Notas iniciais
Gente, to morrendo de vergonha de vcs por passar tanto tempo sem postar, mas é que não tava tendo tempo e não queria escrever qualquer coisa para vcs, então espero que gostem e me desculpem. Bjs.

Caroline

Acordei bem antes dele e amei fazê-lo, pois pude ver seu rosto ainda embalado pelo sono. Apoiei meu rosto em seu peito e fiquei ali, ouvindo sua respiração ritmada. E pensei no quanto estive perto de dar um passo terrível para um abismo enorme. Estive muito perto de ir embora e deixar minha felicidade para trás. Klaus não merecia minhas dúvidas, mas eu não soube lidar com elas e isso quase destruí a nós dois.

A única coisa boa que restou daquilo foi que agora eu estava mais do que certa sobre nossa vida juntos, e toda a dor que passamos só servia para me lembrar que nós não podíamos viver um sem outro sem nos quebrar por inteiro.

― Não sei se fico constrangido ou feliz por você estar me olhando assim...

Falou Klaus bem baixinho ainda com os olhos fechados.

― Você deve ficar feliz, só estou admirando meu lindo marido.

Ele riu e rolou por cima de mim beijando meu rosto, eu passei as mãos por seus cabelos, feliz demais por estar em seus braços.

― Que aliás, eu já não fazia há muito tempo...

Conclui sentindo minha expressão ficar séria.

Eu sempre achei que eu poderia fazê-lo feliz acima de tudo, e depois de tudo que aconteceu recentemente eu sentia um gosto amargo na boca.

― Não podemos mudar o que passou, nós magoamos um ao outro, só que remoer isso não ajuda ninguém. Então vamos aprender a lição e seguir em frente.

Tentei sorrir para ele.

― Olha só quem está me dando um banho sobre alto conhecimento.

― Fazer o quê? Eu sou assim...

Ele fez uma cara séria, mas só serviu para que nós dois caíssemos na gargalhada. Depois eu me aninhei em seus braços e ele me abraçou forte.

― Eu amo você.

Murmurou ele em meu ouvido e aquilo balançou tão forte dentro de mim que mal tive forças para fazer qualquer outra coisa a não ser me apertar em seus braços e deixa-lo sentir com meu corpo o quanto eu também o amava.

Estar em seu braços parecia certo. Tudo parecia... certo. Simples assim.

Depois daquele momento de pura e simples conexão entre nós dois senti que as coisas iam entrando nos trilhos de novo. Meu dia a dia e o dele iam se ajustaram aos poucos. Afinal mal tivemos tempo para isso quando voltamos da lua de mel. Tantas coisas aconteceram e parecia que sempre havia algo para nos atirar para todo lado.

Mas agora que estávamos bem parecia que finalmente estávamos andando em terreno sólido. E como resultado disso eu passava a maior parte do meu dia sorrindo, e foi assim que saí naquela noite para encontrar a Elena. Ela estava parada no saguão esperando por mim e deu também um sorriso enorme quando me viu.

― Olha só você! Parece mais feliz que nunca!

Falou ela para mim enquanto nos abraçávamos.

― E estou, feliz e faminta, embora eu sempre tenha achado que não se pode estar feliz e com fome ao mesmo tempo.

Brinquei e fomos caminhando para um restaurante ali perto, que eu descobri recentemente que serviam a melhor comida tailandesa que já experimentei na vida.

Eu e Elena não conseguimos ficar muito tempo juntas ultimamente, ela estava fazendo um verdadeiro malabarismo para equilibrar a faculdade, o trabalho e o Damon também. Mas eu adorava passar um tempo com minha melhor amiga, então equilibrávamos nossos encontros em noites espaçadas, e com bem menos frequência que gostaríamos.

Entramos e sentamos numa mesa próxima a porta. Assim que o garçom anotou nossos pedidos eu me virei para Elena.

― E então, como estão as coisas? Me conte milhões de novidades por favor!

Falei sorrindo para ela.

Era tão surpreendente que em tão pouco tempo nossas vidas tivessem mudado tanto. Um giro de 360 graus mais precisamente, nós tínhamos perdido e ganhado coisas no processo, mas no fim das contas estávamos felizes e ainda dividindo nossas vidas, que era algo que eu temia perder.

Elena sempre foi meu braço direito e esquerdo, ele me punha em pé quando eu ameaçava cair e chorava junto comigo quando a barra ficava pesada demais. É claro que não era mais a mesma coisa que no colegial, afinal eu tinha Klaus agora e ela tinha Damon, mas ainda tínhamos uma a outra.

― A não ser que a faculdade está me enlouquecendo e a única hora do dia que eu consigo parar de correr para todo lado é quando estou dormindo, estou sem muitas novidades.

― Espera um pouco, o Damon te deixa ficar quietinha quando vai para cama?

Pisquei maliciosamente para ela que riu.

― Eu disse quando estou dormindo, não quando vou para cama.

― Eu sabia! Mas como estão as coisas entre vocês? Com a faculdade e vocês morando juntos... É bastante coisa para lidar.

― Com certeza, mas estamos indo no nosso ritmo. Não é muito fácil de conciliar, principalmente no começo. Mas estamos fazendo dar certo e eu...

Ela respirou fundo e me olhou com um brilho nos olhos que eu não via a muito tempo, desde que os pais dela morreram.

― Sinto que estamos fazendo a coisa certa, e que, depois de tanta coisa dando errado eu finalmente estou indo na direção certa.

Me inclinei sobre a mesa para segurar sua mão.

― Eu estou orgulhosa de você, e tenho certeza que Grason e Miranda também estão.

Ela apertou meus dedos e senti mais que nunca a cumplicidade que existia entre nós. Pouco depois o jantar chegou e passamos o resto do jantar com nosso papo de mulher, falando sobre nossos maridos e várias bobagens que no fim das contas nos fazia sentir bem, apenas em estar ali jogando conversa fora.

Cheguei em casa bem depois do que eu pretendia, e encontrei a sala as escuras. Pensei que Klaus talvez já tivesse subido, mas ele nunca dormia antes de mim, então fui até o escritório e entrei, o aposento estava quase que totalmente as escuras, apenas uma das janelas estava aberta, deixando entrar o brilho perolado da lua.

E lá foi lá que vi Klaus, levei a mão a boca tamanha foi a emoção que invadiu meu peito ao vê-lo pintando. Ele estava tão absorto no que estava fazendo que mal notou minha presença. Era prazeroso demais vê-lo assim, sua expressão imersa em seus próprios pensamentos, a postura relaxada que eu tão poucas vezes vi.

Meus olhos arderam com a alegria daquele momento. Pintar era algo que o ligava a seu pai, e mesmo que ele não tivesse decidido o que fazer ainda sobre isso, estar pintando era uma prova que ele estava se abrindo cada vez mais a ideia de ter um pai, que verdadeiramente o amava e o merecia.

Deixei minha bolsa em cima da mesinha e caminhei lentamente até onde ele estava. Ergui a mão e toquei seu ombro, então ele se virou e deu seu sorriso de lado, que eu conhecia e amava.

― Oi.

Falou ele, um sorriso brotou em meu rosto.

― Oi.

Ele se inclinou e me beijou bem devagar, depois se voltou para o quadro que estava pintando. E eu me aconcheguei em seus braços, fitando a tela.

Era o céu a noite, muitas nuvens encobriam o luar, mas seu brilho era intenso demais para saber que ela estava ali. Eum pássaro se destacava na paisagem, suas asas abertas e o voo em direção ao céu davam a sensação de liberdade.

― É lindo, parece que ele está perseguindo a lua.

Falei apontando para o pássaro.

― E está.

Respondeu-me ele.

― Por detrás de tantas nuvens?

Franzi a testa observando enquanto ele terminava os contornos do pássaro.

― Mas ele sabe que está lá, mesmo não podendo vê-la. Ele sabe que ela aparecerá.

Então ele baixou um pincel e ficamos ali observando sua arte, e ao mesmo tempo pensando em suas palavras.

Então eu me inclinei e o abracei, passei meus braços em volta do seu pescoço e respirei profundamente.

Era esmagador, tudo que eu sentia e tudo que eu era depois de Klaus.

― Eu amo você.

Ele me apertou em seus braços e beijou minha testa.

― Eu sei.

Respondeu sorrindo.

― Mas quero ouvir isso pelo resto da minha vida.

Então ele me beijou, no sentido mais verdadeiro e profundo da palavra. Senti seu gosto e a sensação de sua pele invadir meus sentidos e me intoxicar. Seu toque era familiar e ao mesmo tempo diferente, um fogo subiu por minha coluna e eu ansiei por mais, por sentir mais.

― Tente me impedir de dizer Sr. Mikaelson.

Falei quando ele se afastou da minha boca e passou a beijar o pescoço.

― Eu nem pensaria em uma coisa dessas.

Então ele beijou o lóbulo da minha orelha e eu arquejei, não era isso que eu tinha em mente quando entrei aqui. Mas quando estávamos juntos nunca tínhamos conseguido controlar. E não sei bem se começaríamos agora.

Meus dedos correram por seu peito sentindo seu tórax sobre a minha pele, querendo arrancar suas roupas e sentir seu calor contra mim. Mas então eu desacelerei, respirei fundo tentando controlar aquela volúpia que queimava em mim. Até que consegui afastar meu rosto e segurá-lo por entre as mãos, ele fez uma cara aborrecida porque eu interrompi o beijo mas parou também.

― Eu quero muito deixar você fazer muitas coisas comigo, mas isso aqui ― Apontei para o quadro. ― É muito importante também.

Ele olhou de lado para o quadro e vi várias emoções cruzarem seu rosto.

― Você sabe o que significa, você está se dando uma chance. E isso é... incrível.

Então ele voltou a me olhar e colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.

― E se for um erro?

Segurei sua mão tentando lhe mostrar que eu estava com ele nessa.

― E se não for? E se for a melhor coisa que já aconteceu com você? Já pensou nisso?

― Você é a melhor coisa que já me aconteceu.

Falou ele me puxando pela cintura e me abraçando forte.

― Muitas outras coisas boas ainda vão acontecer, basta você deixar.

Eu beijei seu pescoço e ficamos ali abraçados por um tempo até que ele me pegou no colo e subimos para o quarto.

Em momentos como esses eu sentia que nada mais poderia dar errado. Depois de tudo eu sentia que tudo que viria agora só nos faria mais fortes.

Nós tomamos banho juntos e depois voltamos para cama, ele me abraçou de conchinha e eu me aconcheguei em seu corpo.

― Eu pensei em chamar seus irmãos para jantar aqui no sábado.

Comentei com ele, fechando meus olhos. Deixamos as cortinas abertas para apreciar um pouco mais a luz do luar.

― Seria ótimo. E talvez...

Esperei que ele concluísse, mas sua voz se perdeu, fazendo com que eu me virasse para olhar seu rosto.

― Talvez...?

Ele olhou por cima da minha cabeça enquanto ele parecia decidir o que diria.

― Talvez pudéssemos convidar Andrew um dia desses. Acho que já está na hora de termos uma conversa de homem para homem.

― Está sim, Klaus e isso é... maravilhoso. Você gostava do Andrew antes de tudo isso acontecer. Tenho certeza que vocês vão se dar bem.

Rolei por cima dele e lhe dei um beijo.

― Estou muito orgulhosa de você.

Ele estava sério, mas era nítido pelo brilho em seus olhos o quanto ele também esperava que tudo aquilo desse certo.

Então ele rolou por cima de mim num único movimento me fazendo ofegar de surpresa.

― Isso quer dizer que eu tenho permissão de lamber e beijar onde eu quiser?

Um fogo de desejo brilhou em seus olhos enquanto ele suspendia minha camiseta deixando meus seios expostos, exibindo meus mamilos que se entumeceram num segundo sob seu olhar.

― Não, quer dizer que estou feliz junto com você, e podemos simplesmente nos abraçar e dormir.

Falei respirando fundo, mas já sentindo o desejo e a familiar humidade tomar conta do meu ventre e varrer qualquer outra coisa para longe.

― Tem certeza que você quer apenas dormir?

Ele ergueu meus pulsos acima da cabeça e os segurou por lá.

― Nós fazemos sexo quase todos os dias Klaus, isso não deve nem ser saldável. Aposto que ficar de conchinha e dormir é ótimo também.

Eu sabia que não estava sendo nem um pouco convincente, mas aquele brilho de desafio que eu vi em seus olhos me fez querer mais, queria instigar ainda mais.

― Não vamos fazer sexo de verdade... Vai ser só a pontinha...

Falou ele e mordiscou o lóbulo da minha orelha me fazendo arfar. Eu podia sentir o sorriso em seu rosto enquanto ele me beijava, com o humor misturado a desejo.

― Só a pontinha? Mas vai doer?

Perguntei rindo e entrando na brincadeira também, enquanto ele escorregava o short por minhas pernas.

― Claro que não. Se doer eu paro.

Eu pensei em fazer algum outro comentário seguindo nossa brincadeira, mas então ele afastou minhas pernas com os joelhos e eu me esqueci completamente de qualquer coisa.

― Posso colocar?

Perguntou ele me olhando nos olhos e eu mal conseguia desviar.

― Por favor.

Então ele me penetrou de uma vez fazendo-me arquear as costas. Mas não era só isso. Não era só prazer. Ele me possuía de todas as formas possíveis. De todas as formas que eu deseja e outras mais que eu nem sabia serem possíveis.

Então ele fez amor comigo durante muito tempo naquela noite. Eu sentia o quanto ele estava se libertando das dores do passado em cada toque, eu sentia na pele a essência de tudo de maravilhoso que existia entre nós, e sentia que enquanto estivéssemos juntos sempre seria assim, sempre estaríamos assim. Unidos, fazendo parte um do outro.

***

― Quem é uma das minhas irmãs favoritas?

Atendi o telefone quando saia do trabalho na noite seguinte.

― Jeremy. ― Falei ― Porque isto está me cheirando a um pedido?

Ele riu ao telefone.

― Vamos lá, Caroline, você acha que eu só te ligaria para pedir algo?

― E não ligou?

― Claro que não! Mas já que você está perguntando... Que tal me ajudar a fazer umas compras?

― Compras? Que tipo de compras?

― Comida. Eu já comi pizza três dias seguidos, a últimas vez Elena me ajudou com isso, mas ela está fazendo prova hoje, então... Pode me ajudar?

― Onde você está?

Então ele me passou o endereço do mercado, eu mandei um SMS para Klaus avisando que me atrasaria um pouco e fui para lá. Jeremy estava morando sozinho a pouco tempo, mas ainda era só um garoto para mim e precisava urgentemente comer algo um pouco mais saudável que pizza.

― Você é a melhor!

Falou ele me abraçando quando cheguei e eu o abracei de volta.

― Eu não vou te deixar esquecer isso Jeremy Gilbert.

Então ele pegou um carrinho e me seguia pelo mercado enquanto eu pegava as compras.

― E então, como estão as coisas? Morando sozinho, faculdade...

Comentei olhando para ele, que olhou para os lados como se algo o incomodasse.

― Tudo bem com a faculdade, estou adorando o curso.

― Tudo bem só com a faculdade?

Olhei-o melhor. Jeremy parecia bem, mas tinha algo no fundo dos seus olhos, algo que o estava confundindo e eu não conseguia entender o que era.

― Sim, as outras coisas estão... se ajeitando eu acho.

Ele se virou para prateleira e começou a pegar salgadinhos.

― Quer falar sobre isso?

Falei tocando seu braço. Ele respirou fundo antes de me olhar.

― Não, tudo bem. Não é algo que qualquer outra pessoa possa resolver além de mim mesmo.

Eu assenti.

― Eu estou aqui se precisar, Ok? Afinal eu sou a melhor.

Eu ri e soquei seu ombro de brincadeira, então continuei pelo corredor, pegado alguns biscoitos enquanto ele tirava o celular do bolso e franzia a testa.

― Droga, descarregou. Você pode me emprestar seu celular?

Tirei da bolsa e entreguei a ele, antes que eu me virasse começou a tocar.

― Celular da Caroline.

Atendeu ele sorrindo e piscando para mim, eu bufei.

― Não é engraçado.

Ele gesticulou com a boca que era a Elena e começou a ouvir o que ela falava.

Mas então sua expressão foi se fechando e um misto de choque e preocupação se formou em seu rosto. Dei um passo a frente, sentindo um arrepio gelado descer por minha coluna. Algo definitivamente não estava bem.

― Jeremy? O que houve?

Perguntei a ele, então ele desligou o telefone e me olhou sem saber o que dizer.

― O que houve?

Perguntei de novo já sentindo uma nota de pânico na minha voz.

― Um acidente.

Ele falou e então parou, senti minhas pernas tremerem.

― Com quem?

Os olhos de Jeremy se encheram de lágrimas e eu soube antes mesmo de ouvir.

― Klaus.

Notas finais
Euu sinceramente estou temendo pela minha segurança ultimamente... Mas espero que não me matem. Bjs.