Sexy Fire - Klaroline
47 Season 2 – Capítulo 15
Notas iniciais
Caroline
“Me apoiei sobre seu peito e escrevi sob suas costelas ‘Pertence a Caroline’, ele riu um pouco e analisou meu trabalho. Estávamos esparramos na enorme cama de hotel. Sua pele estava um pouco vermelha por termos passado a manha inteira na praia, agora aproveitávamos preguiçosamente a tarde. Eu simplesmente estava adorando minha lua de mel.
― Agora, quando você tirar a camisa na praia, nenhuma vadia vai ficar encarando.
Resmunguei e ele me puxou para o seu peito.
― Você não acha que uma aliança de sete gramas é o suficiente?
― Claro que não! Você não viu aquela garota com um biquíni minúsculo dando a maior sopa?
Ele fingiu pensar um pouco.
― Uma com um bumbum enorme?
Tentei me levantar, mas ele me segurou.
― Não seja boba, não faz diferença o que as outras mulheres querem. Eu sou seu.
Eu ri um pouco e acariciei seus cabelos.
― Eu sei, mas é uma droga vê-las babando por você.
― Elas não babam por mim, eu sou mal humorado e rabugento, o tipo de homem que não inspira uma conversa. Elas provavelmente olham me achando um esquisitão.
― Porque vocês homens são tão burros? Os mal humorados são mais atraentes, você logo pensa “vou fazer ele dar um sorrisinho”.
― Sério? E eu achando que era tudo por conta do sotaque...
Ele balançou negativamente a cabeça, bem sério.
― O sotaque é a segunda parte, quando você fala, faz uma garota pensar “Ah-Meu-Deus”. Isso é ótimo para mim, mas é um saco quando as outras garotas fazem isso.
Ele rolou por cima de mim e prendeu meus braços acima da cabeça.
― Ajuda se você pensar que quando elas pensam isso eu estou pensando “O que será que minha garota está fazendo?”.
― Ajuda um pouco...
Falei e ele beijou meu rosto.
― Não precisa se preocupar com outras mulheres, eu só vejo você. Não existe mais ninguém.
― Nunca vai existir outra pessoa para mim.
Então ele segurou minha cintura e eu me estiquei para beijá-lo.
― E os olhos são uma arma bem potente também, se bem que quando você está tão perto assim, não há nada que possa me fazer parar de te querer...
Falei fechando os olhos respirando profundamente seu cheiro.
― Nada mesmo?
Abri os olhos na mesma hora com o tom falsamente doce do seu tom de voz.
― Nada.
Confirmei e seus olhos brilharam com diversão.
― Desafio aceito.
Então ele começou a me fazer cócegas, eu ri sem parar na mesma hora, ele segurou firme minhas mãos acima da cabeça enquanto eu me contorcia.
― Pare com isso!
Eu tentei falar por entre as risadas.
― Tem certeza que você não está pensando nesse segundo “Espero que esse babaca saia de cima de mim o mais rápido possível?”.
Perguntou ele e soltou minhas mãos, então eu empurrei seu peito e ele rolou para o lado, eu segurei minha barrigada controlando as risadas.
― Como você pode acabar com um momento tão romântico?
― É um dom.
Falou ele todo presunçoso, então eu peguei um travesseiro e cobri seu rosto montando em cima dele.
― Pronto, problema resolvido.
Mas ele empurrou o travesseiro e me abraçou.
― E como você viveria sem ouvir meu sotaque sexy e ver meus lindos olhos?
― Arriscando te deixar ainda mais metido, eu provavelmente não conseguiria.
Ele me beijou profundamente e deliciosamente, depois ficou ali me abraçando carinhosamente.
― Você sabe como fazer um homem se sentir bem Caroline. A única coisa que pode inflar ainda mais o meu ego, é se você disser que acha que não vai caber da próxima vez que fizermos amor.
Eu me levantei do colo dele num pulo.
― Como alguém pode ser tão doce e tão grosseiro?
Falei indo para o banheiro, então ele riu e me atirou um travesseiro.
― É um dom.”
Eu queria desesperadamente ouvir a voz dele. E queria talvez ainda mais desesperadamente ver seus olhos. Mesmo sabendo que ele estava se recuperando, mas ver sua total imobilidade era de partir o coração. Quando ele acordasse iria finalmente me fazer acreditar que ele estava melhorando.
Então eu estava aqui, depois de uma noite de sono quase inexistente, segurando uma de suas mãos, sentada ao seu lado na cama. Esperando. Depois de quatro dias ele não tinha dado nenhum sinal de acordar. Eu tentava parecer otimista quando os irmãos vinha aqui vê-lo. Mas quando estávamos só nós dois era quase impossível conter a tristeza por vê-lo assim.
Minha aparência estava uma droga, o cabelo parecia que era um enorme ninho de pássaros, e tinha olheiras enormes em volta dos olhos. Mas mesmo correndo o risco de assustá-lo quando ele acordasse, eu não pretendia sair daqui de jeito nenhum até ele acordar.
Arrumei o lençol sobre ele, mesmo já estando arrumado, quando duas batidas na porta me chamaram atenção.
Então Andrew entrou, devagar como se tivesse com medo do que viria, seus olhos se voltaram para Klaus no mesmo segundo e ele se aproximou da cama.
― Oi.
Falou ele olhando rapidamente para mim.
― Oi.
Respondi a ele.
― Como ele está?
Como você respondi a isso? Era algo que eu ainda estava tentando entender. Ele não estava bem, porque estava machucado. Mas também não estava mal, porque isso quer dizer que ele não ficaria bem.
― Se recuperando.
Falei finalmente, ele ergueu a mão como se fosse tocá-lo, mas pareceu desistir da ideia.
― Eu soube do acidente ontem a noite, cheguei a vir aqui, mas não me deixaram entrar.
Droga! Eu devia ter avisado para ele, mas eu estive tão preocupada com Klaus que não pensei em nada disso.
― Desculpe por não ter avisado, mas eu...
― Não precisa se explicar, eu entendo. Ele não iria me querer aqui de qualquer forma. Mas eu precisava ver que ele estava bem.
Falou ele e meu coração se apertou com a tristeza que brilhou em seus olhos. Klaus tinha decidido se aproximar dele, mas não disse nada disso a Andrew.
― Ele iria querer sim.
Falei tentando passar solidariedade a ele.
― Por anos eu me senti a pior pessoa do mundo, eu tinha abandonado meu próprio filho. Na época eu achei que seria melhor para ele, mas depois eu vi que nunca seria melhor ser criado por outro homem, sem saber quem era seu verdadeiro pai. Mas então, eu tive medo de que ele me rejeitasse.
Ele enxugou uma lágrima no canto do olho e deu um sorriso amargo.
― Exatamente como ele fez quando soube sobre mim.
― Ele estava magoado, mas ele precisa de um pai, um pai de verdade. E ele sabe que você pode dar isso a ele, só é preciso dar uma chance.
Ele finalmente se aproximou e segurou sua outra mão.
― Eu vou mostrar a ele que ainda posso ser um bom pai, não importa quanto tempo leve.
Seus olhos estavam determinados, e demonstravam uma esperança inabalável sobre seu amor para com seu filho. E aquilo me tocou muito. O quanto de amor Klaus ainda iria viver, o quanto nós ainda podíamos dar ele.
Olhei para o rosto do homem que eu amava, sentindo toda essa certeza pulsar em mim. E foi então que meu coração quase parou. Seus olhos tremularam algumas vezes, e então, bem lentamente, ele abriu os olhos.
― Ah meu Deus!
Levantei-me da cadeira quase derrubando-a e me debrucei sobre ele.
― Klaus! Meu amor!
Senti as lágrimas escorrerem por meu rosto e ergui o rosto para Andrew.
― Chame o médico, avise que ele acordou.
Andrew também chorava, mas saiu do quarto rápido.
Klaus parecia confuso e piscou algumas vezes, tentando clarear a visão acho eu, e então seus olhos se focaram em mim.
― Estou aqui com você Klaus, você está bem, vai ficar tudo bem.
Repeti sentindo um sorriso enorme no meu rosto. Tal era a emoção de ver seus olhos depois de tantos dias fitando-os fechados.
― Klaus?
Repeti, querendo demais ouvir sua voz. Mas seu rosto ficou ainda mais confuso, ele limpou a garganta, como se estivesse testando a voz.
― Quem é você?
Falou ele com a voz quebradiça, então o sorriso sumiu do meu rosto, e o médico e uma enfermeira entraram então eu me afastei da cama.
“Quem é você?” Aquela pergunta não fazia nenhum sentido para mim.
O médico o avaliou por alguns minutos, depois se virou para mim.
― Os sinais vitais dele estão bons, ele vai se recuperar aos poucos, mas caso ele sinta qualquer outra coisa, me avise imediatamente.
Eu queria perguntar sobre o que ele disse, mas não tive coragem. Além disso, ele deveria estar confuso, mas passaria.
Voltei para perto da cama, e Andrew se aproximou também.
― Como você está se sentindo?
Perguntei baixinho, seu olhar ia de mim para Andrew e sua confusão aumentava.
― Quem são vocês?
Perguntou ele, e eu senti como se tivesse levado um soco no estomago.
― Caroline. Você não... se lembra de mim?
Perguntei com minha voz falhando na última frase, Andrew permanecia em silêncio ao meu lado, mas estava tão assustado quanto eu.
― Eu deveria?
Questionou ele olhando para mim, sem qualquer tipo de emoção na voz, e aquilo me assustou demais.
― Vou ligar para o Elijah, avisar que você acordou.
Quando falei o nome de Elijah seu rosto demonstrou alívio e reconhecimento. Eu saí do quarto o mais rápido possível. Ele se lembrava de Elijah.
Peguei o celular e digitei rapidamente o número, ele atendeu no segundo toque.
― Caroline?
― Ele acordou Elijah. ― Falei olhando para Klaus pelo vidro da porta.
― Eu estou indo.
― Elijah?
― Sim?
― Venha rápido.
Falei em tom de urgência e desliguei o celular. Eu pensei em várias coisas que eu poderia fazer quando ele acordasse. Chorar, rir, pular e gritar feito uma louca. Mas eu não sabia como lidar com o que estava acontecendo, nem sabia o que significava.
Voltei para o quarto, mas não cheguei muito perto, ele parecia cauteloso e talvez até assustado com nós dois aqui.
― O que aconteceu comigo?
Perguntou ele e eu me aproximei um pouco da cama.
― Um acidente de carro. Um táxi bateu no carro que você estava.
Ele acenou em concordância, mas não disse mais nada até Elijah chegar.
― Irmão.
Pronunciou Elijah da porta e se precipitou até a cama.
Ele deu um sorriso fraco para Elijah, mas era nítido que o estava reconhecendo.
― Agora é oficial Niklaus, sua cabeça é realmente muito dura.
Brincou Elijah, e se virou para nós, notando a minha expressão séria e olhando com estranheza para Andrew. Só então me dei conta de ele provavelmente não sabia nada sobre ele.
― Vou esperar lá fora.
Falou Andrew e saiu.
― O que o médico disse?
Perguntou-me Elijah.
― Que os sinais vitais estão bons, e que ele vai melhorar logo.
Respondi a ele, mas me sentia assustada e gelada por dentro.
― Você está bem?
Perguntou Elijah, provavelmente vendo o pânico em meu rosto, eu não respondi, apenas olhei para Klaus, desejando demais ver o reconhecimento em seus olhos, desejando ver qualquer coisa que indicasse que ele sabia quem eu era.
― Sua esposa dormiu naquela cadeira por tanto tempo que deve estar desacostumada a ficar de pé.
Falou Elijah se virando para Klaus, numa tentativa de fazer uma brincadeira, mas o espanto foi tão claro no rosto de Klaus que Elijah se virou para mim sem entender.
― Posso falar com você um minuto Elijah?
Perguntei e ele me acompanhou para fora.
― O que está acontecendo?
Perguntou ele e eu já senti as lágrimas ameaçarem rolar.
― Ele não se lembra de mim.
Respondi me abraçando.
― Como assim não lembra de você?
― Ele não me reconhece Elijah, parece não fazer a mínima ideia de quem eu sou.
Ele não soube o que responder apenas colocou a mão em meu ombro.
― Ele deve estar confuso, vou conversar com ele. Espere um pouco aqui.
Então ele entrou e eu os observei pela porta, Elijah se sentou na ponta da cama e começou a falar com ele. Ele ouvia atentamente o que Elijah falava, e seu rosto se virou para mim. Eu não fazia ideia do que Elijah estava dizendo, mas pela sua expressão, eu via que ele estava tentando lembrar, tentando me reconhecer e associar as palavras de Elijah com meu rostos. Mas não adiantou, ele ainda me olhava como se eu fosse uma total estranha.
Depois de quase meia hora de conversa, Elijah saiu para chamar o médico. Eu fiquei com medo de entrar e fiquei perambulando pela recepção com um copo de café nas mãos.
Quando eu finalmente voltei o médico estava saindo do quarto.
― E então Doutor?
Ele parou e fechou a porta.
― A pancada afetou o lobo frontal dele, nenhum dano permanente, mas é a razão dele ter se esquecido de algumas coisas mais recentes.
― Recentes? Nos conhecemos a quase um ano Doutor, e somos casados, como assim ele não se lembra de mim?
Até eu notava a histeria na minha voz.
― Acalma-se. Não é permanente. A medida que a mente dele for se recuperando ele se lembrará de tudo, só precisamos dar tempo a ele.
― Quanto tempo?
― É impossível dizer, mas o ideal é que ele vá para casa assim que estiver melhor, e vá voltando a sua vida normal, as lembranças vão voltar.
Concluiu o médico e saiu me deixando ali parada sem saber o que dizer, e então Elijah saiu do quarto.
― Vou buscar Rebekah e Kol para vê-lo.
― Eu não sei o que fazer Elijah.
― Fique um lá com ele, o médico disse que as lembranças irão voltar, eventualmente. Quanto mais você ficar com ele melhor.
Então ele saiu, eu respirei fundo e entrei. Klaus me acompanhou com olhos, e eu voltei a sentar na cadeira em que estive nos últimos dias. Ele parecia estar se esforçando para se lembrar de alguma coisa, qualquer coisa, mas era inútil. Então ele resmungou impaciente.
― Você vai lembrar, não precisa se esforçar tanto. Se concentre em descansar por enquanto.
Falei a ele que revirou os olhos.
― Eu estive dormindo por quatro dias, já descansei o suficiente.
Ele parecia bem aborrecido por estar ali, e tentou se sentar, então eu me levantei tentando fazê-lo ficar parado.
― Não se mexa, o médico disse que você precisa descansar.
Ele me ignorou e sentou mesmo assim.
― Eu machuquei a cabeça, não significa que eu esteja inválido.
― Não seja tão teimoso, precisa se recuperar.
― Eu só estou me sentando, não seja tão mandona.
Resmungou ele e continuou sentando, ele tentou se apoiar num dos braços, mas gemeu de dor. Seu braço direito estava enfaixado, o médico disse que não estava quebrado, mas tinha machucado bastante.
― Viu só? Quer ficar quieto!
Reclamei empurrando-o para que voltasse a se deitar. Dessa vez ele não protestou, mas ficou com o rosto emburrado.
― Quando eu vou poder ir para casa?
Perguntou ele olhando o teto.
― Não sei, mas se continuar tentando pular pelo quarto, vai demorar bem mais tempo.
Resmunguei arrumando a coberta sobre ele. Ele ficou em silêncio por algum tempo, apenas me olhando.
―A quanto tempo somos casados?
Perguntou ele, e eu respirei fundo antes de responder.
― Cinco meses.
― E a quanto tempo nos conhecemos.
― Quase um ano.
Ele ergueu a sobrancelha em dúvida.
― E porque casamos tão depressa?
Eu olhei para a parede, não querendo demonstrar o quanto aquelas palavras eram difíceis de ouvir.
― E porque não?
― Eu estou... ― Ele se interrompeu um pouco, depois continuou. ― Estive noivo por dois anos e não penso... ― Novamente ele se interrompeu e franziu a testa. ― Não pensava em me casar tão cedo.
Sua testa ainda estava franzida, e eu percebi como deveria ser difícil, associar as coisas que ele lembrava como presente, que na verdade já eram passado.
― Nós nos amamos, por isso casamos tão rápido.
Respondi sorrindo um pouco para ele, tentando transmitir vários sentimentos para ele, mas ele continuou me encarando, depois deu um sorriso irônico.
― Você não me conhece muito bem então.
Falou ele.
― Eu não amo ninguém.
Concluiu depois olhou para o teto e eu senti meu peito apertar. Com aquelas palavras. Mas o pior de tudo não era achar que aquele Klaus na minha frente era um total estranho. Porque não era. Aquele Klaus era o grande cretino que eu conheci a quase um ano atrás. Mas com uma grande diferença. Esse Klaus não sentia nada por mim.
Fale com o autor