Sexy Fire - Klaroline
43 Season 2 – Capítulo 11
Notas iniciais
Caroline
Entrei no banheiro para lavar o rosto. Não sabia bem o que fazer agora. Ficar? Ir? Queria estar num lugar confortável e familiar. Mas meu quarto já não era nem uma coisa nem outra.
Saí do banheiro pensando se deveria sair de lá. Mas parei ao ver Klaus parado no quarto com os braços cruzados. Sua expressão era furiosa. Parei. Não sabia o que poderia dizer.
― Então você vai embora? Simples assim?
Falou ele entre os dentes.
― Como...
Antes que eu terminasse a pergunta ele sacudiu a cabeça em negativa.
― Depois de tudo que você falou. Depois de dizer que se arrependia do modo como agiu a sua solução milagrosa é fugir?
Ele tinha ouvido. Tudo que eu falei. Eu senti alívio ao constatar isso pois cada palavra tinha sido sincera. Mas ele não reagiu a nada. Não sabia se o fato dele estar aqui era uma coisa boa ou ruim.
― Eu não estou fugindo. Só que eu estar aqui não está fazendo bem a ninguém.
― Então você acha que vai me fazer bem de alguma forma se você simplesmente me deixar?
Abracei meu corpo. Não era nada fácil lidar com todas essas coisas. Klaus estava com muita raiva. Eu podia ver em seus olhos. Em sua postura. Já fazia bastante tempo que eu não sabia como lidar com sua raiva, direcionada a mim acima de tudo.
― Me diz o que eu devo fazer então! Por favor! Eu não quero te machucar mais.
Ele deu passadas largas em minha direção e segurou meus braços.
― Você se lembra do nosso casamento? Dos nossos votos? Prometemos construir nossa família, prometemos estar um com outro e agora você foge como uma covarde?
Ele respirava pesadamente e eu segurei sua camisa tentando achar apoio.
― Eu não queria fugir! Eu... Eu, sinto muito!
Falei finalmente enquanto as lágrimas começavam a escorrer.
― Muitas pessoas na minha vida me magoaram e me arrastaram para um lugar sombrio Caroline. Mas você era meu ponto de luz.
― Eu ainda posso ser Klaus, eu amo você!
Ele afrouxou o aperto em meus braços, mas eu não queria que ele me soltasse. Queria sentir sua pele.
― Você estava sofrendo. Eu não menosprezei isso. Mas sofrer sozinha não estava me protegendo. Estava acabando comigo. Eu não posso dar a você meu coração incondicionalmente se você vai fugir e me deixar sozinho sempre que tivermos um problema.
Falou ele e segurou meu rosto. Apertei suas mãos, sentindo-me desesperada e vazia sem ele.
― Eu nunca mais vou fugir de você, eu prometo! Ver como você sofreu estava acabando comigo Klaus. Eu tive medo de te fazer ainda mais mal.
― Estar com você nunca me fez mal. O que estava me destruindo foi estar sem você.
Toquei seu peito sobre a camisa e espalmei a mão querendo sentir o pulsar de seu coração.
― Eu fui imatura e covarde Klaus. Mas quase te perdi por isso. Nunca mais vou chegar sequer perto de algo que possa me afastar de você.
Ele colocou a mão sobre a minha em seu peito e respirou profundamente.
― Eu faria qualquer coisa por você. Daria tudo a você, tudo que você pedisse eu faria. Mas se você quiser fugir de novo eu não vou mais te impedir de ir. Seu lugar é ao meu lado, e o meu ao seu. Mas você precisa querer e merecer ficar.
Concluiu ele e eu acenei freneticamente com a cabeça. Sabendo que aquele era um ponto crucial para nós dois. Ou partiríamos dali, ou acabaria ali. E eu não podia deixar acabar. Não sabia se conseguiria reunir meus pedaços e voltar a ficar inteira se eu o perdesse.
― Eu vou merecer. Cada dia da minha vida. Always and Forever.
Falei e puxei seu rosto o beijando lascivamente, apaixonadamente e até desesperadamente. O gosto de sua boca na minha depois de tanto tempo longe era inacreditavelmente bom. Era como estar faminto e finalmente achar comida. Como estar sedento e finalmente encontrar água. Era estar quebrada e finalmente estar inteira. Assim era ter Klaus em meus braços.
Ele me puxou pela cintura e eu encaixei as pernas ao redor dele. Estávamos colados um no outro mas parecia não ser o suficiente. Eu queria mais. Queria seu corpo queria tudo. E ele também queria. Sua boca me devorava e suas mãos apertavam minhas costelas e me puxavam para mais perto.
Eu tentei tirar sua camisa, mas ele diminuiu o ritmo do beijo e me colocou no chão.
― Temos que parar...
Murmurou ele beijando meu pescoço.
― Não temos que parar, eu preciso de você.
― Eu não posso. Não estou em condições de fazer amor com você agora, sinto como se fosse perder o controle de mim a qualquer momento.
A luxúria brilhava em seus olhos. Mas ele queria ser cuidadoso. Queria cuidar de mim. Só que eu não queria. Se algo estava represado dentro dele eu queria fazer isso sair. Queria sentir na pele a força e o poder inabalável que fazia de Klaus quem ele era.
― Então não faça amor comigo.
Falei a ele, que tocou meu rosto lentamente. Mas eu dei um passo para trás. E num segundo arranquei a camisola e me livrei da calcinha.
― Foda comigo. Perca o controle e bote tudo para fora.
Ele hesitou por um milésimo de segundo, mas então um desejo feroz brilhou em seus olhos e antes que eu me desse conta ele me atirou na cama e me beijou como nunca tinha feito antes. Sua língua e seus lábios exploravam os meus numa fúria sensual e deliciosa. O desejo borbulhou em mim e eu toquei seus ombros e me livrei da sua camisa. Só que ao invés de joga-la no chão ou em qualquer outro lugar ele suspendeu minhas mãos e colocou acima da cabeça amarrando-as a cabeceira da cabeça.
Aquele aperto nos pulsos fez meu nível de excitação subir ao inimaginável. Então ele beijou meu pescoço e foi descendo pela barriga. Minha pele já estava completamente arrepiada, e minha intimidade pulsava deliciosamente, eu sentia que estava prestes a gozar a qualquer toque.
Então ele abriu minhas pernas o máximo possível deixando-me completamente aberta e exposta a ele.
― Você não tem permissão de gozar nem de fazer qualquer barulho entendeu?
Falou ele me fitando, eu quase gemi ao ouvir aquilo. Ele estava tão desejável assim, sua força e segurança, o tom de voz que ele falou aquilo, quase como uma ameaça, me fez ficar ainda mais excitada.
― Entendeu?
Perguntou ele de uma forma um tanto mais brusca.
― Sim.
Respondi, então ele se curvou na minha frente e enterrou o rosto no meio das minhas pernas. Uma explosão de sensações aconteceu em mim no momento em que sentia sua língua na minha carne molhada.
― Oh Deus...
Gemi bem alto sentindo o orgasmo iminente se formar em meu ventre. Mas então ele parou.
― Não! Continue, por favor!
Falei a ele levantando minha cabeça para ver seus olhos. Mas ele não disse a nada apenas se levantou segurou minha cintura e me virou de costas. Depois ergueu meu traseiro e eu gemi de novo imaginado ele se enfiar em mim nessa posição.
Então um tapa estalou em minha bunda. Dei um grito de susto, mas aquela ardência bruta enviou pontadas ao meu ventre me fazendo chegar ao limite da excitação. Então ele deu outro tapa, depois mais um. Sua respiração fazia cocegas nas minhas costas.
― Você não tem permissão para fazer som nenhum lembra?
Falou ele e já ia dizer sim quando outro tapa estalou em minha bunda.
― Responda.
Falou ele.
― Sim.
Praticamente gemi essas palavras, estava excitada demais. Estimulada demais, mal conseguia pensar.
― Você não pode gozar, nem fazer qualquer som entendeu? Se não, prometo que não vou ser nem um pouco gentil.
Então ele bateu em minha bunda de novo um pouco mais forte dessa vez e a ardência da pele somada a vibração que enviou por meu corpo foi demais para mim e eu gozei furiosamente gemendo seu nome.
Ele se inclinou sobre mim e desamarrou minhas mãos depois levantou da cama.
― Venha aqui.
Disse ele e eu me virei na cama olhando seu corpo gloriosamente nu. Sua ereção pulsava livre e seus olhos queimaram de desejo e eu me levantei da cama indo até ele. Hipnotizada por sua postura, pelo jeito que ele falava. Emanando sexualidade e desejo ,e fazendo-me desejá-lo tanto que chegava a doer.
― Ajoelhe-se.
Ordenou ele e eu o fiz no mesmo segundo.
― Você lembra do que eu disse sobre não fazer nenhum som e não gozar?
Perguntou ele e eu fixei meus olhos nos dele, não falei nada. Mas ele ainda parecia esperar resposta.
― Responda.
Exigiu ele e eu engoli em seco.
― Mas seu eu responder não vai contar como fazer algum tipo de som?
Perguntei olhando para ele, um sorriso ameaçou brotar de seu rosto, mas ele se recompôs rapidamente.
― Só quando eu perguntar, ou disser que pode entendeu?
― Sim.
Respondi sentindo aquela excitação queimar de novo em meu ventre. Nunca pensei que vê-lo assim dentro do nosso quarto fosse tão excitante.
Então ele segurou o pau com a mão e estendeu ao nível dos olhos.
― Me dê prazer.
Eu sequer pisquei com sua ordem e já engoli-o completamente. Sentindo tocar o fundo da minha garganta ele gemeu e segurou meus cabelos. Eu passei a língua em volta dele sentindo seu gosto de homem na minha boca. Era delicioso. Seus gemidos me enchiam ainda mais de vontade de toca-lo mais profundamente de vê-lo se perder.
― Você quer que eu goze?
Perguntou ele ainda de olhos fechados e eu afastei minha boca um pouco.
― Sim, por favor...
Murmurei antes de coloca-lo na boca de novo, mas então ele abriu os olhos e se afastou de mim.
― Você fez o que eu disse que não era para fazer. Então não posso te dar o que você quer. Agora volte para a cama e abra as pernas para mim.
Eu me levantei e fui para a cama num segundo. Me abrindo para ele, eu estava muito molhada e queria-o dentro de mim o mais rápido possível.
― Não goze. Ou vou dar mais vinte tapas nesse seu traseiro delicioso.
Eu mordi o lábio. Não sabia o que seria melhor. Gozar agora, ou gozar depois quando sentisse sua palma na minha bunda. Acontece que algo em seus olhos me dizia que ele não seria tão gentil quanto foi da primeira vez.
Dessa vez ele não me amarrou, meus punhos estavam livres, então quando senti sua boa em mim de novo enterrei os dedos em seus cabelos e mordi o lábio tentando não gemer, então ele afastou o rosto.
― Não me toque até eu dizer que pode.
Ordenou ele e eu levei as mãos a cabeceira da cama segurando-as firmemente. Então ele veio de novo, me lambendo, alargando meus tecidos e chupando bem devagar. Eu queria gozar. Precisava gozar. Mas não deveria. Não podia.
Tentei impedir, tentei controlar o que eu estava sentindo, mas era difícil demais. Sua boca habilidosa fazia círculos em minha carne e eu estava excitada demais. Minhas terminações nervosas pareciam a ponto de explodir. Eu queria pedir a ele para parar. Mas não sabia bem se podia falar. Então tentei afastar meu corpo de seu toque, mas ele não cedeu. Continuou me massageando.
Então tentei pensar em outras coisas. Qualquer coisa. Sorvete. Cachorros fofinhos, manteiga de amendoim... Eu estremeci com o esforço para não gozar, então ele parou. Respirei profundamente. Mas fiquei imóvel. Qualquer movimento poderia acabar comigo.
Então senti seu peso cobrir meu corpo, eu respirei e empurrei seu peito, na posição em que estávamos se ele sequer tocasse em mim eu gozaria.
― Não. Por favor. Não vou conseguir segurar.
Pedi a ele que segurou meu rosto e beijou meu queixo.
― Você fez duas coisas que não deveria, então recebeu dois castigos.
Murmurou ele e me beijou, sua língua tinha meu gosto, mas eu queria demais saboreá-lo.
Então ele se afastou um pouco e de novo me colocou de quatro. Suas mãos acariciaram meu traseiro, e eu sabia que não conseguiria segurar.
― Se você fizer isso vou gozar...
Avisei a ele, mas ele não disse nada. Apenas continuou acariciando meu traseiro bem devagar. Podia sentir sua ereção contra mim, queria senti-lo dentro de mim. Queria sentir qualquer coisa.
Então senti seu dedo acariciar um lugar especifico em minha bunda. Com a outra mão ele pegou algo e então senti algo gelado e escorregadio tocar minha pele. Um segundo depois seu dedo brincou em minha entrada e penetrou um pouco.
Respirei fundo. As sensações eram intensas demais. Ninguém nunca tinha me tocado ali. Era algo que eu sequer tinha pensando sobre. Talvez até algo que eu tivesse medo. Porém sentir essa penetração discreta fez algo arder dentro de mim e o desejo aflorou em cada centímetro do meu corpo. Ele retirou o dedo devagar e o introduziu de novo, então chocando a nós dois eu me empurrei contra ele fazendo a penetração chegar mais fundo. Uma pontada de dor queimou em minha bunda, mas a excitação era ainda maior.
Senti seu pau roçar devagar em minha vagina. A excitação do que estávamos fazendo queimou em mim tão forte que eu pensei em como seria se ele estivesse ali atrás no lugar do seu dedo. Mas ele não me deixou pensar muito.
― Agora vai ter sua recompensa.
Falou ele e me preencheu com seu pênis de uma vez, fez pressão com seu dedo atrás de mim e com outra mão tocou meu clitóris. Então eu gozei tão violentamente que senti minhas pernas estremecerem. O prazer dominou meu corpo e eu arfei de deleite me permitindo sentir tudo.
Quando ele saiu de mim eu desabei na cama, sentindo o mundo voltar a girar normalmente aos poucos. Então ele me virou de frente para ele e beijou meu rosto, meus olhos e minha testa.
Depois segurou meu rosto entre as mãos e me olhou nos olhos. Seu coração estava acelerado.
― Agora eu vou fazer amor com você.
Completou ele e me beijou ao mesmo tempo que me penetrava. Um gemido rouco se formou no fundo da sua garganta e eu entrelacei as pernas em sua cintura permitindo-o chegar o mais fundo que podia. Suas estocadas eram rápidas e precisas e ele desenhava os contornos do meu corpo com os dedos. Sua boca jamais deixava minha pele, minha boca, meu pescoço e ombros. Parecia querer se impregnar de mim.
Seu corpo tão familiar e quente em meus braços me fazia chegar tão alto que vibrações de prazer corriam por meu corpo.
Senti a familiar onda de desejo começar a queimar em meu ventre ao mesmo tempo em que ele aumentava o ritmo dentro de mim, suas estocadas tinham cada vez mais urgência e eu o acompanhava perseguindo o mesmo prazer.
Então ele abaixou a cabeça e sugou meu mamilo, uma onda morna de prazer se espalhou por meu ventre e eu gozei empurrando meu corpo contra ele. Klaus estocou mais duas vezes e mordeu meu ombro enquanto gozava dentro de mim, soltando o peso do seu corpo sobre mim.
― Eu amo você, amo você...
Murmurava ele em meu ouvido.
― Eu te amo Klaus.
Respondi segurando seu rosto.
Nenhum de nós dois quis levantar. Nos aninhamos nos braços um do outro e ficamos ali, enquanto nossas respirações se acalmavam.
Apoiei a cabeça em seu peito e olhei seu rosto, o êxtase e a felicidade brilhavam em seus olhos e eu sorri. Feliz por vê-lo assim.
― O que você está pensando?
Perguntei a ele.
― Pensando em nós.
Ele riu e eu me ergui para beijá-lo rapidamente.
― Pensando que, por mais coisas que já saibamos um do outro, sempre a mais para saber.
Concluiu ele e eu fiquei vermelha. Nunca tínhamos feito algo assim e eu me derreti inteira com tudo que ele fez.
― Um do outro e sobre nós mesmo eu acho. Nunca pensei que algumas palmadas pudessem me excitar tanto, nem...
Ia completar a frase, mas parei, com vergonha.
― Nem penetração anal?
Concluiu ele eu sorri sem graça.
― Nem isso. ― Falei.
― Agora eu já sei. E podemos fazer de novo num futuro bem próximo.
Ele sorriu malicioso e eu ri também.
― Porque você não fez?
Perguntei a ele enquanto suas mãos traçavam círculos em minhas costas.
― Fiz o quê?
― Você sabe... Eu estava de quatro bem na sua frente e gostei quando você me tocou lá, então porque você não...
Eu me sentia estranhamente envergonhada ao falar aquilo em voz alta. Mas eu sabia que muitos homens adoravam isso, então não entendia porque ele não continuou já que dei bandeira branca total a seu toque.
― Porque eu estava excitado demais. Se eu penetrasse você naquele momento te machucaria. E eu não posso e nem vou fazer isso. É claro que você se empinar toda para mim quase me levou a loucura, mas eu quero fazer isso do jeito certo. E esse momento não era agora.
Ele estar fazendo isso por mim depois de tudo fez meu coração transbordar de amor e eu me joguei em seus braços e beijei-o devagar. Saboreando sua boca, depois me afastei lentamente e voltei a deitar em seu peito.
― Eu gozei dentro de você.
Falou ele e eu ergui o rosto.
― Eu sei disso.
― Não, eu quis dizer... Sem proteção.
Concluiu ele e eu fiquei com raiva de mim mesma. Não tínhamos conversado sobre isso.
― Ah... Bom, eu... Estou tomando anticoncepcionais de novo. Injetáveis dessa vez, para eu não esquecer como antes.
― Ah.
Falou ele e eu toquei seu rosto
― Eu conversei com a médica Klaus, e não quis tentar de novo. Pelo menos por enquanto. Eu sei que parece bobagem, mas ia parecer que estamos querendo substituir nosso bebê.
Ele segurou minha mão e eu respirei aliviada.
― Não é bobagem. Eu entendo. Precisamos de um pouco de tempo para nós dois agora. E temos tempo para decidir isso.
― Sim.
Concordei com ele que beijou minha testa.
― Por enquanto basta apenas irmos devagar.
― Irmos devagar.
Concordei e o abracei apertado. Logo pegamos no sono e o último pensamento que me acorreu foi o quanto era certo estarmos ali, nós braços um do outro.
Fale com o autor