Notas iniciais
Hey gente, cap novo! E com certeza merecemos comentários por termos voltado a postar regularmente não é? kkkkk

Caroline

― Me solta! Eu preciso...

Eu lutava furiosamente para me soltar. Minhas emoções explodiram ao sequer pensar que Klaus pudesse estar morrendo.

― Pare de lutar Caroline! Você vai acabar se machucando!

Falou Damon tentando fazer com que eu parasse e Elena parou na minha frente e segurou meus braços.

― Eu preciso ir até ele Elena, preciso...

― Os médicos estão cuidando dele Caroline, você precisa ficar calma. Ficar assim não vai ajuda-lo em nada. Por favor, acalme-se...

Eu respirei fundo, muitas vezes. Tentando conter a agitação dentro de mim, tentando conter uma voz totalmente desesperada que me dizia que eu deveria ir até ele custasse o que custasse. Mas Elena tinha razão. Não adiantava em nada eu ficar histérica, e além disso, quando Klaus acordasse, e eu precisava acreditar que ele acordaria, ele precisaria que eu fosse forte.

Então parei de lutar aos poucos e Damon me soltou.

― Vamos beber um pouco de água.

Elena tentou pegar minha mão, mas eu não me movi.

― Eu não vou sair daqui até ter certeza que ele vai ficar bem.

Falei encarando a porta, mas podia ouvir algumas fungadas e soluços pela sala. O clima pesado e de dor... Era como se ele já estivesse morto. Cruzei os braços na frente do peito e levantei o queixo. Eu não iria chorar. Ele não estava morto. E eu jurei para Klaus que jamais desistiria de nós dois de novo. E eu não desistiria dele. Eu iria acreditar, até o último segundo. Porque como eu iria querer que ele lutasse pela vida se eu mesma não estava disposta a lutar por ele.

Elena se aproximou de mim com um copo de água nas mãos e tocou meu braço. Eu peguei e engoli tudo num só gole. Mas não disse nada. Nem era preciso. Ela sabia como eu estava me sentindo. E ficaria comigo.

Os minutos se arrastaram. Cada segundo que se passava sem que alguém viesse dizer como ele estava era torturante.

Mas então a porta se abriu e a enfermeira que tinha estado no quarto comigo entrou, eu me precipitei até ela.

― Como ele está?

Perguntei sem nem respirar. Apenas querendo ouvir que ele estava bem.

― Estável.

Parecia que o ar estava finalmente voltando ao meu corpo.

― Mas a situação dele não é fácil, e é melhor que ninguém entre para vê-lo, pelo menos nas próximas 24 horas.

Concordei freneticamente. Ele estava bem. Isso foi o importante.

― É melhor vocês irem para casa, e provavelmente amanhã já poderão visita-lo.

Ela me deu um sorriso reconfortante e saiu. Então eu me virei e abracei Elena.

― Ele vai ficar bem Elena, eu sei disso.

Falei permitindo que finalmente as lágrimas caíssem.

Eu não queria ir para casa, mas também não podia ficar. Klaus estava na UTI e ninguém podia ficar lá com ele. Então Elena e Damon me levaram para casa.

Eu não me sentia eu mesma. Parecia que meu corpo estava desconectada a todas as coisas que eu deveria estar se sentindo. E eu me perguntava quanto tempo duraria.

― Vamos ficar aqui com você essa noite, aí amanhã te levamos ao hospital.

Falou Damon e eu concordei com ele, e já ia subindo as escadas quando finalmente me dei conta.

― E o Thomas? Onde ele está?

Eles se entreolharam e a ficha finalmente caiu que ele deveria estar dirigindo o carro na hora do acidente. Coloquei a mão na boca em choque.

― Ele está...

Eu não conseguia dizer aquela última palavra, parecia definitivo e terrível demais pensar nela agora.

― Ele machucou o braço, mas está bem, só que terá de ficar internado.

Um pouco de alívio me tocou, mas eu quase não o senti direito. Embora estivesse feliz que Thomas estava bem, eu não sabia como realmente sentir isso agora.

― Vou deitar e tentar dormir um pouco.

Falei olhando para meus pés. E subindo devagar as escadas. Quando entrei o quarto joguei a bolsa no chão e resolvi tomar um banho. Mas assim que entrei no banheiro vi o roupão de Klaus, e então pareceu que as emoções finalmente vieram e me golpearam implacavelmente. Eu abracei meu peito tentando conter a dor e os soluços que ameaçavam me partir em duas.

Eu me enrosquei no chão frio do banheiro e chorei. Sentindo dor, preocupação, medo do que podia acontecer. Essas emoções todas ao mesmo tempo eram demais para mim.

Sempre que coisas ruins acontecem, você tem um ponto de apoio, algo em que focar para que você consiga se manter inteiro e seguir adiante, e desde o dia que ele me pagou aquela bebida no bar, Klaus tinha sido meu ponto de apoio. O que podia me manter firme ou me desestabilizar completamente. Seu amor me mantinha inteira, mas sua ausência fazia o chão parecer incerto sob os meus pés. Pensar me perde-lo era como pensar em uma parte de mim indo embora junto. Eu não conseguiria mais ficar inteira. Não depois dele.

E ele não merecia se machucar, nem sequer por uma pequena dor. Klaus era um homem que teve uma péssima sorte na vida, mas conseguiu seguir em frente e ser um bom homem. Alguém capaz de dar seu amor incondicional a alguém que talvez não soubesse lidar com isso. Pelo menos a um tempo atrás. Mas hoje eu sabia mais que nunca o quanto seu amor era precioso e vital para mim. Então eu tinha que acreditar que ele ficaria bom e voltaria para casa, ou sequer teria forças de levantar desse chão.

Bem mais tarde eu me arrastei para o chuveiro, tomei uma ducha e vesti uma das camisas dele, depois abracei seu travesseiro e deitei no lado dele da cama. Seu cheiro me envolvia, mas eu também sentia dolorosamente sua falta. Uma nova onda de lágrimas ameaçou me dominar então eu me levantei fui para o escritório.

O lugar estava escuro, e a janela aberta fazia o frio arrepiar minha pele. Então eu cheguei perto da tela que ele esteve pintando na noite anterior. O pássaro indo em direção a lua. “Ele sabe que ela está lá, mesmo não podendo vê-la”.

Toquei a tela e pensei que era exatamente assim que eu me sentia. Eu não podia vê-lo, mas sabia que ele estava lá. Olhei para o céu que estava escuro e cheio de nuvens de chuva. Agora mais do que nunca era difícil ver a lua, mas seu brilho estava lá, bastava esperar um pouco e ter fé.

O vento frio entrou pela janela me fazendo tremer, então eu apertei a camisa de Klaus no meu corpo, e então me lembrei da última noite que tinha vindo aqui vestindo a camisa dele.

“― Você não vai vir para a cama?

Reclamei olhando para Klaus que estava analisando vários documentos em cima da mesa, ele levantou os olhos e sorriu.

― Preciso arrumar uns pijamas para minha mulher...

Ele balançou negativamente a cabeça ainda sorrindo.

Eu segurei a barra da camisa e fui até ele, então ele se afastou um pouco da mesa me dando espaço para sentar em seu colo.

― Eu gosto das suas camisas. E o ponto não é esse, você está trabalhando demais.

Ele me apertou em seus braços e beijou meu pescoço.

― Têm razão, mas já estou subindo, prometo. Que tal mais cinco minutos?

― Nada feito, estou com saudades de você, quase não nos vemos direito...

Fiz um biquinho para ele que sorriu ainda mais.

― E isso não tem nada a ver com o fato de você estar com os peitos quase furando a camisa e sem calcinha?

― Está frio!

Reclamei rindo e tentei levantar.

― Você é uma péssima mentirosa.

Falou ele enquanto suas mãos começavam a subir por minha coxa.

Ele estava certo. Eu o queria demais. Era visceral e incontrolável, eu não conseguia e nem queria resistir. Só sabia que precisava demais de Klaus, precisava sentir suas mãos em mim, ouvir sua voz, estar perto dele de qualquer maneira.

Então ele puxou meu rosto e me beijou, sua boca quente me saboreava, bem devagar, sugando meus lábios bem de leve, enquanto sua mão alcançava o meio das minhas pernas, quando senti seu toque mordi seu lábio com o prazer bruto e rápido que correu por meu corpo. Então ele se afastou um pouco e beijou o canto da minha boca.

― E qual sua explicação para estar tão excitada?

Perguntou e continuou me massageando bem devagar, deixando meu corpo encontrar seu ritmo, eu sequer respondi, apenas voltei a beijá-lo sentindo o gosto doce de sua boca, e o prazer cada vez mais perto. Sua língua tocava a minha devagar, como se avaliando o que eu estava sentindo, mas eu queria mais, estava sedenta por ele, então aprofundei o beijo sugando sua língua e soltando um gemido no fundo da garganta, então senti seu dedo me penetrar de uma vez, o prazer dominou meu ventre e eu soltei vários gemidos na sua boca enquanto mergulha em êxtase.

O ritmo do beijo se tornou mais lento e ele tirou o dedo de dentro, gemi em protesto.

― Se queria sexo era só pedir amor...

Murmurou ele em meu ouvido e eu levantei a cabeça.

― Eu não queria sexo, eu queria dormir nos seus braços.

Falei olhando seus olhos.

Então ele segurou meu rosto e sorriu.

― Eu sei disso, e já estou subindo. Você vai dormir em meus braços por todos os dias da sua vida Sra. Mikaelson, e nem tente me impedir.

― Até quando eu virar uma velha rabugenta e reclamona?

Ele beijou minhas testa e eu ri.

― Quando você virar uma velha reclamona, eu serei um velho surdo. Viu só? Perfeito.

Então em me aninhei em seu colo e encostei a cabeça em seu peito.

― Eu amo você sabia?

― Eu também amo você Caroline. Sempre.”

Enxuguei uma lágrima do canto dos olhos e resolvi voltar para o quarto, ficar ali estava me deprimindo ainda mais. As lembranças eram tão doces e felizes, mas a essa altura pensar nelas doía demais.

Nem é preciso dizer que não conseguir dormir um segundo sequer durante a noite. E já estava de pé as seis da manhã. Eu queria ir ao hospital, mas sabia que não poderia vê-lo, pelo menos até sua situação ficar melhor.

Mesmo assim eu fiz Damon e Elena me levarem para lá depois do almoço e montei acampamento na porta da UTI até alguém me deixar vê-lo, mesmo que apenas pelo vidro.

Sua aparência ainda era frágil, vários tubos o ajudavam a respirar e monitoravam seu coração. Eu fitava aquele pequeno monitor cardíaco com tanta intensidade que parecia que ele pararia se eu não o fizesse.

― Vamos lá Klaus, você consegue, mantenha sue coração estável meu amor.

Falei para o vidro e continuei ali, olhando pelo vidro nem sei por quanto tempo. O tempo parecia perder a importância, e era pontuada apenas por coisas importantes, os médicos checando ele, analisando o prontuário e nenhum deles dizia uma palavra sequer. Então com o tempo até isso pareceu passar despercebido. Num dado momento levaram ele para fazer outros exames e eu fui obrigada a sair de lá, foi quando vi Elijah na sala de espera, ele deu um sorriso fraco e me trouxe um café.

― Não sabia que você estava aqui.

Falei a ele dando um gole no café. Meu estomago já estava vazio a tanto tempo que protestou com a bebida quente. Elijah notou meu desconforto e tocou meu braço.

― Vamos comer alguma coisa, não quero que Klaus me mate por deixar a mulher dele faminta.

Então eu o acompanhei até a lanchonete do hospital e ele pediu um sanduíche para cada um de nós.

― Rebekah e Kol também queriam ficar, mas não vai ajudar em nada.

Comentou ele, e eu dei de ombros.

― É verdade, mas eu não conseguiria ficar em casa de qualquer jeito.

― Nem eu.

Concordou ele, mas então olhou para as mãos enquanto serviam nossos sanduíches, eu peguei um pedaço e comecei a comer enquanto ele parecia perdido em pensamentos.

― É estranho falar isso, quer dizer, minha mulher e minha filha estão em casa, mas é que... Eu sinto que devo estar aqui, com meu irmão, mesmo não podendo fazer nada.

Minha admiração por Elijah cresceu ainda mais. Mesmo Klaus tentando mantê-los longe o máximo possível, Elijah ainda estava aqui e era leal a ele.

― Ele te ama muito Elijah, mesmo que não diga isso.

Falei a ele tocando seu braço tentando transmitir um pouco de conforto.

― E agora precisa de nós não é? Para acreditarmos nele.

― Sempre.

Respondi a Elijah, então terminamos nossos sanduíches em silêncio e voltamos para a sala de espera, não sabia quanto tempo os exames demorariam, mas queria logo entrar para continuar com ele, mesmo que ele não soubesse que eu estava aqui.

Depois do que me pareceram horas a porta enfim se abriu, Elijah e eu nos levantamos ao mesmo tempo. A enfermeira sorriu para nós.

― O inchaço no cérebro diminuiu, ele ainda está desacordado mas vocês podem ficar com ele se quiserem.

Numa fração de segundo Elijah e eu estávamos abraçados, grossas lágrimas de alívio corriam por meu rosto e pelo dele também.

― Ele vai ficar bem. ― Disse eu.

― Ele vai ficar bem.

Elijah concordou, mas não havia tempo para comemorarmos mais, eu queria vê-lo. Urgentemente.

Então a enfermeira nos guiou para o quarto.

Ainda haviam vários fios ligados a ele, mas haviam retirado o tudo da respiração e isso só podia ser um ótimo sinal.

Me precipitei para a cama e segurei uma de suas mãos, enquanto olhava seu rosto.

Elijah veio para o outro lado da cama e lágrimas de alegria também escorriam por seu rosto.

Ficamos ali parados, acompanhando sua respiração, como se para nos certificar de que ele estava bem.

― Só um acompanhante pode ficar com ele.

Comentou a enfermeira entrando no quarto. Elijah me olhou e se afastou.

― Vou avisar minha família que ele está bem, amanhã nos falamos.

Então ele acenou para mim e saiu.

Eu arrastei uma poltrona que estava no canto e me sentei ao seu lado ainda segurando sua mão.

― Quando ele vai acordar?

Perguntei a enfermeira.

― Não tem um prazo específico, o cérebro é um órgão extraordinário, e sabe exatamente quanto tempo o corpo precisa para se recuperar. Ele vai acordar quando estiver pronto.

Respondeu-me ela e sorriu.

Eu queria tanto vê-lo acordado, ouvir sua voz, mas ele precisava se recuperar. E eu estaria bem aqui ao seu lado quando acontecesse.