei uma revista enquanto aguardava a minha vez.
Eu amava o ambiente de salão de beleza. Todos os outros problemas praticamente sumiam e a dúvida mais crítica era que cor de esmalte escolher. Nós sofríamos com depilações e pinças mais no final nos sentíamos mais bonitas e tínhamos a impressão que poderíamos pisar nos problemas com salto quinze. Sorri involuntariamente e passei mais uma página.
― Dio mio! Qual seu nome?
Levantei meus olhos para um cara com uma toalha em volta do pescoço que me olhava e até saltitava um pouco. Ele era magro, com cabelos curtos e castanhos assim como os olhos.
― Você está falando comigo?
Perguntei sem entender pois nunca vi aquele cara na minha vida.
― Claro que estou! Você é perfeita!
Se a situação já não fosse estranha o suficiente aquilo com certeza deixou um pouco mais. Então eu levantei da cadeira desconcertada ao mesmo tempo que outra cara se aproximava de nós, ele era um pouco mais alto e mais forte, mas era muito parecido com o primeiro, a não ser pelos cabelos que eram mais compridos.
― Você a está assustando Alex!
Comentou ele e me estendeu a mão em um cumprimento.
― Sou Ethan e o cara perfeitamente normal aqui é o Alex.
Eu o cumprimentei rapidamente mas continuei sem entender nada.
― Eu estou um pouco confusa, então...
Falei olhando para os dois e o primeiro cara me abraçou rapidamente.
― Ele é fotografo, e eu estava aqui procurando novos talentos e fazendo as unhas.
Falou ele erguendo as mãos para mim e eu sorri com sue jeito tão espontâneo.
― Então eu vi você aqui e pensei que seria perfeita para nossas fotos.
― Eu não sou modelo.
Comentei para aqueles caras estranhos porém simpáticos. Alex revirou os olhos.
― Eu sei, por isso não estamos numa agência de moda, e sim num salão de beleza, aqui podemos encontrar garotas normais, e muito bonitas. É uma campanha de maquiagem, seus olhos vão arrasar nas fotos. Vou te mostrar o projeto.
Tagarelou ele depois saiu em disparada. Então Ethan me olhou como quem se desculpa.
― Eu não acredito que ele trouxe essas coisas para cá...
Resmungou ele para si mesmo.
― Não somos caras esquisitos que abordam mulheres em salões de beleza... Quer dizer, talvez até. Mas nossos clientes não querem modelos, nem rostinhos famosos. Querem alguém que pareça... Uma mulher normal, do tipo que usaria seus produtos.
Ele me explicou e sorriu um pouco. Parecia extremamente desconfortável com a situação.
― Entendo, e acho a idéia brilhante. Mas não sou modelo.
― E deve estar apavorada com o Alex com certeza.
Falou ele apontando para a porta enquanto Alex entrava com um notebook e dois fichários enormes.
― Alex! Eu disse para você não trazer essas coisas!
Reclamou ele mas Alex o ignorou completamente e sentou numa das cadeiras de espera me puxando junto e mostrando o portfólio deles. E tenho que reconhecer que era um trabalho impecável. Todas as fotos pareciam naturais. Garotas sem aquele sorriso pré-fabricado das modelos, em situações comuns.
― É lindo.
Comentei passando as passagens, e então ele me esticou uma pasta um pouco menor.
― E esse é seu projeto.
Falou ele e eu o peguei abrindo-o, vendo várias linhas de maquiagens, sugestões de uso e etc. Nas últimas páginas haviam um contrato mas eu sequer li.
― Não é meu projeto, já disse que não sou modelo.
― Não queremos modelo, queremos você. Não é Ethan?
Falou ele pedindo apoio ao irmão.
― Seria ótimo ter você no projeto, mas não tem que fazer se não quiser.
Respondeu ele olhando para o outro.
― Ethan! Você não está ajudando! Sabia que seria uma péssima idéia trazer você...
Resmungou ele revirando os olhos.
― Porque você não dá uma olhada e depois nós te ligamos para saber o que você achou?
Perguntou Alex sorrindo e segurando minha mão.
Eu ia negar imediatamente, mas então olhei novamente a pasta. Que mal faria dar uma olhada?
― Qual seu nome?
Perguntou-me Alex.
― Caroline.
Respondi e ele revirou os olhos de novo.
― Nome e sobrenome querida, se não como acharemos você na lista telefônica?
Eu sorri para ele, Alex era empolgado e parecia não pensar muito sobre falar o que lhe vinha a cabeça.
― Caroline Mikaelson.
Foi um erro enorme considerei. Pois seus olhos se arregalaram na mesma hora.
― Caroline Mikaelson? Foi você que foi largada no altar por aquele cara deliciosamente malvado?
Eu podia jurar que Alex estava pulando na cadeira de empolgação. Mas eu não me aborreci com ele, embora a assunto fosse delicado para mim ele não parecia maldoso, apenas genuinamente curioso.
― Sim.
― Oh meu Deus! Vocês se casaram depois não foi? Ele deve ter feito um senhor pedido de desculpas... E com certeza deve beijar seus pés por aquilo! Me conte por favor!
― Alex! Pare de falar assim! Não é da nossa conta!
Repreendeu Ethan e o sorriso de Alex murchou.
― Você é um estraga prazeres Ethan! Como eu fui ter um irmão tão chato?
― E como eu fui ter um irmão gêmeo Gay que não pensa antes de falar?
Retorquiu Ethan, mas eles se olhavam com diversão.
― Sinto muito Caroline, ele não é sempre assim.
Falou Ethan para mim.
― Me dê seu telefone, aí nos te ligamos. Melhor ainda, me dê o número da sua casa e talvez seu marido atenda... Eu preciso saber se ele tem uma voz sexy...
― Alex!
Alex revirou os olhos de novo para o irmão e então sorriu de novo para mim.
― Tudo bem, pode ser seu celular.
Falou ele e eu dei meu número e ele o anotou.
― Pense nisso Caroline, por favor. São só algumas fotos, e vão fazer as pessoas não verem você mais como a garota abandonada no altar.
― Obrigada Alex, eu acho.
Eu ri com seu entusiasmo.
― Deixei eu tirar essas coisas daqui.
Falou Ethan pegando as coisas que Alex trouxe das minhas mãos e os levando para fora, deixando-me apenas com a proposta das fotos.
― Agora o que você vai fazer? A massagem daqui e sensacional, sem mencionar as manicures.
Falou Alex virando-se para mim.
― Vou cortar o cabelo.
Falei ao que ele fez uma cara de horror.
― Dio mio! Você não pode fazer isso, seu cabelo é esplêndido!
― Ele vai voltar a crescer Alex, não fique tão assustado!
― Eu não vou deixar você fazer isso belíssima! De jeito nenhum!
― Vocês são italianos?
Perguntei a ele por causa das palavras que ele estava usando.
― Não.
Foi Ethan que respondeu, eu não tinha notado que ele voltou.
― Mas andou assistindo A vida é bela e fica repetindo essas coisas.
Eu tive que rir com isso, e Alex fez uma cara feia para o irmão.
― Não tem nada melhor para fazer não Ethan? Eu e a Caroline estamos conversando.
Então Ethan sentou na cadeira ao lado do irmão.
― Claro que tenho coisas melhores a fazer, mas é muito mais divertido ficar aqui e encher você.
Então ele deu as costas a Ethan e passou a ignorar o irmão.
Ficamos conversando mais um pouco até que chegou a minha vez, ao que Alex se prontificou a medir cada centímetro de cabelo que cortariam de mim.
Quando eu finalmente saí do salão, com Alex e Ethan acenando para mim e prometendo me ligar, eu estava com o cabelo basicamente igual e a pasta com a proposta das fotos nas mãos.
Cheguei em casa e as coloquei em cima da cama pensando em preparar o almoço, mas quando cheguei lá embaixo os funcionários já tinham voltado. Klaus deve tê-los mandado vir, revirei os olhos e subi.
Ótimo, agora eu teria ainda menos coisas para fazer, foi quando olhei de novo a pasta resolvendo dar uma olhada.
A proposta era simples. Tirar fotos basicamente do rosto exibindo os vários produtos de maquiagem que eles tinham, o contrato não tinha muitas clausulas, apenas que eu faria as fotos e as cederia para a marca.
Eu nunca pensei sobre ser modelo. Exposição não era algo que eu almejasse para minha vida, mas hoje Alex tinha me lembrado que eu já estava exposta. As pessoas já sabiam quem eu era e não foi sequer por algo bom. Eu era a garota que foi largada no altar. E ponto. Enquanto eu não fizesse algo para mostrar a elas, algo para apagar aquela imagem, eu sempre seria conhecida por isso.
E aquelas fotos pareciam uma excelente oportunidade para mostrar uma outra imagem para as pessoas. Já que eu não podia simplesmente sumir, Klaus sempre seria um homem que a mídia caçava por causa do dinheiro, então eu tinha que mostrar algo que eu queira que elas vejam.
Sorri um pouco e deixei o contrato na cabeceira da cama, depois fui re-arrumar o closet até a hora do jantar. Quando terminei tomei uma ducha e sai de lá envolta em uma toalha e outra nos cabelos, para encontrar Klaus sentando na cama folheando a pasta.
― Oi.
Falei, mas sua expressão não era nada boa.
― Modelo?
Perguntou ele me encarando e colocando a pasta em cima da mesa.
― Eu já disse que adoro quando você me recebe com tanto carinho? Ainda não?
Falei secando os cabelos e indo para o closet ao que ele me seguiu, mas aquilo era um presságio de briga.
― Você não me falou que foi demitida. E agora também não me falou que queria ser modelo.
Resmungou ele as minhas costas.
― Primeiro eu não pretendo ser modelo, foi só uma proposta, e segundo você acabou de chegar! Eu devia ter feito uma vídeo conferência ou registrado por e-mail tudo que fiz durante o dia?
Falei cruzando os braços na frente do peito, se Klaus queria agir como um homem das cavernas ele teria que se preparar para briga.
― Eu não quero que você seja modelo.
Falou e ele e eu pisquei algumas vezes pensando se esse seria o momento em que ele bateria no peito e diria “Eu mandar” Caroline minha!”.
― Isso é horrível Klaus, imagina a sua decepção se eu resolver ser modelo.
Falei olhando para ele com um sorriso sarcástico.
― Isso quer dizer que minha opinião não conta?
Resmungou ele.
― Você não está dando sua opinião, está dando uma ordem, e não sou sua escrava para você me dar ordens, pensei que você já tivesse percebido isso.
― Você é minha mulher, não pode tomar esse tipo de decisão sem levar em conta o que eu acho.
― Você acaso já levou em conta o que eu acho para tomar decisões profissionais?
― Não seja ridícula.
― Ridícula porquê? Porque eu sou mulher? Pois tenho novidades para você Niklaus Mikaelson, eu sou sua mulher, mas não vou dizer amém para tudo que você quer. Então se eu decidir que quero ser modelo, você tem duas opções, ou aceitar e me apoiar, ou fazer cara feia e detestar isso. Porque eu vou fazer mesmo assim entendeu?
Cada coisa que eu dizia eu dava um passo em sua direção e quando encerrei já estava cara a cara com ele.
― As coisas não podem funcionar assim.
Ele respirava pesadamente e eu também.
― Você não pode esperar que eu faça simplesmente o que você quer, pois eu não o farei, a menos que eu deseje isso também.
― Então temos um impasse.
Concluiu ele e cruzou os braços também, naquela postura de cretino que o deixava absurdamente bonito.
― Você tem um impasse, eu não.
Conclui dando de ombros.
Então me virei e fui procurar algo para vestir tirando a toalha e analisando minhas roupas.
Eu sabia que ele estava com os olhos nas minhas costas porque vários arrepios desciam por minha coluna. E sabia também que ele sentia o mesmo que eu estava sentindo. Aquela excitação bruta que queimava em nosso corpo sempre que estávamos bravos um com o outro.
Eu dei um pequeno sorriso. Pois ele estava entre a cruz e a espada, me tocar agora seria o mesmo que dizer que eu ganhei, mas a eletricidade carregava o ar e até eu mesma me sentia arrastada pela sensação de querer seu toque.
Mas nenhum de nós se moveu, estávamos querendo resistir, mas era impossível. Eu sentia sua respiração pesada ecoar na closet, e a minha fazia eco com a dele.
Eu queria tocá-lo, queria que ele me tocasse. Mas agora nos restava saber quem o faria primeiro. Quem se renderia.
Respiramos profundamente e ao mesmo tempo.
Os segundos estavam se arrastando e o controle ia nos escapando aos poucos.
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